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				<title>62 anos do Golpe: As Marcas da Ditadura na "Cidade Partida”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/03/31/golpe-santa-maria</link>
				<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 15:52:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura civil-militar]]></category>
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						<description><![CDATA[O aniversário do golpe civil-militar de 1964 resgata memórias da repressão e analisa o impacto do regime militar em Santa Maria
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/IMG_6607-1-1024x768.jpg" alt="Foto colorida horizontal da fachada do prédio da Antiga Reitoria. A imagem mostra o prédio a partir de uma vista de baixo para cima. No momento da foto, a céu está firme e azulado." />											<figcaption>Quinto andar do antigo prédio da Reitoria, no Centro de Santa Maria, abrigou Assessorias Especiais de Serviço de Informações (AES), que monitora estudantes e professores (Foto: Daniel Michelon De Carli)</figcaption>
										</figure>
		<p>No dia trinta e um de março, o golpe que instaurou a Ditadura Civil-Militar no Brasil completa 62 anos. Em Santa Maria, uma cidade marcada pelo trem e pela farda, a data é marcada como um registro nos livros de história e uma cicatriz que ainda vive na memória de quem viveu a repressão.</p><p>Nos anos 1960, o dia de um grupo de jovens normalmente terminava em um pátio na Rua Pinheiro Machado. Ali, nos fundos da casa de um advogado local, estudantes jogavam futebol. Entre os rostos suados e a disputa pela bola, estava um futuro capitão do Exército que, ocasionalmente, juntava-se à "pelada". Para o jovem estudante secundarista do Maneco, Dartagnan Luiz Agostini, aquele era apenas o irmão de um colega. Ele não sabia, mas anos depois, o mesmo homem que dividia o gramado com ele seria o rosto do terror em um dos porões mais sombrios do país.</p><h3><b>Um ciclo de rupturas</b></h3><p>O professor de história do Colégio Politécnico da UFSM, Leonardo Botega, explica que 1964 não foi um evento isolado. "Foi o fechamento de um ciclo de tentativas de tomadas de poder que vinha desde o suicídio de Getúlio Vargas em 1954 e as crises de 55, 56, 59 e 61", contextualiza.<br />Segundo Botega, o discurso oficial da época, alimentado por setores da imprensa empresarial e das elites rurais, vendia a ideia de uma "Revolução Democrática" para salvar o país de uma suposta "República Sindicalista" liderada por João Goulart. "O real motivo foi a oposição ferrenha às Reformas de Base. Era a lógica da manutenção dos interesses empresariais e latifundiários acima de tudo", destaca o professor.</p><h3><b>Santa Maria, a “Cidade Partida”</b></h3><p>Enquanto a ditadura iniciava no país, Santa Maria ganhava contornos de "Cidade Partida", termo utilizado pelo professor e historiador da UFSM, Diorge Konrad, para descrever a divisão entre a forte tradição trabalhista dos ferroviários e o massivo contingente militar da região.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">"Santa Maria já era o segundo maior contingente militar e tinha uma tradição trabalhista consolidada. A cidade se dividiu", explica Konrad. De acordo com o docente do Departamento de História e um dos coordenadores do <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/2026/03/30/grupo-calice-da-ufsm-discute-a-arte-como-resistencia-a-ditadura-civil-militar">Cálice</a> - Grupo de Estudos sobre a Ditadura Civil-Militar, a repressão no município foi imediata e estratégica. "Os ferroviários, que tentaram uma greve no primeiro dia de abril daquele ano, foram os primeiros alvos. <a style="text-decoration: none" href="https://memoriasdaditadura.org.br/personagens/onofre-ilha-dornelles/">Onofre Dornelles</a> foi preso, torturado no Regimento Mallet e morreu na Casa de Saúde em decorrência das sequelas. Foi o primeiro morto pela ditadura na cidade", revela.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Dentro da UFSM, Konrad aponta que, a partir de 1968, com o <a href="https://www.gov.br/memoriasreveladas/pt-br/centrais-de-conteudo/destaques/ai-5-nunca-mais#:~:text=Em%2013%20de%20dezembro%20de,aprofundando%20a%20repress%C3%A3o%20no%20Brasil.">AI-5</a>, a vigilância tornou-se cotidiana por meio das Assessorias Especiais de Serviço de Informações (AES), instaladas no quinto andar da reitoria. "Temos registros de mais de mil documentos do Serviço Nacional de Informações (SNI) vigiando estudantes e professores. A universidade era um laboratório da vigilância", pontua.</p><h3><b>“Boêmio, Carreteiro e Vanguarda”</b></h3><p>A luta pela resistência ocupava as mesas de bar da cidade. No livro “<i>Relatos de um militante</i>”, Dartagnan conta que, na Avenida Rio Branco, o Moby Dick, era o porto seguro da intelectualidade progressista da época. "Tínhamos poucos recursos, o consumo era mínimo, mas o proprietário, o Cláudio, nos oferecia um carreteiro gratuito a cada ano", conta Dartagnan. Esses encontros boêmios serviram de base para a criação do Grupo Vanguarda Cultural. Ali, entre intelectuais e estudantes, debatia-se a cultura como ferramenta fundamental para coesionar a sociedade brasileira contra o regime. Para Dartagnan e seus pares, fazer cultura era um ato político de formação da juventude para o fim da ditadura e a redemocratização do país.</p>		
													<img width="1024" height="828" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/mvimento-cultural-1024x828.jpeg" alt="Foto em tons de cinza. semelhante a um recorte de jornal, com dez homens, sendo oito sentados à mesa. Todos estão com camisas e têm cabelos curtos escuros ou claros. Alguns usam óculos. Os outros dois homens são o garçon e um home no balcão ao fundo." />													
		<h3><b>Do congresso clandestino para os porões do DOI-CODI</b></h3><p>Dartagnan viveu essa vigilância na pele. Em 1967, ele era um dos dois delegados escolhidos por Santa Maria para participar do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Belo Horizonte, um evento que ocorria no porão de uma igreja. "O movimento estudantil era aberto antes de 1964. Depois, foi cerceado. Em Santa Maria, éramos poucos, cerca de 3 mil universitários, mas uma vanguarda organizada", recorda.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A aventura clandestina terminou em prisão. Segundo Dartagnan, o cárcere se deu após um acordo de "salvaguarda" que não foi cumprido pela polícia estadual. Ele e outros estudantes, incluindo o futuro político e estudante de direito na época, Tarso Genro, foram capturados pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">"Ficamos dias incomunicáveis. Havia uma tortura psicológica forte: 'nós vamos te matar, sabemos quem é você', mas ainda não havia a agressão física sistemática. A repressão ainda não era 'científica’ ", conta.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A consciência da dor veio anos depois. Já formado em engenharia e trabalhando em uma obra da Petrobras na Serra do Mar, Dartagnan foi preso novamente em 1971. O destino foi o DOI-CODI, em São Paulo, o epicentro da Operação Bandeirante. Ali, o engenheiro reencontrou o "companheiro de futebol" de Santa Maria: o agora Major Carlos Brilhante Ustra, chefe do centro de tortura.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">"Ele me perguntou: 'sabe quem eu sou?'. Eu disse: 'claro, te conheço do bairro Pinheiro Machado'. Ele ficou meio chateado com a resposta", relata Dartagnan.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O engenheiro passou dois meses em São Paulo e outros dois no DOPS, em Porto Alegre. Ele descreve um método de desestruturação psíquica: "Eles te chamavam na cela, faziam um carnaval, davam choque e te mandavam embora. Duas horas depois, te buscavam de novo. Tu nunca sabia quando tinha terminado. O objetivo era não te deixar raciocinar".</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O jogo era pela sobrevivência. "Tu fica psicologicamente destroçado. Tem que ter muita força de vontade para não cair no desespero. Eu queria sobreviver, mas não queria contar nada que causasse a morte ou a prisão de mais ninguém. Era um jogo de medir o que falar", explica. </p>		
										<figure>
										<img width="683" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Dartgnan-em-1982-683x1024.jpeg" alt="Foto em tons de cinza vertical de um homem adulto com cabelo escuro e curto, com bigode. Ele usa uma camisa social de manga longa com bolso de cor clara." />											<figcaption>Engenheiro Dartagnan Agostini em 1982 (Foto: Arquivo pessoal)</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2026/03/Atestado-do-DOPS-Santa-Maria-768x1024.jpeg" alt="Página de reprodução de documento do DOPS com texto datilografado em preto." />											<figcaption>Ficha do DOPS - Santa Maria do engenheiro em 1966/ Imagem: Arquivo pessoal</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>O dever da memória e a herança do silêncio</b></h3><p>A saída dos militares, descrita por eles como "lenta, gradual e segura", deixou heranças que os historiadores apontam como entraves para a democracia atual. Para Leonardo Botega, a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6683.htm">Lei de Anistia de 1979</a> garantiu a não punição de torturadores e moldou uma estrutura frágil. "A transição criou um grande problema: a lógica da não punição aliada à autonomia militar. Isso gera uma perspectiva social aberta aos negacionismos", alerta o professor.</p><p>Diorge Konrad reforça que o autoritarismo ainda molda a formação social brasileira. "O Brasil possui uma sociedade fortemente autoritária. Estruturas como a autonomia das polícias militares estaduais são heranças vivas desse período. Temos a polícia que mais mata e que mais morre, atuando em guerra permanente contra a sociedade civil", enfatiza.</p><p>Dartagnan Agostini, que após o exílio interno e a redemocratização decidiu cursar História, transformou sua vivência em objeto de estudo. Sua motivação? A plena consciência de que a luta de sua geração era por um Brasil que diminuísse a disparidade entre ricos e pobres, um projeto que, segundo ele, foi abortado pelo golpe.</p><p>Hoje, aos 83 anos, o engenheiro e historiador guarda as marcas psicológicas e a compreensão de que o silêncio é a ferramenta predileta do autoritarismo. A história de Dartagnan serve como um lembrete: a democracia não é um estado permanente, mas uma construção que exige, acima de tudo, o fim do esquecimento.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Texto: Isadora Bortolotto, estudante de Jornalismo e voluntária na Agência de Notícias</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Imagens: Reprodução do livro “Relatos de um militante”, de Dartagnan Agostini, e Arquivo Pessoal</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b>Foto</b>: Daniel Michelon De Carli, designer</p><p>Edição: Maurício Dias, jornalista</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM institui Dia de Memória às Vítimas do Incêndio da Boate Kiss</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/mpcs/2026/01/26/ufsm-institui-dia-de-memoria-as-vitimas-do-incendio-da-boate-kiss</link>
				<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 13:35:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[boate kiss]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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						<description><![CDATA[A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) instituiu, por meio de portaria normativa, o Dia de Memória às Vítimas do Incêndio da Boate Kiss, a ser lembrado anualmente em 27 de janeiro. A data passa a integrar o calendário institucional da Universidade como um momento de reflexão, solidariedade e preservação da memória coletiva. Em razão [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p data-start="275" data-end="614">A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) instituiu, por meio de <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/portaria-normativa-ufsm-n-104-2026" target="_blank" rel="noopener">portaria normativa</a>, o <strong data-start="365" data-end="420">Dia de Memória às Vítimas do Incêndio da Boate Kiss</strong>, a ser lembrado anualmente em <strong data-start="451" data-end="468">27 de janeiro</strong>. A data passa a integrar o calendário institucional da Universidade como um momento de reflexão, solidariedade e preservação da memória coletiva.</p>
<p data-start="616" data-end="924">Em razão da instituição da data, no dia <strong data-start="656" data-end="681">27 de janeiro de 2026</strong> estarão <strong data-start="690" data-end="746">suspensas as atividades acadêmicas e administrativas</strong> da UFSM. A suspensão não se aplica aos serviços essenciais, cuja continuidade é indispensável ao funcionamento institucional, à segurança, à saúde e à preservação do patrimônio.</p>
<p data-start="926" data-end="1200">A portaria também estabelece que as unidades acadêmicas e administrativas poderão, de forma autônoma, promover <strong data-start="1037" data-end="1098">atividades memoriais, educativas, reflexivas ou culturais</strong>, contribuindo para o fortalecimento da memória institucional e do compromisso social da Universidade.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM institui Dia de Memória às Vítimas do Incêndio da Boate Kiss</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2026/01/21/ufsm-institui-dia-de-memoria-as-vitimas-do-incendio-da-boate-kiss</link>
				<pubDate>Wed, 21 Jan 2026 14:21:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[boate kiss]]></category>
		<category><![CDATA[Gabinete da reitoria]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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						<description><![CDATA[Portaria estabelece suspensão das atividades acadêmicas e administrativas em 27 de janeiro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Universidade Federal de Santa Maria</span></span> instituiu, por meio de <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/portaria-normativa-ufsm-n-104-2026">portaria normativa</a>, o dia 27 de janeiro como Dia de Memória às Vítimas do Incêndio da Boate Kiss. A data passa a integrar o calendário institucional como um momento de reflexão, solidariedade e preservação da memória coletiva.</p>
<p>Em 27 de janeiro de 2026, ficam suspensas as atividades acadêmicas e administrativas da Universidade. A medida não se aplica aos serviços essenciais, cuja continuidade é indispensável ao funcionamento institucional, à segurança, à saúde e à preservação do patrimônio.</p>
<p>A portaria também prevê que as unidades acadêmicas e administrativas poderão promover atividades memoriais, educativas, reflexivas ou culturais, respeitada a autonomia de cada setor. </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Concurso literário “As lembranças que eu tenho da UFSM/FW”: Edições 2023 e 2024</title>
				<link>https://www.ufsm.br/editoras/facos/concurso-literario-as-lembrancas-que-eu-tenho-da-ufsm-fw-edicoes-2023-e-2024</link>
				<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 22:41:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[comemorativo]]></category>
		<category><![CDATA[concurso]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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						<description><![CDATA[Concurso literário “As lembranças que eu tenho da UFSM/FW” : edições 2023 e 2024 Adriana Camponogara Aires da Silva e Sandra Valéria Binotto (organizadoras)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h1>Concurso literário “As lembranças que eu tenho da UFSM/FW” : edições 2023 e 2024</h1><h6>Adriana Camponogara Aires da Silva e Sandra Valéria Binotto (organizadoras)</h6>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Totens interativos e exposição fotográfica são estratégias para a conscientização sobre a crise climática</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/12/19/totens-interativos-e-exposicao-fotografica-sao-estrategias-para-a-conscientizacao-sobre-a-crise-climatica</link>
				<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 17:26:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Além do Arco]]></category>
		<category><![CDATA[Capes]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes RS 2024]]></category>
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		<category><![CDATA[totens interativos]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto Memorar Quarta Colônia, da UFSM, objetiva sensibilização e resiliência climática]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p>No início de novembro, a Jornada Acadêmica Integrada Mirim (<a href="https://www.ufsm.br/2025/11/05/4a-edicao-da-jai-mirim-abre-as-portas-da-ufsm-aos-pequenos-cientistas"><b><u>JAI Mirim</u></b></a>) recebeu pequenos cientistas do ensino infantil e fundamental no Museu do Conhecimento da UFSM. Dentre os projetos presentes no evento, um dos destaques foi o Memorar - Memorial das Águas e da Resiliência Climática da Quarta Colônia. Foi a estreia de t<a href="https://www.instagram.com/p/DQpa0Jskano/?img_index=1"><u><b>otens digitais interativos</b></u></a>, adquiridos com recursos do Pró-Equipamentos, projeto parceiro financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes). Por meio dos totens, as crianças puderam visualizar e interagir com histórias em quadrinhos, quizzes, imagens das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e mapas que mostram o movimento das águas no estado.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="906" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.08-3-e1766165301863-1024x906.jpeg" alt="" />											<figcaption>Criança interage com totem durante JAI Mirim, na UFSM.</figcaption>
										</figure>
		<p>O professor Adriano Figueiró é do Departamento de Geografia da UFSM e coordena o projeto Memorar. Segundo ele, mais de 300 pessoas, entre crianças e professores, passaram e interagiram com os totens. “Todo mundo ficou bastante impactado e surpreso com o conteúdo que observaram. Eu acho que isso cumpriu um primeiro objetivo [do projeto], que é justamente a sensibilização”, afirma Adriano.</p>
<p> </p>
<p>Os totens funcionam como ferramentas de divulgação científica e difusão do conhecimento sobre mudanças e resiliência climática, pois permitem compreender, visualizar e interagir com explicações sobre causas e efeitos dos eventos climáticos extremos, que estão cada vez mais frequentes. “A partir da mudança climática, nós transformamos o extraordinário em ordinário”, declara Adriano. Para o professor, esse entendimento é importante para sensibilizar e conscientizar diferentes gerações. Crianças, adolescentes e jovens, que no momento são os públicos-alvo do projeto, têm mais facilidade de compreender a seriedade do fenômeno por terem nascido imersos nesta complexidade. Consequentemente, tem mais possibilidade de incorporar práticas sustentáveis no seu dia a dia.</p>
<p> </p>
<p>Por outro lado, por não ter presente a vivência da memória de eventos climáticos extremos que já aconteciam no século passado, a noção de urgência e de planejamento de ações a longo prazo encontra mais dificuldades. Já para os adultos, essa mesma característica dificulta a compreensão da mudança climática, uma vez que enchentes, estiagens, chuvas de granizo e vendavais já causavam destruição em décadas passadas. “Mas a partir do momento em que eles começam a compreender que a mudança climática é, na verdade, a intensificação dos fenômenos extraordinários que sempre aconteceram, eu diria que eles são parceiros mais fáceis de serem incorporados, porque têm uma noção  de mundo que os jovens não têm”, explica Adriano.</p>
<p> </p>
<p>Foram adquiridos dez totens que atualmente estão no Museu do Conhecimento da UFSM. No entanto, de acordo com Adriano, futuramente alguns deles podem ser instalados no Memorial da Resiliência Climática, objetivo principal do projeto e que está em fase de planejamento.</p>		
			<h3>Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho</h3>		
		<p>A fim de ampliar a visibilidade do projeto, o Memorar QC inaugurou na semana passada a mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’ no hall do Centro de Ciências Naturais e Exatas. “O nosso objetivo é tentar partir de diferentes instrumentos para sensibilizar diferentes grupos da comunidade”, diz Adriano. São 20 fotos das enchentes de 2024 selecionadas a partir de materiais midiáticos, que também são dados coletados pelo projeto. Estas fotografias representam a tragédia. Por outro lado, Adriano afirma que a ideia da mostra surgiu para fazer uma espécie de contrapeso, já que a atuação no projeto exige reviver a catástrofe e rememorar a tragédia. Por isso, criaram um concurso fotográfico para selecionar fotos de paisagens da Quarta Colônia, que significam o Sonho. “[Serve] para que as pessoas possam perceber o potencial dessas paisagens para construir a vida”, declara.</p>		
							“A paisagem da Quarta Colônia é excepcionalmente linda. Mas quando você confronta essas duas realidades, ou seja, uma paisagem linda e uma paisagem submetida a uma catástrofe, nós percebemos que a passagem de uma paisagem linda para uma de perigo, morte e destruição, é uma passagem muito rápida, que pode se dar num tempo muito curto. Por isso temos que criar estratégias para tentar evitar que o impacto seja tão grande como foi em 2024”. - Adriano Figueiró, coordenador do projeto.
