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						<item>
				<title>EJOR integra a comissão organizadora do 4.° Encontro Internacional de Pesquisa sobre Jornalismo (REIJOR 2027)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2026/05/19/ejor-integra-a-comissao-organizadora-do-4-encontro-internacional-de-pesquisa-sobre-jornalismo-reijor-2027</link>
				<pubDate>Tue, 19 May 2026 11:53:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[grupos]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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						<description><![CDATA[A chamada de trabalhos para o evento está aberta até 1.° de junho de 2026]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O Grupo de Estudos em Jornalismo (EJOR), do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (Poscom/UFSM), integra a comissão organizadora do 4.º Encontro Internacional de Pesquisa sobre Jornalismo (REIJOR). O evento acontecerá nas universidades de Bruxelas e Mons, na Bélgica, entre os dias 10 e 12 de maio de 2027, com o tema “As vanguardas do jornalismo”. A participação do EJOR na organização demonstra a inserção internacional do Poscom, que mantém uma série de redes de cooperação científica consolidadas.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-19-085646-300x167.jpg" alt="" width="300" height="167" />Além da UFSM, também fazem parte da comissão organizadora pesquisadores da Universidade de Sorocaba (JORLIT-Uniso), da Universidade Federal da Bahia (Póscom-UFBA), da Universidade Federal de Juiz de Fora (Assimetrias/PPGCOM-UFJF), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Universidade Livre de Bruxelas (RESIC-LaPIJ-CAMIlle), da Universidade de Mons, da Universidade Grenoble Alpes (GRESEC), da Universidade Laval, da Universidade de Montreal e da Universidade Politécnica de Hauts-de-France (DeVisu-LARSH), reunindo instituições de referência do Brasil, da Bélgica, da França e do Canadá.</p><p>A chamada de trabalhos para o evento está aberta e recebe produções voltadas às transformações do jornalismo contemporâneo, contemplando debates sobre inovação, experimentação, narrativas emergentes, estética, política e novos modos de produção jornalística. A proposta é reunir estudos que discutam práticas pioneiras e criativas na comunicação e no jornalismo.</p><p><b>Para participar, é preciso que o envio de trabalhos seja feito até 1.º de junho de 2026 para o e-mail colloque.mejor@gmail.com.</b></p><p><i>Texto: Alice Melo Xavier | Doutoranda (Poscom/UFSM)</i></p><p><i>Revisão: Anna Júlia C. da Silva | Doutoranda (Poscom/UFSM)</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Brasil avança em Liberdade de Imprensa, mas sofre com disparidade de gênero nas redações e ataques aos jornalistas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/08/liberdade-de-imprensa</link>
				<pubDate>Fri, 08 May 2026 17:46:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=72729</guid>
						<description><![CDATA[Estudo coordenado por professora da UFSM e publicado em ebook da WJS destaca momento atual da atividade jornalística no país
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p style="text-align: left">A Liberdade de Imprensa no Brasil avançou, segundo relatório recém divulgado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Neste ano, o país figura na 52ª posição do ranking geral da RSF e, pela primeira vez, superou os Estados Unidos, que caiu para a 64ª colocação. Embora apresente melhorias, o país enfrenta problemas comuns aos de outras nações, como a judicialização do trabalho da imprensa. Além disso, no Brasil, existe disparidade de gênero nas redações e ocorre aumento dos casos de violência contra jornalistas. Os dados são de estudo inédito da World of Journalism Study (WJS), grupo internacional de pesquisadores do qual faz parte a professora Laura Storch, coordenadora do Grupo de Estudos em Jornalismo <a href="https://www.ufsm.br/grupos/ejor">(EJOR)</a> da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).  </p>
<p style="text-align: left"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O jornalismo tem o compromisso de informar de maneira responsável os assuntos de interesse público. Ao acompanhar e cobrar o cumprimento do papel de quem atua nos três poderes - executivo, legislativo e judiciário -, a imprensa exerce o chamado “quarto poder”. A mídia acaba, assim, contribuindo com a garantia da democracia. Em função do ofício, que implica na exposição a riscos na apuração de informações, o jornalista está em posição de fragilidade e frequentemente sofre com violências, censura, perseguições e manifestações de ódio.</p>		
													<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Info-posicao-do-Mundo-na-liberdade-de-imprensa-1.jpg" alt="Imagem colorida horizontal sobre liberdade de imprensa. Em primeiro lugar, Noruega. Em 52º Brasil. EUA. e, 64º" />													
		<h3><b>Liberdade de Imprensa no mundo atinge níveis mais baixos do século XXI</b></h3>
<p></p>
<p>A pontuação média geral dos 180 países monitorados pela&nbsp;<a href="https://rsf.org/pt-br/ranking-2026-liberdade-de-imprensa-no-n%C3%ADvel-mais-baixo-em-25-anos" target="_blank" rel="noopener">Repórteres Sem Fronteiras (RSF)</a>&nbsp;está no nível mais baixo deste século. Divulgado na antevéspera do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, celebrado no dia 3 de maio, o ranking de 2026 revela que 52% da população mundial vive em lugares em que o trabalho de jornalistas é considerado “difícil” ou “muito grave”. Entre os motivos para tal quadro estão: a ocorrência regular de conflitos armados, a existência de regimes ditatoriais, a polarização política, a criminalização da atividade jornalística e a falta de políticas públicas.</p>
<p>A liberdade de imprensa é monitorada a partir de indicadores econômicos, políticos, legislativos, sociais e de segurança pública. Um dos destaques negativos apontados pela RSF é o índice legislativo, que revela o abuso de mecanismos como lei de segurança para cercear o trabalho da imprensa tanto em regimes autoritários, como a Rússia (172°), quando em países que já foram exemplo de democracia, como Estados Unidos (64º).</p>
<p>“A gente está vivendo um momento muito particular da história em que estamos acompanhando no mundo inteiro um recrudescimento tanto de regimes políticos mais totalitários, quanto de lógicas de mercado mais totalitárias. Esses elementos geram uma pressão importante sobre o jornalismo, num momento em que o próprio jornalismo está fragilizado pelas mudanças internas que está passando”, analisa a professora Laura Storch sobre o ranking da RSF.</p>
<p>A crise a que a pesquisadora se refere tem dois eixos centrais: a sustentabilidade financeira da profissão e a credibilidade da imprensa. A sustentabilidade financeira se revela na dificuldade do “fazer jornalismo”, com a necessidade de atualização de equipamentos caros, as rotinas intensas de trabalho e a manutenção da segurança dos trabalhadores. Já a credibilidade é posta em xeque quando há questionamento da pertinência da profissão e dos profissionais diante do crescimento da figura do influenciador digital, do uso da inteligência artificial e da mudança da dieta informativa.</p>		
													<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/Info-posicao-do-Brasil-na-liberdade-de-imprensa.jpg" alt="Gráfico colorido horizontal mostra evolução do ranking de liberdade de imprensa no Brasil: que estava em 111 em 2011 e saltou para a posição 52 neste ano, ou seja, melhorou" />													
		<h3><b>Brasil na contracorrente da América Latina</b></h3>
<p> </p>
<p>Pela primeira vez, o Brasil está em posição superior à dos EUA, e está em 52º lugar no ranking da RSF, subindo cinco colocações em relação ao ano passado. O avanço na liberdade de imprensa no país é ainda mais notável se comparado com cinco anos atrás, quando estava em 111º lugar. O relatório da entidade identifica que a mudança do governo de Jair Bolsonaro, que tratava a imprensa de forma truculenta e desacreditava a mídia, para o de Luís Inácio Lula da Silva, que dialoga com jornalistas, foi considerada decisiva para a mudança do quadro. </p>
<p>“Existe um certo enrijecimento social em relação à política em diversos lugares do mundo, inclusive no Brasil”, pondera a professora Laura. A pesquisadora compara dados da pesquisa da RSF com os de estudo que realizou com o grupo de <i>World of Journalism Study </i>e revela<i>: </i>“temos claramente a percepção dos jornalistas brasileiros de que aquele momento do governo Bolsonaro foi muito desafiador e muito agressivo para o trabalho jornalístico. Tinha essa exposição produzida pelos próprios discursos do presidente naquele momento”.</p>
<p>O continente americano passa por uma situação semelhante à das regiões mais perigosas e mortais para o exercício do jornalismo, como Oriente Médio e Europa Oriental - atingidas por guerras e conflitos -, devido à atuação sistemática de governos (Estados Unidos, Argentina e El Salvador) e à violência dos cartéis (México, Equador e Peru). Ao avaliar os dados da região, a <a href="https://latamjournalismreview.org/pt-br/articles/a-liberdade-de-imprensa-nas-americas-cai-drasticamente-em-meio-a-repressao-global-aponta-relatorio-da-rsf/" target="_blank" rel="noopener">LatAm Journalism Review</a> pontua o caso do Brasil como “uma luz nas Américas”, pelo retorno da normalidade democrática, reforço da transparência, do acesso à informação e da independência institucional. Apesar da melhora, a liberdade de imprensa no país é abalada pelo aumento da judicialização e os casos de violência de todos os tipos, incluindo a praticada pelo crime organizado. </p><h3><b>Disparidade de gênero na redações</b></h3>
<p>A rede internacional de pesquisadores <a href="https://worldsofjournalism.org/" target="_blank" rel="noopener">World of Journalism Study</a><i> </i>publicou neste ano, <i>pelo</i> <i>Knight Center,</i> um e-book sobre o exercício da profissão na América Latina. O estudo trilíngue (português, espanhol e inglês) se baseia em entrevistas feitas com mais de 4 mil jornalistas de 11 países pela rede de pesquisadores WJS.</p>
<p><i>O</i> capítulo “Jornalismo brasileiro: Desafios de insegurança, autocensura e disparidades de gênero” é assinado pela professora Laura Storch, em parceria com os pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade de Siegen, na Alemanha. O texto destaca que o jornalismo no país é exercido em um contexto marcado por insegurança estrutural, precarização do trabalho e pressões constantes, que impactam diretamente na prática profissional. O Brasil tem altos índices de ataques a jornalistas, incluindo casos de assédio, perseguição, o que contribui para um ambiente hostil e de risco. Em função disso, muitos profissionais recorrem à autocensura como estratégia de autoproteção, evitando determinados temas ou abordagens para reduzir possíveis retaliações. O cenário é agravado pela instabilidade laboral proveniente de contratos frágeis, múltiplos empregos e baixa remuneração. Além do intenso desgaste emocional.</p>
<p>Além disso, o capítulo destaca barreiras estruturais da profissão, a exemplo das desigualdades de gênero na imprensa. De acordo com os pesquisadores, as mulheres têm menos estabilidade na carreira e enfrentam mais assédio e insegurança. A professora da UFSM enfatiza que a questão de gênero transparece na profissão por ser uma característica social.</p>
<p>“As nossas sociedades têm essa característica de que o trabalho da mulher é mais desvalorizado. Existe uma desigualdade estrutural. E isso se repete no jornalismo também. Nesse caso, tanto as pesquisas nacionais, quanto as internacionais vão demonstrar sistematicamente, que existem diferenças muito importantes, em relação ao trabalho da mulher e ao trabalho do homem jornalista, bem como em relação aos tipos de violência que eles sofrem também”, explica.</p>
<h3><b style="background-color: transparent;color: #000000;font-family: Arial, sans-serif;font-size: 11pt;white-space: pre-wrap;text-align: justify">A cada 1,7 minuto, um jornalista brasileiro é agredido virtualmente</b></h3>
<p>O relatório da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), divulgado em 2025, registrou 900 mil ataques virtuais a jornalistas. O número representa uma média de 2,5 mil agressões diárias ou cerca de 1,7 por minuto, indicando um crescimento de 35% em relação ao período anterior.</p>
<p>A Abert aponta que pelo menos nove jornalistas de veículos, como jornais, sites e emissoras de televisão, foram impedidos de realizar coberturas políticas, esportivas e regionais no ano passado, o que representa um aumento de 55% se comparado ao período anterior. A professora explica que normalmente, os casos de ataques contra jornalistas são muito particulares, e que a maioria dos profissionais depende do apoio oferecido pelas instituições. As empresas de mídia, por outro lado, nem sempre têm protocolos bem estabelecidos para lidar com as situações. A pesquisadora compara com a situação das enchentes, em que os jornalistas ficaram expostos a uma série de riscos, mas que os protocolos foram sendo estruturados com o tempo. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No Brasil, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), é a responsável por defender os direitos trabalhistas dos jornalistas, e  a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), entidade sem fins lucrativos voltada ao jornalismo de interesse público, defende a liberdade de expressão e o aprimoramento das técnicas de investigação jornalística.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><em>Reportagem: Ellen Scwade, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</em></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><em>Infografia: Daniel Michelon De Carli</em></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><em>Edição: Maurício Dias</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Dissertação do EJOR indicada ao Prêmio Compós analisa como métricas e plataformas reconfiguram o trabalho jornalístico</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2026/03/10/dissertacao-do-ejor-indicada-ao-premio-compos-analisa-como-metricas-e-plataformas-reconfiguram-o-trabalho-jornalistico</link>
				<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 13:14:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4720</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisa identifica a metrificação como novo constrangimento organizacional e aponta a crescente especialização do trabalho nas redações digitais A dissertação de mestrado da pesquisadora do EJOR Paola Martins Jung foi indicada ao Prêmio Compós de Dissertações, após seleção interna realizada pelo POSCOM. O trabalho, defendido em 2025 e orientado pela professora Laura Storch, investiga como [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><em>Pesquisa identifica a metrificação como novo constrangimento organizacional e aponta a crescente especialização do trabalho nas redações digitais</em></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A dissertação de mestrado da pesquisadora do EJOR Paola Martins Jung foi indicada ao <strong>Prêmio Compós de Dissertações</strong>, após seleção interna realizada pelo POSCOM. O trabalho, defendido em 2025 e orientado pela professora Laura Storch, investiga como as plataformas digitais vêm transformando a organização do trabalho jornalístico.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Intitulada <em>“A metrificação e a especialização como novos constrangimentos organizacionais no jornalismo plataformizado de GZH”</em>, a pesquisa analisa como os processos de distribuição de conteúdo reconfiguram rotinas produtivas e decisões editoriais em um contexto de jornalismo cada vez mais orientado pelas plataformas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O estudo toma como caso a GZH, uma das principais marcas do jornalismo regional brasileiro, com foco na atuação do seu setor de distribuição de conteúdo. A partir dessa experiência, a dissertação mostra como métricas de audiência, estratégias de circulação e exigências técnicas das plataformas passam a atravessar o cotidiano das redações.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Entre os principais achados da pesquisa, destaca-se a identificação da <strong>metrificação como um novo constrangimento organizacional</strong>, capaz de orientar práticas editoriais e influenciar decisões sobre produção e circulação de notícias. Ao mesmo tempo, o trabalho aponta a <strong>crescente especialização do trabalho jornalístico</strong>, marcada pela criação de funções voltadas à gestão de audiência, análise de dados e otimização de conteúdos para plataformas digitais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A pesquisa foi desenvolvida no âmbito do <strong>Grupo de Estudos em Jornalismo (EJOR)</strong>, do qual Paola faz parte desde o mestrado. Atualmente, a pesquisadora dá continuidade às investigações sobre o tema em seu doutorado no POSCOM, novamente sob orientação da professora Laura Storch.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na entrevista a seguir, Paola Martins Jung fala sobre a origem da pesquisa, os desafios do trabalho de campo e as contribuições do estudo para compreender as transformações contemporâneas do jornalismo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading"><strong>EJOR: De onde surgiu a ideia da dissertação?</strong></h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Paola Jung: </strong>A ideia da dissertação surgiu de uma inquietação sobre como técnicas de otimização de conteúdo, especialmente <strong>Search Engine Optimization (SEO)</strong> e <strong>Social Media Optimization (SMO)</strong>, estavam sendo apropriadas por organizações jornalísticas. A temática da dissertação se transformou quando as primeiras entrevistas foram realizadas, porque ficou evidente que o fenômeno não se limitava ao uso técnico de ferramentas, ele era apenas uma parte do processo. A aplicação de técnicas de otimização envolvia rearranjos organizacionais mais amplos, novos núcleos especializados, redefinição de fluxos internos e uma relação cada vez mais estruturada com plataformas digitais. A partir disso, o foco da pesquisa se desloca para investigar como a metrificação e a distribuição plataformizada tensionam a estrutura organizacional da GZH, para além dos aspectos técnicos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ejor: Por que a GZH é um objeto relevante de estudo hoje? O que ela ajuda a revelar sobre o jornalismo brasileiro no contexto de plataformização e uso de métricas?</strong></h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Paola Jung: </strong>A GZH é um objeto relevante de estudo porque é uma organização jornalística consolidada e tradicional no Rio Grande do Sul, que passou por complexos processos de digitalização e reorganização organizacional, registrados ao longo do tempo por outras pesquisas, como as de Greyce Vargas e Janaína Kalsing. Como é uma organização adepta da inovação, está em constante mudança, e é sempre possível retornar a ela para encontrar diferentes resultados. A GZH ajuda a revelar como o processo de distribuição se tornou tão estratégico quanto o processo de produção das notícias. Muitas vezes, a metrificação não aparece apenas como algo posterior à produção das notícias, mas já orienta decisões editoriais pensando na distribuição. Assim, esse estudo evidencia como a plataformização não é apenas um fenômeno externo, mas algo que tem potencial para reconfigurar internamente a organização jornalística.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ejor: Seu trabalho dialoga com pesquisas anteriores, mas em que medida sua dissertação dá continuidade a esses estudos e o que ela aprofunda ou tensiona em relação a eles?