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O fenômeno das startups: como elas sobreviveram à pandemia



Fotografia horizontal de um homem branco, com cabelo curto castanho, mexendo em um notebook, com vista de suas costas e perfil esquerdo. Ele veste camiseta na cor preta, e usa barba. Está sentado frente a uma mesa de cor amarelada, onde estão um notebook cinza e um monitor preto. No notebook, uma página branca com alguns retângulos e informações escritas. À direita do notebook, o monitor, com uma página azul escuro e códigos coloridos. Ao fundo, uma parede branca.

A pandemia do novo COVID-19 alterou a rotina de milhões de pessoas ao redor do mundo, o que impactou não somente os negócios tradicionais, como também as chamadas startups. No entanto, mesmo com as dificuldades que surgiram ao longo da pandemia, o modelo enxuto e de fácil pivotagem beneficiou essas empresas, devido à flexibilidade e fácil adaptação a mudanças.

O que é uma startup?

Startup é uma empresa jovem, com modelo repetível e escalável em um cenário de incertezas e soluções a serem desenvolvidas. Em geral, as startups têm base tecnológica, ou seja, usam intensivamente conhecimento científico e/ou tecnológico.

A Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia, a Agittec, tem o papel de dar suporte às startups incubadas dentro da UFSM. Dentro das incubadoras, as empresas conseguem apoio científico e tecnológico, além do suporte operacional e da disponibilização de um espaço físico com valor mais acessível. 

Entretanto, com o início das medidas sanitárias de proteção ao Covid-19, essas entidades também precisaram rapidamente se reorganizar e se adaptar ao ambiente remoto. A administradora na coordenadoria de empreendedorismo da Agittec, Jeanne Mainardi, conta que a adaptação foi facilitada pelo formato de trabalho das startups. “Por estarmos no meio de empresas tecnológicas, a adaptação foi bem rápida”, afirma Mainardi. Também administrador na coordenadoria de empreendedorismo da Agittec, Anderson Paim conta que o desempenho das startups incubadas dependeu muito da forma como cada uma gerenciou a situação. “Umas tiveram desempenho melhores que as outras. Algumas quebraram de vez”, conta.

A pandemia beneficiou empresas voltadas para a tecnologia, em especial as startups, já que foi nelas que o mercado encontrou um terreno fértil para seu desenvolvimento em tempos de necessidade de afastamento social e isolamento. Empresas tradicionais podem ser mais inflexíveis frente a momentos que exigem rápida adaptação.

O economista e CEO da Stars Aceleradora, Aislan Menk, explica que as empresas tradicionais têm um custo fixo muito alto, especialmente com relação ao espaço físico. “Esses espaços têm custo. Tem custos de água, de luz, de internet, de segurança, de limpeza. São custos imobilizados muito altos”, explica.

Em contrapartida, as startups tendem a ter custos mais enxutos. No caso das incubadas, a taxa paga pela utilização do espaço físico é cerca de dez vezes inferior à de uma sala comercial na cidade de Santa Maria. Dessa forma, tem vantagens significativas com relação a empresas tradicionais. 

Como aprendizado levado dos tempos pandêmicos, Penna diz que “o momento de agora não é para sempre” e que hoje está muito mais atento às instabilidades que todo negócio pode sofrer. Já Capssa afirma que “diante das dificuldades, devemos buscar soluções” e explica que estar atento às oportunidades deve ser rotina em todos os momentos, não somente nos difíceis. Sakis aponta a resiliência como principal aprendizado. Menk conta que vê um grande potencial de desenvolvimento e inovação em áreas mais tradicionais na cidade de Santa Maria, como o comércio e a indústria. “Tem vários segmentos ainda pouco atendidos pelo mundo das startups, e acho que essa é uma tendência”, explica.

Reportagem: Débora Hundertmarck

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