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				<title>Mestre Adel: A Tradição da Guascaria Viva em Caçapava do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2026/09/04/mestre-adel-a-tradicao-da-guascaria-viva-em-cacapava-do-sul</link>
				<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 20:04:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[notórios saberes]]></category>
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						<description><![CDATA[Entre memória e prática, Adel mantém vivo um ofício que aprendeu com o pai e com a vida no campo. por Fellipe H. Alves Medeiros &nbsp; Dias de chuva em Caçapava do Sul mudam o ritmo no galpão de Adélio Simão Mendes Ferreira, conhecido como Mestre Adel Guasqueiro. Longe de ser um problema, a umidade [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="513" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/09/Banner-1024x513.jpg" alt="" />											<figcaption>Entre memória e prática, Adel mantém vivo um ofício que aprendeu com o pai e com a vida no campo.</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.2;text-align: right;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">por Fellipe H. Alves Medeiros</p>
<p><b id="docs-internal-guid-e21d03bb-7fff-bd7f-4621-c23848a73297" style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Dias de chuva em Caçapava do Sul mudam o ritmo no galpão de Adélio Simão Mendes Ferreira, conhecido como Mestre Adel Guasqueiro. Longe de ser um problema, a umidade amacia o couro cru e deixa o material no ponto ideal para o trabalho, ao contrário do que acontece no tempo seco do verão. O artesão aproveita o clima para abrir sobre a mesa uma peça com mais de meio século de história, ainda firme e servível. Orgulhoso, ele aponta para a relíquia: “Você vê um couro velho, esse aqui mesmo, nunca mostrei para vocês, tem mais de 50 anos de uso”. Com o material em mãos, o mestre trança os tentos com a destreza de quem aprendeu o ofício na infância e recorda como o tempo moldava a sua rotina desde guri: “Dia de chuva era mais prático para lidar com o couro. Ele ficava mais branco, mais fácil de trabalhar. Com tempo úmido, o couro se adapta melhor”.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A trajetória de Adélio começou no Irapuá, distrito rural de Caçapava do Sul marcado por uma paisagem de cerros antigos, forte tradição de campo e herança indígena. Ele resume a infância moldada pelos costumes desse interior de chão batido, terra que carrega a ancestralidade dos povos originários: “Eu nasci na campanha, lá no Irapuá, e trabalhei desde pequeno na lida da chácara, na plantação, na campeirada e em tudo assim”.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Filho de José Bernardino Ferreira e Isabela Mendes Ferreira, o artesã cresceu acompanhando o trabalho do pai, um domador de cavalos bravos e xucros que conhecia a fundo os segredos da lida e o manejo do couro cru. Seu José foi o grande professor, ensinando o filho a ler o tempo e a respeitar o ritmo da natureza: em dia de sol, cuidava-se da terra; quando o tempo virava e a chuva barrava o serviço na lavoura ou com o gado, o refúgio era o galpão.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O mestre ri ao lembrar de como a oficina virava o seu paradeiro nesses dias de inverno ou temporal: “Em chuva não podia ir para o campo. Então ficava em casa, ficava no galpão, e tinha que ter serviço para não fazer muita arte”. Para aproveitar a claridade que teimava em entrar pelo cinza dos dias chuvosos, o pai trazia o guri para perto da porta. “Ali é mais claro para trabalhar. No dia de chuva tem que ficar dentro do galpão, mas quando não está chovendo, a gente fica na porta para trabalhar o couro”, descreve Adélio.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Foi nessa observação miúda, entre o cheiro da umidade e o som das ferramentas, que ele aprendeu a amaciar a matéria-prima batendo com o macete de madeira e a dar forma às primeiras cordas.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Dessa época de aprendizado no pampa, a lembrança mais viva é o primeiro laço, feito pelo pai sob medida para as mãos da criança. Adélio resgata o episódio com a nitidez de quem guarda o passado no bolso: “Ele me deu o primeiro laço quando eu tinha uns oito anos. Saiu um terneiro por uma fresta da cerca. O terneiro veio para o meu lado e eu lasseei ele. O dono da lida me deu uma terneira por causa daquele laço. Tenho até hoje lembrança disso”. Essa memória da primeira terneira e os ensinamentos da infância foram a base que o sustentou dali por diante.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O pai de Adélio, o domador José Bernardino, faleceu quando o menino tinha apenas 11 anos. A perda precoce jogou o guri direto na lida, fazendo com que ele assumisse as rédeas do ofício que havia aprendido apenas olhando o pai trabalhar no galpão. Dali em diante, coube ao garoto dominar o compasso de amaciar o couro na força do macete e o jeito certo de trançar as tiras para erguer as próprias ferramentas de trabalho.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ainda menino, Adélio já lidava com cavalos e preparava os xergões para a montaria. A necessidade de fabricar os utensílios para o dia a dia na campanha fez com que ele seguisse praticando as técnicas do pai, salvando da memória um saber tradicional que corria o risco de desaparecer com o tempo. Até hoje, o mestre preserva relíquias daquela infância na campanha de Caçapava, mostrando com orgulho o chicote antigo que guarda como tesouro: “Este rebenque foi feito pelo meu pai, né? Isso aqui se chama rabo de tatu. No tempo em que ele domava, usava isso aqui para tocar os baguais”.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Aos 29 anos, Adélio mudou-se para a zona urbana de Caçapava do Sul para casar e trabalhar. Mesmo mudando de rumo e enfrentando o serviço pesado da lavoura, ele nunca largou o artesanato em couro. A fama de suas peças resistentes logo correu pelos corredores de campo e o interior do município, trazendo vizinhos e campeiros que buscavam o conserto de láticos, sobreláticos, barrigueiras e buçais. Ele conta, rindo, que o buçal novo é meio bagual e brabo na cabeça do cavalo, mas que amansa logo com o tempo de uso e um pouco de graxinha.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Mestre Adel, o trabalho manual carrega uma durabilidade que as peças de fábrica não conseguem alcançar. O couro de gado é o sustento de toda a montaria, dando corpo aos laços, às rédeas e às soiteiras dos relhos. É um serviço que exige força bruta, pois o couro precisa ser estapiado, esticado, amaciado e limpo na faca para ganhar aquela brancura correta que o gaúcho valoriza.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O couro industrializado, curtido com química para acelerar o processo nas fábricas, não serve para quem conhece o rigor do dia a dia no campo. O artesão sabe bem onde esse material racha na hora do puxão: “Tem comércio que vende esse material, mas muitos vendem só para revenda. Parece umas cascas secas”. Como o galpão de Adel não tem luz elétrica, o feitio da goasqueria tradicional continua todo na paciência do braço. Ele se orgulha de manter o mesmo ritmo de antigamente: “Eu ainda estou na moda antiga, de garrotear o couro no macete. O bruto ainda existe, e são poucos que fazem assim, só na força e no macete”.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Adélio explica que o couro de curtume é trabalhado com costura de linha, um método que acaba fragilizando a peça com o tempo. O guasqueiro aponta a diferença do seu fazer: “Já esse aqui é trabalhado com couro, com tento de lonca de cavalo, por isso dura mais”. Nessa arte, a pele fina e resistente do cavalo é o que amarra toda a estrutura, dispensando totalmente os fios de algodão ou nylon das fábricas. Muitos clientes chegam ao galpão com láticos comprados em lojas, reclamando que as tiras quebram por falta de tratamento adequado na indústria.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Embora já tenha visto em cursos universitários o funcionamento de máquinas modernas para amaciar a matéria-prima, Adel nota que o maquinário rouba a textura e a flexibilidade do material. A preferência do mestre continua sendo o processo manual no tempo úmido da chuva, sabendo que o cavalo oferece o tento fino e firme para os acabamentos, enquanto o gado entrega a força bruta para o arreio.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Essa busca por resistência também resgata técnicas antigas da herança indígena que ele traz guardada na memória e na ponta dos dedos. Um exemplo vivo desse passado é a bota de garrão de potro, um calçado rústico feito sem moldes ou costuras, retirado inteiro da perna do animal. O mestre ensina o ofício demonstrando o movimento com as mãos: “A bota garrão de potro era feita do garrão do animal. Tinha que secar e tirar inteira, sem riscar. Virava do avesso e colocava uma madeira por dentro para secar sem fechar, para não craquelar o couro, e assim caber na canela”. Ele lembra que o calçado tradicionalmente deixava os dedos dos pés descobertos, um detalhe fundamental para dar mais firmeza ao peão na hora de firmar o pé no estribo.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Da mesma forma, para montar as boleadeiras, Adélio busca na fauna local os materiais capazes de aguentar o impacto do uso no campo. Ele resgata a origem da peça que hoje adorna o galpão: “Esta aqui era a arma dos índios para pegar os bichos baguais”. Para encapar as pedras que ele mesmo esculpe, o artesão utiliza a pele da barriga do tatu-peludo ou o couro de lagarto, matérias-primas conhecidas pela longevidade. Adélio descreve o processo desse feitio: “Cobria-se a pedra com o couro da barriga do tatu-peludo. Também se usava couro de lagarto, que é muito forte”. Por dentro das cordas de couro que ligam as três pedras da boleadeira, o mestre utiliza couro de gato torcido, o segredo antigo que garante a flexibilidade e a força necessárias para suportar o movimento do arremesso no meio do campo.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Nos últimos anos, a rotina pacata do guasqueiro ganhou visibilidade fora do galpão. Em abril de 2024, ele ministrou uma oficina prática no I Seminário de Notórios Saberes da Universidade Federal de Santa Maria, a UFSM. Entre fevereiro e março de 2025, participou como expositor na Recepção Estudantil e na Semana Descobrindo os Notórios Saberes, levando a cultura e o cheiro do campo para dentro do ambiente universitário.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O encontro com as novas gerações de estudantes rendeu boas histórias. Adélio conta, com bom humor e um sorriso no rosto, sobre um médico traumatologista de Caçapava do Sul que frequentava suas oficinas na universidade. O doutor dizia brincando que ia até lá mais pela merenda, mas acabou fisgado pela arte do trançado e saiu de lá sabendo erguer um porta-cuia de couro.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apesar do reconhecimento acadêmico, Adélio mantém a modéstia típica dos homens da campanha. Ele quase recusou os primeiros convites da UFSM por achar que não tinha o estudo ou a técnica refinada que as salas de aula exigiam. O mestre desabafa, deixando de lado qualquer vaidade: “O meu serviço é mais grosseiro, não é muito aperfeiçoado não. É forte, mas não é muito bonito, não”. Ele prioriza a utilidade prática no dia a dia do pampa e faz questão de elogiar seu colega de ofício, o guasqueiro Batista, a quem considera o verdadeiro especialista no acabamento e nas bainhas de faca detalhadas.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Adel, o companheiro domina a parte estética da guascaria e tem o perfil ideal para o ensino formal. Ele afirma, sem nenhuma ponta de inveja, reconhecendo o valor do outro: “O Batista trabalha muito bem. Ele tem condições de fazer cursos, participa de seminários fora do estado, no Uruguai também”. Ainda assim, ciente de que muitos jovens hoje evitam o trabalho pesado de limpar e preparar a matéria-prima, Adel entende a importância de passar o conhecimento adiante e alerta sobre o risco do esquecimento: “É muito importante ensinar, porque se a gente não der continuação, vai terminar os que lidam com couro”.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 36pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Aos 82 anos e aposentado da lavoura, Adélio hoje divide o tempo entre o galpão e os cuidados com uma horta de verduras no fundo de casa. Ele confessa, com a serenidade de quem já cumpriu sua jornada na terra: “A guasqueria hoje é mais um entretenimento, algo que eu gosto de fazer”. A atividade tornou-se um passatempo e a melhor forma de preservar suas próprias memórias. Quando uma ideia surge na entrada do galpão, ele apenas pega a faca e puxa o tento. Enquanto trabalha o couro cru na ponta dos dedos, mantém viva a tradição herdada de Seu José Bernardino e a identidade forte do Irapuá. E sempre que o céu nubla no pampa caçapavano, ele já sabe que é hora de se achegar para a porta e preparar o couro para mais uma trança.</p>
&nbsp;]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM discute criação de protocolos para enfrentamento ao racismo na Instituição</title>
				<link>https://www.ufsm.br/reitoria/gabinete/ufsm-discute-criacao-de-protocolos-para-enfrentamento-ao-racismo-na-instituicao</link>
				<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 17:25:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aspir]]></category>
		<category><![CDATA[coordenadoria de cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[enfrentamento ao racismo]]></category>
		<category><![CDATA[étnico-racial]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório de Direitos Humanos]]></category>

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						<description><![CDATA[A Assessoria de Promoção da Igualdade Racial da UFSM, em conjunto com a Ouvidoria, a Coordenadoria de Cidadania, o Observatório de Direitos Humanos e o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), realizou, nesta sexta-feira (28), reunião para discutir a elaboração de protocolos e fluxos institucionais de enfrentamento ao racismo. A iniciativa busca fortalecer as [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_1603" align="alignright" width="500"]<img class="wp-image-1603" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/361/2026/08/Representantes-de-setores-da-UFSM-reunidos-para-discutir-sobre-a-criacao-de-protocolos-para-enfrentamento-ao-racismo-na-Instituicao.jpeg" alt="" width="500" height="411" /> Representantes de setores da UFSM reunidos para discutir sobre a criação de protocolos para enfrentamento ao racismo na Instituição.[/caption]
<p class="selectable-text copyable-text x15bjb6t x1n2onr6"><span class="selectable-text copyable-text xkrh14z">A Assessoria de Promoção da Igualdade Racial da UFSM, em conjunto com a Ouvidoria, a Coordenadoria de Cidadania, o Observatório de Direitos Humanos e o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), realizou, nesta sexta-feira (28), reunião para discutir a elaboração de protocolos e fluxos institucionais de enfrentamento ao racismo.</span></p>
<p class="selectable-text copyable-text x15bjb6t x1n2onr6"><span class="selectable-text copyable-text xkrh14z">A iniciativa busca fortalecer as ações de combate ao racismo em suas diferentes dimensões, além de promover uma cultura de equidade étnico-racial nos diferentes espaços da Universidade.</span></p>
<p class="selectable-text copyable-text x15bjb6t x1n2onr6"><span class="selectable-text copyable-text xkrh14z">Como encaminhamento da reunião, será constituído um Grupo de Trabalho (GT), que dará continuidade às discussões e trabalhará na elaboração de dispositivos institucionais voltados ao enfrentamento das situações de racismo e à promoção da igualdade racial na UFSM.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Tio Cida: tambores, memória e resistência negra</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2026/08/18/tio-cida-tambores-memoria-e-resistencia-negra</link>
				<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 18:03:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[notórios saberes]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>