		<p>Para Adriano, este comparativo demonstra que, para além da tragédia, aquela paisagem tem capacidade de resiliência e recuperação. A mostra fotográfica é itinerante e será levada para diferentes espaços da UFSM, de escolas e da Quarta Colônia em 2026.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.09-1-1024x683.jpeg" alt="" />											<figcaption>Mostra fotográfica ‘Memorial Quarta Colônia: da Tragédia ao Sonho’, no Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE).</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-18-at-09.43.09-1024x682.jpeg" alt="" />											<figcaption>Mostra fotográfica reúne imagens das paisagens da Quarta Colônia antes e depois das enchentes de 2024.</figcaption>
										</figure>
			<h3>Memória como ferramenta para o futuro</h3>		
		<p>O nome do projeto já informa um de seus objetivos: transformar a enchente em memória. Adriano explica que, apesar de ser um processo doloroso, rememorar as paisagens e consequências das enchentes de 2024 é necessário. “Costumamos dizer que a memória é a única coisa que efetivamente consegue ligar o passado ao presente, para construir o futuro”, declara. Por isso ela se torna ferramenta de conscientização: permite compreender a noção da passagem do tempo. “[Ela] nos permite ter a noção de onde as coisas vieram, de como chegaram até aqui, do que aconteceu lá atrás, porque esse processo se repete no tempo. E se não temos a memória, não temos a compreensão de repetição”, conta Adriano. Isso é importante para compreender, inclusive, a intensificação de fenômenos climáticos extremos. </p>		
							<b>“Esse é o princípio para nós. Vivemos um momento, na sociedade planetária, submetido a um modo de produção capitalista, em que a memória tende a ser sistematicamente apagada porque quando temos um indivíduo sem memória, ele é mais vulnerável para o processo do consumo, da construção de imaginários que não são reais”, finaliza Adriano.</b>
		<p>Um dos instrumentos para a preservação da memória das enchentes será o Memorial da Resiliência Climática, cuja previsão de instalação é para o próximo ano.</p><p><i><b>Reportagem</b>: Samara Wobeto, jornalista</i></p>
<p><i><b>Fotografias</b>: Memorar Quarta Colônia</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisadores da UFSM e da Colômbia lançam e-book sobre jornalismo e memória</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/12/19/pesquisadores-da-ufsm-e-da-colombia-lancam-e-book-sobre-jornalismo-e-memoria</link>
				<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 11:10:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
		<category><![CDATA[colômbia]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação social]]></category>
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		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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						<description><![CDATA[Obra reúne textos em português e em espanhol e está disponível no site da Editora Facos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p style="text-align: left">O milpa – laboratório de jornalismo (CNPQ/UFSM) lançou, nesta semana, o e-book "Jornalismo e memória: escrituras possíveis, lugares (in)comuns". A publicação reúne capítulos assinados por pesquisadores brasileiros e colombianos dedicados ao estudo das relações entre a prática jornalística e a produção da memória coletiva e individual. O e-book traz textos em espanhol e em português, tem acesso aberto e está <a href="https://www.ufsm.br/editoras/facos/jornalismo-e-memoria-escrituras-possiveis-lugares-incomuns" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.ufsm.br/editoras/facos/jornalismo-e-memoria-escrituras-possiveis-lugares-incomuns&amp;source=gmail&amp;ust=1766224318059000&amp;usg=AOvVaw3S1pSf4te18m6JIG0ZhwA3">disponível no site da Editora Facos-UFSM</a>.</p>
<p>Os nove textos da coletânea são convites à reflexão sobre distintas práticas de pesquisa e procuram fomentar o diálogo de saberes na América Latina. Ao aproximar realidades dos dois países, o e-book proporciona o contato com as tarefas do jornalismo quando observado em realidades sociais complexas e em território cujas feridas ainda pulsam no imaginário e na realidade social.</p>
<p>O projeto de pesquisa, do qual este livro é um dos produtos finais, é uma investigação nascida em solo colombiano, no contato com intensas experiências jornalísticas e de narrativa do conflito. Em sua fase final, a investigação “Escrituras possíveis, lugares (in)comuns: saberes, sujeitos e compreensões sobre o jornalismo narrativo latino-americano”, contou com apoio financeiro do edital 07/2024 da Capes, por meio do Programa Move La America, que proporcionou a vinda do doutorando Amaury Núñez González, da UdeA, para o doutorado sanduíche na UFSM, além de Auxílio Pesquisador Orientador, fomentando ações no escopo do projeto, em especial a realização do Simpósio Internacional Jornalismo e Memória, em maio e em junho de 2025, cujas intervenções e debates motivaram a elaboração dos textos presentes na obra.</p>
<p>A organização do livro é do professor Reges Schwaab (Poscom/UFSM) e dos doutorandos Amaury Núñez González (UdeA/Colômbia) e Wellington Hack (UFSM). Assinam os textos os pesquisadores Jorge Bonilla, Raúl Hernando Osorio Varga, Amaury Núñez González, da Colômbia; Angela Zamin, Marta Maia, Carlos Augusto Pereira dos Santos Júnior, María José Gonzalez Piris, Jorge Ijuim, Hila Rodrigues, Helena Paz de Andrade Pessoa, Felipe Adam, Josué Gris, Micael Olegário, Júlia Petenon e Reges Schwaab, do Brasil.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Jornalismo e memória: escrituras possíveis, lugares (in)comuns</title>
				<link>https://www.ufsm.br/editoras/facos/jornalismo-e-memoria-escrituras-possiveis-lugares-incomuns</link>
				<pubDate>Wed, 17 Dec 2025 20:34:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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		<category><![CDATA[território]]></category>

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						<description><![CDATA[Jornalismo e memória: escrituras possíveis, lugares (in)comuns Amaury Núñez González, Reges  Schwaab, Wellington Hack (organizadores)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><h2><strong>Jornalismo e memória: escrituras possíveis, lugares (in)comuns</strong></h2>
<h6>Amaury Núñez González, Reges  Schwaab, Wellington Hack (organizadores)</h6>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM-PM sedia exposição “Memória, Orgulho e Identidade” no Mês da Consciência Negra</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/10/31/em-celebracao-ao-mes-da-consciencia-negra-ufsm-pm-sedia-a-exposicao-fotografica-memoria-orgulho-e-identidade</link>
				<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 15:34:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[identidades]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[mês da consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[religiões afrobrasileiras]]></category>

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						<description><![CDATA[Mostra traz mais de 30 fotografias de terreiros de religiões afrobrasileiras do Norte do RS]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/IMG_9911-1536x1024-1-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal de homem de costas que observa fotos enquadradas em uma parede vermelha. A imagem mostra parcialmente as fotos de praticantes de cultos afro" />											<figcaption>Exposição integra programação do Mês da Consciências Negra no campus Palmeir das Missões</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2025/10/DZV_9229-1536x1025-1-1024x683.jpg" alt="Foto colorida horizontal de mulher negra com roupa branca e turbante na cabeça. A mulher usa um colar, está de braços abertos e sorrindo. O local em que ela está tem folhas verdes largas" />											<figcaption>Exposição traz imagens de religiões afrobrasileiros </figcaption>
										</figure>
		<p>A exposição fotográfica “Memória, Orgulho e Identidade” pode ser visitada no hall do Prédio 1 da UFSM – Campus Palmeira das Missões até 19 de novembro. Com fotografias do documentarista Diogo Zanatta e curadoria da museóloga Patrícia Vivian, a mostra reúne mais de 30 imagens resultantes de pesquisa de campo em seis terreiros do norte do Rio Grande do Sul. As fotografias registram pessoas, espaços e ritos de religiões de matriz africana.</p>
<p>A mostra já passou por Passo Fundo, Marau, Erechim e Carazinho, onde contou com batuque e presença de Mãe Carmem de Holanda, liderança do Candomblé. Na ocasião, Mãe Carmem resumiu o espírito da mostra: “As nossas tradições pregam o bem, a vida em comunidade e a valorização da natureza; respeito entre religiões precisa ser um compromisso de todos.”</p>
<p>Para a curadora Patrícia Vivian, trazer a exposição para a UFSM aproxima&nbsp;universidades, escolas, comunidades de terreiro e pessoas em geral: “O trabalho convida a&nbsp;ver com calma e a ouvir com respeito, sem preconceitos. As imagens ajudam a&nbsp;desmontar&nbsp;estereótipos&nbsp;e a&nbsp;abrir diálogo público sobre liberdade e diversidade religiosa”, comenta. Já o fotógrafo&nbsp;Diogo Zanatta ressalta o caráter documental: “As fotos nasceram de escuta em&nbsp;cada casa visitada. São retratos de fé e para valorizar essas crenças&nbsp;que ainda são tratadas com discriminação.”</p>
<h3><b>Sobre a PNAB&nbsp;(Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura)</b></h3>
<p>“Fazer cultura no interior já é difícil. Fazer um projeto sobre religiões de matriz africana só&nbsp;foi possível por causa da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento. Essa política dá acesso&nbsp;a quem nunca teve: pessoas pretas, pardas, indígenas, periféricas, LGBTQIA+, como eu”,&nbsp;destaca o idealizador Nicolas Lian.&nbsp;Ele também conta que o intuito do projeto é dar visibilidade aos povos de terreiros e ressalta&nbsp;a receptividade das lideranças religiosas. “Quando a gente chegou nos terreiros, a vontade&nbsp;das lideranças de falar, de contar suas histórias, de desmistificar os preconceitos foi&nbsp;enorme. Eles vivem a intolerância todo dia e, mesmo assim, recebem a gente com&nbsp;generosidade, com verdade. Cada terreiro tem sua forma de pensar, de praticar, de viver —&nbsp;e isso mostra como há uma diversidade imensa dentro das próprias religiões afro-brasileiras, que quase ninguém conhece porque nunca tem espaço”.</p>
<h3><b>Material Educativo</b></h3>
<p>Além das imagens, o público encontra material educativo gratuito: um livreto com conceitos&nbsp;e referências sobre as tradições afro-brasileiras que foi pensado para aprofundar os&nbsp;conhecimentos a respeito do tema. Em cada cidade, a equipe promove conversas com&nbsp;educadores e gestores culturais, estimulando o uso pedagógico do acervo e ações de&nbsp;combate ao racismo religioso.</p>
<p>A equipe também registra os impactos da circulação para compor um futuro curta documental desdobramento do projeto, com depoimentos de pais e mães de santo e de visitantes sobre o que a mostra mobiliza nas cidades por onde passa. O projeto é realizado pela Skopo Media, produtora cultural de Passo Fundo que atua com audiovisual, fotografia e design. A produtora também realiza formações, assessorias e projetos culturais voltados para a valorização de territórios e narrativas sociais.</p>
<p><em>Texto: Divisão de Divulgação Institucional UFSM PM</em></p>
<p><em>Fotos: Diogo Zanatta/Divulgação</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Simpósio Internacional ​recebeu pesquisadores ​colombianos ​para discutir jornalismo e memória</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/milpa/2025/07/07/simposio-internacional-recebeu-pesquisadores-colombianos-para-discutir-jornalismo-e-memoria</link>
				<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 23:40:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[futuros possíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[poscom]]></category>

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						<description><![CDATA[Mais de cem ouvintes​ participaram das quatro conferências do evento]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O <i>milpa - laboratório de jornalismo</i> (CNPq/UFSM), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (Poscom/UFSM), realizou, ao longo de quatro semanas, o Simpósio Internacional Escrituras Possíveis, Lugares (In)comuns. O evento, que integrou as ações de uma bolsa de investigação financiada pelo Programa <i>Move La America</i> (CAPES - Edital 07/2024), reuniu mais de cem ouvintes ao total e contou com a participação de quatro pesquisadores colombianos dedicados à prática e à investigação acadêmica em jornalismo, memória e narrativas.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/930/2025/07/Captura-de-tela-2025-07-07-201239-1024x576.jpg" alt="" />											<figcaption>Prof. Dr. Jorge Iván Bonilla.</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/930/2025/07/Captura-de-tela-2025-07-07-201353-1024x576.jpg" alt="" />											<figcaption>Profa. Dra. Patricia Nieto.</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/930/2025/07/Captura-de-tela-2025-07-07-201614-1024x576.jpg" alt="" />											<figcaption>Prof. Dr. Raúl Hernando Osório Vargas.</figcaption>
										</figure>
		<p>A programação teve início em 27 de maio com a palestra online “A iconografia do conflito: imagens, memória e ética”, ministrada pelo Prof. Dr. Jorge Iván Bonilla, da Universidad EAFIT (Colômbia). O momento começou com um tributo a Sebastião Salgado (1944-2025). Jorge apresentou um repertório de imagens históricas para interpretar chaves de representação da guerra na Colômbia, recorrendo ao método iconográfico para vislumbrar como imagens que vêm do passado podem desempenhar um papel importante na compreensão, na reação e na mobilização social diante dos dramas do presente. A mediação foi realizada pelo doutorando Amaury Nuñez González (Universidad de Antioquia, Colômbia).</p><p>Em 5 de junho, a Profa. Dra. Patricia Nieto, da Universidad de Antioquia, apresentou a palestra online "O jornalismo e seus trabalhos pela memória", mediada pelo Prof. Dr. Reges Schwaab (Poscom/UFSM). A partir da experiência do projeto <i>Hacemos Memoria</i>, Patricia abordou como o jornalismo pode atuar na reconstrução da memória social em contextos de conflitos, especialmente no caso colombiano. Com base em casos reais, apresentou critérios e reflexões metodológicas para um jornalismo da memória.</p><p>Em 26 de junho, o Prof. Dr. Raúl Hernando Osório Vargas, também da Universidad de Antioquia, realizou a palestra online "Oratura e metodologias do jornalismo". Raúl destacou a importância da oratura e da história oral como fundamentos para metodologias jornalísticas mais sensíveis, dialógicas e plurais, abordando a necessidade de narrativas que extrapolem o jornalismo tradicional escrito e que valorizem saberes ancestrais, vozes excluídas e perspectivas interculturais. A mediação foi realizada pelo doutorando Wellington Felipe Hack (Poscom/UFSM).</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/930/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-07-at-20.26.53-1-1-1024x768.jpeg" alt="" />											<figcaption>Doutorando Amaury Nuñez González.</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/930/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-07-at-20.26.53-1024x768.jpeg" alt="" />											<figcaption>Da esquerda para a direita: doutorando Wellington Felipe Hack, Prof. Dr. Reges Schwaab e doutorando Amaury Nuñez González.</figcaption>
										</figure>
		<p>O doutorando Amaury Nuñez González, em intercâmbio sanduíche no Poscom, ministrou a palestra de encerramento do simpósio, em 1.º de julho, intitulada “Narrativas da memória: processos criativos e formatos inovadores na representação do passado”. Amaury abordou a fragmentação da experiência social contemporânea gerada pela aceleração tecnológica e a transformação dos dispositivos de comunicação, além de conceitos como filosofia da memória, memória coletiva, culturas da recordação e mídias da memória. A mediação também foi de Wellington.</p><p> </p><p>Serviço: Os atestados de presença já estão disponíveis no <a href="https://portal.ufsm.br/certificados/mainMenu.html">Portal de Certificados UFSM</a>​. O acesso ocorre pela busca do nome + último sobrenome do participante.</p><p>Dúvidas podem ser encaminhadas para <a href="mailto:milpa@ufsm.br">milpa@ufsm.br</a>.</p><p><i>Texto: Anna Júlia C. da Silva | Doutoranda (Poscom/UFSM)</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Simpósio Internacional ​recebeu pesquisadores ​colombianos ​para discutir jornalismo e memória</title>
				<link>https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/07/07/simposio-internacional-recebeu-pesquisadores-colombianos-para-discutir-jornalismo-e-memoria</link>
				<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 23:21:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4212</guid>