</strong></h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Paola Jung:</strong> O meu trabalho dialoga principalmente com a tese de Janaína Kalsing, que traz o conceito do jornalista metrificado e que também estudou a GZH. Nesse sentido, damos continuidade a esse debate ao assumir esse conceito, de que a metrificação perpassa o trabalho jornalístico. O novo olhar que se dá para isso vem através da escolha de não estudar necessariamente os jornalistas da redação, mas sim os profissionais que estão no entorno da redação, tomando decisões referentes à distribuição das notícias ou até mesmo à criação de produtos digitais nesse mesmo âmbito. O principal tensionamento está em demonstrar que a metrificação não é apenas um mecanismo de controle simbólico ou editorial, mas um constrangimento organizacional que reestrutura fluxos, cargos e processos decisórios.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ejor: Um dos principais achados aponta a metrificação como um constrangimento organizacional. Como as métricas passam a orientar decisões editoriais no cotidiano da redação?</strong></h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Paola Jung: </strong>As métricas deixam de ser instrumentos de avaliação posterior da circulação das notícias e passam a se tornar também um indicador para definição de enquadramentos e para a criação de novas pautas. Assim, a metrificação atua como um constrangimento organizacional porque condiciona práticas, no sentido de reorganizar prioridades pensando na distribuição. O fato de uma pauta ter potencial ou não para gerar boas métricas é relevante para a tomada de decisões editoriais, bem como para decisões comerciais relacionadas à venda de anúncios, produtos digitais e espaços de divulgação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ejor: A pesquisa também mostra uma especialização crescente do trabalho jornalístico. Quais são os impactos dessa especialização para a autonomia e a identidade profissional dos jornalistas?</strong></h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Paola Jung: </strong>O principal impacto que pode ser observado é que a especialização reduz a independência editorial, já que a escolha das pautas e dos enquadramentos passa a levar em consideração os critérios da metrificação. A especialização não é apenas um aprimoramento técnico, mas uma resposta organizacional às exigências da distribuição plataformizada. A criação de núcleos como o de Trends, que busca especificamente encontrar pautas que estejam em alta na rede, demonstra que a circulação de conteúdo deixa de ser uma etapa posterior à produção e passa a integrar o próprio processo decisório da redação. Isso significa que a pauta já nasce atravessada por dados de audiência, desempenho prévio e projeções de engajamento. Assim, ainda que o jornalista mantenha formalmente sua autonomia profissional, no sentido clássico discutido por Breed, Tuchman e Soloski, essa autonomia passa a ser mediada por indicadores de performance. O <em>news judgment</em> não desaparece, mas passa a dialogar constantemente com dashboards de engajamento e índices de audiência. A decisão sobre o que é relevante deixa de ser exclusivamente fundamentada em critérios jornalísticos tradicionais e passa a ser tensionada por métricas de visibilidade, retenção e conversão.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ejor: Quais foram os principais desafios metodológicos e empíricos da pesquisa? Houve limites de acesso, tempo ou mudanças na organização que impactaram o trabalho?</strong></h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Paola Jung: </strong>Sim, acredito que um dos principais desafios da dissertação foi o tempo, visto que o mestrado possui um período relativamente curto para o desenvolvimento de uma pesquisa aprofundada. Do ponto de vista metodológico, a escolha pela entrevista em profundidade como método de coleta de dados foi ao mesmo tempo uma potência e uma limitação. Em função do tempo, o tamanho da amostra foi menor, com entrevistas concentradas nos núcleos de distribuição, audiência, produto e trends, sem necessariamente adentrar na redação. A utilização da entrevista permitiu acessar a perspectiva dos profissionais sobre seus próprios processos de trabalho, porém os dados ficam restritos às suas perspectivas pessoais. Ainda, outra limitação está no fato de o estudo focar apenas em uma organização jornalística. Uma mudança que impactou o trabalho foi que, durante a realização da última entrevista, em janeiro de 2025, fui informada de que toda a estrutura da GZH havia sido reformulada, e que a forma como os núcleos trabalhavam anteriormente já havia mudado completamente. Como não havia mais tempo para retrabalhar todos os dados com a nova estrutura, optou-se por apenas comentar nas considerações finais como os processos de produção e distribuição já haviam mudado nesse período de realização da pesquisa. Isso também demonstra o quanto a GZH está em constante processo de inovação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ejor: A partir dos resultados, que contribuições sua dissertação oferece para o campo dos estudos em jornalismo e que caminhos de pesquisa você considera mais essenciais para aprofundar esse debate?</strong></h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Paola Jung: </strong>A dissertação contribui para os estudos de jornalismo ao pensar a teoria organizacional em relação com o contexto da plataformização. Ao demonstrar que a metrificação e a especialização operam como novos constrangimentos organizacionais, o trabalho evidencia que as transformações do jornalismo não se restringem às práticas produtivas, mas reconfiguram a própria estrutura interna das organizações. Nesse sentido, a distribuição deixa de ser uma etapa posterior à produção e passa a ocupar um lugar estratégico no processo editorial e nas estratégias de negócio da organização. Para aprofundar esse debate, será relevante desenvolver melhor essa ideia de especialização do trabalho não apenas como uma especialização técnica, mas também a partir de um entendimento sociológico da especialização profissional, considerando que as configurações do trabalho possuem um caráter histórico e profissional.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>Entrevista realizada em março de 2026.&nbsp;</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Resultado preliminar . Edital 01/2026 . Seleção de IC</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2026/02/24/resultado-preliminar-edital-01-2026-selecao-de-ic</link>
				<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 19:57:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4663</guid>
						<description><![CDATA[O GP Estudos de Jornalismo (Ejor/UFSM) divulga os resultados preliminares da seleção de bolsista de Iniciação Científica (IC) para atuação no projeto Worlds of Journalism Study – WJS3 | Etapa Brasil, coordenado pela professora Laura Strelow Storch. A vaga é destinada a estudantes de graduação da UFSM e envolve atividades de organização e análise de dados, com foco em estatística [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>O GP Estudos de Jornalismo (Ejor/UFSM) divulga os resultados preliminares da seleção de <strong>bolsista de Iniciação Científica (IC)</strong> para atuação no projeto <strong><em>Worlds of Journalism Study – WJS3 | Etapa Brasil</em></strong>, coordenado pela professora <strong>Laura Strelow Storch</strong>. A vaga é destinada a estudantes de graduação da UFSM e envolve atividades de <strong>organização e análise de dados</strong>, com foco em estatística aplicada à pesquisa em jornalismo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O período de recursos segue até às 12 horas do dia 25 de fevereiro de 2026, conforme instruções do edital.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:file {"id":4664,"href":"https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2026/02/Edital-01_2026-assinado.pdf","displayPreview":true} -->
<div class="wp-block-file"><object class="wp-block-file__embed" data="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2026/02/Edital-01_2026-assinado.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="Edital 01_2026 assinado"></object><a id="wp-block-file--media-1a13b311-469c-44fd-974b-f44c0b0b3c1d" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2026/02/Edital-01_2026-assinado.pdf">Edital 01_2026 assinado</a><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2026/02/Edital-01_2026-assinado.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-1a13b311-469c-44fd-974b-f44c0b0b3c1d">Baixar</a></div>
<!-- /wp:file -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisa internacional analisa práticas e valores do jornalismo contemporâneo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2026/02/09/pesquisa-internacional-analisa-praticas-e-valores-do-jornalismo-contemporaneo</link>
				<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 19:43:52 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

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						<description><![CDATA[Estudo comparativo reúne dados de diferentes países e tem coordenação nacional do eJOR (UFSM/CNPq) As transformações recentes no ecossistema informacional, impulsionadas pela digitalização, avanço das plataformas e redes sociais, além da ampliação de atores na produção de conteúdos informacionais de interesse público, têm colocado em debate os fundamentos do exercício do jornalismo. Nesse contexto, valores, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":4640,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2026/02/pesquisa-site-2-1024x366.jpg" alt="" class="wp-image-4640" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:heading {"level":5} -->
<h5 class="wp-block-heading"><em><em>Estudo comparativo reúne dados de diferentes países e tem coordenação nacional do eJOR (UFSM/CNPq)</em></em></h5>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As transformações recentes no ecossistema informacional, impulsionadas pela digitalização, avanço das plataformas e redes sociais, além da ampliação de atores na produção de conteúdos informacionais de interesse público, têm colocado em debate os fundamentos do exercício do jornalismo. Nesse contexto, valores, princípios éticos e práticas profissionais assumem papel central para a compreensão de como se configura o jornalismo contemporâneo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Buscando entender melhor essas transformações, está em desenvolvimento a pesquisa “<strong>Fundamentos e Princípios do Jornalismo Contemporâneo</strong>”, um estudo de caráter internacional dedicado a analisar os valores, princípios e práticas que estruturam o exercício do jornalismo na atualidade. A investigação integra um <a href="https://cinia.africa/essential-standards/">esforço comparativo internacional realizado simultaneamente em diversos países</a> — África do Sul (Stellenbosch University); Canadá (King’s College University; Université Laval), Holanda (Utrecht University; University of Groningen; Fontys University of Applied Science); Reino Unido (Leeds Universit); e no Brasil (Universidade Federal de Santa Maria) — com o objetivo de mapear as transformações e tensões que atravessam o campo jornalístico.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A pesquisa tem como base a coleta de informações, via questionário online, junto a jornalistas e criadores de conteúdo informacional, considerados atores centrais na produção e circulação de informações no cenário contemporâneo. A partir dessas contribuições, o estudo busca identificar <em>quais são os valores e princípios que seguem sendo considerados centrais para o exercício da profissão no contexto contemporâneo</em>.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Etapa brasileira da pesquisa</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No Brasil, a pesquisa é conduzida pelo <strong>Grupo de Estudos em Jornalismo (eJOR</strong>), vinculado à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação (POSCOM), sob responsabilidade da Profa. Dra. Laura Storch. O grupo é responsável pela coordenação nacional do estudo, pela aplicação dos instrumentos de pesquisa ao contexto brasileiro e pela sistematização dos dados coletados no país, assegurando a comparabilidade com os demais contextos internacionais envolvidos na investigação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A pesquisa tem como público profissionais envolvidos na produção de informação de interesse público, incluindo jornalistas, atuantes em veículos de comunicação, redes sociais ou freelancer e comunicadores com atuação voltada à produção de conteúdo em redes sociais. A coleta de dados é feita por meio de um questionário on-line, anônimo e de participação voluntária, que pode ser respondido em cerca de 10 a 15 minutos,&nbsp; aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSM (CAAE nº 94820525.0.0000.5346).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:list -->
<ul class="wp-block-list"><!-- wp:list-item -->
<li><strong>Participe da pesquisa! </strong><em>Acesse o </em><a href="https://pt.surveymonkey.com/r/NYLH6HN"><em>link </em></a><em>e responda o questionário.</em></li>
<!-- /wp:list-item --></ul>
<!-- /wp:list -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Se você é jornalista ou comunicador e atua com informação, <a href="https://pt.surveymonkey.com/r/NYLH6HN">participe da pesquisa</a> e com profissionais que você conhece. A participação de diferentes vozes fortalece a reflexão sobre o jornalismo hoje!&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Os Mundos do Jornalismo: um retrato dos desafios e da resiliência dos jornalistas latino-americanos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2026/02/05/os-mundos-do-jornalismo-um-retrato-dos-desafios-e-da-resiliencia-dos-jornalistas-latino-americanos</link>
				<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 02:33:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4637</guid>
						<description><![CDATA[Foi lançado o ebook&nbsp;Os Mundos do Jornalismo: segurança, autonomia profissional e resiliência entre jornalistas na América Latina, publicado pelo&nbsp;Centro Knight para o Jornalismo nas Américas&nbsp;(Universidade do Texas em Austin). A obra está disponível gratuitamente em português, espanhol e inglês e se baseia em entrevistas com mais de&nbsp;4.000 jornalistas em 11 países da América Latina, realizadas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Foi lançado o ebook&nbsp;<strong><em>Os Mundos do Jornalismo: segurança, autonomia profissional e resiliência entre jornalistas na América Latina</em></strong>, publicado pelo&nbsp;<strong>Centro Knight para o Jornalismo nas Américas</strong>&nbsp;(Universidade do Texas em Austin). A obra está disponível gratuitamente em português, espanhol e inglês e se baseia em entrevistas com mais de&nbsp;<strong>4.000 jornalistas em 11 países da América Latina</strong>, realizadas entre 2021 e 2024 como parte do&nbsp;<em>Worlds of Journalism Study</em>&nbsp;(WJS).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong><em>Jornalismo brasileiro</em>: insegurança, autocensura e disparidades de gênero</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No capítulo&nbsp;<strong>“Jornalismo brasileiro: Desafios de insegurança, autocensura e disparidades de gênero”</strong>, assinado pela coordenadora do Ejor, professora&nbsp;<strong>Laura Storch</strong>, em parceria com os pesquisadores <strong>Marcos Paulo da Silva, Janara Nicoletti e Kérley Winques</strong>, os dados iniciais do WJS no Brasil traçam um panorama preocupante sobre as condições de trabalho da categoria. Entre os principais achados:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:list -->
<ul class="wp-block-list"><!-- wp:list-item -->
<li>Uma&nbsp;<strong>maioria expressiva dos jornalistas relatou preocupações com segurança e bem-estar emocional</strong>, incluindo riscos físicos e psicológicos no exercício profissional.&nbsp;</li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li>Apesar de mais da metade dos jornalistas dizer que seguem padrões profissionais rigorosos,&nbsp;<strong>menos da metade relatou ter plena liberdade para escolher o que publicar</strong>, e uma parcela ainda menor sente liberdade dentro das estruturas dos grandes meios.&nbsp;</li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li>O estudo também revela&nbsp;<strong>disparidades de gênero significativas e desafios específicos enfrentados por mulheres no jornalismo</strong>, em consonância com padrões regionais de desigualdade.&nbsp;</li>
<!-- /wp:list-item --></ul>
<!-- /wp:list -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“O capítulo sobre o Brasil evidencia como a insegurança, a autocensura e as desigualdades de gênero não são fenômenos isolados, mas estruturais”, destaca a professora&nbsp;<strong>Laura Storch</strong>. Para a pesquisadora brasileira, os resultados sublinham não apenas a precarização e os riscos associados ao jornalismo no Brasil, mas também os esforços contínuos dos profissionais por liberdade editorial e segurança, apesar das pressões internas e externas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Um olhar mais amplo sobre a América Latina</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:media-text {"mediaId":4638,"mediaLink":"https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?attachment_id=4638","mediaType":"image","mediaWidth":34,"verticalAlignment":"top"} -->
<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-top" style="grid-template-columns:34% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2026/02/Os-Mundos-do-Jornalismo.png.avif" alt="" class="wp-image-4638 size-full" /></figure><div class="wp-block-media-text__content"><!-- wp:paragraph -->
<p>O livro não se restringe ao contexto brasileiro: ele reúne capítulos dedicados a países como México, El Salvador, Costa Rica, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e Argentina, permitindo comparações e insights sobre como jornalistas enfrentam ameaças à liberdade de imprensa, precariedade laboral, autocensura e violência de diferentes naturezas em toda a região. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No <strong>prefácio</strong>, Rosental Calmon Alves, diretor do Centro Knight, contextualiza o estudo como uma contribuição importante para compreender “quem são os jornalistas latino-americanos”, seus valores profissionais e os desafios contemporâneos que moldam suas práticas e vidas — desde pressões econômicas e políticas até questões de segurança e bem-estar. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p><strong>O ebook está disponível para <a href="https://journalismcourses.org/pt-br/ebook/os-mundos-do-jornalismo-seguranca-autonomia-profissional-e-resiliencia-entre-jornalistas-na-america-latina/">download gratuito</a> no site do Centro Knight</strong>, facilitando o acesso de pesquisadores, estudantes e profissionais da comunicação interessados em aprofundar suas análises sobre jornalismo e democracia na América Latina.</p>
<!-- /wp:paragraph --></div></div>
<!-- /wp:media-text -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ejor abre seleção para bolsista de Iniciação Científica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2026/01/23/ejor-abre-selecao-para-bolsista-de-iniciacao-cientifica</link>
				<pubDate>Sat, 24 Jan 2026 01:02:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[grupos]]></category>
		<category><![CDATA[grupos-Pesquisa]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4632</guid>