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						<description><![CDATA[Mais do que construir instrumentos, Tio Cida transforma madeira, couro e memória em caminhos de transmissão ancestral e resistência cultural por Fellipe H. Alves Medeiros Francisco Acidemar Nunes aprendeu cedo que a música nasce antes mesmo do instrumento existir. O apelido que virou marca de respeito em Caçapava do Sul não veio do “Francisco”. Nasceu [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="511" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/08/Tio-Cida-transforma-madeira-couro-e-memoria-1024x511.jpg" alt="" />											<figcaption>Mais do que construir instrumentos, Tio Cida transforma madeira, couro e memória em caminhos de transmissão ancestral e resistência cultural</figcaption>
										</figure>
		<!-- wp:paragraph -->
<p>por <em>Fellipe H. Alves Medeiros</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->
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<p>Francisco Acidemar Nunes aprendeu cedo que a música nasce antes mesmo do instrumento existir. O apelido que virou marca de respeito em Caçapava do Sul não veio do “Francisco”. Nasceu de uma brincadeira de escola: um amigo resolveu cruzar as letras do alfabeto com os números da sua data de nascimento. A conta deu “Cida”. Ele gostou, adotou e, com o tempo, o nome ganhou o prefixo que sela o respeito comunitário: Tio Cida.</p>
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<p>A caminhada começou em 4 de agosto de 1943. Filho de Antônio Ferreira e Julieta Nunes, Tio Cida cresceu em uma casa cheia, junto com 17 irmãos. O pai biológico, fã de carreiras de cavalo, morreu em uma confusão de cancha reta antes do filho nascer. Cida acabou criado pelo padrasto que, ao lado de Dona Julieta, vivia pelo Carnaval.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
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<p>A família morava na Rua Barão, na última casa do trilho. Dali para baixo o que havia era campo aberto, potreiro e mato, onde o gado e as ovelhas pastavam. Foi nesse cenário que o menino começou a ver os desfiles que os parentes organizavam no pátio, aprendeu a dançar nos botequins da volta e fincou o pé no ritmo que daria sentido à sua vida.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
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<p>Na infância em Caçapava, o som estava em qualquer canto. Como não havia dinheiro para comprar instrumentos profissionais, a gurizada da vizinhança se virava com o que dava: recolhiam latas vazias de azeite e de banha de vinte litros nas calçadas e faziam o batuque acontecer.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
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<p>Aos poucos, a brincadeira virou técnica. Tio Cida passou a garimpar madeiras de móveis velhos jogados no lixo. Fundos de roupeiro eram os melhores; as tábuas finas, de três ou quatro milímetros, moldavam-se com facilidade. Para o couro, aproveitava os cabritos que a mãe criava. Ele lembra até hoje do trabalho pesado: esticar o couro, taquear, secar ao sol e raspar com paciência para tirar o pelo e a gordura antes de o bicho virar som. No início, não havia pretensão de venda. Era só o pretexto para movimentar uma rua onde quase nada acontecia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
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<p>Tudo mudou em 1953. Aos dez anos, Cida viajou a Porto Alegre para visitar os irmãos mais velhos e deu de cara com o carnaval da capital. No meio do desfile de uma escola de samba, um detalhe prendeu sua atenção: enquanto a maioria usava baquetas, um homem batia com as palmas das mãos em um tambor enorme, cônico e imponente. O menino não sabia o nome daquilo, mas guardou a imagem na cabeça. Voltou para Caçapava decidido a desenhar e montar aquela forma na sua oficina improvisada. Só no ano 2000, quase cinquenta anos depois, ao participar do Festival Cabobu (A Festa dos Tambores), em Pelotas e conversar com o músico Giba Giba, é que Tio Cida entendeu o que tinha feito na infância: sua intuição de guri o havia conectado diretamente ao Tambor de Sopapo, a grande marca da ancestralidade e da resistência negra no Sul.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
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<p>A partir dos anos 1970, o conhecimento de Cida ganhou as escolas da região. Ele começou a montar bandas de percussão em colégios públicos como o Gnarte, Nossa Senhora da Assunção, Januária Leal&nbsp; e Conego Ortiz . O trato era simples: as direções compravam o material e o Mestre ensinava os alunos da periferia, transformando a gurizada em ritmistas de primeira.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
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<p>Em agosto de 1988, ano do centenário da abolição, ele deu um passo maior e criou o Grupo de Dança Afro-Brasileira Clara Nunes. Começaram em poucos,&nbsp; cinco ou seis pessoas. Enfrentaram o racismo de quem torcia o nariz para um grupo formado majoritariamente por negros, mas fincaram pé. Sob a liderança de Cida, o grupo resistiu, virou referência na cidade e já formou mais de mil integrantes, incluindo as filhas e os netos do Mestre.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
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<p>Cinco anos depois, em 5 de maio de 1993, ele abriu mais um espaço de quilombo urbano: fundou a Sociedade Recreativa Estrela do Mar. Como primeiro presidente, garantiu que a comunidade negra de Caçapava tivesse um teto para o samba, a capoeira e as festas religiosas, numa época em que o acesso aos clubes tradicionais da cidade ainda era veladamente negado aos negros. Mais tarde, sua liderança também o levou a presidir o conselho do Clube Recreativo Harmonia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
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<p>A disputa por esses territórios de alegria tinha suas tensões. O Mestre lembra bem de um carnaval em que a Estrela do Mar levou o título de campeã. Inconformado com a derrota, o presidente da escola rival, de patronato branco, pegou o troféu de segundo lugar e o arremessou no meio da multidão. Para Tio Cida, aquela imagem de desespero do preconceito só mostrava que o carnaval precisava continuar sendo uma trincheira de afirmação.</p>
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<p>O reconhecimento como Mestre Artesão veio pelo fazer diário. Para ele, o título não serve para ficar na parede, mas para girar o conhecimento. Essa certeza virou o projeto “Som da Liberdade”, em 2012, onde ensinou a fabricação e o toque de tambores para mais de 400 jovens da região. A iniciativa venceu prêmios do Ministério da Cultura e espalhou o sopapo pelo estado. O argumento do Mestre é curto e certeiro:<em> “Tem que deixar nem que seja um para ensinar os outros também, depois”.</em></p>
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<p>Sua relação com o tambor passa por uma compreensão profunda da história e da espiritualidade. Ele enxerga o instrumento como uma tecnologia antiga de comunicação:<em> “É o nosso telegrama”</em>, explica, lembrando que na África o som cruzava quilômetros para avisar as tribos sobre nascimentos, festas ou perigos. Lembra também que, antes do parafuso e do ferro, os antigos usavam o fogo para escavar os troncos e a fibra da embira para amarrar o couro.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Essa sensibilidade sobra até no que sobra da rua. Quando vê galhos cortados nas podas das calçadas, Tio Cida junta os pedaços e, no canivete, vai limpando a madeira até que surja um passarinho, um santo ou um capoeirista. E ensina o respeito com o couro:<em> “antes de tocar qualquer tambor, é preciso pedir licença e fazer um carinho na pele do instrumento, agradecendo o sacrifício do animal que garante a nossa festa. Para ele, os tambores são uma família: cada um tem um tamanho, uma voz e um jeito de falar, mas quando se juntam no terreiro, todos se entendem”.</em></p>
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<p>O peso de carregar essa herança costuma emocionar o Mestre. Ele trabalha pelo que chama de “estalo”, criando sem olhar para o relógio. Confessa que, quando terminou de montar seu primeiro Tambor de Sopapo legítimo e tirou o primeiro som dele, chorou sozinho na oficina. Ali mesmo, agradeceu aos que vieram antes pela missão recebida. Sabe que o ofício é um compromisso espiritual para não deixar a memória apagar.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
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<p>Com os anos, as homenagens vieram em sequência. Ganhou o Prêmio Culturas Populares do Ministério da Cultura em 2018 e, no mesmo ano, virou enredo da Escola de Samba Unidos da São João. Sua persistência também foi o motor para que, em outubro de 2023, o Tambor de Sopapo recebesse o registro de Patrimônio Imaterial de Caçapava do Sul, colocando o município no mapa histórico do instrumento ao lado de Pelotas e Porto Alegre.</p>
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<p>O trânsito de Cida pelas universidades mostra que o saber popular não deve pedir licença à academia. Convidado para debates e oficinas, o artesão inverte o jogo e mostra que quem está na sala de aula tem muito a aprender com quem está no chão de terra: a tradição serve para <em>“levar esclarecimento a quem sabe que existe, mas não sabe por que e nem como”</em>. Como Patrono do Mês da Consciência Negra na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ele deixou claro que a universidade precisa do conhecimento das raízes para ser, de fato, completa.</p>
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<p>A entrega do título de Notório Saber pela universidade chancelou uma vida inteira dedicada à oralidade e ao afeto coletivo. Tio Cida repete que mestre de verdade se faz na prática e na comunidade; o diploma só assina embaixo daquilo que o povo já reconheceu na rua.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
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<p>Hoje, aos 82 anos e longe das obrigações do trabalho formal, ele sorri ao dizer que <em>“botou o relógio fora”</em>. Sem as amarras das horas do comércio, vive no tempo da criação e da memória. Seus tambores não são mercadoria; são a continuidade física dos que vieram antes, garantindo que o grave profundo do sopapo continue batendo forte no peito de Caçapava do Sul.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>Mestre Militar: ancestralidade, capoeira e transformação social</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2026/08/18/mestre-militar-ancestralidade-capoeira-e-transformacao-social</link>
				<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 18:01:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[notórios saberes]]></category>
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						<description><![CDATA[Mais do que luta, a capoeira de Mestre Militar é ancestralidade, solidariedade, identidade e transformação coletiva. por Fellipe H. Alves Medeiros Luiz Antônio Loreto aprendeu cedo que a capoeira não nasce apenas no corpo, mas também na escuta, na memória e na convivência. Conhecido em Santa Maria e na região central do Rio Grande do [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/06/Ilustracao-–-Opcao-2-1024x576.jpg" alt="" />											<figcaption>Mais do que luta, a capoeira de Mestre Militar é ancestralidade, solidariedade, identidade e transformação coletiva.</figcaption>
										</figure>
		<!-- wp:paragraph -->
<p>por <em>Fellipe H. Alves Medeiros</em></p>
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<p>Luiz Antônio Loreto aprendeu cedo que a capoeira não nasce apenas no corpo, mas também na escuta, na memória e na convivência. Conhecido em Santa Maria e na região central do Rio Grande do Sul como Mestre Militar, ele transformou a roda em espaço de acolhimento, resistência e ensino coletivo. Há 35 anos vem dedicados integralmente à capoeira, sua trajetória carrega marcas da oralidade, da cultura afro-brasileira e da vida comunitária construída na Vila Urlândia, bairro onde nasceu e cresceu entre rodas de samba, brincadeiras de rua e os primeiros contatos com a arte que definiria sua história.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Antes mesmo de pleitear o reconhecimento acadêmico por meio do projeto Notórios Saberes, Luiz Antônio Loreto já era mestre nas ruas, nas comunidades e nas rodas de capoeira. Em Santa Maria, seu nome atravessa bairros, escolas e praças públicas ao som do berimbau e na formação de gerações inteiras de capoeiristas. Conhecido como Mestre Militar, construiu, ao longo de 35 anos ininterruptos dedicados à capoeira, uma trajetória marcada pela resistência negra, pela educação popular e pela transformação social.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Na Vila Urlândia, onde nasceu e cresceu em uma família de 14 irmãos, a capoeira apareceu ainda na infância, entre brincadeiras de rua, rodas de samba e os treinos conduzidos pelo Mestre Biriba no pátio da igreja do bairro. Sem condições financeiras para frequentar academias, começou aprendendo da forma mais antiga: observando. O olhar atento para os movimentos, para a musicalidade e para os mais velhos transformou-se, aos poucos, em uma compreensão profunda da capoeira como herança ancestral e prática coletiva.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Hoje, aos 52 anos, Mestre Militar é reconhecido como uma das principais referências da capoeira de rua e da cultura afro-brasileira na região central do Rio Grande do Sul. Sua trajetória integra o projeto “Notórios Saberes”, da Universidade Federal de Santa Maria, iniciativa é reconhecido como um dos mestres e mestras cujos conhecimentos foram construídos pela prática, pela tradição oral e pelo compromisso com a comunidade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo registros do Portal da Capoeira/IPHAN, iniciou sua trajetória em 1989, passou a ministrar aulas em 1995 e recebeu oficialmente o título de mestre em 2016. Formado por Mestre Biriba, ligado ao Grupo Oxóssi, carrega uma linhagem que conecta Santa Maria às raízes históricas da capoeira baiana, passando por nomes como Mestre Índio da Bahia, Mestre Valdemar da Paixão, Mestre Pelé da Bomba e Mestre Besouro. Para ele, a capoeira é uma árvore viva de memória, em que cada geração mantém acesa a experiência daqueles que vieram antes.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Para Mestre Militar, a capoeira nunca foi apenas luta ou esporte. “Capoeira é família”, costuma dizer. A frase resume uma filosofia construída dentro e fora da roda: ninguém cresce sozinho. Em seus relatos, lembra que, após perder uma irmã em um período de dificuldades financeiras, foi acolhido pelo próprio mestre, que permitiu que continuasse treinando sem pagar mensalidade. O gesto marcou profundamente sua formação e moldou a maneira como passou a enxergar o grupo de capoeira: como um espaço de cuidado coletivo, solidariedade e pertencimento.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Em 2002, após anos de formação no Grupo Oxóssi, fundou a Associação de Capoeira de Rua Berimbau, em Santa Maria. A iniciativa nasceu do desejo de aproximar novamente a capoeira da comunidade e dos espaços públicos. Naquele período, o mestre percebia que muitas rodas haviam migrado para academias e clubes fechados, afastando-se da periferia e das ruas onde historicamente se desenvolveram. Ao ocupar praças e espaços públicos da cidade, como o Calçadão, Mestre Militar reafirmou a capoeira como prática popular, acessível e coletiva.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>A associação expandiu suas atividades para outras cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e também para a Argentina, onde mantém grupos em Buenos Aires e Santa Fe. Parte dessa internacionalização aconteceu através da relação construída com a Universidade Federal de Santa Maria. Segundo o mestre, muitos intercambistas conheceram a capoeira na cidade e levaram para outros países uma prática menos comercial e mais ligada à identidade social e comunitária.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Essa conexão com a universidade tornou-se uma das marcas de sua trajetória. Participando de projetos de extensão, palestras e atividades acadêmicas, Mestre Militar construiu parcerias com cursos como Medicina, Letras, Matemática, Publicidade e Odontologia. Todos os semestres, estudantes visitam a comunidade para compreender, através da convivência, as realidades sociais da periferia, da população negra e das práticas coletivas de cuidado. Para o mestre, essa troca rompe hierarquias tradicionais do conhecimento: dentro da roda, a universidade também aprende.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>A Associação Berimbau tornou-se também um espaço de inclusão social e formação cidadã. Sem barreiras financeiras, religiosas ou de gênero, o trabalho desenvolvido pelo mestre busca fortalecer vínculos comunitários e combater preconceitos historicamente reproduzidos dentro e fora das rodas. Ele destaca a importância de transformar tradições que naturalizavam machismo e homofobia, defendendo uma capoeira baseada no respeito, na escuta e na valorização da presença feminina.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Sua atuação comunitária ultrapassa a capoeira. Na Vila Urlândia, ajudou a estruturar projetos ligados à saúde coletiva, à distribuição de alimentos, a oficinas culturais, a atividades com idosos e à formação de jovens. Um dos exemplos mais simbólicos é a criação da horta comunitária, surgida a partir de estudos sobre ervas medicinais e conhecimentos ancestrais compartilhados pelos moradores mais velhos da comunidade. O espaço tornou-se ponto de encontro, segurança alimentar e integração social.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a pandemia, a associação funcionou como centro de apoio para famílias da região. Mesmo com os treinos suspensos presencialmente, o grupo manteve o acompanhamento das crianças, a distribuição de materiais e o suporte comunitário. Para Mestre Militar, o desafio sempre foi impedir que a juventude fosse “aliciada” pela violência e fortalecer caminhos de pertencimento através da cultura.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Sua pedagogia nasce da experiência cotidiana. Uma das histórias que mais o marcou aconteceu durante aulas em uma escola pública, quando descobriu que um aluno chegava atrasado porque precisava permanecer em casa protegendo a irmã de agressões domésticas. O episódio transformou sua visão sobre educação e desigualdade social. “Não existe educação igual para todos quando as construções sociais são diferentes”, afirma.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Essa dimensão humana atravessa também a musicalidade da capoeira. Mestre Militar incentiva seus alunos a comporem cantigas próprias como forma de preservar memória, identidade negra e consciência histórica. Em uma de suas composições, canta:</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p><em>“Eu sou negro descendente de Zumbi</em><em><br></em><em>O rei negro de Palmares</em><em><br></em><em>Pelo negro ele lutou</em><em><br></em><em>Eu sou negro hoje livre sim senhor.”</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>A música continua denunciando o preconceito sofrido por praticantes da capoeira, frequentemente associados à marginalidade, mas reafirma a roda como espaço de amizade, paz e dignidade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Essa visão acompanha o reconhecimento da capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial pelo IPHAN, em 2008, e pela UNESCO, em 2014. Para Mestre Militar, a capoeira ultrapassa o movimento corporal: ela é também instrumento de educação, alfabetização cultural e fortalecimento da identidade negra. Por meio da musicalidade, das cantigas e da literatura de cordel, ensina seus alunos a compreenderem a própria história e a preservarem a memória afro-brasileira.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>O reconhecimento de Mestre Militar pelo projeto “Notórios Saberes” representa mais do que um título acadêmico. É o reconhecimento de uma trajetória construída pela oralidade, pela ancestralidade e pela experiência coletiva. Sua história reafirma a capoeira como patrimônio cultural, instrumento educativo e forma de resistência negra que continua viva nas ruas, nas comunidades e nas novas gerações formadas dentro da roda.</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Mais do que ensinar movimentos, Mestre Militar construiu uma roda em que a capoeira se torna espaço de pertencimento, aprendizado e transformação coletiva. Sua presença no projeto “Notórios Saberes” reconhece uma trajetória que mantém viva, em Santa Maria, a força da oralidade, da cultura popular e da ancestralidade negra.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>Mestre Militar: ancestralidade, capoeira e transformação social</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/notorios-saberes__trashed/ultimas-noticias/mestre-militar-ancestralidade-capoeira-e-transformacao-social</link>
				<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 20:13:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[notórios saberes]]></category>