						<description><![CDATA[Mais de cem ouvintes​ participaram das quatro conferências do evento]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O <i>milpa - laboratório de jornalismo</i> (CNPq/UFSM), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (Poscom/UFSM), realizou, ao longo de quatro semanas, o Simpósio Internacional Escrituras Possíveis, Lugares (In)comuns. O evento, que integrou as ações de uma bolsa de investigação financiada pelo Programa <i>Move La America</i> (CAPES - Edital 07/2024), reuniu mais de cem ouvintes ao total e contou com a participação de quatro pesquisadores colombianos dedicados à prática e à investigação acadêmica em jornalismo, memória e narrativas.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/07/Captura-de-tela-2025-07-07-201239-1024x576.jpg" alt="" />											<figcaption>Prof. Dr. Jorge Iván Bonilla.</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/07/Captura-de-tela-2025-07-07-201353-1024x576.jpg" alt="" />											<figcaption>Profa. Dra. Patricia Nieto.</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/07/Captura-de-tela-2025-07-07-201614-1024x576.jpg" alt="" />											<figcaption>Prof. Dr. Raúl Hernando Osório Vargas.</figcaption>
										</figure>
		<p>A programação teve início em 27 de maio com a palestra online “A iconografia do conflito: imagens, memória e ética”, ministrada pelo Prof. Dr. Jorge Iván Bonilla, da Universidad EAFIT (Colômbia). O momento começou com um tributo a Sebastião Salgado (1944-2025). Jorge apresentou um repertório de imagens históricas para interpretar chaves de representação da guerra na Colômbia, recorrendo ao método iconográfico para vislumbrar como imagens que vêm do passado podem desempenhar um papel importante na compreensão, na reação e na mobilização social diante dos dramas do presente. A mediação foi realizada pelo doutorando Amaury Nuñez González (Universidad de Antioquia, Colômbia).</p><p>Em 5 de junho, a Profa. Dra. Patricia Nieto, da Universidad de Antioquia, apresentou a palestra online "O jornalismo e seus trabalhos pela memória", mediada pelo Prof. Dr. Reges Schwaab (Poscom/UFSM). A partir da experiência do projeto <i>Hacemos Memoria</i>, Patricia abordou como o jornalismo pode atuar na reconstrução da memória social em contextos de conflitos, especialmente no caso colombiano. Com base em casos reais, apresentou critérios e reflexões metodológicas para um jornalismo da memória.</p><p>Em 26 de junho, o Prof. Dr. Raúl Hernando Osório Vargas, também da Universidad de Antioquia, realizou a palestra online "Oratura e metodologias do jornalismo". Raúl destacou a importância da oratura e da história oral como fundamentos para metodologias jornalísticas mais sensíveis, dialógicas e plurais, abordando a necessidade de narrativas que extrapolem o jornalismo tradicional escrito e que valorizem saberes ancestrais, vozes excluídas e perspectivas interculturais. A mediação foi realizada pelo doutorando Wellington Felipe Hack (Poscom/UFSM).</p>		
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										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-07-at-20.26.53-1-1024x768.jpeg" alt="" />											<figcaption>Doutorando Amaury Nuñez González.</figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/513/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-07-at-20.26.53-1024x768.jpeg" alt="" />											<figcaption>Da esquerda para a direita: doutorando Wellington Felipe Hack, Prof. Dr. Reges Schwaab e doutorando Amaury Nuñez González.</figcaption>
										</figure>
		<p>O doutorando Amaury Nuñez González, em intercâmbio sanduíche no Poscom, ministrou a palestra de encerramento do simpósio, em 1.º de julho, intitulada “Narrativas da memória: processos criativos e formatos inovadores na representação do passado”. Amaury abordou a fragmentação da experiência social contemporânea gerada pela aceleração tecnológica e a transformação dos dispositivos de comunicação, além de conceitos como filosofia da memória, memória coletiva, culturas da recordação e mídias da memória. A mediação também foi de Wellington.</p><p> </p><p>Serviço: Os atestados de presença já estão disponíveis no <a href="https://portal.ufsm.br/certificados/mainMenu.html">Portal de Certificados UFSM</a>​. O acesso ocorre pela busca do nome + último sobrenome do participante. Dúvidas podem ser encaminhadas para milpa@ufsm.br.</p><p><em>Texto: Anna Júlia C. da Silva | Doutoranda (Poscom/UFSM)</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>7 conceitos que podem nos ajudar a entender as mudanças climáticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2025/06/09/7-conceitos-que-podem-nos-ajudar-a-entender-as-mudancas-climaticas</link>
				<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 18:58:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[proext-pg]]></category>
		<category><![CDATA[PRPGP]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colonia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=69447</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM estimula protagonismo comunitário na Quarta Colônia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><strong>Conscientizar sobre o impacto das mudanças climáticas</strong> é o objetivo do projeto da UFSM <strong>MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</strong>. A proposta envolve ações educativas voltadas à construção de uma cultura de resiliência climática no território da Quarta Colônia, por meio de estratégias que aproximem ciência e comunidade.</p><p>O projeto surge em um contexto marcado por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores catástrofes climáticas de sua história, com fortes chuvas que atingiram duramente a região central do estado, incluindo os municípios da Quarta Colônia. A repetição desses eventos mostra que é necessário engajar a população na compreensão dos desastres e na construção de novas relações com o território e o meio ambiente.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/memorar-qc_002-1024x667.jpg" alt="" width="700" height="456" /></p><h2>“O conhecimento é a base do processo de adaptação climática”</h2><p>Nas escolas municipais da Quarta Colônia, especialmente com estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, o projeto Memorar QC vem desenvolvendo oficinas que abordam temas como sustentabilidade e mudanças climáticas. As atividades ocorrem no contraturno escolar e incluem jogos, conversas e brincadeiras que despertam o interesse dos alunos e facilitam a compreensão dos conteúdos. A ideia é incentivar o protagonismo juvenil e engajar os estudantes como agentes transformadores em suas comunidades. O projeto também realiza ações voltadas aos adultos da região, que vão de conversas informais a palestras, promovendo diálogo e conscientização sobre os desafios climáticos.</p>[caption id="attachment_320" align="alignleft" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/Oficina-escola-Candida-Zasso-Nova-palma-300x268.jpg" alt="" width="300" height="268" /> Oficina realizada em escola na cidade de Nova Palma[/caption]<p>Para o coordenador do projeto, professor Adriano Figueiró, do Departamento de Geografia da UFSM, o conhecimento pode transformar a relação que os moradores têm com o lugar: “O conhecimento é a base do processo de adaptação climática. Se as pessoas não compreendem a dinâmica da natureza, não têm como se preparar para ela — e, portanto, não têm como se adaptar. É a partir das informações que as pessoas poderão entender como se preparar melhor para reduzir prejuízos e riscos à vida numa próxima ocorrência climática”.</p><p>O professor Adriano defende que o protagonismo comunitário é essencial quando se trata de enfrentar os desafios climáticos nos territórios rurais. Para ele, não é possível depender exclusivamente do poder público para resolver os problemas causados por eventos extremos. Diante disso, ele propõe uma reflexão prática: o que cada morador pode fazer para melhorar as condições ambientais e construir um futuro mais seguro? A resposta, segundo o pesquisador, passa por ações simples, mas fundamentais, como proteger nascentes dos rios, recompor matas ciliares, identificar áreas de risco nas propriedades e realizar pequenas intervenções nas propriedades para conter processos erosivos. Essas atitudes exigem, antes de tudo, que as pessoas compreendam a lógica do território em que vivem. “Estamos falando de uma região profundamente rural, formada por pequenas propriedades. Quando o conhecimento é apropriado pela comunidade, ele pode gerar transformações concretas  duradouras”, afirma.</p> <p>Pedimos ao professor Adriano Figueiró que ele elencasse as noções fundamentais que vêm sendo trabalhados nas atividades oferecidas pelo Memorar QC na Quarta Colônia. A seguir, apresentamos 7 conceitos sobre desastres climáticos que ajudam a entender o território, a se preparar para eventos extremos e a atuar na construção de comunidades mais resilientes e sustentáveis.</p><h2>1. Resiliência</h2><p>É o conceito central do projeto. Resiliência, segundo o professor, refere-se à capacidade que as pessoas, comunidades e também os ecossistemas têm de se reorganizar e retomar a vida após eventos extremos, como enchentes, com o menor impacto possível. Essa resiliência não é apenas física, mas também social e comunitária. Diante da intensificação de crises ambientais e mudanças climáticas, a frequência e intensidade desses eventos extremos tende a aumentar, tornando essencial essa capacidade de resposta e adaptação.</p><p>Além disso, o professor destaca que não apenas os seres humanos precisam ser resilientes, mas também os rios e a natureza como um todo. Com o acúmulo de sedimentos (solo, areia, pedras) no leito dos rios, a capacidade desses ecossistemas de absorver novas cheias diminui, tornando-os menos resilientes a eventos futuros.</p><h2>2. Adaptação Climática</h2><p>Está diretamente relacionada à resiliência. Envolve repensar práticas e estruturas do território para reduzir os danos provocados por futuros eventos extremos. A adaptação passa, portanto, por ações concretas no uso e ocupação do solo, conservação de áreas naturais e reestruturação de formas de manejo da terra, considerando os efeitos das mudanças climáticas.</p><h2>3. Área de Proteção Ambiental</h2><p>Essas áreas têm papel crucial na absorção da água da chuva. Quando bem conservadas, permitem que a água infiltre no solo, abastecendo os lençóis freáticos e liberando-a de forma gradativa para os rios, o que evita tanto a seca quanto enchentes. Quando há perda dessas áreas — em especial por conta da expansão agrícola — a água escorre rapidamente para os rios, sem ser absorvida, causando inundações.</p><p>O professor aponta que a falta de vegetação e o uso indevido dessas áreas são um dos principais motivos pelos quais as bacias hidrográficas da Quarta Colônia estão perdendo sua capacidade de resposta às chuvas intensas.</p>[caption id="attachment_318" align="alignright" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/DJI_0138-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> Área destruída após enchente de 2024[/caption]<h2>4. Matas Galerias (ou Ciliares)</h2><p>São matas que acompanham os cursos dos rios, formando uma faixa de proteção natural nas margens. Pela legislação, devem ser preservadas. Essas matas funcionam como uma barreira que reduz o escoamento de sedimentos e evita o desbarrancamento dos rios. Quando bem conservadas, fazem com que a água da chuva entre no rio sem carregar grande quantidade de terra.</p><p>Sem essa vegetação, a água escoa diretamente para os rios carregando o solo, provocando erosão e contribuindo para o assoreamento. Em muitas áreas da Quarta Colônia, essas matas estão sendo substituídas por lavouras — de arroz nas áreas mais baixas e de soja nas mais altas — o que compromete a proteção dos rios.</p><h2>5. Cabeceiras de Drenagem</h2><p>São as partes mais altas de uma bacia hidrográfica, onde os rios nascem. Nessas regiões, a presença de vegetação é essencial para permitir que a água infiltre no solo e abasteça os aquíferos subterrâneos. Se essas áreas estiverem desmatadas ou ocupadas por lavouras, a água da chuva não infiltra — ela escoa com força, erodindo o solo e carregando-o para os rios. Como essas áreas têm declive acentuado, o poder erosivo é ainda maior, contribuindo significativamente para o assoreamento dos cursos d’água.</p><h2>6. Assoreamento</h2><p>É o acúmulo de sedimentos (como solo, areia e pedras) no leito dos rios. Esse processo ocorre principalmente quando a água da chuva escoa por áreas desmatadas, levando o solo com ela. Ao chegar no rio, esses materiais se depositam, diminuindo o volume útil da calha fluvial. O rio, então, tem menos capacidade de conter novas águas em eventos de chuva intensa, transbordando com maior facilidade e provocando inundações. O assoreamento é, portanto, um dos principais fatores que reduzem a resiliência dos rios.</p><h2>7. Sedimentos</h2><p>São os materiais sólidos que a água carrega ao escoar sobre o solo, como terra, areia e pedras, especialmente em terrenos inclinados. Nos eventos extremos recentes da Quarta Colônia, o professor destaca que até grandes blocos rochosos foram transportados. Esses sedimentos são responsáveis por entupir os leitos dos rios (assoreamento), agravando os impactos das enchentes.</p><p><strong>O projeto MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</strong> foi selecionado pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco. É uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com apoio dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Patrimônio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo.</p><p>R<i>eportagem: </i><i>Luciane Treulieb, jornalista</i></p><p><i>Ilustração: Evandro Bertol, designer</i></p>]]></content:encoded>
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				<title>7 conceitos que podem nos ajudar a entender as mudanças climáticas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/proext-pg/2025/06/09/7-conceitos-que-podem-nos-ajudar-a-entender-as-mudancas-climaticas</link>
				<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 18:41:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[geografia]]></category>
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						<description><![CDATA[Projeto da UFSM estimula protagonismo comunitário na Quarta Colônia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><strong>Conscientizar sobre o impacto das mudanças climáticas</strong> é o objetivo do projeto da UFSM <strong>MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</strong>. A proposta envolve ações educativas voltadas à construção de uma cultura de resiliência climática no território da Quarta Colônia, por meio de estratégias que aproximem ciência e comunidade.</p><p>O projeto surge em um contexto marcado por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores catástrofes climáticas de sua história, com fortes chuvas que atingiram duramente a região central do estado, incluindo os municípios da Quarta Colônia. A repetição desses eventos mostra que é necessário engajar a população na compreensão dos desastres e na construção de novas relações com o território e o meio ambiente.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/memorar-qc_002-1024x667.jpg" alt="" width="700" height="456" /></p><h2>“O conhecimento é a base do processo de adaptação climática”</h2><p>Nas escolas municipais da Quarta Colônia, especialmente com estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, o projeto Memorar QC vem desenvolvendo oficinas que abordam temas como sustentabilidade e mudanças climáticas. As atividades ocorrem no contraturno escolar e incluem jogos, conversas e brincadeiras que despertam o interesse dos alunos e facilitam a compreensão dos conteúdos. A ideia é incentivar o protagonismo juvenil e engajar os estudantes como agentes transformadores em suas comunidades. O projeto também realiza ações voltadas aos adultos da região, que vão de conversas informais a palestras, promovendo diálogo e conscientização sobre os desafios climáticos.</p>[caption id="attachment_320" align="alignleft" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/Oficina-escola-Candida-Zasso-Nova-palma-300x268.jpg" alt="" width="300" height="268" /> Oficina realizada em escola na cidade de Nova Palma[/caption]<p>Para o coordenador do projeto, professor Adriano Figueiró, do Departamento de Geografia da UFSM, o conhecimento pode transformar a relação que os moradores têm com o lugar: “O conhecimento é a base do processo de adaptação climática. Se as pessoas não compreendem a dinâmica da natureza, não têm como se preparar para ela — e, portanto, não têm como se adaptar. É a partir das informações que as pessoas poderão entender como se preparar melhor para reduzir prejuízos e riscos à vida numa próxima ocorrência climática”.