O estágio, a formação profissional e as transformações do jornalismo ao longo das últimas duas décadas pautaram a mesa de conversa “O jornalismo em FW: evolução do estágio e do mercado ao longo de 20 anos”, realizada no dia 7 de abril de 2026, na Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen.
O encontro integrou as comemorações do Dia do Jornalista e reuniu profissionais da área e acadêmicos para discutir as mudanças na profissão. Participaram da mesa Adriana Folle, da URI; Márcia Sarmiento, do Jornal O Alto Uruguai; Heloíse Santi, da Rádio Chiru; e Rodrigo D’Ávila, da Rádio Comunitária FW. A mediação foi realizada pela professora doutora Mirian Radin de Quadros, coordenadora substituta do curso de Jornalismo.
Durante a conversa, todos destacaram a importância da prática enquanto estiver na graduação. A experiência em estágios e o contato com a rotina das redações foram apontados como fundamentais para o desenvolvimento profissional.
Além da técnica, os participantes destacaram que o interesse em aprender e a disposição para ir além do básico fazem diferença na trajetória de quem está começando. A curiosidade, a iniciativa e a vontade de buscar informações foram citadas como características essenciais para quem deseja se destacar na área.
Outro aspecto discutido foi a mudança no jornalismo ao longo dos anos. Se antes a produção de conteúdo enfrentava limitações de acesso à informação e dependia de processos mais manuais, hoje a tecnologia permite maior agilidade, ao mesmo tempo em que exige mais responsabilidade.
Nesse cenário, as redes sociais e as novas ferramentas digitais passaram a fazer parte da rotina dos jornalistas, aumentando o alcance das informações, mas também trazendo desafios, como a necessidade constante de verificação e o combate à desinformação.
Durante a mediação, também foram levantadas questões sobre o papel do jornalista diante dessas transformações. Entre os pontos discutidos, destacou-se a importância de manter a essência da profissão, baseada na apuração, no olhar crítico e na capacidade de contar histórias relevantes para a sociedade.
A prática ainda durante a graduação aparece como um dos principais diferenciais na formação. Os profissionais destacaram que o contato com o mercado, por meio de estágios, permite ao estudante desenvolver segurança, iniciativa e autonomia no dia a dia da profissão.
Ao final, os participantes destacaram que, mesmo com as mudanças tecnológicas, o que mais faz diferença no jornalismo é a vontade de aprender, fazer perguntas e buscar informações de qualidade.
Texto: Ynaê Barbosa e foto: Ana Carolina Ritter, bolsistas na Âgencia Íntegra