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						<description><![CDATA[Mais do que luta, a capoeira de Mestre Militar é ancestralidade, solidariedade, identidade e transformação coletiva. Fellipe H. Alves Medeiros Luiz Antônio Loreto aprendeu cedo que a capoeira não nasce apenas no corpo, mas também na escuta, na memória e na convivência. Conhecido em Santa Maria e na região central do Rio Grande do Sul [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1672" height="941" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/06/Ilustracao-–-Opcao-2.jpg" alt="" />											<figcaption>Mais do que luta, a capoeira de Mestre Militar é ancestralidade, solidariedade, identidade e transformação coletiva.</figcaption>
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<p><em>Fellipe H. Alves Medeiros</em></p>
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<p style="text-align: justify">Luiz Antônio Loreto aprendeu cedo que a capoeira não nasce apenas no corpo, mas também na escuta, na memória e na convivência. Conhecido em Santa Maria e na região central do Rio Grande do Sul como Mestre Militar, ele transformou a roda em espaço de acolhimento, resistência e ensino coletivo. Há 35 anos vem dedicados integralmente à capoeira, sua trajetória carrega marcas da oralidade, da cultura afro-brasileira e da vida comunitária construída na Vila Urlândia, bairro onde nasceu e cresceu entre rodas de samba, brincadeiras de rua e os primeiros contatos com a arte que definiria sua história.</p>
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<p style="text-align: justify">Antes mesmo de pleitear o reconhecimento acadêmico por meio do projeto Notórios Saberes, Luiz Antônio Loreto já era mestre nas ruas, nas comunidades e nas rodas de capoeira. Em Santa Maria, seu nome atravessa bairros, escolas e praças públicas ao som do berimbau e na formação de gerações inteiras de capoeiristas. Conhecido como Mestre Militar, construiu, ao longo de 35 anos ininterruptos dedicados à capoeira, uma trajetória marcada pela resistência negra, pela educação popular e pela transformação social.</p>
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<p style="text-align: justify">Na Vila Urlândia, onde nasceu e cresceu em uma família de 14 irmãos, a capoeira apareceu ainda na infância, entre brincadeiras de rua, rodas de samba e os treinos conduzidos pelo Mestre Biriba no pátio da igreja do bairro. Sem condições financeiras para frequentar academias, começou aprendendo da forma mais antiga: observando. O olhar atento para os movimentos, para a musicalidade e para os mais velhos transformou-se, aos poucos, em uma compreensão profunda da capoeira como herança ancestral e prática coletiva.</p>
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<p style="text-align: justify">Hoje, aos 52 anos, Mestre Militar é reconhecido como uma das principais referências da capoeira de rua e da cultura afro-brasileira na região central do Rio Grande do Sul. Sua trajetória integra o projeto “Notórios Saberes”, da Universidade Federal de Santa Maria, iniciativa é reconhecido como um dos mestres e mestras cujos conhecimentos foram construídos pela prática, pela tradição oral e pelo compromisso com a comunidade.</p>
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<p style="text-align: justify">Segundo registros do Portal da Capoeira/IPHAN, iniciou sua trajetória em 1989, passou a ministrar aulas em 1995 e recebeu oficialmente o título de mestre em 2016. Formado por Mestre Biriba, ligado ao Grupo Oxóssi, carrega uma linhagem que conecta Santa Maria às raízes históricas da capoeira baiana, passando por nomes como Mestre Índio da Bahia, Mestre Valdemar da Paixão, Mestre Pelé da Bomba e Mestre Besouro. Para ele, a capoeira é uma árvore viva de memória, em que cada geração mantém acesa a experiência daqueles que vieram antes.</p>
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<p style="text-align: justify">Para Mestre Militar, a capoeira nunca foi apenas luta ou esporte. “Capoeira é família”, costuma dizer. A frase resume uma filosofia construída dentro e fora da roda: ninguém cresce sozinho. Em seus relatos, lembra que, após perder uma irmã em um período de dificuldades financeiras, foi acolhido pelo próprio mestre, que permitiu que continuasse treinando sem pagar mensalidade. O gesto marcou profundamente sua formação e moldou a maneira como passou a enxergar o grupo de capoeira: como um espaço de cuidado coletivo, solidariedade e pertencimento.</p>
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<p style="text-align: justify">Em 2002, após anos de formação no Grupo Oxóssi, fundou a Associação de Capoeira de Rua Berimbau, em Santa Maria. A iniciativa nasceu do desejo de aproximar novamente a capoeira da comunidade e dos espaços públicos. Naquele período, o mestre percebia que muitas rodas haviam migrado para academias e clubes fechados, afastando-se da periferia e das ruas onde historicamente se desenvolveram. Ao ocupar praças e espaços públicos da cidade, como o Calçadão, Mestre Militar reafirmou a capoeira como prática popular, acessível e coletiva.</p>
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<p style="text-align: justify">A associação expandiu suas atividades para outras cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e também para a Argentina, onde mantém grupos em Buenos Aires e Santa Fe. Parte dessa internacionalização aconteceu através da relação construída com a Universidade Federal de Santa Maria. Segundo o mestre, muitos intercambistas conheceram a capoeira na cidade e levaram para outros países uma prática menos comercial e mais ligada à identidade social e comunitária.</p>
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<p style="text-align: justify">Essa conexão com a universidade tornou-se uma das marcas de sua trajetória. Participando de projetos de extensão, palestras e atividades acadêmicas, Mestre Militar construiu parcerias com cursos como Medicina, Letras, Matemática, Publicidade e Odontologia. Todos os semestres, estudantes visitam a comunidade para compreender, através da convivência, as realidades sociais da periferia, da população negra e das práticas coletivas de cuidado. Para o mestre, essa troca rompe hierarquias tradicionais do conhecimento: dentro da roda, a universidade também aprende.</p>
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<p style="text-align: justify">A Associação Berimbau tornou-se também um espaço de inclusão social e formação cidadã. Sem barreiras financeiras, religiosas ou de gênero, o trabalho desenvolvido pelo mestre busca fortalecer vínculos comunitários e combater preconceitos historicamente reproduzidos dentro e fora das rodas. Ele destaca a importância de transformar tradições que naturalizavam machismo e homofobia, defendendo uma capoeira baseada no respeito, na escuta e na valorização da presença feminina.</p>
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<p style="text-align: justify">Sua atuação comunitária ultrapassa a capoeira. Na Vila Urlândia, ajudou a estruturar projetos ligados à saúde coletiva, à distribuição de alimentos, a oficinas culturais, a atividades com idosos e à formação de jovens. Um dos exemplos mais simbólicos é a criação da horta comunitária, surgida a partir de estudos sobre ervas medicinais e conhecimentos ancestrais compartilhados pelos moradores mais velhos da comunidade. O espaço tornou-se ponto de encontro, segurança alimentar e integração social.</p>
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<p style="text-align: justify">Durante a pandemia, a associação funcionou como centro de apoio para famílias da região. Mesmo com os treinos suspensos presencialmente, o grupo manteve o acompanhamento das crianças, a distribuição de materiais e o suporte comunitário. Para Mestre Militar, o desafio sempre foi impedir que a juventude fosse “aliciada” pela violência e fortalecer caminhos de pertencimento através da cultura.</p>
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<p style="text-align: justify">Sua pedagogia nasce da experiência cotidiana. Uma das histórias que mais o marcou aconteceu durante aulas em uma escola pública, quando descobriu que um aluno chegava atrasado porque precisava permanecer em casa protegendo a irmã de agressões domésticas. O episódio transformou sua visão sobre educação e desigualdade social. “Não existe educação igual para todos quando as construções sociais são diferentes”, afirma.</p>
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<p style="text-align: justify">Essa dimensão humana atravessa também a musicalidade da capoeira. Mestre Militar incentiva seus alunos a comporem cantigas próprias como forma de preservar memória, identidade negra e consciência histórica. Em uma de suas composições, canta:</p>
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<p><em>“Eu sou negro descendente de Zumbi</em><em><br /></em><em> O rei negro de Palmares</em><em><br /></em><em> Pelo negro ele lutou</em><em><br /></em><em> Eu sou negro hoje livre sim senhor.”</em></p>
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<p style="text-align: justify">A música continua denunciando o preconceito sofrido por praticantes da capoeira, frequentemente associados à marginalidade, mas reafirma a roda como espaço de amizade, paz e dignidade.</p>
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<p style="text-align: justify">Essa visão acompanha o reconhecimento da capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial pelo IPHAN, em 2008, e pela UNESCO, em 2014. Para Mestre Militar, a capoeira ultrapassa o movimento corporal: ela é também instrumento de educação, alfabetização cultural e fortalecimento da identidade negra. Por meio da musicalidade, das cantigas e da literatura de cordel, ensina seus alunos a compreenderem a própria história e a preservarem a memória afro-brasileira.</p>
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<p style="text-align: justify">O reconhecimento de Mestre Militar pelo projeto “Notórios Saberes” representa mais do que um título acadêmico. É o reconhecimento de uma trajetória construída pela oralidade, pela ancestralidade e pela experiência coletiva. Sua história reafirma a capoeira como patrimônio cultural, instrumento educativo e forma de resistência negra que continua viva nas ruas, nas comunidades e nas novas gerações formadas dentro da roda.</p>
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<p style="text-align: justify">Mais do que ensinar movimentos, Mestre Militar construiu uma roda em que a capoeira se torna espaço de pertencimento, aprendizado e transformação coletiva. Sua presença no projeto “Notórios Saberes” reconhece uma trajetória que mantém viva, em Santa Maria, a força da oralidade, da cultura popular e da ancestralidade negra.</p>
<p><strong><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLqSe1CLHkJ24599r6_Vq6BAnfylZKRsrc">CONFIRA A PLAYLIST  NO YOUTUBE</a></strong></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Últimas Notícias</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/notorios-saberes__trashed/ultimas-noticias</link>
				<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 20:08:33 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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						<description><![CDATA[Últimas Notícias Mestre Militar: ancestralidade, capoeira e transformação social por Fellipe H. Alves Medeiros Tio Cida: tambores, memória e resistência negra por Fellipe H. Alves Medeiros]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/notorios-saberes">
								</a>
		<h5>Últimas Notícias</h5>		
														<a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/notorios-saberes/ultimas-noticias/mestre-militar-ancestralidade-capoeira-e-transformacao-social">
							<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/06/Ilustracao-–-Opcao-2-1024x576.jpg" alt="" />								</a>
		<h1><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/notorios-saberes/ultimas-noticias/mestre-militar-ancestralidade-capoeira-e-transformacao-social">Mestre Militar: ancestralidade, capoeira e transformação social</a></h1><p style="text-align: right"><em>por Fellipe H. Alves Medeiros</em></p><h1><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/notorios-saberes/ultimas-noticias/tio-cida-tambores-memoria-e-resistencia-negra" data-wplink-edit="true">Tio Cida: tambores, memória e resistência negra</a></h1><p style="text-align: right"><em>por Fellipe H. Alves Medeiros</em></p>		
														<a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/notorios-saberes/ultimas-noticias/tio-cida-tambores-memoria-e-resistencia-negra">
							<img width="1024" height="511" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/07/Legenda-da-foto_-Mais-do-que-construir-instrumentos-Tio-Cida-transforma-madeira-couro-e-memoria-em-caminhos-de-transmissao-ancestral-e-resistencia-cultural-1024x511.jpg" alt="" />								</a>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Comunidade Africana da UFSM celebra a 3ª edição do Dia de África</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/02/comunidade-africana-da-ufsm-celebra-a-3a-edicao-do-dia-de-africa</link>
				<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 19:47:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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		<category><![CDATA[Migraidh]]></category>
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		<category><![CDATA[PRAE]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=73106</guid>
						<description><![CDATA[Evento central teve como destaques a posse da nova diretoria da CAUFSM, debates culturais e uma mostra da gastronomia africana]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_73108" align="alignright" width="642"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6066.jpg"><img class=" wp-image-73108" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6066-1024x683.jpg" alt="Foto colorida na horizontal. No evento de celebração ao Dia de África, Jamiro Paulo Sanca está em pé atrás de um púlpito transparente, segurando um microfone enquanto faz uma fala ao público. Ele veste uma camisa amarela com estampas africanas coloridas nas mangas e na região do peito, além de calça marrom. Ao fundo, sentados em um palco, estão uma mulher e dois estudantes observando sua fala. Aparecem parcialmente os participantes do evento voltados para o palestrante. O ambiente é um auditório com paredes claras e cortinas nas janelas." width="642" height="429" /></a> Doutorando em Ciências Sociais, Jamiro Paulo Sanca (em pé, ao microfone) assumiu a presidência da Comunidade Africana da UFSM[/caption]

A Comunidade Africana da UFSM (CAUFSM) realizou, na tarde da última sexta-feira (29), a cerimônia principal da terceira edição do evento “Dia de África: Fortalecendo Laços e Construindo Futuros Prósperos”. Realizado no auditório do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), no prédio 74C do campus sede da UFSM, o evento reuniu estudantes, servidores e membros da comunidade em uma programação marcada por momentos de integração, troca de experiências e valorização da diversidade cultural africana.