</p><p>O professor Adriano defende que o protagonismo comunitário é essencial quando se trata de enfrentar os desafios climáticos nos territórios rurais. Para ele, não é possível depender exclusivamente do poder público para resolver os problemas causados por eventos extremos. Diante disso, ele propõe uma reflexão prática: o que cada morador pode fazer para melhorar as condições ambientais e construir um futuro mais seguro? A resposta, segundo o pesquisador, passa por ações simples, mas fundamentais, como proteger nascentes dos rios, recompor matas ciliares, identificar áreas de risco nas propriedades e realizar pequenas intervenções nas propriedades para conter processos erosivos. Essas atitudes exigem, antes de tudo, que as pessoas compreendam a lógica do território em que vivem. “Estamos falando de uma região profundamente rural, formada por pequenas propriedades. Quando o conhecimento é apropriado pela comunidade, ele pode gerar transformações concretas  duradouras”, afirma.</p> <p>Pedimos ao professor Adriano Figueiró que ele elencasse as noções fundamentais que vêm sendo trabalhados nas atividades oferecidas pelo Memorar QC na Quarta Colônia. A seguir, apresentamos 7 conceitos sobre desastres climáticos que ajudam a entender o território, a se preparar para eventos extremos e a atuar na construção de comunidades mais resilientes e sustentáveis.</p><h2>1. Resiliência</h2><p>É o conceito central do projeto. Resiliência, segundo o professor, refere-se à capacidade que as pessoas, comunidades e também os ecossistemas têm de se reorganizar e retomar a vida após eventos extremos, como enchentes, com o menor impacto possível. Essa resiliência não é apenas física, mas também social e comunitária. Diante da intensificação de crises ambientais e mudanças climáticas, a frequência e intensidade desses eventos extremos tende a aumentar, tornando essencial essa capacidade de resposta e adaptação.</p><p>Além disso, o professor destaca que não apenas os seres humanos precisam ser resilientes, mas também os rios e a natureza como um todo. Com o acúmulo de sedimentos (solo, areia, pedras) no leito dos rios, a capacidade desses ecossistemas de absorver novas cheias diminui, tornando-os menos resilientes a eventos futuros.</p><h2>2. Adaptação Climática</h2><p>Está diretamente relacionada à resiliência. Envolve repensar práticas e estruturas do território para reduzir os danos provocados por futuros eventos extremos. A adaptação passa, portanto, por ações concretas no uso e ocupação do solo, conservação de áreas naturais e reestruturação de formas de manejo da terra, considerando os efeitos das mudanças climáticas.</p><h2>3. Área de Proteção Ambiental</h2><p>Essas áreas têm papel crucial na absorção da água da chuva. Quando bem conservadas, permitem que a água infiltre no solo, abastecendo os lençóis freáticos e liberando-a de forma gradativa para os rios, o que evita tanto a seca quanto enchentes. Quando há perda dessas áreas — em especial por conta da expansão agrícola — a água escorre rapidamente para os rios, sem ser absorvida, causando inundações.</p><p>O professor aponta que a falta de vegetação e o uso indevido dessas áreas são um dos principais motivos pelos quais as bacias hidrográficas da Quarta Colônia estão perdendo sua capacidade de resposta às chuvas intensas.</p>[caption id="attachment_318" align="alignright" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/929/2025/06/DJI_0138-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /> Área destruída após enchente de 2024[/caption]<h2>4. Matas Galerias (ou Ciliares)</h2><p>São matas que acompanham os cursos dos rios, formando uma faixa de proteção natural nas margens. Pela legislação, devem ser preservadas. Essas matas funcionam como uma barreira que reduz o escoamento de sedimentos e evita o desbarrancamento dos rios. Quando bem conservadas, fazem com que a água da chuva entre no rio sem carregar grande quantidade de terra.</p><p>Sem essa vegetação, a água escoa diretamente para os rios carregando o solo, provocando erosão e contribuindo para o assoreamento. Em muitas áreas da Quarta Colônia, essas matas estão sendo substituídas por lavouras — de arroz nas áreas mais baixas e de soja nas mais altas — o que compromete a proteção dos rios.</p><h2>5. Cabeceiras de Drenagem</h2><p>São as partes mais altas de uma bacia hidrográfica, onde os rios nascem. Nessas regiões, a presença de vegetação é essencial para permitir que a água infiltre no solo e abasteça os aquíferos subterrâneos. Se essas áreas estiverem desmatadas ou ocupadas por lavouras, a água da chuva não infiltra — ela escoa com força, erodindo o solo e carregando-o para os rios. Como essas áreas têm declive acentuado, o poder erosivo é ainda maior, contribuindo significativamente para o assoreamento dos cursos d’água.</p><h2>6. Assoreamento</h2><p>É o acúmulo de sedimentos (como solo, areia e pedras) no leito dos rios. Esse processo ocorre principalmente quando a água da chuva escoa por áreas desmatadas, levando o solo com ela. Ao chegar no rio, esses materiais se depositam, diminuindo o volume útil da calha fluvial. O rio, então, tem menos capacidade de conter novas águas em eventos de chuva intensa, transbordando com maior facilidade e provocando inundações. O assoreamento é, portanto, um dos principais fatores que reduzem a resiliência dos rios.</p><h2>7. Sedimentos</h2><p>São os materiais sólidos que a água carrega ao escoar sobre o solo, como terra, areia e pedras, especialmente em terrenos inclinados. Nos eventos extremos recentes da Quarta Colônia, o professor destaca que até grandes blocos rochosos foram transportados. Esses sedimentos são responsáveis por entupir os leitos dos rios (assoreamento), agravando os impactos das enchentes.</p><p><strong>O projeto MEMORAR QC – Memorial das Águas e Resiliência Climática da Quarta Colônia</strong> foi selecionado pelo edital PROEXT-PG UFSM Além do Arco. É uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com apoio dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Patrimônio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo.</p><p>R<i>eportagem: </i><i>Luciane Treulieb, jornalista</i></p><p><i>Ilustração: Evandro Bertol, designer</i></p>]]></content:encoded>
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				<title>SELEÇÃO DE BOLSISTA - N. 02/2025</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/corpus/2025/05/06/selecao-de-bolsista-n-02-2025</link>
				<pubDate>Tue, 06 May 2025 15:46:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<category><![CDATA[Território Imembuy]]></category>

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						<description><![CDATA[As inscrições para a seleção de bolsista do projeto de extensão Cartografias quilombolas e indígenas: memória, arquivo e educação patrimonial, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, ocorrerão entre 7 e 14 de maio de 2025, por meio do envio de documentação para o e-mail larissa.cervo@ufsm.br. O resultado preliminar será divulgado em 16 de maio, com prazo [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p data-start="0" data-end="550">As inscrições para a seleção de bolsista do projeto de extensão <em>Cartografias quilombolas <span class="OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">e indígenas: memória, arquivo e educação patrimonial</span></em>, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, ocorrerão entre 7 e 14 de maio de 2025, por meio do envio de documentação para o e-mail <a rel="noopener" data-start="212" data-end="233">larissa.cervo@ufsm.br</a>. O resultado preliminar será divulgado em 16 de maio, com prazo para reconsideração até 19 de maio e a divulgação final em 21 de maio. A bolsa terá vigência de 1º de junho a 31 de setembro de 2025.</p>
<p data-start="552" data-end="1044" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Para concorrer, é necessário ser aluno regularmente matriculado em algum dos cursos de Letras da UFSM. A bolsa é de R$ 500,00 mensais, com carga horária de 20 horas semanais.</p>
<p data-start="552" data-end="1044" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Maiores informações, como documentos necessários para efetuar a inscrição, podem ser acessadas no link da página do <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/oportunidades-de-bolsas-de-extensao/bolsas-de-extensao-territorio-imembuy/bolsas-de-extensao-territorio-imembuy-2025" target="_blank" rel="noopener">edital de seleção de bolsista.</a></p>
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<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisadora da UFSM participa de estudos financiados pelo governo alemão para entender o avanço das novas direitas na Argentina</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/12/11/pesquisadora-da-ufsm-participa-de-estudos-financiados-pelo-governo-alemao-para-entender-o-avanco-das-novas-direitas-na-argentina</link>
				<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 13:29:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Em entrevista para a Agência de Notícias, professora Virgínia Vecchioli, do CCSH, explicou como memórias de diferentes gerações contribuem para mudar percepção da história recente]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A professora Virginia Vecchioli, do Departamento de Ciências Sociais da UFSM, realizou uma série de estudos sobre o papel de diferentes gerações no apoio a regimes ditatoriais e autoritários na Argentina. Entre as pesquisas estão as realizadas em conjunto com o professor alemão Zoltán Kékesi, atualmente pesquisador da Universidade de Londres. </p><p>O trabalho de Virginia e Zoltán foi contemplado no edital Tandem transatlântico do Calas Center (<i>Maria Sibylla Merian Center for Advanced Latin American Studies in the Humanities and Social Sciences</i>) do Ministério da Ciência da Alemanha. O edital contemplou a produção acadêmica conjunta de pesquisadores alemães e latino-americanos que investigam a ascensão das novas direitas na Europa Central e na América Latina. </p><p>A pesquisa “<i>Por que a memória dos perpetradores importa? Uma perspectiva transgeracional dos múltiplos legados dos perpetradores na Europa Central e na Argentina</i>” é inédita por englobar diferentes gerações e os estudos de memória. Os perpetradores são os torturadores, os assassinos, ou seja, os algozes responsáveis pelo terrorismo de estado, e os seus descendentes que continuam a defender a ditadura e o autoritarismo. </p><p>Para os professores, existe uma “batalha cultural” travada pelos apoiadores das novas direitas e que tem o papel de mudar o significado do que ocorreu do passado e tentar reescrever uma nova história. Isso pode ser ilustrado com o uso, por parte dos ativistas de direita, de expressões como "Nunca Más", associada às famílias das vítimas e aos sobreviventes da ditadura. </p><p>A metodologia consistiu de estudos etnográficos - entrevistas e observação de atos públicos e reuniões - de consulta ao arquivo de testemunhas do Terceiro Reich da Universidade de Londres, que conta com entrevistas, feitas em 2018, pelo historiador Luke Holland, daquela instituição, com perpetradores alemães e residentes na Argentina.</p><p>Na entrevista a seguir, para a Agência de Notícias, a professora Virginia comenta desde os estudos que abordam a vinda de europeus apoiadores do fascismo para a América do Sul até a atuação do Libertad Avanza, partido que elegeu Javier Milei para a presidência da Argentina.</p><p><b>Agência de Notícias (AN) - Para começar nossa conversa, como você definiria o perpetrador? Quem são os perpetradores de ditaduras e de regimes autoritários?</b></p><p><b>Virginia Vecchioli</b> - Enquanto o termo perpetrador refere à responsabilidade na comissão de crimes ou delitos violentos e seu tratamento corresponde ao âmbito do direito, no contexto da minha pesquisa na área das ciências sociais escolhi colocar o foco na análise dos usos que pessoas e grupos fazem da categoria perpetrador, algoz, genocida, assassino, e sua relação com a categoria vítima e as controversas públicas sobre essas categorias seja vítima do terrorismo e vítima do terrorismo de Estado. A categoria algoz, assassino ou genocida sempre qualifica os outros. As pessoas com envolvimento nos crimes da ditadura não se reconhecem como perpetradores. Seus descendentes também não, ainda que a justiça tenha provado suas responsabilidades. Em simultâneo, esses setores vão utilizar a categoria assassino, genocida ou perpetrador para se referir aos responsáveis dos crimes cometidos pelos militantes da esquerda revolucionária a partir de 1970. As pessoas responsáveis por esses crimes também se recusam a assumir essa posição pública. No contexto das acirradas disputas atuais pela memória do passado da ditadura, uns acusam os outros de ser perpetradores, funcionando a categoria como uma forma de estigmatização em um contexto de extrema polarização política. </p>		
							"As pessoas com envolvimento nos crimes da ditadura não se reconhecem como perpetradores. Seus descendentes também não, ainda que a justiça tenha provado suas responsabilidades".
							<img src="https://www.ufsm.br/app/plugins/elementor/assets/images/placeholder.png" title="" alt="" loading="lazy" />						
										<figure>
										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-11-at-10.21.50-1024x682.jpeg" alt="" />											<figcaption></figcaption>
										</figure>
		<p><b>AN - Como seus estudos relacionam o papel dos perpetradores e seus descendentes com a ditadura na Argentina e com o fascismo na Europa Central ?</b></p><p><b>Virginia Vecchioli</b> - A pesquisa combina de forma inovadora os estudos sobre perpetradores com os estudos sobre memória coletiva para entender as formas pelas quais as memórias dos perpetradores moldaram e moldam nossas sociedades no presente. O projeto se concentra nos legados da diáspora da Europa Central na Argentina assim como nos legados do autoritarismo da ditadura militar nas gerações dos seus descendentes. Ela examina empiricamente as experiências de 1) perpetradores e apoiadores de regimes autoritários e fascistas da Europa Central que se exilaram na Argentina e continuaram a apoiar o fascismo; 2) perpetradores e apoiadores da ditadura argentina que hoje continuam ativos na sua defesa; 3) descendentes de emigrantes europeus pró-autoritários e pré-fascistas que viveram a última ditadura na Argentina e frequentemente apoiam a atual direita europeia; 4) descendentes dos perpetradores da ditadura militar na Argentina que atualmente defendem e reivindicam as ações de seus pais perpetradores, alguns dos quais entraram recentemente no âmbito da política profissional. </p><p><b>AN - Como foi o trabalho etnográfico da pesquisa?</b></p><p><b>Virginia Vecchioli</b> - A pesquisa foi desenvolvida na Argentina entre março e agosto de 2024. Realizamos diversas instâncias de trabalho etnográfico na cidade de Buenos Aires, o Grande Buenos Aires e quatro localidades da província de Missiones, região noroeste da Argentina com um elevado índice de famílias de origem alemã. Fizemos mais de 30 entrevistas com descendentes diretos de apoiadores do nacional-socialismo e de descendentes diretos de militares condenados por crimes contra a humanidade. Realizamos um levantamento documental e organizei vários encontros acadêmicos, entre eles um workshop na sede do CALAS Cone Sul, em maio, com a participação de 15 pesquisadores e um ciclo de três debates em agosto com a participação de mais de 50 pesquisadores convidados.</p><p><b>AN -</b> <b>O início do governo do ultraliberal Javier Milei trouxe novos elementos para a sua pesquisa?</b></p><p><b>Virginia Vecchioli </b>- No contexto da chegada das novas direitas ao governo da Argentina com o triunfo de Javier Milei (2023), ampliamos o escopo da nossa pesquisa para dar conta também da forma em que as novas direitas procuram: reformular a memória do passado recente; traduzir as tradicionais demandas dos grupos da direita tradicional em iniciativas de Estado que reivindicam a memória das vítimas do terrorismo da esquerda revolucionaria, a abertura dos processos judiciais contra os perpetradores e a reparação econômica as famílias das vítimas; e levar a frente uma batalha cultural contra a “memória oficial” - como denominam as políticas de Estado sobre a memória da ditadura desenvolvidas durante os 16 anos de governos kirchneristas.  Para tanto, fiz entrevistas com familiares de vítimas do terrorismo, com os novos funcionários de áreas de direitos humanos e com jovens ativistas da <i>Libertad Avanza</i> - o grupo que levou Milei ao poder - assim como acompanhei eventos oficiais e associativos em homenagem às vítimas do terrorismo.  Em 2025, faremos a análise de todo o material produzido. Porém, os primeiros resultados já foram publicados no artigo “<a href="https://doi.org/10.62174/arg.2024.9955"><i>Nunca Mas: Disputas y resignificaciones de la memoria del terrorismo de Estado en las juventudes militantes em las “nuevas derechas</i></a>” escrito em colaboração com a pesquisadora Melina Vázquez e publicado na Revista Argumentos.</p><p> </p>		
							"As jovens gerações de ativistas das 'novas direitas' utilizam, disputam e redefinem termos e expressões emblemáticas da memória do terrorismo de Estado – como “Nunca Mais”".
