O Departamento de Engenharia Florestal do Campus da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen (UFSM/FW) esteve presente no XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA) e no 64º Congresso da SOBER [Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural]. Os eventos ocorreram em conjunto entre 19 e 23 de julho de 2026, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em Porto Alegre.
As atividades oportunizaram diálogo interdisciplinar entre pesquisadores de ciências rurais, economia, gestão, sociologia e áreas correlatas, a nível nacional e internacional. Na ocasião, discutiram os desafios da agricultura, alimentação e sustentabilidade no campo.
Pesquisa e extensão no enfrentamento da crise climática
Representando a UFSM/FW, participou o docente Oscar Agustín Torres Figueredo, do Departamento de Engenharia Florestal. O professor apresentou o trabalho Limites Planetários: contribuições para o enfrentamento da crise ecológica planetária através da pesquisa e extensão universitária, desenvolvido em parceria com o pesquisador Davi Ezequiel François.
“O objetivo do trabalho foi apresentar uma breve discussão sobre a pesquisa e extensão universitária relacionando-as com os limites planetários com algumas ações de extensão tais como o projeto de extensão Feira de produtos agroecológicos na UFSM/FW”, explicou Figueiredo. O professor aproveitou a oportunidade e divulgou o projeto de pesquisa, que é realizado em parceria com a PUCRS, “Perspectivas futuras para o nexo energia e resiliência comunitária a eventos climáticos extremos em comunidades rurais de base familiar no sul do Brasil”.
Conforme esclareceu o docente da UFSM/FW, os projetos de pesquisa são uma “oportunidade de associar Ensino, Pesquisa e Extensão para contribuir com a formação de agricultores familiares e estudantes para que tenham uma visão interdisciplinar, sistêmica e interprofissional diferenciada frente aos grandes desafios da humanidade”. As pesquisas, aponta Figueiredo, são fundamentais para mitigar os efeitos do colapso socioambiental. “Perante as múltiplas crises da atualidade, é imperiosa a necessidade de decrescer por causa da geração de poluentes e degradadoras do meio ambiente, concomitantemente com o aumento de ações voltadas à preservação e regeneração ecológica para reduzir a entropia”, conclui.