A cerimônia fez parte da programação da CAUFSM em comemoração ao Dia de África, celebrado em 25 de maio. No dia 29, foram realizadas a posse do novo corpo diretivo da comunidade, debates, o lançamento do livro “Dívidas Ocultas”, de Celestino Joanguete, a apresentação do Projeto fotográfico “Afro Face” e uma mostra da gastronomia africana.

Para a pró-reitora adjunta de Extensão, Angela Weber Righi, o evento reflete um compromisso que vem sendo construído pela UFSM ao longo dos anos. “Acho que esse evento, entre outros que vêm sendo realizados, demonstra a preocupação e o acolhimento da universidade no que diz respeito à diversidade que nós temos”, destaca. A Pró-Reitoria de Extensão (PRE) esteve entre os setores da instituição que contribuíram para a realização da programação.

Angela também ressaltou a importância da convivência entre diferentes culturas para a formação acadêmica e pessoal da comunidade universitária. “Os estudantes que tiveram a oportunidade de conviver com intercambistas de diferentes origens nos relatam um aprendizado muito grande, que enriquece as próprias construções pessoais”, relata a pró-reitora.
<h3><b>Posse marca novo ciclo da Comunidade Africana na UFSM</b></h3>
[caption id="attachment_73109" align="alignleft" width="642"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6107.jpg"><img class=" wp-image-73109" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6107-1024x683.jpg" alt="Foto colorida na horizontal. É exibido uma parte do público que acompanha a programação do evento de celebração ao Dia da África sentados em cadeiras de auditório. Em destaque, ao centro da imagem, um homem aparece de perfil usando um adorno tradicional de pelos claros na cabeça e casaco azul-escuro. Ao seu lado, uma mulher utiliza um lenço estampado em preto e branco cobrindo os cabelos. Em primeiro plano, outras pessoas aparecem parcialmente, algumas com vestimentas e acessórios africanos em tons de verde, amarelo e preto. O ambiente é interno, iluminado por luz natural que entra pelas janelas ao fundo." width="642" height="428" /></a> Público acompanha as atividades da celebração no auditório do CCSH[/caption]

A cerimônia também marcou a posse do novo corpo diretivo da Comunidade Africana da UFSM (CAUFSM). Durante o evento, Jamiro Paulo Sanca, doutorando em Ciências Sociais, assumiu a presidência da entidade e destacou o momento como um importante passo para fortalecer a união entre os estudantes africanos que vivem e estudam na universidade. O momento simboliza a consolidação de algo construído coletivamente pela comunidade. “Nós viemos de África, um continente com 55 países, de diferentes culturas e famílias, e encontramos neste lugar, uma casa”, afirma Jamiro.

Além da cerimônia principal, as celebrações do Dia Internacional de África contaram com uma programação diversificada ao longo da semana. Entre as atividades realizadas estiveram a Copa das Nações Africanas, promovida no dia 23 de maio, e a roda de conversa sobre as experiências dos estudantes africanos na universidade, realizada no dia 27. “A Copa das Nações Africanas existe no continente, e agora fizemos aqui na UFSM. Essa conexão nos permite vivenciar a África sem sair daqui”, explica o estudante.

Ao refletir sobre o que os estudantes brasileiros podem aprender com o continente africano, Jamiro destaca que essa experiência vai além do conhecimento teórico sobre diferentes culturas. Para ele, a convivência e a troca de vivências são essenciais para fortalecer a interculturalidade dentro da universidade. “Que os estudantes brasileiros consigam ver nos africanos uma unidade contagiante, de modo que se aproximem para conviver”, afirmou.

Na visão do presidente da CAUFSM, a internacionalização do ensino superior se fortalece por meio das relações construídas no cotidiano e da disposição para conhecer diferentes realidades, aproximando estudantes de diversas origens presentes no campus.
<h3><b>Experiências que aproximam África e Brasil</b></h3>
O evento reuniu estudantes brasileiros e internacionais, além de professores e servidores da universidade. Entre os participantes, esteve Bruno Madureira Sucumula, estudante de Direito natural de Angola, que destaca o papel de iniciativas como essa na promoção de trocas entre culturas. “Estes encontros permitem não só intercâmbio cultural, mas troca de saberes também, diminuindo a hegemonia de um saber em detrimento do outro”, afirma.

[caption id="attachment_73110" align="alignright" width="642"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6214.jpg"><img class=" wp-image-73110" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A6214-1024x683.jpg" alt="A imagem mostra um momento de confraternização em um evento cultural dedicado à gastronomia africana. Ao redor de uma mesa repleta de pratos típicos, diversas pessoas conversam, servem-se e compartilham a refeição em um ambiente de integração e troca cultural. Sobre a mesa, é possível observar diferentes preparações tradicionais, enquanto os participantes circulam pelo espaço, degustando os alimentos e interagindo entre si. A cena destaca a diversidade, a convivência e a valorização das tradições culinárias africanas por meio da experiência coletiva da comida." width="642" height="428" /></a> Ao final do evento, o público pôde degustar pratos típicos africanos[/caption]

Sobre a relação entre estudantes brasileiros e africanos na universidade, Bruno observou que, embora no Brasil ainda se conheça pouco sobre as diferentes culturas do continente, existe um interesse em aprender sobre. Para ele, a convivência cotidiana cria oportunidades para uma troca mútua de experiências. “Como se fala na filosofia Ubuntu, é conhecer o outro pelo outro e a si mesmo pelo outro”, completa.

A estudante de Direito Vilma Matias, natural de Moçambique, destacou a importância de eventos como a celebração do Dia de África para fortalecer o vínculo entre os estudantes internacionais e a instituição. Segundo ela, a convivência na universidade favorece uma troca constante de experiências e conhecimentos entre diferentes culturas. “Assim como eles também me mostram como é a cultura gaúcha, eu vou mostrando algumas palavras que são diferentes tanto do Brasil e Moçambique”, relata. Embora o português seja a língua oficial de Moçambique, o país também possui diversas línguas maternas que contribuem para a diversidade linguística.

A estudante de Pedagogia Maria Luisa Primon destacou a relevância do evento para ampliar reflexões sobre a própria ancestralidade. “Muitas vezes nós, pessoas negras no Brasil, não temos noção do pertencimento da África e de tudo o que ela representa”, afirma.

Maria Luisa também ressaltou a importância do contato direto com estudantes africanos para a construção de novas perspectivas. Segundo a estudante, ainda há dificuldades na compreensão da própria negritude e da relação histórica entre Brasil e África. “Estar aqui hoje, entre estudantes africanos, para mim foi de suma importância”, destaca.
<h3><b>Um compromisso com o diálogo intercultural</b></h3>
Além da PRE, o Dia de África contou com o apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi), da Diretoria de Relações Internacionais (DRI) e do Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional (Migraidh).

Entre os parceiros da iniciativa, o Migraidh desenvolve ações de assessoria a migrantes e refugiados em Santa Maria e região, além de promover atividades de acessibilidade linguística, difusão cultural, combate à xenofobia e defesa dos direitos humanos. Durante a cerimônia, a coordenadora do grupo, Liliane Dutra Brignol, ressaltou em seu discurso a relevância histórica da data. “Falar neste Dia de África é falar também sobre a luta contra o colonialismo e sobre a união dos povos africanos pela valorização de sua cultura e de suas riquezas”, destacou.

Ao longo da programação, estudantes africanos e brasileiros compartilharam experiências e perspectivas que vão além das salas de aula. A terceira edição transformou a celebração do dia 25 em um espaço de encontro cultural.

Para acompanhar as atividades da Comunidade Africana da UFSM (CAUFSM) ou participar de futuras iniciativas, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail caufsm.comissao@gmail.com

<i>Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Fotos: Mathias Ilnicki, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>]]></content:encoded>
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				<title>Acervo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/notorios-saberes/acervo</link>
				<pubDate>Tue, 26 May 2026 20:36:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[notórios saberes]]></category>

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						<description><![CDATA[Acervo Mestre Militar é mestre de capoeira e compartilha sua trajetória e as raízes que sustentam seu aprendizado. Ao falar sobre sua linhagem, ele aponta os limites da memória e destaca a oralidade como base da capoeira. Mesmo sem documentação, esse conhecimento segue vivo, atravessando gerações. Mais do que prática, a capoeira se mantém como [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/notorios-saberes">
								</a>
		<h5>Acervo</h5>		
														<a href="https://www.youtube.com/watch?v=jvJrappm9CM&amp;list=PLqSe1CLHkJ24599r6_Vq6BAnfylZKRsrc">
							<img width="300" height="169" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/06/Ilustracao-–-Opcao-1-300x169.jpg" alt="" />								</a>
		<p style="text-align: justify"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jvJrappm9CM&amp;list=PLqSe1CLHkJ24599r6_Vq6BAnfylZKRsrc">Mestre Militar é mestre de capoeira e compartilha sua trajetória e as raízes que sustentam seu aprendizado. Ao falar sobre sua linhagem, ele aponta os limites da memória e destaca a oralidade como base da capoeira. Mesmo sem documentação, esse conhecimento segue vivo, atravessando gerações. Mais do que prática, a capoeira se mantém como resistência, preservando princípios, conectando culturas e formando identidades. CLIQUE AQUI E CONFIRA A PLAYLIST </a></p>		
														<a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLAiR9ZaRusGg">
							<img width="300" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/08/Tio-Cida-transforma-madeira-couro-e-memoria-300x150.jpg" alt="" />								</a>
		<p><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLAiR9ZaRusGg">Tio Cida compartilha suas memórias sobre a cultura afro-gaúcha e os saberes construídos ao longo da vida através da música, da oralidade e da convivência comunitária. CLIQUE AQUI E CONFIRA A PLAYLIST</a></p>]]></content:encoded>
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				<title>Dia Internacional de África terá programação na UFSM a partir de sábado (23)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/05/20/dia-internacional-de-africa-tera-programacao-na-ufsm-a-partir-de-sabado-23</link>
				<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:40:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[caufsm]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade africana]]></category>
		<category><![CDATA[dia de áfrica]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>

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						<description><![CDATA[Atividades são organizadas pela Comunidade Africana (CAUFSM), com apoio institucional]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72874" align="alignright" width="445"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/CARD-COMEM-DO-DIA-DE-AFRICA-2026.jpeg"><img class="wp-image-72874" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/05/CARD-COMEM-DO-DIA-DE-AFRICA-2026.jpeg" alt="" width="445" height="668" /></a>  [/caption]
<p>A Comunidade Africana na Universidade Federal de Santa Maria (CAUFSM), no âmbito das celebrações do Dia Internacional de África (25 de maio), realizará uma série de atividades entre os dias 23 e 30 deste mês no Campus Sede. O objetivo é promover a riqueza da diversidade cultural dos vários povos do continente africano, valorizar a ancestralidade afro-brasileira, fortalecer laços e possibilitar intercâmbio acadêmico, cultural, social e epistemológico entre África e Brasil.</p>
<p>A iniciativa propõe ampliar o debate sobre identidade, história, memória, resistência e contribuições dos povos africanos e afrodescendentes para a formação das sociedades contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro.</p>
<p>Durante a programação, serão desenvolvidas atividades culturais, acadêmicas e desportivas, incluindo um torneio de futebol, palestras, rodas de conversa, apresentações literárias, musicais, gastronomia africana e momentos de integração entre estudantes, professores e a comunidade em geral.</p>
<p>Serão vários momentos de celebração, reconhecimento e valorização da pluralidade cultural africana, promovendo o respeito à diversidade, o diálogo intercultural e a integração entre os povos.</p>
<p>O evento será gratuito, aberto à comunidade acadêmica e ao público em geral, com convite especial para as atividades programadas para o dia 29 de maio, sexta-feira, a partir das 14h, no auditório do CCSH, 2º andar do prédio 74C. Os participantes receberão certificados de participação.</p>
<p>O evento conta com a organização da Comunidade Africana na UFSM, com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional (MIGRAIDH) e Diretoria de Relações Internacionais (DRI).</p>
<p><em><strong>Programação geral</strong> </em></p>
<p><strong>Dia 23 de maio</strong>: Copa das nações africanas na UFSM, com o tema “Por uma África unida”, no campo perto da Casa dos Indígenas, às 14h30.</p>
<p><strong>Dia 27 de maio:</strong> <em>Ondjango</em> (roda de conversa), com o tema “Estudantes africanos na UFSM: desafios e perspectivas”, no NEABI, às 17h.</p>
<p><strong>Dia 29 de maio</strong>: Evento central, com início às 14h, com entoação do hino, posse do corpo diretivo da CAUFSM, mesa institucional, lançamento do livro, momento musical, palestras, discussões, apresentação do Projeto Afroface, apresentação gastronômica e <em>coffee break</em>.</p>
<p><strong>Dia 30 de maio</strong>: Confraternização/festa da CAUFSM, a partir das 16h, em local a definir.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
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				<title>QuintHall Café promove edição “Raízes Vivas: Resistência Indígena em Movimento” na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prae/quinthall-cafe-promove-edicao-raizes-vivas-resistencia-indigena-em-movimento-na-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 19:03:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[estudante]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[PET Indígena]]></category>
		<category><![CDATA[pet indígena UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[Prae]]></category>
		<category><![CDATA[quinthall café]]></category>
		<category><![CDATA[Satie]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm conecta saúde mental]]></category>

