No dia 02 de maio de 2026, a Auditoria Interna (Audin) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) completou 15 anos de atuação, consolidando uma trajetória marcada pelo fortalecimento institucional e pela contribuição contínua ao aprimoramento da gestão universitária.
Criada em 2011, a Audin atua como unidade independente e objetiva, vinculada diretamente ao Conselho Universitário (CONSU), em consonância com as diretrizes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e com as boas práticas da auditoria interna governamental.
Ao longo de sua trajetória, a Unidade desempenhou papel estratégico no apoio à gestão institucional. Inicialmente voltada à realização de atividades de fiscalização e verificação de conformidade, a atuação da Auditoria Interna acompanhou as transformações e avanços da administração pública, ampliando seu espaço de atuação.
Um importante marco nesse processo ocorreu em 2017, com a publicação do Referencial Técnico da Atividade de Auditoria Interna Governamental, que promoveu o alinhamento às normas internacionais e consolidou uma abordagem orientada à gestão de riscos, à governança e ao fortalecimento dos controles internos.
Na UFSM, essa evolução refletiu-se no aperfeiçoamento contínuo da atuação da Audin, que passou a incorporar metodologias baseadas em riscos e a se integrar de forma ainda mais efetiva aos processos de governança institucional.
Nesse contexto, a atuação da Unidade está alinhada ao modelo das Três Linhas, referência para a estruturação da governança organizacional. A primeira linha é composta pelas unidades responsáveis pela execução das atividades e processos institucionais no cotidiano. A segunda linha corresponde às estruturas responsáveis por orientar, monitorar e apoiar o desenvolvimento dessas atividades, promovendo o acompanhamento da gestão de riscos e dos controles internos. Na UFSM, embora não exista formalmente uma unidade específica de segunda linha, essa função é atualmente desempenhada pelo Comitê de Governança, Riscos e Controles.
Já a terceira linha é exercida pela Audin, que atua de forma independente, fornecendo avaliações sobre os processos institucionais e contribuindo para o fortalecimento da governança, da gestão de riscos e dos controles internos. Seu papel consiste em oferecer uma visão independente sobre a efetividade desses mecanismos, apoiando a melhoria contínua da gestão universitária.
Atualmente, a Auditoria Interna da UFSM é coordenada pela auditora Camila da Silva Xavier e conta com uma equipe técnica composta pelas servidoras Giovana Petry Pinto, Gislaine Borges, Melina Adriane Corte Real e Tatiane Machado Rigon.
Ao celebrar 15 anos de atuação, a Audin reafirma seu compromisso com o aperfeiçoamento contínuo de suas atividades e com o fortalecimento da governança institucional, contribuindo para uma gestão pública cada vez mais eficiente, transparente e orientada à geração de valor para a sociedade.
A linha do tempo abaixo reúne marcos importantes da evolução da auditoria interna governamental, incluindo a criação da Auditoria Interna da UFSM.

A trajetória inicia em 1967, quando o Decreto-Lei nº 200/1967 estabeleceu o controle como princípio da Administração Pública.
Em 1988, com a promulgação da Constituição Federal, o controle interno passou a ser institucionalizado por meio do Artigo 74.
Posteriormente, em 2001, ocorreu a organização do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, por meio da Lei nº 10.180/2001 e da Instrução Normativa SFC nº 01/2001, consolidando diretrizes e procedimentos para atuação das estruturas de controle interno.
No ano de 2011, foi criada a Auditoria Interna da UFSM, marco que representou a formalização da atividade de auditoria no âmbito institucional da universidade.
Em 2017, foi instituído um novo referencial técnico, alinhado às práticas e padrões internacionais, por meio da Instrução Normativa SFC nº 03/2017.
Já em 2025, teve início o processo de autoavaliação de maturidade (IA-CM – Internal Audit Capability Model).
Por fim, em 2026, a Auditoria Interna da UFSM celebra 15 anos de atuação, reforçando seu direcionamento estratégico voltado à governança, gestão de riscos e geração de valor institucional.