Por Jonathas Kilque Villanova
Matheus Diesel Werberich (Washington University, St. Louis) recentemente publicou na revista Synthese o artigo intitulado “Remembering and imagining as attitudes: an interpretivist account”. O artigo explora a relevância das atitudes mentais para o debate sobre a relação entre a memória e a imaginação. Mais exatamente, o autor confronta o argumento da exclusão, segundo o qual as atitudes mentais, sendo entidades originalmente provenientes da psicologia de senso comum, não têm espaço numa filosofia naturalista da memória. Seguindo uma tradição interpretativista em filosofia da mente, Diesel critica esse argumento, sustentando que nossos termos que designam atitudes mentais podem ser entendidos como denotando padrões reais de pensamento e comportamento. Sendo assim, as atitudes mentais podem desempenhar um papel relevante em nossas explicações naturalizadas sobre a memória, já que os padrões de comportamento e pensamento rastreados por nossos termos para atitudes mentais auxiliam a restringir o escopo dos possíveis mecanismos neurocognitivos que os investigadores deveriam explorar.
O artigo pode ser encontrado aqui:
Diesel Werberich, Matheus. 2025. “Remembering and Imagining as Attitudes: An Interpretivist View.” Synthese 205 (4): 162. https://doi.org/10.1007/s11229-025-05000-y.