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				<title>Retalhos da memória de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/editoras/facos/retalhos-da-memoria-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 14:10:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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						<description><![CDATA[Retalhos da memória de Santa Maria Cristina Strohschoen dos Santos (organizadora)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h2>Retalhos da memória de Santa Maria</h2><h6>Cristina Strohschoen dos Santos (organizadora)</h6>]]></content:encoded>
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				<title>O que aprendemos com as enchentes de 2024 para enfrentar novos eventos extremos </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/06/10/o-que-aprendemos-com-as-enchentes-de-2024-para-enfrentar-novos-eventos-extremos</link>
				<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:26:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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						<description><![CDATA[Pesquisas e projetos desenvolvidos na UFSM ajudam a compreender os impactos do desastre e a preparar respostas para futuras crises climáticas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Há dois anos, as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul impulsionaram pesquisas em diferentes áreas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Enquanto o Estado lidava com as consequências da catástrofe, pesquisadores, extensionistas e estudantes voltavam seus esforços para compreender os impactos das chuvas extremas e produzir conhecimento capaz de orientar ações de recuperação, adaptação e prevenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Do estudo das áreas de risco à restauração ambiental, passando pela comunicação em situações de crise e pelo planejamento territorial, a tragédia impulsionou pesquisas e reforçou iniciativas que hoje ajudam a compreender os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Nesta última reportagem da série especial sobre o El Niño, a Agência de Notícias da UFSM apresenta algumas das contribuições da ciência produzida na universidade a partir da tragédia de 2024. </span></p>
<p> </p>
<h3><b>Hub.doc vira paradigma na recuperação dos arquivos afetados pelas enchentes</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73194" align="alignnone" width="921"]<img class=" wp-image-73194" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/IC3A8750-300x200.jpg" alt="Foto colorida na horizontal mostra uma mão com luva branca, manuseando cuidadosamente um livro de registros danificado pelas enchentes. O documento apresenta páginas amareladas, manchas de umidade, sujeira e sinais de deterioração. Na folha aberta, é possível identificar campos preenchidos à mão e a inscrição “Banco Central do Brasil”. A cena registra uma etapa do trabalho de recuperação e preservação de documentos realizado pelo projeto Hub Doc. Ao fundo, desfocado, aparecem materiais e superfícies utilizados no processo de conservação do acervo." width="921" height="614" /> Documentos históricos passam por tratamento após as enchentes (Foto: Jéssica Mocellin)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/hubdoc"><span style="font-weight: 400">Hub Transdisciplinar de Pesquisa e Inovação em Arquivos</span></a><span style="font-weight: 400"> (Hub.doc) nasceu a partir de uma tragédia que colocou em risco parte da história da UFSM. Em 30 de abril de 2024, as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul inundaram o subsolo da Reitoria, onde estavam armazenadas cerca de 12 mil caixas de documentos permanentes da instituição. O acervo reunia registros administrativos, acadêmicos e funcionais produzidos ao longo de mais de seis décadas e considerados fundamentais para a preservação da memória universitária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A resposta começou ainda durante a emergência. Coordenada pela arquivista Débora Flores, diretora do Departamento de Arquivo Geral (DAG), a </span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/operacao-recupera-acervo-ufsm"><span style="font-weight: 400">Operação Recupera Acervo </span></a><span style="font-weight: 400">mobilizou servidores, estudantes, voluntários, militares e especialistas de diferentes áreas para retirar, estabilizar e recuperar os documentos atingidos pela água. “Era uma sensação total de impotência. A nossa missão é proteger a informação e a memória da instituição”, lembra Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao longo dos meses seguintes, aproximadamente 300 pessoas participaram da operação, que precisou enfrentar desafios logísticos inéditos, como a falta de energia, dificuldades de transporte e escassez de insumos em meio ao cenário de calamidade vivido pelo Estado. Entre as soluções adotadas, o congelamento dos documentos tornou-se a principal estratégia para interromper a deterioração causada pela umidade e pela proliferação de fungos. No começo, a operação utilizou freezers disponíveis na Universidade. Hoje, o projeto conta com quatro contêineres refrigerados instalados no campus sede da UFSM. O volume de material armazenado transformou a iniciativa em uma das maiores experiências de congelamento de documentos já registradas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao mesmo tempo, a equipe passou a registrar detalhadamente cada etapa do processo. Relatórios, experimentos, fotografias e registros audiovisuais produziram uma base inédita de dados sobre recuperação documental em situações de emergência. O conhecimento acumulado passou a subsidiar orientações do Arquivo Nacional e despertou o interesse de instituições brasileiras e estrangeiras que enfrentaram problemas semelhantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a conclusão da etapa emergencial, a estrutura criada para recuperar os documentos da UFSM começou a atender outras instituições. A partir de solicitações do Arquivo Nacional e de órgãos públicos afetados pelas enchentes em Porto Alegre, a Universidade ampliou sua atuação e passou a receber acervos de diferentes entidades para tratamento e recuperação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Hoje, o Hub.doc se consolidou como a primeira estrutura brasileira dedicada ao resgate emergencial e à preservação de grandes volumes documentais. Coordenada pela UFSM, com participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul e orientação técnica do Arquivo Nacional, a iniciativa reúne pesquisadores de diferentes áreas, projetos financiados por órgãos públicos e parcerias nacionais e internacionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de recuperar documentos atingidos por desastres, o grupo produz conhecimento sobre preservação digital, gestão documental e resposta a emergências, transformando a experiência das enchentes em pesquisa, inovação e cooperação para auxiliar instituições que enfrentam situações semelhantes. “Hoje sabemos que essa estrutura está preparada para receber novos desafios e auxiliar outras instituições”, afirma Débora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dois anos após as enchentes, o trabalho de recuperação documental segue em andamento. Mais de 36 mil caixas de documentos ainda passam pelos processos de tratamento e preservação realizados pelo Hub.doc. Em maio de 2026, a iniciativa alcançou um marco importante com o esvaziamento completo de um dos quatro contêineres utilizados para armazenar os documentos congelados, resultado que representa a recuperação de aproximadamente 25% do acervo sob sua responsabilidade. </span></p>
<p> </p>
<h3><b>O Plano Municipal de Redução de Riscos de Santa Maria</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73193" align="alignnone" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/pmrr.jpeg"><img class="size-large wp-image-73193" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/pmrr-1024x768.jpeg" alt="Foto colorida na horizontal que exibe uma rua de chão batido, quatro pessoas caminham de costas em direção ao fundo da via. À direita, há uma casa em reforma, com janelas vazadas e com parte das paredes demolidas, além de um muro de tijolos aparentes em construção. Ao redor, árvores densas cobrem uma encosta, enquanto postes e fios elétricos acompanham a rua. O céu está limpo e azul, e a luz do sol ilumina a cena, projetando sombras no chão. " width="1024" height="768" /></a> Equipe do Lageolam realizando trabalho de campo (Foto: Andrea Nummer)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Embora tenha sido concluído após as enchentes de 2024, o </span><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/relatorios-pmrr-santa-maria-rs"><span style="font-weight: 400">Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)</span></a><span style="font-weight: 400"> de Santa Maria começou a ser desenvolvido em 2023 como um novo plano e com diferente metodologia e abordagem. Coordenado pela professora Andrea Valli Nummer, do Departamento de Geociências da UFSM e pesquisadora do Laboratório de Geologia Ambiental (Lageolam), o trabalho teve como objetivo identificar áreas sujeitas a riscos geológicos e hidrológicos e propor medidas para reduzir os impactos desses eventos. O projeto contou com o apoio do Comitê Gestor de Redução de Risco de Desastres (CGRRD).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O estudo mapeou 16 vilas distribuídas em nove bairros de Santa Maria. Segundo Andrea, a seleção priorizou comunidades mais vulneráveis. “Começamos o mapeamento em 2024, escolhendo as áreas em Santa Maria que seriam as prioridades. Nessa seleção, precisava que houvesse comunidades envolvidas no risco para avaliar a vulnerabilidade”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um dos diferenciais do projeto foi a participação dos moradores no processo de mapeamento. Por meio da cartografia colaborativa, a população ajudou a identificar áreas atingidas por inundações e deslizamentos. “Eles ajudaram a mostrar até onde ia a água, o que escorregou, o que eles pensavam que podia ser uma solução”, relata a pesquisadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre os principais resultados, o PMRR apontou que os maiores problemas de Santa Maria estão relacionados às inundações e aos processos erosivos nas margens dos arroios. Ao todo, foram identificadas 396 edificações em áreas de alto risco e 245 em áreas de risco muito alto. O Morro do Cechella foi classificado como a área de maior risco geológico do município.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de diagnosticar os problemas, o plano apresentou propostas de intervenções. “Junto com o mapeamento foram indicadas propostas de obras com um custo aproximado para mitigar o risco”, afirma Andrea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O PMRR foi entregue ao Executivo Municipal em outubro de 2025 e as informações produzidas pelo estudo já vêm sendo utilizadas pelo poder público. Um dos desdobramentos do trabalho foi a utilização dos dados do plano na construção de uma proposta para captação de recursos por meio do PAC Drenagem, que destinou R$39 milhões para obras de redução de riscos no entorno do Arroio Cadena. Após as enchentes, a equipe também realizou um estudo complementar na Vila Santa Tereza, solicitado pela Prefeitura devido a novos processos de escorregamento registrados na região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a conclusão do plano em Santa Maria, os pesquisadores iniciaram uma nova etapa de trabalho. Andrea coordena atualmente a elaboração do primeiro Plano Municipal de Redução de Riscos de Cachoeira do Sul, desenvolvido em parceria com o Governo Federal e com entrega prevista para 2027.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Projeto ‘Reflora’ no resgate genético para recuperar a biodiversidade</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73192" align="alignnone" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-19.54.47-3.jpeg"><img class="size-large wp-image-73192" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-19.54.47-3-1024x576.jpeg" alt="Fotografia horizontal colorida feita durante o dia ao ar livre. Em uma clareira gramada cercada por árvores de médio e grande porte, cerca de vinte pessoas estão reunidas em semicírculo. No centro da imagem, de costas, uma pessoa conduzindo uma explicação ao grupo. Os participantes estão espalhados pelo gramado, alguns com os braços cruzados e outros observando atentamente. À direita, há pessoas usando roupas de trabalho e equipamentos de proteção, como capacetes brancos. No chão, próximo ao grupo, encontram-se uma caixa térmica vermelha, uma garrafa de água e algumas ferramentas compridas apoiadas sobre a grama." width="1024" height="576" /></a> Professores e alunos da Engenharia Florestal participaram do curso de escalada de árvores nativas (Foto: arquivo pessoal)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Criado após os eventos climáticos extremos de 2024, o projeto Reflora busca recuperar áreas degradadas por meio do resgate genético de espécies arbóreas nativas. A iniciativa é uma união liderada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul em parceria com a empresa de celulose CMPC e com o apoio institucional da Embrapii. O desenvolvimento científico e a aplicação prática da tecnologia de restauração ambiental ficam a cargo de grandes instituições de ensino, unindo a Universidade Federal de Viçosa (UFV) às universidades gaúchas UFSM, UFRGS, PUCRS e Unisc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo o coordenador do projeto Reflora na UFSM, Jorge Farias, a proposta surgiu da necessidade de preservar a biodiversidade ameaçada pelas enchentes, deslizamentos e processos erosivos. Diferentemente de outras ações de restauração, o Reflora prioriza a conservação do patrimônio genético das espécies nativas. “O projeto foca na técnica de resgatar os materiais genéticos e em trabalhar com a manutenção e restabelecimento da biodiversidade arbórea”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante as primeiras etapas do trabalho, os pesquisadores identificaram áreas com perda de vegetação e passaram a selecionar espécies em risco, além de indivíduos considerados resilientes. “A gente identifica as áreas, o risco de perder esse material genético e também identifica árvores que foram extremamente resilientes”, afirma Farias. A partir desses exemplares, são coletados galhos para a produção de mudas por multiplicação vegetativa, técnica desenvolvida pela UFV após o desastre de Brumadinho. O método permite preservar características genéticas importantes para a adaptação das espécies às condições ambientais da região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de contribuir para a recomposição da vegetação nativa, o projeto pode ajudar a reduzir os impactos de futuros eventos extremos. Ao restaurar matas ciliares e recuperar espécies adaptadas ao território gaúcho, a iniciativa favorece os ecossistemas e processos naturais que aumentam a resiliência ambiental. Segundo Farias, a técnica também acelera o retorno da fauna nativa. “Ela vai atrair polinizadores e a biodiversidade. Então atrai os animais que se alimentam das flores, e aí depois vêm os frutos”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o Reflora está na fase de estruturação da infraestrutura e identificação dos materiais genéticos que serão resgatados. A equipe também realiza </span><a href="https://ufsm.br/r-1-70240"><span style="font-weight: 400">visitas de campo</span></a><span style="font-weight: 400"> e prepara laboratórios e casas de vegetação para a produção das mudas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com duração prevista de três anos, o projeto pretende produzir pelo menos seis mil mudas de espécies nativas. A expectativa é que as primeiras sejam apresentadas ainda neste ano e que os materiais genéticos estejam disponíveis para plantio a partir do inverno de 2027. Para Farias, o principal legado da iniciativa será a valorização da biodiversidade regional. “Precisamos ter material genético preservado. A biodiversidade é o material genético que nós temos aqui.”</span></p>
<p> </p>
<h3><strong>Comunicação de proximidade transforma memória em prevenção</strong></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73191" align="alignnone" width="1024"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/comunicacao-de-proximmidade.jpeg"><img class="size-large wp-image-73191" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/comunicacao-de-proximmidade-1024x576.jpeg" alt="Foto colorida na horizontal. Em primeiro plano, um grupo de oito pessoas sorri para a câmera durante uma atividade de campo do projeto &quot;Comunicação de Proximidade&quot;. À direita, a coordenadora Aline registra a imagem em formato de selfie. Ao centro, estudantes e pesquisadores estão reunidos em uma calçada, alguns segurando pastas azuis utilizadas para a aplicação de questionários. Ao fundo, aparecem árvores, uma praça e edificações históricas da região central de Silveira Martins. " width="1024" height="576" /></a> Equipe realiza aplicação de questionários em Silveira Martins (Foto: Aline Dalmolin)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">O projeto “Comunicação de proximidade: memória, resiliência e adaptação social a riscos climáticos e catástrofes naturais na Quarta Colônia” surgiu durante as enchentes. A partir da participação de professores e estudantes da Universidade em ações de apoio às comunidades afetadas, eles passaram a discutir como a comunicação poderia contribuir para reduzir os impactos de futuros desastres. “Pensamos como a gente poderia atuar de uma forma mais direcionada, mais efetiva do que apenas distribuindo coisas, tendo uma ação mais focada naquilo que a comunicação poderia oferecer”, explica a coordenadora, Aline Roes Dalmolin.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Contemplado por um edital do Proext-PG, o projeto da Comunicação Social reuniu pesquisadores de cinco programas de pós-graduação da UFSM para investigar como moradores, rádios comunitárias, escolas, igrejas, associações e órgãos públicos se informam em situações de risco. Entre os principais resultados, o grupo identificou que o rádio segue sendo uma das principais fontes de informação dos habitantes da área. “A maioria da população de qualquer faixa etária segue ouvindo rádio todos os dias”, afirma Aline. Os levantamentos também apontaram o crescimento do uso de meios digitais e reforçaram a necessidade de integrar diferentes canais em estratégias de alerta e comunicação de risco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa contribui para a preparação das comunidades diante de novos eventos extremos ao fortalecer a circulação de informações, ampliar a educação sobre mudanças climáticas e preservar a memória coletiva dos desastres. Um dos principais produtos do projeto é a série documental </span><i><span style="font-weight: 400">Marcas da Chuva</span></i><span style="font-weight: 400">, lançada em 2026, que reúne relatos de moradores da Quarta Colônia sobre as enchentes. Para a coordenadora, registrar essas experiências é uma forma de evitar que elas se percam ao longo do tempo. “Uma das coisas mais importantes que nós temos que cuidar nesse momento é trabalhar para que esses registros sejam feitos agora, assim eles não caem no esquecimento”, destaca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o projeto está na fase final. Além da publicação dos últimos episódios da série documental, a equipe elabora cartilhas educativas e documentos com orientações para escolas, associações comunitárias e gestores públicos sobre comunicação em situações de risco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Entre os próximos passos está a finalização de um plano de comunicação para o município de Silveira Martins, desenvolvido em parceria com a prefeitura e que poderá servir de referência para outras cidades da região. Embora o ciclo atual se encerre neste ano, a expectativa é de continuidade por meio de novas pesquisas e parcerias. “A gente vê esse projeto como um primeiro passo, ele não termina agora de forma alguma”, afirma Aline.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Acesse o perfil oficial do projeto para assistir à série </span><i><span style="font-weight: 400">Marcas da Chuva</span></i><span style="font-weight: 400">: </span><a href="https://www.instagram.com/comunicacaodeproximidade"><span style="font-weight: 400">@comunicacaodeproximidade</span></a></p>
<h3> </h3>
<h3><b>Pesquisas orientam recuperação de áreas atingidas pelas enchentes</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73190" align="alignnone" width="828"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/neprade.jpeg"><img class="size-full wp-image-73190" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/neprade.jpeg" alt="Foto colorida na vertical. Em uma área de campo aberta, cerca de dez pessoas participam de uma atividade de restauração ecológica. Os participantes estão reunidos ao redor de uma estrutura formada por três postes de madeira cruzados no topo, utilizada como poleiro artificial para atração de aves. Algumas pessoas seguram ferramentas e realizam o plantio no solo coberto por vegetação seca. Ao fundo, há montanhas, árvores e um curso d’água, sob céu azul e sem nuvens. A atividade ocorre durante o dia e integra ações de recuperação ambiental em área rural. " width="828" height="874" /></a> Participantes da oficina de restauração ecológica em área de recuperação ambiental em Agudo. (Foto: arquivo pessoal)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Com mais de 15 anos de atuação, especialmente no Corredor Ecológico da Quarta Colônia, uma das regiões mais afetadas pelas enchentes de 2024, o </span><a href="https://www.ufsm.br/grupos/neprade"><span style="font-weight: 400">Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade)</span></a><span style="font-weight: 400">, da UFSM, direcionou seus esforços para compreender os impactos do desastre e produzir informações capazes de orientar a recuperação ambiental da região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o núcleo desenvolve três projetos voltados ao monitoramento das áreas atingidas, à restauração ecológica e à avaliação da eficiência das estratégias testadas para o retorno dos serviços ecossistêmicos. Os estudos são realizados em parceria com instituições como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, a empresa Taesa S.A., a Fapergs e a Fundação Araucária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As pesquisas revelaram que as enchentes provocaram transformações profundas na paisagem da Quarta Colônia. “Nosso primeiro impacto foi observar a amplitude dos efeitos. A paisagem foi totalmente remodelada, o que nos mostrou que esse pode ser considerado um evento que atingiu proporção de evento de formação geológica”, afirma a coordenadora do Neprade, Ana Paula Moreira Rovedder. Os levantamentos identificaram remoção de solos, deposição de grandes volumes de sedimentos e alterações significativas em rios e encostas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os pesquisadores também identificaram impactos menos visíveis. Análises dos sedimentos deixados pela enxurrada apontaram perdas importantes de nutrientes do solo. “Constatamos uma quantidade muito alta de alguns macronutrientes em depósito de sedimentos arenosos, como o potássio. Esses nutrientes vêm das lavouras atingidas”, explica Ana Paula. Além disso, o monitoramento registrou o avanço de espécies invasoras em áreas degradadas, fator que pode dificultar a regeneração da vegetação nativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar dos danos, os estudos apontam sinais de recuperação ambiental. Desde fevereiro de 2025, equipes acompanham áreas de matas ciliares e encostas em municípios da região e já observam o retorno gradual da vegetação arbórea. “Inicialmente nós tínhamos observado muito mais espécies rústicas, herbáceas, espécies que nós chamamos de ruderais.  Agora já registramos regeneração de espécies arbóreas”, relata a pesquisadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de documentar os impactos do desastre, o trabalho busca contribuir para reduzir os efeitos de futuros eventos extremos. Os dados produzidos permitem identificar áreas com maior potencial de regeneração natural, definir técnicas de restauração mais adequadas para cada ambiente, reduzindo custos de recuperação, e fortalecer a resiliência climática da região. “Nós temos que criar resiliência climática através da adequação ambiental das propriedades rurais, o que significa atuarmos nas áreas produtivas e nas áreas de preservação permanente, entendendo que cada uma tem a sua função na paisagem”, destaca Ana Paula.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, os projetos seguem em fase de monitoramento e análise dos dados coletados. Nos próximos anos, o Neprade pretende ampliar as ações de extensão junto às comunidades locais, implantar novas áreas de restauração produtiva com sistemas agroflorestais, recuperar matas ciliares degradadas e concluir o plano de recuperação para a Quarta Colônia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A expectativa é que os resultados sirvam de referência para outras regiões do Rio Grande do Sul afetadas por eventos climáticos extremos. “O legado que esses trabalhos deixam é um legado de alerta, mas também de esperança, que nós temos como melhorar, nós não precisamos ficar de braços cruzados”, conclui a pesquisadora.</span></p>
<p> </p>
<h3><b>Laboratórios monitoram contaminação ambiental após enchentes no Rio Grande do Sul</b></h3>
<p> </p>
[caption id="attachment_73189" align="alignnone" width="730"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/departamento-de-quimica.jpeg"><img class="size-large wp-image-73189" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/06/departamento-de-quimica-730x1024.jpeg" alt="Foto colorida na vertical. Em um laboratório, uma pessoa vestindo jaleco branco e luvas azuis segura um tubo de ensaio contendo uma amostra líquida amarelada. Sobre a bancada, aparecem outros recipientes utilizados em análises químicas, incluindo frascos de vidro e tubos de coleta organizados em um suporte laranja. Ao fundo, há equipamentos laboratoriais usados em procedimentos de pesquisa. A imagem registra uma etapa de análise de amostras de água e solo realizadas por pesquisadores da UFSM para investigar possíveis contaminações ambientais após as enchentes no Rio Grande do Sul. " width="730" height="1024" /></a> Estudantes do departamento de Química analisam amostras para monitorar possíveis contaminantes ambientais. (Foto: Osmar Prestes)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">As enchentes também levantaram preocupações sobre possíveis impactos ambientais causados pela dispersão de resíduos, produtos químicos e outras substâncias transportadas pela água. Para investigar esses efeitos, pesquisadores do Departamento de Química da UFSM aprovaram o projeto “Estabelecer um programa de monitoramento de contaminantes em água e solo nos ambientes afetados pelas enchentes que ocorreram no estado do Rio Grande do Sul”, financiado e desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa conta com a participação do </span><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/larp"><span style="font-weight: 400">Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (LARP)</span></a><span style="font-weight: 400"> e do </span><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/laqia"><span style="font-weight: 400">Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais (LAQIA)</span></a><span style="font-weight: 400">. O projeto é coordenado pelo professor Osmar Damian Prestes e conta com a participação de oito pesquisadores e diversos alunos vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Química da UFSM. De acordo com o coordenador, surgiu uma necessidade de monitorar possíveis contaminações ambientais após a enchente. “Agora com a questão da enchente, o Ibama precisava de laboratórios aqui do Estado para realizar essas análises e fizeram contato conosco”, explica Osmar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Desde 2024, amostras de água e solo coletadas em diferentes regiões atingidas são analisadas na UFSM. Os pesquisadores investigam a presença de contaminantes químicos, como herbicidas, inseticidas, fungicidas e outros compostos utilizados na agricultura, além de elementos inorgânicos potencialmente associados à contaminação ambiental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os resultados ainda não foram divulgados, pois seguem em fase de análise e interpretação pelo Ibama. Apesar disso, o projeto já contribui para a compreensão dos impactos ambientais do desastre ao produzir informações que poderão subsidiar futuras ações de monitoramento e gestão de riscos. “Uma das principais contribuições vai ser a geração de informação qualificada, a partir dos dados analíticos das regiões onde essas amostras estão sendo coletadas”, afirma Prestes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O conhecimento gerado pela pesquisa poderá auxiliar órgãos ambientais a identificar áreas mais vulneráveis e planejar ações para reduzir os impactos de futuros eventos extremos. Os dados também servirão para monitorar a qualidade ambiental das regiões afetadas ao longo do tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, o projeto está na fase final de execução e os resultados devem ser divulgados no próximo semestre. Como próximo passo, os laboratórios e o Ibama discutem a renovação da parceria para novas pesquisas na área de toxicologia ambiental, ampliando o monitoramento dos impactos ambientais no RS e em outras regiões do país.</span></p>
<h3><strong>Série especial sobre El Niño</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Dois anos após o evento extremo, parte das respostas para compreender o que aconteceu e o que ainda pode acontecer, está sendo construída nos laboratórios, grupos de pesquisa e projetos de extensão da UFSM. As iniciativas apresentadas nesta reportagem mostram como diferentes áreas do conhecimento se mobilizaram para investigar os impactos do desastre, produzir dados inéditos e transformar experiências vividas durante a crise em conhecimento científico e memória. Em comum, os projetos reforçam o papel da universidade na geração de informações que ajudam a compreender as transformações ambientais em curso no Rio Grande do Sul.</span></p>
<p>Confira mais informações nas reportagens anteriores da série produzida pela Agência de Notícias:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><a href="https://ufsm.br/r-1-72801"><i><span style="font-weight: 400">El Niño volta ao radar no RS: especialistas da UFSM explicam o que esperar nos próximos meses</span></i></a><i><span style="font-weight: 400"> </span></i></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><a href="https://ufsm.br/r-1-72925"><i><span style="font-weight: 400">Dois anos após as enchentes históricas no RS, como o campo gaúcho está se adaptando às mudanças climáticas </span></i></a></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><a href="https://ufsm.br/r-1-73043"><i><span style="font-weight: 400">Quais são os desafios das cidades frente ao El Niño? </span></i></a></li>
</ul>
<p><i><span style="font-weight: 400"><br />Texto: Giovanna Felkl, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Arte gráfica: Daniel Michelon De Carli<br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Fotos: Banco de imagens da Agência de Notícias UFSM e registros dos projetos <br /></span></i><i><span style="font-weight: 400">Edição: João Ricardo Gazzaneo</span></i></p>
<p> </p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>62 anos do Golpe: As Marcas da Ditadura na "Cidade Partida”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/31/golpe-santa-maria</link>
				<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 15:52:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura civil-militar]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura em santa maria]]></category>
		<category><![CDATA[golpe 64]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>