							<img src="https://www.ufsm.br/app/plugins/elementor/assets/images/placeholder.png" title="" alt="" loading="lazy" />						
		<p><b>AN - Como os militantes das “novas direitas” da Argentina redefinem a memória do terrorismo de Estado?</b></p><p><b>Virginia Vecchioli</b> - Neste trabalho, mostramos como as jovens gerações de ativistas das “novas direitas” utilizam, disputam e redefinem termos e expressões emblemáticas da memória do terrorismo de Estado – como “Nunca Mais”. Analisamos cenas públicas protagonizadas pelos jovens militantes de Milei durante o período 2020-2023: as intervenções na estação Rodolfo Walsh do metrô e as leituras, interpretações e ações que levaram à contestação das medidas de Isolamento Social, Preventivo e Obrigatório (ASPO) durante a pandemia. As cenas permitem compreender que esses jovens encontraram condições de oportunidade política durante a pandemia para mobilizar categorias, princípios ou valores, muitas vezes aprendidos na escola, para dar sentido ao passado recente, para se posicionarem no presente em relação aos seus adversários e concorrentes. A análise deste complexo trabalho político – denominado por eles como “batalha cultural” – é um convite a explorar os múltiplos significados e diversos usos que dão a estas categorias e repertórios de mobilização.</p><p><b>AN - Outro trabalho seu diretamente relacionado com tal questão trata da polarização política das memórias coletivas. O que destacaria desse estudo?</b></p><p><b>Virginia Vecchioli</b> - O trabalho “<i>Iniciativas memoriales y nuevas derechas: dinámicas de polarización política en torno al pasado reciente en Argentina</i>” será publicado como capítulo no livro “<i>Memorias em conflito. Museos, Monumentos y Huellas del Pasado en América Latina y Europa</i>”, organizado por CALAS. O estudo aborda um dos temas centrais da atual dinâmica de polarização política na Argentina, como são as lutas em torno da memória do passado recente e as políticas de direitos humanos. Este cenário conflitante é particularmente visível em duas iniciativas patrimoniais antagônicas centradas na estação Entre Ríos do metrô de Buenos Aires. Nomeada em 2013 “Rodolfo Walsh”, em homenagem ao jornalista e escritor assassinado pelas Forças Armadas em 25 de março de 1977 na esquina da estação. Desde 2022, tem sido palco de intervenções públicas exigindo a substituição do seu nome por “vítimas do terrorismo” em homenagem aos que morreram no atentado de Montoneros em 2 de julho de 1976 nas suas proximidades. Se antes de 2024 essas iniciativas não tiveram sucesso e ocuparam brevemente o espaço público, a partir de agora ocupam o centro da cena promovida pelo próprio governo liderado por Javier Milei e Victoria Villarruel. </p><p><b>AG</b> - <b>Professora, até o momento, pode-se afirmar que existem similaridades no comportamento e nas atitudes das diferentes gerações no suporte da ditadura argentina e agora no governo Milei? </b></p><p><b>Virginia Vecchioli - </b>Em primeiro lugar, é fundamental reconhecer toda a distância que existe entre um governo surgido da interrupção do Estado de Direito e um governo legítimo que chega ao poder com o apoio do voto popular. Quem votou em Milei escolheu uma alternativa democrática que conjuga traços de autoritarismo político com liberalismo econômico. </p><p>O engajamento dos eleitores com a proposta política de Milei tem múltiplas fontes e origens. </p><p>Os setores tradicionais da direita – mais ou menos autoritária - viram suas expectativas de ordem e crescimento econômico frustradas com o governo de Macri (PRO), que sempre consideraram “socialista” ou de “centro-esquerda.” A aliança informal entre Milei e Macri logo depois do primeiro turno consolidou fortemente a base de apoio à candidatura de Milei no interior destes grupos. Embora muitos questionem as “formas populistas” de Milei, o apoiaram perante o risco de mais um governo kirchnerista e confiantes na presença de lideranças do partido Propuesta Republicana (PRO) de alto perfil no futuro governo, como a ministra de segurança Patricia Bullrich. </p><p>Outros setores claramente tinham votado no kirchnerismo nas últimas eleições e não fazem parte das novas direitas. Tratam-se de setores populares que se sentiram gravemente afetados pela crise econômica que elevou a inflação anual a 270% e se sentiram fortemente desiludidos com a promessa de um “Estado presente” que nunca providenciou saúde, educação e/ou segurança. Nestes setores, existiam também questionamentos aos programas de transferência de renda – equivalentes à Bolsa Família no Brasil - por corrupção, discricionariedade e traços de autoritarismo na obrigatoriedade de participar em “piquetes” e “acampes” como condição de receber as ajudas. Para eles, Milei virou a expressão de seu descontentamento. </p><p>Por último, um importante percentual de jovens, nascidos em democracia e criados ao longo dos 16 anos de governos kirchneristas, que tiveram que lidar com as severas e prolongadas medidas de isolamento no contexto da pandemia de covid-19, subverteram todos esses mandatos e acabaram se engajando em um ativismo fortemente anti-kirchnerista. As medidas de isolamento que impossibilitaram circular pelas ruas e que duraram dois anos foram consideradas como autoritárias e fascistas. Os jovens se engajaram ativamente na denúncia das milhares de pessoas detidas por terem transgredido as medidas de distanciamento. A fusão dos termos infeção e ditadura no neologismo “<i>infectadura</i>” simbolizou esse descontentamento. Estes jovens estendem progressivamente seus questionamentos a todas as áreas dos governos kirchneristas, encontrando em Milei um referente para suas esperanças no futuro. Do ponto de vista destes jovens, o autoritarismo está presente nos governos kirchneristas. Eles são os “fachos.” As experiências deles ao longo da escolarização e da pandemia os leva, plausivelmente, a essa conclusão. Esses jovens se radicalizam e aderem massivamente à proposta liberal-libertária de questionamento a todas as figuras e partidos tradicionais classificados como “casta.”</p><p> </p>		
							"Javier Milei não se inscreve facilmente nos atributos dos regimes neofascistas e La Libertad Avanza não compartilha um ideário ultranacionalista, ultraconservador e ultracatólico, ainda que a vice-presidente Victoria Villarruel tenha afinidades com esses ideários"
							<img src="https://www.ufsm.br/app/plugins/elementor/assets/images/placeholder.png" title="" alt="" loading="lazy" />						
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										<img width="828" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/12/virginia-828x1024.jpg" alt="" />											<figcaption>Professora Virgnia Vecchioli realiza estudos com diferentes gerações de pessoas que causaram crimes de estado e seus descendentes</figcaption>
										</figure>
		<p> </p><p><b>AN - Professora, você considera que o governo Milei é fascista ou “neofascista”?  </b></p><p><b>Virginia Vecchioli - </b>Esta é uma pergunta que não pode ser respondida sem um desenvolvimento detalhado. Gostaria apenas salientar que, embora seja um governo com traços autoritários e o fato de desqualificar a todos os opositores e a imprensa, diferentemente do governo Bolsonaro, o governo Milei está composto principalmente por civis. Não há presença em massa de militares, não se faz apelo à uma lógica de guerra contra um inimigo interno que precisa ser exterminado. A agenda das Forças Armadas não ocupa o centro dos interesses do governo e não existe – ainda - uma bancada da bala na Argentina.</p><p>Embora as instituições científicas e artísticas sejam fortemente questionadas, Milei não poderia ser considerado um anti-intelectualista - traço crítico para definir o fascismo - em função dele se reivindicar como professor universitário e autor de livros especializados na economia. Também não se inscreve facilmente nos atributos dos regimes neofascistas e <i>La Libertad Avanza</i> não compartilha um ideário ultranacionalista, ultraconservador e ultracatólico, ainda que a vice-presidente Villarruel tenha afinidades com esses ideários. </p><p>Se o partido assume um discurso antifeminista, ao mesmo tempo convivem dentro de seu espaço militantes liberais que se identificam com o feminismo e participam dos atos do dia da mulher. Em função deste caráter heterogêneo, seria mais rigoroso dizer que o libertarianismo é mais um “<i>work in progress</i>” que um espaço solidamente constituído com fronteiras claras e distintas. Ainda resta por ver como será sua configuração definitiva ao longo destes anos de governo. </p><p><i><b>Texto</b>: Maurício Dias</i></p><p><i><b>Arte</b>: Daniel Michelon De Carli</i></p><p><i><b>Foto</b>: Virginia Vecchioli/Arquivo Pessoal</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Portal da UFSM apresenta memorial virtual às vítimas da Kiss</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2024/08/26/portal-da-ufsm-apresenta-memorial-virtual-as-vitimas-da-kiss</link>
				<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 15:04:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
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		<category><![CDATA[memorial kiss]]></category>
		<category><![CDATA[tragédia da Kiss]]></category>

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						<description><![CDATA[Maquete 3D do prédio da boate foi usada em julgamento dos réus em 2021 e estará disponível ao público em geral pela primeira vez
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /--><p style="text-align: center"><em><b>ALERTA DE GATILHO</b></em></p>
<p style="text-align: center"><em>A reportagem a seguir trata de tema sensível aos familiares e aos sobreviventes da tragédia em Santa Maria</em></p><p>Em Santa Maria, o dia 27 ficou marcado pelo clamor por justiça dos familiares e sobreviventes da tragédia na boate Kiss. Nos primeiros anos após o incêndio de 27 de janeiro de 2013, todo o mês ocorriam manifestações públicas, como a soltura de balões brancos. Nesta terça (27), o portal da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) apresenta um recurso importante para o pedido de reparação e para compreensão da tragédia: o memorial virtual.</p>
<p>O <a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/memorial-kiss" target="_blank" rel="noopener">memorial com maquete em 360º</a> do prédio da boate foi desenvolvido pelo Projeto Memória, Justiça e Tecnologias Digitais Interativas, coordenado pela professora Virgínia Vecchioli, do Departamento de Ciências Sociais. A maquete foi usada como recurso no júri da tragédia na boate, no <a href="https://www.tjrs.jus.br/novo/caso-kiss/julgamento/">Foro Central de Porto Alegre</a>, em dezembro de 2021, e estará disponível ao público em geral pela primeira vez. </p>
<p>A reprodução da boate foi requisitada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul à equipe da professora e antropóloga, que já tinha liderado projeto semelhante para reconstruir digitalmente a antiga casa de tortura utilizada na ditadura militar da Argentina (<i>leia mais abaixo</i>). A maquete usada no júri da Kiss foi feita com imagens obtidas a partir do escaneamento digital, que reproduzem de forma exata o interior e o exterior do prédio. </p>
<p>Naquela ocasião, a estrutura foi elaborada com o UnReal Engine, programa usado para projetos de arquitetura e de jogos digitais. Para disponibilizar a maquete no portal da UFSM, uma adaptação foi necessária. “A maquete original era inviável para as placas de vídeo que a maioria das pessoas utilizam. Por conta disso, utilizamos um outro recurso, as chamadas fotoesferas, que criam imagens 360 a partir da maquete virtual original”, explica Virgínia. </p>
<p>Sobre a importância do memorial, a professora defende que a iniciativa contribui para que se lide coletivamente com o passado traumático de forma pedagógica e cultural. "O nosso memorial virtual é um valioso recurso para mostrar que o sofrimento, que não pode ser apagado ou ignorado, pode ser reconvertido em aprendizado para as futuras gerações de modo que tragédias como a da boate Kiss nunca mais se repitam", comenta. </p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="682" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/08/4-NOVA-1024x682.jpg" alt="" />											<figcaption>Imagem da área do palco, local em que começou o incêndio na boate Kiss</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>Recursos interativos e contribuição de sobreviventes</b></h3>
<p>O memorial com a maquete 3D trará os antigos ambientes da boate Kiss, demolida, em julho deste ano, para a construção de um memorial físico na Rua dos Andradas. Os internautas poderão conferir fotos antes e depois, objetos e informações sobre as irregularidades do local, e relatos em português e em inglês de sobreviventes sobre o que ocorreu na noite do incêndio que provocou a morte de 242 pessoas. </p>
<p>Conforme a professora Virgínia Vecchioli, as informações foram obtidas a partir de três fontes: trechos escritos de depoimentos à Polícia Civil, em 2013; trechos de áudios de depoimentos ao júri, em 2021; e trechos em áudios de entrevistas à equipe do Projeto Memória, Justiça e Tecnologias Digitais Interativas.</p>
<p>Para aumentar a sensação de imersão, os internautas poderão visualizar a maquete com dispositivos de realidade virtual (RV), como o Google Cardboard, óculos de RV de baixo custo. A experiência será semelhante ao de navegar pelo Google Street View com recursos de RV.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/08/Captura-de-tela-2024-08-20-153827-1-1024x576.jpg" alt="" />											<figcaption>Maquete virtual trará recursos interativos, como tutorial e </figcaption>
										</figure>
										<figure>
										<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2024/08/Captura-de-tela-2024-08-20-153120-1-1-1024x576.jpg" alt="" />											<figcaption>A partir da visita em 3D, público poderá ter acesso a depoimentos de sobreviventes sobre o que ocorreu em cada local da boate</figcaption>
										</figure>
		<h3><b>Direito à justiça, à memória e à reparação </b></h3>
<p>O julgamento, realizado em dezembro de 2021, foi anulado no mesmo ano pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul a partir de pedidos de recursos de cortes superiores. Entre os familiares e sobreviventes, o sentimento de impunidade está presente. A professora Virgínia comenta a importância da busca por direitos e por reparações simbólicas. “A comunidade precisa continuar demandando pelos seus direitos: o direito à justiça, à memória e à reparação material e simbólica.  Os poderes públicos com responsabilidade na tragédia deveriam pedir perdão aos diretamente envolvidos e à comunidade de Santa Maria pelos incumprimentos que levaram a tragédia, essa seria uma forma de reparação simbólica. O memorial físico é uma outra coisa muito importante”, aconselha. </p><h3><b>Casa de tortura na Argentina</b></h3>
<p>A professora e antropóloga Virgínia Vecchioli liderou projeto semelhante ao da boate Kiss. “<a href="https://www.ufsm.br/cursos/graduacao/santa-maria/ciencias-sociais/2021/06/16/pesquisadora-da-ufsm-lidera-projeto-de-tecnologia-que-reconstroi-campo-de-detencao-da-ditadura-argentina">El Campito</a>” é uma maquete das instalações da antiga casa de tortura da Guarnición de Campo de Mayo, utilizada durante a ditatura militar da Argentina. O  <a href="https://huelladigital.com.ar/V6/campito/">dispositivo</a> foi elaborado por um grupo multidisciplinar em parceria com o professor Martín Malamud, da Universidade de Buenos Aires, e com o designer Diego Cagide, da Huella Digital. O trabalho recebeu menção honrosa na categoria Patrimônio Cultural Intangível (Imaterial), em 2019, no Concurso de Patrimônio, promovido pelo Fundo Nacional de Artes da Argentina. Também foi usado como prova da acusação durante a audiência no Tribunal Oral Federal nº1 em 2021. </p><p><em><strong>Texto</strong>: Maurício Dias</em></p>
<p><em><strong>Imagens</strong>: Projeto Memória, Justiça e Tecnologias Digitais Interativas</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Editora NEPFil lança coletânea sobre memória e imaginação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/laboratorios/memlab/2024/07/17/editora-nepfil-lanca-coletanea-sobre-memoria-e-imaginacao</link>
				<pubDate>Thu, 18 Jul 2024 02:09:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Silva Fachi]]></category>
		<category><![CDATA[Danilo Fraga Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[Fabrício Dutra]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia da imaginação]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia da memória]]></category>
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		<category><![CDATA[imaginação]]></category>
		<category><![CDATA[Jonathas Kilque Villanova]]></category>
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		<category><![CDATA[memlab]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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		<category><![CDATA[NEPFil]]></category>
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						<description><![CDATA[A editora NEPFil lançou a coletânea Textos selecionados sobre memória e imaginação, editada por Danilo Fraga Dantas. A obra é constituída por traduções de verbetes sobre mnemicidade da Stanford Encyclopedia of Philosophy. Os tradutores fizeram ou fazem parte de alguma das encarnações do MemLab: Fabrício Dutra Susie Kovalczyk dos Santos Arthur Silva Fachi Vitor Rodrigues [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>A editora NEPFil lançou a coletânea <em>Textos selecionados sobre memória e imaginação</em>, editada por Danilo Fraga Dantas.</p>
<p>A obra é constituída por traduções de verbetes sobre mnemicidade da <a href="https://plato.stanford.edu/" target="_blank" rel="noopener"><em>Stanford Encyclopedia of Philosophy</em></a>. Os tradutores fizeram ou fazem parte de alguma das encarnações do MemLab:</p>
<div class="page" title="Page 7">
<div class="section">
<div class="layoutArea">
<div class="column">
<ul>
<li>Fabrício Dutra</li>
<li>Susie Kovalczyk dos Santos</li>
<li>Arthur Silva Fachi</li>
<li>Vitor Rodrigues de Almeida</li>
<li>Gabriel Zaccaro</li>
<li>Jonathas Kilque Villanova </li>
<li>Marcos Panciera</li>
</ul>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p>Eis Danilo na Introdução da coletânea:</p>
<div class="page" title="Page 16">
<div class="section">
<div class="layoutArea">
<div class="column">
<blockquote>
<p>"Ainda durante o mestrado, conheci César Schirmer dos Santos, que, na época, fazia doutorado sobre a metafísica da memória. Ao voltar do doutorado, tive a oportunidade de fazer um estágio pós-doutoral na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde, César chefia o Laboratório de Filosofia da Memória. Os tradutores dos verbetes que compõem este volume são estudantes da UFSM, sendo que alguns deles participam do laboratório de César. Foi na UFSM que eu tive a oportunidade de tomar pé do atual estado de coisas na pesquisa sobre memória. E, como as paixões antigas não nos deixam facilmente, tive um forte impulso de voltar a tratar do assunto. Lá, também tive a oportunidade de participar do Santa Maria-Grenoble Memory Workshop, junto a César e alguns participantes de seu laboratório, onde tive a oportunidade de conhecer Kourken. Neste workshop, tentei aproveitar os ventos que sopravam para meu lado e recauchutar algumas de minhas ideias do mestrado. Desde então, considero-me, novamente, interessado na filosofia da memória e da imaginação. A publicação deste volume é um compromisso escrito de meu interesse reformado na memória."</p>
</blockquote>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p>A coletânea pode ser baixada de graça no site do <a href="https://wp.ufpel.edu.br/nepfil/" target="_blank" rel="noopener">NEPFil</a>.</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Iniciativa da UFSM visa contribuir para o resgate da memória do povo negro na região sul do Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/06/07/projeto-dnafrica</link>