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						<description><![CDATA[O QuintHall Café realiza uma edição especial dedicada aos Povos Indígenas, em parceria com o PET Indígena UFSM, intitulada “Raízes Vivas: Resistência Indígena em Movimento”. A proposta é promover um espaço de encontro, escuta e valorização dos saberes ancestrais e luta dos povos originários, fortalecendo o diálogo intercultural dentro da universidade. Convidamos a comunidade acadêmica [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">O QuintHall Café realiza uma edição especial dedicada aos Povos Indígenas, em parceria com o PET Indígena UFSM, intitulada </span><b>“Raízes Vivas: Resistência Indígena em Movimento”</b><span style="font-weight: 400">. A proposta é promover um espaço de encontro, escuta e valorização dos saberes ancestrais e luta dos povos originários, fortalecendo o diálogo intercultural dentro da universidade.</span></p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-6193 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/347/2026/04/QuintHall-Raizes-Vivas-Resistencia-Indigena-em-Movimento_1-2-819x1024.jpeg" alt="" width="819" height="1024" /></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Convidamos a comunidade acadêmica para vivenciar uma noite de partilha, com atividades que articulam cultura, arte e reflexão. Mais do que um evento, a iniciativa busca incentivar uma escuta ética e comprometida com as múltiplas vozes indígenas, com seus saberes e com suas histórias de resistências.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">A noite inicia às 17h com o Clube dos Jogos da Top Tab, locadora de jogos de tabuleiro em Santa Maria. O jogo da semana será </span><b>Ito.</b></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Às 17h30, a programação segue com bingo temático sobre as culturas indígenas e um momento musical. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Também, às 17h30, serão ofertadas</span><b> oficinas de pulseiras de miçangas</b><span style="font-weight: 400"> e</span><b> filtro dos sonhos</b><span style="font-weight: 400">, além de uma atividade de </span><b>grafismo </b><span style="font-weight: 400">conduzida pelo PET Indígena e pelo NEABI. As oficinas possuem duração de aproximadamente 40 minutos, com certificação e vagas limitadas a 20 participantes. Inscrições pelo </span><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScekF0ZzvZe4RvDTtA5T9PPx5jsfFGrxRgo1J3rRBRlrxxddg/viewform"><span style="font-weight: 400">formulário link</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Às 18h30, ocorre o </span><b>Show do QuintHall</b><span style="font-weight: 400">, nesta edição com foco também nas culturas indígenas, promovendo aprendizado de forma leve e interativa. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Encerrando a noite, às 19h, será realizada uma </span><b>palestra </b><span style="font-weight: 400">com a liderança indígena </span><b>Cacique Natanael</b><span style="font-weight: 400">, com duração aproximada de 40 minutos, proporcionando um espaço de fala, troca e reflexão sobre as vivências, lutas e saberes dos povos originários.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Também participa do evento o</span><b> DJ Kvalieri</b><span style="font-weight: 400">, trazendo uma seleção de artistas indígenas, entre outras coisas.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">O QuintHall Café integra as ações do Setor de Atenção Integral ao Estudante (SATIE), vinculado à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE/UFSM), com apoio do projeto UFSM Conecta Saúde Mental, reafirmando seu compromisso com a promoção do bem-estar, da diversidade e da convivência no ambiente universitário.</span></p>
<p style="text-align: justify"><b>Serviço</b><b><br /></b><span style="font-weight: 400">Local: Hall do Restaurante Universitário I – UFSM | Data: Quinta-feira, a partir das 17h</span><span style="font-weight: 400"><br /></span></p>
<p style="text-align: justify" data-start="66" data-end="124">17h00<br data-start="71" data-end="74" />Clube dos Jogos da Top Tab<br data-start="100" data-end="103" />Jogo da semana: Ito</p>
<p style="text-align: justify" data-start="126" data-end="394">17h30<br data-start="131" data-end="134" />Bingo temático – culturas indígenas<br data-start="169" data-end="172" />Momento musical<br data-start="187" data-end="190" />Oficina de pulseiras de miçangas<br data-start="222" data-end="225" data-is-only-node="" />Oficina de filtro dos sonhos<br data-start="253" data-end="256" />Atividade de grafismo com PET Indígena e NEABI<br data-start="302" data-end="305" />(Duração aproximada de 40 minutos, com certificação e vagas limitadas a 20 participantes)</p>
<p style="text-align: justify" data-start="396" data-end="472">18h30<br data-start="401" data-end="404" />Show do QuintHall<br data-start="421" data-end="424" />Quiz interativo com foco em culturas indígenas</p>
<p style="text-align: justify" data-start="474" data-end="569">19h00<br data-start="479" data-end="482" />Palestra com a liderança indígena Cacique Natanael<br data-start="532" data-end="535" />(Duração aproximada de 40 minutos)</p>
<p style="text-align: justify" data-start="571" data-end="671" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Durante o evento<br data-start="587" data-end="590" />DJ Kvalieri<br data-start="601" data-end="604" />Set com seleção de artistas indígenas e outras referências musicais</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>052/2026 - EDITAL DE SELEÇÃO DE BOLSISTA NEABI UFSM - QUILOMBOLA</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/editais/052-2026</link>
				<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 23:07:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>
		<category><![CDATA[quilombola]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?post_type=editais&#038;p=4487</guid>
						<description><![CDATA[<p>O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), vinculado ao Observatório de Direitos Humanos, por meio da Coordenadoria de Cidadania e da Pró-Reitoria de Extensão, tornam pública a abertura de inscrições de bolsista, estudantes a partir do 3º semestre de Graduação, com matrícula regular na Universidade Federal de Santa Maria, para atuarem no período de 8 meses na articulação entre estudantes quilombolas da instituição, comunidades e territórios da região central, contribuindo para a organização e fortalecimento do coletivo.</p>
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), vinculado ao Observatório de Direitos Humanos, por meio da Coordenadoria de Cidadania e da Pró-Reitoria de Extensão, tornam pública a abertura de inscrições de bolsista, estudantes a partir do 3º semestre de Graduação, com matrícula regular na Universidade Federal de Santa Maria, para atuarem no período de 8 meses na articulação entre estudantes quilombolas da instituição, comunidades e territórios da região central, contribuindo para a organização e fortalecimento do coletivo.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>006/2026 - Edital de Seleção de Bolsista - Notórios Saberes: Reconhecimento Institucional e Valorização dos Saberes e Fazeres para os(as) Mestres(as) de Saberes Tradicionais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/editais/006-2026</link>
				<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 19:33:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[notórios saberes]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>

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						<description><![CDATA[<p>Notórios Saberes: Reconhecimento Institucional e Valorização dos Saberes e Fazeres para os(as) Mestres(as) de Saberes Tradicionais</p>
<p>A Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria, por meio do Observatório de Direitos Humanos, torna pública a abertura de inscrições para seleção de acadêmicos dos cursos de pós-graduação da UFSM para Bolsa de Extensão Universitária, conforme Resolução N. 176/2024.</p>
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Notórios Saberes: Reconhecimento Institucional e Valorização dos Saberes e Fazeres para os(as) Mestres(as) de Saberes Tradicionais</p>
<p>A Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria, por meio do Observatório de Direitos Humanos, torna pública a abertura de inscrições para seleção de acadêmicos dos cursos de pós-graduação da UFSM para Bolsa de Extensão Universitária, conforme Resolução N. 176/2024.</p>
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						<item>
				<title>Abril Indígena na UFSM: Saberes, resistências e vozes das mulheres indígenas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2026/04/23/abril-indigena-na-ufsm-saberes-resistencias-e-vozes-das-mulheres-indigenas</link>
				<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 19:44:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Banner Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[naebi-em-acao]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[noticias-neabi]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto de extensão]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?p=4436</guid>
						<description><![CDATA[A diversidade cultural e a resistência histórica dos povos originários ganharam destaque no evento “Um pé na aldeia e outro na Universidade &#8211; Saberes, resistências e vozes das mulheres indígenas” realizado na UFSM, no dia 17 de abril, como parte das comemorações do Abril Indígena na Instituição. Organizado pelo Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>A diversidade cultural e a resistência histórica dos povos originários ganharam destaque no evento “Um pé na aldeia e outro na Universidade - Saberes, resistências e vozes das mulheres indígenas” realizado na UFSM, no dia 17 de abril, como parte das comemorações do Abril Indígena na Instituição.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Organizado pelo Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) da UFSM, o evento aconteceu no Hall do Restaurante Universitário da UFSM e contou com exposições de lideranças indígenas, de profissionais e estudantes indígenas da instituição, além de apresentações de cantos sagrados dos povos Terena, Kaingang e Xakriabá.  Para <strong>Niviane Santos Conceição, do povo Pataxó</strong>, graduanda de Farmácia e uma das organizadoras do evento, a celebração é um momento importante de reflexão sobre os povos indígenas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/8-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4461" style="aspect-ratio:1.5;width:469px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Como pontuou <strong>Marcio Katánh Manoel Antonio, da Terra Indígena Kaingang de Cacique Doble/RS</strong> e primeiro servidor indígena na UFSM, o dia dos povos indígenas representa a diversidade de povos indígenas no Brasil. “Celebrar essa data é uma felicidade coletiva. Representa a luta indígena dentro da universidade, que existe há vários anos, desde Augusto Ópe, indígena que lutou pela presença de estudantes indígenas na graduação da UFSM e no serviço público federal”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O <strong>cacique&nbsp;kaingang Natanael&nbsp;Claudino, da Aldeia Três Soitas de&nbsp;Santa Maria/RS</strong>, reiterou a importância de espaços de escuta e sensibilização sobre as lutas e as especificidades indígenas, como o proporcionado pelo evento, por proporcionarem a quebra de visões estereotipadas sobre a cultura&nbsp;indígena. Sobre isso, a liderança complementa: “Nossa aldeia está de portas abertas. Os não indígenas que visitam vão com opinião formada, mas, conhecendo as pessoas, mudam opinião. Convido as pessoas que querem para irem conhecer a nossa aldeia”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Saberes, resistências e vozes das mulheres indígenas</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A potência das mulheres indígenas é reconhecida nos mais diferentes âmbitos - nos territórios, na política institucional, no associativismo. Durante o evento, os participantes presenciaram a força que possuem na Universidade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nas exposições, as mulheres indígenas afirmaram que a sua presença na Instituição não é apenas resultado de conquistas individuais, mas reflexo de trajetórias coletivas. <strong>Ligea Bibiana Sales Campos, graduanda de Medicina do povo kaingkang</strong>, relembrou a força de suas ancestrais e afirmou que a sua presença na UFSM é ancorada nas mulheres que vieram antes dela: “Minha força vem das minhas ancestrais, não estou sozinha em sala de aula, tenho uma bagagem genética”. <strong>Clarisse Fortes,</strong> <strong>do povo kaingang e graduada em Enfermagem</strong>, também recorda suas ancestrais e afirma: “Para nós estarmos aqui, antes de nós vieram muitas”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/3-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4464" style="aspect-ratio:1.4992724803569697;width:463px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Dentre as pautas abordadas, as mulheres indígenas destacaram o fortalecimento de sua atuação em espaços de decisão, dentro e fora das universidades. “Chega dos não indígenas fazerem políticas públicas para indígenas. Temos capacidade de produzir políticas públicas para nós mesmas. Não indígenas não têm capacidade de criar políticas públicas para mulheres indígenas, porque somente nós entendemos as nossas especificidades”, pontua Clarisse.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Pauta indígena na UFSM</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No último mês, a Política de Permanência Indígena foi pauta de diversas ações na Instituição, que reivindicaram o direito ao suporte financeiro a estudantes indígenas para a sua permanência sólida e definitiva na UFSM. Sobre esse tema<strong>, </strong>o <strong>graduando de Enfermagem</strong> <strong>Marcos Leonardo, da Terra Indígena Guarita</strong>, afirma: “Mais pessoas brancas deveriam estar aqui nos ouvindo para compreenderem que não precisamos só de vagas, precisamos de permanência. Por mais que o futuro seja difícil, nós estamos resistindo. Vou me formar e vou estar formando os outros 8 mil indígenas da Guarita”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para complementar, <strong>Angela Souza, coordenadora do NEABI da UFSM</strong>, aponta: “hoje é um dia para refletirmos sobre como estamos tratando os povos indígenas, começando pela nossa universidade, que precisa efetivar a pluralidade e a diversidade que é tão falada nas pesquisas. Que a gente realmente se revisite, que a diversidade seja vista na prática - não só proporcionando acesso à Universidade, mas através do reforço à permanência. A bolsa permanência na UFSM é uma luta legítima dos povos indígenas”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Sobre a data</strong><br>O&nbsp;Dia&nbsp;dos Povos&nbsp;Indígenas&nbsp;é uma data que celebra a diversidade dos povos&nbsp;indígenas&nbsp;do Brasil, anualmente, no&nbsp;dia&nbsp;19 de&nbsp;abril. Na UFSM, a celebrações aconteceram durante todo mês de abril.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O dia 19 de abril é uma referência ao “1° Congresso Indigenista Interamericano”, ocorrido no México, em 1940. No Brasil, essa data foi reconhecida através do decreto Lei n° 5.540, de 1943.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Abaixo, confira os registros do evento:</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:gallery {"linkTo":"none"} -->
<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":4442,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/25-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4442" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/26-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4452" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/1-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4463" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/2-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4455" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/3-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4462" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/4-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4446" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/5-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4448" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/6-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4449" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/7-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4447" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/8-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4460" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/9-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4457" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/10-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4454" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/11-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4458" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/12-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4459" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/13-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4438" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/15-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4445" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/16-1-1024x630.jpg" alt="" class="wp-image-4437" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/17-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4450" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/18-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4453" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/19-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4441" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/20-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4439" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/21-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4443" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/22-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4444" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/23-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4451" /></figure>
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<!-- /wp:gallery -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM e NEABI convidam para celebração do Abril Indígena</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2026/04/16/ufsm-e-neabi-convidam-para-celebracao-do-abril-indigena</link>
				<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 12:34:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório de Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[O Dia dos Povos Indígenas é uma data que celebra a diversidade dos povos indígenas do Brasil, anualmente, no dia 19 de abril. Na UFSM, as celebrações aconteceram durante todo mês de abril. Na próxima sexta-feira (17), às 17h, no Hall do Restaurante Universitário, os saberes, a resistência e as vozes das mulheres indígenas serão o foco do evento “Um pé na aldeia e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>O <strong>Dia dos Povos Indígenas</strong> é uma data que celebra a diversidade dos povos indígenas do Brasil, anualmente, no dia 19 de abril. Na UFSM, as celebrações aconteceram durante todo mês de abril. Na próxima sexta-feira (17), às 17h, no Hall do Restaurante Universitário, os saberes, a resistência e as vozes das mulheres indígenas serão o foco do evento “Um pé na aldeia e outro na Universidade”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A data é um momento de reflexão sobre as condições dos povos indígenas no Brasil, um convite para o reconhecimento das histórias, da resistência e da diversidade cultural indígena - uma oportunidade para questionar e combater estereótipos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O dia 19 de abril é uma referência ao “1° Congresso Indigenista Interamericano” ocorrido no México, em 1940, com o objetivo de discutir políticas para zelar pelos direitos dos povos indígenas na América. No Brasil, essa data foi reconhecida através do decreto Lei n° 5.540, de 1943.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Saberes, resistências e vozes das mulheres indígenas</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A UFSM e o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) convidam para o evento que terá como a temática “Um pé na aldeia e outro na Universidade”, um encontro de cultura, diálogo e valorização dos povos indígenas, que reunirá apresentações e atividades culturais que fortalecem identidades e saberes, com foco nas mulheres indígenas.<br><br>Durante o evento, serão ministradas oficinas de pintura indígena, haverá coffee break e exposição de artesanatos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Dia: </strong>17 de abril (sexta-feira)</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Hora:</strong> 17h</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Local:</strong> Hall do Restaurante Universitário da UFSM<br><br>Venha fortalecer essa rede de saberes e resistências!</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4403,"width":"252px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/Story-do-instagram-dia-dos-povos-indigenas-branco-e-verde-moderno-576x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4403" style="width:252px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Cerimônia de Posse da Direção do NEABI-UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2026/04/10/posse-neabi-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 13:12:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Banner Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
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				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?p=4352</guid>
						<description><![CDATA[Evento solene realizado no dia 01 de abril de 2026 marcou a transição da diretoria do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A Cerimônia de posse contou com apresentações de expressões culturais tradicionais pelo programa de extensão “Mojubá: Danças Populares Brasileiras”. Como mencionou professor Anderson Luiz Machado dos Santos, que esteve [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Evento solene realizado no dia 01 de abril de 2026 marcou a transição da diretoria do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A Cerimônia de posse contou com apresentações de expressões culturais tradicionais pelo programa de extensão “Mojubá: Danças Populares Brasileiras”. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Como mencionou <strong><em>professor Anderson Luiz Machado dos Santos</em></strong>, que esteve à frente da coordenação do NEABI entre os anos 2022 e 2025, "há mais de vinte anos, o Núcleo tem desenvolvido, sistematicamente, uma série de atividades no âmbito do ensino, pesquisa e extensão, relacionadas à temática étnico-racial tanto institucionalmente quanto na interlocução com a comunidade externa". O professor fez parte do processo de reestruturação do NEAB que, em 2021, passou ser NEABI, e destacou as conquistas da última gestão, como a efetivação da primeira diretoria de ações afirmativas na UFSM. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além disso, mencionou a obtenção de um espaço físico para a sede do NEABI, as formações em letramento racial e em gestão de pessoas para as relações étnico-raciais para o ensino superior, os projetos com o Ministério do Trabalho e Emprego e com o Ministério da Igualdade Racial. “Estamos aqui para aldear e aquilombar a nossa Universidade, para que a UFSM seja, cada vez mais, um território afro-indígena", reforça professor Anderson.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4353,"width":"433px","height":"auto","aspectRatio":"1.4992968345217241","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/25-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4353" style="aspect-ratio:1.4992968345217241;width:433px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a solenidade, a <em><strong>técnica administrativa Angela Souza de Lima</strong></em>, que estará à frente da coordenação institucional do NEABI a partir de 2026, agradeceu ao professor Anderson a sua responsabilidade coletiva durante os anos de atuação no Núcleo e mencionou: “nesse momento, nossas ancestrais devem estar felizes por estarmos aqui”. Na abertura da cerimônia, a <strong><em>Pró-Reitora de Extensão (PRE) Milena Freire de Oliveira Cruz </em></strong>mencionou a necessidade de a comunidade acadêmica se sentir afetada pelo fato de a Instituição contar com somente 89 docentes pardos e 9 docentes pretos em um quadro de mais de 2.000 docentes. Ademais, colocou a Pró-Reitoria de Extensão à disposição do Núcleo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Integrantes da gestão coletiva</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a solenidade, foram empossados 8 coordenadores que serão responsáveis pelos diferentes eixos de atuação do Núcleo, demarcando o percurso de gestão coletiva do NEABI. A gestão coletiva será integrada por: Angela Maria Souza de Lima (Coordenadora Institucional), Jesse da Cruz (Coordenador Administrativo), Jacilene Aguiar Silva (Coordenadora de fomento a projetos), Rutileia Campos Rodrigues (Coordenadora de Ações Afirmativas Interseccionais), Xainã Pitaguary (Coordenador de Articulação Territorial com povos Indígenas), Luiz Valério Peixoto Seles Filho (Coordenador de Comunicação), Hendric Fagundes Ribeiro e Joceli Pereira (Coordenadores de Articulação Territorial com povos de terreiro e comunidades tradicionais), Bruno Madureira Sucumula (Coordenador da Comunidade Africana). </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a posse, a coordenação de Articulação Territorial com povos de terreiro e comunidades tradicionais foi representada por <em><strong>Joceli Pereira</strong>, <strong>Presidenta da Associação Remanescente do Quilombo Vovó Isabel</strong></em>de Nova Palma, que afirmou: “vamos estar lutando por todos os estudantes da nossa cor”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4355,"width":"425px","height":"auto","aspectRatio":"1.5","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/21-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4355" style="aspect-ratio:1.5;width:425px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Roda de conversa</strong>: <strong>Ações afirmativas e o racismo institucional</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O tema “Ações afirmativas e o enfrentamento ao racismo institucional” foi abordado na roda de conversa que marcou a solenidade da posse e contou com participação especial da <strong><em>Professora Dra. Ana Luísa de Oliveira</em></strong>, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4354,"width":"414px","height":"auto","aspectRatio":"1.4992968345217241","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/22-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4354" style="aspect-ratio:1.4992968345217241;width:414px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A docente abordou os desafios da sua trajetória acadêmica, que incluiu o movimento para divulgar a não implementação da lei de cotas nos concursos públicos federais para docentes do ensino superior. Além disso, a professora destacou a atuação do NEABI a nível nacional nos pilares do ensino, pesquisa e extensão e, por isso, propôs uma reflexão sobre o lugar que os Núcleos deveriam ocupar no âmbito das universidades, para além das Pró-Reitorias de Extensão.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Por fim, parafraseando a pensadora Cida Bento, criadora do livro “O Pacto da Branquitude” que aborda o acordo de cumplicidade entre brancos que mantem as desigualdades raciais no país, a Prof. Ana Luísa questionou os presentes: “<strong>Onde está o Pacto da Negritude? </strong>Precisamos de mais união para fortalecer a autopreservação e a atenção aos interesses das pessoas pretas”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>NEABI na UFSM</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O NEABI atua como um órgão propositivo, consultivo, executivo e fiscalizador, com foco nas questões das identidades e relações étnico-raciais, especialmente no que se refere às populações afrodescendentes e indígenas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Localização da Sede do NEABI: Cidade Universitária – Prédio da Biblioteca Central</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Contato: neabi@ufsm.br</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Confira abaixo alguns registros da cerimônia de posse da Direção do NEABI-UFSM</strong></p>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":4376,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/04/1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4376" /></figure>
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<p></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Primeiro servidor indígena da UFSM inicia trajetória no NEABI</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/17/primeiro-servidor-indigena-da-ufsm-inicia-trajetoria-no-neabi</link>
				<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 13:49:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[núcleo de estudos afro-brasileiros e indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>