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						<description><![CDATA[O aniversário do golpe civil-militar de 1964 resgata memórias da repressão e analisa o impacto do regime militar em Santa Maria
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IMG_6607-1-1024x768.jpg" alt="Foto colorida horizontal da fachada do prédio da Antiga Reitoria. A imagem mostra o prédio a partir de uma vista de baixo para cima. No momento da foto, a céu está firme e azulado." />											<figcaption>Quinto andar do antigo prédio da Reitoria, no Centro de Santa Maria, abrigou Assessorias Especiais de Serviço de Informações (AES), que monitora estudantes e professores (Foto: Daniel Michelon De Carli)</figcaption>
										</figure>
		<p>No dia trinta e um de março, o golpe que instaurou a Ditadura Civil-Militar no Brasil completa 62 anos. Em Santa Maria, uma cidade marcada pelo trem e pela farda, a data é marcada como um registro nos livros de história e uma cicatriz que ainda vive na memória de quem viveu a repressão.</p><p>Nos anos 1960, o dia de um grupo de jovens normalmente terminava em um pátio na Rua Pinheiro Machado. Ali, nos fundos da casa de um advogado local, estudantes jogavam futebol. Entre os rostos suados e a disputa pela bola, estava um futuro capitão do Exército que, ocasionalmente, juntava-se à "pelada". Para o jovem estudante secundarista do Maneco, Dartagnan Luiz Agostini, aquele era apenas o irmão de um colega. Ele não sabia, mas anos depois, o mesmo homem que dividia o gramado com ele seria o rosto do terror em um dos porões mais sombrios do país.</p><h3><b>Um ciclo de rupturas</b></h3><p>O professor de história do Colégio Politécnico da UFSM, Leonardo Botega, explica que 1964 não foi um evento isolado. "Foi o fechamento de um ciclo de tentativas de tomadas de poder que vinha desde o suicídio de Getúlio Vargas em 1954 e as crises de 55, 56, 59 e 61", contextualiza.<br />Segundo Botega, o discurso oficial da época, alimentado por setores da imprensa empresarial e das elites rurais, vendia a ideia de uma "Revolução Democrática" para salvar o país de uma suposta "República Sindicalista" liderada por João Goulart. "O real motivo foi a oposição ferrenha às Reformas de Base. Era a lógica da manutenção dos interesses empresariais e latifundiários acima de tudo", destaca o professor.</p><h3><b>Santa Maria, a “Cidade Partida”</b></h3><p>Enquanto a ditadura iniciava no país, Santa Maria ganhava contornos de "Cidade Partida", termo utilizado pelo professor e historiador da UFSM, Diorge Konrad, para descrever a divisão entre a forte tradição trabalhista dos ferroviários e o massivo contingente militar da região.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">"Santa Maria já era o segundo maior contingente militar e tinha uma tradição trabalhista consolidada. A cidade se dividiu", explica Konrad. De acordo com o docente do Departamento de História e um dos coordenadores do <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/2026/03/30/grupo-calice-da-ufsm-discute-a-arte-como-resistencia-a-ditadura-civil-militar">Cálice</a> - Grupo de Estudos sobre a Ditadura Civil-Militar, a repressão no município foi imediata e estratégica. "Os ferroviários, que tentaram uma greve no primeiro dia de abril daquele ano, foram os primeiros alvos. <a style="text-decoration: none" href="https://memoriasdaditadura.org.br/personagens/onofre-ilha-dornelles/">Onofre Dornelles</a> foi preso, torturado no Regimento Mallet e morreu na Casa de Saúde em decorrência das sequelas. Foi o primeiro morto pela ditadura na cidade", revela.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Dentro da UFSM, Konrad aponta que, a partir de 1968, com o <a href="https://www.gov.br/memoriasreveladas/pt-br/centrais-de-conteudo/destaques/ai-5-nunca-mais#:~:text=Em%2013%20de%20dezembro%20de,aprofundando%20a%20repress%C3%A3o%20no%20Brasil.">AI-5</a>, a vigilância tornou-se cotidiana por meio das Assessorias Especiais de Serviço de Informações (AES), instaladas no quinto andar da reitoria. "Temos registros de mais de mil documentos do Serviço Nacional de Informações (SNI) vigiando estudantes e professores. A universidade era um laboratório da vigilância", pontua.</p><h3><b>“Boêmio, Carreteiro e Vanguarda”</b></h3><p>A luta pela resistência ocupava as mesas de bar da cidade. No livro “<i>Relatos de um militante</i>”, Dartagnan conta que, na Avenida Rio Branco, o Moby Dick, era o porto seguro da intelectualidade progressista da época. "Tínhamos poucos recursos, o consumo era mínimo, mas o proprietário, o Cláudio, nos oferecia um carreteiro gratuito a cada ano", conta Dartagnan. Esses encontros boêmios serviram de base para a criação do Grupo Vanguarda Cultural. Ali, entre intelectuais e estudantes, debatia-se a cultura como ferramenta fundamental para coesionar a sociedade brasileira contra o regime. Para Dartagnan e seus pares, fazer cultura era um ato político de formação da juventude para o fim da ditadura e a redemocratização do país.</p>		
													<img width="1024" height="828" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/mvimento-cultural-1024x828.jpeg" alt="Foto em tons de cinza. semelhante a um recorte de jornal, com dez homens, sendo oito sentados à mesa. Todos estão com camisas e têm cabelos curtos escuros ou claros. Alguns usam óculos. Os outros dois homens são o garçon e um home no balcão ao fundo." />													
		<h3><b>Do congresso clandestino para os porões do DOI-CODI</b></h3><p>Dartagnan viveu essa vigilância na pele. Em 1967, ele era um dos dois delegados escolhidos por Santa Maria para participar do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Belo Horizonte, um evento que ocorria no porão de uma igreja. "O movimento estudantil era aberto antes de 1964. Depois, foi cerceado. Em Santa Maria, éramos poucos, cerca de 3 mil universitários, mas uma vanguarda organizada", recorda.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A aventura clandestina terminou em prisão. Segundo Dartagnan, o cárcere se deu após um acordo de "salvaguarda" que não foi cumprido pela polícia estadual. Ele e outros estudantes, incluindo o futuro político e estudante de direito na época, Tarso Genro, foram capturados pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">"Ficamos dias incomunicáveis. Havia uma tortura psicológica forte: 'nós vamos te matar, sabemos quem é você', mas ainda não havia a agressão física sistemática. A repressão ainda não era 'científica’ ", conta.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A consciência da dor veio anos depois. Já formado em engenharia e trabalhando em uma obra da Petrobras na Serra do Mar, Dartagnan foi preso novamente em 1971. O destino foi o DOI-CODI, em São Paulo, o epicentro da Operação Bandeirante. Ali, o engenheiro reencontrou o "companheiro de futebol" de Santa Maria: o agora Major Carlos Brilhante Ustra, chefe do centro de tortura.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">"Ele me perguntou: 'sabe quem eu sou?'. Eu disse: 'claro, te conheço do bairro Pinheiro Machado'. Ele ficou meio chateado com a resposta", relata Dartagnan.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O engenheiro passou dois meses em São Paulo e outros dois no DOPS, em Porto Alegre. Ele descreve um método de desestruturação psíquica: "Eles te chamavam na cela, faziam um carnaval, davam choque e te mandavam embora. Duas horas depois, te buscavam de novo. Tu nunca sabia quando tinha terminado. O objetivo era não te deixar raciocinar".</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O jogo era pela sobrevivência. "Tu fica psicologicamente destroçado. Tem que ter muita força de vontade para não cair no desespero. Eu queria sobreviver, mas não queria contar nada que causasse a morte ou a prisão de mais ninguém. Era um jogo de medir o que falar", explica. </p>		
										<figure>
										<img width="683" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Dartgnan-em-1982-683x1024.jpeg" alt="Foto em tons de cinza vertical de um homem adulto com cabelo escuro e curto, com bigode. Ele usa uma camisa social de manga longa com bolso de cor clara." />											<figcaption>Engenheiro Dartagnan Agostini em 1982 (Foto: Arquivo pessoal)</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Atestado-do-DOPS-Santa-Maria-768x1024.jpeg" alt="Página de reprodução de documento do DOPS com texto datilografado em preto." />											<figcaption>Ficha do DOPS - Santa Maria do engenheiro em 1966/ Imagem: Arquivo pessoal</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>O dever da memória e a herança do silêncio</b></h3><p>A saída dos militares, descrita por eles como "lenta, gradual e segura", deixou heranças que os historiadores apontam como entraves para a democracia atual. Para Leonardo Botega, a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6683.htm">Lei de Anistia de 1979</a> garantiu a não punição de torturadores e moldou uma estrutura frágil. "A transição criou um grande problema: a lógica da não punição aliada à autonomia militar. Isso gera uma perspectiva social aberta aos negacionismos", alerta o professor.</p><p>Diorge Konrad reforça que o autoritarismo ainda molda a formação social brasileira. "O Brasil possui uma sociedade fortemente autoritária. Estruturas como a autonomia das polícias militares estaduais são heranças vivas desse período. Temos a polícia que mais mata e que mais morre, atuando em guerra permanente contra a sociedade civil", enfatiza.</p><p>Dartagnan Agostini, que após o exílio interno e a redemocratização decidiu cursar História, transformou sua vivência em objeto de estudo. Sua motivação? A plena consciência de que a luta de sua geração era por um Brasil que diminuísse a disparidade entre ricos e pobres, um projeto que, segundo ele, foi abortado pelo golpe.</p><p>Hoje, aos 83 anos, o engenheiro e historiador guarda as marcas psicológicas e a compreensão de que o silêncio é a ferramenta predileta do autoritarismo. A história de Dartagnan serve como um lembrete: a democracia não é um estado permanente, mas uma construção que exige, acima de tudo, o fim do esquecimento.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Texto: Isadora Bortolotto, estudante de Jornalismo e voluntária na Agência de Notícias</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Imagens: Reprodução do livro “Relatos de um militante”, de Dartagnan Agostini, e Arquivo Pessoal</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b>Foto</b>: Daniel Michelon De Carli, designer</p><p>Edição: Maurício Dias, jornalista</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pró-Reitoria de Extensão da UFSM colabora em projeto para tornar Santa Maria uma “Cidade Educadora”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2025/02/27/pro-reitoria-de-extensao-da-ufsm-colabora-em-projeto-para-tornar-santa-maria-uma-cidade-educadora</link>
				<pubDate>Thu, 27 Feb 2025 18:57:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Desenvolvimento Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Cidade Educadora]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?p=11211</guid>
						<description><![CDATA[Reunião para discutir o projeto foi realizada nesta quarta-feira. Iniciativa possui relação direta com ações de extensão da Universidade
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A </span><b>Pró-Reitoria de Extensão (PRE)</b><span style="font-weight: 400"> da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), esteve presente em reunião do </span><b>Grupo de Trabalho (GT) “Santa Maria por uma Cidade Educadora"</b><span style="font-weight: 400"> realizada nesta quarta-feira (26/02), na prefeitura de Santa Maria. O encontro teve como objetivo discutir o ingresso do município na </span><b>Associação Internacional de Cidades Educadoras (AICE).</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">A PRE foi representada por Giseli Duarte Bastos, Técnica em Assuntos Educacionais da </span><b>Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão (CAFE)</b><span style="font-weight: 400">. Além da UFSM, participam do GT a Universidade Franciscana (UFN) e o Instituto Federal Farroupilha (IFFar). O encontro também teve a presença de representantes da Secretaria Municipal de Educação e da 8ª Coordenadoria Regional de Educação, entre outras entidades ligadas à educação e gestão pública.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A AICE é uma instituição sem fins lucrativos que trabalha em colaboração com governos municipais para promover e estruturar as políticas de educação com um olhar territorial. Durante o encontro, o prefeito Rodrigo Décimo (PSDB) e a vice-prefeita Lúcia Madruga (PP) reiteraram o apoio da gestão à proposta e anunciaram que a iniciativa será vinculada oficialmente ao gabinete da vice-prefeita. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo Giseli, o GT está organizando os documentos necessários para permitir a adesão de Santa Maria à AICE e, concomitantemente, realizando o mapeamento das ações já existentes e de estratégias para consolidar o município como uma “Cidade Educadora”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“</span><b>A proposta é que a educação vá além da sala de aula e esteja presente nas praças, nos museus, no transporte público, nos serviços municipais e em todas as políticas da cidade</b><span style="font-weight: 400">. O GT atua para integrar diferentes setores e garantir que essa visão seja adotada de forma organizada e participativa”, explica a técnica em assuntos educacionais da UFSM.</span></p>
<h3><b>Relação com a extensão e próximos passos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Até o início de 2023, a AICE já contava com a adesão de 500 cidades em 35 países distribuídos por todos os continentes. Como uma instituição voltada à promoção da educação como eixo do desenvolvimento local e regional, a UFSM possui papel ativo na articulação do projeto, o que se relaciona com as características da Universidade em promover a troca de saberes com a comunidade e a escuta ativa de suas demandas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A técnica em assuntos educacionais destaca que a extensão universitária está diretamente ligada ao conceito de “Cidade Educadora”, por meio de ações colaborativas com a comunidade e do avanço na curricularização da extensão. “Com sua participação no GT, a UFSM reafirma seu compromisso com uma educação que vai além dos limites da Universidade, conectando extensão, ensino, pesquisa e inovação às necessidades concretas da cidade e de sua população”, acrescenta Giseli.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo Giseli, os próximos passos são a formalização oficial da adesão de Santa Maria à AICE – o que demandará formar um Comitê Gestor com representantes de diversas entidades locais e a elaboração de um Plano de Ação. Esse documento prevê a realização de formações para professores e gestores públicos, além da criação de espaços de participação para que a comunidade possa contribuir de forma ativa e colaborativa.</span></p>
[caption id="attachment_11213" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-11213 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2025/02/54353001885_289f7c30fc_h-1024x683.jpg" alt="Foto colorida de reunião na prefeitura de Santa Maria do GT Cidades Educadoras" width="1024" height="683" /> UFSM é uma das entidades que colabora com o projeto (Foto: Breno Surreaux /PMSM - 26/04/2025)[/caption]
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Micael dos Santos Olegário, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).</span></i></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Extensão e sociedade: projeto da UFSM promove cuidado com a infância em escolas de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2024/11/21/extensao-e-sociedade-projeto-da-ufsm-promove-cuidado-com-a-infancia-em-escolas-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Thu, 21 Nov 2024 18:05:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[DH]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM Solidária e Cidadã]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças e Adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Climática 2024]]></category>
		<category><![CDATA[escolas]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?p=10810</guid>
						<description><![CDATA[Desde o mês de maio, ação conecta a Universidade com as crianças
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Nos primeiros dias do mês de maio, o Estado do Rio Grande do Sul se viu diante de uma crise climática sem precedentes. De acordo com o Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA), 484 municípios foram afetados pelas fortes chuvas. Dentre eles, a cidade de Santa Maria, no coração do Estado, que contabilizou em torno de 130 deslizamentos de terra. </span></p>
[caption id="attachment_10813" align="aligncenter" width="955"]<img class="wp-image-10813" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2024/11/cechella-1.jpg" alt="" width="955" height="637" /> Deslizamento de terra no Morro do Cechella durante as enchentes[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Em razão disso, muitas famílias tiveram que sair de suas casas, se mudando temporariamente para abrigos. Essa situação impactou principalmente as crianças, que passaram a ter que lidar com mudanças na rotina estando em um ambiente desconhecido. Buscando diminuir o impacto desses acontecimentos na vida dos pequenos, nasceu o “Coletivo Fluir: territórios educativos intersetoriais de ações e políticas em defesa das crianças”, grupo formado por 72 pessoas, entre alunos e professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa é organizada de forma coletiva, na qual todos participantes têm voz ativa e ajudam na organização das atividades em prol de um mesmo objetivo: proteger crianças em situação de vulnerabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Conversamos com as professoras responsáveis pelo projeto, Taciana Segat, Aline Siqueira, Fabiane Romano e Graziela Escandiel , sobre o desenvolvimento das ações que vêm sendo realizadas desde maio. A professoras contam que a ideia surgiu com o intuito de auxiliar as crianças que estavam desabrigadas devido às enchentes. Elas mencionam que, junto de outras professoras e alunas, foram aos abrigos da Igreja Santa Catarina e da  Associação Beneficente Antonio Mendes Filho dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar e Corpo de Bombeiros Militar do RS (ABAMF), que estavam acolhendo muitas pessoas. Uma das preocupações iniciais das coordenadoras era propiciar um ambiente seguro para aquelas crianças, já que havia uma grande circulação de indivíduos naqueles locais. Com isso, eram feitos territórios (conjunto de atividades sobre determinado assunto) para que as crianças pudessem brincar e se distrair da realidade vivenciada por elas naquele momento.</span></p>
[caption id="attachment_10815" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-10815 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2024/11/oficina-profs-fluir-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> O coletivo é formado por 14 professores de diversas áreas, 13 grupos de pesquisa e 58 estudantes da Universidade[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Quando a situação das chuvas foi amenizada e as pessoas puderam deixar os abrigos, o projeto continuou. Agora, os territórios acontecem nas salas de aula de duas escolas municipais: EMEI Montanha Russa e EMEF Chácara das Flores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="wp-image-10816  alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2024/11/territorio-461x1024.jpg" alt="" width="213" height="473" />Nas salas de aula, são feitas atividades utilizando conteúdos estudados pelas crianças, principalmente relacionados à natureza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O Coletivo Fluir tem, em sua metodologia, o desenvolvimento de três territórios educativos intersetoriais, são eles:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Crianças, famílias, escola e comunidade local;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Formação da comunidade escolar;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Gestão educacional e políticas públicas;</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">Dessas, apenas a terceira ainda não foi posta em prática, o que será feito no próximo ano junto à ampliação no atendimento para cinco escolas de Santa Maria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As professoras destacam a importância dos projetos de extensão para conectar a Universidade com a comunidade geral: “Com o projeto, começamos a fazer algumas conexões e trazer para cá algumas pessoas que não nos acessam enquanto Universidade. Essas aproximações são super interessantes porque essa é a função da extensão, conectar a sociedade com a graduação e a pós-graduação.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para participar do projeto ou conhecer mais, é possível contatar participantes e coordenadoras na sala 3182 do Centro de Educação (CE), prédio 16.</span></p>
<hr />
<p><i><span style="font-weight: 400">Texto: Myreya Antunes, da Subdivisão de Divulgação e Editoração da PRE.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, Subdivisão de Divulgação e Editoração da PRE.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Imagens: Acervo do projeto</span></i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Agradecimentos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/memorial-kiss/2024/08/20/agradecimentos</link>
				<pubDate>Tue, 20 Aug 2024 20:57:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[agradecimentos]]></category>
		<category><![CDATA[boate kiss]]></category>
		<category><![CDATA[memorial]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[tour virtual]]></category>

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						<description><![CDATA[Agradecimentos: Ministério Público do Rio Grande do Sul Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul Associação do Ministério Público Rio Grande do Sul Dra. Lúcia Helena Callegari. Promotora de justiça MPRS. Dr. David Medina da Silva. Desembargador do TJRS e ex-promotor de justiça MPRS.   Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Fundação [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p style="text-align: justify"><b>Agradecimentos:</b></p>
<p style="text-align: justify">Ministério Público do Rio Grande do Sul</p>
<p style="text-align: justify">Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul</p>
<p style="text-align: justify">Associação do Ministério Público Rio Grande do Sul</p>
<p style="text-align: justify">Dra. Lúcia Helena Callegari. Promotora de justiça MPRS.</p>
<p style="text-align: justify">Dr. David Medina da Silva. Desembargador do TJRS e ex-promotor de justiça MPRS.  </p>
<p style="text-align: justify">Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)</p>
<p style="text-align: justify">Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS)</p>
<p style="text-align: justify">Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)</p>
<p style="text-align: justify">Associação de Familiares e Amigos da Tragédia de Santa Maria (AVTSM)</p>
<p style="text-align: justify">Queremos expressar o nosso especial agradecimento aos sobreviventes Francys e Luismar que compartilharam generosamente as suas recordações, emoções e dores e que confiaram na importância do nosso trabalho. Em seu nome, o nosso reconhecimento a todas as vítimas e sobreviventes da tragédia.</p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Grupo de pesquisa do LAGEOLAM realiza a primeira oficina no bairro Urlândia para a elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR - Santa Maria/RS)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/2024/05/27/grupo-de-pesquisa-do-lageolam-realiza-a-primeira-oficina-no-bairro-urlandia-para-a-elaboracao-do-plano-municipal-de-reducao-de-riscos-pmrr-santa-maria-rs</link>
				<pubDate>Mon, 27 May 2024 23:08:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Desastres]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
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		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
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						<description><![CDATA[No dia 15 de maio de 2024, a comunidade das Vilas Urlândia e Santos se uniram ao grupo de pesquisa do Laboratório de Geologia Ambiental da UFSM na primeira oficina para elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos do município.  Após o início das chuvas intensas no Estado do Rio Grande do Sul, no [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="825" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-14.04.18-1024x825.jpeg" alt="" />													
		<p>No dia 15 de maio de 2024, a comunidade das Vilas Urlândia e Santos se uniram ao grupo de pesquisa do <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam">Laboratório de Geologia Ambiental</a> da UFSM na primeira oficina para elaboração do <a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lageolam/2024/05/27/plano-municipal-de-reducao-de-riscos-pmrr-santa-maria-rs">Plano Municipal de Redução de Riscos</a> do município. </p><p>Após o início das chuvas intensas no Estado do Rio Grande do Sul, no dia 1 de maio de 2024, muitos moradores locais foram atingidos, tornando ainda mais clara a importância do projeto que está sendo realizado. Na região, foram verificados eventos de inundação, alagamento e erosões de margens fluviais, gerando grandes problemas para a comunidade, como perdas materiais e agravamento da situação de risco dos moradores.</p><p>Durante a execução do trabalho, a participação da comunidade enriqueceu as informações previamente levantadas pelos pesquisadores e apresentaram a sua visão acerca dos problemas observados, com a experiência de quem vive no local. </p><p>A oficina foi realizada na Escola Municipal de Ensino Fundamental São Carlos, na região norte do bairro Urlândia, onde os docentes do LAGEOLAM explicaram o significado do PMRR e sua importância e qual o objetivo da oficina com a comunidade. Foram também apresentados  conceitos como inundação, alagamentos e  erosões de margem. Os participantes se organizaram em grupos e com a ajuda dos docentes e bolsistas identificaram suas residências e caracterizaram os problemas que enfrentaram nas ruas, pátios e moradias, observando o local do bairro, e a altura que a água atingiu.  </p><p>Além de relatar a gravidade das ocorrências atuais, a comunidade também informou sobre os problemas que já haviam ocorrido no local, proporcionando uma cronologia dos eventos, que são recorrentes. </p><p> </p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-13.51.51-1.jpeg" alt="WhatsApp Image 2024-05-27 at 13.51.51 (1)" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-13.51.52-1.jpeg" alt="WhatsApp Image 2024-05-27 at 13.51.52 (1)" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-13.51.55-2.jpeg" alt="WhatsApp Image 2024-05-27 at 13.51.55 (2)" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-13.51.53-3.jpeg" alt="WhatsApp Image 2024-05-27 at 13.51.53 (3)" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-13.51.55.jpeg" alt="WhatsApp Image 2024-05-27 at 13.51.55" /></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/649/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-27-at-13.51.51-2.jpeg" alt="WhatsApp Image 2024-05-27 at 13.51.51 (2)" /></figure>			
		<p>Durante a atividade, a comunidade demonstrou notável conhecimento sobre onde vivem e os eventos que presenciam, entendendo de forma particular as dinâmicas fluviais que ali ocorrem. </p><p>A execução da oficina deu suporte para os trabalho de campo realizados logo após, nos dias 16 e 17 de maio, onde os pesquisadores percorreram as Vilas Urlândia e Santos, observando presencialmente os fatos relatados pela comunidade. Os mapas elaborados com o auxílio da população serviram de instrumento para os dias de campo, já que ali foram anotados os limites das inundações e alagamentos demarcados pelos moradores. </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A Boate: Percurso Virtual​</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/memorial-kiss/2024/04/15/a-boate-percurso-virtual</link>
				<pubDate>Mon, 15 Apr 2024 17:49:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[#tragédia]]></category>
		<category><![CDATA[27 de janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[boate kiss]]></category>
		<category><![CDATA[Kiss]]></category>
		<category><![CDATA[maquete virtual]]></category>
		<category><![CDATA[memorial]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[TOUR VURTUAL]]></category>

