O segundo domingo do mês de maio é, na maior parte do mundo, um dia de homenagens à figura materna e à maternidade. O Dia das Mães de 2026 foi celebrado no último domingo, dia 10, e promoveu, além de uma data comemorativa, uma oportunidade de refletir sobre os desafios das mulheres que, além de mães, são estudantes. Conciliar a maternidade e a trajetória acadêmica é uma das maiores dificuldades da permanência estudantil entre as mães que cursam o ensino superior e a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) exerce um papel primordial no apoio às estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Além dos auxílios e das políticas, a PRAE garante a oferta integrada de alimentação, saúde e apoio psicossocial aos discentes. Apenas neste ano, foi instaurado diversas iniciativas de assistência, como a aquisição das cadeiras de alimentação infantil no Restaurante Universitário (RU) I — realizada com apoio do o projeto “Maternidade Plena: entre colo e livros, uma jornada de equilíbrio” —, a ampliação ao direito à moradia estudantil para filhos menores de 12 anos e a adaptação da estrutura dos apartamentos da Casa do Estudante Universitário (CEU) para atenderem às necessidades de moradores com filhos. Cada uma dessas ações representam um avanço no desenvolvimento social e estudantil da UFSM e impactam diretamente a vida dos estudantes com crianças, em especial dos usuários da CEU.
A nova gestão da PRAE busca reforçar cada vez mais o compromisso com a inclusão, a acessibilidade e a permanência dos estudantes. A Pró-Reitora de Assuntos Estudantis, Jaciele Sell, salientou que as políticas de parentalidade no ensino superior são fundamentais para garantir a permanência estudantil de mães e pais universitários, e ressaltou:
A discente do curso de graduação em Relações Públicas, Kleysa Gomes, é mãe de um menino de 5 anos e só retomou os estudos no ensino superior, em 2023, pois descobriu que a UFSM oferece a possibilidade às mães de morarem na Casa do Estudante com seus filhos. “Foi o grande pontapé para eu fazer o Enem e conseguir ingressar. Essa política foi decisiva para eu estar hoje na universidade”, disse.
O filho de Kleysa frequenta uma escola de período integral, o que permite que ela estude durante o dia. À noite, ela precisa organizar o tempo entre as atividades acadêmicas e as demandas da maternidade. De acordo com a estudante, um dos maiores desafios é “ter com quem deixar os filhos” para conseguir frequentar as aulas. “Eu tenho a escola integral, mas muitas mães não têm essa possibilidade, principalmente as que estudam à noite”, afirmou.
A discente indicou que poderiam existir algumas alternativas na universidade, como “uma brinquedoteca ou um espaço com apoio de bolsistas”, para oportunizar um ambiente seguro e acolhedor para as crianças, enquanto as mães estudam. Apesar disso, Kleysa destacou que houve avanços desde 2023 até a atualidade e que “Em diálogo com a PRAE, melhorou. Hoje está mais acessível.” Ela ainda ressaltou que “todos os auxílios da UFSM são essenciais” e que a sua rede de apoio, que inclui outras mães moradoras da CEU, é fundamental para garantir que ela permaneça no curso.
A trajetória da Kleysa é um exemplo do alcance e do impacto que as ações de assistência e o apoio institucional às mães estudantes exercem na UFSM. A maternidade não deve ser um empecilho no direito à educação, mas sim um impulso para que a jornada acadêmica seja uma forma de construir um futuro para mães e filhos.
Texto por Pollyana Escobar Bronzatto, acadêmica do curso de Jornalismo da UFSM e Bolsista do Setor de Comunicação da PRAE/UFSM.
Revisão e Edição: Daíse dos Santos Vargas, Chefe do Setor de Comunicação da PRAE/UFSM.