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						<description><![CDATA[Aprovado pelo sistema de cotas no concurso de 2025, o servidor simboliza avanço histórico na representatividade e inclusão]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_72194" align="alignright" width="354"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-16-at-15.07.09.jpeg"><img class=" wp-image-72194" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-16-at-15.07.09.jpeg" alt="" width="354" height="428" /></a> Marcio Katánh Manoel Antonio[/caption]
<p>Marcio Katánh Manoel Antonio, da Terra Indígena Kaingang de Cacique Doble, no norte do Rio Grande do Sul, é o primeiro servidor aprovado pelas cotas indígenas no concurso para assistente administrativo da UFSM em 2025. Sua chegada marca um momento histórico para a Instituição.</p>
<p>“Meu nome na língua indígena Kaingang é Katánh, que significa árvore verde”, conta o novo servidor, prestes a completar seu primeiro mês de atuação junto ao Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI). Ao ser inserido em um ambiente voltado para a valorização da diversidade e da interculturalidade, ele já começa a contribuir para a construção de práticas mais plurais e comprometidas com a equidade.</p>
<p>"Eu sou aquela pessoa que iniciou a subir as escadinhas da educação, sabe? Comecei a atuar como docente especificamente com os anos iniciais do ensino fundamental, onde também tive a oportunidade de ser coordenador do Programa Mais Educação no magistério do Estado, na Educação Escolar Indígena. Iniciei cursando o magistério, depois consegui cursar a faculdade de Pedagogia, após tive a oportunidade de ter uma formação de pós-graduação <em>lato sensu</em> em Orientação e Supervisão Escolar, e hoje, simbolizo a efetivação das políticas de inclusão e o fortalecimento da representatividade indígena nos espaços administrativos da universidade”, afirma, orgulhoso.</p>
<h3>Representatividade indígena</h3>
<p>Katánh relata sua trajetória profissional, desde o magistério até sua graduação em Pedagogia e Direito e, posteriormente, o ingresso na UFSM e sua trajetória educacional, junto à representatividade indígena. “O que me motivou a estudar Direito foi que percebi que na minha comunidade Kaingang não se tinha ninguém com formação jurídica e não havia nenhum jurista que pudesse auxiliar a comunidade. As famílias necessitavam de assistência jurídica para tratar dos direitos indígenas e de outros direitos que todo cidadão tem, como por exemplo os direitos trabalhistas e previdenciários. Foi aí que percebi a importância de ter indígenas com formação jurídica e em cargos públicos para defender os direitos e auxiliar a comunidade, trazendo incentivo à qualificação educacional e às oportunidades de qualificação profissional”, ressalta o novo servidor do NEABI/UFSM.</p>
<h3>Incentivo à qualificação</h3>
<p>O ingresso na UFSM teve como motivação principal o incentivo à qualificação oferecido pela Universidade, que não era disponível em sua atuação anterior como docente no Estado. Por ser o primeiro servidor público indígena da Instituição, Márcio Katánh carrega um peso de<br />representatividade significativo, pois desde a criação das cotas indígenas na UFSM, em 2013, a Universidade tem buscado ampliar o acesso e a permanência de estudantes e servidores indígenas em seus quadros, fortalecendo a diversidade institucional, principalmente dentro do NEABI, núcleo que atua na promoção de estudos e ações voltadas às questões étnico-raciais, desempenha papel central nesse processo, articulando políticas de inclusão e dando suporte às iniciativas que valorizam a presença indígena na academia.</p>
<p>A chegada do novo servidor não é apenas resultado de uma conquista individual, mas também reflexo de uma trajetória coletiva que vem transformando a Universidade em um espaço mais plural e comprometido com a justiça social.</p>
<p><em>Texto: Observatório de Direitos Humanos</em><br /><em>Foto: Fabiane Fomes, bolsista do ODH</em></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>025/2026 - EDITAL DE SELEÇÃO DE BOLSISTA PARA O PROJETO DE EXTENSÃO DE NOTÓRIOS SABERES</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/editais/025-2026</link>
				<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 15:44:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>

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						<description><![CDATA[<p>O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), vinculado ao Observatório de Direitos Humanos, por meio da Coordenadoria de Cidadania e da Pró-Reitoria de Extensão, tornam pública a abertura de inscrições de bolsistas, acadêmicas/os a partir do 7º semestre de Graduação e ou Pós-Graduação em Comunicação, matriculadas/os na Universidade Federal de Santa Maria, para atuarem no período de quatro meses na edição dos vídeos e materiais já gravados para o desenvolvimento de registro de memórias e difusão de conhecimento de notório saber; criar e postar conteúdos nas redes sociais sobre o projeto; produzir releases e/ou textos de difusão das atividades do projeto.</p>
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), vinculado ao Observatório de Direitos Humanos, por meio da Coordenadoria de Cidadania e da Pró-Reitoria de Extensão, tornam pública a abertura de inscrições de bolsistas, acadêmicas/os a partir do 7º semestre de Graduação e ou Pós-Graduação em Comunicação, matriculadas/os na Universidade Federal de Santa Maria, para atuarem no período de quatro meses na edição dos vídeos e materiais já gravados para o desenvolvimento de registro de memórias e difusão de conhecimento de notório saber; criar e postar conteúdos nas redes sociais sobre o projeto; produzir releases e/ou textos de difusão das atividades do projeto.</p>
]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>INCRA-RS e NEABI-UFSM atuam no Cadastro de Famílias Quilombolas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2026/03/04/incra-rs-ufsm-e-neabi-ufsm-atuam-no-cadastro-de-familias-quilombolas</link>
				<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 12:38:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Banner Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto de extensão]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[Famílias de 23 comunidades remanescentes de quilombos em 18 municípios da região central e norte do Rio Grande do Sul estão mobilizadas em relação à construção de políticas de reconhecimento e reparação através do cadastramento no Programa Nacional de Reforma Agrária. O processo de cadastramento está sendo realizado através do Termo de Execução Descentralizada (TED) [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Famílias de 23 comunidades remanescentes de quilombos em 18 municípios da região central e norte do Rio Grande do Sul estão mobilizadas em relação à construção de políticas de reconhecimento e reparação através do cadastramento no Programa Nacional de Reforma Agrária.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O processo de cadastramento está sendo realizado através do Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o Incra no Rio Grande do Sul e o&nbsp;Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI-UFSM). O trabalho de campo, que beneficiará cerca de 900 famílias, é desenvolvido por estudantes quilombolas da UFSM com o apoio de lideranças locais e do Núcleo de Extensão e Pesquisa em Territorialidade, Extensão Rural e Reforma Agrária da&nbsp;UFSM&nbsp;(NEP Terra).&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4253,"sizeSlug":"full","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-full"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/03/Sem-titulo.jpg" alt="" class="wp-image-4253" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Projeto inovador: equipe quilombola para o cadastramento das famílias quilombolas</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Pela primeira vez, todo o projeto de cadastramento das famílias quilombolas da região Centro-Norte está sendo coordenado pelo NEABI e por uma coordenadora quilombola, Ivonete Carvalho, presidenta da Associação Quilombola Vó Fermina e Vó Maria Eulina de Restinga Sêca/RS e graduanda do curso de Geografia Bacharelado da UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além disso, o trabalho de campo é executado por uma equipe composta, majoritariamente, por bolsistas quilombolas vinculados à UFSM. “A cada trabalho de campo, há maior aprendizado e solidificação de um trabalho coletivo”, afirma Ivonete Carvalho.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Conclusão do cadastramento em Caçapava do Sul/RS</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No dia 03 de março de 2026, a equipe concluiu o trabalho de cadastramento das famílias Quilombolas no Território de Caçapava do Sul/RS. O momento contou com um evento de encerramento e a participação na plenária das comunidades com a presença do INCRA, da gestão municipal de Igualdade Racial, representada pela geógrafa Cátia Cilene, do NEP Terra, representado pela tutora Janaína Betto, e da equipe do NEABI-UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Reparação histórica</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O reconhecimento dos remanescentes de quilombos desencadeia um processo dinâmico de reelaboração de identidades, memórias coletivas e referências territoriais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O cadastramento é um avanço na reparação histórica em relação às comunidades quilombolas e facilitará os processos de acesso a políticas públicas e créditos por parte das famílias cadastradas. Além disso, reforça o papel da universidade como agente de transformação social, histórica e cultural.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Confira imagens do trabalho de campo realizado em 2025 e 2026</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:gallery {"linkTo":"none"} -->
<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":4273,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-04-at-09.34.52-1-473x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4273" /></figure>
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<!-- wp:image {"id":4259,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/03/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-09.48.26_30370501-461x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4259" /></figure>
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<!-- wp:image {"id":4264,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/03/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-09.53.31_66cfc33e-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-4264" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/03/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-09.48.26_b1c53645-1024x473.jpg" alt="" class="wp-image-4255" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/03/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-09.48.27_85cd9e7b-1024x473.jpg" alt="" class="wp-image-4262" /></figure>
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<!-- wp:image {"id":4263,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/03/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-09.48.27_d396aff5-675x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4263" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/03/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-09.53.31_eaa0ce04-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-4271" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/03/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-09.53.32_7d5b550d-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-4267" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/03/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-09.53.32_53ca3559-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-4266" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2026/03/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-11-as-09.53.32_63c28952-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-4270" /></figure>
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				<title>UFSM e Ministério da Igualdade Racial lançam edital para premiar iniciativas de afroturismo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/12/01/ufsm-e-ministerio-da-igualdade-racial-lancam-edital-para-premiar-iniciativas-de-afroturismo</link>
				<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 18:24:55 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[As inscrições estão abertas até o dia 18 de janeiro. O montante total destinado às premiações é de R$ 1,62 milhão]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  [caption id="attachment_71528" align="alignright" width="584"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/Foto-3.jpg"><img class=" wp-image-71528" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/12/Foto-3-300x200.jpg" alt="O prêmio foi lançado oficialmente na última quinta-feira (27), durante o Seminário Rotas Negras 2025, realizado em Brasília" width="584" height="390" /></a> O prêmio foi lançado oficialmente na última quinta-feira (27), durante o Seminário Rotas Negras 2025, realizado em Brasília[/caption]