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						<description><![CDATA[Atenção! Os ícones em amarelo são avisos de gatilho que alertam sobre depoimentos com alto impacto emocional. O visitante escolhe interagir conforme sua sensibilidade. Para continuar clique no botão abaixo. Dismiss this alert. Percurso Virtual: Boate Kiss]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Atenção!
						Os ícones em amarelo são avisos de gatilho que alertam sobre depoimentos com alto impacto emocional. O visitante escolhe interagir conforme sua sensibilidade.
Para continuar clique no botão abaixo.
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													<img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/926/2024/04/360-degree_1623383-150x150.png" alt="" />													
			<a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/memorial-kiss/memorial-virtual-percurso-pela-boate-kiss">
									Percurso Virtual: Boate Kiss
					</a>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Missão​</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/memorial-kiss/2024/04/15/missao</link>
				<pubDate>Mon, 15 Apr 2024 17:45:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[#tragédia]]></category>
		<category><![CDATA[boate]]></category>
		<category><![CDATA[incêndio]]></category>
		<category><![CDATA[Kiss]]></category>
		<category><![CDATA[maquete interativa]]></category>
		<category><![CDATA[missão]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/projetos/extensao/memorial-kiss/?p=200</guid>
						<description><![CDATA[           Missão O memorial virtual tem como objetivo preservar a memória da tragédia de Santa Maria. Este site é uma plataforma de diálogo com a sociedade em torno da tragédia de Santa Maria. O Memorial  reúne, preserva e exibe o patrimônio imaterial de um local de sofrimento: a boate Kiss. Este [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.295;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt"><strong>           Missão</strong></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">O memorial virtual tem como objetivo preservar a memória da tragédia de Santa Maria. Este site é uma plataforma de diálogo com a sociedade em torno da tragédia de Santa Maria. O Memorial  reúne, preserva e exibe o patrimônio imaterial de um local de sofrimento: a boate Kiss. Este projeto não tem fins lucrativos. Oferece-se o recurso para sociedade de forma aberta, plural e gratuita. Com ele é possível  transcender as fronteiras físicas da cidade de Santa Maria para alcançar o espaço global. O memorial também tem como missão ser um centro especializado sobre memórias, testemunho e novas tecnologias digitais. </p><p style="padding-left: 40px"><strong>O Memorial </strong></p><p> Reúne em um único espaço a pluralidade de lembranças das vítimas e dos sobreviventes que estão dispersas entre as recordações das famílias, seus amigos e vizinhos. apresentando 1) o espaço físico onde ocorreu o incêndio – que não mais existe –; 2) as recordações dos sobreviventes a partir de seus depoimentos e testemunhos em forma escrita e oral; 3) dados sobre as irregularidades arquitetônicas da boate e 4) as fotos do espaço antes e após o incêndio e um vídeo do percurso pelo interior da casa noturna. Todos esses recursos estão disponibilizados no tour virtual.</p><p style="padding-left: 40px"><strong>História</strong></p><p> A maquete digital interativa da boate Kiss foi idealizada em 2021 a pedido do Ministério Público Fiscal de Rio Grande do Sul para ser utilizada como prova no contexto do júri realizado em dezembro de 2021 na cidade de Porto Alegre. Para tanto foi assinado um acordo técnico de cooperação entre a UFSM e o MP. Ao longo das audiências, o recurso foi utilizado para acompanhar os depoimentos das vítimas-sobreviventes. O cenário do crime fez seu ingresso na sala de audiências permitindo aos integrantes do júri popular conhecer o local. Em 2023 decidimos compartilhar a maquete interativa. Para tanto, adaptamos ela para que seu uso fosse compatível com uma variedade de dispositivos, desde computadores convencionais até experiências mais imersivas em realidade virtual a partir de um celular, como o Google Cardboard. Para tanto, o tour foi estruturado com fotografias panorâmicas 360°, semelhantes à experiência do Google Street View, proporcionando uma imersão completa nos diversos ambientes do local.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Progredir Santa Maria celebra conclusão de seis cursos e formação de mais de 80 concluintes em Cerimônia de Entrega de Certificados</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/incubadora-social/2023/12/13/progredir-santa-maria-celebra-conclusao-de-seis-cursos-e-formacao-de-mais-de-80-concluintes-em-cerimonia-de-entrega-de-certificados</link>
				<pubDate>Wed, 13 Dec 2023 13:55:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Cursos Gratuitos]]></category>
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		<category><![CDATA[Extensão Universitária]]></category>
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		<category><![CDATA[incubadora social]]></category>
		<category><![CDATA[progredir santa maria]]></category>
		<category><![CDATA[qualificação profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[Na última quarta-feira, 06/12, o auditório da Antiga Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi palco da Segunda Cerimônia de Entrega de Certificados dos Cursos Progredir Santa Maria de 2023. O evento marcou a formatura de mais de 62 concluintes dos cursos de Gestão de Negócios e Vendas (carga horária 50h), Básico de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><!-- wp:tadv/classic-paragraph --></p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/570/2023/12/IMG_0353-e1702500186173.jpg" alt="" width="1846" height="1280" /></p>
<p>Na última quarta-feira, 06/12, o auditório da Antiga Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi palco da Segunda Cerimônia de Entrega de Certificados dos Cursos Progredir Santa Maria de 2023. O evento marcou a formatura de mais de 62 concluintes dos cursos de Gestão de Negócios e Vendas (carga horária 50h), Básico de Recepcionista (20h) e Quero ser MEI - Microempreendedor Individual (30h), um acontecimento importante na trajetória do programa que visa capacitar e empoderar a comunidade local.</p>
<p>A solenidade foi enriquecida por discursos inspiradores, incluindo palavras do Professor Flavi Lisboa, Pró-Reitor de Extensão, representando o Magnífico Reitor da Universidade Federal de Santa Maria; Carmen Brum Rosa, Coordenadora de Empreendedorismo, representante da Proinova; João Chaves, Secretário de Desenvolvimento Social de Santa Maria; Professor Paulo Burmann, reitor da UFSM de 2014 a 2021; Rone Maria Rachele, Coordenadora Substituta de Desenvolvimento Regional e Cidadania; e Professor Lucas Veiga Ávila, Chefe da Incubadora Social.</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/570/2023/12/IMG_0355.jpg" alt="" width="1920" height="1280" /></p>
<p>A cerimônia foi um momento de celebração e de reconhecimento não apenas das conquistas individuais, mas também do espírito coletivo que moldou o sucesso do Progredir Santa Maria. Cada certificado entregue representou não apenas habilidades aprimoradas, mas histórias de perseverança, superação e transformação.</p>
<p>Em 2023, a Incubadora Social, por meio do Progredir Santa Maria, ofereceu mais de 180 vagas em cursos voltados para empreendedorismo, negócios e serviços de atendimento. Ao longo deste ano foram concluídos seis cursos com a formação de mais de 80 concluintes. Uma iniciativa que vai além da capacitação, buscando gerar oportunidades de emprego e renda para a comunidade. Os cursos foram oferecidos gratuitamente nos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) do município, promovendo acessibilidade e inclusão.</p>
<p>O Progredir Santa Maria é uma realização da Incubadora Social da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM, por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento Regional e Cidadania, e conta com o apoio fundamental da Secretaria de Desenvolvimento Social e do Banco de Alimentos. As vagas são direcionadas para pessoas inscritas no Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico) e/ou em situação de vulnerabilidade social.</p>
<p>A Universidade Federal de Santa Maria reafirma seu compromisso com a transformação social, capacitando indivíduos e fortalecendo comunidades por meio de iniciativas como o Progredir Santa Maria. A formatura dos cursos representa um passo significativo na construção de um futuro mais promissor para todos os envolvidos.</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/570/2023/12/IMG_0335-e1702500458421.jpg" alt="" width="1814" height="1280" /></p>
<p><!-- /wp:tadv/classic-paragraph --></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>45º CONCURSO FOTOGRÁFICO- Cidade de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/relacoes-internacionais/2023/03/30/45o-concurso-fotografico-cidade-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Thu, 30 Mar 2023 17:56:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Concurso fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/relacoes-internacionais/?p=1868</guid>
						<description><![CDATA[O tradicional Concurso Fotográfico Cidade de Santa Maria, promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e do Museu de Arte de Santa Maria (Masm), está com inscrições abertas a partir desta segunda-feira (13) até 28 de abril. Serão premiados os três primeiros colocados em cada categoria (amador e profissional) nas modalidades Cor e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>O tradicional Concurso Fotográfico Cidade de Santa Maria, promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e do Museu de Arte de Santa Maria (Masm), está com inscrições abertas a partir desta segunda-feira (13) até 28 de abril. Serão premiados os três primeiros colocados em cada categoria (amador e profissional) nas modalidades Cor e Preto &amp; Branco. E, também, haverá dois prêmios especiais na modalidade temática (uma colorida e outra preto &amp; branco), nas categorias profissional ou amador. A premiação para os vencedores de cada categoria é de R$ 2,5 mil.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As inscrições e mais informações podem ser obtidas de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 16h, no Museu de Arte de Santa Maria (Masm), localizado na Avenida Presidente Vargas, 1.400, Santa Maria RS. O telefone de contato é o (55) 3174-1560, opção 03, e o e-mail é o&nbsp;<a href="mailto:masmeditais@gmail.com" rel="noreferrer noopener" target="_blank">masmeditais@gmail.com</a>. Os trabalhos postados pelo correio deverão ter a data limite da postagem até 14 de abril de 2023 e serão considerados válidos se chegarem até o dia 05 de maio de 2023.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Edital no site do Museu (<a href="https://masmdigital.wixsite.com/masm" rel="noreferrer noopener" target="_blank">https://masmdigital.wixsite.com/masm</a>) e em anexo.</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>CRONOGRAMA</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>- Inscrições/envio: 13 de março de 2023 a 28 de abril de 2023;<br>- Seleções: 11 de maio de 2023 a 15 de maio de 2023;<br>- Divulgação dos resultados: 23 de maio de 2023 pelas redes sociais da Prefeitura Municipal de Santa Maria e do Museu de Arte de Santa Maria (Masm);<br>- Coquetel de abertura da exposição, sessão plenária de entrega da premiação e encerramento do mês de aniversário de Santa Maria, no Museu de Arte de Santa Maria, no dia 30 de maio de 2023, às 18h.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><img alt="📍" src="https://fonts.gstatic.com/s/e/notoemoji/15.0/1f4cd/32.png">&nbsp;MASM - Museu de Arte de Santa Maria.<br>Av. Presidente Vargas, 1400<br>Horário: 08h - 16h (segunda a sexta)<br>Contato: (55)3174-1560</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:file {"id":1869,"href":"https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/474/2023/03/183a53_06699a53554f49f9a838a715c4916647.pdf","displayPreview":true} -->
<div class="wp-block-file"><object class="wp-block-file__embed" data="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/474/2023/03/183a53_06699a53554f49f9a838a715c4916647.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="183a53_06699a53554f49f9a838a715c4916647"></object><a id="wp-block-file--media-3c394c3b-017f-4b5a-9894-5627845495d1" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/474/2023/03/183a53_06699a53554f49f9a838a715c4916647.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">183a53_06699a53554f49f9a838a715c4916647</a><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/474/2023/03/183a53_06699a53554f49f9a838a715c4916647.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-3c394c3b-017f-4b5a-9894-5627845495d1">Baixar</a></div>
<!-- /wp:file -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Jogo de STOP na Biblioteca Central trouxe diversão para os visitantes do Viva o Campus</title>
				<link>https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/biblioteca/2023/03/28/jogo-de-stop-na-biblioteca-central-trouxe-diversao-para-os-visitantes-do-viva-o-campus</link>
				<pubDate>Tue, 28 Mar 2023 21:27:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca Central]]></category>
		<category><![CDATA[Prograd]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[Viva o Campus]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/biblioteca/?p=2872</guid>
						<description><![CDATA[Os visitantes do Viva o Campus, no último domingo (26/03), viveram um momento de diversão e de descontração na Biblioteca Central da UFSM. Foi disponibilizado na ocasião para quem quisesse testar seus conhecimentos, ou simplesmente para quem quisesse brincar e descontrair, o clássico jogo de “STOP” (“Adedonha” ou “Adedanha).  Foi ofertado no evento folhas em [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Os visitantes do Viva o Campus, no último domingo (26/03), viveram um momento de diversão e de descontração na Biblioteca Central da UFSM. Foi disponibilizado na ocasião para quem quisesse testar seus conhecimentos, ou simplesmente para quem quisesse brincar e descontrair, o clássico jogo de “STOP” (“Adedonha” ou “Adedanha).  Foi ofertado no evento folhas em branco ou com colunas pré-definidas para os participantes poderem jogar, além da clássica disponibilização pela BC de água quente para o chimarrão. Cerca de 200 pessoas participaram do evento. Foi um momento de nostalgia para jovens e adultos e de diversão e de descobertas para as crianças. O evento também contou com sorteios de livros, ecobags, canecas e outros. Agradecemos a parceria da BSCT e BSCCNE que contribuíram com o evento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a boa repercussão da atividade, os bibliotecários da UFSM estudam possibilidades de repetir o evento.</span></p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-2874" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/362/2023/03/IMG-20230326-WA0019-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" />           <img class="alignnone size-medium wp-image-2873" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/362/2023/03/IMG-20230326-WA0011-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" />         <img class="alignnone wp-image-2875 size-medium" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/362/2023/03/IMG-20230328-WA0021-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Editais de concurso público abrem cinco vagas para docentes do Magistério Superior na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/egressos/2022/12/05/editais-de-concurso-publico-abrem-cinco-vagas-para-docentes-do-magisterio-superior-na-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 05 Dec 2022 13:51:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Egressos]]></category>
		<category><![CDATA[Palmeira das Missões]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[Vagas para docentes]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/egressos/?p=479</guid>
						<description><![CDATA[As inscrições seguem até o dia 03 de janeiro de 2023]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p> </p>
<p>A Universidade Federal de Santa Maria informa que até o dia 03 de janeiro de 2023 estarão abertas as inscrições de dois concursos públicos para professor da carreira de Magistério Superior.</p>
<p>O <strong><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/progep/editais/190-2022/" target="_blank" rel="noopener">Edital 190/2022</a></strong> disponibiliza duas vagas para <strong>Santa Maria</strong>, nas seguintes áreas:</p>
<p>– <strong>Ciências da Saúde/Medicina/Cirurgia/Cirurgia Proctológica</strong>;</p>
<p>– <strong>Comunicação/Relações Públicas e Propaganda (ênfase em Planejamento e Pesquisa de Mídia).</strong></p>
<p> </p>
<p>Já o <strong><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/progep/editais/191-2022/" target="_blank" rel="noopener">Edital N. 191/2022</a> </strong>oferece três vagas, para <strong>Santa Maria</strong> e <strong>Palmeira das Missões</strong>, nas seguintes áreas:</p>
<p>– <strong>Engenharia Civil/Estruturas/Construção Civil</strong>;</p>
<p>– <strong>Engenharia Elétrica/Controle de Processos Eletrônicos, retroalimentação</strong>;</p>
<p>– <strong>Enfermagem/Enfermagem Médico-cirúrgica</strong>.</p>
<p>As informações detalhadas sobre as áreas dos concursos, número de vagas, regime de trabalho, remuneração e exigências complementares encontram-se disponíveis nos respectivos editais.</p>
<p><em>Fonte: ufsm.br </em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>16 curiosidades sobre doação de sangue</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/16-curiosidades-sobre-doacao-de-sangue</link>
				<pubDate>Thu, 24 Nov 2022 17:34:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Doação]]></category>
		<category><![CDATA[doação anônima]]></category>
		<category><![CDATA[doação voluntária]]></category>
		<category><![CDATA[hemocentro]]></category>
		<category><![CDATA[Hemocentro SM]]></category>
		<category><![CDATA[sangue]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[sem riscos]]></category>
		<category><![CDATA[Semana da Doação de Sangue]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9546</guid>
						<description><![CDATA[A doação é voluntária, anônima, não-remunerada não oferece riscos à saúde do doador]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  No dia 25 de novembro, comemora-se o dia nacional do doador de sangue. A data tem o intuito de conscientizar a população sobre a importância da doação e também de homenagear aqueles que já são doadores. Ela foi instaurada em 2004 com iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para abordar a temática e tirar possíveis dúvidas, conversamos com profissionais especialistas no assunto que trabalham no Hemocentro Regional de Santa Maria.

<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/11/Prancheta_1-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" width="1024" height="668">
<h3>1 - É verdade que 1 bolsa de sangue pode salvar até 4 vidas?</h3>
<p id="docs-internal-guid-4a9f03c5-7fff-9143-6a5a-7f3442f74727" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Sim. Após a coleta, os componentes do sangue, chamados hemocomponentes, são separados por um processo de centrifugação. O processo de separação dos hemocomponentes divide o sangue em quatro partes: concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas, plasma fresco congelado e crioprecipitado. Cada um deles tem uma função específica junto ao organismo humano. Desse modo, uma única bolsa de sangue pode ser utilizada por até quatro pacientes, a depender das necessidades de cada um.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O sangue coletado passa por uma bateria de exames sorológicos e imunológicos antes de ser considerado apto para o uso. Esses exames são realizados com a amostra de sangue coletada antes da doação, e não com o sangue da bolsa. Os exames feitos após a coleta também permitem identificar o grupo sanguíneo (A; B; AB; ou O) e o fator Rh (positivo ou negativo).</p>

<h3>2 -&nbsp; O que é a janela imunológica e como ela interfere no processo de doação?</h3>
<p id="docs-internal-guid-b1cb1490-7fff-7bb5-4f7f-e66b0db517ee" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Quando o possível doador chega ao local de doação, o primeiro passo é o cadastro, para o qual é necessário documento oficial com foto. Posteriormente, ele será encaminhado para um processo de triagem hematológica, em que serão realizados exames rápidos e necessários para entender sua condição física: a pressão arterial é medida, o peso e a altura são verificados, e as taxas de hemoglobina são conferidas. Esse processo ajuda, por exemplo, a verificar se o possível doador não está com princípio de anemia, o que impede a doação.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Após essa etapa, ele é encaminhado para a triagem clínica, que consiste em uma entrevista com um especialista capacitado. A pessoa fornece informações acerca de hábitos e atitudes que podem impactar o processo de doação, como relações sexuais realizadas sem o uso de preservativos, o uso de medicamentos, a ingestão recente de bebidas alcoólicas, entre outras informações que irão designar se ele está apto ou não a ser um doador.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A enfermeira Liliane Simon, que atua junto ao hemocentro Regional de Santa Maria, enfatiza a importância da triagem clínica: “As perguntas são baseadas em protocolos nacionais. Ao final da entrevista, vamos colocar o doador na situação de apto ou inapto. Se ele for inapto, também vamos ter que definir, a partir das informações coletadas, quantos dias ele vai ficar em inaptidão, se é um dia, se é um mês, se é um ano ou se é uma inaptidão definitiva”, explica Liliane.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na entrevista, é indicado que o doador forneça todas as informações corretamente, sem omissões, em virtude da chamada janela imunológica. Trata-se do período em que infecções permanecem incubadas, e que podem ou não ser detectadas nos exames realizados com o sangue coletado.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Após o processo de triagem, se o doador for considerado apto a realizar a doação, ele irá&nbsp; para a coleta, que dura em torno de 15 minutos.</p>

<h3>3 - Por que existe o voto de autoexclusão depois da doação?</h3>
<p id="docs-internal-guid-2523600e-7fff-4db3-f75c-b91da2b4bafe" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Após o doador realizar o processo de coleta do sangue, ele é encaminhado para outro local, onde irá receber um lanche e poderá descansar antes de deixar o espaço de doação. Nesse momento, é fornecido ao doador um formulário em que ele será questionado acerca da veracidade das informações prestadas na entrevista, o chamado “voto de autoexclusão”. Esse voto não contém a identificação do nome do doador, apenas um código que corresponde à bolsa de sangue coletada.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Esse processo é importante para garantir a qualidade do sangue doado, uma vez que, como já mencionado, há a janela imunológica, em que algumas infecções podem estar em processo de incubação, e que, portanto, não são detectadas nos exames feitos com o sangue coletado. Caso o paciente assinale no formulário que mentiu na entrevista, o sangue é descartado.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Andressa Baccin dos Santos, assistente social responsável pela captação de doadores do Hemocentro Regional de Santa Maria,&nbsp; comenta sobre a importância dessa etapa: “No voto de autoexclusão, o doador vai dizer se a bolsa dele pode ser transmitida a outro paciente ou não, se ele falou a verdade na entrevista ou se omitiu informações. É o momento em que ele, numa reflexão interna, precisa ser sincero. Esse voto é colocado em uma urna e não é identificado com nomes em nenhum momento, é tudo com código do doador”, explica Andressa.</p>