						<description><![CDATA[O GP Estudos de Jornalismo (Ejor/UFSM) está com inscrições abertas para a seleção de um bolsista de Iniciação Científica (IC) para atuação no projeto Worlds of Journalism Study – WJS3 | Etapa Brasil, coordenado pela professora Laura Strelow Storch. A vaga é destinada a estudantes de graduação da UFSM e envolve atividades de organização e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>O GP Estudos de Jornalismo (Ejor/UFSM) está com inscrições abertas para a seleção de <strong>um bolsista de Iniciação Científica (IC)</strong> para atuação no projeto <strong><em>Worlds of Journalism Study – WJS3 | Etapa Brasil</em></strong>, coordenado pela professora <strong>Laura Strelow Storch</strong>. A vaga é destinada a estudantes de graduação da UFSM e envolve atividades de <strong>organização e análise de dados</strong>, com foco em estatística aplicada à pesquisa em jornalismo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As inscrições ocorrem <strong>de 26 de janeiro a 20 de fevereiro de 2026</strong>, por meio de formulário online.<br>O processo seletivo inclui análise de histórico, carta de intenções e entrevista.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O resultado será divulgado no <strong>site do Ejor</strong>.<br>A vigência da bolsa é de <strong>março a agosto de 2026</strong>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>📄 Mais informações no edital:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:file {"id":4658,"href":"https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2026/01/Edital_01_2026_29_assinado-1-1.pdf","displayPreview":true} -->
<div class="wp-block-file"><object class="wp-block-file__embed" data="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2026/01/Edital_01_2026_29_assinado-1-1.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="Edital_01_2026_29_assinado (1)"></object><a id="wp-block-file--media-c0a95ea7-c642-40e1-ab7f-508b490ee202" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2026/01/Edital_01_2026_29_assinado-1-1.pdf">Edital_01_2026_29_assinado (1)</a><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2026/01/Edital_01_2026_29_assinado-1-1.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-c0a95ea7-c642-40e1-ab7f-508b490ee202">Baixar</a></div>
<!-- /wp:file -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O quão próximo o jornalismo deve estar de você?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/23/o-quao-proximo-o-jornalismo-deve-estar-de-voce</link>
				<pubDate>Sun, 23 Nov 2025 22:12:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4574</guid>
						<description><![CDATA[Por: Amanda Spohr Demamann Pensar que o jornalismo está próximo dos cidadãos que ilustram suas notícias e reportagens cotidianamente parece uma obviedade, não é? Afinal, mediar o debate entre os fatos e a sociedade, e denunciar situações que competem ao interesse do público são (ou ao menos, deveriam ser) duas das principais finalidades do jornalismo. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong><em>Por:</em></strong> Amanda Spohr Demamann</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Pensar que o jornalismo está próximo dos cidadãos que ilustram suas notícias e reportagens cotidianamente parece uma obviedade, não é? Afinal, mediar o debate entre os fatos e a sociedade, e denunciar situações que competem ao interesse do público são (ou ao menos, deveriam ser) duas das principais finalidades do jornalismo. Fosse assim, viveríamos em uma sociedade quase utópica: o jornalismo assumindo seu papel de quarto poder, fiscalizando as formas de governo e governança social e a execução de políticas públicas, denunciando irregularidades no espectro político e do serviço público, e claro, atuando em favor de todos aqueles que comumente não recebem espaço nas capas dos principais veículos do país. Estaríamos, de fato, num mundo quase perfeito.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mas, a verdade, é que o jornalismo parece vir se desvencilhando das suas principais funções nos últimos tempos. A lógica mercadológica da notícia abocanhou as práticas da profissão, pressionando valores que fazem o jornalismo ser considerado bom. Algumas dimensões das crises de governança do jornalismo (Christofoletti, 2019) exemplificam o que queremos dizer aqui: o atual modelo de negócios que atravessa a indústria noticiosa talvez não seja mais suficiente para sustentar a produção, porque existe uma relação conflituosa entre a organização de conteúdos patrocinados e a qualidade da informação; a prerrogativa da objetividade vem sendo amplamente questionada tanto pelas audiências quanto pelos próprios jornalistas, que sugerem a ressignificação de enquadramentos, fontes e estilo dos relatos; e o próprio sistema operacional de organizações midiáticas consideradas “tradicionais” passou a ser visto como complexo por tratarem-se de empresas privadas que estão à mercê da busca pela lucratividade.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Esses indicadores e entre tantos outros incidiram sobre a crise da credibilidade do jornalismo, que precisou encontrar novas possibilidades para seguir cumprindo suas funções. Os nativos digitais ou arranjos econômicos (Fígaro, 2021) são elementos centrais deste cenário curioso que detalha os rumos tomados pelo jornalismo, e é a partir deles que me proponho a investigar os novos modos de exercer essa atividade. No caso da minha dissertação de mestrado, escolhi trabalhar com o jornalismo de proximidade, temática não muito recorrente em pesquisas nacionais, mas muito bem colocada no âmbito da academia portuguesa. Parto justamente da problematização existente no fato de a lógica capitalista ser responsável por subsidiar o jornalismo e o quanto isso pode influenciá-lo a assumir uma posição de curador, marginalizando problemas e distanciando-se das pessoas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>&nbsp;Assim, vou percorrendo reflexões teóricas acerca da Geografia da Comunicação e noções de território, lugar e territorialização, até chegar nas abordagens da crise de credibilidade da imprensa e dos arranjos econômicos para situar o objeto de pesquisa. Também abordo a perspectiva do jornalismo de proximidade a partir dos estudos de portugueses, como o professor Carlos Camponez, autor da obra base das pesquisas que abordam este tema.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Meu objeto de estudo é o Matinal, um veículo que caracteriza-se como um arranjo econômico, nativo digitalmente e que produz jornalismo local e investigativo na região metropolitana de Porto Alegre. O intuito é fazer uma análise discursiva sobre os sentidos de proximidade acionados em reportagens do Matinal, de modo a identificar essas marcas e, ao fim da pesquisa, desenvolver um conceito próprio e atualizado de proximidade.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Até o momento, encontrei algumas formas dispersas nos textos selecionados. Espécies de uma proximidade geográfica, que envolve o território físico; proximidade simbólica, que engloba a ideia de uma identidade comum entre jornalistas e leitores do Matinal que convergem em pautas e opiniões sócio culturais e políticas; e a proximidade local, em que estão inseridos os aspectos de localização em Porto Alegre e região estão entre elas. Também já é possível identificar que a proximidade opera como um norteador da construção jornalística do Matinal, e sob a perspectiva teórica da pesquisa, identificamos alguns pontos que relacionam-se com os itens encontrados no exercício de análise, como, por exemplo, para além da influência da Geografia, os processos de territorialidade que são concebidos de práticas e ações sociais e relações de poder.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Por ora, a dissertação está em andamento e em fase de ajustes pós qualificação, mas esses sentidos encontrados durante a análise preliminar indicam que estou em um caminho promissor. Centrar os olhares para diferentes modos de fazer jornalismo que estão ou pretendem estar mais próximos de comunidades que identificam-se mutuamente por suas crenças e posicionamentos, parece ser proveitoso para suprir uma parte da lacuna sobre os estudos de proximidade no Brasil.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O paradoxo comunicacional do antropoceno: Uma análise da tragédia do RS e o choque global-planetário em Chakrabarty</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/23/o-paradoxo-comunicacional-do-antropoceno-uma-analise-da-tragedia-do-rs-e-o-choque-global-planetario-em-chakrabarty</link>
				<pubDate>Sun, 23 Nov 2025 20:01:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4573</guid>
						<description><![CDATA[Por: Ana Luiza Dutra Ribeiro As águas que cobriram o Rio Grande do Sul em 2024 trouxeram uma mensagem sobre o choque entre dois projetos de mundo em rota de colisão. No dia 1° de maio de 2024, foi registrado o primeiro recorde de chuva no Rio Grande do Sul, quando a estação meteorológica do [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong><em>Por:</em></strong> <em>Ana Luiza Dutra Ribeiro</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As águas que cobriram o <strong>Rio Grande do Sul em 2024</strong> trouxeram uma mensagem sobre o choque entre dois projetos de mundo em rota de colisão. No dia 1° de maio de 2024, foi registrado o primeiro recorde de chuva no Rio Grande do Sul, quando a estação meteorológica do <a href="https://portal.inmet.gov.br/noticias/eventos-extremos-chuva-acima-da-m%C3%A9dia-marcam-maio-de-2024">INMET</a>, localizada em Santa Maria, totalizou 213,6 mm. Esse valor passou a ser o maior já registrado em um único dia nessa estação em 112 anos. Os números finais chocaram os quatro cantos do Brasil. Segundo o <a href="https://www.estado.rs.gov.br/defesa-civil-atualiza-balanco-das-enchentes-no-rs-20-8">Governo do RS</a>, foram contabilizados <strong>478 municípios afetados</strong>, <strong>183 mortos</strong>, <strong>806 feridos</strong> e <strong>2.398.255 afetado</strong>s. Além disso, segundo o relatório conjunto produzido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e Grupo Banco Mundial, o impacto global estimado é de aproximadamente<strong> </strong><a href="http://dx.doi.org/10.18235/0013254"><strong>R$ 88,9 bilhões.</strong></a> Mas por trás das estatísticas, uma realidade mais complexa, estávamos testemunhando o encontro violento entre a <strong>História Global</strong> e a <strong>História Planetária</strong>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para entender essa colisão, precisamos de <strong>Dipesh Chakrabarty (2024)</strong>, historiador indiano cujo trabalho nos mostra outras formas de pensarmos sobre a crise climática. Em seu livro <strong><em>“O Global e o Planetário: A História na Era da Crise Climática”</em></strong>, ele nos apresenta como ler essa colisão de histórias. Sua distinção entre Global e Planetário não é apenas conceitual, é existencial. O <strong>Global</strong> representa o mundo que construímos através de séculos de modernidade ocidental: não apenas redes de capital e Estados-nação, mas toda uma ideia civilizatória fundada na dominação técnica da natureza. É a esfera onde prevalecem temporalidades humanas, artificiais - como ciclos eleitorais e trimestres financeiros -, e naturais - como gestações e a morte. O Global opera sob a lógica implacável da aceleração e acumulação infinita, convertendo rios em “recursos hídricos”, florestas em “estoques de carbono” e ecossistemas complexos em “serviços ambientais”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Já o <strong>Planetário</strong> designa a Terra como sistema físico autônomo, com suas temporalidades profundas, eras glaciais e ciclos de carbono milenares. É a esfera das forças geobiológicas que operam independentemente da história humana. O Planetário não obedece à lógica do mercado ou do Estado, segue ritmos próprios, medidos em séculos e milênios, não em ciclos econômicos ou legislativos. Aqui reside a grande problematização do autor: por séculos, operamos sob o que ele chama de “grande ilusão moderna”, a crença de que o Planetário constituía um palco estável e previsível onde os dramas humanos poderiam se desenrolar. A natureza seria um recurso passivo, um fundo inesgotável para nossa expansão. A crise climática rompe essa ilusão de forma brutal.<br>Chakrabarty nos força a confrontar um paradoxo fundamental de nossa condição contemporânea: pela primeira vez na história do planeta, uma espécie biológica adquire a capacidade consciente de alterar processos geológicos em escala planetária, se tornando o que ele denomina de "<strong>força geológica consciente</strong>". Contudo, essa mesma espécie permanece fundamentalmente vulnerável às forças colossais que desencadeia. Somos, simultaneamente, agentes tectônicos e seres frágeis, uma contradição existencial que define os contornos de nossa nova era, o <strong>Antropoceno.</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:quote -->
<blockquote class="wp-block-quote"><!-- wp:paragraph -->
<p><strong><em>“O Antropoceno, exige que pensemos nas duas escalas vastamente diferentes de tempo envolvidas na história da Terra e na história do Mundo, respectivamente: isto é, as dezenas de milhões de anos de uma época geológica em geral abarca, versus os quinhentos anos no máximo que, pode-se dizer, constituem a história do capitalismo” (Chakrabarty, 2024, p. 240).</em></strong></p>
<!-- /wp:paragraph --></blockquote>
<!-- /wp:quote -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Este paradoxo desestabiliza as próprias fundações do pensamento moderno. Como podemos ser, ao mesmo tempo, sujeitos que escrevem a história e objetos das forças que nossa ação histórica libera? O projeto iluminista nos colocou como senhores e possuidores da natureza, mas a crise climática revela que essa senhoria era falsa, controlamos cada vez mais os mecanismos, mas não as consequências de seu funcionamento desregulado. A noção de "força geológica consciente" carrega em si uma ironia: a consciência que nos permitiu transformar o planeta é a mesma que nos torna cientes de nossa impotência final diante dos sistemas terrestres que perturbamos. O carbono que emitimos conscientemente através de indústrias e combustíveis fósseis desencadeia respostas climáticas cuja complexidade ultrapassa nossa capacidade de previsão e controle.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Esta condição redefine a agência humana. Não nos limitamos a atuar dentro de um sistema terrestre preexistente e estável, agora participamos ativamente na reconfiguração dos próprios processos que constituem esse sistema. O Antropoceno, portanto, não celebra o triunfo humano sobre a natureza, mas expõe nossa inserção problemática nos sistemas terrestres: temos o poder de perturbar o planeta, mas não o de dominá-lo. E essa perturbação, na realidade, afeta apenas a possibilidade da existência da nossa espécie. Pois a estrutura milenar evolutiva que permitiu que nossa espécie surgisse e evoluísse, está sendo alterada. E as consequências dessas alterações, se nada for feito, <strong>levará a irônica extinção de nossa espécie.</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na prática, essa condição revela uma cruel assimetria de poder, enquanto as decisões que realmente moldam nosso impacto planetário, os modelos energéticos, as políticas de uso do solo, os tratados econômicos globais, são tomadas por um restrito grupo de elites políticas e corporativas, são as populações comuns que, em seu cotidiano, se veem transformadas em agentes geológicos involuntários. O agricultor familiar que recorre a agrotóxicos para manter sua competitividade em um mercado controlado por grandes conglomerados, e o trabalhador que depende de um transporte movido a combustíveis fósseis por falta de alternativas acessíveis, não estão escolhendo ser forças de escala planetária. Eles estão sobrevivendo dentro de um sistema que foi imposto. Suas ações, quando multiplicadas por milhões, alteram de fato a química da atmosfera. No entanto, a tragédia maior reside no fato de que essas mesmas pessoas, que colhem os riscos do sistema, mas nunca seus maiores benefícios, serão as primeiras e mais gravemente atingidas pelas enxurradas, secas e ondas de calor que esse mesmo sistema desregulou. A vulnerabilidade, portanto, não é democrática, ela recai com peso desproporcional sobre aqueles com menor poder para mudar as regras do jogo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Este é o centro da contradição do Antropoceno, a mesma técnica que nos deu poder geológico não nos deu imunidade geológica. Continuamos tão vulneráveis às forças da natureza quanto nossos ancestrais do Neolítico, apenas, agora, são forças que nós mesmos desequilibramos. A água que invade as casas é ao mesmo tempo natural e humana, natural em sua materialidade, humana em sua intensidade e frequência crescentes. O paradoxo que Chakrabarty identifica nos condena a habitar um limbo histórico, somos os primeiros seres que precisam aprender a governar não apenas suas sociedades, mas sua própria condição de força geológica uma tarefa para a qual não temos precedentes, nem ferramentas conceituais adequadas, nem instituições capazes.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Neste limbo, a comunicação revela-se uma arena de conflito. A linguagem do Global, com seu vocabulário de crescimento – PIB, <em>commodities</em> e eficiência –-, se mostra insuficiente para traduzir a dimensão existencial do Planetário. <strong><em>Como comunicar, nos curtos ciclos da mídia e da política, a lentidão de uma era glacial ou a fúria acumulada de ciclos de carbono milenares?</em></strong> Os alertas científicos, convertidos em manchetes e debates eleitorais, são frequentemente diluídos, distorcidos ou tratados como mais um tema na disputa de narrativas. A própria ideia de um "alerta" pressupõe um receptor capaz de ouvir e agir, mas a estrutura global, voltada para a aceleração e a acumulação, é surda aos ritmos e aos avisos do planeta. A tragédia gaúcha, portanto, como veremos, não foi apenas uma falha de alertas meteorológicos, foi também uma falha comunicacional de escala civilizatória, onde a mensagem, embora gritada há décadas pela ciência e pelos movimentos ambientais, não pode ser processada por um sistema cognitivo e econômico configurado para ignorá-la.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Esta não é apenas uma colisão entre diferentes escalas temporais, mas entre modos distintos de ver o mundo. O Global, com sua fé no controle técnico e no progresso, esbarra na resistência do Planetário, que impõe limites e que não se deixa domesticar por soluções técnicas. O que torna as ideias de Chakrabarty particularmente pertinentes para compreender a tragédia gaúcha e para pensarmos como comunicar os novos tempos. Pois elas têm a capacidade de revelar como a colisão Global-Planetário não é um fenômeno abstrato, mas se materializa nos pampas alagados da Quarta Colônia, no gado arrastado pela correnteza na campanha, nas pontes derrubadas em Porto Alegre, nos alertas da Defesa Civil que não eram compreendidos. Cada gota de chuva que caiu sobre o RS carregava consigo a assinatura dessa colisão histórica, <strong><em>a memória do desenvolvimento global encontrando os limites planetários.</em></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>DE BERÇO DO AMBIENTALISMO À TÚMULO DOS ALERTAS CLIMÁTICOS</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