A UFSM, por meio do Observatório de Direitos Humanos (ODH), e o Ministério da Igualdade Racial (MIR) anunciaram o lançamento do <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/editais/001-2025-2#:~:text=Ser%C3%A3o%20premiadas%2050%20iniciativas%20de,UFSM%2C%20com%20apoio%20da%20FATEC." target="_blank" rel="noopener">1º Prêmio Rotas Negras</a>, iniciativa que pretende impulsionar o afroturismo no Brasil e fortalecer o desenvolvimento sustentável de comunidades negras. O concurso busca também ampliar a visibilidade da cultura afro-brasileira dentro e fora do país e potencializar as tradições, ritmos musicais, gastronomia, celebrações, religiosidades e outras formas de manifestação, materiais e imateriais, que evidenciem esse legado africano, afro-diaspórico e afro-brasileiro.

O edital prevê a seleção de 50 iniciativas de afroturismo, distribuídas entre 20 propostas da sociedade civil; 24 de municípios; 2 de consórcios intermunicipais e 4 de governos estaduais. O montante total destinado às premiações é de R$ 1,62 milhão. As inscrições estão abertas até o dia 18 de janeiro de 2026, exclusivamente pela internet, por meio <a href="https://portal.ufsm.br/concursos/inscricao/opcoes.html?edicao=5142" target="_blank" rel="noopener">deste link</a>.

O lançamento oficial ocorreu na quinta-feira (27), durante o Seminário Rotas Negras 2025, realizado em Brasília. O evento reuniu representantes de diversos órgãos federais, entre eles os ministérios da Igualdade Racial, do Turismo (MTur), do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), da Cultura (MinC), do Trabalho e Emprego (MTE), da Educação (MEC) e dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC). Também participaram a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom/PR), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e a Fundação Cultural Palmares (FCP).

Durante o evento, a secretária-executiva do MIR, Rachel Barros, e o coordenador do Projeto Rotas Negras pela UFSM, Victor De Carli Lopes, assinaram o edital e manifestaram o pioneirismo da proposta. “Esse edital irá reconhecer e fortalecer as iniciativas de afroturismo que já são realizadas há tanto tempo em nosso país, destacando o protagonismo e geração de renda dessas comunidades negras”, destaca Victor Lopes. Segundo Rachel Barros, o seminário e o edital mostram “como valorizar o que a população negra já faz organicamente e ancestralmente e como trazemos isso para o centro”.

O prêmio integra as ações previstas no decreto Nº 12.277/2024, que instituiu o Programa Rotas Negras, e dialoga diretamente com o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), criado pela Lei Nº 12.288/2010 (Estatuto da Igualdade Racial) e regulamentado pelo decreto Nº 8.136/2013.

<i>Texto: ODH</i>]]></content:encoded>
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				<title>4º Concurso Literário do NEABI-UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2025/11/25/4o-concurso-literario-do-neabi-ufsm</link>
				<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 17:02:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Banner Principal]]></category>
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						<description><![CDATA[A tarde da última quinta-feira (20) foi especial: a celebração do Dia da Consciência Negra contou com a solenidade de premiação do 4º Concurso Literário Antirracista. Com o tema “Vozes plurais: literatura como ato de resistência”, o 4º Concurso Literário premiou as categorias “Discentes da Rede Pública Municipal e Estadual”, “Servidores da Rede Pública Municipal [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>A tarde da última quinta-feira (20) foi especial: a <strong>celebração do Dia da Consciência Negra</strong> contou com a solenidade de premiação do 4º Concurso Literário Antirracista. Com o tema “<strong>Vozes plurais: literatura como ato de resistência</strong>”, o 4º Concurso Literário premiou as categorias “Discentes da Rede Pública Municipal e Estadual”, “Servidores da Rede Pública Municipal e Estadual” e “Acadêmicos e técnicos(as) administrativos(as) da UFSM”. O evento promoveu a premiação através de Sarau Literário realizado na Praça Saldanha Marinho junto ao Tributo à Zumbi, que contou também com a realização de diversas atividades, entre elas a <strong>Feira Preta</strong> - uma feira que exalta o trabalho realizado na periferia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4047,"width":"474px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2025/11/IMG_8710-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4047" style="width:474px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>De acordo com <strong>Angela Souza</strong>, coordenadora do NEABI da UFSM, “a Consciência Negra não deve ser lembrada só no dia 20, é um trabalho do ano todo. Precisamos lutar pela aplicabilidade das leis e pela vontade política, pois se a cidade tem o selo antirracista é preciso validar esse título”. Angela ainda destacou que a data é um dia de reflexão e reconhecimento de todos e todas que vieram antes e que fizeram com que uma mulher preta pudesse estar na praça falando em um microfone.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2025/11/IMG_8693-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4045" style="width:478px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Sarau Literário</strong><strong> e o Concurso Literário Antirracista do NEABI-UFSM</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O Sarau Literário e o Concurso Literário Antirracista do NEABI-UFSM é promovido desde 2022 para estimular a leitura, a produção e a difusão de textos literários, para ampliar afirmativamente a construção de relações democráticas e equitativas. O evento fomenta a escrita que estimula práticas de descolonização do conhecimento, a análise crítica da sociedade e reflexões sobre possíveis estratégias para a inclusão qualificada das populações negras, sobre as relações étnico-raciais, lutas e conquistas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A organização é do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI - UFSM), do Observatório De Direitos Humanos (ODH), Pró-Reitoria de Extensão (PRE), do Movimento Negro Unificado (MNU), do Levante Popular da Juventude (LPJ) e do Coletivo de Mulheres Negras Carolinas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4073,"width":"476px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2025/11/IMG_8652-3-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4073" style="width:476px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Comissão Avaliadora </strong><strong>Excepcional</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O Concurso Literário Antirracistaé composto por uma comissão avaliadora excepcional. São pessoas que vivenciam as ações afirmativas, o movimento antirracista e promovem, por meio de suas vozes, pesquisas, atividades e existências nobres e essenciais, a construção de uma sociedade com mais equidade, justiça e representatividade negra.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a premiação, a comissão organizadora foi representada por <strong>Jacilene Aguiar, </strong>que é pedagoga e mestra em História Social pelo Programa de Pós-graduação da UFRGS, graduada em Licenciatura Plena pela Universidade do Estado do Pará e Professora da Rede Municipal de Santa Maria, e <strong>Beatriz Pontes</strong>, pedagoga, educadora especial, mestra em Educação e doutoranda em Ciências Sociais pela UFSM e&nbsp;Professora da Rede Municipal de Santa Maria.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4072,"width":"478px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2025/11/IMG_8726-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4072" style="width:478px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Abaixo, confira a lista dos vencedores e a sessão de fotos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Vencedores do 4º Concurso Literário do NEABI-UFSM</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>POEMA:</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:list {"ordered":true,"start":1} -->
<ol start="1" class="wp-block-list"></ol>
<!-- /wp:list -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>1º Nicéia Lopes</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>2º Yasmin Moraes Vargas</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>3º Celestino Vaz Tomás Jone Joanguete</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>CONTO:</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>1º Roberto Silva da Silva</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>2º Ynae Pereira Barbosa</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>3º Júnior Rafael</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>CRÔNICA:</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>1º Tiago Rosa</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>2º Miguel Luiz</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>3º Ana Luísa da Silva Chagas</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2025/11/IMG_8652-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4048" /></figure>
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<figure class="wp-block-image"><img /></figure>
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<figure class="wp-block-image"><img /></figure>
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<!-- /wp:gallery -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>NEABI da UFSM estará presente na Marcha das Mulheres Negras em Brasília</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2025/11/22/neabi-da-ufsm-estara-presente-na-marcha-das-mulheres-negras-em-brasilia</link>
				<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório de Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[Uma delegação do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI)&nbsp;da UFSM Maria&nbsp;partiu de Santa Maria/RS no dia 22 de novembro rumo à Marcha das Mulheres&nbsp;Negras em Brasília/DF. A Marcha foi realizada pela primeira vez em 2015, momento em que mais de&nbsp;100 mil mulheres negras do Brasil marcharam contra o Racismo, a Violência e pelo Bem [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Uma delegação do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI)&nbsp;da UFSM Maria&nbsp;partiu de Santa Maria/RS no dia 22 de novembro rumo à <strong>Marcha das Mulheres&nbsp;Negras em Brasília/DF</strong>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Marcha foi realizada pela primeira vez em 2015, momento em que mais de&nbsp;100 mil mulheres negras do Brasil marcharam contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver. O impacto da primeira edição da Marcha definiu os rumos da organização política das mulheres negras no Brasil e na América Latina.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Dez anos depois, no dia <strong>25 de novembro de 2025</strong>, a 2ª Marcha Nacional reforçará o protagonismo negro das mulheres em suas&nbsp;comunidades&nbsp;e promoverá o&nbsp;engajamento&nbsp;coletivo em um projeto que proporcione vida digna, justiça racial e de gênero.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Conforme dados compartilhados pelo <a href="https://institutodacor.ong.br/7249-2/">Instituto DaCor</a>, as mulheres negras representam o maior grupo populacional do Brasil (mais de 60 milhões) e recebem a menor fatia da renda nacional (apenas 10,7%). Nesse contexto, a Marcha é uma das estratégias para a construção de um futuro menos desigual.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4039,"width":"390px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2025/11/Marcha-das-Mulheres-Negras-2025-5-1200x800-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4039" style="width:390px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Santa Maria/RS presente</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em razão da dificuldade de entendimento sobre a importância da Marcha para pautar a reparação como política de Estado, a delegação de mulheres negras de Santa Maria/RS recebeu pouco apoio das instituições locais para chegar até Brasília/DF. A presença no evento se dará por meio de articulação com o Ministério da Igualdade Racial, que proporcionou apoio quanto à logística e infraestrutura.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A participação da delegação na Marcha faz parte das ações do mês da Consciência Negra, uma data que é uma referência histórica de enfrentamento ao racismo presente nas diversas esferas da sociedade e um momento importante para debater os caminhos para a construção de uma sociedade igualitária. Apesar dos desafios, a mobilização prevê reunir 1 milhão de mulheres brasileiras e latino-americanas.</p>
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<p><strong>Acompanhe os canais oficiais da Marcha das Mulheres Negras:&nbsp;</strong></p>
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<p><a href="https://marchadasmulheresnegras.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">marchadasmulheresnegras.com.br</a></p>
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<p></p>
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													</item>
						<item>
				<title>Evento sobre relações étnico-raciais reforça os desafios curriculares na Universidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2025/11/18/evento-sobre-relacoes-etnico-raciais-reforca-os-desafios-curriculares-na-universidade</link>
				<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 14:28:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto de extensão]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[A inserção das temáticas que envolvem as relações étnico-raciais nos currículos acadêmicos foi tema do seminário “Relações étnico-raciais e (re)invenção do saber: Desafios curriculares na Universidade”. O evento foi resultado de pesquisa realizada através do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) da UFSM, pela estudante de Serviço Social Edi Cleia da Silva, que propôs [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>A inserção das temáticas que envolvem as relações étnico-raciais nos currículos acadêmicos foi tema do seminário “<em><strong>Relações étnico-raciais e (re)invenção do saber: Desafios curriculares na Universidade</strong></em>”. O evento foi resultado de pesquisa realizada através do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) da UFSM, pela estudante de Serviço Social <strong>Edi Cleia da Silva</strong>, que propôs um importante debate sobre a construção de saberes na academia. A pesquisa abordou os ementarios das graduações dos 8 centros de ensino da UFSM e em apenas duas graduações foram identificadas disciplinas obrigatórias acerca do tema.</p>
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<!-- wp:image {"id":4037,"width":"577px","height":"auto","sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2025/11/EventoEdi-1024x540.jpg" alt="" class="wp-image-4037" style="width:577px;height:auto" /></figure>
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<p>Conforme afirma <strong>Angela Souza</strong>, coordenadora do NEABI da UFSM, esse debate é urgente porque as populações negras, quilombolas e indígenas ainda têm vários desafios dentro das universidades, e a discussão sobre os currículos e as disciplinas pode impactar a permanência dos estudantes nas instituições: “temos que nos enxergar nos espaços e a descolonização dos currículos faz parte do processo. É preciso mudar as estruturas para que todos os corpos caibam na universidade e tenham bem viver dentro desse processo”.</p>
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<p>Conforme os dados apontados, <strong>a UFSM tem quase 2.500 docentes brancos e brancas, e somente 12 docentes pretos e pretas</strong>, dados que revelam a desigualdade de acessos e oportunidades em um país onde mais de 50% da população é preta.</p>
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<p></p>
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<p><strong>Palestrantes</strong></p>
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<p>Para compor as palestras da tarde, foram convidados <strong>Anderson Luiz Machado dos Santos</strong>, professor do Departamento de Geociências e coordenador do NEABI/UFSM, e <strong>Fernanda Oliveira</strong>, professora do Departamento de História da UFRGS. Durante sua participação, Prof. Fernanda apontou que as questões raciais não são do negro ou do indígena, mas de toda a sociedade brasileira e o letramento racial é apontado como um caminho para superar desigualdades: “Não sabemos fazer leituras sobre como a raça e a etnia operam na sociedade brasileira. É preciso ter acesso a espaços de formação, para pararmos com o medo de falar das relações étnico-raciais. Precisamos entender as questões e romper com a construção do outro como superior”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Prof. Anderson abordou as configurações raciais do Brasil, mostrando como são singulares em razão do mito da democracia racial que existe no país: “Para a população negra, há uma morte em vida, porque as formas de pensar, de viver e existir foram condicionadas às condições do branco. [...] A todo momento, os negros e negras são colocados na zona do não-ser. Os currículos perpetuam as lógicas do pensamento eurocêntrico e a nossa gramática não está presente”.</p>
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<p></p>
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<p><strong>Mês da Consciência Negra na UFSM</strong> </p>
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<p>O evento fez parte do mês da Consciência Negra na UFSM, uma referência às ações históricas de enfrentamento ao racismo presente nas diversas esferas da sociedade e um momento importante para debater os caminhos para a construção de uma sociedade igualitária. Mais informações sobre as ações e atividades do mês <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2025/11/11/novembro-mes-da-consciencia-negra-na-ufsm">podem ser acessadas aqui</a>.</p>
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<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Novembro: Mês da Consciência Negra na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2025/11/11/novembro-mes-da-consciencia-negra-na-ufsm</link>
				<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 13:55:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório de Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto de extensão]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[Atividades que inspiram luta e resistência marcam o Mês da Consciência Negra na UFSM &#8211; uma referência às ações históricas de enfrentamento ao racismo presente nas diversas esferas da sociedade e um momento importante para debater os caminhos para a construção de uma sociedade igualitária. O mês é marcado pelo Dia Nacional da Consciência Negra, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Atividades que inspiram luta e resistência marcam o Mês da Consciência Negra na UFSM - uma referência às ações históricas de enfrentamento ao racismo presente nas diversas esferas da sociedade e um momento importante para debater os caminhos para a construção de uma sociedade igualitária.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O mês é marcado pelo <strong>Dia Nacional da Consciência Negra</strong>, 20 de novembro, que relembra a morte de Zumbi dos Palmares, o último líder do quilombo dos Palmares, assassinado em 1695.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sobre a importância do Mês da Consciência Negra,&nbsp;<strong>Angela Souza</strong>, técnica-administrativa e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) da UFSM, destaca&nbsp;que é um momento para “valorizar nossa ancestralidade, dar visibilidade para a história e a cultura, bem como para as práticas realizadas ao longo do ano, buscando a implementação das legislações que são fruto de lutas dos movimentos&nbsp;sociais”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para <strong>Anderson Luiz Machado dos Santos</strong>, professor do Departamento de Geociências e coordenador do NEABI/UFSM, esse "é um momento para nós, negros e negras, refletirmos sobre a nossa ancestralidade, sobre a formação social do país e, também, é um momento importante para todos aqueles e aquelas que se dizem antirracistas se somarem à nossa luta e compreenderem a nossa condição na sociedade brasileira".</p>
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<p></p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Programação diversa</strong></p>
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<p>Na UFSM, uma programação intensa apoiada pelo NEABI direciona o olhar da Universidade para o orgulho da identidade negra.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Destaque para o <strong>Sarau Literário e o <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/editais/087-2025">4º Concurso Literário Antirracista</a></strong>, que têm como temática<strong> “Vozes plurais: literatura como ato de resistência”</strong> e objetivam promover e estimular a leitura, a produção e a difusão de textos literários, ampliando, de forma afirmativa, a construção de relações democráticas e equitativas. O Sarau e o Concurso buscam fomentar escritas que estimulem práticas de decolonização do conhecimento, a análise crítica da sociedade do conhecimento e reflexões sobre possíveis estratégias de inclusão qualificada das populações negras, sobre as relações étnico-raciais, lutas e conquistas. O Concurso Literário recebe textos até o dia 14/11 e o Sarau acontecerá dia 20/11 na Praça Saldanha Marinho.</p>
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<!-- wp:image {"id":4017,"width":"308px","height":"auto","sizeSlug":"full","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2025/11/ConcursoLiterario-3.jpg" alt="" class="wp-image-4017" style="width:308px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