<h3>4 - Qual é o custo do processo de doação?</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O processo de doação de sangue não é barato. Andressa pontua que o valor para a coleta de uma bolsa é de aproximadamente 750 reais. Já o processo de doação de plaquetas por aférese é ainda mais caro, com valores entre 1200 e 1500 reais por bolsa coletada.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O processo de coleta por aférese é diferente da doação convencional. Nele, o doador fica conectado a um equipamento automatizado, que irá coletar o sangue e separar seus componentes por meio de um processo de centrifugação. O componente do sangue que será coletado (hemácias ou plaquetas) é retido e os demais retornam ao indivíduo. Esse processo é repetido até que o número de componentes estipulado para a coleta seja atingido. Com esse processo, é possível coletar uma maior quantidade do componente do sangue desejado.</p>
<p dir="ltr"></p>
Esse tipo de coleta precisa obedecer a normas um pouco distintas daquelas estabelecidas para a doação convencional, por isso é importante <u><a href="https://www.hemocentro.fmrp.usp.br/canal-do-doador/doacao-por-aferese/" target="_blank" rel="noopener">consultar informações</a></u> sobre os requisitos para realizar a doação.
<h3>5 - Quais os requisitos para doar?</h3>
<ul id="docs-internal-guid-09037073-7fff-1e6a-b6b5-04681cb82591" style="margin-top: 0;margin-bottom: 0">
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Para ser um doador, a pessoa interessada precisa ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos podem doar apenas com o consentimento dos responsáveis e pessoas com idade acima de 60 anos só podem doar caso já tenham realizado alguma doação de sangue antes de completarem 60 anos;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">É preciso que a pessoa pese no mínimo 50 quilos;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">É necessário que a pessoa tenha tido no mínimo seis horas de sono nas últimas 24 horas;</p>
</li>
</ul>
<h3>6 - Quais os cuidados que o doador deve ter antes, durante e após o processo de doação?</h3>
<p id="docs-internal-guid-9708c370-7fff-4d2a-793b-98d86b2e2f7c" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O processo que antecede a doação do sangue envolve o cuidado com a alimentação, ao evitar alimentos gordurosos e prezar por uma boa hidratação. É indicado que o doador tenha uma boa noite de sono, além de cuidados essenciais como evitar a ingestão de bebidas alcoólicas e não fumar. Vale destacar que, quanto mais hidratado o doador estiver, mais fácil será a coleta.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Durante o processo, enquanto ainda está no local da doação, é importante que ele se alimente com o lanche disponibilizado e também permaneça no espaço por cerca de 15 minutos, a fim de confirmar se está em boas condições para deixar o ambiente. Durante o restante do dia, é indicado que o doador descanse, se alimente sem alimentos gordurosos, beba bastante água e não faça esforço físico.</p>

<h3>7 - Há restrições para pessoas LGBTQIAP+ serem doadoras?</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Por muitos anos, a comunidade LGBTQIAP+ sofreu estigmas a respeito da doação de sangue. Apenas em 2020, com a baixa nos estoques de sangue acarretada pela pandemia de Covid-19, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou ilegal a norma vigente, o que possibilitou que a comunidade LGBTQIAP+ possa doar sangue sem restrições causadas pela sexualidade ou pela identidade de gênero. Em 2021, foi aprovado no Senado um projeto de lei que proíbe a discriminação de doadores de sangue com base na orientação sexual, o<u> <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/148917" target="_blank" rel="noopener">PL 2.353/2021</a></u>. Anteriormente, homens que mantinham relações sexuais com outros homens e suas eventuais parceiras só poderiam doar passados 12 meses da última relação sexual.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O estigma acerca da doação de sangue por homossexuais remonta aos anos 1980, com os altos números de contaminação por HIV/AIDS, quando os homossexuais eram considerados “grupos de risco” para a doença. Com o passar dos anos, o entendimento acerca de “grupo de risco” foi substituído por “comportamento de risco”, pois o que irá influenciar uma possível contaminação é o comportamento do indivíduo e não seu pertencimento a um determinado grupo de indivíduos.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além disso, a contaminação pelo vírus da AIDS não está restrita à comunidade LGBTQIAP+. Também por isso que os exames prévios realizados com o sangue de todos os doadores são importantes, para detectar possíveis doenças, além da triagem clínica, que irá alertar para eventuais comportamentos de risco.</p>

<h3>8 - Qual o tempo indicado entre as doações?</h3>
Para homens, o tempo indicado é de dois meses, com um limite de quatro doações por ano. Já para as mulheres, o tempo indicado é de três meses, com um limite de três doações anuais. Essa diferenciação ocorre por conta da reposição de ferro no organismo. Para pessoas que menstruam, a reposição não é constante, devido à perda mensal de sangue ocasionada pela menstruação.
<h3>9 - O que impede a doação de sangue por um determinado período?</h3>
<p id="docs-internal-guid-73187ff7-7fff-a59e-06a6-85a829ad6a2f" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A doação de sangue é impedida temporariamente em casos de realização de determinadas cirurgias (veja abaixo); caso o doador esteja com febre; com sintomas de gripe, de resfriado ou de diarreia. Nesses casos, a doação é possível sete dias após o desaparecimento dos sintomas. Para o caso de amamentação, deve-se aguardar 12 meses após o parto e, caso o doador tenha ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas que antecedem a doação, também estará inapto temporariamente.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outros comportamentos ou fatores (como o uso de determinados medicamentos, por exemplo) que podem impedir a doação por um determinado período podem ser consultados junto a profissionais da saúde, que irão se inteirar das especificidades de cada caso. Essas dúvidas podem ser expostas e já respondidas no momento do agendamento para realizar a doação ou serem realizadas na etapa da triagem clínica, quando acontecerá a entrevista.</p>

<h3>10 - O que impede a doação de sangue para sempre?</h3>
<ul id="docs-internal-guid-1a5d087e-7fff-57fc-2e8d-d84fc67c27fe" style="margin-top: 0;margin-bottom: 0">
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Ter passado por um quadro de hepatite depois dos 11 anos de idade. Nos casos em que a doença ocorreu antes dessa idade, há grande probabilidade de ter sido hepatite do tipo A, que não deixa sequelas nem partículas virais no sangue e, portanto, não é um impedimento para a doação.&nbsp;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Ter desenvolvido malária do tipo Plasmodium Malariae. Caso a pessoa tenha desenvolvido algum dos outros tipos da doença, poderá doar depois de respeitado o tempo para recuperação;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Fazer uso de drogas ilícitas injetáveis como heroína e cocaína;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Ter evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmitidas pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS, doenças associadas aos vírus HTLV (causa doenças neurológicas graves e degenerativas e doenças hematológicas, como a leucemia) e Doença de Chagas;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Ter desenvolvido algum tipo de câncer durante a vida. Apenas dois tipos de tumores, após curados, permitem a doação de sangue - carcinoma basocelular de pele e carcinoma de cérvix de colo de útero;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Problemas de coagulação.</p>
</li>
</ul>
<h3>11 - Tatuagens e piercings impedem a doação?</h3>
<p id="docs-internal-guid-10d5461a-7fff-fe0c-90b3-93a474888590" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No geral, a resposta para esse questionamento é sim, mas há especificidades em cada caso. Tatuagens e piercings demandam uma espera de um ano para que a pessoa volte a ser apta a doar. No entanto, esse período pode ser reduzido para seis meses caso o ambiente em que a pessoa fez a tatuagem ou colocou o piercing tenha a certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Caso o piercing seja colocado em regiões mucosas (boca ou genitália), a doação de sangue só pode ser efetuada 12 meses após a retirada do objeto. Essa restrição se deve ao fato de esses locais oferecerem constantes condições de infecções, uma vez que estão mais expostos à contaminação.</p>

<h3>12 - O uso de medicamentos influencia na doação?</h3>
<p id="docs-internal-guid-f6e805d7-7fff-dc23-054b-2b26d2940bf3" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Sim, contudo, há particularidades que devem ser consideradas. Anti-hipertensivos não inviabilizam a doação, por exemplo, mas é preciso ter cuidado caso o doador tenha iniciado um tratamento recentemente, o que vai influenciar na oscilação da pressão arterial e, por esse motivo, é aconselhado que ele aguarde um período antes de doar. O período ideal será determinado por um profissional de saúde, após análise de cada caso.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além disso, em casos em que a pessoa utiliza mais de um medicamento, há possibilidade de esse uso causar a inaptidão do doador. “Há alguns medicamentos que sozinhos não inviabilizam, mas se misturar todos eles, vai impossibilitar. Então, os colegas na triagem vão verificar também se esses medicamentos não vão prejudicar tanto o receptor quanto o doador, por isso é interessante que o doador traga todos os medicamentos que toma para serem verificados por um profissional da saúde”, ressalta Andressa.</p>

<h3>13 - Fiz uma cirurgia, posso doar sangue?</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Algumas cirurgias impedem a doação em virtude da perda de sangue que o paciente sofreu, mas há outros pontos que precisam ser analisados, como a doença que originou a necessidade da cirurgia, já que ela pode ser um motivo que impede a doação de forma definitiva. Além disso, é importante considerar outros fatores, como o uso de medicamentos no pós-operatório.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Pontuada a necessidade de entender as especificidades de cada caso, segue abaixo algumas <u><a href="http://www.hemominas.mg.gov.br/doacao-e-atendimento-ambulatorial/doacao-de-sangue/condicoes-e-restricoes#cirurgias-e-procedimentos-medicos-incluindo-esteticos" target="_blank" rel="noopener">cirurgias realizadas frequentemente</a></u> e que têm diferentes períodos de espera para a aptidão à doação:</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>

<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0">
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Parto normal: apto após 12 semanas;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Parto cesariana: apto após seis meses;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Extração de cálculos renais: apto após três meses;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">DIU: não interfere no processo de doação;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Cirurgias de tireóide: apto após seis meses;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Cirurgias cardíacas: inaptidão definitiva;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Aplicação de toxina botulínica (botox): apto após 12 meses;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Extração dentária: apto após três dias.</p>
</li>
</ul>
<h3>14 - Tive Covid-19, posso doar?</h3>
<p id="docs-internal-guid-377a2616-7fff-9f29-e686-ae427c296255" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Sim! Atualmente, aconselha-se que a doação seja feita depois do período de dez dias após o término do período de isolamento. Anteriormente, era indicado que os doadores respeitassem um período de dez dias após o término dos sintomas, mas, devido ao aumento da cobertura vacinal e formas mais leves de desenvolvimento da doença, é possível que o doador não tenha sintomas, o que levou a mudanças na indicação de cuidados.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Andressa enfatiza algumas especificidades: “Se essa pessoa tem alguma comorbidade, se não foi um um processo tranquilo em relação à Covid-19, ela deve aguardar mais um tempo. Caso ela tenha passado por uma internação, vai ter que aguardar seis meses para vir doar”, explica.</p>

<h3>15 - Tomar vacinas influencia na doação de sangue?</h3>
<p id="docs-internal-guid-e9633202-7fff-57ee-97e3-b08890b49fa0" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Sim. Diferentes vacinas têm diferentes períodos de espera para realizar a doação. Na vacina da gripe, é de 48 horas. Já a vacina contra a febre amarela demanda uma espera de 30 dias.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No caso das vacinas contra a Covid-19, o tempo de espera também depende do laboratório fabricante da vacina. Para quem tomou Coronavac, o tempo de espera é de 48 horas após a aplicação, mas para aqueles que foram vacinados com AstraZeneca, Pfizer-BioNTech e Janssen, o tempo de espera é de sete dias.</p>

<h3>16 - Quais os benefícios de ser um doador?</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O ato de doar sangue, além de ajudar outras pessoas, também fornece alguns benefícios sociais para o doador. Esses variam de região para região, mas englobam meia-entrada em cinemas, shows, bares, além de isenção na taxa de pagamento de inscrições em concursos públicos.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
No Rio Grande do Sul, a <u><a href="https://www.al.rs.gov.br/filerepository/repLegis/arquivos/13.891.pdf" target="_blank" rel="noopener">Lei 13.891</a></u>, de janeiro de 2012, institui, para os doadores de sangue do estado, meia-entrada em eventos culturais, esportivos e de lazer realizados em locais públicos. Além disso, o inciso IV do artigo 473 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) também institui que o doador pode se ausentar do trabalho durante um dia para realizar a doação, mediante comprovação do ato. Essa ausência não acarreta em prejuízo salarial e pode ser feita uma vez por ano.
<h3>Para saber mais:</h3>
<i>Para quem posso doar?</i>
<table style="border-collapse: collapse;width: 100%;height: 312px">
<tbody>
<tr style="height: 24px">
<td style="width: 33.3333%;height: 24px"><strong>Tipo</strong></td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px"><strong>Doa para</strong></td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px"><strong>Recebe de</strong></td>
</tr>
<tr style="height: 48px">
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">O-</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">Todos os tipos sanguíneos</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">O-</td>
</tr>
<tr style="height: 48px">
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">O+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">Todos os tipos Fator Rh+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">O- e O+</td>
</tr>
<tr style="height: 48px">
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">A-</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">A-, A+, AB- e AB+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">O- e A-</td>
</tr>
<tr style="height: 24px">
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">A+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">A+ e AB+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">O-, O+, A- e A+</td>
</tr>
<tr style="height: 48px">
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">B-</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">B-, B+, AB- e AB+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">O- e B-</td>
</tr>
<tr style="height: 24px">
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">B+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">B+ e AB+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">O-, O+, B- e B+</td>
</tr>
<tr style="height: 24px">
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">AB-</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">AB- e AB+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">Todos os tipos Fator Rh-</td>
</tr>
<tr style="height: 24px">
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">AB+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">AB+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">Todos Rh+ e Rh-</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/11/Prancheta_2-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" width="1024" height="668">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Como faço para doar?</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As doações podem ser feitas no <u><a href="https://www.google.com.br/maps/place/Alameda+Santiago+do+Chile,+35+-+Nossa+Sra.+das+Dores,+Santa+Maria+-+RS,+97050-685/@-29.6927781,-53.7945939,17z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x9503cbd77a0657d3:0x7ba1527c3a34861!8m2!3d-29.6927781!4d-53.7945939" target="_blank" rel="noopener">Hemocentro Regional de Santa Maria</a></u>, localizado na Alameda Santiago do Chile, 35 - Nossa Senhora das Dores (próximo ao Fórum). O horário de funcionamento para a doação de sangue é das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira, e também no terceiro sábado do mês, das 8h às 12h.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O agendamento para realização das doações pode ser feito pelo <u><a href="https://www.rs.gov.br/carta-de-servicos/servicos?servico=1573" target="_blank" rel="noopener">site</a></u>, pelo telefone do hemocentro (55) 3221-5262, ou pelo WhatsApp (55) 98428-8274. Pessoas com interesse em doar também podem comparecer presencialmente ao Hemocentro, onde serão informadas acerca dos horários de funcionamento e encaminhadas para a realização do agendamento. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail <b><a href="mailto:recepcao-hemosm@saude.rs.gov.br">recepcao-hemosm@saude.rs.gov.br</a></b> e mais informações, como os níveis de estoque de sangue, estão disponíveis também no perfil do Instagram @hemosmrs.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Andressa destaca que, durante o agendamento, já são fornecidas informações aos doadores, para que o procedimento ocorra de forma segura e tranquila. “Ele precisa estar alimentado, se sentindo bem, ter uma preparação prévia para essa doação, não ingerir bebida alcoólica no dia anterior, dormir pelo menos seis horas antes. Essas orientações nós procuramos dar no momento do agendamento, por isso que ele é tão importante”, conta a assistente social.</p>

<h3>Ações em prol do dia 25 de novembro em Santa Maria:</h3>
<p id="docs-internal-guid-3a519d1e-7fff-afae-60dd-992954e49f5c" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em alusão ao dia nacional do doador de sangue, o Hemocentro de Santa Maria organizou, em parceria com o Lions Clube, um GreNal pela Vida, realizado do dia 16 de novembro ao dia 25. “É uma espécie de competição saudável entre os gremistas e os colorados, para ver qual das torcidas mobiliza mais doadores. Além dessa campanha, vamos realizar várias outras homenagens aos doadores”, conta Andressa.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A assistente social ainda relata que as homenagens aos doadores contarão com a participação da banda do Centro Social e Cultural Vicente Pallotti, o Tamborico, além da distribuição de alguns mimos. O Hemocentro, que teve uma queda de cerca de 20% nas doações durante a pandemia, busca agora uma maior conscientização acerca da importância da doação.</p>
												<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/11/Prancheta_3-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" width="1024" height="668">

<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Milene Eichelberger, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró e Noam Wurzel, acadêmicos de Desenho Industrial e bolsistas;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Alunos e Professores do Curso Técnico em Fruticultura se reúnem em mais um encontro presencial</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/tecnico/educacao-a-distancia/fruticultura/2022/11/09/alunos-e-professores-do-curso-tecnico-em-fruticultura-se-reunem-em-mais-um-encontro-presencial</link>
				<pubDate>Wed, 09 Nov 2022 13:26:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[curso técnico]]></category>
		<category><![CDATA[EaD]]></category>
		<category><![CDATA[Fruticultura]]></category>
		<category><![CDATA[Região central do RS]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/tecnico/educacao-a-distancia/fruticultura/?p=304</guid>
						<description><![CDATA[O curso é protagonista em atividades práticas nos empreendimentos de Fruticultura no sul do Brasil O curso Técnico em Fruticultura, modalidade a distância, do Colégio Politécnico da UFSM, realizou neste sábado, 05/11, no período da manhã, uma visita técnica na propriedade de Guilherme Zanini, proprietário da San Lucca Hortigranjeiros, localizada no distrito de São Valentim [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/582/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-05-at-19.41.57-1024x461.jpeg" alt="" width="1024" height="461"></p>