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<p>O Rio Grande do Sul carrega em sua história ambiental uma contradição de profunda ironia. Foi neste extremo sul do Brasil que a <strong>consciência ecológica</strong> não apenas despertou, mas se organizou pioneiramente, dando voz a um movimento que sacudiu as estruturas do país (Pereira, 2018). E é neste mesmo solo, meio século depois, que se desenha o mais avassalador capítulo da crise climática brasileira, materializando a resposta planetária a décadas de alertas sistematicamente ignorados. O que ocorreu aqui em 2024 transcende qualquer registro histórico recente, apresentando ao Brasil a força incomparável de um planeta que se defende.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A gênese dessa consciência remonta a 27 de abril de 1971, quando um grupo fundou em Porto Alegre a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan). Sob a liderança do primeiro presidente, o ambientalista <strong>José Lutzenberger</strong>, a associação emergiu combatendo os mesmos problemas que hoje assolam o estado com intensidade redobrada: a intoxicação por agrotóxicos, a devastação mineral, a poluição industrial e a degradação dos biomas. O legado institucional dessa mobilização é sentido na história brasileira, a Agapan foi fundamental na criação da primeira Secretaria de Meio Ambiente do Brasil, em Porto Alegre, estabelecendo os futuros paradigmas para estruturas estaduais e nacionais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Entretanto, nas décadas seguintes, testemunhamos um metódico processo de desmonte legislativo. O <strong>Código Florestal</strong> <strong>estadual</strong>, gestado em nove anos de debates técnicos e contribuições do próprio Lutzenberger em 1992. Considerado um dos mais completos e modernos do país, foi brutalmente atropelado em 2019. O novo texto, que cortou 480 pontos da legislação, representou um <a href="https://www.brasildefato.com.br/2019/10/18/novo-codigo-ambiental-do-rs-representa-retrocesso-de-40-anos-acusa-agapan/">retrocesso de quatro décadas na proteção ambiental</a>, segundo a Agapan. Entre eles, destacam-se a eliminação de incentivos à proteção ambiental, o esvaziamento do licenciamento através da Licença por Adesão de Compromisso, um mecanismo de autodeclaração que entrega ao empreendedor as chaves da fiscalização, e o desmantelamento do <a href="https://www.al.rs.gov.br/FileRepository/repLegisComp/Lei%20n%C2%BA%2009.519.pdf"><strong>Código Florestal estadual</strong></a>, revogando proteções essenciais a florestas nativas e espécies ameaçadas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O que se abateu sobre o Rio Grande do Sul em 2024 foi a manifestação simultânea e cruel de duas dimensões indissociáveis da crise ecológica contemporânea. A enchente foi planetária: a Terra respondeu com fúria aos séculos de interferência humana em seus sistemas. As chuvas extremas, projetadas pela ciência há décadas, obedeceram a uma lógica climática de escala continental. Os dados do <a href="https://brasil.mapbiomas.org/2023/11/28/pampa-sul-americano-segue-perdendo-a-vegetacao-nativa/">MapBiomas Brasil</a> mostram a tragédia anunciada: o Pampa gaúcho, o bioma menos protegido do país com apenas <a href="https://www.ufrgs.br/humanista/2025/02/18/pampa-e-o-bioma-mais-degradado-do-brasil-em-valores-proporcionais/">3% de seu território em unidades de conservação</a>, já tem mais área convertida para atividades antrópicas (45,6%) do que com vegetação nativa preservada (44,5%). Os campos nativos, fundamentais para a infiltração hídrica, encolheram 30,3% desde 1985 — a maior redução proporcional entre todos os biomas brasileiros, estrangulados pela expansão da soja e da silvicultura.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Paralelamente, a tragédia foi profundamente global, escancarando as vulnerabilidades fabricadas por um modelo de desenvolvimento predatório. A mesma lógica que desmata a Amazônia, opera dentro do Rio Grande do Sul: o estado figura entre os maiores consumidores de agrotóxicos do país e a mineração ameaça os aquíferos. Este sistema produziu uma catástrofe socialmente seletiva, recaindo com brutalidade especial sobre os mais pobres, aqueles com "capacidade adaptativa baixa ou muito baixa", como os habitantes de Roca Sales e outros pequenos municípios. Hoje, também sabemos, segundo o <a href="https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/rs.html">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</a>, <strong>90% do território gaúcho foi afetado</strong> pelas enchentes de 2024. E o mais preocupante, <strong>115 municípios não possuíam nenhum tipo de sistema de alerta</strong> e<strong> 71 cidades não contavam com planos de contingência </strong>(IBGE, 2025).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Este vácuo institucional expõe uma falha comunicacional crítica, que Chakrabarty ajuda a decifrar. A colisão entre o Global e o Planetário se manifesta, na prática, como um conflito de lógicas temporais incompatíveis. A esfera Global, orientada por prazos eleitorais e metas de crescimento, se mostra estruturalmente incapaz de processar os sinais de longo prazo emitidos pela esfera Planetária, sinais estes que a ciência vem traduzindo há décadas. A falta de sistemas de alerta e a desorganização nos planos de resposta não são acidentais, mas o sintoma de que a lógica da aceleração econômica gera uma cegueira sistêmica aos riscos de escala geológica que ela própria cria. O problema, portanto, não foi a falta de avisos da Defesa Civil, mas a ausência de um entendimento social e institucional consolidado sobre como agir diante deles, desde onde buscar informação confiável até quais os protocolos a seguir em situação de emergência. A tragédia evidenciou que, entre o alerta técnico e a ação efetiva, há um abismo comunicacional que o projeto Global é incapaz de transpor. O Rio Grande do Sul se transformou na demonstração de que o projeto global de dominação da natureza colidiu, de forma violenta e inescapável, com a agência autônoma do planetário. O encontro se materializou na água lamacenta que invadiu lares, no luto de quem perdeu familiares, na paisagem transformada de regiões inteiras.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O legado que permanece é o de um território que precisa se reconstruir não apenas materialmente, mas em seus modelos de desenvolvimento e suas interações com o ecossistema. <strong>A questão fundamental que se impõe é: como reorganizar a vida neste solo ferido?</strong> A resposta exigirá muito mais do que diques e alertas meteorológicos. Exigirá que repensemos nossa posição no mundo: não como senhores de um planeta passivo, mas como habitantes de uma Terra viva e responsiva, que como aprendemos da pior maneira possível, detém sempre a última palavra. Meio século atrás, José Lutzenberger, o pioneiro que implantou as sementes da resistência ambiental no solo gaúcho, já vislumbrava com uma clareza aterradora o abismo para o qual estamos correndo. Suas palavras, escritas em 1974, ecoam hoje não como profecia, mas como anúncio para uma tragédia construída: <strong><em>"Se hoje os estragos são imensos e os mortos se contam às centenas, não tardará o dia em que os flagelados e os mortos totalizarão milhões. Somos incapazes de aprender com nossos erros. As advertências sempre mais dramáticas da Natureza de nada valem.".</em></strong><strong>&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A chuva gaúcha representa a mais eloquente dessas advertências, o aviso de que o tempo de nossa inocência histórica chegou ao fim. As águas que cobriram o pampa e seus resquícios finais, não são apenas um desastre natural. Mas sim, um marco, para nós pesquisadores gaúchos, de que a abstração teórica do Antropoceno se tornou parte da nossa experiência concreta, visceral e inescapável. O paradoxo de Chakrabarty nos deixa um exercício para tornar a realidade de uma espécie que de tanto buscar ser a dona deste planeta, acabou por se deparar com as consequências de seus desejos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Buscando um encerramento para essa breve reflexão, podemos ainda, tentar vislumbrar essa colisão catastrófica de ordens colossais do Global e Planetário como uma abertura de possibilidades para pensarmos nossa relação com este planeta. Como defende Chakrabarty (2024, p. 281): <strong><em>“Ela (a experiência da história planetária) provoca o choque do reconhecimento da alteridade do próprio planeta, mesmo quando consideramos o mundo-terra nossa morada: um despertar para a consciência de que nem sempre estamos em relação com o planeta, no entanto, sem ele, não existimos”.</em></strong> A tragédia gaúcha, em sua dimensão quase bíblica, oferece uma rara janela de oportunidade para nossa civilização. Ela nos convoca a abandonar definitivamente a fantasia de dominação e a pensar sobre nossa recém descoberta como habitantes passageiros, não senhores da Terra. Talvez esse possa ser nosso novo propósito civilizacional: <strong>aprendermos a habitar dentro dos limites da Terra, ou sermos expulsos de casa pela própria casa. </strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>REFERÊNCIAS:</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>AGAPAN (ASSOCIAÇÃO GAÚCHA DE PROTEÇÃO AO AMBIENTE NATURAL). <strong>Sobre a Agapan</strong>. Porto Alegre, [202-]. Disponível em: <a href="https://www.agapan.org.br/sobre">https://www.agapan.org.br/sobre</a>  Acesso em: 9 nov. 2025<br>BRASIL DE FATO. <strong>Há 50 anos: três estudantes salvam árvore em Porto Alegre e viram notícia mundial. </strong>2025. Disponível em: <a href="https://www.brasildefato.com.br/2025/02/24/ha-50-anos-tres-estudantes-salvam-uma-arvore-em-porto-alegre-e-viram-noticia-mundial/">Há 50 anos: três estudantes salvam árvore em Porto Alegre e viram notícia mundial — Brasil de Fato</a>  Acesso em: 9 nov. 2025.<br>BRASIL DE FATO. <strong>Novo Código Ambiental do RS representa retrocesso de 40 anos, acusa Agapan.</strong> 18 out. 2019. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2019/10/18/novo-codigo-ambiental-do-rs-representa-retrocesso-de-40-anos-acusa-agapan/. Acesso em: 9 nov. 2025.<br>CHAKRABARTY, Dipesh.<strong> O global e o planetário</strong>: a história na era da crise climática. Tradução: Nair Fonseca. São Paulo: Ubu Editora, 2024.<br>DEFESA CIVIL DO RIO GRANDE DO SUL. <strong>Balanço das enchentes no RS. 24 abr. 2025. </strong>Disponível em: <a href="https://www.defesacivil.rs.gov.br/defesa-civil-atualiza-balanco-das-enchentes-no-rs-10-7-66b67813ba21f-66c4eed627af9-680aa31f76e02">Balanço das enchentes no RS. 24 abr. 2025.</a>  Acesso em: 9 nov. 2025.<br>GINÉS, S.; BELLO, O.; CAMPBELL, J. Avaliação dos efeitos e impactos das inundações no Rio Grande do Sul. 2024. Disponível em: <a href="https://doi.org/10.18235/0013254">https://doi.org/10.18235/0013254</a> . Acesso em: 9 nov. 2025.<br>HUMANISTA. <strong>Pampa é o bioma mais degradado do Brasil em valores proporcionais.</strong> 2023. Disponível em: <a href="https://www.ufrgs.br/humanista/2025/02/18/pampa-e-o-bioma-mais-degradado-do-brasil-em-valores-proporcionais/">Pampa é o bioma mais degradado do Brasil em valores proporcionais.</a> Acesso em: 9 nov. 2025.<br>LUTZENBERGER, José. <strong>Fim do Futuro? Manifesto Ecológico Brasileiro</strong>. Porto Alegre: Editora Movimento, 1976.<br>PEREIRA, Elenita Malta. <strong>Movimentos ambientalistas no Rio Grande Do Sul (décadas 1970-80).</strong> Oficina do Historiador, Porto Alegre, v. 11, n. 1, p. 21-42, 2018. DOI: 10.15448/2178-3748.2018.1.24308. Disponível em: <a href="https://revistaseletronicas.pucrs.br/oficinadohistoriador/article/view/24308">Movimentos ambientalistas no Rio Grande Do Sul (décadas 1970-80).</a>  Acesso em: 9 nov. 2025.<br>RIO GRANDE DO SUL. <strong>Boletins sobre o impacto das chuvas no RS.</strong> Portal do Estado do Rio Grande do Sul, 2024. Disponível em: <a href="https://www.estado.rs.gov.br/boletins-sobre-o-impacto-das-chuvas-no-rs">https://www.estado.rs.gov.br/boletins-sobre-o-impacto-das-chuvas-no-rs</a>  Acesso em: 9 nov. 2025.<br>RIO GRANDE DO SUL.<strong> Lei nº 9.519, de 21 de janeiro de 1992</strong>. Institui o Código Florestal do Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências. Atualizada até a Lei nº 15.434, de 9 de janeiro de 2020. Porto Alegre: Assembleia Legislativa, Gabinete de Consultoria Legislativa, 2020. Disponível em :<a href="https://www.al.rs.gov.br/FileRepository/repLegisComp/Lei%20n%C2%BA%2009.519.pdf">Lei nº 09.519.pdf</a> . Acesso em: 9 nov. 2025.<br>RIO GRANDE DO SUL.<strong> Defesa Civil atualiza balanço das enchentes no RS – 20/8</strong>. Portal do Estado do Rio Grande do Sul, 2024. Disponível em: <a href="https://www.estado.rs.gov.br/defesa-civil-atualiza-balanco-das-enchentes-no-rs-20-8">https://www.estado.rs.gov.br/defesa-civil-atualiza-balanco-das-enchentes-no-rs-20-8</a>  Acesso em: 9 nov. 2025.<br>RIO GRANDE DO SUL. <strong>Eventos extremos</strong>: Chuva acima da média marcam maio de 2024. Portal do Estado do Rio Grande do Sul, 2024. Disponível em: <a href="https://portal.inmet.gov.br/noticias/eventos-extremos-chuva-acima-da-m%C3%A9dia-marcam-maio-de-2024">https://portal.inmet.gov.br/noticias/eventos-extremos-chuva-acima-da-m%C3%A9dia-marcam-maio-de-2024</a>  Acesso em: 9 nov. 2025.<br>RIO GRANDE DO SUL. <strong>Municípios afetados pelas enchentes.</strong> <strong>10 jun. 2024.</strong> Disponível em: <a href="https://www.estado.rs.gov.br/upload/arquivos/202406/municipios-10-06-2024.pdf">municipios-10-06-2024.pdf</a> Acesso em: 9 nov. 2025.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Jornalismo sob pressão global, aponta relatório do Worlds of Journalism Study</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/22/jornalismo-sob-pressao-global-aponta-relatorio-do-worlds-of-journalism-study</link>
				<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 20:04:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4572</guid>
						<description><![CDATA[Por: Camille Moraes e Sabrina Fagundes O terceiro relatório global do Worlds of Journalism Study (WJS3) revela um cenário de pressão crescente sobre jornalistas em todo o mundo. O estudo, considerado o maior levantamento internacional sobre a profissão, mostra que a prática jornalística enfrenta riscos intensificados, precarização e hostilidade política, especialmente no Sul Global. A [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong><em>Por: </em></strong><em>Camille Moraes e Sabrina Fagundes</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O terceiro relatório global do Worlds of Journalism Study (WJS3) revela um cenário de pressão crescente sobre jornalistas em todo o mundo. O estudo, considerado o maior levantamento internacional sobre a profissão, mostra que a prática jornalística enfrenta riscos intensificados, precarização e hostilidade política, especialmente no Sul Global. A pesquisa foi conduzida entre 2021 e 2025 e entrevistou mais de 32 mil jornalistas em 75 países, tendo contato com o envolvimento de mais de 300 pesquisadores.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Reconhecido internacionalmente por sua abrangência geográfica, o WJS é um estudo longitudinal que monitora, desde 2011, as transformações da profissão e oferece um panorama comparativo que permite entender padrões globais e especificidades regionais. O WJS3 buscou compreender como jornalistas de diferentes países percebem os riscos associados ao trabalho, como avaliam sua liberdade editorial e de que forma conciliam princípios profissionais (como objetividade, transparência e funções sociais do jornalismo) diante de rupturas tecnológicas, políticas e culturais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Violência física, simbólica e digital em alta</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O WJS3 identifica três grandes dimensões de risco: violência física e material, ataques simbólicos e psicológicos e ameaças digitais, como vigilância e perseguição online. Em muitos países, essas formas de violência se sobrepõem e moldam o cotidiano das redações. Na América Latina, os efeitos são especialmente graves. México, Brasil e Colômbia estão entre os países com mais jornalistas assassinados na última década, combinando violência política, criminal e digital.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os dados do WJS mostram que os jornalistas consideram sua profissão como perigosa. Além das ameaças físicas e da violência direta, outros tipos de risco são relevantes: ataques digitais, perseguição online, discurso de ódio e vigilância. Essas formas de violência ameaçam a integridade dos jornalistas, mas também limitam a liberdade de imprensa e o direito à informação da sociedade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Como consequência direta, mais da metade dos jornalistas entrevistados admite evitar certos temas, fontes ou posicionamentos por medo de retaliações. A autocensura aparece tanto em regimes autoritários quanto em democracias, onde campanhas de desinformação e linchamentos virtuais também geram medo e retração.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como jornalistas entendem seu papel social</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A noção de “papéis profissionais” considera valores institucionais, atitudes e crenças que os jornalistas adotam como resultado de sua socialização ocupacional e busca explicar os modos como os jornalistas percebem a si mesmos, sua identidade, valores e ideais profissionais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O relatório analisa como os profissionais definem sua função na sociedade, agrupando essas concepções em quatro perfis: Fiscalizador: vigia o poder, revela problemas sociais e oferece informações políticas para o debate público. Colaborativo: tende a apoiar políticas governamentais e reforçar a imagem de líderes e instituições. Intervencionista: defende mudanças sociais, busca influenciar a agenda pública e participa ativamente do debate social. Adaptativo: foca em entretenimento, orientação prática e formatos voltados ao engajamento de audiências.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O peso de cada perfil varia conforme o regime político. Em contextos autoritários, predomina o papel colaborativo; em democracias consolidadas, o fiscalizador. Países como Brasil, Índia e Filipinas apresentam uma combinação dos três primeiros, com crescimento do intervencionismo social.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para a professora Laura Storch, uma das autoras do capítulo sobre papéis profissionais no relatório global, compreender essas percepções é fundamental:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:quote -->
<blockquote class="wp-block-quote"><!-- wp:paragraph -->
<p>"Entender como os jornalistas se veem é entender como justificam suas escolhas diante do público. No Brasil, isso é ainda mais importante por estarmos em um ambiente marcado por desigualdades estruturais, polarização e expectativas sociais contraditórias."</p>
<!-- /wp:paragraph --></blockquote>
<!-- /wp:quote -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No Brasil, os jornalistas priorizam papéis de serviço público, especialmente “combater a desinformação” (94,7% consideram esse papel muito ou extremamente importante), “revelar problemas sociais” (92,8%) e “fornecer informações políticas” (86%). As funções de vigilância do poder (84,7%) e de análise (85%) também são altamente valorizadas, assim como a promoção da paz (83,4%). Em contraste, papéis centrados no entretenimento (44,4%) ou alinhados a elites políticas (17,8%) aparecem com importância significativamente menor.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Saiba mais sobre o cenário brasileiro em: </strong><a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/22/relatorio-do-terceiro-worlds-of-journalism-revela-cenario-do-jornalismo-brasileiro-marcado-por-desigualdades-regionais-e-concentracao-dos-grandes-meios-de-comunicacao">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/22/relatorio-do-terceiro-worlds-of-journalism-revela-cenario-do-jornalismo-brasileiro-marcado-por-desigualdades-regionais-e-concentracao-dos-grandes-meios-de-comunicacao</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Entre o ideal democrático e seus limites</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O WJS3 mostra que, apesar das pressões e ameaças, o jornalismo continua desempenhando papel central em sociedades democráticas. Mas esse papel é exercido “entre o ideal e o limite”: profissionais comprometidos com o interesse público trabalham sob forte desgaste emocional, precarização e instabilidade. Como sintetiza Laura Storch:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:quote -->
<blockquote class="wp-block-quote"><!-- wp:paragraph -->
<p>"Observar o jornalismo globalmente permite enxergar tanto vulnerabilidades quanto resistências. O Brasil tem um papel central nesse panorama: sendo o maior país da América Latina, nossas experiências revelam como os jornalistas atuam em contextos de tensão democrática, desigualdade e transformação tecnológica."</p>
<!-- /wp:paragraph --></blockquote>