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<p>As celebrações ainda contarão com o <a href="https://www.ufsm.br/2025/11/10/filme-negros-lacos-estreia-em-novembro-no-centro-de-convencoes-da-ufsm-com-exibicao-gratuita#:~:text=O%20lan%C3%A7amento%20oficial%20do%20filme,pela%20plataforma%20Sympla%20no%20link."><strong>lançamento do Filme Negros Laços</strong></a>, dia 19/11, às 19hs, no Centro de Convenções da UFSM e com o <strong>Seminário “Relações Étnico Raciais e a (Re) invenção do Saber: Desafios Curriculares na Universidade”,</strong> criado a partir do Projeto de Intervenção do Estágio Obrigatório em Serviço Social que objetivava implementar ações na UFSM para ampliar o debate da questão Étnico Racial no processo de formação acadêmica. O Seminário vai acontecer dia 17/11 no auditório do prédio 74C, das 14hs às 17hs.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":4018,"width":"321px","height":"auto","sizeSlug":"full","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2025/11/Banner-negros-lacos-90-x-120-cm_page-0001-768x1024-1.jpg" alt="" class="wp-image-4018" style="width:321px;height:auto" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além disso, a “<strong>Roda de Conversa Quilombolas</strong>” será celebrada no dia no dia 28/11, às 18hs na sede do NEABI/UFSM, para promover um espaço de escuta sobre as experiências de acesso, permanência e titulação no Ensino Superior.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Programação completa</strong></p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>10/11 - 9:30 hs - Oficina de Dança Afro-Brasileira, Instituto Estadual Padre Caetano</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>12/11 - 17:30 hs - Oficina de Flamenco Negro, Prédio 40C, Sala 3105</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>14/11 - Oficina ERER na Escola Municipal de Ensino Fundamental Valentim Bastianello</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>14/11 - Roda de conversa com estudantes do Programa Menor Aprendiz, SENAC</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>17/11 - 14hs às 17hs - Seminário Relações Étnico Raciais e a (Re) invenção do Saber: Desafios Curriculares na Universidade, Auditório do prédio 74C</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>18/11 - 13:30hs - Participação no evento <a href="https://www.instagram.com/p/DQ4IMqHkYPZ/">Consciência Negra: Caminhos para uma Educação Transformadora</a>, IFFar e UFSM Frederico Westphalen</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>19/11 - 19 hs - Lançamento do Filme Negros Laços, Centro de Convenções da UFSM</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>20/11 - Tributo ao Zumbi - Atividades culturais, políticas e Feira Preta, Praça Saldanha Marinho</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>20/11 - 16hs -Sarau Literário do 4º Concurso Literário Antirracista, Praça Saldanha Marinho (junto ao Tributo à Zumbi, que inicia 14hs)</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>22/11 a 26/11 - Participação da Delegação NEABI na Marcha das Mulheres Negras, Brasília</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>28/11 - 18hs - Roda de Conversa Quilombolas: experiências de acesso, permanência e titulação no Ensino Superior, sede do NEABI/UFSM, prédio da Biblioteca Central</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Imersão Ballroom – Data e local a confirmar</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Dúvidas e informações:</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Instagram do NEABI/UFSM: <a href="http://www.instagram.com/neabi.ufsm">www.instagram.com/neabi.ufsm</a></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>E-mail: neabi@ufsm.br</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Edital 12-2025 - Agentes de Promoção da Igualdade Racial - UFRB / UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2025/11/07/edital-12-2025-agentes-de-promocao-da-igualdade-racial-ufrb-ufsm</link>
				<pubDate>Fri, 07 Nov 2025 14:00:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?p=3994</guid>
						<description><![CDATA[O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Universidade Federal de Santa Maria (NEABI-UFSM) participa de acordo de cooperação técnica junto a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o Ministério da Igualdade Racial (MIR) para a execução do Programa Nacional de Agentes Territoriais de Promoção da Igualdade Racial. Os/as Agentes de Promoção da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Universidade Federal de Santa Maria (NEABI-UFSM) participa de acordo de cooperação técnica junto a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o Ministério da Igualdade Racial (MIR) para a execução do Programa Nacional de Agentes Territoriais de Promoção da Igualdade Racial.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os/as Agentes de Promoção da Igualdade Racial atuarão como mediadores/as e produtores/as de confluências, com efetiva atuação no enfrentamento ao racismo, na disseminação de experiências antirracistas em um território de abrangência e na mobilização em torno da melhoria das condições de vida das populações negras que vivenciam estes Territórios, em consonância com o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nesta etapa de implementação do Programa Nacional de Agentes Territoriais de Promoção da Igualdade Racial são oferecidas vagas para as seguintes Unidades da Federação: Bahia; Distrito Federal; Goiás; Minas Gerais; Rio Grande do Sul e Tocantins.<br>No Rio Grande do Sul estão sendo ofertadas 6 vagas em diferentes regiões do estado, territórios e cidades de atuação.<br>As bolsas oferecidas neste Edital serão no valor de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) durante 12 (doze) meses. As inscrições estão abertas até o dia 21/11/2025.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Confira o edital na integra e venha participar conosco!<br><strong>EDITAL COMPLETO</strong> <a href="https://www2.ufrb.edu.br/diversifica/editais/53-edital-12-2025">https://www2.ufrb.edu.br/diversifica/editais/53-edital-12-2025</a></p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Nova resolução da UFSM reconhece notórios saberes de comunidades tradicionais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/11/06/nova-resolucao-da-ufsm-reconhece-notorios-saberes-de-comunidades-tradicionais</link>
				<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 23:50:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[#quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[conselhos superiores]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[neabi]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=71290</guid>
						<description><![CDATA[O título de notório saber beneficia representantes das culturas afro-brasileira, indígena e quilombola]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  O Conselho Universitário (Consu) da UFSM aprovou na última sexta-feira (31) a <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/11/RES_UFSM_2025_236-Notorios-Saberes.pdf" target="_blank" rel="noopener">resolução que estabelece o título de notório saber em artes, ofícios, cosmologias tradicionais e cultura popular</a>. Com isso, representantes das culturas afro-brasileira, indígena e quilombola podem receber esse título, equivalente ao de doutor nas áreas de conhecimento ou afins nas quais a UFSM mantenha curso de doutorado. Isso dá aos detentores do título de notório saber a possibilidade de docência em disciplinas, minicursos e simpósios como professores visitantes.

“Da mesma forma que as cotas sociais e raciais, as cotas epistêmicas buscam corrigir distorções e viabilizar a equidade, no caso das epistêmicas do conhecimento plural e diverso, rompendo com a lógica do epistemicídio imposta historicamente às populações negra e indígena”, afirma Fernanda Ferreira, integrante do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da UFSM e estudante dos cursos de Licenciatura em Educação do Campo e Técnico em Farmácia.

O processo de reconhecimento dos notórios saberes dentro da UFSM começa com a tese de doutorado de Fernanda. Elaborada dentro do Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural, a tese intitula-se <a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/31959" target="_blank" rel="noopener">“A saúde popular comunitária e o Projeto Casa do Caminho: construindo a saúde integral com base em saberes ancestrais e decoloniais em comunidades rurais e de periferias urbanas da região sul do RS”</a>. O trabalho foi orientado pelos professores Renato Santos de Souza e José Geraldo Wizniewsky. A tese se transformou em um projeto de extensão, intitulado <a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=73162" target="_blank" rel="noopener">“Notórios saberes: reconhecimento institucional e valorização dos saberes e fazeres para os(as) mestres(as) de saberes tradicionais”</a>, que visa ao reconhecimento institucional de notórios saberes na UFSM.

O Neabi passou a integrar o grupo de trabalho criado para ampliar o debate iniciado pela tese e apresentar uma minuta de resolução para a Reitoria da UFSM. A minuta passou por apresentações em diferentes cursos, departamentos e instâncias técnicas, acadêmicas e administrativas, até a sua versão final, que foi aprovada no Conselho de Ensino de Pesquisa e Extensão (Cepe) e no Consu.

“Os notórios saberes são um marco da nossa universidade, representa o resgate da cultura negra, indígena e da nossa região que foram deixados de lado. Reconhecer com o título de doutor as pessoas que detêm esses conhecimentos vai ajudar a preservá-los e também a difundi-los”, afirma o reitor Luciano Schuch.

<b>Como vai funcionar o processo de solicitação do título de notório saber</b>

Para receber o título de notório saber, a pessoa deve ter atuação comprovada há pelo menos 15 anos como mestre dos saberes e fazeres populares ou tradicionais. Essa atuação pode ser nas áreas de educação popular, pesquisa não acadêmica, preservação e representação dos conhecimentos tradicionais e como mestres nos ofícios e tradições. A competência na área de atuação e reconhecimento popular, tanto dentro quanto fora de suas comunidades e coletivos, também são requisitos para a titulação.

O processo de inscrição para solicitar o título ocorrerá por meio da publicação de um edital anual pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Além da comprovação do conhecimento e área de atuação, os candidatos devem enviar um dossiê com um memorial que apresente sua biografia e trajetória de atuação. A atuação deve ser comprovada por documentação escrita (como matérias jornalísticas, bibliografias e documentos pessoais), audiovisuais (como fotografias e mídias sonoras) e outros meios digitais de registro.

As solicitações serão analisadas por uma banca examinadora formada por cinco docentes doutores da área de conhecimento dos notórios saberes ou equivalentes. No mínimo, dois docentes serão externos à UFSM. O reconhecimento do título de notório saber em artes, ofícios, cosmologias tradicionais e cultura popular será discutida e aprovada pelo Cepe.

<b>Movimento nacional pela inclusão das diversas formas de conhecimento</b>

A articulação pelo reconhecimento do notório saber é vinculado ao movimento Encontro de Saberes, iniciado em 2010 na Universidade de Brasília (UnB), com a proposta de descolonização do pensamento e práticas no meio acadêmico por meio do reconhecimento e da inclusão dos mestres e mestras dos saberes, fazeres e ofícios que fazem parte da cultura brasileira. Uma das reivindicações do movimento é a implementação de cotas epistêmicas, que buscam abrir espaço na docência para representantes das tradições culturais das comunidades negras e indígenas.

Professor da UnB e um dos articuladores do <a href="https://www.seer.ufal.br/index.php/revistamundau/article/view/11128" target="_blank" rel="noopener">Encontro dos Saberes</a>, José Jorge de Carvalho participou na UFSM da semana institucional dos notórios saberes, promovida pelo Neabi e Observatório de Direitos Humanos. Entre os primeiros candidatos ao título, estão representantes da cultura negra e indígena que participam de atividades e projetos de extensão vinculados à UFSM e participantes do evento <a href="https://www.ufsm.br/eventos/descobrindo-os-notorios-saberes-o-encontro-com-a-interculturalidade#programacao" target="_blank" rel="noopener">(Des)cobrindo os Notórios Saberes: O Encontro com a Interculturalidade</a>, realizado em março deste ano.

“A promoção desse diálogo fortalece a pluralidade presente no espaço acadêmico e na sociedade como um todo, tornando a universidade mais próxima do seu entorno, mais sensível a outras formas de compreender, explicar e atribuir significados ao mundo”, conclui Fernanda.

<i>Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias</i>

<i>Edição: Lucas Casali</i>

<em>Foto: Ana Alicia Flores/Arquivo</em>]]></content:encoded>
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