<!-- wp:paragraph -->
<p><p style="text-align: center"><em>O curso é protagonista em atividades práticas nos empreendimentos de Fruticultura no sul do Brasil</em></p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O curso Técnico em Fruticultura, modalidade a distância, do Colégio Politécnico da UFSM, realizou neste sábado, 05/11, no período da manhã, uma visita técnica na propriedade de Guilherme Zanini, proprietário da San Lucca Hortigranjeiros, localizada no distrito de São Valentim em Santa Maria, RS. A visita foi organizada pela disciplina de Irrigação e Fertirrigação de Plantas Frutíferas, ministrada pelo Prof. Diniz Fronza, e contou com a presença dos professores Gustavo Pinto da Silva e Rudinei de Marco. Na oportunidade foram observados diversos aspectos do sistema de produção, em especial, com foco na mistura de nutrientes solúveis e sistema de irrigação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A propriedade é produtora de tomates em sistema semi-hidropônico, com uma série de tecnologias que permitem que os estudantes tenham contato com a proposta de produção em maior escala com suplementação de água.&nbsp; A família diversifica o portfólio com a produção de mini melancia e laranjas, ambas com sistema de irrigação. A propriedade é destaque em função do manejo integrado de pragas e doenças, com uma série de ações voltadas para o manejo biológico.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><p>No âmbito do mercado, a propriedade comercializa a&nbsp; produção&nbsp; em um supermercado da família do agricultor, onde busca transferir para o consumidor a segurança na aquisição de alimentos nas melhores condições de produção. No retorno da viagem técnica, como estratégia didático-pedagógica diferenciada no curso, o Prof. Diniz mediou um debate com os estudantes no sentido de sistematizar os&nbsp; aspectos positivos e pontos a melhorar. Os momentos de aproximação entre a prática e a condução teórica, são necessários para promover processos de reflexão crítica e aumentar os contextos de&nbsp; aprendizagem entre os discentes.</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/582/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-05-at-19.41.59-1024x461.jpeg" alt="" width="1024" height="461"></p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><p>No período da tarde, os alunos se reuniram com os professores Ezequiel Redin e Roberson&nbsp; Macedo de Oliveira para discutir e iniciar a organização do 1º Polifruti, desenvolvido na disciplina de Vivências em Fruticultura I. Através do uso das metodologias ativas, estratégias de ensino que incentivam os estudantes a aprenderem de forma autônoma e participativa, por meio de problemas e situações reais, os alunos trouxeram problemas práticos dos empreendimentos de fruticultura no sul do Brasil para sistematização e construção de um evento que possa abordar questões centrais e necessárias ao campo da fruticultura.</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/582/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-05-at-17.04.36-1024x485.jpeg" alt="" width="1024" height="485"></p>
<p>Com essa metodologia de ensino, os estudantes definiram as principais temáticas do evento: a) canais e mercados; b) cooperativismo na fruticultura; c) irrigação; d) manejo de solo; e) coleta foliar e análises. O evento está em construção, com data&nbsp; prevista para o mês de janeiro de 2023, e possui a finalidade de fortalecer a formação em torno de uma visão sistêmica da fruticultura, por parte dos estudantes, e também os aspectos de comunicação dos alunos em relação ao conhecimento em fruticultura, com uma postura proativa de futuros técnicos em fruticultura.</p>
<p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/582/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-05-at-17.04.40-1024x484.jpeg" alt="" width="1024" height="484"></p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O curso Técnico em Fruticultura EAD se propõe criar um ambiente de inovação em torno da formação técnica a distância, proporcionando um formato híbrido, em que o aluno consiga estudar em diferentes regiões do país, mas também possa agregar conhecimento técnico prático em diferentes propriedades e também com a estrutura de ponta que o Colégio Politécnico da UFSM proporciona ao público.&nbsp;&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O curso está com inscrições abertas até 21/11. Para acessar o edital, <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/editais/046-2022/">clique aqui</a>! Para dúvidas, encaminhe e-mail para o Curso: <a href="mailto:ead.fruticultura@ufsm.br">ead.fruticultura@ufsm.br</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Série documental ‘O Que Tem Passado’ e UFSM: trajetórias compartilhadas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/serie-documental-o-que-tem-passado-e-ufsm-trajetorias-compartilhadas</link>
				<pubDate>Thu, 18 Aug 2022 14:52:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Agudo]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Mata]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[São Martinho]]></category>
		<category><![CDATA[série documental]]></category>
		<category><![CDATA[Silveira Martins]]></category>
		<category><![CDATA[tv ovo]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9463</guid>
						<description><![CDATA[Episódios apresentam passado da região central do Rio Grande do Sul e modo como patrimônios se modificaram ao longo do tempo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-c5e1d14a-7fff-03a6-e316-ba9d0783a2bd" dir="ltr">A <b><u><a href="https://tvovo.org/portal/">TV OVO</a></u></b> lança, na próxima semana, uma série documental intitulada ‘O Que Tem Passado'. O projeto busca abordar pontos turísticos, preservação de memória e patrimônio e destacar locais importantes para a comunidade em cinco municípios da região central do Rio Grande do Sul. Para a produção dos episódios foram visitadas as cidades de Mata, São Martinho da Serra, Silveira Martins, Agudo e Santa Maria.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A roteirista Neli Mombelli, que também auxiliou na produção, co-direção e edição dos episódios, conta que a ideia surgiu a partir da necessidade de falar do passado para entender o presente e a construção do futuro. “‘O Que Tem Passado’ fala não só do passado que ainda resta no presente, mas como os patrimônios e as histórias se modificam e se transformam ao longo do tempo”, explica.</p>		
												<img width="1024" height="722" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/TVOVO_Capa-1024x722.jpg" alt="Descrição da imagem: colagem horizontal e colorida de pessoas e elementos. No lado direito da imagem, em destaque, três pessoas em frente a um arco azul. Elas estão sobre um gramado. Na parte inferior direita, Ilustração de um dinossauro cinza atrás de um homem, de costas e roupas escuras, que segura uma câmera preta. No centro inferior esquerdo, câmera preta grande com elementos como microfone e flash acoplados. No visor da câmera, uma mulher em meio a uma rua. Acima da câmera, a logomarca da &quot;tv ovo&quot;, com a palavra &#039;tv&#039; em verde claro e &#039;ovo&#039; em azul. O fundo é composto pela imagem de seis pessoas em frente a uma bancada branca com objetos antigos, parede azul com quadros emoldurados. Há elementos de gravação, como câmeras, microfones e fones de ouvido." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-754e2cb3-7fff-371d-b831-6c06330b780f" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para guiar o espectador pelas diferentes cidades, a série conta com a participação de três personagens-pesquisadores: Manuela Fantinel, jornalista e cronista; Daniel Pereyron, arquiteto e urbanista; e João Heitor Macedo, historiador e arqueólogo. Com um desenvolvimento no estilo road movie (em que os personagens viajam para chegar aos diferentes destinos), os três pesquisadores, que trabalham em diferentes áreas, unem seus conhecimentos e constroem a narrativa de cada episódio, junto às relações que estabelecem ao longo do percurso com os patrimônios histórico-culturais e com os residentes de cada cidade.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Neli Mombelli revela que, desde o início, pretendia-se contar essas histórias a partir do olhar de um jornalista para o presente, de um historiador para o processo histórico da sociedade e de um arquiteto, uma vez que as edificações representam modos de vida. No caso dos patrimônios, edifícios revelam muito sobre quais sociedades habitaram a região retratada na série.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As cidades que foram escolhidas para serem representadas na série documental contemplam, geograficamente, a região central do Rio Grande do Sul. A proposta é trazer a diversidade cultural dos municípios selecionados fazendo com que cada local ganhe visibilidade em um aspecto diferente, como a imigração alemã e italiana, a presença dos povos indígenas e a escavação de fósseis.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outro ponto importante para a construção dos episódios foi&nbsp; a participação da comunidade. A série foi desenvolvida por meio de visitas aos locais escolhidos, em que foram ouvidos moradores, servidores de órgãos públicos e pesquisadores. O historiador João Heitor Macedo pontua que um dos cuidados está na construção de uma narrativa de fácil entendimento, para que o conteúdo seja acessível a todos: “Podemos sim levar a informação técnica e científica, mas tem que ser a linguagem de quem nos ouve, tem que ser a linguagem de quem nos conta; e isso vai aparecer na série”, ressalta.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Com a produção, também busca-se a valorização do patrimônio material e imaterial da região. Por meio do audiovisual, torna-se possível disseminar o conteúdo para um maior número de pessoas, a fim de fazer ele circular entre diferentes públicos de diversos locais. João Heitor destaca que a produção é uma síntese de várias narrativas em que a população é chamada a conhecer sua própria história. Dessa forma, a importância da preservação da memória ganha maior projeção e permite reflexões sobre como os diferentes patrimônios são tratados em cada município, a importância de cada local e a necessidade de fomentar o interesse público para o cuidado com a memória e a identidade.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além de todos os aspectos já elencados, outro elemento que se destaca em ‘O Que Tem Passado’ é que, de forma direta ou indireta, as cidades abordadas no documentário compartilham suas trajetórias com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) . Neli conta que a Universidade, apesar de não estar prevista nos episódios, aparece nas histórias contadas e na construção das cidades visitadas para a série documental. “Fomos nos dando conta da importância que a UFSM tem não só para Santa Maria, mas para toda a região central. Ela está presente em cada lugar, na vida individual e também coletiva”, lembra a roteirista. Abaixo, elencamos quatro espaços da Universidade que foram lembrados em diferentes episódios da série:</p>		
			<h3>CAPPA</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-809ac38d-7fff-ffcf-2a7b-6fd11eef9f77" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b><u><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccne/cappa/" target="_blank" rel="noopener">O Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia/Universidade Federal de Santa Maria (CAPPA/UFSM)</a> </u></b>foi criado com o objetivo de dar suporte à pesquisa paleontológica na Quarta Colônia, e abarca vários municípios da região. Dentre eles, a cidade de Agudo, destino dos personagens da série.</p><p><br />A criação da primeira unidade ocorreu em 2003, quando a Secretaria Executiva do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia (CONDESUS) elaborou o projeto “Parques Paleontológicos Integrados da Quarta Colônia” e deu início à construção do setor científico da unidade. A partir de 2010, o CAPPA passou a fazer parte da UFSM e, em 2013, passou a funcionar efetivamente como órgão suplementar do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE). A iniciativa tem como objetivo mapear novos sítios fossilíferos e monitorar os locais já conhecidos, além de coletar fósseis de vertebrados e plantas. Também proporciona a <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/busca/?q=&amp;tags=paleontologia&amp;sites%5B%5D=601" target="_blank" rel="noopener"><b><u>divulgação paleontológica/científica para a comunidade</u></b>.</a></p>		
												<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/20220709_100039-1024x768.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de cinco pessoas em uma roda. Elas estão em segundo plano, sobre um gramado verde. Na frente, em primeiro plano, uma estátua de dinossauro. O fundo tem um céu azul com muitas nuvens brancas." loading="lazy" />														
			<h3>Jardim Paleobotânico</h3>		
		<p>Outro local visitado pelos personagens da série documental é o Jardim Paleobotânico. Localizado em Mata, é um espaço ao ar livre para contemplação de fósseis vegetais. O Jardim ganha destaque pelo grande número de fósseis preservados e que podem ser observados ainda no solo, sendo considerado uma reserva protegida, a única do gênero no Brasil. Ele foi idealizado e criado no ano de 1980, a partir de uma parceria entre a UFSM e a Prefeitura Municipal de Mata, com o intuito de ser um campo de estudos, preservação e visitação. No ano de 2018, foi reconhecido como Patrimônio Histórico e Artístico do Estado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul (IPHAE), dada sua importância como registro para compreender a evolução histórica da sociedade no contexto sul-rio-grandense.</p>		
												<img width="1024" height="568" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/jardim-paleobotanico-1024x568.jpg" alt="Descrição" loading="lazy" />														
			<h3>Museu do Imigrante</h3>		
		<p>Desde março de 2021, o Museu do Imigrante de Silveira Martins passou a funcionar junto à UFSM Silveira Martins, nas dependências do prédio do antigo colégio Bom Conselho, edificação  tombada como patrimônio histórico. O museu tem por objetivo trabalhar para a preservação da memória dos imigrantes italianos da região. O acervo demonstra pontos importantes da vida de famílias que chegaram ao Rio Grande do Sul, como se estabeleceram na região e como aspectos culturais e identitários perpassam gerações. Por isso, fez parte da construção do episódio que conta sobre os patrimônios históricos, a imigração italiana, a gastronomia, além de resgatar lendas da cidade.</p>		
												<img width="1024" height="569" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/museu-do-imigrante2-1024x569.jpg" alt="" loading="lazy" />														
			<h3>Arco da UFSM</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-62ecc27b-7fff-13e6-9b13-fa11a94c017f" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Criada na década de 1960, a UFSM foi a primeira universidade no interior do país, o que representou um marco importante no processo de interiorização do ensino universitário público no Brasil. Na série documental ‘O Que Tem Passado’, foi contemplada de diferentes formas ao longo dos episódios, pelos olhos atentos de Manuela, Daniel e João Heitor.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No episódio protagonizado por Santa Maria, cada um dos atores escolheu um local que fosse a sua referência para contar a história do município. O lugar escolhido por João Heitor foi o Arco da UFSM, porque, segundo o historiador, muda e transforma a vida de todos aqueles que passam por ele. “Se eu tive o prazer de ser pesquisador das várias temáticas que são apresentadas na série é por tudo que eu vi, aprendi e vivenciei dentro da UFSM, e que ainda vivencio”, ressalta. Ele ainda destaca a Universidade como polo de conhecimento e catalisador de um processo de pesquisa, documentação e registro que contribui para o desenvolvimento da região. Por isso, a UFSM aparece como um capítulo importante na história narrada pela série documental.</p>		
												<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/20220710_131928-1-1024x768.jpg" alt="" loading="lazy" />														
			<h3>Fomento à cultura e à acessibilidade</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A série documental passou a ser produzida após o projeto ser selecionado  no edital da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (SEDAC), que recebe financiamento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC Patrimônio). Para João Heitor, os editais de fomento à cultura são fundamentais: “Quanto mais for investido no setor da cultura, da economia criativa, da produção audiovisual, da produção de conteúdo - seja através da arte, literatura, escrita, música, estaremos dando vazão a uma produção que é científica, mas que chega à comunidade”, evidencia. </p><p>Os episódios contam com recursos de acessibilidade, como tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras), audiodescrição e legendas descritivas. Dessa forma, a produção audiovisual busca promover o acesso ao público com deficiência auditiva ou visual, o que fomenta a inclusão social e a cidadania. A série documental estará disponível no canal do <u><a href="https://www.youtube.com/c/TVOVO" target="_blank" rel="noopener">YouTube</a></u>, no<a href="https://www.facebook.com/tvovosm" target="_blank" rel="noopener"> <u>Facebook</u> </a>e no<u> </u><a href="https://www.instagram.com/tvovosm/" target="_blank" rel="noopener"><u>Instagram</u> </a>da TV OVO a partir da próxima semana (veja o cronograma abaixo). Além da circulação da série nas redes sociais, os cinco episódios, de cerca de 15 minutos cada, serão exibidos em TV aberta,  no Canal 18.2 da TV Câmara.</p><p id="docs-internal-guid-2f424fb4-7fff-3dc2-4ad6-bf7f28884127" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Cronograma de lançamento :<br /><strong>24/08 (quarta-feira):</strong> Teaser<br /><strong>25/08 (quinta-feira):</strong> Episódio sobre Mata<br /><strong>28/08 (domingo):</strong> Episódio sobre São Martinho da Serra<br /><strong>30/08 (terça-feira)</strong>: Episódio sobre Silveira Martins<br /><strong>01/09 (quinta-feira):</strong> No Theatro Treze de Maio (presencial): exibição dos episódios sobre Agudo e Santa Maria<br /><strong>02/09 (sexta-feira):</strong> Episódio sobre Agudo<br /><strong>03/09 (sábado):</strong> Episódio sobre Santa Maria</p><p id="docs-internal-guid-2f424fb4-7fff-3dc2-4ad6-bf7f28884127" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p id="docs-internal-guid-2f424fb4-7fff-3dc2-4ad6-bf7f28884127" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p id="docs-internal-guid-2f424fb4-7fff-3dc2-4ad6-bf7f28884127" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ficha Técnica:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Personagens</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Manuela Fantinel - Jornalista</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">João Heitor Macedo - Arqueólogo e Historiador</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Daniel Pereyron - Arquiteto e Urbanista</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Direção</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Neli Mombelli e Marcos Borba</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Roteiro</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Neli Mombelli</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Pesquisa histórica</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Nathália Arantes</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Produção executiva</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Marcos Borba</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Produção</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Neli Mombelli</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Marcos Borba</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Montagem</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Neli Mombelli</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Marcos Borba</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Coordenação Geral</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Oficina de Vídeo - TV OVO</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Thais Immig e Milene Eichelberger, acadêmicas de Jornalismo e voluntárias;</em><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, Mariana Henriques e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O maior esqueleto de dinossauros do Rio Grande do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-maior-esqueleto-de-dinossauros-do-rio-grande-do-sul</link>
				<pubDate>Fri, 17 Jun 2022 13:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dinos na Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[dinos]]></category>
		<category><![CDATA[dinossauro no RS]]></category>
		<category><![CDATA[dinossauros]]></category>
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		<category><![CDATA[esqueleto de dinossauro]]></category>
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		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9333</guid>
						<description><![CDATA[Fóssil revela um carnívoro de grande porte que caçava nas paisagens de Santa Maria há 230 milhões de anos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Há cerca de 20 anos, a equipe do Laboratório de Estratigrafia e Paleobiologia (LEP) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizava uma escavação de rotina em um sítio paleontológico na área urbana de Santa Maria quando descobriu um fóssil peculiar.&nbsp;</p>
												<img width="1024" height="669" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/1capa_DinoRS-1024x669.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de um paleontólogo ajoelhado em um terreno arenoso. Ele tem pele parda, cabelos escuros, barba rala e escura; usa chapéu cinza e luvas brancas; veste camisa branco gelo por cima de camiseta cinza escuro, calça azul marinho e botas pretas; ele está ajoelhado e segura uma picareta cinza com cabo amarelo. O chão é arenoso em tom de laranja pastel, tem algumas pedras em marrom alaranjado. Abaixo do solo, ossos espalhados na terra marrom. Acima do terreno arenoso, vegetação baixa em verde musgo. Acima, o céu azul com nuvens." loading="lazy">

Dentes serrilhados e em formato de faca, juntamente com pernas musculosas e tamanho avantajado, faziam desse dinossauro, o “Saturnalião”, um animal temível. Do focinho até a ponta da cauda, ele devia medir cerca de quatro metros e meio de comprimento, fazendo dele o maior esqueleto de dinossauro já encontrado no Rio Grande do Sul. Apesar de não estar completo, comparações com animais de parentesco próximo nos permitem visualizar como seria o restante do esqueleto.
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										<img width="1024" height="456" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/especime_11330_escala_humana-1024x456.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e em preto de uma simulação de dinossauro do lado de um homem. A simulação está em ícones pretos. No centro do dinossauro, em branco, o nome &quot;UFSM 11330&quot;; imagens de ossos estão distribuídos no focinho, na mandíbula, no pescoço, nas pernas e no calcanhar. Ao lado, na direita da imagem, homem em pé, com altura maior que o dinossauro. Abaixo, linha com flechas dos dois lados, que vai da extremidade da boca até o fim da cauda do dinossauro, e o número &quot;4,5m&quot;. O fundo é claro com textura de papel amassado." loading="lazy"><figcaption>Espécime UFSM 11330, o "Saturnalião", e seu tamanho comparado com um humano de cerca de 1,8 m de altura. Os fósseis conhecidos podem ser visualizados na silhueta.</figcaption></figure>
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										<img width="1024" height="339" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/reconstrucao_em_vida_escala_1_metro-1024x339.jpg" alt="Descrição da imagem: simulação colorida de um dinossauro marrom com pele escamosa. Ele está de perfil, tem a cabeça baixa na altura das costas, curvado, anda sobre duas patas e tem duas patas menores na parte da frente do corpo. Tem cauda longa, que começa grossa e termina fina. O olho é laranja, tem dentes pontiagudos e língua vermelha. Abaixo da cauda, há uma linha preta e o número &quot;1m&quot;. O fundo é branco." loading="lazy">

<figcaption>Reconstrução do dinossauro em vida. A cauda tem um metro de comprimento.</figcaption></figure>
Porém, antes de conhecer melhor a história desse achado incrível, vamos entender por que os fósseis encontrados no Rio Grande do Sul são alguns dos mais importantes do mundo. Os dinossauros (grupo que inclui as formas não-avianas - extintas há 66 milhões de anos) e as aves constituem os fósseis mais amplamente reconhecidos pelo público geral Eles dominaram as paisagens da maior parte da <a style="text-align: justify" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/post466/">Era Mesozoica</a>, uma faixa do tempo geológico que se estende mais ou menos de 250 milhões de anos até 66 milhões de anos, e que é dividida em três períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo. Enquanto os dinossauros do Jurássico e Cretáceo, tais como Tyrannosaurus, Diplodocus ou Stegosaurus, já constam no imaginário popular, aqueles do Triássico ainda são pouco conhecidos, apesar de sua importância.
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										<img width="1024" height="222" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Tabela_do_Tempo_Geologico-1024x222.png" alt="Descrição da imagem: linha dos tempos geológicos horizontal e colorida. Da esquerda para a direita: retângulo cinza com o texto &quot;Pré-Cambriano&quot;, entre os números &quot;4,5 vi&quot; e &quot;540 ma&quot;; retângulo verde escuro com o texto &quot;Era Paleozoica&quot;, entre os números &quot;540 ma&quot; e &quot;252 ma&quot;; retângulo maior em azul claro com o texto &quot;Era Mesozoica&quot;, entre os números &quot;252 ma&quot; e &quot;66 ma&quot;. Acima do retângulo da Era Mesozoica, três retângulos menores: o primeiro, roxo, tem o texto &quot;Triássico&quot;, e está entre os números &quot;252 ma&quot; e &quot;200 ma&quot;; o segundo, em azul, tem o texto &quot;Jurássico&quot;, e está entre os números &quot;200 ma&quot; e &quot;145 ma&quot;. O terceiro, em verde vivo, tem o texto &quot;cretáceo&quot; e está entre os números &quot;145 ma&quot; e &quot;66 ma&quot;. O último retângulo, em amarelo, tem o texto &quot;Era Cenozoica&quot; e está entre o número &quot;66 ma&quot; e a palavra &quot;Presente&quot;. No retângulo do Triássico, há uma flecha vermelha e um ícone de dinossauro, em vermelho, e o número &quot;233 ma&quot;. O fundo é branco." loading="lazy">

<figcaption>Tabela do tempo geológico indicando a idade (em milhões de anos) aproximada do material estudado.</figcaption></figure>
O Período Triássico se estende de 250 milhões de anos até 200 milhões de anos e começou com a maior extinção em massa já registrada. Essa extinção eliminou a maior parte da fauna do então supercontinente Pangeia, uma massa de terra única que abarcava todos os continentes que nós conhecemos nos dias de hoje. Tal extinção aconteceu ao longo de vários milhões de anos e reduziu muito a diversidade dos animais dominantes da época, como os sinápsidos (grupo que inclui os mamíferos, seus ancestrais e parentes próximos), o que permitiu que os arcossauros (grupo formado por aves, crocodilos, seus ancestrais e parentes próximos) os substituíssem nos ecossistemas continentais. Porém, foi somente em meados do Triássico que os primeiros dinossauros começaram a aparecer.
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										<img width="1024" height="580" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/info_DinoRS-1024x580.jpg" alt="Descrição da imagem: mapa em imagem horizontal e em tons de vermelho vinho e verde escuro pastel. O mapa é da Pangéia. Lugares como Eurásia, América do Norte, América do Sul, África, Índia, Antártica e Austrália estão em um aglomerado só. Na localização da América do Sul, duas linhas pontilhadas estão ligadas a dois blocos de texto com listagem de tipos de dinossauros: Gnathovorax cabreirai; Staurikosaurus pricei; Saturnalia tupiniquim; Buriolestes schultzi; Bagualosaurus agudoensis; Nhandumirim waldsangae; Herrerasaurus ischigualastensis; Sanjuansaurus gordilloi; Chromogisaurus novasi; Eoraptor lunensis; e Panphagia protos. O fundo é na cor verde escuro em tom pastel." loading="lazy">

<figcaption>Ilustração do supercontinente Pangeia, indicando a posição aproximada dos continentes atuais. Círculos vermelhos indicam as posições aproximadas das localidades na Argentina (à esquerda) e no Brasil (à direita) com os mais antigos dinossauros conhecidos, com a lista de espécies para cada um dos países.</figcaption></figure>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Quando consideramos os registros inequívocos, ou seja, aqueles que temos “certeza” a partir da identificação dos esqueletos fósseis ou da datação das rochas, os mais antigos dinossauros são aqueles encontrados em rochas de cerca de 230 milhões de anos no Sul do Brasil e na Argentina. Existem registros de possíveis dinossauros que potencialmente seriam até mais antigos que esses, porém nem todos os autores concordam com a classificação desses materiais ou faltam estudos de datação dos sedimentos dos quais eles procedem para se ter certeza se seriam realmente mais antigos. No Brasil, tais fósseis são encontrados na Formação Santa Maria, que se estende de Leste a Oeste ao longo da depressão central do Rio Grande do Sul. <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/nem-todo-fossil-e-de-dinossauro/#:~:text=Isso%20significa%20que%20os%20dinossauros,os%20insetos)%20e%20de%20plantas.">Nem todos os fósseis achados nessas rochas são de dinossauros</a>, mas, mesmo assim, eles são relativamente raros e considerados de extrema importância para a paleontologia mundial no que diz respeito à origem dos dinossauros.</p>
É neste contexto que a equipe do LEP UFSM trabalhava no dia que encontraram um esqueleto incompleto em uma das ravinas avermelhadas do sítio “Cerro da Alemoa”, em Santa Maria. Os fósseis foram exumados em três datas diferentes, por conta do tamanho e da fragilidades dos elementos, e receberam o código UFSM 11330. Logo que foram escavados, os paleontólogos e estudantes sabiam que estavam diante de um animal relativamente grande e que se tratava de um dinossauro. Na época, apenas duas espécies brasileiras de dinossauros encontradas em rochas daquela idade (mais ou menos 230 milhões de anos) eram conhecidas: o Staurikosaurus pricei e o Saturnalia tupiniquim. Com as informações limitadas que tinham em mãos, a equipe considerou preliminarmente que o exemplar UFSM 11330 compartilhava mais semelhanças com Saturnalia; porém, o novo espécime apresentava o dobro do tamanho ou até mais, o que lhe conferiu o apelido de “Saturnalião”.
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										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Sitio-Cerro-da-Alemoa-1024x576.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida de uma elevação de terra do tipo arenosa, na cor marrom alaranjado. Há grama e vegetações rasteiras no solo e, ao fundo, árvores altas em verde escuro. No fundo, o céu azul." loading="lazy">

<figcaption>Fotografia do sítio Cerro da Alemoa, em que foi realizada a coleta do material estudado. </figcaption></figure>
Ao longo dos anos, outros pesquisadores e alunos iniciaram seus trabalhos de descrição do esqueleto fóssil do “Saturnalião”, mas nenhum trabalho seguiu adiante para publicação final em periódico científico. Foi somente em anos recentes que o “Saturnalião” viria a ser analisado novamente. Em 2017, eu já fazia parte do LEP e, durante uma visita à coleção de paleovertebrados no prédio da Antiga Reitoria, o curador e chefe do laboratório, professor Átila Da Rosa, me mostrou os elementos preservados daquele dinossauro e me ofereceu a oportunidade de trabalhar com o material. Essa pesquisa teve como resultado um <a href="https://doi.org/10.1080/14772019.2021.1873433">artigo científico publicado no início de 2021</a>, que viria a compor um dos quatro capítulos do meu Trabalho de Conclusão de Curso, que defendi no fim de 2019.
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										<img width="1024" height="580" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/fotografia_mauricio_por_janaina2-1024x580.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um homem de pele branca acrocado sobre solo arenoso de cor marrom alaranjado. Ele tem cabelos escuros; usa máscara preta e chapéu cinza; veste camiseta cinza escura e colete bege, calça preta e botas brancas. Olha para um objeto que está nas mãos. Ao fundo, arbustos e árvores em verde escuro, e o céu ao fundo, claro." loading="lazy">

<figcaption>Maurício Garcia em trabalho de campo em um sítio do Período Triássico no município de Agudo (RS). Fotografia por Janaína Dillmann.</figcaption></figure>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Nesse artigo, em co-autoria com os pesquisadores Rodrigo Müller, Flávio Pretto, Átila Da Rosa e Sérgio Dias da Silva, nós reavaliamos o material disponível que constitui o “Saturnalião” e discutimos suas implicações. Após preparação e triagem dos fósseis encontrados, constatamos que, além dos restos pertencentes a um dinossauro, elementos de um rincossauro, tipo de réptil abundante que conviveu com os primeiros dinossauros nas paisagens do Triássico, estavam ali misturados. O esqueleto do “Saturnalião” é composto por ossos da cabeça, coluna vertebral e pernas do animal, vários dos quais são muito importantes para identificar a qual grupo de dinossauros pertenceu aquele indivíduo.&nbsp;</p>
Para nossa surpresa, o “Saturnalião” estaria mais próximo do grupo Herrerasauridae, que contempla animais carnívoros de médio a grande porte, como o Staurikosaurus, do que aos Sauropodomorpha, como Saturnalia, grupo que inclui os grandes dinossauros saurópodes, que milhões de anos à frente viriam a se tornar os maiores vertebrados terrestres que já existiram.
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										<img width="1024" height="647" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/reconstrucao_em_vida_por_Caetano_Soares-1024x647.jpg" alt="Descrição da imagem: simulação artística, horizontal e colorida, de um dinossauro alongado, de perfil, com pele verde escuro e acinzentada em alguns pontos. Ele está em uma floresta em tons de verde." loading="lazy">

<figcaption>Representação paleoartística do espécime UFSM 11330, o "Saturnalião". Escultura e fotografia por Caetano Soares.</figcaption></figure>
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										<img width="1024" height="580" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Gnathovorax_e_Saturnalia_por_Matheus_Fernandes-1024x580.jpg" alt="Ilustração horizontal e em tons de cinza de dois dinossauros em movimento. Eles estão sobre água. O primeiro, na esquerda, é do tipo Gnathovorax, está em pé sobre duas patas, tem corpo alongado, cauda grossa e cabeça pequena, e tem penugem na parte do pescoço. O outro, na direita da imagem, é do tipo Saturnalião, é um dinossauro alongado, comprido e robusto, está em pé sobre duas patas e tem outras duas pendentes; tem cauda alongada e grossa e cabeça grande." loading="lazy">

