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Idosos enfrentam mais dificuldades e preconceito no uso das tecnologias digitais



 

Sabemos o quanto as mudanças impactam diretamente no nosso cotidiano, seja um novo trabalho, uma nova experiência ou até uma mudança de visual. Com o passar do tempo, à medida que vamos envelhecendo, a dificuldade de lidar com as mudanças tende a crescer. Com a pandemia do novo coronavírus, as mudanças foram mais rápidas. Muitos serviços que eram feitos de modo presencial passaram a ser oferecidos em aplicativos de celular. Até mesmo as relações interpessoais precisaram, em alguns momentos, migrar para as plataformas da internet. Com isso, houve um crescimento no número de idosos que acessa a rede. 

Em 2021, foi registrado um aumento no número de pessoas com mais de 60 anos que acessa a internet no Brasil. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o percentual passou de 68%, em 2018, para 97% em 2021. A maioria, 84%, acessa a internet via smartphones, crescimento de 8 pontos percentuais em relação a 2018. 

Pandemia levou mais idosos para o digital. Foto: Pixabay

De acordo com pesquisa desenvolvida pelo Sesc São Paulo e pela Fundação Perseu, os idosos, além da dificuldade no aprendizado do mundo digital, sentem-se excluídos. A técnica de enfermagem Osmarina Itelvina Telles, de 58 anos, relata ter dificuldade no uso das tecnologias, tanto no mercado de trabalho quanto na vida pessoal.

Osmarina trabalhou em uma clínica médica em que não utilizava sistemas digitais para os pacientes, apenas o uso de fichas físicas. A mesma coisa se repetiu quando trabalhou, até a aposentadoria, no Hospital Divina Providência (HDP), em Frederico Westphalen. Anos depois, voltou para a clínica médica como secretária, tendo que trabalhar com o sistema para atualizar dados de pacientes e marcar consultas. “Tenho bastante dificuldade com o sistema, principalmente na hora da digitação ou com o próprio computador”, revela.

Ela destaca que sofre preconceito ao demonstrar alguma dificuldade. “Já percebi muitos olhares de impaciência, que pareciam querer corrigir algo”, afirmou. Além dos desafios para adquirir habilidades com o computador e demais tecnologias, o preconceito também acaba dificultando ainda mais esse processo. Ao ser questionada sobre o que gostaria de modificar no trabalho ou na vida, Osmarina ressalta a importância da humanização com cada pessoa, do cuidado, da paciência. “O que realmente importa é a compreensão com quem tem dificuldades, com quem está realmente precisando de ajuda, pois se cada pessoa se ajudar, de alguma forma, tudo no final acaba dando certo”, finaliza.

Reportagem: Ana Julia Broc Juvenassi

Matéria produzida na disciplina Redação Jornalística II, do curso de Jornalismo do Campus da UFSM em Frederico Westphalen, no 1º semestre de 2021, ministrada pela Professora Luciana Carvalho.

 

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