<!-- /wp:quote -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O relatório conclui que fortalecer o jornalismo não é apenas uma pauta da categoria, mas uma questão essencial para a vitalidade democrática.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Saiba mais sobre a pesquisa em</strong>: <a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/22/docente-do-poscom-integra-pesquisa-global-sobre-condicoes-de-trabalho-do-jornalismo-no-mundo">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/22/docente-do-poscom-integra-pesquisa-global-sobre-condicoes-de-trabalho-do-jornalismo-no-mundo</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Docente do POSCOM integra pesquisa global sobre condições de trabalho dos jornalistas no mundo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/22/docente-do-poscom-integra-pesquisa-global-sobre-condicoes-de-trabalho-do-jornalismo-no-mundo</link>
				<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 13:44:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4569</guid>
						<description><![CDATA[O relatório global do Worlds of Journalism Study 3 (WJS3), considerado o maior e mais abrangente estudo internacional sobre práticas, valores e condições de trabalho no jornalismo, foi lançado no mês passado. A pesquisa, conduzida entre 2021 e 2025, envolveu mais de 32 mil jornalistas em 75 países e reuniu mais de 300 pesquisadores. O [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O relatório global do <em>Worlds of Journalism Study 3</em> (WJS3), considerado o maior e mais abrangente estudo internacional sobre práticas, valores e condições de trabalho no jornalismo, foi lançado no mês passado. A pesquisa, conduzida entre 2021 e 2025, envolveu mais de 32 mil jornalistas em 75 países e reuniu mais de 300 pesquisadores.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM (POSCOM) está diretamente representado na investigação por meio da professora Laura Storch, docente do programa e coordenadora do EJOR – Grupo de Estudos sobre Jornalismo. Ela é coordenadora nacional do WJS3, ao lado do professor Marcos Paulo da Silva (UFMS), e integra o grupo internacional de autores do capítulo dedicado aos papéis profissionais no jornalismo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading">Pressões globais e riscos crescentes à profissão</h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O novo relatório aponta que jornalistas em todo o mundo enfrentam um cenário marcado por intensificação de riscos (físicos, psicológicos e digitais). A violência, a vigilância online, o assédio e a precarização das condições de trabalho se tornaram elementos estruturantes de muitas rotinas profissionais, especialmente no Sul Global.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A pesquisa evidencia ainda o avanço da autocensura: mais da metade dos jornalistas entrevistados admite evitar temas ou fontes por medo de retaliações. Esse comportamento está presente tanto em contextos autoritários quanto em democracias submetidas à polarização e campanhas de desinformação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading">Como jornalistas definem seu papel social</h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O relatório global analisa também como os profissionais percebem sua função na sociedade. As concepções são agrupadas em quatro perfis: fiscalizador, colaborativo, intervencionista e adaptativo, que se distribuem de forma distinta conforme o contexto político.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No Brasil, os dados revelam forte compromisso com funções de interesse público, como combater a desinformação, revelar problemas sociais, fornecer informações políticas, vigiar o poder e contribuir para a paz social. Em contraste, papéis voltados ao entretenimento ou alinhamento com elites políticas têm menor relevância.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A professora Laura Storch, uma das autoras do capítulo global sobre papéis profissionais, destaca a importância de compreender essas percepções:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:quote -->
<blockquote class="wp-block-quote"><!-- wp:paragraph -->
<p>“Entender como os jornalistas se veem é entender como justificam suas escolhas diante do público. No Brasil, isso é ainda mais importante por estarmos em um ambiente marcado por desigualdades estruturais, polarização e expectativas sociais contraditórias.”</p>
<!-- /wp:paragraph --></blockquote>
<!-- /wp:quote -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading">Inserção internacional da pesquisa em jornalismo na UFSM</h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A participação da docente do POSCOM reforça a presença da UFSM em redes internacionais que investigam as transformações contemporâneas do jornalismo. A atuação da professora Laura na coordenação do WJS3 e na redação do relatório contribui para ampliar o diálogo entre a produção científica brasileira e o campo global da pesquisa em jornalismo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo a professora:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:quote -->
<blockquote class="wp-block-quote"><!-- wp:paragraph -->
<p>“Observar o jornalismo globalmente permite enxergar tanto vulnerabilidades quanto resistências. O Brasil tem um papel central nesse panorama: sendo o maior país da América Latina, nossas experiências revelam como os jornalistas atuam em contextos de tensão democrática, desigualdade e transformação tecnológica.”</p>
<!-- /wp:paragraph --></blockquote>
<!-- /wp:quote -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O relatório global e os resultados brasileiros podem ser consultados no site do <em><a href="https://www.worldsofjournalism.org/reports-wjs3/">Worlds of Journalism Study</a></em>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>EJOr participa da organização do III REIJor e reforça presença internacional do POSCOM em rede francófona de pesquisa em jornalismo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/22/ejor-participa-da-organizacao-do-iii-reijor-e-reforca-presenca-internacional-em-rede-francofona-de-pesquisa-em-jornalismo</link>
				<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 13:08:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

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						<description><![CDATA[.A professora Laura Storch, docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM (POSCOM) e coordenadora do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (EJOR/UFSM–CNPq), participou como organizadora do III Encontros Internacionais de Pesquisa sobre Jornalismo – REIJor, realizado entre 3 e 5 de novembro de 2025, em Ponta Grossa (PR). O evento integra uma rede [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>.<br>A professora Laura Storch, docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM (POSCOM) e coordenadora do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (EJOR/UFSM–CNPq), participou como organizadora do III Encontros Internacionais de Pesquisa sobre Jornalismo – REIJor, realizado entre 3 e 5 de novembro de 2025, em Ponta Grossa (PR). O evento integra uma rede de pesquisa que articula pesquisadores do Brasil, França, Bélgica francófona e Canadá, promovendo intercâmbio científico sobre práticas, discursos e identidades jornalísticas contemporâneas. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A terceira edição teve como tema “As Irreverências do Jornalismo”, abordando o humor, a crítica, as estratégias de resistência e as formas criativas de produção jornalística. O REIJor reuniu as atividades do 7º Colóquio MEJOR (Mudanças Estruturais do Jornalismo) e do 4º Colóquio Brasil–França–Bélgica Francófona–Canadá de Estudos em Jornalismo. <br>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4561,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/11/get-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4561" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>.<br>Além de atuar na organização do encontro ao lado de pesquisadores de instituições como Université Laval, Université de Rennes, Université libre de Bruxelles e Université de Montréal, a professora Laura também apresentou, junto com as doutorandas Paola Jung e Laura Coelho de Almeida, o trabalho “As fronteiras do jornalismo em GZH: uma análise do profissionalismo no contexto da metrificação”. A pesquisa buscou contribuir para o debate sobre transformações contemporâneas da profissão, métricas digitais e redefinições de identidade jornalística.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para a professora Laura Storch, o REIJor representa um espaço fundamental de circulação internacional de conhecimento:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:quote -->
<blockquote class="wp-block-quote"><!-- wp:paragraph -->
<p>“O evento é uma oportunidade valiosa para oxigenar as pesquisas que desenvolvemos no POSCOM e fortalecer nossos vínculos institucionais com colegas de outros países, especialmente da França, Bélgica e Canadá. Essas parcerias ampliam o alcance do que produzimos e permitem diálogos que renovam nossas abordagens teóricas e metodológicas.”</p>
<!-- /wp:paragraph --></blockquote>
<!-- /wp:quote -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O REIJor foi realizado como pré-conferência do Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), possibilitando uma interface qualificada entre a produção acadêmica brasileira e a pesquisa internacional em jornalismo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4563,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-03-at-08.49.23-2-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-4563" /></figure>
<!-- /wp:image -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Docente do POSCOM participa de encontro internacional e fortalece parceria científica entre Brasil, Argentina, Canadá e França</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/22/docente-do-poscom-participa-de-encontro-internacional-e-fortalece-parceria-cientifica-entre-brasil-argentina-canada-e-franca</link>
				<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 12:59:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

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						<description><![CDATA[A professora Laura Storch, docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM (POSCOM) e coordenadora do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (EJOR/UFSM-CNPq), participou, nos dias 29 e 30 de outubro de 2025, do encontro internacional do projeto “Os mundos locais da informação: uma comparação Brasil–Argentina–Canadá–França”, realizado em Brasília e financiado pelo CNPq. O [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":4565,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-21-at-22.22.57-1024x461.jpeg" alt="" class="wp-image-4565" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A professora Laura Storch, docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM (POSCOM) e coordenadora do Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (EJOR/UFSM-CNPq), participou, nos dias 29 e 30 de outubro de 2025, do encontro internacional do projeto “Os mundos locais da informação: uma comparação Brasil–Argentina–Canadá–França”, realizado em Brasília e financiado pelo CNPq. O encontro reuniu pesquisadoras e pesquisadores de universidades dos quatro países envolvidos para apresentar os avanços das pesquisas de campo, discutir resultados preliminares e organizar os próximos passos da investigação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O projeto tem como objetivo compreender como as práticas informacionais se articulam aos territórios, observando os modos de circulação da informação, as sociabilidades locais, o papel das mídias e dos algoritmos, e as formas de resistência ou apropriação desenvolvidas pelos públicos. A abordagem comparativa envolve diferentes realidades territoriais na Argentina, Brasil, Canadá e França.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Foram apresentados os seguintes campos empíricos:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:list -->
<ul class="wp-block-list"><!-- wp:list-item -->
<li>Restinga Sêca (Brasil) – Laura Storch (UFSM);</li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li>Flores e Constituição (Argentina) – Mercedes Calzado (Universidad de Buenos Aires);</li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li>Guará (Brasil/DF) – Fábio Pereira (Université Laval), Liliane Machado, Guilherme Cavalcanti, Isadora Melo e Márya Gonçalves (UnB);</li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li>Gama (Brasil/DF) – Dione Moura e Fabiana Santos (UnB);</li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li>Poti Velho (Brasil/PI) – Samária Andrade (UESPI) e André Carvalho;</li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li>Rocinha (Brasil/RJ) – Isabel Travancas (UFRJ);</li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li>Bégard (França) – Olivier Trédan (Université de Rennes);</li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li>Parthenay (França) – Joël Langonné (Université Catholique de l’Ouest);</li>
<!-- /wp:list-item --></ul>
<!-- /wp:list -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante o encontro, a professora Laura apresentou os avanços do campo empírico de Restinga Sêca, conduzido pelo EJOR/UFSM, e participou das discussões metodológicas sobre análise comparativa, além das reuniões administrativas do consórcio internacional. Para a professora, a participação da UFSM nesse consórcio internacional amplia o alcance e a qualidade da produção científica:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:quote -->
<blockquote class="wp-block-quote"><!-- wp:paragraph -->
<p>“Essa parceria amplia nossa capacidade de compreender como as pessoas se informam em diferentes contextos e fortalece a presença da UFSM em um debate global sobre práticas informacionais e territórios. É uma oportunidade de colaboração científica que enriquece a formação dos alunos de pós-graduação, nossa pesquisa e a projeção internacional do POSCOM".</p>
<!-- /wp:paragraph --></blockquote>
<!-- /wp:quote -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A integração da UFSM ao grupo consolida sua presença em redes de pesquisa internacionalizadas e reforça o papel do EJOR como núcleo ativo na investigação comparativa sobre jornalismo, informação e práticas sociais contemporâneas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>WJS3 mostra jornalistas mais vulneráveis, precarizados e sujeitos à autocensura no Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/22/relatorio-do-terceiro-worlds-of-journalism-revela-cenario-do-jornalismo-brasileiro-marcado-por-desigualdades-regionais-e-concentracao-dos-grandes-meios-de-comunicacao</link>
				<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 12:59:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4558</guid>
						<description><![CDATA[O WJS buscou compreender como os profissionais brasileiros percebem sua atuação e os valores que orientam o exercício da profissão Por: Mariane Machado&nbsp; Pensar o jornalismo a partir das realidades de cada país foi o ponto de partida do The Worlds of Journalism Study (WJS), que ouviu mais de 32 mil jornalistas em 75 países, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><em><strong>O WJS buscou compreender como os profissionais brasileiros percebem sua atuação e os valores que orientam o exercício da profissão</strong></em></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Por: </strong>Mariane Machado<strong>&nbsp;</strong></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Pensar o jornalismo a partir das realidades de cada país foi o ponto de partida do <a href="https://www.worldsofjournalism.org/">The Worlds of Journalism Study (WJS)</a>, que ouviu mais de 32 mil jornalistas em 75 países, de contextos políticos, culturais e midiáticos distintos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O levantamento mostrou que o jornalismo tem passado por transformações profundas, especialmente nas formas de trabalho e nas rotinas da profissão. Apesar das diferenças culturais e regionais, há um ponto comum que une os jornalistas: a defesa da credibilidade, da liberdade de imprensa e do direito à informação. Ao mesmo tempo, surgem novas preocupações, como o avanço das plataformas digitais, a precarização das condições de trabalho, a desinformação e as tentativas de controle político.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A partir desse panorama global, o estudo também ajuda a entender como essas transformações se expressam em contextos específicos, como o brasileiro. O jornalismo no Brasil compartilha muitas das tensões observadas em outros países, como a precarização das condições de trabalho e os desafios éticos diante da desinformação, mas também revela particularidades marcadas pelas desigualdades regionais e pela concentração dos grandes meios de comunicação. É nesse cenário que o <em>Worlds of Journalism Study</em> buscou compreender como os profissionais brasileiros percebem sua atuação e os valores que orientam o exercício da profissão.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:media-text {"mediaId":4567,"mediaLink":"https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/22/relatorio-do-terceiro-worlds-of-journalism-revela-cenario-do-jornalismo-brasileiro-marcado-por-desigualdades-regionais-e-concentracao-dos-grandes-meios-de-comunicacao/wjs-report-2025-book-2","mediaType":"image","mediaWidth":18,"verticalAlignment":"top"} -->
<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-top" style="grid-template-columns:18% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/11/WJS-Report-2025-Book-1.png" alt="" class="wp-image-4567 size-full" /></figure><div class="wp-block-media-text__content"><!-- wp:paragraph {"placeholder":"Conteúdo..."} -->
<p><strong>O que o <em>Worlds of Journalism Study</em> revela sobre o jornalismo no Brasil</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Falar de jornalismo no Brasil é entender a grande diversidade e contrastes em que cada profissional está inserido. Entender como o jornalismo é feito aqui exige olhar para a variedade de locais, contextos e condições em que os profissionais atuam.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A terceira edição do <a href="https://www.worldsofjournalism.org/wp-content/uploads/WJS3-Report-Country-Reports-Brazil.pdf">WJS Brasil</a> buscou entender como os jornalistas brasileiros percebem o próprio trabalho em meio a tantas mudanças políticas, econômicas e tecnológicas. O levantamento ouviu 602 jornalistas, de todas as regiões do Brasil, entre janeiro e maio de 2023.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O estudo mostra que o Brasil é um ambiente hostil à imprensa, marcado por episódios de violência, intimidação e tentativas de descredibilização. Apesar de uma leve redução nas violações à liberdade de imprensa em 2023, os casos de assédio judicial e censura ainda preocupam.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Entender esse cenário é fundamental para o desenvolvimento de protocolos e políticas de proteção à imprensa, é o que ressalta a professora Laura Strelow Storch, coordenadora do EJor e uma das coordenadoras da pesquisa no Brasil: “Quando entendemos a natureza dessas pressões, conseguimos agir não apenas para proteger jornalistas, mas para garantir o direito da sociedade a uma informação de qualidade. É por isso que esse diagnóstico é tão importante”, explica.</p>
<!-- /wp:paragraph --></div></div>