<figcaption>Representação paleoartística de dois dos dinossauros encontrados no Triássico da região central do RS. À esquerda Saturnalia tupiniquim e à direita Gnathovorax cabreirai. Ilustração por Matheus Fernandes.</figcaption></figure>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Apesar dos novos dados obtidos, a falta de alguns elementos diagnósticos, como o osso da coxa (fêmur), impediu a atribuição do espécime UFSM 11330, o “Saturnalião”, a uma espécie nova ou a alguma já conhecida. No entanto, o “Saturnalião” é, até então, o maior registro de um esqueleto de dinossauro no Rio Grande do Sul e adiciona à diversidade de herrerassaurídeos, que antes contava apenas com o já citado Staurikosaurus (encontrado em Santa Maria) e Gnathovorax cabreirai (encontrado em São João do Polêsine). Além disso, o grande tamanho do “Saturnalião” nos permite reforçar a ideia de que dinossauros predadores de grande porte estavam presentes há 230 milhões de anos&nbsp; no Triássico do Sul do Brasil, e nos fornece uma visão mais completa da teia alimentar desta época.</p>
<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Texto:</strong> Maurício Garcia, bacharel em Ciências Biológicas pela UFSM e estudante de Mestrado em Biodiversidade Animal pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal - PPGBA/UFSM;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong>&nbsp;Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong>&nbsp;Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong>&nbsp;Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Oferta de emprego e remuneração salarial em Santa Maria acompanham o ciclo da crise política e econômica do país</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/emprego-remuneracao-salarial-sm-ciclo-crise-politica-economica</link>
				<pubDate>Thu, 06 Jan 2022 12:55:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8863</guid>
						<description><![CDATA[Estudo desenvolvido por grupo de pesquisa das Ciências Econômicas da UFSM mostra as mudanças no mercado de trabalho no município na última década]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-92e7e417-7fff-88a4-ea72-65129b128b57" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Redução do nível de produção e consumo, queda das taxas de lucro e aumento do desemprego: essas são características de uma crise econômica. Ao longo da história, já aconteceram muitos períodos de crise, como a <a style="text-decoration: none" href="https://brasilescola.uol.com.br/historiag/crise29.htm">Grande Depressão</a> de 1929 nos Estados Unidos ou a <a style="text-decoration: none" href="https://www.politize.com.br/crise-financeira-de-2008/">Crise Imobiliária</a> de 2008, que atingiu o mundo inteiro. Da mesma maneira que apresenta fases de crescimento contínuo, o sistema de produção capitalista também tem momentos de recessão. A última década brasileira foi marcada por crises econômicas e políticas que impactaram o mercado de trabalho. Assim como no restante do país, a economia de Santa Maria também sentiu os efeitos desses momentos de instabilidade.  </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Arte_final-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de quatro pessoas de diferentes profissões. Na esquerda, um homem de pele branca e cabelo loiro; usa boné branco e jaqueta amarelo mostarda, nas mãos, luvas pretas; está com os braços cruzados. Ao lado, médica, de pele branca, cabelos castanho escuros e lisos, veste um jaleco branco e usa máscara cirúrgica azul, estetoscópio preto no pescoço e luvas azuis; segura uma carteira de trabalho nas mãos e está com os braços cruzados. Ao lado, mulher de pele branca, cabelos pretos, compridos e lisos; sorri; veste camisa de manga curta cinza; usa capacete de proteção de obras na cor branco e relógio cinza; está com os braços cruzados e segura nas mãos uma carteira de trabalho azul. Ao lado, na direita da imagem, homem de pele negra, cabelos, barba e bigodes escuros; veste terno preto sobre camisa lilás e gravata cinza; usa óculos branco; está com uma das mãos no bolso, e na outra, segura uma carteira de trabalho azul. Todas as pessoas não tem detalhes do rosto ilustrados. Atrás, fundo quariculado na cor azul pastel. Na parte superior, linha de gráfico em forma de zigue-zague que indica quedas e aumentos. No canto superior direito, uma carteira de trabalho vertical, em azul escuro, com detalhes em branco." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Um <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/533/2021/09/2021_DEID_Relatorio-1.pdf">relatório</a> feito por pesquisadores da UFSM traçou um panorama geral do mercado formal de trabalho no município de Santa Maria entre 2010 e 2019. O estudo tem ênfase sobre os empregos qualificados, aqueles que exigem mais capacitações profissionais e técnico-científicas, os quais incorporam trabalhadores com maior ganho de produtividade, assim como, melhor remuneração salarial. Além disso, traz informações importantes da última década e compreende dados sobre gênero, faixas salariais, idade e experiência. Os resultados podem ser utilizados como base para políticas públicas e setoriais voltadas para questões como a qualificação profissional ou promoção de igualdade de gênero. “O trabalho foi pensado para beneficiar a todos os cidadãos de Santa Maria e outros que se interessam pela temática do emprego”, comenta Lázaro Dias, mestre em Economia e Desenvolvimento pela UFSM e coautor da pesquisa.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">O estudo é fruto do esforço coletivo do grupo de pesquisa Dinâmica Industrial, Instituições e Desenvolvimento (DEID), vinculado ao <a style="text-decoration: none" href="https://www.gov.br/cnpq/pt-br">Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico</a> (CNPq). Estruturada em dois pilares principais, o levantamento traz estatísticas da produção e do emprego no município e propõe uma análise dos empregos formais. </p><p>A base do estudo foi a <a style="text-decoration: none" href="http://www.rais.gov.br/sitio/index.jsf">Relação Anual de Informações Sociais</a> (RAIS) do Ministério do Trabalho e Previdência. A RAIS é um registro administrativo nacional que apresenta informações e estatísticas sobre o mercado formal de trabalho. Possui uma cobertura de aproximadamente 97% do cenário de empregos no país. Entre seus objetivos estão subsidiar as políticas de formação de mão de obra e salarial. A pesquisa utiliza classificações como o porte das empresas de Santa Maria, estoque de empregos e características individuais dos empregados. São separadas três categorias de atividades com aspectos importantes para o crescimento e desenvolvimento econômico local: operacionais, nível técnico e área tecnológica.</p>		
												<img width="600" height="649" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Box2-649x600-1.png" alt="Boxinformativo quadrado e em tons de azul, dividido em três blocos de texto. O primeiro está ao lado do desenho de um homem de pele branca e cabelos curtos e loiros, que veste um boné branco e uma jaqueta amarela, e luvas pretas; está no lado esquerdo do box e com as mãos cruzadas. O texto, em preto, ocupa sete linhas: &quot;Empregos classificados como operacionais estão ligados a atividades industriais ou a trabalhos manuais e exigem maior esforço físico, como ferramenteiros, montadores de máquinas industriais e eletricistas-eletrônicos.&quot; Abaixo, homem de pele negra, cabelos, barba e bigode pretos; a parte superior da cabeça não tem cabelo; ele veste terno preto sobre camisa lilás e gravata cinza; uma mão está no bolso e a outra segura uma carteira de trabalho azul; está no lado direito do box, e o texto, do seu lado esquerdo, ocupa cinco linhas: &quot;O nível técnico são os empregos que exigem grau intermediário de complexidade das tarefas, tais como técnicos em programação, desenhistas técnicos e mecânicos de manutenção aeronáutica.&quot;. Abaixo, ao lado esquerdo do box e ao lado do terceiro bloco, mulher de pele branca, cabelos castanhos, lisos e compridos, veste camisa de manga curta cinza e usa capacete de proteção de construções na cor branco; está com os braços cruzados e segura uma carteira de trabalho azul; Ao lado, o texto ocupa seis linhas: &quot;Por fim, as ocupações da área tecnológica abrangem atividades de direção, ensino superior, tecnologia e inovação, como por exemplo professores e pesquisadores universitários, profissionais da biotecnologia, engenheiros diversos e farmacêuticos.&quot;. O fundo do texto é azul pastel e tem uma moldura quadriculada." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-788a6be8-7fff-e368-a9ce-fd814fc3cf26" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">O relatório mostrou que a quantidade de empregos formais em Santa Maria teve um crescimento de 22,5% entre os anos estudados, apesar de algumas oscilações nesse período. Os dados coletados são do período pré-pandêmico. A seguir, a Revista Arco apresenta outras informações sobre as mudanças na última década que estão disponíveis no estudo produzido pelo DEID. </p>		
												<img width="1024" height="271" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/infografico-1024x271.png" alt="Infográfico horizontal, em formato de linha do tempo e em tons de laranja, amarelo, azul e branco. Vai do ano 2000 até 2030, e tem destaques, em tamanho maior e em letra branca, para os anos de 2011, 2012, 2013, 2016, 2019 e 2030. O fundo da linha do tempo é laranja. De 2000 a 2014, há uma barra horizontal amarela que indica o boom das commodities. De 2010 a 2015, uma barra horizontal azul escura que indica o período de aumento de empregos. De 2015 a 2018, uma barra horizontal azul clara, que indica o período de recessão de empregos. 2011: Início da nova matriz econômica e início da queda na porcentagem de vagas para nível superior. 2012: Queda na porcentagem de vagas para pós-graduação e aumento de pessoas que integram faixa de remuneração de 1,5 a 2,00 salários mínimos. 2013: Aumento de pessoas que integram faixa de remuneração de 2,01 a 3,00 salários mínimos. 2016: Incertezas no campo político. 2019: Retomada de empregos no município. 2030: Período mínimo para recuperação da economia nos patamares de 2010. O fundo é branco." loading="lazy" />														
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:0pt" id="docs-internal-guid-f6260235-7fff-4a52-7d96-8344fc1d5772">Mais empregos formais no início da década&nbsp;</p></h3>		
		<p>Entre os anos de 2010 e 2014, houve um aumento de 19,5% no total de empregos formais no município, crescimento que vai ao encontro de uma tendência nacional. Entre as muitas razões que explicam esse progresso, uma delas é que entre 2000 e 2014 ocorreu o “boom das commodities”, um período de alta nos preços de grande parte das matérias primas no mundo - tais como alimentos, petróleo, metais e energia. O aumento na procura por commodities aconteceu graças à ascensão de países em desenvolvimento, como a <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/arco-entrevista-bruno-hendler-china/">China</a>. Esse ciclo trouxe benefícios, principalmente, para países da América do Sul e da África, grandes exportadores de matérias primas. </p>		
												<img width="600" height="649" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Box1-649x600-1.png" alt="Box quadrado e em tons de azul e preto. No centro superior, sobre uma barra horizontal azul clara, em preto e caixa alta, o título &quot;O que são commodities?&quot;. Abaixo, sobre um fundo azul claro e quadrado, em preto, dividido em onze linhas, o texto: &quot;Produtos de origem agropecuária ou de extração mineral, em estado bruto ou pequeno grau de industrialização. Sua produção acontece em larga escala e se destina ao comércio externo. Geralmente, o preço desses bens é determinado globalmente, o que deixa produtores sujeitos às flutuações internacionais de preços. As principais commodities do Brasil são o café, a soja, o trigo e o petróleo.&quot;. Uma linha horizontal em forma de infográfico, com indicações de queda e suba, está na parte inferior da imagem, logo abaixo do texto. O fundo é azul pastel com textura quadriculada." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-18ba520e-7fff-efe2-b15b-a0e7a366b558" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Nesse cenário, a economia brasileira, liderada pela venda de commodities, teve um  aumento significativo nas exportações. A receita gerada no período resultou em investimentos públicos em setores estratégicos e na expansão do setor de serviços, o que colaborou com um ciclo virtuoso de empregos. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Entretanto, a partir do ano de 2015, houve uma baixa no número de trabalhos formais em Santa Maria e no Brasil. O ciclo recessivo também aconteceu devido aos efeitos da <a style="text-decoration: none" href="https://sep.org.br/anais/2019/Sessoes-Ordinarias/Sessao3.Mesas21_30/Mesa29/293.pdf">Nova Matriz Econômica</a>, um plano criado em 2011 para minimizar a intervenção e participação do setor público na economia do país, que seria compensada pelo setor privado, tido como suficiente e capaz de promover investimentos que impulsionariam a economia. “A ideia seria aumentar a margem de lucro das indústrias para que o capital fosse reinvestido e gerasse renda e emprego. Infelizmente, o setor privado, apesar dos bônus - como subsídios e desonerações fiscais - não levou à frente os diversos projetos de investimentos na economia brasileira”, explica Valdinei das Chagas, mestrando em Economia e Desenvolvimento pela UFSM e coautor do relatório.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Os anos a partir de 2015, foram marcados por incertezas geradas no campo político do país. Fatores como o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e, em seguida, as medidas de cortes na economia, como a <a style="text-decoration: none" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc95.htm">Emenda do Teto de Gastos</a> e a <a style="text-decoration: none" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13467.htm">Reforma Trabalhista</a>, promulgadas no governo de Michel Temer, desestimularam contratações e investimentos e o mercado formal de trabalho encolheu. </p>		
												<img width="1024" height="617" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/grafico_2-1024x617.png" alt="Infográfico de barras verticais, em tons de azul. No centro superior, sobre uma barra horizontal azul clara, o título “Quantidade de empregos formais totais em Santa Maria - RS”, em caixa alta e azul escuro. Abaixo, o infográfico, em que a linha “y” indica a quantidade de empregos e a linha “x” os anos. Na linha “x”, os anos vão de 2010 a 2019. Cada ano tem uma certa quantidade de empregos: 2010 - 59.176 empregos; 2011 - 63.407 empregos; 2012 - 66.117 empregos; 2013 - 69.175 empregos; 2014 - 70.830 empregos; 2015 - 69.524 empregos; 2016 - 68.052 empregos; 2017 - 69.215 empregos; 2018 - 69.969 empregos; e 2019 - 72.481 empregos; Sobre as barras horizontais, há uma linha tracejada azul escuro. As barras são em tom azul claro e os números em azul escuro. Abaixo do infográfico, em azul claro, o texto: “Fonte: RAIS, 2021. Nota: A linha tracejada representa a média móvel de dois períodos”. O fundo é na cor azul pastel." loading="lazy" />														
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:0pt">Fuga de cérebros</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-0613c6d3-7fff-d5b7-9843-04fa5c6dcfd8" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Ao longo da década, o número de empregos em nível superior aumentou em Santa Maria. Em 2010, eram 10.689 empregados; em 2015, 13.602 trabalhadores; e em 2019, eram 14.733. Também há um crescimento no número de contratados com pós-graduação. Contudo, mesmo com o aumento no número de oferta de empregos, a porcentagem de vagas para nível superior caiu de 20% para 18%. Para pós-graduação, a queda foi de 5% para 1,6%. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>A falta de oportunidades de trabalho para profissionais com graduação, mestrado ou doutorado em Santa Maria, pode acarretar no fenômeno chamado <a style="text-decoration: none" href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51110626">fuga de cérebros</a>. “A cidade mantém-se como um polo de qualificação e especialização profissional, mas, assim que terminam os estudos, os indivíduos vão para outras localidades que eventualmente lhes oferecem melhores empregos e salários mais altos”, explica Lázaro Dias. </p>		
												<img width="1024" height="406" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/grafico_4-1024x406.png" alt="Gráfico de barras verticais, horizontal e nas cores vermelha, amarela, azul forte, azul fraco e azul pastel. Os números e títulos são da cor preta. A legenda e detalhes de linhas e colunas do gráfico são da cor cinza. Na parte superior central, em caixa alta, o título “Escolaridade dos empregos formais em Santa Maria - RS”. Abaixo, na esquerda do gráfico, a legenda, em caixa alta: “Distribuição da escolaridade dos emprego formais - %”. Ao lado da cor vermelha, a legenda “Analfabetismo”; cor amarela, “Básica”; cor azul escuro, “Médio”; cor azul claro, “Superior”; e cor azul pastel, “Pós”. Abaixo, o gráfico. No eixo “y”, os números de 0 a 100, que aumentam de dez em dez. No eixo “x”, os anos, de 2010 a 2019. Cada um dos anos tem cinco barras verticais, nas cores vermelho, amarelo, azul forte, azul claro e azul pastel. As barras mais baixas, de todos, são a da cor vermelha e da cor azul pastel. As barras mais altas são as azuis fortes, seguidas das amarelas e azul fracas em equilíbrio. No ano de 2010: barra vermelha, 0,2; barra amarela, 21,1; barra azul forte, 53,5; barra azul claro, 20,3; e barra azul pastel, 4,9. No ano de 2011: barra vermelha, 0,1; barra amarela, 21,6; barra azul forte, 52,8; barra azul claro, 20,5; e barra azul pastel, 5,0. No ano de 2012: barra vermelha, 0,1; barra amarela, 22,4; barra azul forte, 53,1; barra azul claro, 19,7; e barra azul pastel, 4,7. No ano de 2013: barra vermelha, 0,1; barra amarela, 23,3; barra azul forte, 53,1; barra azul claro, 19,1; e barra azul pastel, 4,3. No ano de 2014: barra vermelha, 0,1; barra amarela, 24,7; barra azul forte, 52,2; barra azul claro, 19,1; e barra azul pastel, 3,8. No ano de 2015: barra vermelha, 0,2; barra amarela, 26,2; barra azul forte, 52,0; barra azul claro, 18,7; e barra azul pastel, 2,9. No ano de 2016: barra vermelha, 0,2; barra amarela, 27,8; barra azul forte, 51,3; barra azul claro, 13,3; e barra azul pastel, 2,5. No ano de 2017: barra vermelha, 0,2; barra amarela, 28,7; barra azul forte, 50,8; barra azul claro, 18,1; e barra azul pastel, 2,2. No ano de 2018: barra vermelha, 0,2; barra amarela, 30,5; barra azul forte, 49,7; barra azul claro, 17,8; e barra azul pastel, 1,8. E no ano de 2019: barra vermelha, 0,2; barra amarela, 31,2; barra azul forte, 48,8; barra azul claro, 18,1; e barra azul pastel, 1,6. O fundo do gráfico é branco." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-6f47e473-7fff-3c96-1386-6afa747640f4" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">O estudo não abrange a explicação para o fenômeno complexo, mas deixa indícios que podem ser investigados por pesquisas futuras sobre o assunto. “Esse é um aspecto negativo, e precisaria ser melhor investigado pela equipe de pesquisa em estudos futuros, para entendermos se e como ocorre”, complementa Lázaro. </p>		
			<h3>Mudanças no perfil da remuneração média dos empregos</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-e66ff7a2-7fff-cde8-c43f-80cf488b4dde" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">No decorrer do período analisado, também houve aumento na participação relativa dos empregados remunerados entre 1,5 e 2,0 salários mínimos, que passaram de 18,8% em 2010 para 26,6% em 2019. Na faixa seguinte, 2,01 a 3,00 salários mínimos, também há acréscimo. Em 2010 eram 14,8% e em 2019, 17,4%. Andressa Neis, Mestre em Economia e Desenvolvimento pela UFSM e coautora da pesquisa, esclarece que esse é um processo significativo e muito importante. “Os trabalhadores dessas faixas comprometem parte relevante da sua renda com consumo - alimentação, moradia, saúde e educação - e os impostos, quando bem aplicados, são revertidos em políticas públicas de saúde, educação e segurança pública”.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">A elevação nas faixas salariais pode ter relação com mudanças estruturais, já que parte dos empregos operacionais de nível escolar básico foram gradualmente diminuídos ao longo da década. O contexto mostrou que houve aumento na escolaridade da força de trabalho, de nível médio e superior. Andressa afirma que o fenômeno vai ao encontro da <a style="text-decoration: none" href="https://www.scielo.br/j/inter/a/srrRFK6rcbj7gwW6GMyVNHK/?lang=pt">Teoria do Capital Humano</a>, que propõe que a educação torna as pessoas mais produtivas, tende a valorizar os seus salários e pode influenciar o progresso econômico.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Nos dois extremos da tabela, isto é, as faixas salariais de até 0,5 salários mínimos e mais de 20 salários, o índice percentual continuou praticamente o mesmo, 0,7% e 1,0%, respectivamente.</p>		
												<img width="1024" height="702" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Tabela-1024x702.png" alt="Tabela horizontal e em tons de azul claro, com texto em preto. No centro superior, sobre barra horizontal azul clara, em caixa alta e em azul escuro, o título “Faixa de remuneração média dos empregados formais em Santa Maria - RS”. Abaixo, a tabela, que tem 11 colunas e 13 linhas. Na linha superior, as colunas são as seguintes: Faixa [do salário mínimo], 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018 e 2019. E as linhas: Faixa; até 0,50; 0,51 a 1,00; 1,01 a 1,50; 1,51 a 2,00; 2,01 a 3,00; 3,01 a 4,00; 4,01 a 5,00; 5,01 a 7,00; 7,01 a 10,00; 10,01 a 15,00; 15,01 a 20,00; e mais de 20,00. Os números das linhas são em porcentagem. Na linha “até 0,50”, o menor número é de 0,7%, e o maior, 0,9%. Na linha “0,51 a 1,00”, o menor número é de 4,8%, e o maior, 5,3%. Na linha “1,01 a 1,50”, o menor número é de 23,0%, e o maior, 34,1%. Na linha “1,51 a 2,00”, o menor número é de 18,8%, e o maior, 26,4%. Na linha “2,01 a 2,00”, o menor número é de 14,0%, e o maior, 18,0%. Na linha “3,01 a 4,00”, o menor número é de 7,1%, e o maior, 7,8%. Na linha “4,01 a 5,00”, o menor número é de 3,5%, e o maior, 4,2%. Na linha “5,01 a 7,00”, o menor número é de 4,8%, e o maior, 5,2%. Na linha “7,01 a 10,00”, o menor número é de 3,8%, e o maior, 4,8%. Na linha “10,01 a 15,00”, o menor número é de 3,3%, e o maior, 3,6%. Na linha “15,01 a 20,00”, o menor número é de 1,0%, e o maior, 1,6%. E na linha “mais de 20,00”, o menor número é de 0,8%, e o maior, 1,3%. A tabela tem fundo azul claro e uma moldura fina e preta. Abaixo da tabela, no canto inferior direito, em preto, a legenda “Fonte: RAIS, 2021”. O fundo da tabela é na cor azul pastel." loading="lazy" />														
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:0pt">Previsões futuras não indicam melhora</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-41137594-7fff-a82e-ed8f-08c009a9f515" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">O estudo mostrou que Santa Maria tem sofrido impactos negativos na geração de postos de trabalho no período, isto é, o município acompanhou o ciclo de crescimento econômico da economia brasileira que, até meados de 2014, teve um significativo aumento no número de empregados e depois apresentou um recuo. Atualmente, a economia do município, bem como a economia brasileira, ainda sofre os efeitos de políticas macroeconômicas guiadas desde 2012. “Alguns colegas economistas já sinalizam que, até o ano de 2030, a economia brasileira não recupera totalmente ao patamar de 2010, devido a retrocessos, sobretudo sociais, além da forte desindustrialização e falências de empresas, em especial as micro e pequenas, que tiveram seu ciclo ainda mais afetados pela pandemia”, revela Valdinei.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Desde 2020, com a crise da pandemia de Covid-19, houve uma acelerada perda nas ocupações no Brasil. O Rio Grande do Sul, bem como Santa Maria, seguiu a tendência nacional. O DEID produziu um <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/533/2022/01/Relatorio-DEID-2020-1.pdf">estudo complementar</a> com informações sobre o emprego formal no contexto da pandemia.</p>		
												<img width="1024" height="617" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/grafico_3-1024x617.png" alt="Infográfico de linhas, horizontal, com escritos em preto e com o detalhe da linha em laranja. No centro superior, em caixa alta, o título “Evolução mensal de estoque - Santa Maria / RS, 2020”. No eixo “y” do infográfico, está a informação “Nº de pessoas”, que começa em 55.500 e termina em 60.500, com aumento de “500” a cada linha. No eixo “x”, o período de tempo, de janeiro/2020 a dezembro/2020. Abaixo de cada mês, o número de pessoas que corresponde ao mês. Na legenda, a linha laranja com um círculo indica o estoque. Em janeiro de 2020, a linha começa na faixa de 59.500. Em fevereiro, sobe um pouco, até a faixa de 60.000. A partir de março, começa a decair, até o mês de julho, em que para na faixa de 57.000. A partir de agosto, começa a crescer lentamente. Em dezembro, a linha está na faixa dos 58.500. No fundo do infográfico, linhas em cinza. O fundo é branco." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-ba4554f4-7fff-ec9f-2cac-f0b489791706" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Expediente</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Reportagem: Luís Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo e voluntário</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Design Gráfico: Luiz Figueiró e Cristielle Luise, acadêmicos de Desenho Industrial e bolsistas</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A Kiss antes do incêndio</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-kiss-antes-do-incendio</link>
				<pubDate>Mon, 06 Dec 2021 16:56:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[boate kiss]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[dispositivo interativo digital kiss]]></category>
		<category><![CDATA[julgamento kiss]]></category>
		<category><![CDATA[Realidade Virtual]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[tragédia da Kiss]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8788</guid>
						<description><![CDATA[Dispositivo interativo digital resultante da reconstrução 3D da boate foi coordenado por professora da UFSM e é utilizado como ferramenta no julgamento da tragédia
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/trigger-warning-150x150-1.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>AVISO DE GATILHO</b></p><p>Em percurso por um dispositivo virtual, é possível conhecer o interior da Boate Kiss antes do incêndio. Da rua, se vê a entrada - e também saída - do local que ficou marcado por ser uma das maiores tragédias no Brasil. Assistir ao vídeo* permite ampliar a compreensão da tragédia.</p>		
			<h3>O percurso </h3>		
		https://youtu.be/edoqfbo-Bmw<p>Este vídeo mostra o caminho pelo interior da Kiss antes do incêndio e só foi possível por meio da reconstrução do ambiente em imagens 3D. A estrutura da boate é complexa, o que dificultou que pessoas encontrassem a saída na noite de 27 de janeiro de 2013. O local foi descrito como labirinto mais de uma vez.</p><p>O Dispositivo Interativo Digital resulta de um projeto da Universidade Federal de Santa Maria  (UFSM), em parceria com o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, a Fundação Escola Superior do Ministério Público e a Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Coordenado pela antropóloga e docente da UFSM, Virgínia Vecchioli, o dispositivo foi criado com o objetivo de ser utilizado durante o júri do caso, que iniciou dia 1º de dezembro em Porto Alegre e tem previsão de durar 15 dias. A ideia é que os sobreviventes possam identificar, a partir do percurso virtual, o local em que estavam quando perceberam o incêndio.</p>		
			<h3>A tragédia
</h3>		
		<p>O incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria - RS, aconteceu na madrugada de 27 de janeiro de 2013 e matou 242 pessoas, em sua maioria jovens. Além disso, outras 636 vítimas ficaram feridas e precisaram de atendimento e <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/da-kiss-a-covid/">acompanhamento a longo prazo</a>. O fogo começou durante o show da banda Gurizada Fandangueira, que usava artefatos pirotécnicos.  A casa noturna, que estava lotada e não tinha ventilação, saídas de emergência nem controle de incêndio, foi tomada pela fumaça tóxica proveniente da queima da espuma acústica. Os extintores não funcionaram, não havia chuveiros automáticos - também chamados de <i>sprinklers</i> - nem indicação da rota de fuga. Além disso, obstáculos como degraus, barras de ferro e muretas agravaram a dimensão da tragédia, uma vez que muitas pessoas tropeçaram, caíram ou ficaram presas ao tentar cruzar por elas.</p><p>Gabriel Rovadoschi Barros, 27 anos, é psicólogo e não foi chamado como testemunha do júri, mas com o dispositivo conseguiu mostrar para a família o local em que estava quando começou o incêndio. Ele presenciou a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=9LPLYCegUcc" target="_blank" rel="noopener">coletiva de imprensa sobre o julgamento</a>, em que a ferramenta foi entregue ao Ministério Público, no dia 17 de novembro. Durante a apresentação na coletiva, o percurso virtual foi pausado para mostrar um exemplo de local em que havia sinalização, mas o extintor de incêndio estava ausente. No salão menor, ao lado de uma cabine de madeira, Gabriel estava parado quando percebeu a movimentação de pessoas correndo. De lá, ele não viu o início do incêndio.</p>		
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										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/Foto-Samara-1024x576.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Cabine de madeira, local onde Gabriel Rovadoschi Barros estava quando começou o incêndio. </figcaption>
										</figure>