				<pubDate>Wed, 07 Jun 2023 14:10:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[#quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[ancestralidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[DNÁfrica]]></category>
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		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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						<description><![CDATA[Um dos objetivo é construir um Plano Regional de Promoção da Igualdade Racial ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><img class="wp-image-62464  alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/card-DNAfrica-e1686145229139.jpeg" alt="" width="600" height="447" />No artigo 216 da </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm"><span style="font-weight: 400">Constituição Federal de 1988</span></a><span style="font-weight: 400"> está prevista a proteção de tudo aquilo que remete à memória dos povos, etnias e de elementos que contribuíram para a formação da sociedade brasileira. A região sul do Brasil, no entanto, sofreu por diversas épocas um apagamento da contribuição dos negros em sua história. Tendo essa problemática em vista, está em desenvolvimento na UFSM um projeto que objetiva levar para a população o conhecimento sobre a importância das comunidades negras para o desenvolvimento da região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto chamado DNÁfrica, coordenado pelo professor José Luiz de Moura Filho, do Departamento de Direito da UFSM, começou em 2022 e busca criar um espaço de memória e referência à ancestralidade negra, </span><span style="font-weight: 400">através da constituição de um acervo e de um banco de dados com DNA dos afrodescendentes, </span><span style="font-weight: 400">gerando conhecimento sobre as origens dos povos no continente africano e educação patrimonial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa objetiva, assim, </span><span style="font-weight: 400">construir narrativas sobre a diáspora africana, pela voz de pretos e pardos, silenciada em meio a imigrantes europeus. O professor responsável explica ainda que </span><span style="font-weight: 400"> “ao promover estudos e debates para aumentar a visibilidade do povo negro na região, o DNÁfrica vai em busca do patrimônio genético, pois, a partir dele, é possível contar uma história”, afirma José Luiz.</span></p>
<h3>Construção de Memória</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O professor José Luiz conta que desde 2008 possui projetos relacionados aos quilombos, e uma das reivindicações dos moradores destas comunidades é saber suas origens. Com isso, surgiu a ideia de criar um espaço físico e virtual de memória e referência para a ancestralidade negra, através de um acervo documental, de fotos, objetos, vídeos e de um banco de dados do material genético de pessoas que moram nos quilombos. Inicialmente, o projeto se fixa no Espaço Multidisciplinar de Extensão da UFSM de Silveira Martins e, no futuro, a ideia é se tornar itinerante, indo em cada uma das comunidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">José Luiz explica que o DNÁfrica foi pensado a partir de leituras sobre uma iniciativa nos Estados Unidos, chamada </span><a href="https://africanancestry.com/"><span style="font-weight: 400">African Ancestry</span></a><span style="font-weight: 400">, que coleta DNA para saber mais sobre a origem de afroamericanos. O banco de dados do projeto estadunidense já possui material genético de mais de 240 etnias. </span><span style="font-weight: 400">A pesquisa do DNA para os afro-brasileiros é de grande importância </span><span style="font-weight: 400">pois buscar reunir familiaridades e pertencimentos daqueles que tiveram parte de sua história apagada.  No Brasil, essas pesquisas indicam, inclusive, </span><span style="font-weight: 400">a participação de escravizados de diversas etnias em diferentes regiões, com uma particularidade: </span><a style="font-size: revert" href="https://revistapesquisa.fapesp.br/a-africa-nos-genes-do-povo-brasileiro/"><span>nosso país foi um dos poucos, se não o único, das Américas a receber africanos de todas as origens</span></a><span style="font-weight: 400"> - que se espalharam pelo território perdendo, muitas vezes, seus vínculos. Além disso, há, também, um apagamento histórico da população preta, tanto pela incorporação dos sobrenomes dos senhores da Casa-Grande, quanto pelo embranquecimento da população. Ou seja, a identidade cultural original antes desses grupos virem para o Brasil, se perdeu. "A gente entende que só vai se conseguir construir uma história, uma narrativa, como têm os alemães, os italianos, a partir do conhecimento das origens, na África, inclusive. Por isso surgiu o projeto”, relata o professor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A coleta do DNA será feita a partir de kits já prontos. Após a coleta, o material será enviado para a análise laboratorial. Depois disso, o material genético passa por diversos procedimentos que o transformam em um banco de dados do DNA. Esta etapa do projeto ainda está em planejamento, pois requer recursos para custear o procedimento. Nos próximos meses, os responsáveis pela iniciativa pretendem definir como será feita a coleta, análises e disponibilização da informação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">José Luiz explica que, primeiramente, o DNÁfrica irá se concentrar na região central do estado, pois a região carece de mais estudos sobre o regime de escravidão e a herança cultural – material e imaterial - deixada pelos escravizados da época. Após isso, a intenção é expandir para todo o Rio Grande do Sul, onde, por muito tempo, falsamente se afirmou que a escravidão no estado foi mais branda do que no resto do país. No futuro, a ideia é expandir a nível subcontinental e estudar mais sobre a América Caribenha: a região se destaca pois, após o fim do tráfico internacional, houve um grande fluxo interno de escravizados entre os países da América, principalmente como o que ocorreu entre a Guiana e o Brasil.</span></p>
<h3>Encontros para debater a ancestralidade</h3>
[caption id="attachment_62465" align="alignright" width="601"]<img class="wp-image-62465" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/06/encontro-1-e1686145471715.jpeg" alt="" width="601" height="568" /> Encontros debatem ações para promoção da igualdade racial e busca por ancestralidade[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Em 2022, o projeto teve um primeiro encontro com lideranças das comunidades quilombolas da região central e foi feita a Carta de Silveira, que foi enviada para as prefeituras para que fosse promovida a igualdade racial nos estabelecimentos públicos. As comunidades que estavam presentes eram de 16 quilombos da região, e a iniciativa pretende, também, assessorar do ponto de vista das políticas públicas, além de regularizar associações e mediar outros impasses que necessitam de apoio jurídico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Este ano, está nos planos realizar um “mate-papo” com as comunidades e discutir temas a partir de filmes, para resgatar a memória que, muitas vezes, é oral. Assim, será possível gravar depoimentos de lideranças e moradores de comunidades quilombolas, para ter o material disponível depois no acervo. </span><span style="font-weight: 400"> </span></p>
<h3>Plano Regional de Igualdade Racial<span style="font-weight: 400"> </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Os próximos passos da iniciativa são fazer cronogramas para os encontros ao longo do ano, nos quais o projeto irá recolher depoimentos e começar a coleta do DNA. Além disso, ainda em 2023, o projeto pretende ministrar cursos para os servidores públicos, principalmente da área da saúde, educação e assistência social, sobre a </span><a href="https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/igualdade-etnico-racial/acoes-e-programas/politica-nacional-de-promocao-da-igualdade-racial#:~:text=A%20Pol%C3%ADtica%20Nacional%20de%20Promo%C3%A7%C3%A3o,das%20demandas%20mais%20imediatas%2C%20bem"><span style="font-weight: 400">Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial,</span></a><span style="font-weight: 400"> para que eles entendam o que é autodefinição e o que é preciso para ter acesso a essas políticas. A partir daí, a ideia é que se possa articular a construção de um Plano Regional de Igualdade Racial, com ações afirmativas, repressivas - ao racismo e à xenofobia - e ações valorativas ao negros.</span></p>
<p>Para saber mais sobre o projeto, participar das iniciativas ou apoiar o desenvolvimento da ação, é possível entrar em contato pelo e-mail jose.filho@ufsm.br.</p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Mariane Machado, estudante de jornalismo, voluntária da Agência de Notícias</span><span style="font-weight: 400"><br /></span><span style="font-weight: 400">Foto: Gabriel de Oliveira Soares<br />Design gráfico<strong>:</strong> Maria Eduarda Resch, estudante de publicidade e propaganda e bolsista da Unidade de Comunicação Integrada<br />Edição: Mariana Henriques, jornalista</span></em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM terá atividades alusivas à 7ª Semana Nacional de Arquivos em junho</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/05/11/ufsm-tera-atividades-alusivas-a-7a-semana-nacional-de-arquivos-em-junho</link>
				<pubDate>Thu, 11 May 2023 14:08:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivologia]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
		<category><![CDATA[DAG]]></category>
		<category><![CDATA[departamento de arquivo geral]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>
		<category><![CDATA[TV Campus]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=62185</guid>
						<description><![CDATA[Seminário e exposição estão programados, com participação do DAG e da PRE]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/05/image-3.jpg"><img class="alignright  wp-image-62186" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/05/image-3.jpg" alt="" width="710" height="484" /></a>O Departamento de Arquivo Geral (DAG) da UFSM participará com duas atividades da programação da <a href="https://www.gov.br/arquivonacional/pt-br/sites_eventos/SNA/semana-nacional-de-arquivos" target="_blank" rel="noopener">7ª Semana Nacional de Arquivo</a>, cujo tema é “Arquivos – Territórios de Vidas”.</p>
<p>No dia 6 de junho, às 8h, no auditório do CCSH – prédio 74C, acontecerá o Seminário Fotogramas da Memória Audiovisual da UFSM. O seminário proporcionará um debate acerca dos acervos audiovisuais produzidos na UFSM e na cidade de Santa Maria, com ênfase na necessidade de uma instituição responsável pela preservação, guarda, acesso e difusão destes registros documentais que são também registros de vidas de diferentes épocas.</p>
<p>A pesquisa da jornalista e especialista em cinema Marilice Daronco conduz na compreensão de como iniciou a produção cinematográfica em um município do interior do Sul do país e da inexistência de escritos sobre as produções santa-marienses nos anos 1960 nos livros que fazem a historiografia do cinema gaúcho. Inicia-se com as primeiras contribuições para a experiência audiovisual na cidade: os filmes A Ilha Misteriosa, de José Feijó Caneda; e A Vida dos Solos, de Ana Primavesi, Orion Mello e Joel Saldanha, o primeiro documentário educacional de animação da América Latina e segue-se com o acervo de filmes 16mm da TV Educativa, com a produção do Estúdio 21 da Facos e com o acervo de fitas VHS com os programas da TV Campus.</p>
<p>O evento é promovido pelo DAG e pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE). Mais informações sobre o seminário, participantes confirmados e inscrições no <a href="https://docs.google.com/forms/d/1Z-aoCfVoXcjOVXJcMLN4yS3Mnk49dqITf_rn7FeM5Ng/formrestricted?pli=1" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</p>
<h3>Exposição “UFSM – Território de Memórias"</h3>
<p>Também integrando a programação da 7ª Semana Nacional de Arquivo, de 2 a 9 de junho, no Espaço UFSM no Shopping Praça Nova, acontecerá a exposição “UFSM – Território de Memórias". A exposição exibirá documentos textuais, fotográficos, sonoros, audiovisuais e microfilmes preservados no arquivo histórico da UFSM, cuja gestão é realizada pelo DAG, que evidenciem a atuação das áreas de ensino, pesquisa e extensão na comunidade santa-mariense desde a década de 60, comprovando, assim, ser uma instituição responsável pela preservação, a guarda, o acesso e a difusão de registros de vidas de diferentes épocas.</p>
<p>A Semana Nacional de Arquivos, tradicionalmente, tem como referência o 9 de junho, Dia Internacional dos Arquivos, assim proclamado na Assembleia Geral do Conselho Internacional de Arquivos (International Council on Archives – ICA), em 2007. O marco fundamenta-se na data de criação do próprio ICA pela Unesco, em 1948. Em 2023, o Conselho Internacional de Arquivos completará 75 anos de existência, sendo este o tema da Semana Internacional de Arquivos. À luz dessa inspiração, a edição brasileira adota o tema “Arquivos – Territórios de Vidas”, no intuito de fortalecer perspectivas e demanda sobre o fazer arquivístico que têm ganhado relevo no país. </p>
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				<title>Colóquio discute preservação de memórias e arquivos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2023/03/14/coloquio-discute-preservacao-de-memorias-e-arquivos</link>
				<pubDate>Tue, 14 Mar 2023 22:09:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Silveira Martins]]></category>

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						<description><![CDATA[Evento acontecerá no espaço da UFSM em Silveira Martins]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div><span style="font-family: garamond, times new roman, serif;font-size: large"><img class="alignleft wp-image-61441 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2023/03/III-Coloquio-CDM-2-1.jpg" alt="" width="500" height="500" />O Centro de Artes e Letras e o <a href="https://linktr.ee/cdmufsmsilveiramartins" target="_blank" rel="noopener">Centro de Documentação e Memória da UFSM</a> estão organizando o <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-de-apoio/silveira-martins/2023/03/14/iii-coloquio-leituras-de-arquivo" target="_blank" rel="noopener">III Colóquio: Leituras de Arquivo</a>, que acontecerá no dia 03 de abril de 2023, de forma presencial, no Espaço Multidisciplinar de Pesquisa e Extensão da UFSM Silveira Martins.<br /></span></div>
<div> </div>
<div>
<div><span style="font-family: garamond, times new roman, serif;font-size: large">As inscrições são gratuitas e devem feitas através do <span style="text-decoration: underline"><a href="https://forms.gle/HA53V5KfvCemiqAM7">formulário</a>. </span></span><span style="font-family: garamond, times new roman, serif;font-size: large">Haverá disponibilidade de transporte saindo do campus sede, em Camobi (em frente da direção do CAL) para Silveira Martins e vice-versa. O evento é aberto à participação de todos os interessados no tema.</span></div>
</div>
<div><span style="font-family: garamond, times new roman, serif;font-size: large"><br /><strong>Programação:</strong><br />9h - Abertura<br />9h30 - Aula inaugural com o tema: Entre políticas e arquivos: perspectivas e possibilidades para a preservação e a difusão da memória - que será ministrada pelo Dr. Diego Barbosa da Silva (responsável pela política de memória do Arquivo Nacional, RJ)<br />11h30 - Lançamento da coleção Memórias Infinitas<br />13h30 - Mesa de trabalho: Práticas de arquivo (reservada para aqueles que estão trabalhando com arquivos institucionais)</span></div>
<div> </div>
<div><span style="font-family: garamond, times new roman, serif;font-size: large">Outras informações constam na página do Centro de Documentação e Memória no <a href="https://www.instagram.com/cdmufsm/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a>.</span></div>
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						<item>
				<title>Fotografia com técnica de <em>colódio </em>úmido é usada em projeto que visa construir memória sobre a tragédia da Boate Kiss</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/fotografia-com-tecnica-de-colodio-umido-e-usada-em-projeto-que-visa-construir-memoria-sobre-a-tragedia-da-boate-kiss</link>
				<pubDate>Thu, 26 Jan 2023 12:01:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[10 anos]]></category>
		<category><![CDATA[avtsm]]></category>
		<category><![CDATA[boate kiss]]></category>
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						<description><![CDATA[O incêndio completa 10 anos neste mês e é temática de projeto do curso de Desenho Industrial]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A busca pela memória da tragédia da Boate Kiss é uma das mais fortes bandeiras de luta de sobreviventes, pais, amigos e familiares de vítimas. A pergunta “Onde você estava no dia 27 de janeiro de 2013?”, cuja campanha marca os dez anos do incêndio, busca acionar as memórias coletivas da tragédia. E esse também é o objetivo do projeto “<b><u><a href="https://ricardoravanello.com.br/kiss/" target="_blank" rel="noopener">Fotografar para lembrar</a></u></b>”, coordenado por Ricardo Ravanello, professor de fotografia do curso de Desenho Industrial da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/IMG-20230119-WA0039-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Mosaico de fotografias antigas, feitas com a técnica de colódio úmido. São seis retratos divididos em duas linhas. Na parte superior esquerda, retrato de uma mulher de meia idade de pele branca, olhos escuros, cabelos loiros, lisos e curtos, tem a expressão facial séria. Ao lado, mulher de pele escura, rosto sério. Tem olhos pequenos e escuros, sobrancelhas demarcadas. Os cabelos são ondulados, escuros e na altura do ombro. Veste camisa social clara, e tem as mãos apoiadas no queixo. Ao lado, mulher jovem de pele clara, tem olhos grandes e claros, nariz e boca em tamanho médio. Tem cabelos escuros, lisos e compridos. Está com a expressão facial séria e veste a camiseta branca da AVTSM. Na segunda linha, da esquerda para a direita: homem jovem de pele escura, tem expressão facial séria e está levemente de lado. Tem olhos pequenos e escuros, sobrancelhas finas, nariz e boca grandes. Os cabelos são cacheados, escuros e na altura do ombro e estão presos para trás. Veste camisa social escura. Ao lado, mulher de meia idade de pele clara, rosto sério. Tem olhos escuros, sobrancelhas arqueadas e escuras. Tem os cabelos curtos, lisos e escuros. Veste regata branca, usa colar de contas e argola prata. Está com os braços cruzados. Por fim, fotografia de um homem de meia idade, de pele clara, com a expressão facial séria. Tem olhos pequenos e claros, cabelos curtos, lisos e escuros, nariz e boca pequenos. Veste camisa social escura. Na frente dele, há um microfone grande em formato de bala. O fundo das fotografias é escuro." loading="lazy" />											<figcaption>Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Aurea Viegas Flores (mãe de vítima), Mirian Schalemberg (sobrevivente), Luiza Bissacott Mathias (sobrevivente), Maike Adriel dos Santos (sobrevivente), Carina Correa (mãe de vítima) e Marcelo Canellas (jornalista). Fotografias e montagem: Ricardo Ravanello.</figcaption>
										</figure>