<!-- /wp:media-text -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Quem são os jornalistas brasileiros</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O retrato dos jornalistas brasileiros mostra que a categoria é plural. O relatório revelou que, em sua maioria, os profissionais são experientes, qualificados e divididos entre múltiplas funções. Metade dos entrevistados são mulheres (50,3%) enquanto 49,5% são homens . A idade média dos profissionais é de 40 anos. A maioria tem formação superior (62,9%), e parte significativa também possui mestrado (28,1%) ou doutorado (2,9%).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Quando se trata de função, 49,7% ocupam funções de reportagem, 36,2% estão em cargos intermediários e 14,1% em posições de liderança. A maioria trabalha em mídia privada ou comercial (77,5%), seguida de mídia pública (9%), organizações sem fins lucrativos (5,5%), mídia estatal (3,3%) e comunitária (1,9%). Os veículos em que atuam são, em grande parte, regionais (43,7%) e nacionais (36,9%), com presença menor no nível local (10,4%) e transnacional (8,3%).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Números do jornalismo no Brasil</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os dados do <em>Worlds of Journalism Study</em> mostram a realidade de quem vive o dia a dia do jornalismo. As preocupações com segurança são altas: 71,9% acreditam que agressores de jornalistas não são punidos, 43,9% dizem estar preocupados com o bem-estar emocional e 16,9% com a própria integridade física.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mesmo em um cenário difícil, a pesquisa mostra que o sentido público continua sendo o principal norteador do jornalismo. Combater a desinformação é prioridade para 94,7% dos entrevistados. Logo depois vêm a exposição de problemas sociais (92,8%) e a oferta de informação política de qualidade (86%).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os dados também mostraram que cerca de 47,2% dos jornalistas acreditam que a interpretação é necessária para compreender os fatos, e 35,8% ressaltam a importância de identificar informações falsas. Os números revelam uma categoria que reflete ativamente sobre o seu próprio papel.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ainda que 81,2% defendam seguir sempre os padrões profissionais, <a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/22/jornalismo-sob-pressao-global-aponta-relatorio-do-worlds-of-journalism-study">menos da metade (48,4%) diz ter plena liberdade para escolher o que publicar</a>, e 54,5% afirmam ter autonomia semelhante para decidir como abordar os temas. Mas apenas 12,4% sentem o mesmo grau de liberdade na estrutura da mídia brasileira, um dado que revela que a liberdade de pautar certos temas, ainda é um desafio para os jornalistas brasileiros. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na prática, as decisões editoriais são moldadas por fatores internos: a ética profissional aparece como o mais influente (83,4%), seguida por chefias, políticas editoriais, acesso à informação e prazos apertados.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Um retrato que provoca reflexão</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O <em>Worlds of Journalism Study</em> mostra um jornalismo brasileiro que continua acreditando em sua função, mesmo diante de condições que preocupam. A professora Laura Strelow Storch reforça essa percepção ao lembrar que o jornalismo é uma instituição social de relevância para a vida democrática: “Monitorar como os jornalistas percebem o próprio trabalho nos oferece indicadores valiosos sobre os desafios que marcam o país. A combinação de precarização, violência (sobretudo de natureza psicológica e digital) e a intensificação de tensões econômicas e tecnológicas configura um cenário que ultrapassa o campo profissional e interpela a sociedade como um todo”, destaca.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O panorama brasileiro dialoga com o cenário global apontado pelo <em>Worlds of Journalism Study</em>, que revela pressões estruturais e desafios compartilhados por jornalistas em diferentes países. A pesquisa mostra que, embora o contexto mude, a busca por credibilidade e autonomia continua sendo um ponto de convergência.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Saiba mais sobre a pesquisa em</strong>: <a href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/22/docente-do-poscom-integra-pesquisa-global-sobre-condicoes-de-trabalho-do-jornalismo-no-mundo">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/22/docente-do-poscom-integra-pesquisa-global-sobre-condicoes-de-trabalho-do-jornalismo-no-mundo</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Como o jornalismo deve cobrir Políticas Públicas?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/21/como-o-jornalismo-deve-cobrir-politicas-publicas</link>
				<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 00:49:52 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4564</guid>
						<description><![CDATA[Por: Natalie Pereira Soares Os buracos na rua. A escola caindo aos pedaços. O Estado está falhando em algum lugar. O nome disso é a falta de Política Pública, asseguradas nos nossos direitos constitucionais de cidadãos e que devem estar mesmo todos os dias na mídia. Mas não é só quando os lugares desmoronam que [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Por:</strong> Natalie Pereira Soares</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os buracos na rua. A escola caindo aos pedaços. O Estado está falhando em algum lugar. O nome disso é a falta de Política Pública, asseguradas nos nossos direitos constitucionais de cidadãos e que devem estar mesmo todos os dias na mídia. Mas não é só quando os lugares desmoronam que o jornalismo deve estar presente. Uma política pública é composta de diversas etapas e o jornalismo tem papel em todas elas (Canela, 2008).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>É da cobertura jornalística de Políticas Públicas que falo em minha dissertação “A construção de agendas no jornalismo brasileiro: uma análise da plataforma Nexo Políticas Públicas”. Na pesquisa problematizo: “Quais são os agentes que integram o Nexo Políticas Públicas e de que formas participam e interagem na configuração editorial do caderno e na construção de uma agenda sobre políticas públicas?”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Quando o jornalismo se dá tempo para cobrir Políticas Públicas, surgem trabalhos muito interessantes como a plataforma <a href="https://pp.nexojornal.com.br/">Nexo Políticas Públicas</a>, em que constam discussões sobre uma diversidade de temas sócio-políticos. Os debates englobam desde as mudanças climáticas, juventudes e questões raciais e se estendem a temas de saúde e gestão. No canal, conseguimos acessar matérias que interligam assuntos, que a um primeiro olhar são “diferentes” um do outro. Vemos como intervenções de Políticas Públicas podem ser pensadas para melhorar a qualidade de vida do cidadão e o futuro do planeta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os problemas públicos são assuntos cotidianos na mídia. Jornalistas são mediadores fundamentais destes. Basta ligar a televisão que somos expostos a uma enxurrada de questões a serem resolvidas. Canela (2008) sugere que o jornalismo deve olhar para todo o processo formulador das Políticas Públicas, pois “o processo de informação, inclusive dos decisores, se dá em grande medida pelos meios de comunicação, aqui estes também devem assumir papel de destaque na apresentação de estatísticas, dados, informações específicas e de opiniões divergentes” (Canela, 2008, p. 23). O jornalista afirma que a cobertura tem o poder de colaborar com a profundidade da reflexão prévia para planejamento mais exitoso (o desenho) de uma Política Pública.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>E partimos das afirmações do autor para refletir sobre um melhor jornalismo de Políticas Públicas, que envolva o processo de formulação e os diversos agentes envolvidos na criação do conteúdo jornalístico ao pensar numa agenda pública formulada pelo jornal para pautar estas Políticas. Com isso, observo os assuntos pautados no <a href="https://pp.nexojornal.com.br/indexpp">Índex</a> do Nexo Políticas Públicas, ou seja, os considerados mais importantes pelo jornal a ponto de dedicar matérias sobre eles: COP 30; Projeto Du Bois; Eleições Municipais 2024; Desafios e prioridades do novo governo em 2023; Eleições 2022; Prêmio Lélia Gonzalez; e Cotas no Ensino Superior. São temas indexados pelo jornal, em que ao clicar, encontramos diversas discussões em forma de reportagem (textos acadêmicos, artigos de opinião etc) sobre eles. Estes são projetos, eventos marcantes e prêmios. O tema do momento, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), tem cobertura nacional, e claro que um jornal que explora a cobertura de Políticas Públicas não se afastaria deste evento.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sobre a COP 30, o Nexo Políticas Públicas destaca debates atuais com foco atemporal: <a href="https://pp.nexojornal.com.br/topico/2025/11/13/a-importancia-de-se-falar-sobre-mudancas-climaticas-nas-escolas">A importância de se falar sobre mudanças climáticas nas escolas</a>, <a href="https://pp.nexojornal.com.br/opiniao/2025/11/12/clima-e-saude-na-cop30-perspectivas-para-o-sus-na-preparacao-e-resposta-a-emergencia-climatica">Clima e saúde na cop30: perspectivas para o sus na preparação e resposta à emergência climática</a>, <a href="https://pp.nexojornal.com.br/ponto-de-vista/2025/11/10/a-raca-e-o-genero-da-justica-climatica-lacunas-e-caminhos-nas-normativas-globais">A raça e o gênero da justiça climática: lacunas e caminhos nas normativas globais</a>, e outros. O tema “<a href="https://pp.nexojornal.com.br/tema/mudancas-climaticas">mudanças climáticas</a>” do jornal também me suscitou bastante atenção, visto que é debatido com cobertura cada vez maior por toda imprensa, sobretudo localmente, após as enchentes no Rio Grande do Sul. O desastre climático gaúcho figurou nas matérias do Nexo sobre mudanças climáticas, com seis publicações entre maio e junho de 2024.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao longo da pesquisa, algumas surpresas sobre as soluções e reflexões oferecidas por pesquisadores no Nexo: uma possível transição energética, desastres não naturais e acordos internacionais para ações locais. A pergunta “Como o jornalismo deve cobrir Políticas Públicas?” já pode ser respondida com o jornalismo de soluções, que leva tempo, contexto e conversas com a academia, como o Nexo faz. Quando olharmos para as possibilidades de um novo futuro nas lentes das Políticas Públicas, só nos resta confirmar o que Canela (2008) propõe: não é possível fazer política pública sem fazer política.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS</h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>CANELA, Guilherme (Org). <strong>Políticas públicas sociais e os desafios para o jornalismo.</strong> São Paulo, ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância: Cortez Editora, 2008.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Da objetividade à plataformização: Tendências temáticas e conceituais da pesquisa sobre jornalismo e notícia (2020–2025)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/21/da-objetividade-a-plataformizacao-tendencias-tematicas-e-conceituais-da-pesquisa-sobre-jornalismo-e-noticia-2020-2025</link>
				<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 23:20:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4557</guid>
						<description><![CDATA[Por: Laura Coelho de Almeida Entre 2019 e 2024, as pesquisas sobre jornalismo no Brasil evidenciam uma tendência em temáticas acerca das mudanças tecnológicas, desafios éticos e novas práticas de produção e circulação da notícia. A partir de um levantamento de artigos publicados em anais de eventos das áreas de Comunicação e Jornalismo, é possível [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Por: </strong>Laura Coelho de Almeida</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Entre 2019 e 2024, as pesquisas sobre jornalismo no Brasil evidenciam uma tendência em temáticas acerca das mudanças tecnológicas, desafios éticos e novas práticas de produção e circulação da notícia. A partir de um levantamento de artigos publicados em anais de eventos das áreas de Comunicação e Jornalismo, é possível identificar os principais interesses no debate acadêmico, os quais partem desde os critérios de noticiabilidade até a inteligência artificial, plataformas digitais e jornalismo local.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O levantamento faz parte de uma pesquisa de estado da arte para construção de uma tese, que analisou como o conceito de notícia vem sendo trabalhado nas pesquisas em jornalismo, nos últimos 10 anos. Como recorte, apresentamos aqui as tendências de pesquisa em artigos publicados em anais de eventos brasileiros da área de Comunicação e Jornalismo entre 2020 e 2025. O objetivo foi observar como o conceito de notícia vem sendo trabalhado nas pesquisas em jornalismo, com pontos de atenção para as reconfigurações da notícia em um cenário de plataformização e metrificação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para coletar os trabalhos que compõem o estado da arte, realizamos coletas nos anais de três eventos&nbsp; da área de Comunicação e Jornalismo: Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR), Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (INTERCOM) e do Encontro Anual da COMPÓS. A seleção das pesquisas foi feita a partir de filtros de ano, nesse caso pesquisas publicadas nos anais entre 2020 e 2025, e critérios de inclusão e exclusão para coletar os trabalhos que apresentavam, em alguma parte do texto, definição de notícias ou similares.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao todo foram realizada 5 buscas nas bases de dados listadas, de modo que foram encontradas: 18 pesquisas no anais do Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR); 11 pesquisas nos anais do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (INTERCOM); e 6 pesquisas no Encontro Anual da COMPÓS, totalizando 35 pesquisas no período de 2020 até 2025.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Principais tendências identificadas</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao analisar as pesquisas publicadas nos anais dos 3 eventos nos últimos cinco anos, observa-se que as pesquisas em jornalismo no Brasil têm se concentrado em torno de quatro grandes eixos: <em>valores-notícia e critérios de noticiabilidade, transformações tecnológicas no jornalismo, ética e profissionalismo, e dimensões sociais do fazer jornalístico</em>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Uma temática recorrente é o <strong>valor-notícia e os critérios de noticabilidade</strong>, o qual é abordado nas pesquisas tanto sob perspectiva teórica, a partir de revisões conceituais, quanto em observação empírica, como em análises de coberturas específicas, como os desfiles de Carnaval no Rio de Janeiro. De modo geral, os trabalhos buscam compreender como os valores-notícia e critérios de noticiabilidade orientam o que se torna notícia em contextos diversos, como o jornalismo local, comunitário ou infantojuvenil. Em relação às<strong> transformações tecnológicas no jornalismo</strong>, ganham destaque as pesquisas sobre inteligência artificial, plataformização das notícias e uso de realidade aumentada e virtual na produção jornalística, discutindo novas formas de circulação e consumo da informação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As pesquisas também demonstram um interesse em observar os <strong>desafios éticos e profissionais do jornalismo,</strong> tais como a objetividade, a credibilidade e a adaptação do jornalismo às dinâmicas digitais, questionando o papel do jornalismo em tempos de desinformação e precarização do trabalho. Por fim, as pesquisas demonstram uma atenção às dimensões sociais e territoriais do jornalismo, com pesquisas sobre representações de pessoas com deficiência, o papel das rádios comunitárias, a relação com o público com o jornalismo nas redes sociais e o avanço dos desertos de notícias, compreendendo o jornalismo como prática é um fenômeno social em constante transformação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Abordagens metodológicas e teóricas</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além das temáticas, observa-se um grande uso metodológico de análise de conteúdo (6), revisão de literatura (5), revisão bibliográfica (3), entrevista (3) e análise do discurso (3). No entanto, destaca-se a dificuldade de categorizar a metodologia das pesquisas, pois, em muitos casos, ela não é descrita de forma explícita no corpo do texto. Em relação ao aporte teórico, percebe-se que as pesquisas acionam com mais expressão os seguintes autores: Galtung e Ruge (1965); Golding e Elliot (1979); Harcup e O'Neill (2017); Rodrigo Alsina (2009); Shoemaker e Choen (2006); Shoemaker e Reese (1996); Silva (2005); Traquina (2005); Tuchman (1978); Wolf (2009).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em relação a aplicação do conceito de notícia nas pesquisas, a amostra demonstra que a maioria das pesquisas ainda parte da ideia da notícia vinculada aos <strong>critérios de noticiabilidade e valores-notícia</strong>, os quais orientam a seleção e hierarquização dos fatos de interesse público que serão publicados como notícia. Ao mesmo tempo, as pesquisas observam a notícia como uma <strong>construção social e discursiva da realidade</strong>, ou também a definem como <strong>produto do jornalismo e forma de conhecimento</strong>.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A partir dos dados encontrados na amostra de 35 pesquisas publicadas entre 2020 e 2025, em três anais de eventos de Comunicação e Jornalismo — Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR), Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (INTERCOM) e do Encontro Anual da COMPÓS — percebe-se uma tendência em revisitar conceitos clássicos do jornalismo, como objetividade, critérios de noticiabilidade e valor-notícia, ao mesmo tempo que as pesquisas buscam lidar com fenômenos emergentes, como a desinformação e plataformização. Ademais, a revisão evidencia que, apesar de ter um caráter central no jornalismo, o conceito de notícia é raramente discutido de forma explícita, estando sempre ligado a outros aspectos da profissão, como a objetividade, critérios de noticiabilidade, discurso, e narrativa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>GALTUNG, Johan; RUGE, Mari Holmboe.<strong> </strong>The structure of foreign news: The presentation of the Congo, Cuba and Cyprus crises in four Norwegian newspapers. <strong>Journal of Peace Research</strong>, [s.l.], v. 2, n. 1, p. 64–91, 1965. Disponível em: <a href="https://www.jstor.org/stable/423011">https://www.jstor.org/stable/423011</a>. Acesso em: 25 ago. 2025<br>Golding, Peter; Elliott, Phillip. <strong>Making the news.</strong> Londres: Longman, 1979)<br>HARCUP, Tony; O’NEILL, Deirdre. What is news? News values revisited (again). <strong>Journalism Studies</strong>, [s.l.], v. 18, n. 12, p. 1470–1488, dez. 2017. DOI: <a href="https://doi.org/10.1080/1461670X.2016.1150193">https://doi.org/10.1080/1461670X.2016.1150193</a><br>RODRIGO ALSINA, Miquel.<strong> A construção da notícia. </strong>Petropolis: Vozes, 2009.<br>SHOEMAKER, Pamela J. e COHEN, Akiba.<strong> News around the world: Practitioners, Content, and the Public. </strong>New York: Routledge, 2006.<br>SHOEMAKER, Pamela J.; REESE, Stephen. <strong>Mediating the message: theories of influences on mass media content. </strong>New York: Longman, 1996.<br>SILVA, Gislene. Para pensar critérios de noticiabilidade. <strong>Estudos em Jornalismo e Mídia</strong>, Florianópolis, v. 2, n. 1, p. 95-107, jan./jun. 2005. Disponível em: <a href="https://periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/article/view/2091">https://periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/article/view/2091</a>. Acesso em: 21 jun. 2024.<br>TRAQUINA, Nelson. <strong>Teorias do Jornalismo. Volume II. A tribo jornalística – uma comunidade interpretativa transnacional. </strong>Ed. Insular. Florianópolis/SC, 2005.<br>TUCHMAN, GAYE. <strong>Making News. A study in the construction of reality. </strong>New York: Free Press, 1978.<br>Wolf, Mauro. (2009). <strong>Teorias da comunicação.</strong> Lisboa: Presença.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisadores do Poscom participam dos encontros da SBPJor 2025</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/06/pesquisadores-do-poscom-participam-dos-encontros-da-sbpjor-2025</link>