		<p>Primeiramente, ele achou que fosse uma briga, mas, quando percebeu a fumaça, colocou a camiseta na frente do nariz e correu; não gritou para poupar energias; e tropeçou nos degraus que separavam os ambientes. Para Gabriel, elementos como barras de ferro, mesas e degraus que estavam no caminho dificultaram a saída de muitas pessoas. “Não tinha outra saída. Não tinha uma porta nos fundos. Não tinha uma janela para quebrar. Não tinha nada”, relembra.</p><p>Gabriel não conhecia muito bem a boate. Na época com 18 anos e estudante de Jornalismo na UFSM, era a segunda vez que ia até a Kiss. A primeira foi na noite anterior, em que conheceu uma menina do curso de Zootecnia que o convidou a ir à festa Agromerados. Segundo ele, a fila do dia 26 estava maior que a do dia anterior. Gabriel não teve sequelas físicas e pulmonares: apenas um hematoma roxo na perna, em formato de dedos, marcou a pele. Dos quatro amigos, dois faleceram e dois ficaram internados. A culpa por ter saído sem sequelas o acompanhou durante muito tempo. “Uma das coisas que mais me afeta até hoje é que no início do tumulto eu senti que peguei o lugar de alguém”. Entre silêncios, suspiros e voz afetada, ele afirma que hoje consegue reconhecer que essa não deve ser uma culpa dele. “Teve responsáveis por isso. Foi uma emboscada, um crime, acho que não tem outra palavra para definir”, diz.</p><p>Para Gabriel, o dispositivo é importante porque deu respostas de coisas que estavam só na lembrança. “Ao mesmo tempo que dói [rever], alivia, porque eu me dou conta de que não estava louco, que eu não aumentei a dificuldade da coisa, que ela foi mais difícil ainda do que eu imaginava”, desabafa. Ele acredita que o recurso é potente, mas não só como ferramenta para ser usada no júri: “Vai ajudar, para servir como recurso, para entender, para dar lugar, para tirar esse peso que eu tenho em ser a memória da tragédia. Acho que desloca e dá outras funções além de comprovar o absurdo que foi”.</p><p>Na busca por memória e justiça, a atuação de uma ONG quer conscientizar a população para que outras tragédias não aconteçam. A <a href="https://www.instagram.com/kissquenaoserepita/">“Kiss: Que não se repita”</a> (KQNSR) é ativa nas redes sociais e luta para que a tragédia não caia no esquecimento. Bel Bonotto, 33 anos, é do Rio de Janeiro e faz parte da equipe de comunicação da KQNSR. No incêndio, ela perdeu um amigo. A publicitária afirma que o dispositivo é uma maneira didática de evidenciar, para quem nunca esteve na boate como ela era um labirinto e tinha vários pontos cegos. “Através do dispositivo, é possível mostrar com clareza como era difícil ter noção de onde era a saída, ainda mais com a fumaça tomando conta do espaço no escuro, e também das debilidades - como a ausência do extintor de incêndio e do quanto a espuma tóxica dominava a área onde o artefato pirotécnico foi aceso”. No corredor que levava ao exterior, acima da porta deveria ter um aviso de “saída”; no entanto, a placa indicava o “caixa”.</p>https://youtu.be/0m1wJrKaS-w		
			<h3>O dispositivo</h3>		
		<p>O projeto é fruto de uma pesquisa coordenada pela antropóloga argentina e professora na UFSM, Virgínia Vecchioli. A docente já esteve à frente de outros trabalhos de reconstrução virtual de ambientes destruídos, como é o caso do <a href="https://huelladigital.com.ar/V6/campito/" target="_blank" rel="noopener">“El Campito”</a>, de 2018, que retratou um campo de concentração na Argentina e também foi usado em júri. A partir de 2016, ao assumir o cargo na UFSM, Virgínia entrou em contato com os familiares das vítimas e conheceu a luta pela justiça. A partir desse encontro, surgiu a ideia da criação de um dispositivo que auxiliasse no júri do caso Kiss, que acontece em Porto Alegre. Com a mudança de cidade - inicialmente o julgamento estava previsto para ocorrer em Santa Maria -, as dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19 e as condições deterioradas da boate atualmente, que a tornam pouco segura, a visitação se tornaria inviável. A partir do uso do dispositivo como ferramenta do júri, é possível conhecer as condições e o interior da boate antes do incêndio.</p>		
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										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/1-INST-1024x682.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Fachada da Boate Kiss: imagem gerada pelo escaneamento do Instituto de Criminalística do Distrito Federal.</figcaption>
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										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/1-NOVA-1024x682.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Fachada da Kiss: imagem gerada no Dispositivo Interativo Digital.</figcaption>
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										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/1-REAL-1024x682.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Fachada da Kiss: imagem real, após o incêndio.</figcaption>
										</figure>
		<p>O projeto foi elaborado em quatro meses e a equipe era composta por sete pessoas. O trabalho técnico de desenvolvimento foi feito por Lucas Kolton, arquiteto especializado em design gráfico. Ele usou duas ferramentas: <i>Unreal Engine - </i>plataforma de criação de jogos usada na arquitetura para geração de imagens em realidade virtual - e o <i>SketchUp</i> - <i>software </i>que possibilita aplicar volumetria 3D. A construção da plataforma teve como base o escaneamento do local realizado pelo Instituto de Criminalística do Distrito Federal (DF) em fevereiro de 2013. Depois, com a planta da boate obtida a partir do escaneamento, os ambientes foram categorizados por meio de códigos. Cada uma das peças tinha uma pasta em que eram reunidas as referências, formadas por cerca de 200 fotografias coletadas dos volumes do processo. A pesquisa e a catalogação envolveram material fotográfico, audiovisual e escrito. Lucas explica que a simulação em realidade virtual foi um processo evolutivo, em que, a partir de reuniões semanais, havia discussão e acréscimo de elementos que faltavam. Virgínia conta que não foram necessárias visitas ao local, uma vez que os principais documentos utilizados já tinham detalhamento suficiente. </p>		
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										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/2-INST-1024x682.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Hall: imagem gerada pelo escaneamento do Instituto de Criminalística do Distrito Federal.</figcaption>
										</figure>
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										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/2-NOVA-1024x682.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Hall: imagem do Dispositivo Interativo Digital.</figcaption>
										</figure>
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										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/2-REAL-1024x682.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Hall: imagem real, após o incêndio.</figcaption>
										</figure>
		<p>A equipe se atentou aos detalhes da arquitetura da boate, inclusive para representar desníveis no chão. No processo de construção do dispositivo virtual do projeto anterior, o El Campito, utilizaram-se relatos de testemunhas. Na reconstrução da Kiss, no entanto, não foi possível. Como o dispositivo é ferramenta de júri, deve apresentar isenção.</p>		
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										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/3-INST-1024x682.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Salão menor: imagem gerada pelo escaneamento do Instituto de Criminalística do Distrito Federal.</figcaption>
										</figure>
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										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/3-NOVA-1024x682.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Salão menor: imagem gerada pelo Dispositivo Interativo Digital.</figcaption>
										</figure>
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										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/3-REAL-1024x682.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Salão menor: imagem real, após o incêndio.</figcaption>
										</figure>
		<p>Marcelo Mendes Arigony, hoje delegado na 2ª Delegacia de Polícia de Santa Maria, era delegado de Polícia Regional na época da tragédia, e aponta que o dispositivo é importante para auxiliar os jurados no entendimento do caso. Arigony afirma que, por meio dele, é possível estabelecer rumos justos quanto à sentença que será proferida.  “É um instrumento disponibilizado para que aquelas pessoas possam produzir um julgamento mais justo, que é o que se espera de justiça que possa vir nesse caso”, completa. O delegado ainda salienta a validade jurídica do dispositivo virtual, uma vez que o juiz utiliza a prática de íntima convicção - em que tem o direito de apreciar o fato de maneira livre e de acordo com seu entendimento, por isso, pode usar de várias ferramentas a fim da maior compreensão possível.</p><p>Virgínia destaca a importância do dispositivo, que é pioneiro no Brasil. A distância entre o Foro Central de Porto Alegre (local da audiência) e a boate, em Santa Maria, torna mais difícil uma visita ao local do crime. “[Os jurados] não têm que se deslocar para fora da sala de audiências. A cena do crime entra na sala de audiências. E isso é uma grande inovação”, evidencia a pesquisadora. </p><p>Flávio Silva é presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), e perdeu sua filha, Andrieli Righi da Silva, no incêndio. Para ele, o dispositivo é fundamental no júri, uma vez que mostra como era a casa noturna. “Com todos aqueles obstáculos pela frente, mostra-se claramente que eles não tiveram praticamente nenhuma chance de escapar com vida lá de dentro”, afirma.</p>		
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										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/4-INST-1024x682.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Salão maior, com a visão do palco:  imagem gerada pelo escaneamento do Instituto de Criminalística do Distrito Federal.</figcaption>
										</figure>
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										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/4-NOVA-1024x682.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Salão maior, com a visão do palco: imagem gerada pelo Dispositivo Interativo Digital.</figcaption>
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										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/4-REAL-1024x682.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Salão maior, com visão do palco: imagem real, após o incêndio.</figcaption>
										</figure>
		<p>Depois do júri, o dispositivo será disponibilizado ao público e o intuito é que se torne um memorial virtual. O projeto também terá continuidade. Com o encerramento do processo, o objetivo é ouvir as vítimas e testemunhas para aprimorar o dispositivo. A ideia é que ele ultrapasse a plataforma virtual. O plano da AVTSM é que a boate física seja demolida após o júri, e que no local seja construído um memorial, que vai ao encontro da luta das organizações na busca por memória e justiça, para que tragédias como a da Kiss não se repitam. No projeto do dispositivo, o próximo passo idealizado pela pesquisadora e sua equipe é trabalhar com a realidade aumentada, a fim de oportunizar aos futuros visitantes conhecer a Kiss antes da tragédia e, dessa forma, permitir maior compreensão sobre sua dimensão. Lucas menciona que é possível inserir pessoas no dispositivo, de forma simulada e virtual. Dentro dessa proposta, está a ideia de usar relatos e depoimentos autorizados das vítimas e testemunhas para reconstruir o percurso de saída da Kiss após o início do incêndio.</p><p><i>*O vídeo mencionado foi fornecido à Revista Arco pela equipe responsável pelo trajeto e simula o percurso dentro da Boate Kiss, desde a entrada até a saída.</i></p><p><b><i>Expediente</i></b></p><p><b><i>Repórter: </i></b><i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Tayline Alves Manganeli, acadêmica de Jornalismo e voluntária</i></p><p><b><i>Créditos das imagens e vídeos: </i></b><i>Dispositivo Interativo Digital</i></p><p><b><i>Tratamento de imagem: </i></b><i>Noam Wurzel,</i><i> acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><b><i>Mídia Social: </i></b><i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária</i></p><p><b><i>Edição de Produção: </i></b><i>Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><b><i>Edição Geral: </i></b><i>Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mapeamento e monitoramento da Covid-19 em Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/mapeamento-e-monitoramento-da-covid-19-em-santa-maria</link>
				<pubDate>Mon, 25 Oct 2021 12:05:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Geociências]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[mapa]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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						<description><![CDATA[Metodologia criada pelo Departamento de Geografia da UFSM ajudou no controle da doença na cidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>No início de 2020, a UFSM lançou um painel de informações sobre o coronavírus, o chamado <a href="https://www.ufsm.br/coronavirus/santa-maria" target="_blank" rel="noopener">Observatório de Dados da Covid-19</a>. Com o objetivo de acompanhar e auxiliar o planejamento das ações em saúde pública para o combate da pandemia, a iniciativa traça um panorama da evolução do vírus em escalas municipal, estadual e nacional. Uma das equipes envolvidas no projeto foi o Departamento de Geografia da universidade, que, em parceria com a Vigilância Municipal de Saúde de Santa Maria, buscou mapear e monitorar a doença na cidade através de uma metodologia inovadora. </p><p>O trabalho feito pelos profissionais se baseou na área da Geografia da Saúde, que exerce um papel relevante no entendimento das diferentes doenças que podem ocorrer em um território. Esse ramo busca compreender como as enfermidades se relacionam com o espaço para auxiliar a planejar estratégias de combate, como também de meios para promover a saúde e a qualidade de vida da população. </p><p>“Conhecer a espacialização de uma doença, os fatores que a influenciam, as populações mais vulneráveis e visualizar essas informações em um mapa permite entender sua distribuição. A geografia da saúde compara como é o espaço, o que tem de vulnerabilidade nele e como a doença se espalha para fazer um cruzamento de dados e traçar estratégias de contenção”, explica Natália Lampert, professora no Departamento de Geociências da UFSM e integrante do Observatório.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/monitoramento_covid_19_1458_951-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Com isso em mente, a equipe desenvolveu uma nova metodologia baseada em uma escala intraurbana, que procura retratar com profundidade a organização interna da cidade. Desse modo, eles foram capazes de mapear o número de casos e mortes por Covid-19 de cada bairro e população de Santa Maria. O trabalho foi feito em conjunto com a Vigilância Epidemiológica de Santa Maria, por meio do projeto “Enfrentamento da epidemia da Covid-19 no estado do Rio Grande do Sul”, que fornecia os dados necessários. </p><p>De acordo com Lampert, no início da pandemia os geógrafos faziam um mapeamento prévio dos casos suspeitos, para ajudar a prever a chegada da doença na cidade, além de identificar onde seriam necessárias mais equipes de saúde e quais as áreas mais vulneráveis ou com maior quantidade de casos.  “Colaboramos para que a doença se espalhasse de forma um pouco mais lenta dentro da cidade. A nossa responsabilidade era organizar esses dados e gerar mapas para que a vigilância pudesse pensar as estratégias com a intenção de frear ao máximo a disseminação do vírus”, relata a docente.</p><p>Com o avanço da pandemia, foram mapeados casos confirmados e óbitos, bem como mapas temporais e mapas com taxas aplicadas a faixa etária, sexo e raça. A professora explica que <b>as representações cartográficas são muito importantes para reconhecer os padrões de contágio, as regiões mais e menos afetadas, os locais com maiores demandas de insumos e as lógicas de dispersão do vírus.</b></p>		
			<h3>Como funciona a metodologia</h3>		
		<p>No Brasil, a grande maioria dos mapeamentos da Covid-19 é realizada em nível nacional e estadual. Desse modo, mecanismos feitos para mapear espaços intraurbanos - como cidades - são inovadores e exigem conhecimentos específicos. A partir dessa demanda, a equipe de Geografia do Observatório desenvolveu uma metodologia precisa e detalhada para a geocodificação dos dados do coronavírus no espaço urbano de Santa Maria.</p><p>O mapeamento dos casos é feito por etapas, como explica Maurício Rizzatti, doutorando em Geografia na UFSM e responsável pela finalização dos mapas do Observatório. Inicialmente, é preciso formatar e padronizar os dados da Vigilância Municipal de Saúde para que o programa utilizado possa lê-los. Em seguida, é realizado o processo de georreferenciamento, no qual se encontram as coordenadas geográficas de cada caso ou óbito, e elas são transformadas em pontos. “Por exemplo, se temos 100 casos de Covid-19, o programa vai fazer 100 pontos no mapa que correspondem a cada caso. É um procedimento muito grande, no qual buscamos a precisão dos dados, pois a doença se espalha muito facilmente, e quanto mais detalhado os mapas, melhor”, explica Rizzatti.  </p><p>O resultado do georreferenciamento e da metodologia é uma camada de pontos que localizam exatamente onde houve caso ou óbito decorrente do coronavírus. Então, após esse processo, é feita a contagem por bairro para gerar os mapas que  determinam a quantidade de dados de cada região e, por fim, ainda é realizada uma conferência manual das informações. Rizzatti destaca que o método é muito acessível, pois só utiliza programas livres e sem custo - assim, qualquer prefeitura, vigilância sanitária ou órgão de saúde podem utilizá-lo.</p><p>Outra vantagem é a sua versatilidade, visto que o procedimento pode ser aplicado para mapear qualquer doença - só é necessário ter o endereço das pessoas infectadas para fazer a espacialização e ter o entendimento da enfermidade. Lampert também ressalta que Santa Maria é a única cidade do Rio Grande do Sul que faz esse tipo de mapeamento e que o projeto tem sido reconhecido. O artigo “<a href="https://publicacoes.ifc.edu.br/index.php/metapre/article/view/1260" target="_blank" rel="noopener">Metodologia de geolocalização para mapeamento intraurbano de COVID-19 em Santa Maria, RS</a>” possui mais de 400 downloads e tem sido utilizado como referência na área. </p>		
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										<img width="1024" height="546" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/MapaTemporal-1024x546.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Óbitos acumulados de 14 de maio de 2020 a 16 de junho de 2021 em Santa Maria, RS. Elaboração: Maurício Rizzatti, 2021.</figcaption>
										</figure>
			<h3>A pandemia e o impacto social</h3>		
		<p>Além das contribuições cartográficas, o trabalho realizado pelos geógrafos foi fundamental para entender a dinâmica do vírus frente às desigualdades socioespaciais que assolam a região. De acordo com o <a href="http://periodicos.pucminas.br/index.php/geografia/article/view/26875" target="_blank" rel="noopener">artigo</a> mais recente do grupo, 41,54% da população de Santa Maria vive em situação de vulnerabilidade social. Essa situação foi agravada pelo contexto da crise pandêmica, que atingiu de maneira mais expressiva as classes mais pobres da cidade. De acordo com o levantamento, os óbitos de pessoas com menos de 30 anos predominam nos bairros periféricos. </p><p>“Há um valor bastante elevado e até maior de casos em regiões de privação social. Nessas áreas, se torna praticamente impossível ter um distanciamento social efetivo, pois nessas regiões residem muitas pessoas na mesma casa e elas precisam sair para trabalhar presencialmente, poucas têm a opção de ficar no trabalho remoto, e isso afeta a infecção delas pela doença”, diz Lampert. </p><p>A equipe também concluiu que houve infecção pelo coronavírus em praticamente todos os bairros da cidade e que os óbitos aumentaram 382% no primeiro semestre de 2021 em relação ao ano passado. Apesar de 83% das mortes em 2020 terem sido de pessoas brancas, a população mais afetada na realidade foi a autodeclarada preta. A professora explica que foi criado uma taxa de mortalidade por raça, essa taxa reflete a relação entre o número de mortes por Covid-19 e a população total de pessoas pretas em Santa Maria. “Por mais que a população branca tenha sido a maior parte dos óbitos, quando olha-se para a taxa, na verdade, no ano passado, a população que mais morreu foi a preta". Já em 2021, há uma pequena alteração nesse cenário, quem possui a maior taxa é a população autodeclarada amarela.</p>		
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										<img width="789" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/MapaObitosAcumuladoseTaxas-789x1024.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Óbitos acumulados de pessoas autodeclaradas pretas: de 14 de maio de 2020 a 16 de junho de 2021 e  taxa de mortalidade para 100 mil habitantes em Santa Maria, RS. Elaboração: Maurício Rizzatti, 2021.</figcaption>
										</figure>
		<p>Dessa maneira, o trabalho realizado pelo Observatório explica os padrões de disseminação do vírus&nbsp; e&nbsp; também demonstra que a análise espacial e os mapas podem ajudar a entender os impactos da doença na população. &nbsp;“A cartografia serve para informar a população, deixando-a absolutamente ciente dos desafios e das ações coletivas necessárias para uma dada realidade epidemiológica”, afirma Lampert.&nbsp;</p>
<p>O projeto possui uma dúzia de integrantes na equipe de Geografia e&nbsp; já publicou 12 artigos científicos, bem como um e-book intitulado <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/820/2021/03/Os-contextos-geograficos-da-COVID-19.pdf" target="_blank" rel="noopener">“Os contextos geográficos da Covid-19”</a>. Atualmente, os geógrafos trabalham no registro de dados para pesquisas, visando formar um repositório para o enfrentamento de outras possíveis infecções que venham a afetar a cidade no futuro.&nbsp;&nbsp;</p><p><strong><i>Expediente</i></strong></p><p><strong><i>Repórter: </i></strong><i>Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Ilustrador:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário</i></p><p><strong><i>Mídia Social:</i></strong> <b><i>Mídia Social: </i></b><i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e bolsista de Jornalismo; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Avaliações em atletas realizadas pelo BIOEX</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/bioex/2021/07/19/avaliacoes-em-atletas-realizas-pelo-bioex</link>
				<pubDate>Tue, 20 Jul 2021 01:46:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[BIOEX]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/laboratorios/bioex/?p=173</guid>
						<description><![CDATA[Na tarde de segunda-feira (12/07/21) a equipe do BIOEX, juntamente com colaboradores, realizaram testes e avaliações físicas em atletas das categorias Sub-17 e Sub-19 do time de basquetebol Corintians de Santa Maria (RS). Foram coletados dados referentes à capacidade máxima de esforço e medidas antropométricas dos jogadores bem como material biológico para análises bioquímicas, entre [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Na tarde de segunda-feira (12/07/21) a equipe do BIOEX, juntamente com colaboradores, realizaram testes e avaliações físicas em atletas das categorias Sub-17 e Sub-19 do time de basquetebol Corintians de Santa Maria (RS).</p>
<p>Foram coletados dados referentes à capacidade máxima de esforço e medidas antropométricas dos jogadores bem como material biológico para análises bioquímicas, entre outras informações.</p>
<p>A equipe continua trabalhando no desenvolvimento e realização de projetos que impactam positivamente a comunidade acadêmica e esportiva, trazendo contribuições notáveis para a população.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Veja abaixo algumas imagens registradas no dia:</p>
<p>&nbsp;</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:gallery {"ids":[182,180,179,178,177,181,176,193],"linkTo":"none","align":"center"} -->
<figure class="wp-block-gallery aligncenter columns-3 is-cropped"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-12-at-17.29.27-2-1024x768.jpeg" alt="" data-id="182" data-full-url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-12-at-17.29.27-2.jpeg" data-link="https://www.ufsm.br/laboratorios/bioex/?attachment_id=182" class="wp-image-182" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-12-at-17.29.26-1024x768.jpeg" alt="" data-id="180" data-full-url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-12-at-17.29.26.jpeg" data-link="https://www.ufsm.br/laboratorios/bioex/?attachment_id=180" class="wp-image-180" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-12-at-17.29.26-2-1024x768.jpeg" alt="" data-id="179" data-full-url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-12-at-17.29.26-2.jpeg" data-link="https://www.ufsm.br/laboratorios/bioex/?attachment_id=179" class="wp-image-179" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-12-at-17.29.26-1-1024x768.jpeg" alt="" data-id="178" data-full-url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-12-at-17.29.26-1.jpeg" data-link="https://www.ufsm.br/laboratorios/bioex/?attachment_id=178" class="wp-image-178" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-12-at-17.29.28-1-1-768x1024.jpeg" alt="" data-id="177" data-full-url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-12-at-17.29.28-1-1.jpeg" data-link="https://www.ufsm.br/laboratorios/bioex/?attachment_id=177" class="wp-image-177" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-12-at-17.29.27-1-768x1024.jpeg" alt="" data-id="181" data-full-url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-12-at-17.29.27-1.jpeg" data-link="https://www.ufsm.br/laboratorios/bioex/?attachment_id=181" class="wp-image-181" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-12-at-17.29.28-1-768x1024.jpeg" alt="" data-id="176" data-full-url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-12-at-17.29.28-1.jpeg" data-link="https://www.ufsm.br/laboratorios/bioex/?attachment_id=176" class="wp-image-176" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-13-at-16.13.10-768x1024.jpeg" alt="" data-id="193" data-full-url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/671/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-13-at-16.13.10.jpeg" data-link="https://www.ufsm.br/laboratorios/bioex/?attachment_id=193" class="wp-image-193" /></figure></li></ul></figure>
<!-- /wp:gallery -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ação “Nos embalos da vacinação” realiza reunião com a Vigilância Epidemiológica de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2021/07/08/acao-nos-embalos-da-vacinacao-realiza-reuniao-com-a-vigilancia-epidemiologica-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Thu, 08 Jul 2021 20:13:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde e bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[ccs]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 03]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?p=5745</guid>
						<description><![CDATA[Projeto, desenvolvido no Centro de Ciências da Saúde UFSM, visa ao desenvolvimento de ações em prol da vacinação contra a covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="font-weight: 400;text-align: justify">Na tarde da última terça, 06 de julho, a professora Teresinha Heck Weiller e discentes da graduação e pós graduação da UFSM, em conjunto com o Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPES) e a Vigilância Epidemiológica do município de Santa Maria (RS), participaram de um encontro para pactuar ações a serem desenvolvidas junto aos Serviços de Saúde da cidade.</p>
<p style="font-weight: 400;text-align: justify">As atividades planejadas fazem parte da ação “Nos embalos da vacinação”, contemplada na Chamada Chamada Pública para Enfrentamento à covid-19 da Pró-Reitoria de Extensão, e pelo Programa de Extensão de Educação em Saúde, ambos sob coordenação da Professora Teresinha. Dentre as atividades propostas, destacam-se o acompanhamento das atividades desenvolvidas pelo NEPES e a contribuição na campanha de vacinação contra a Covid-19 no Município de Santa Maria (RS).</p>
<p style="font-weight: 400;text-align: justify">Participam dessa ação alunos da graduação voluntários do Programa de Iniciação Científica, bolsistas do Fundo de Incentivo à Extensão e da Chamada Pública de Enfrentamento à covid-19; e também alunas de Pós Graduação e integrantes do Grupo de Ensino Pesquisa e Extensão em Saúde Coletiva.</p>		
			<h5>Agenda 2030 na UFSM</h5>		
		<p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: center">A ação de Extensão apresentada neste texto atende aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).</p><p style="color: #000000;font-size: 16px;text-align: center"><em>Acesse as imagens para saber mais sobre cada um deles.</em></p>		
									<figure>
											<a href="http://www.agenda2030.com.br/ods/3/">
							<img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2020/09/ODS_3-150x150.jpg" alt="" loading="lazy" />								</a>
											<figcaption>ODS 3</figcaption>
										</figure>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projeto “Resgate do Carnaval através do tripé Educação, Cultura e Direitos Humanos” realiza live durante comemorações do aniversário de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/2021/05/16/projeto-resgate-do-carnaval-atraves-do-tripe-educacao-cultura-e-direitos-humanos-realiza-live-durante-comemoracoes-do-aniversario-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Sun, 16 May 2021 20:42:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[lives]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto de extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/?p=1476</guid>
						<description><![CDATA[No aniversário de 163 anos de Santa Maria, uma série de lives comemora a data especial. No sábado, 15, teve noite de Carnaval no palco do Theatro Treze de Maio. Isso porque o projeto “Resgate do Carnaval através do tripé Educação, Cultura e Direitos Humanos”, em parceria com a prefeitura municipal, participou da programação. O [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"left","id":1477,"width":567,"height":313,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2021/05/Screen-Shot-2021-05-16-at-17.27.15-1024x567.jpg" alt="" class="wp-image-1477" width="567" height="313" /></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No aniversário de 163 anos de Santa Maria, uma série de lives comemora a data especial. No sábado, 15, teve noite de Carnaval no palco do Theatro Treze de Maio. Isso porque o projeto “Resgate do Carnaval através do tripé Educação, Cultura e Direitos Humanos”, em parceria com a prefeitura municipal, participou da programação. O projeto foi um dos contemplados pelo Observatório de Direitos Humanos da Universidade Federal de Santa Maria (ODH/UFSM) em 2020.</p>
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<p>Conforme a responsável pelo projeto, Cassiana Marques da Silva, uma live neste formato estava programada para março, logo após o Carnaval. Porém, com a implementação da bandeira preta no modelo de distanciamento controlado do Estado, o evento teve que ser adiado. Ela propôs, então, à Secretaria de Cultura a ideia de levar o tema para as atividades de comemoração do aniversário de Santa Maria.</p>
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<p>Para isso, e com intuito de respeitar as regrar de distanciamento, a live contou com as sete agremiações da cidade, que subiram ao palco de forma escalonada e utilizando máscaras de proteção. Teve o momento das rainhas de bateria, das baianas, do mestre-sala e da porta-bandeira, dos presidentes das escolas e, claro, da bateria.</p>
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<p>Você pode <a href="https://www.facebook.com/prefeituradesantamaria/videos/463614514726023"><strong>conferir a live aqui</strong></a>.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2021/05/Screen-Shot-2021-05-16-at-17.27.46-1024x574.jpg" alt="" class="wp-image-1478" /></figure>
<!-- /wp:image -->