		<p>O projeto fotográfico surgiu, no final de 2019, com o objetivo de contribuir para a criação de memórias. “Eu sempre digo que é uma espécie de obrigação, dentro do ofício dos fotógrafos, se interessar e documentar esses fatos que são muito importantes para a humanidade”, destaca Ricardo. O docente explica que queria fazer algo para contribuir com o registro da tragédia que marcou Santa Maria, que também é sua cidade. Mas ele não queria um modo comum de fotografar, como é o processo digital.</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%"><p id="docs-internal-guid-aa86c9a2-7fff-af4b-e826-59144e0d923a" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O processo da fotografia</p><p> </p><ol style="margin-top: 0;margin-bottom: 0;padding-inline-start: 48px"><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">É feito um contato prévio com as pessoas que serão fotografadas e a sessão é agendada;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">O vidro em que a fotografia será feita é preparado e limpo;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Aplica-se um produto chamado colódio salgado, e então a placa é mergulhada em uma solução de prata, que torna o material fotossensível;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">No laboratório escuro e fechado, a placa de vidro é retirada da solução de prata e inserida em um chassi, espécie de moldura fechada;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">O foco da câmera e as luzes são ajustados;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">O processo é explicado para a pessoa que será fotografada, e a pose da foto é treinada;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">O chassi é inserido na câmera;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">A câmera é aberta e está exposta à luz. É neste momento que a fotografia é feita;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">No laboratório, o revelador é jogado no vidro: a imagem leva de dez segundo a um minuto para aparecer;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Com a imagem revelada, o processo é interrompido com água;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">O fixador é aplicado e os resíduos são lavados;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">A imagem passa pelo processo de secagem;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Por fim, o verniz é aplicado e a imagem é finalizada.</p></li></ol></td></tr></tbody></table>		
									<figure>
										<img width="1024" height="506" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/WhatsApp-Image-2023-01-25-at-11.20.102-1024x506.jpeg" alt="Descrição da imagem: Placa de madeira em tom de marrom caramelo. A placa está fechada e tem detalhes em prata nas extremidades." loading="lazy" />											<figcaption>Chassi da câmera fechado. Esta placa é encaixada na câmera para a captura da imagem. Fotografia: Ricardo Ravanello.</figcaption>
										</figure>
									<figure>
										<img width="1024" height="534" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/WhatsApp-Image-2023-01-25-at-11.20.10-1024x534.jpeg" alt="Descrição da imagem: Placa de madeira pequena e retangular aberta. As bordas são de madeira em tom de marrom caramelo, e a parte interna é preta. O fundo é branco." loading="lazy" />											<figcaption>Chassi da câmera aberto. Sobre a parte preta, é acomodada a placa de vidro. Fotografia: Ricardo Ravanello.</figcaption>
										</figure>
									<figure>
										<img width="1024" height="604" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/WhatsApp-Image-2023-01-25-at-11.20.101-1024x604.jpeg" alt="Descrição da imagem: Placa de madeira retangular aberta. As bordas são em tom caramelo e a parte interna em preto. No lado direito, a parte interna é removível, e pode ser puxada por um puxador para o lado direito, o que abre a placa. O fundo é branco." loading="lazy" />											<figcaption>Chassi da câmera aberto. Engrenagem que abre a placa permite a entrada de luz, quando o chassi já está instalado na câmera. Fotografia: Ricardo Ravanello. </figcaption>
										</figure>
		<p>Para compreender mais sobre o processo, assista esse vídeo:</p>https://www.youtube.com/watch?v=fV4zZKXda80<p>No vídeo acima, o fotógrafo usa placas de metal, elemento que se diferencia das placas de vidro usadas por Ricardo.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/IMG_2145-1024x683.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida de um estúdio fotográfico. Em primeiro plano, parte externa de um refletor de led. No lado direito, em segundo plano, câmera antiga com estrutura de madeira. Em terceiro plano, cadeira de madeira com estaca de madeira que sustenta um encosto para pescoço. Atrás, tecido laranja suspenso. Ao fundo, parede branca." loading="lazy" />											<figcaption>Estúdio fotográfico. Na cadeira, em segundo plano, haste de madeira com encosto para a cabeça ajuda a manter a imobilidade da pose na hora da fotografia Fotografia: Samara Wobeto.</figcaption>
										</figure>
			<h3>As experiências</h3>		
		<p>Gabriel Rovadoschi Barros foi uma das pessoas fotografadas. Ele é sobrevivente da Kiss e o atual presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM). “Ver o resultado da fotografia foi muito impactante e foi muito interessante o misto de sentimentos. Dava para ver a fotografia sendo revelada na hora, a imagem vai aparecendo naquela placa de vidro, aos poucos se revelando, e com uma nitidez que eu não esperava”, descreve Gabriel.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/IMG_2141-1024x683.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e em tons escuros de um retrato feito com a técnica de colódio úmido. O retrato é vertical, feito em uma placa de vidro, e é segurado por duas mãos contra fundo preto, que dá o contraste. No retrato, homem jovem de pele clara, tem os olhos grandes e escuros, bigode escuro, cabelos escuros e cortados rente ao couro cabeludo. Está sério e apoia as mãos no queixo. Veste suéter escuro." loading="lazy" />											<figcaption>Retrato de Gabriel Rovadoschi Barros com a técnica de colódio úmido. Fotografia: Samara Wobeto.</figcaption>
										</figure>
		<p>Maike Adriel dos Santos é sobrevivente da Kiss e formado em Desenho Industrial pela UFSM. Em 2019, participou do início do projeto e fazia os contatos com as pessoas. Também auxiliava Ricardo com a montagem das luzes e calibragem dos equipamentos. Além disso, foi um dos fotografados, e conta sobre a emoção em ver a sua imagem revelada: “Ver a tradução de uma coisa que eu sinto dentro de mim, no mental, no psicológico, foi emocionante. Essa transposição no vidro eu achei muito legal, essa visão que a fotografia, que a técnica passam, de contar, de maneira mais artística, a minha história e de outras pessoas”, reflete.</p>		
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/IMG_2143-1024x683.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida de um suporte de madeira clara no qual estão encaixadas dezenas de placas de vidro. O suporte está sobre uma mesa clara. O fundo é uma parede branca." loading="lazy" />											<figcaption>Fotografias em placas de vidro prontas. Fotografia: Samara Wobeto</figcaption>
										</figure>
			<h3>A técnica do colódio</h3>		
		<p>A técnica escolhida para o projeto foi a do colódio úmido. De acordo com Ricardo, seu surgimento remonta aos anos de 1850, uma década após a invenção da fotografia. A lente da câmera com que a fotografia é feita também é dessa época, o que, para o fotógrafo, acrescenta ao projeto uma camada de informação e de profundidade que a fotografia digital não possibilita. A câmera usada tem cerca de 100 anos e foi adquirida em um leilão em São Paulo.</p>		
									<figure>
										<img width="683" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/IMG_2152-683x1024.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia vertical e colorida de uma câmera antiga. Ela tem bastante altura, e tem um suporte de madeira escura. A parte principal do suporte é uma caixa de madeira, na qual está instalada uma lente com grande abertura. Ao redor da caixa, espécie de moldura em forma de arco. Na parte inferior, pés com rodinhas para locomoção. Ao lado direito da câmera, dois refletores de luz em formato redondo. O fundo é uma parede branca." loading="lazy" />											<figcaption>Câmera fotográfica usada no projeto. Fotografia: Samara Wobeto.</figcaption>
										</figure>
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										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/IMG_2146-1024x683.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida do visor da câmera. Nele, a imagem de um homem aparece de ponta cabeça. O visor tem moldura de madeira escura. No fundo, tecido laranja." loading="lazy" />											<figcaption>Visor da câmera. Nas técnicas antigas de fotografia, as imagens aparecem invertidas. Nas câmeras digitais, por conta de uma estrutura de espelhos, a visualização se assemelha à visão humana. Fotografia: Samara Wobeto.</figcaption>
										</figure>
		<p id="docs-internal-guid-4699c350-7fff-9c31-75b5-8966947ed569" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A escolha pela técnica teve algumas motivações que, segundo Ricardo, foram descobertas na medida em que ele pesquisava e estudava sobre processos antigos de fotografia. A primeira característica é que a técnica de fotografar com colódio úmido é um processo lento de execução. Ricardo relata que, enquanto prepara o equipamento e explica como a fotografia será feita, é comum que sobreviventes, pais, familiares e amigos de vítimas e profissionais que trabalharam envolvidos com o incêndio ou com suas consequências contem suas histórias. “Essa lentidão da foto cria uma espécie de espaço para ter esses encontros, para ter essas conversas. É oportunizar para as pessoas uma experiência com a fotografia para construir algum tipo de memória positiva ”, reflete Ricardo.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Como o processo de fotografia é artesanal, feito sobre um vidro, não há possibilidade de fazer dois retratos iguais. “Cada fotografia é absolutamente única, como era a vida das pessoas que se foram. Tem o espelhamento dessa característica”, explica Ricardo. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outro ponto que ele destaca é que, por conta de a fotografia levar mais tempo para ser feita - pode variar de 2 a 10 segundos - e da necessidade de muita luz, a pessoa fotografada precisa encarar a câmera e não se mexer. Para Ricardo, essas características trazem uma responsabilidade para quem é fotografado. “Eu acho que cria uma relação bacana, me parece que as pessoas se revelam mais, se colocam mais na foto”, descreve. Para Gabriel, a experiência de ser fotografado foi marcante. “Eu pude levar minha família para acompanhar e envolvê-los nesse processo de aceitar essa parte da minha história, aceitar que eu sou sobrevivente”, relata Gabriel. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A quarta característica é composta pelos elementos de textura que podem aparecer no resultado final: como o processo compreende o uso e a manipulação de líquidos sobre o vidro para a revelação e fixação, há possibilidade de as bordas ficarem irregulares. “Conforme o corte da câmera, às vezes pega aqui no braço, por exemplo, e aí tu não sabe se ali tem uma queimadura da pessoa ou é uma borda do processo, elas se fundem, elas se misturam”, descreve Ricardo. Além disso, por usar prata como material para a preparação do vidro, é uma imagem formada por um metal nobre, o que a torna especial.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Para Ricardo, contudo, foi um elemento histórico que deu a certeza de que esse era o processo adequado para registrar a história da Kiss. A nitrocelulose, base da criação do colódio, foi inventada em 1848 como uma tecnologia militar, usada como explosivo. Em 1849, um médico descobriu que, ao diluir a substância com álcool e éter, criava-se uma emulsão - o colódio - que pode ser usada para curar ferimentos de guerra. Em 1851, o colódio foi misturado com sais, o que permitiu a invenção do processo fotográfico. “Tem isso no processo: uma tecnologia militar que vira uma tecnologia de cura e que vira uma tecnologia artística. Nenhum outro processo tem isso”, descreve o docente.  </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Além disso, quando as fotografias são digitalizadas e ampliadas, outro elemento significativo se torna visível: “Quando tu olha para ela ampliada, em que perde a noção das feições do rosto, de claro e escuro, parece uma fuligem, parece aquela fuligem quase do resto do incêndio”, conta Ricardo. Para ele, as imagens também são resultados da tragédia: “A expressão das pessoas e todas as histórias que têm atrás delas, são todas frutos desse incêndio”.</p>		
			<h3>Construção da memória</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Marcelo Canellas, jornalista santa-mariense que cobriu a tragédia e suas repercussões a nível nacional, conta que o convite para ser fotografado foi feito durante uma entrevista. Diretor da <b><u><a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2023/01/23/boate-kiss-10-anos-depois-do-incendio-serie-documental-do-globoplay-relembra-tragedia.ghtml" target="_blank" rel="noopener">série documental</a></u></b> ‘Boate Kiss - a tragédia de Santa Maria’, da Globo Play, o jornalista voltou à cidade após a anulação do julgamento para ouvir os protagonistas do documentário. Entre eles, estava Gabriel, e a entrevista aconteceu no estúdio de Ricardo. Lá, Canellas conheceu o projeto e foi fotografado. “É inegável que, de certa forma, eu faço parte dessa história construída coletivamente. Me sinto como um tijolinho na construção do imaginário iconográfico da trajetória da Kiss”, pondera.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para o jornalista, as palavras-chave da história da Kiss são memória e justiça. “A construção da memória se contrapõe àquilo que é quase uma doença brasileira, que é a ideia de que esquecer faz superar”, destaca. Ele recorda exemplos como a ditadura militar no Brasil, em que a elite política e econômica apostou no esquecimento como forma de superação. “A memória é importante porque combate o esquecimento, e o esquecimento é primo e irmão da injustiça. Quando você insiste na preservação da memória, está apontando para a  possibilidade de justiça, que também é não repetir os erros. E você não repete os erros quando lembra deles e por que aconteceram”, reflete Canellas.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo Gabriel, este tipo de projeto tem papel importante no registro da história e na consolidação da memória. “A fotografia é uma forma de narrar e pode contribuir muito para revelar essa importância. O esquecimento é perigoso”, pontua. Para Maike, a fotografia em forma de lembrança também é uma forma de prevenção. Ele destaca que este é um ponto-chave, repetido pelas pessoas envolvidas na tragédia. “Projetos como esse são importantes para que a tragédia não se repita”, enfatiza.</p>		
			<h3>Produção de conhecimento na UFSM</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-24f70397-7fff-1d6a-4a70-4f177b8f06f7" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além do “Fotografar para lembrar”, na UFSM já foram desenvolvidos outros projetos e pesquisas que buscam construir saberes acerca da tragédia. Confira alguns deles: </p><ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0;padding-inline-start: 48px"><li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">a construção de um <b><u><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/a-kiss-antes-do-incendio" target="_blank" rel="noopener">dispositivo interativo virtual que remonta o interior da boate antes do incêndio</a></u></b> e que foi utilizado no julgamento, em dezembro de 2021;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">a criação do Centro Integrado de Atendimento às Vítimas de Acidentes (CIAVA) que, durante a pandemia, <u><b><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/da-kiss-a-covid" target="_blank" rel="noopener">utilizou os conhecimentos provenientes da experiência da tragédia para o tratamento de sobreviventes da covid-19</a>;</b></u></p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation"><b><u><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/quando-a-dor-inspira-conhecimento" target="_blank" rel="noopener">Quando a dor inspira conhecimento: </a></u></b>diversos estudos e pesquisas provenientes de reflexões sobre a tragédia;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation"><b><u><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/arco-entrevista-psiquiatra-vitor-calegaro" target="_blank" rel="noopener">Pesquisa</a></u></b> sobre a relação entre personalidade, psicopatologia e resiliência nos sobreviventes da Kiss;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation"><b><u><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/prevencao_incendio" target="_blank" rel="noopener">Avanços na prevenção e proteção contra incêndios</a></u></b>;</p></li><li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Reflexões sobre a construção de<b><u> </u></b><b><u><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/post418" target="_blank" rel="noopener">memória</a></u></b>;</p></li></ul>		
			<h3>Próximos passos</h3>		
		<p>Até o momento, já foram feitas cerca de 47 fotografias. A meta inicial, segundo Ricardo, é chegar a 50. O acervo será doado à AVTSM e será destinado à composição de um mural no futuro memorial. Para quem quiser saber mais sobre o projeto, pode acessar o <a href="https://ricardoravanello.com.br/kiss/" target="_blank" rel="noopener"><b><u>site</u></b></a>.</p>		
			<h3>10 anos</h3>		
		<p>Na data que marca o aniversário de 10 anos do incêndio da Boate Kiss, a AVTSM preparou uma programação que conta com rodas de conversa, palestras, caminhada, soltura de balões e outras atividades, que podem ser acompanhadas pelo <b><u><a href="https://www.instagram.com/avtsm27/" target="_blank" rel="noopener">instagram</a></u></b>.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Capa:</strong> Ricardo Ravanello;</em></p><p><em><strong>Fotografias:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Ricardo Ravanello;</em></p><p><em><strong>Tratamento de imagem:</strong> Júlia Coutinho, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O despertar da ancestralidade negra: da memória narrada ao FamilySearch</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-despertar-da-ancestralidade-negra-da-memoria-narrada-ao-familysearch</link>
				<pubDate>Thu, 17 Nov 2022 13:54:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[ancestralidade negra]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência Negra]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
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		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[trajetórias sub-representadas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9542</guid>
						<description><![CDATA[Doutoranda em História da UFSM reconstrói trajetórias sub-representadas e mostra que a genealogia também pode contar histórias de famílias negras]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Quem foram os seus antepassados? Qual a trajetória da sua família? Qual a origem do seu sobrenome? Perguntas como essas causam inquietações em grande parte da população negro-brasileira que teve, historicamente, sua ancestralidade negada. O apagamento de registros históricos oficiais e o silenciamento do povo negro oculta intensas trajetórias de sobrevivência, resistência e legados. Hoje, o movimento de resgate das raízes ancestrais demonstra que é possível reconstruir a história que não teve espaço nos livros.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
“Quando procuramos essas histórias, um mundo negro se abre. Um mundo muito possível de ser narrado e que, por outro lado, é assustadoramente calado”, conta a doutoranda do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Franciele Rocha de Oliveira, que faz parte do <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/grupo-de-estudos-sobre-o-pos-abolicao-gepa/" target="_blank" rel="noopener"><u>Grupo de Estudos sobre o pós-Abolição</u></a> (GEPA) e estuda a história negra e trajetórias familiares há mais de 10 anos. Recentemente, a pesquisadora ministrou um curso sobre como utilizar o <a href="https://www.familysearch.org/pt/" target="_blank" rel="noopener"><u><i>FamilySearch</i></u></a> para encontrar fontes para o estudo de trajetórias individuais, coletivas e familiares. A ferramenta é a maior base de dados de genealogia do mundo e disponibiliza milhões de documentos históricos.