				<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 14:55:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4524</guid>
						<description><![CDATA[Evento ocorre de 5 a 7 de novembro na Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paraná]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A comunidade acadêmica do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (Poscom/UFSM) integra as discussões do 23.º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), que acontece de 5 a 7 de novembro de 2025 na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná.</p><p>Nesta edição, o tema central é “O Jornalismo diante das desigualdades e conflitos no Sul Global”. Referência nacional entre pesquisadores do campo acadêmico do Jornalismo, o evento reúne investigadores em diferentes estágios de formação, buscando promover uma reflexão pluralista sobre os problemas emergentes da área. </p><p>Além de sessões de apresentação de trabalhos acadêmicos, a programação conta com conferências, mesas de debate, palestras, seminários, reuniões, lançamento de livros e entrega de prêmios. </p><p>De forma integrada e simultânea ao 23.º SBPJor, ocorrem o 15.º Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo (JPJor) e o 3.º Encontro Internacional de Pesquisa sobre Jornalismo (REIJor). Este último é organizado em parceria com uma rede de laboratórios de pesquisa, que incluem o Grupo de Estudos em Jornalismo (EJOR), vinculado ao Poscom/UFSM, sob coordenação da professora Laura Strelow Storch.</p><p>Confira os trabalhos do Poscom/UFSM: </p><p> </p><p><b>Trabalhos no 23.º SBPJor</b></p><p><i>A invisibilidade da comunicação de riscos na cobertura do desastre climático do RS</i> -  Alice Balbé (Universidade do Minho), Eloisa Beling Loose (UFRGS), Josemari Quevedo (UFSM)  e Nadja Nobre (UFRGS);</p><p><i>A Patemização no Contexto da Catástrofe Climática de 2024 no RS</i> – Gabriele da Silva Bordin (UFSM);</p><p><i>Jornalismo de Proximidade e Suas Finalidades: Proposta teórico-metodológica sobre sentidos acionados em reportagens do Matinal </i>- Amanda Spohr Demamann (UFSM);</p><p><i>Jornalismo (in)dependente: pautas e modelo de negócio</i> - Natalie Pereira Soares (UFSM);</p><p><i>Midiatização e narrativas contra hegemônicas: Práticas amadoras profissionais no jornalismo de proximidade</i> - Aline Roes Dalmolin (UFSM) e Paola Martins Jung (UFSM);</p><p><em>Quando as fontes entram em cena: estudo sobre o documentário da RBS TV um ano após a enchente de 2024 no RS - </em>Carine Massierer (UFRGS), Cláudia Herte de Moraes (UFSM) e Gabriella de Barros (UFRGS);</p><p><i>Uma proposta de periodização da Teoria do Gatekeeping</i> - Laura Strelow Storch (UFSM) e Bruna Eduarda Meinen Feil (UFSM).</p><p><b>Trabalho no 15.° JPJor</b></p><p><i>Agenciamento em Crise: A cobertura jornalística das enchentes no Rio Grande do Sul à luz da teoria ator-rede </i>- Thaiani Cardoso Bandeira (UFSM).</p><p><b>Trabalho no 3.° REIJor</b></p><p><i>As fronteiras do jornalismo em GZH: Uma análise do profissionalismo no contexto da metrificação </i>- Laura Strelow Storch (UFSM), Paola Martins Jung (UFSM) e Laura Coelho de Almeida (UFSM).</p><p> </p><p><i>Texto: Gabriela Schmalfuss Borges | Doutoranda (Poscom/UFSM)</i></p><p><i>Revisão: Anna Júlia C. da Silva | Doutoranda (Poscom/UFSM)</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Edital TCC 2026. Resultados</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/10/08/edital-tcc-2026-resultados</link>
				<pubDate>Wed, 08 Oct 2025 13:47:51 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4474</guid>
						<description><![CDATA[O grupo Estudos em Jornalismo (Ejor) do Departamento de Ciências da Comunicação torna público o resultado da seleção referente ao edital interno para seleção de projetos de pesquisa e experimentação para os Trabalhos de Conclusão de Curso, nas modalidades Monografia e Projeto Experimental, propostos por acadêmicos regularmente matriculados nos cursos de graduação em Comunicação Social. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>O grupo Estudos em Jornalismo (Ejor) do Departamento de Ciências da Comunicação torna público o resultado da seleção referente ao edital interno para seleção de projetos de pesquisa e experimentação para os Trabalhos de Conclusão de Curso, nas modalidades Monografia e Projeto Experimental, propostos por acadêmicos regularmente matriculados nos cursos de graduação em Comunicação Social.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As 4 candidaturas listadas poderão ser efetivadas com a matrícula em TCC 1 na turma da profa Laura Storch no próximo semestre.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:file {"id":4476,"href":"https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/10/Resultados-Edital-Tcc-2026.pdf","displayPreview":true} -->
<div class="wp-block-file"><object class="wp-block-file__embed" data="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/10/Resultados-Edital-Tcc-2026.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="Resultados Edital Tcc 2026"></object><a id="wp-block-file--media-a36e26ca-f1df-443a-9ef5-4db19cb0dfbf" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/10/Resultados-Edital-Tcc-2026.pdf">Resultados Edital Tcc 2026</a><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/10/Resultados-Edital-Tcc-2026.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-a36e26ca-f1df-443a-9ef5-4db19cb0dfbf">Baixar</a></div>
<!-- /wp:file -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mais de 680 mil pessoas no RS vivem em desertos de notícias, aponta Atlas 2025</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/09/09/mais-de-680-mil-pessoas-no-rs-vivem-em-desertos-de-noticias-aponta-atlas-2025</link>
				<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 14:23:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

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						<description><![CDATA[Ejor auxilia no mapeamento da cobertura jornalística no Rio Grande do Sul na 7ª edição do Atlas da Notícia. O Grupo de Estudos em Jornalismo (Ejor) participou da 7ª edição do Atlas da Notícia, lançado em 2025. Integrantes do grupo e estudantes de Jornalismo da UFSM contribuíram no mapeamento de veículos de comunicação em cidades [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading"><em>Ejor auxilia no mapeamento da cobertura jornalística no Rio Grande do Sul na 7ª edição do Atlas da Notícia.</em></h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O Grupo de Estudos em Jornalismo (Ejor) participou da 7ª edição do Atlas da Notícia, lançado em 2025. Integrantes do grupo e estudantes de Jornalismo da UFSM contribuíram no mapeamento de veículos de comunicação em cidades do Rio Grande do Sul. Desde 2017, o <a href="https://atlas.jor.br/">Atlas da Notícia</a> se tornou a principal fonte de dados sobre a presença (ou ausência) de veículos jornalísticos no Brasil. A cada nova edição, o projeto amplia seu alcance e revela mudanças no cenário da comunicação local.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A iniciativa tem como objetivo mapear veículos e produtores de notícias em todo o país. Entre os meses de abril, maio e junho, estudantes de Jornalismo, mestrandas e doutorandas em Comunicação da UFSM, coordenados pela professora Laura Strelow Storch, dedicaram-se à pesquisa. Integraram a equipe Ana Luiza Dutra, Camila Londero, Daniele Lopes Vieira, Laura Coelho, Mariane Machado, Paola Jung e Pedro Souza.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A equipe do Ejor priorizou mapear as cidades da região central do estado e que são próximas ao campus sede da UFSM. Durante esta etapa, os estudantes fizeram um levantamento dos veículos locais, através de pesquisas, ligação aos órgãos executivos das cidades e contato com os veículos para coletar informações específicas, a fim de levantar dados sobre cada realidade local.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A professora Laura Strelow Storch, coordenadora do Ejor, destaca a importância da participação do grupo na 7ª edição do Atlas da Notícia. “A participação do Ejor no Atlas da Notícia reforça nosso compromisso em contribuir para a construção de um retrato mais preciso do jornalismo brasileiro”, afirmou.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Atlas da Notícia: onde falta jornalismo, cresce a desigualdade no acesso à informação</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O Atlas da Notícia foi criado em 2017 pelos jornalistas Angela Pimenta e Sérgio Spagnuolo, o projeto foi inspirado no <strong>America’s Growing News Desert</strong>, da revista Columbia Journalism Review. Desde então, tornou-se fonte para pesquisas, reportagens e estudos sobre a ausência de veículos jornalísticos em diferentes regiões do Brasil.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ele é parte de uma iniciativa do Instituto para o<strong> Desenvolvimento do Jornalismo (Projor)</strong> do<strong> Observatório da Imprensa</strong>, em parceria com a agência de dados <strong>Volt Data Lab</strong>. Além disso, o Atlas tem o cuidado de estar sempre atento às novas tendências do jornalismo. Um dos diferenciais desta edição foi a inclusão de uma nova categoria no mapeamento: perfis jornalísticos no Instagram, reconhecendo a importância das plataformas como produtoras e difusoras de notícias locais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Inicialmente os voluntários do Ejor passaram por uma capacitação com o professor de Jornalismo da PUC-RS, Marcelo Fontoura. Durante essa etapa, foram apresentadas as diretrizes do projeto, os critérios para identificação dos veículos e a relevância da pesquisa para o fortalecimento da comunicação local e para o acesso à informação da população. O treinamento garantiu que todos os participantes estivessem alinhados quanto à metodologia e aos objetivos do Atlas. Na sua metodologia o Atlas possui diferentes classificações para compreender o cenário das notícias locais no país. As cidades brasileiras são classificadas em categorias: <strong>Desertos</strong>, <strong>Quase-desertos</strong>, <strong>Não-desertos</strong> e <strong>Com Veículos</strong> (municípios que possuem ao menos um veículo jornalístico).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O conceito de <strong>“deserto de notícias”</strong> surgiu a partir dos estudos de Penny Abernathy, que analisou o desaparecimento progressivo de jornais locais em diversas cidades norte-americanas, muito em função da crise do jornalismo impresso e do avanço do digital. Inicialmente, o termo designava&nbsp; comunidades sem nenhum jornal local. Posteriormente, a autora ampliou a definição para abranger também contextos em que, ainda que existam meios de comunicação, há uma perda significativa de acesso a informações relevantes para a cidadania e para o fortalecimento da democracia. Trata-se, de uma condição estrutural que compromete a qualidade da esfera pública, intensifica desigualdades sociais e fragiliza os vínculos entre comunidades e processos decisórios</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No contexto brasileiro, o Atlas da Notícia cumpre um papel central ao mapear essa realidade Mais do que identificar onde estão concentrados ou ausentes os veículos jornalísticos, o projeto evidencia os efeitos dessa assimetria informacional. Revelando a carência de jornalismo local como um fator que limita o acompanhamento crítico da vida pública e deixa de garantir o direito à informação. O Atlas contribui para tensionar a discussão sobre a fragilidade do ecossistema midiático brasileiro e sobre os riscos que tal cenário impõe à democracia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para a professora Laura Storch, o Atlas da Notícia é um instrumento essencial para compreender a geografia do jornalismo local no Brasil.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Os levantamentos do Atlas são os mais completos no contexto brasileiro, e oferecem subsídios indispensáveis para os estudos em jornalismo, permitindo análises sobre distribuição, sustentabilidade e evolução do setor. Além disso, ao revelar lacunas no acesso à informação, como os ‘desertos de notícias', o Atlas pode orientar a definição de políticas públicas e incentivos que fortaleçam o jornalismo local, essencial para a democracia”, destaca.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading -->
<h2 class="wp-block-heading"><strong>O mapa do jornalismo gaúcho em 2025</strong></h2>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Um dos focos da participação do Ejor foi o mapeamento de municípios da <strong>Região Central</strong> do estado. Entretanto, a equipe ampliou sua análise para diferentes localidades, evidenciando não apenas a presença, mas, sobretudo, a ausência de veículos jornalísticos - elemento central para compreender as desigualdades informacionais no território gaúcho.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nos estados da Região Sul, o relatório da 7ª edição do Atlas revelou um cenário preocupante: <strong>457 municípios vivem em desertos de notícias</strong>, ou seja, não contam com nenhum veículo jornalístico ativo. Esse número representa<strong> </strong>8,20% da população regional - cerca de <strong>2,1 milhões de pessoas privadas de informação produzida no contexto local</strong>. Além disso, os chamados <strong>quase-desertos</strong>, que possuem apenas um veículo em funcionamento, somam<strong> 222 municípios</strong>, afetando aproximadamente<strong> 1,2 milhão de habitantes.</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No caso específico do <strong>Rio Grande do Sul</strong>, os dados confirmam a dimensão da desigualdade. O levantamento identificou <strong>180 municípios configurados como desertos de notícias</strong>, o que significa que <strong>680.088 gaúchos vivem sem acesso a jornalismo local</strong>. Já os <strong>quase-desertos abrangem 160 municípios</strong>, onde vivem <strong>1.213.724 pessoas</strong>, correspondendo a <strong>7,58% da população do estado.</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Por outro lado, o Atlas também apontou <strong>157 municípios</strong> gaúchos classificados como<strong> não desertos de notícia</strong>, ou seja, com três ou mais veículos ativos. Neles vivem cerca de 8,9 milhões de pessoas, 57,2% da população estadual. Revelando uma <strong>forte concentração de veículos em cidades de médio e grande porte, enquanto as localidades menores permanecem desassistidas.</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No total, o Rio Grande do Sul registra <strong>1.448 veículos jornalísticos ativos</strong>, distribuídos em <strong>347 impressos</strong>, <strong>452 online</strong>, <strong>588 rádios</strong> e <strong>61 televisões</strong>. Também foram identificados <strong>134 veículos alternativos</strong>, como blogs, iniciativas individuais e projetos restritos às redes sociais.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Por que mapear os desertos de notícia importa</strong></h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mapear os desertos de notícia é fundamental porque releva onde a população não tem acesso a informações de cunho jornalístico. Os números mostram mais que estatísticas: evidenciam um quadro estrutural de desigualdade no acesso à informação no Rio Grande do Sul. Enquanto os grandes centros urbanos contam com maior diversidade de meios e formatos, os pequenos municípios permanecem vulneráveis ao avanço dos desertos de notícia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Isso significa que milhares de pessoas vivem sem o jornalismo local e passam a depender de conteúdos circulados em redes sociais ou canais informais, muitas vezes pouco confiáveis. Tornando a população vulnerável à desinformação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Essa concentração da produção jornalística em pólos urbanos acentua as desigualdades regionais e compromete o direito fundamental à informação.&nbsp; Em comunidades menores, a ausência de cobertura jornalística local enfraquece o acompanhamento crítico da vida pública e limita a participação cidadã. Nesse sentido, o Atlas evidencia uma crise no jornalismo e seus impactos diretos na democracia.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Texto por:</strong> Mariane Machado e Ana Luiza Dutra</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ejor abre edital para seleção de propostas de Trabalho de Conclusão de Curso para 2026</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/08/26/ejor-abre-edital-para-selecao-de-propostas-de-trabalho-de-conclusao-de-curso-para-2026</link>
				<pubDate>Tue, 26 Aug 2025 22:01:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4358</guid>
						<description><![CDATA[O grupo Estudos em Jornalismo (Ejor) do Departamento de Ciências da Comunicação torna público o seu edital interno para seleção de projetos de pesquisa e experimentação para os Trabalhos de Conclusão de Curso, nas modalidades Monografia e Projeto Experimental, propostos por acadêmicos regularmente matriculados nos cursos de graduação em Comunicação Social. Os temas prioritários são [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>O grupo Estudos em Jornalismo (Ejor) do Departamento de Ciências da Comunicação torna público o seu edital interno para seleção de projetos de pesquisa e experimentação para os Trabalhos de Conclusão de Curso, nas modalidades Monografia e Projeto Experimental, propostos por acadêmicos regularmente matriculados nos cursos de graduação em Comunicação Social. Os temas prioritários são jornalismo e tecnologia; e jornalismo local e cidadania.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Inscrições: </strong>de 27/08/2025 a 30/09/2025 via e-mail: ejor@ufsm.br.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para mais informações, confira o edital abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:file {"id":4360,"href":"https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/08/Edital-de-TCCs-eJOR-2026.pdf","displayPreview":true} -->
<div class="wp-block-file"><object class="wp-block-file__embed" data="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/08/Edital-de-TCCs-eJOR-2026.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="Edital de TCCs eJOR 2026"></object><a id="wp-block-file--media-44995c0d-4de3-4bc0-9766-7f7d78c48709" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/08/Edital-de-TCCs-eJOR-2026.pdf">Edital de TCCs eJOR 2026</a><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/08/Edital-de-TCCs-eJOR-2026.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-44995c0d-4de3-4bc0-9766-7f7d78c48709">Baixar</a></div>
<!-- /wp:file -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisadoras do Ejor assinam capítulo de livro sobre jornalismo de proximidade e resiliência comunitária nas enchentes de 2024</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/08/11/pesquisadoras-do-ejor-assinam-capitulo-de-livro-sobre-jornalismo-de-proximidade-e-resiliencia-comunitaria-nas-enchentes-de-2024</link>
				<pubDate>Mon, 11 Aug 2025 19:13:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4285</guid>