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<p></p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/414/2021/05/Screen-Shot-2021-05-16-at-17.28.30-1024x574.jpg" alt="" class="wp-image-1479" /></figure>
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				<title>Midiatização da tragédia de Santa Maria: a construção de relatos em meio ao caos (Vol. II)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/editoras/facos/midiatizacao-da-tragedia-de-santa-maria-a-construcao-de-relatos-em-meio-ao-caos-vol-ii</link>
				<pubDate>Fri, 02 Apr 2021 22:15:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[#tragédia]]></category>
		<category><![CDATA[boate kiss]]></category>
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		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>

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						<description><![CDATA[Midiatização da tragédia de Santa Maria: a construção de relatos em meio ao caos (Vol. II) Ada Cristina Machado da Silveira e Clarissa Schwartz (organizadores) Esse livro é uma tentativa de preservar uma memória que, apesar de muito dolorosa, não pode ser esquecida. A proposta desta obra surgiu a partir da realização de uma oficina [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h1>Midiatização da tragédia de Santa Maria: a construção de relatos em meio ao caos (Vol. II)</h1>
<h6>Ada Cristina Machado da Silveira e Clarissa Schwartz (organizadores)</h6>
[caption id="attachment_202" align="aligncenter" width="214"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/746/2021/06/Midiatizacao-da-tragedia-de-Santa-Maria-Volume-2-capa-214x300.jpg" alt="" width="214" height="300"> Midiatização da tragédia de Santa Maria: a construção de relatos em meio ao caos[/caption]

Esse livro é uma tentativa de preservar uma memória que, apesar de muito dolorosa, não pode ser esquecida. A proposta desta obra surgiu a partir da realização de uma oficina com profissionais da imprensa de Santa Maria que atuaram na cobertura da tragédia da boate Kiss. A oficina “Midiatização da tragédia de Santa Maria” aconteceu em julho de 2014 durante a Feira Estadual do Cooperativismo e abriu espaço para os profissionais compartilharem a experiência de atuar na cobertura jornalística mais difícil de suas vidas. Uma cobertura para a qual ninguém estava preparado. Uma cobertura em que não havia respostas. Às vezes, diante de tanta dor, faltavam até as perguntas aos jornalistas. Mesmo diante de uma situação inexplicável, os profissionais de imprensa de Santa Maria se esforçaram para levar informação ao público do município, do estado, do país... Uma tragédia que logo ganhou a atenção do mundo inteiro: 242 vidas se perderam. Na cidade universitária, jovens saíram de casa para se divertir e não retornaram. Uma dor imensurável para as famílias, que até hoje, quatro anos depois do incêndio, lutam por justiça.

[caption id="attachment_202" align="alignleft" width="214"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/746/2021/06/Midiatizacao-da-tragedia-de-Santa-Maria-Volume-2-capa-214x300.jpg" alt="" width="214" height="300"> Midiatização da tragédia de Santa Maria: a construção de relatos em meio ao caos[/caption]

Esse livro é uma tentativa de preservar uma memória que, apesar de muito dolorosa, não pode ser esquecida. A proposta desta obra surgiu a partir da realização de uma oficina com profissionais da imprensa de Santa Maria que atuaram na cobertura da tragédia da boate Kiss. A oficina “Midiatização da tragédia de Santa Maria” aconteceu em julho de 2014 durante a Feira Estadual do Cooperativismo e abriu espaço para os profissionais compartilharem a experiência de atuar na cobertura jornalística mais difícil de suas vidas. Uma cobertura para a qual ninguém estava preparado. Uma cobertura em que não havia respostas. Às vezes, diante de tanta dor, faltavam até as perguntas aos jornalistas. Mesmo diante de uma situação inexplicável, os profissionais de imprensa de Santa Maria se esforçaram para levar informação ao público do município, do estado, do país... Uma tragédia que logo ganhou a atenção do mundo inteiro: 242 vidas se perderam. Na cidade universitária, jovens saíram de casa para se divertir e não retornaram. Uma dor imensurável para as famílias, que até hoje, quatro anos depois do incêndio, lutam por justiça.
<h4>Acesso à obra</h4>
<a href="https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/19974/midiatizacao%20da%20tragedia%20vol2.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y" role="button">
Versão PDF
</a>
<a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/19974" role="button">
No Manancial
</a>
<a href="">Dados da obra</a>
<a href="">Sumário</a>
<a href="">Autoria</a>
<a href="">Licença Creative Commons</a>
Dados da obra

<b>Publicação:
</b>2018 / 1ª edição
ISBN: 978-85-8384-040-4

<b>Referência:</b>&nbsp;
SILVEIRA, Ada Cristina Machado da; SCHWARTZ, Clarissa (Org.). <strong>Midiatização da tragédia de Santa Maria</strong>: a construção de relatos em meio ao caos. Santa Maria/RS: FACOS-UFSM, 2018. 96 p. (Recurso eletrônico)

Sumário
<ul>
 	<li>Prefácio;</li>
 	<li>Apresentação;</li>
 	<li>Fernando Ramos e Lizie Antonello;</li>
 	<li>Nilson Vargas;</li>
 	<li>Germano Rorato;</li>
 	<li>Tiago Baltz e Deivid Rodrigues Dutra;</li>
 	<li>Vilceu Godoy e Antônio Augusto Rodrigues Maia;</li>
 	<li>Juliana Motta e Oneide Moura;</li>
 	<li>Alcides Zappe;</li>
 	<li>Ananda Müller;</li>
 	<li>Posfácio;</li>
 	<li>Sobre os autores.</li>
</ul>
Autoria
<b>Organizadores:</b>Ada Cristina Machado da Silveira, Clarissa Schwartz.

<b>Autores:</b>Ada Cristina Machado da Silveira,Clarissa Schwartz,Anelise Schutz Dias,Renata Franciele Grzegorek.
Licença Creative Commons

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative&nbsp;Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0&nbsp;Internacional. Para ver uma cópia desta licença, visite:&nbsp;<a style="background-color: #ffffff;font-size: 1rem" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" target="_blank" rel="noopener">http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/</a>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>60 anos da inauguração oficial da Universidade de Santa Maria: como a mídia representou esse fato na época?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/60-anos-inauguracao-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 17 Mar 2021 21:51:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[história da universidade]]></category>
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		<category><![CDATA[ufsm 60 anos]]></category>
		<category><![CDATA[visibilidade midiática]]></category>

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						<description><![CDATA[Por meio de análise de jornais do início da década de 1960, pesquisadora da UFSM mostra como a chegada da nova universidade foi visibilizada e valorizada ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/03/CAPA_SITE_sem_titulo-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy">
<h2><strong>Por meio de análise de jornais do início da década de 1960, pesquisadora da UFSM mostra como a chegada da nova universidade foi visibilizada e valorizada </strong></h2>
<em>Por Daiane Spiazzi*</em>

E lá se foram 60 anos. Sessenta anos de um acontecimento que mudaria a história e a representação social de Santa Maria. Se na metade do século 20, Santa Maria era conhecida como “Cidade Ferroviária”, a segunda metade lhe conferiu o título de “Cidade Universitária”. Isso ocorreu graças à criação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que hoje faz parte da rotina dos santa-marienses e que tanto orgulha essa comunidade.

Apesar de ter sido criada pela Lei n. 3.834-C, de 14 de dezembro de 1960, a Universidade de Santa Maria – USM foi oficialmente inaugurada no dia 18 de março de 1961. E é sobre esse dia tão festivo para o povo dessa cidade que iremos falar hoje.

O ano de 1961 iniciou com grandes expectativas e sentimentos de vitória por parte dos santa-marienses. Todas as atenções estavam voltadas para a inauguração da tão desejada Universidade de Santa Maria (USM). As forças vivas de SM, como eram chamadas as pessoas mais influentes da sociedade santa-mariense, e que em sua maioria estavam ligadas à Associação Santa-Mariense Pró-Ensino Superior (ASPES), estavam em fervorosas movimentações para a instalação da USM. Com o apoio popular e de autoridades políticas, sociais, culturais, religiosas e militares do Rio Grande do Sul e do Brasil, os preparativos para a grande festa ganhavam as páginas dos jornais locais.

A inauguração oficial da USM foi organizada e comemorada como a coroação de uma forte campanha instituída pela mídia local, representada neste artigo pelo jornal A Razão, e pela ASPES, em prol da criação da USM, desenvolvida no ano de 1960. Essa campanha promovida e massivamente divulgada na região de Santa Maria e demais regiões do Rio Grande do Sul, tinha como objetivo angariar apoio popular e de autoridades locais, regionais, nacionais e até internacionais, por meio da divulgação dos beneméritos que a USM traria para o ensino superior em nível local, regional e nacional.

A campanha promovida pela ASPES e pela mídia local angariou o apoio de uma comunidade que viu na Universidade a alternativa para continuar seu legado como cidade polo e referência econômica, cultural e educacional, para sua região e para todo o Rio Grande do Sul. Se, na primeira metade do século 20, Santa Maria girava entorno da Viação Férrea, e teve seu desenvolvimento ligado aos investimentos promovidos por ela ou em função dela - desde a atração de muito trabalhadores, até a criação de escolas que passaram a formar mão de obra especializada -, na segunda metade do século, Santa Maria se voltará cada vez mais para o setor educacional, tendo a USM como maior referencial de desenvolvimento. Portanto, após o término das atividades ferroviárias que impulsionaram a vida em Santa Maria, tendo influenciado em todos os setores da sociedade, atraindo para a cidade parte da elite regional e feito ascender categorias sociais como a classe ferroviária, a cidade precisava de algo tão grande e valioso quanto tinha sido a Estação Férrea. Acostumados com o progresso, os santa-marienses compreenderam que essa realidade poderia se manter com a criação da Universidade de Santa Maria.

O engajamento de toda a sociedade santa-mariense nesse grande feito, que era a interiorização do ensino superior no Rio Grande do Sul, foi sentido e reconhecido dentro e fora dos limites da cidade. Exemplo dessa adesão manifestou-se nas mensagens de apoio recebidas pelo reitor José Mariano da Rocha, publicadas pelo jornal A Razão. Este veículo de comunicação, era considerado o jornal de maior circulação em Santa Maria e região. Foi criado em 1934 e, em 1943, passou a pertencer ao grupo Diários Associados, de Assis Chateaubriand, que o conduziu até os anos 1980. O jornal A Razão encerrou suas atividades na cidade em 2017.&nbsp;

No dia 3 de fevereiro, o jornal afirma que “o regozijo pela criação da Universidade de Santa Maria, partido de todos os setores da vida nacional e estrangeira, continua a se manifestar através de expressivas mensagens dirigidas ao professor José Mariano da Rocha Filho, Reitor Magnífico”. Entre as mensagens publicadas nesse dia, estava a do Presidente do Colégio Internacional de Cirurgiões, ex-reitor da Universidade de Buenos Aires:

<img width="800" height="400" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/03/revista_arco_ufsm_60_anos_inauguracao_box01.jpg" alt="" loading="lazy">

No dia 4 de fevereiro, o vice-reitor da Universidade Católica de Pelotas, professor Dr. Oswaldo Louzada, enviou ao jornal A Razão uma carta elogiosa, onde reconheceu a grandeza e o envolvimento dos santa-marienses na realização dessa grande obra educacional:

<img width="800" height="400" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/03/revista_arco_ufsm_60_anos_inauguracao_box02.jpg" alt="" loading="lazy">

O entusiasmo pela inauguração oficial da USM permeia todos os cantos da cidade, e os veículos de comunicação noticiam dia a dia os preparativos para essa grande festa que marcará o início de uma nova era para Santa Maria. O Jornal A Razão, militante na causa, desde o princípio convoca a população a colaborar para esse grande dia. Na edição do dia 8 de fevereiro faz a seguinte publicação:

<img width="800" height="774" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/03/revista_arco_ufsm_60_anos_inauguracao_box03.jpg" alt="" loading="lazy">

Os anúncios dos preparativos da festa de inauguração da USM, continuam ganhando espaço e repercussão no jornal A Razão. De acordo com a publicação do dia 3 de março, são colocadas sobre esse tão esperado momento grandes expectativas:

<img width="800" height="511" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/03/revista_arco_ufsm_60_anos_inauguracao_box04.jpg" alt="" loading="lazy">

No dia 10 de março, o jornal publicou sob o título “Personalidades asseguram sua presença nas festas da USM”, uma relação de nomes de personalidades ligadas a diferentes setores da sociedade, como militar, educacional e da saúde, que confirmavam sua presença para assistir aos atos solenes da instalação da novel Universidade. Já no dia 14 de março, o jornal informa que entre as solenidades comemorativas, acontecerá no dia 19 de março uma parada de estudantes em homenagem à instalação da Universidade de Santa Maria, e que estes irão se reunir para tratar dos últimos detalhes. No mesmo dia, o jornal apresenta a programação completa dos eventos que irão ocorrer nos dias 18, 19 e 20 de março, em provimento da instalação da USM.

Com a intenção de tornar o momento ainda mais grandioso e tornar Santa Maria e a USM conhecidas nacional e internacionalmente, foi organizado um concurso radioamadorístico de caráter internacional. Esta intenção pode ser conferida no título da reportagem, “Rádio - amadores farão conhecida a Universidade em todo o mundo”, e no seguinte texto:

<img width="800" height="708" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/03/revista_arco_ufsm_60_anos_inauguracao_box05.jpg" alt="" loading="lazy">

Cresce o alvoroço em torno dos preparativos do grande momento, segundo o jornal A Razão, “o interesse e animação por esse magistral acontecimento crescem de maneira a nos capacitar a afirmar que os atos celebradores do grande evento se desenvolverão com o máximo brilhantismo assinalando um período de gala para a nossa terra” (A RAZÃO, Edição n.,131 p.8/6, 16/03/1961). O Jornal revela que o grande responsável pela organização do evento foi o jornalista, memorialista e teatrólogo Edmundo Cardoso.

No dia que antecede a festa de inauguração da USM, o jornal A Razão traz duas publicações dando informações do que irá acontecer nos próximos dias, durante o desenrolar das festividades. Traz como títulos das duas matérias expressões que deixam nítidas a importância dada àquele momento histórico: “Instalação da USM é o acontecimento máximo do ano” e “Rádio Medianeira no dia da Universidade”. Na primeira matéria, o jornal informa que o deputado Tarso Dutra e o senador Daniel Krieger, grandes responsáveis pela aprovação da Lei que criou a USM, receberão do reitor José Mariano da Rocha Filho o Título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Santa Maria. Revela ainda que estarão presentes no ato, que terá lugar às 21 horas no Cine Teatro Glória, onde o deputado Tarso Dutra realizará a aula magna, personalidades e altas autoridades do país. A segunda reportagem informa que a Rádio Medianeira entrará no ar às seis horas da manhã e passará o dia com uma programação alusiva às festividades que envolvem a inauguração da USM. Apresentará ainda, um estudo histórico sobre o ensino superior na cidade, sob o título “Universidade Vitória de Santa Maria” (A RAZÃO, Edição n.,132 p.4, 17/03/1961).

Enfim chegado o grande dia, O jornal A Razão traz três publicações relacionadas aos festejos da instalação da USM, espalhadas ao longo das páginas do jornal. Na capa, o título “Hoje a instalação solene da Universidade de Santa Maria” ganhou lugar central e de destaque, acompanhado de fotografias de personalidades como do reitor Mariano da Rocha, acompanhado do presidente da república Jânio Quadros, do deputado Tarso Dutra, do senador Daniel Krieger. Em seu texto o jornal destaca:

<img width="800" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/03/revista_arco_ufsm_60_anos_inauguracao_box06.jpg" alt="" loading="lazy">

No dia seguinte, a Universidade de Santa Maria ganha novamente a capa do jornal. A grande reportagem de capa é acompanhada ao longo do jornal por 36 outras publicações que versam sobre os acontecimentos ocorridos no dia anterior, a programação do dia e as homenagens apresentadas à USM. Entre elas destaco, para encerrar esse artigo, algumas mensagens enviadas ao povo de Santa Maria pela Secretaria de Estado dos Negócios do Trabalho e Habitação do Estado do Rio Grande do Sul, pelo deputado Tarso Dutra, por&nbsp; Amaury Lenz e por Luiz Gonzaga Isaia. Essas mensagens foram selecionadas por representarem bem o estado de euforia e de esperança depositadas sobre a criação da Universidade de Santa Maria.&nbsp;

Mensagem enviada pelo professor Clay Hardman de Araujo – (Secretário da Secretaria de Estado dos Negócios do Trabalho e Habitação do Estado do Rio Grande do Sul)

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Mensagem enviada pelo deputado Tarso Dutra

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Artigo assinado por Amaury Lenz

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Artigo assinado pelo professor Luiz Gonzaga Isaia.

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<em>*Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Comunicação da UFSM, historiadora e jornalista</em>
<h4>Referência bibliográfica</h4>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 15pt;margin-bottom: 0pt">Weber, Beatriz Teixeira; Ribeiro, José Iran (Org.). Nova História de Santa Maria: contribuições recentes. Santa Maria, 2010.</p>]]></content:encoded>
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