						<description><![CDATA[As mestrandas e integrantes do Ejor, Amanda Demamann e Natalie Soares, e as professoras Laura Storch e Aline Dalmolin, são autoras do capítulo de livro “Jornalismo de proximidade e resiliência comunitária durante as enchentes de 2024 na Quarta Colônia (RS)”. A pesquisa tem apoio dos projetos &#8220;Comunicação de Proximidade&#8221; (PROEXT-CAPES) e &#8220;Governança e Multidimensionalidade dos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>As mestrandas e integrantes do Ejor, Amanda Demamann e Natalie Soares, e as professoras Laura Storch e Aline Dalmolin, são autoras do capítulo de livro “Jornalismo de proximidade e resiliência comunitária durante as enchentes de 2024 na Quarta Colônia (RS)”. A pesquisa tem apoio dos projetos "Comunicação de Proximidade" (PROEXT-CAPES) e "Governança e Multidimensionalidade dos Riscos Climáticos" (FAPERGS).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O texto reflete sobre a importância do jornalismo local e de proximidade em contextos de desertos de notícias e defende a relevância dos serviços de informação local no cenário das enchentes de 2024 na região da Quarta Colônia. O texto também faz um levantamento de veículos de jornalismo local na região, a partir de dados disponibilizados pelo Atlas da Notícia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O texto integra o e-book “Jornalismo para o desenvolvimento regional: iniciativas, impactos e contrastes”, organizado pelos professores Fabiano Ormaneze, Francisco Pôrto Júnior, e Duílio Fabbri Júnior, da Universidade Federal do Tocantins (UFT). A obra aborda questões teórico-práticas sobre a valorização do jornalismo regional e promove discussões acerca de políticas de comunicação e do acesso à informação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O e-book “Jornalismo para o desenvolvimento regional: iniciativas, impactos e contrastes” está disponível para download no acervo da UFT, e pode ser acessado por este <a href="https://repositorio.uft.edu.br/bitstream/11612/7731/1/Livro_Jornalismo%20e%20Desenvolvimento.pdf?fbclid=PAQ0xDSwMA0XBleHRuA2FlbQIxMQABpywY9SBW6ZPphzZvExufd_FPTIuyjuViwljruBuYU3L-zcrk3MN8JiujN2ro_aem_6OQTGllU46XB3oVJxtKAcw">link</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>I Simpósio de Pesquisa do GP Estudos em Jornalismo (eJOR) acontece em agosto na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/08/04/i-simposio-de-pesquisa-do-gp-estudos-em-jornalismo-ejor-acontece-em-agosto-na-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 04 Aug 2025 20:22:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisasEJOR]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4275</guid>
						<description><![CDATA[O Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (eJOR/CNPq) promove, no dia 27 de agosto de 2025, o I Simpósio de Pesquisa do GP Estudos em Jornalismo. O evento será realizado das 08h30 às 12h00, no Auditório 101 (Prédio 74E), e reunirá apresentações de pesquisas desenvolvidas no âmbito do grupo por estudantes da graduação, pós-graduação e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>O Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo (eJOR/CNPq) promove, no dia 27 de agosto de 2025, o <strong>I Simpósio de Pesquisa do GP Estudos em Jornalismo</strong>. O evento será realizado das 08h30 às 12h00, no Auditório 101 (Prédio 74E), e reunirá apresentações de pesquisas desenvolvidas no âmbito do grupo por estudantes da graduação, pós-graduação e pela coordenação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A programação do simpósio contempla trabalhos realizados por integrantes do grupo em diferentes níveis de formação acadêmica. A abertura será seguida por sessões dedicadas às pesquisas da graduação, do mestrado e do doutorado, além da apresentação da professora Laura Storch, coordenadora do grupo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante o evento também será o lançamento do <strong>Edital de TCCs do eJOR 2026</strong>, voltado a estudantes interessados em desenvolver seus Trabalhos de Conclusão de Curso com orientação vinculada ao grupo.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A participação é aberta à comunidade acadêmica e para receber o certificado de ouvinte basta se inscrever no <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSexNwtBM1HqtoD6Y9pRccWsaII8qerX-qnIW1YTuYr27cK0Tw/viewform?usp=header">formulário</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Anote na agenda!&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em>I Simpósio de Pesquisa do GP Estudos em Jornalismo (eJOR)<br></em><strong>Data:</strong> 27 de agosto de 2025 (quarta-feira)<br><strong>Horário: </strong>Das 08h30 às 12h00<br><strong>Local:</strong> Auditório 101 (Prédio 74E), UFSM</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"fontSize":"large"} -->
<p class="has-large-font-size"><strong>Programação:</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>08h30</strong> | Abertura<br><strong>08h40 - 09h30</strong> | Trabalhos desenvolvidos na graduação<br><strong>09h30 - 10h30 </strong>| Trabalhos desenvolvidos no mestrado<br><strong>10h30 - 10h45</strong> | Intervalo<br><strong>10h45 - 11h30</strong> | Trabalhos desenvolvidos no doutorado<br><strong>11h30 - 12h00</strong> | Trabalhos desenvolvidos pela Professora Laura Storch, coordenadora do eJOR</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>VI Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/eventos/vi-encontro-nacional-de-pesquisadores-em-jornalismo-ambiental</link>
				<pubDate>Fri, 25 Jul 2025 15:51:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ejor]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?post_type=eventos&#038;p=4240</guid>
						<description><![CDATA[<h3>A prevenção na pesquisa em jornalismo ambiental diante dos desastres</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O VI ENPJA será um espaço essencial para o fortalecimento e a renovação das pesquisas em jornalismo ambiental, oferecendo aos participantes um ambiente colaborativo de reflexão crítica e troca de experiências. Em um mundo onde as crises socioambientais se intensificam, este encontro mobiliza a academia para pensar novas estratégias de comunicação capazes de traduzir questões complexas e transversais de maneira acessível e ética para diferentes públicos. Ao reunir pesquisadores de diversas regiões do Brasil e do exterior, o evento proporcionará uma pluralidade de olhares sobre os desafios e oportunidades do jornalismo ambiental contemporâneo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os participantes terão a oportunidade de apresentar seus trabalhos, compartilhar metodologias e estabelecer parcerias interinstitucionais que poderão resultar em novos projetos e publicações conjuntas. As discussões fomentadas ao longo das mesas e sessões temáticas contribuirão para identificar lacunas e potencializar o impacto social da pesquisa acadêmica. Além disso, o tema central desta edição permitirá explorar como a produção jornalística pode desempenhar um papel mais ativo na promoção de práticas sustentáveis e na construção de narrativas orientadas para a responsabilidade socioambiental. Os debates buscarão aprofundar a compreensão sobre o papel do jornalismo na formação de uma opinião pública crítica e na mobilização para a transformação social. Com mesas redondas, conferências e atividades de networking, o evento oferecerá insumos teóricos para aprimorar as pesquisas em andamento e inspirar novas abordagens de estudo. Assim, o VI ENPJA pretende fortalecer a comunidade de pesquisadores e comunicadores engajados com a sustentabilidade, impulsionando iniciativas inovadoras e colaborativas capazes de enfrentar os desafios do nosso tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A realização do evento é um convite para a reflexão sobre as necessárias medidas de prevenção e adaptação aos desastres. A cobertura jornalística durante as enchentes em Porto Alegre e em regiões do Rio Grande do Sul  foi fundamental para informar a sociedade sobre como agir durante o desastre climático. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os estudos na área de jornalismo ambiental contribuem fundamentalmente para o aperfeiçoamento da cobertura ao longo dos anos. Ressalta-se que o jornalismo tem compromisso com a construção da cidadania, sobretudo diante de situações adversas como a organização da sociedade em resposta aos efeitos dos eventos climáticos extremos. Por isso, a programação planeja contemplar experiências de representantes de comunidades tradicionais no enfrentamento às mudanças climáticas e aos demais problemas ambientais. </span></p>
<p><b><strong>CHAMADA DE TRABALHOS</strong></b>: As submissões de resumos expandidos estão abertas a pesquisadores em todos os níveis (graduação, mestrado e doutorado) e devem ser enviadas até<b><strong> 23 de agosto de 2025</strong></b>. <a href="https://enpja.com.br/">Confira o edital</a> e o <a href="https://docs.google.com/document/d/17ig9JKoVe4wNxNu6jhVkxHpwWzSw66DM/edit?tab=t.0">template para os trabalhos</a>.</p>
<p>*<a href="https://www.even3.com.br/enpja2025-603839/">Página do Evento</a></p>
<p><strong>*Este é um evento online</strong></p>
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h3>A prevenção na pesquisa em jornalismo ambiental diante dos desastres</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O VI ENPJA será um espaço essencial para o fortalecimento e a renovação das pesquisas em jornalismo ambiental, oferecendo aos participantes um ambiente colaborativo de reflexão crítica e troca de experiências. Em um mundo onde as crises socioambientais se intensificam, este encontro mobiliza a academia para pensar novas estratégias de comunicação capazes de traduzir questões complexas e transversais de maneira acessível e ética para diferentes públicos. Ao reunir pesquisadores de diversas regiões do Brasil e do exterior, o evento proporcionará uma pluralidade de olhares sobre os desafios e oportunidades do jornalismo ambiental contemporâneo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os participantes terão a oportunidade de apresentar seus trabalhos, compartilhar metodologias e estabelecer parcerias interinstitucionais que poderão resultar em novos projetos e publicações conjuntas. As discussões fomentadas ao longo das mesas e sessões temáticas contribuirão para identificar lacunas e potencializar o impacto social da pesquisa acadêmica. Além disso, o tema central desta edição permitirá explorar como a produção jornalística pode desempenhar um papel mais ativo na promoção de práticas sustentáveis e na construção de narrativas orientadas para a responsabilidade socioambiental. Os debates buscarão aprofundar a compreensão sobre o papel do jornalismo na formação de uma opinião pública crítica e na mobilização para a transformação social. Com mesas redondas, conferências e atividades de networking, o evento oferecerá insumos teóricos para aprimorar as pesquisas em andamento e inspirar novas abordagens de estudo. Assim, o VI ENPJA pretende fortalecer a comunidade de pesquisadores e comunicadores engajados com a sustentabilidade, impulsionando iniciativas inovadoras e colaborativas capazes de enfrentar os desafios do nosso tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A realização do evento é um convite para a reflexão sobre as necessárias medidas de prevenção e adaptação aos desastres. A cobertura jornalística durante as enchentes em Porto Alegre e em regiões do Rio Grande do Sul  foi fundamental para informar a sociedade sobre como agir durante o desastre climático. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os estudos na área de jornalismo ambiental contribuem fundamentalmente para o aperfeiçoamento da cobertura ao longo dos anos. Ressalta-se que o jornalismo tem compromisso com a construção da cidadania, sobretudo diante de situações adversas como a organização da sociedade em resposta aos efeitos dos eventos climáticos extremos. Por isso, a programação planeja contemplar experiências de representantes de comunidades tradicionais no enfrentamento às mudanças climáticas e aos demais problemas ambientais. </span></p>
<p><b><strong>CHAMADA DE TRABALHOS</strong></b>: As submissões de resumos expandidos estão abertas a pesquisadores em todos os níveis (graduação, mestrado e doutorado) e devem ser enviadas até<b><strong> 23 de agosto de 2025</strong></b>. <a href="https://enpja.com.br/">Confira o edital</a> e o <a href="https://docs.google.com/document/d/17ig9JKoVe4wNxNu6jhVkxHpwWzSw66DM/edit?tab=t.0">template para os trabalhos</a>.</p>
<p>*<a href="https://www.even3.com.br/enpja2025-603839/">Página do Evento</a></p>
<p><strong>*Este é um evento online</strong></p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Resultado preliminar . Bolsas IC | WJS EJor</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/07/10/resultado-preliminar-bolsas-ic-wjs-ejor</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 19:09:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4220</guid>
						<description><![CDATA[A profa Laura Storch divulgou hoje o resultado preliminar do processo seletivo para bolsistas de Iniciação Científica, vinculado ao EJOR/UFSM. As vagas são derivadas do Edital 017/2025 – IC Unificado e tem como objetivo oferecer formação em pesquisa para estudantes interessados nos estudos em jornalismo. O WJS busca compreender os desafios enfrentados pelo jornalismo em [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>A profa Laura Storch divulgou hoje o <strong>resultado preliminar do processo seletivo</strong> para bolsistas de Iniciação Científica, vinculado ao EJOR/UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As vagas são derivadas do <strong>Edital 017/2025 – IC Unificado </strong>e tem como objetivo oferecer formação em pesquisa para estudantes interessados nos estudos em jornalismo. O WJS busca compreender os desafios enfrentados pelo jornalismo em diferentes contextos políticos, sociais e culturais, contribuindo para o debate público e a formulação de políticas voltadas à área.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O <strong>resultado preliminar está disponível no link abaixo</strong>, em formato PDF, com a lista dos(as) candidatos(as) classificados(as) e a ordem de classificação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>👉 </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:file {"id":4221,"href":"https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/07/Resultado_preliminar_assinado.pdf","displayPreview":true} -->
<div class="wp-block-file"><object class="wp-block-file__embed" data="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/07/Resultado_preliminar_assinado.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="Resultado_preliminar_assinado"></object><a id="wp-block-file--media-b9d06bb6-417b-426a-a717-871cbd6c7340" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/07/Resultado_preliminar_assinado.pdf">Resultado_preliminar_assinado</a><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/07/Resultado_preliminar_assinado.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-b9d06bb6-417b-426a-a717-871cbd6c7340">Baixar</a></div>
<!-- /wp:file -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>São considerados aprovados os candidatos que atingiram nota mínima de 7,00 (sete). Os candidatos serão convocados para assumir as bolsas em ordem, a partir da maior nova. Os demais candidatos são considerados suplentes e poderão vir a ser chamados em eventual liberação de bolsa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Candidatos(as) interessados(as) em <strong>solicitar reconsideração</strong> do resultado poderão encaminhar <strong>pedido fundamentado até 15 de julho de 2025</strong>, para o e-mail oficial do grupo: <strong><a>ejor@ufsm.br</a></strong>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A divulgação final da seleção está prevista para <strong>18 de julho de 2025</strong>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>—<br>📩 Dúvidas e informações adicionais: <strong><a>ejor@ufsm.br</a></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Edital seleciona bolsistas IC para atuação junto ao EJOR</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/06/30/edital-seleciona-bolsistas-ic-para-atuacao-junto-ao-ejor</link>
				<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 19:47:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ejor]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4202</guid>
						<description><![CDATA[Estão abertas as inscrições para seleção de até três bolsistas de Iniciação Científica para atuação no projeto Worlds of Journalism Study – WJS3 | Etapa Brasil, vinculado ao Grupo de Pesquisa em Jornalismo (EJOR) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A iniciativa é coordenada pela professora Laura Strelow Storch, do Departamento de Ciências da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Estão abertas as inscrições para seleção de até três bolsistas de Iniciação Científica para atuação no projeto <em>Worlds of Journalism Study – WJS3 | Etapa Brasil</em>, vinculado ao Grupo de Pesquisa em Jornalismo (EJOR) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A iniciativa é coordenada pela professora Laura Strelow Storch, do Departamento de Ciências da Comunicação (CCSH), e integra o Edital 017/2025 – IC Unificado da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da UFSM. As vagas são destinadas a estudantes regularmente matriculados nos cursos de Jornalismo e Estatística da UFSM, com carga horária mínima de 12 horas semanais e início das atividades previsto para 1º de setembro de 2025. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O <em>Worlds of Journalism Study</em> é uma pesquisa internacional que investiga os níveis de risco e incerteza enfrentados por jornalistas ao redor do mundo, bem como as formas de adaptação do jornalismo a diferentes contextos políticos, socioeconômicos e culturais. A etapa brasileira do estudo contribui para compreender as condições de trabalho, a ética, a segurança, as influências externas e os papéis profissionais desempenhados pelos jornalistas, com o objetivo de informar pesquisadores, profissionais da imprensa e formuladores de políticas públicas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As vagas estão divididas da seguinte forma:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:list -->
<ul class="wp-block-list"><!-- wp:list-item -->
<li><strong>1 vaga para análise estatística</strong>: o bolsista atuará com softwares específicos na produção de evidências quantitativas, realizando análises descritivas, comparativas, explicativas e longitudinais em diferentes escalas (nacional, regional, global e temporal), fundamentais para os demais produtos do projeto.</li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li><strong>2 vagas para análises qualitativas, relatórios, articulações institucionais e comunicação da ciência</strong>: os bolsistas contribuirão com a interpretação dos dados, produção de relatórios analíticos e conteúdos voltados a públicos estratégicos, como sindicatos, associações e gestores públicos. Também participarão da elaboração de <em>policy papers</em>, divulgação científica, materiais gráficos e conteúdos para redes sociais, ampliando o alcance dos resultados da pesquisa.</li>
<!-- /wp:list-item --></ul>
<!-- /wp:list -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O processo seletivo inclui análise de documentos, carta de intenções e entrevista virtual. Os candidatos serão classificados conforme critérios de aderência ao perfil da vaga, desempenho acadêmico e experiência com a temática do projeto. Os resultados serão comunicados por e-mail, com divulgação final prevista até 18 de julho. Também será formado cadastro reserva.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>📌 <strong>Projeto:</strong> <em>Worlds of Journalism Study – WJS3 | Etapa Brasil</em><br>🎓 <strong>Quem pode se inscrever:</strong> Estudantes de Jornalismo e Estatística da UFSM<br>💼 <strong>Vagas:</strong> 3 (1 para análise estatística e 2 para análises qualitativas, relatórios e comunicação científica)<br>🕐 <strong>Carga horária:</strong> Mínimo de 12 horas semanais<br>📅 <strong>Inscrições:</strong> 1º a 6 de julho de 2025<br>📍 <strong>Formulário de inscrição:</strong> <a class="" href="https://forms.gle/z6gkP2dLViyoxNS76">https://forms.gle/z6gkP2dLViyoxNS76</a><br>📩 <strong>Contato:</strong> <a>ejor@ufsm.br</a><br>📄 <strong>Edital completo:</strong> <a class="" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/345/2025/06/LAURA-STRELOW-STORCH_Edital_selecao_2025_IC-UNIFICADO.pdf">Acesse aqui</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        