<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/11/capa_arco-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de um adolescente negro que está de perfil, sentado em frente a um computador. O computador é do tipo desktop, na cor cinza, e está envolto por raízes de uma árvore de tronco marrom e retorcido, que está acima do computador, na parte esquerda da imagem. Em três das raízes da árvore, estão pendurados cartões de identificação presos por uma fita vermelha. Um desses cartões está na frente do jovem, que está com uma das mãos por baixo do cartão. Ele tem pele negra escura, cabelos pretos, crespos e volumosos, do tipo Black Power. Tem olhos castanhos, sobrancelhas arqueadas, lábios e nariz grossos, e orelhas grandes. Sorri levemente. Veste moletom na cor malva. Ao lado da cabeça dele, estão desenhados dois pontos de exclamação na cor azul. Os braços estão apoiados em uma mesa grande de madeira na cor caramelo. Em cima da mesa, além do computador desktop, há um porta retrato com moldura berinjela com foto de quatro pessoas e detalhe de um documento na cor creme. Ao fundo do jovem, janela quadrada pela qual entra claridade. O fundo é uma parede amarelo pastel." loading="lazy">

Com foco nos estudos de famílias negras sub-representadas nos estudos genealógicos, o curso teve 45 vagas, das quais 15 foram disponibilizadas gratuitamente para pessoas autodeclaradas pretas ou pardas. Foram três dias de encontros síncronos que abordaram o uso da plataforma e, no último dia, foi proposto um exercício prático no qual as pessoas poderiam tentar construir/representar as genealogias de suas famílias, com base nos métodos aprendidos no minicurso. Mas, antes disso, Franciele deixou um aviso na tela para os participantes:
<h4>“Nem todas as famílias possuem trajetórias fáceis de serem narradas e pesquisadas. Lembre-se que é possível reconstruir famílias, ainda que seus registros possuam lacunas, ainda que suas trajetórias tenham desafiado convenções e padrões familiares e afetivos. Memória narrada em porta, os silêncios e as ocultações também têm significados” - Franciele Oliveira</h4>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para utilizar o <em>FamilySearch</em>, primeiro é necessário fazer o registro, que solicita o nome do usuário, dos pais e a data de nascimento.&nbsp; Quem cadastra seus dados na plataforma vira uma espécie de fonte de informações dentro da rede para pessoas que venham a pesquisar no futuro. Isso faz com que seja possível encontrar registros da família, compartilhar arquivos e fazer com que outras pessoas também possam se conectar com a sua genealogia.</p>
<b id="docs-internal-guid-df609e88-7fff-1f9f-349c-7cc77b9c67b2" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A historiadora explica que as pessoas fazem genealogias ou procuram saber sobre a história da família tendo como base o ideal de que conhecer o passado ajuda a compreender o futuro e a transformar o presente. O fato de as gerações de agora poderem olhar para suas famílias de maneira crítica, entender o que os antepassados viveram e quem eram, é uma questão de busca identitária. Para além de ter a genealogia montada, ela reconhece a potência que a reflexão sobre a história da família permite.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Leticia Prates, estudante de Pedagogia na UFSM, participou do curso para se conectar com as suas raízes ancestrais. Ela relata que, a partir da experiência, durante três dias teve a oportunidade de procurar informações com familiares, revisitar documentos da família e fazer caminhos possíveis no FamilySearch que a levaram a encontrar registros que poderiam ajudar na construção da árvore genealógica. O exercício era de Letícia, mas toda a família foi envolvida no processo de descobertas que a levaram até os registros da tataravó — que sua avó de 89 anos não conhecia.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Letícia, a importância do resgate da ancestralidade está na reafirmação e no rompimento de ciclos: “Eu já estava na quarta geração de empregadas domésticas da família, então me dar conta desse contexto psicológico, econômico, territorial, de classe, de cor e de gênero também foi muito importante, para saber de onde eu vim e para onde eu vou”, afirma a estudante.</p>

<h3>A maior árvore familiar compartilhada do mundo</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, religião popularmente conhecida como “Igreja Mórmon”, é fundamentada na crença de famílias eternas e ordenanças póstumas (batismo e confirmação e dom do Espírito Santo). Para eles, as ordenanças realizadas nos templos possibilitam que as famílias se unam para a eternidade e retornem a Deus no plano celestial, ou seja, que, ao batizarem os seus ancestrais, será possível encontrá-los após a morte. Nesse sentido, com o objetivo de coletar registros genealógicos e preservar a história da família, em 1894, a Igreja fundou a 1ª Sociedade Genealógica de Utah - SGU, que continha em sua biblioteca uma coleção de 300 livros.&nbsp;</p>
<b id="docs-internal-guid-ca5cfbeb-7fff-a64e-96fc-05fd23148571" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ao longo do tempo, a Sociedade construiu fichas, microfilmes e catálogos de registros civis e paroquiais de toda a sociedade civil, em busca de expandir o projeto a nível global. Em 1998, a SGU passou a gerar imagens digitais para construir o site FamilySearch e, hoje, tem aproximadamente dois bilhões de registros e cinco bilhões de imagens indexadas, que consistem em registros de nascimento, de casamento e de morte, censos, inventários e testamentos, cartas de alforrias e registros de terras. Todos os microfilmes que estão na sede de Salt Lake City, no estado de Utah, oeste dos Estados Unidos, também estão nessa plataforma e podem ser acessados de qualquer lugar.&nbsp;</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Franciele Oliveira afirma que sempre utilizou a plataforma e que, para os historiadores, esse recurso é fundamental: “O tempo que eu demoraria indo a Porto Alegre, para olhar os casamentos, agora eu consigo fazer da minha casa. É possível abrir muitos dos registros e olhar um por um.” Dessa forma, a plataforma se tornou essencial para as pesquisas dela. Apesar disso, ela comenta que não estava entre os princípios do FamilySearch a preocupação com as famílias negras. “Estamos falando de um contexto do pós-Abolição norte americano. De uma organização que também vai passar pelo racismo estrutural, e que vai ser recortada por essas questões raciais”, explica a pesquisadora.</p>
A preocupação do resgate às raízes ancestrais negras não têm origem na fundação da SGU, mas, com o tempo, e com a presença de 4,6 mil centros de história da família em 126 países, isso muda. O FamilySearch Brasil, por exemplo, tem como um de seus projetos mais recentes digitalizar os registros relativos à diáspora africana no país. A base mobiliza as pessoas a irem em busca de suas histórias familiares. Para Franciele, o principal aspecto do FamilySearch é que, atrelado aos estudos das famílias negras, permite pensar as relações de gênero e de diversidade, as práticas nominativas, as políticas públicas, as migrações e imigrações, a demografia social, a história da saúde, as relações afetivas e de parentesco, a história econômica, a mobilidade social, o compadrio, a maternidade e a paternidade, a genealogia forense, a hereditariedade, entre inúmeras outras questões.
<h3>A escuta como estratégia de resistência</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Foi numa roda de memória no Museu Treze de Maio, em meados de 2010, que Franciele teve o primeiro contato com as histórias da população negra santa-mariense. Inicialmente não imaginava a dimensão dessa história e nem que circulava por um território historicamente negro. Mas os encontros no Museu, localizado no centro de Santa Maria, abriram seus olhos. Lá aconteciam as rodas de lembranças, que recordavam a época em que o museu era um Clube Social Negro: a Sociedade Cultural Ferroviária Treze de Maio. Por meio dos relatos de antigos associados, a então estudante do curso de História passou a conhecer a trajetória e as reivindicações da comunidade negra de Santa Maria e região e, em contato com as pessoas desse meio, encontrou a sua linha de pesquisa, que seguiria até o doutorado.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
Para o trabalho de conclusão de curso, estudou as memórias do clube social negro <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/para-manter-viva-a-historia-negra-local/" target="_blank" rel="noopener"><u>União Familiar</u></a>, fundado em Santa Maria no pós-Abolição. Na dissertação, pesquisou as trajetórias de uma família negra entre a escravidão e a liberdade no Rio Grande do Sul. Atualmente,<a href="https://www.ufsm.br/2021/03/09/doutoranda-franciele-oliveira-investiga-familias-negras-no-pos-abolicao-em-santa-maria/"> na tese</a>, acompanha as histórias das famílias nascidas de Ventre Livre no pós-Abolição. Somando estes e outros projetos, já entrevistou, ao todo, 47 pessoas.
<h4>“Os estudos das famílias negras têm demonstrado como a família por si só é uma forma de resistência, porque é possível construir apoio, afeto, solidariedade, casa e relações que são fundamentais para o grupo sobreviver e passar esse legado adiante” - Franciele Oliveira.</h4>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As famílias entrevistadas guardam acervos particulares, fotografias, documentos e memórias impactantes, que demonstram que é possível reconstruir as trajetórias, apesar de este ser um trabalho árduo. Franciele conta que, por uma série de razões, é diferente pesquisar&nbsp; famílias negras do que trabalhar com famílias brancas: “A principal das razões é que envolve a escravidão, a violência, a separação, a venda dessas pessoas, o tráfico, a mudança de nome, e envolve uma memória traumática também que é difícil de ser narrada”, reflete. No entanto, ela salienta que esse trabalho não é impossível.&nbsp;</p>
<b id="docs-internal-guid-0a4ba6d4-7fff-6b7e-6d9f-42289cb6c797" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Uma das histórias que a pesquisadora acompanha em Santa Maria é da família que foi escravizada pelos Niederauer — o grupo familiar de imigrantes alemães muito conhecido e tradicionalmente homenageado na cidade. Matilde era uma mulher escravizada; mãe de Nemésio e Honorina Niederauer, ambos batizados com o nome do pai da família senhorial. Matilde era, portanto, bisavó de Vilceu Niederauer, que hoje relata o seu conhecimento dos fatos, conforme as memórias distantes da infância vêm à tona: “O meu avô, o Nemésio, tinha um comportamento meio arredio. Quando crianças, nós visitávamos a chácara onde ele morava, nós não participávamos das conversas dos adultos, mas a gente captava [as conversas]”, recorda. Vilceu destaca que esse resgate é importante porque grande parte da população santa-mariense desconhece a história negra não só da família Niederauer, mas também de outras da região que têm origem africana.&nbsp;</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mesmo com os avanços nos estudos, na perspectiva de Franciele as histórias negras ainda são ignoradas pelos genealogistas tradicionais. No Rio Grande do Sul, há uma grande procura pelo estudo de famílias ítalo-germânicas, nos quais não cabe uma linha sequer sobre a história escravista destes grupos: “Existe uma romantização com relação a essas trajetórias que são tratadas de forma desigual, as pessoas querem ter uma conexão com um passado europeu, a um "sangue azul"… As pessoas vão dizer que não são racistas; [vão dizer] que o racismo existe, mas que ninguém é racista. Mas é evidente que as sociedades genealógicas ainda são extremamente restritas às famílias brancas”, argumenta a historiadora.&nbsp;</p>
A cada descoberta proporcionada pelas pesquisas, o objetivo de Franciele como historiadora só fica mais claro: ouvir as histórias negras e contribuir para manter suas memórias vivas. “Os estudos das famílias negras têm demonstrado como a família por si só é uma forma de resistência, porque é possível construir apoio, afeto, solidariedade, casa e relações que são fundamentais para o grupo sobreviver e passar esse legado adiante”.

<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Jéssica Medeiros, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Rafael Freitas, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e voluntário; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pesquisas de Memória e Tecnologias desenvolvidas na UFSM conquistam projeção internacional</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/pesquisas-de-memoria-e-tecnologias-capes-print</link>
				<pubDate>Thu, 13 Oct 2022 12:17:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Capes PrInt]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisadores]]></category>
		<category><![CDATA[projeção internacional]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Programa de Internacionalização da Capes contempla pesquisadores que atuam no Espaço Multidisciplinar da UFSM Silveira Martins]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ao longo do tempo, a sociedade e os seus modos de organização social sofreram inúmeras transformações provocadas, entre outros fatores, pela revolução tecnológica. A memória, seja ela cultural, social, laboral ou ecológica, é responsável pela construção histórica da sociedade, ou seja, por testemunhar e levar adiante o conhecimento dessas transformações. Como exemplo, há a paisagem, entendida como uma síntese do espaço e do tempo, na qual são registradas as mutações do mundo contemporâneo. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), pesquisadores estudam questões relativas à memória no âmbito da Sociedade Informacional e das diferentes tecnologias da informação e comunicação empregadas em sua coleta, armazenamento, recuperação e difusão. </p><p><br />Sociedade Informacional: Memória e Tecnologias foi definido como um dos quatro temas estratégicos do Programa Institucional de Internacionalização da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES-PrInt). O programa, que teve início em novembro de 2018 e foi renovado para o biênio 2022/2023, visa fomentar a internacionalização na pós-graduação das instituições de ensino contempladas, por meio da liberação de recursos para Missões de Trabalho no Exterior, Manutenção de Projetos, Bolsas no Exterior, <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/doutorado-sanduiche/">Doutorado Sanduíche</a>, Professor Visitante Junior, Professor Visitante Sênior, Capacitação em cursos de curta duração e Jovem Talento.</p>		
												<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/2b-1024x670.jpg" alt="Descrição da imagem: colagem horizontal e colorida. Na parte direita da imagem, desenho de perfil de uma cabeça, na cor salmão. Sobre a cabeça, colagem em formato de cérebro com fotografia antiga, em preto e branco, de um prédio. Ao lado, na parte esquerda da imagem, colagem de letras com fundo colorido que formam a frase &quot;Memória e Tecnologia&quot;. O fundo é amarelo esverdeado com textura quadriculada." loading="lazy" />														
		<p>O tema estratégico Sociedade Informacional abrange dois projetos de cooperação internacional. Um deles é o ‘Memória e Tecnologias’, coordenado por Cesar de David, que reúne ações e estratégias de investigação da temática envolvendo quatro programas de pós-graduação (PPGs): Filosofia, Geografia, Agronomia e Letras. A Revista Arco entrevistou o coordenador do projeto, que é docente do Departamento de Geografia da UFSM. Confira:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco: Quais são as atividades executadas pelo projeto? </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Cesar de David: Esse é um projeto guarda-chuva, em que as quatro áreas de pesquisa e de pós-graduação (Geografia, Letras, Agronomia e Filosofia) dialogam com as questões relacionadas à Memória e Tecnologias, cada uma a seu modo, seguindo sua própria perspectiva, mas interconectadas. Essas quatro áreas se articulam em torno desse tema transdisciplinar. A memória, no caso da filosofia, investiga e reflete sobre as questões da filosofia da mente e de como ela processa e retém a memória. A geografia, no campo do estudo da paisagem, vê a paisagem como uma representação da memória do tempo e do espaço. Cada área vai dialogar a seu modo e se articula a partir da própria perspectiva em torno do tema que é bastante abrangente, mas que está em profunda relação com a sociedade contemporânea. O nosso tema estratégico é a sociedade informacional. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco:  Como surgiu o tema estratégico Sociedade Informacional? </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Cesar: Ele surge a partir de conexões possibilitadas pela <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-de-apoio/silveira-martins/" target="_blank" rel="noopener"><u>UFSM Silveira Martins</u></a>. Todos os envolvidos são pessoas e grupos que trabalham no Espaço Multidisciplinar de Pesquisa e Extensão, que envolve diferentes projetos. Em geral, são da área das humanidades (filosofia, letras, geografia, entre outras). Quando a UFSM chamou pesquisadores que tinham alguma atuação internacional para fazer parte de um projeto institucional de internacionalização, nós sistematizamos o que já fazíamos em Silveira Martins e discutimos o que nos aproximava enquanto projetos relativamente autônomos. Chegamos à conclusão, depois de algumas reflexões, de que era a Sociedade Informacional. Nós vivemos numa sociedade em que a informação e as suas tecnologias perpassam não só a vida cotidiana, mas também a elaboração de construções que nós fazemos enquanto cientistas, pesquisadores e estudiosos da sociedade contemporânea. A partir disso é que nós construímos um projeto integrado para fazer parte do institucional. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco:  Qual o papel da memória na aquisição e compartilhamento do conhecimento humano? </p><p>Cesar: O conhecimento humano é acumulado historicamente pela sociedade. O conhecimento é um produto social construído ao longo do tempo, e essa construção se faz porque, em certa medida, ela é retida pela sociedade, que seleciona o conhecimento que julga pertinente e necessário de ser transmitido para gerações futuras. Todo o nosso conhecimento, a tecnologia e a ciência, só são produzidos, hoje, nos centros de pesquisa e nas universidades, porque nós, de certa forma, o conservamos. Essa conservação nos oferece uma memória do tempo em que produzimos o conhecimento, seja nas artes, seja nas ciências ou nas tecnologias. A partir do nosso estudo, de reflexão e de investigação, construímos e produzimos esse conhecimento que vai ser guardado, retido e transmitido às gerações futuras. Esse é o papel da universidade, sobretudo, da universidade pública. </p>		
							“O espaço da universidade é um espaço de memória, porque é um espaço de produção de conhecimento, mas também da sua conservação e da sua socialização para as gerações atuais e para o futuro.”
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco:  Qual a importância das colaborações internacionais para o avanço da pesquisa e o fortalecimento dos programas de pós-graduação da UFSM?</p><p>Cesar: Na minha avaliação, o programa Capes-PrInt é um dos mais importantes, não só ao pensar a internacionalização das universidades, mas o próprio avanço científico das relações entre pesquisadores e grupos de pesquisa. Ele oportuniza diferentes vivências, tanto de professores que vêm para o Brasil e trazem suas experiências e compartilham seu trabalho com os colegas brasileiros quanto de oportunidades que nós, pesquisadores, temos. Acredito que, nessa relação e nessas oportunidades de intercâmbio que o Capes-PrInt proporciona, todos conseguem crescer juntos. E isso, para os programas de pós-graduação, é fundamental, em termos de produção científica, de estímulo à ciência, à tecnologia e à inovação, porque os projetos de internacionalização fazem parte da avaliação desses PPGs.</p>		
							“O Capes-PrInt abre muitas portas para o desenvolvimento de pesquisas de grande relevância no contexto atual da produção do conhecimento, além de oportunidades de formação profissional, acadêmica e científica.” 
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco:  Como os pesquisadores têm avaliado as experiências de intercâmbio em instituições estrangeiras? Qual a contribuição mais relevante?  </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Cesar: A avaliação tem sido positiva, porque atualmente o programa oportuniza essas vivências dos pesquisadores brasileiros no exterior, e isso se reflete de diferentes formas na pós-graduação. Em geral, essas experiências no exterior, seja por bolsas ou por missões, frutificam em termos de produção acadêmica, produção científica e pesquisas e artigos desenvolvidos no Brasil e no exterior. A produção científica nesses programas não  aumenta só em números, mas também em qualificação, a partir de periódicos mais qualificados com produção no exterior e divulgação, lá fora, do que a universidade produz. Essa é a principal avaliação que os pesquisadores relatam: a possibilidade da qualificação da sua produção intelectual, com artigos em conjunto com pesquisadores estrangeiros, com estudantes que participam desses intercâmbios e apresentam trabalhos em eventos internacionais. Isso também qualifica muito a pós-graduação ao promover eventos internacionais na nossa instituição e articular esses pesquisadores da Universidade com pesquisadores de outros centros, o que fomenta os cursos — a pós-graduação e a graduação. </p><p><b id="docs-internal-guid-7e0fc6d0-7fff-ba9f-828a-0f764e407ed6" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco:  Quais têm sido os principais desafios da execução do projeto?  </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Cesar: Os maiores desafios são relacionados à própria pandemia, que impactou de forma muito substancial nas atividades planejadas. A dificuldade é readequar o planejamento aos novos cronogramas que a Capes coloca. Nós tivemos missões programadas que não foram executadas, e bolsas planejadas para 2020 e 2021 que terão que ser replanejadas e rearticuladas de 2022 a 2024, porque o programa Capes-PrInt era para ser concluído este ano e foi estendido. Outro desafio é enfrentar os cortes de recursos das universidades e dos centros de pesquisa no país, que se reflete na internacionalização das instituições. O corte das universidades impacta, sobremaneira, em todo o trabalho de internacionalização que vinha sendo realizado, porque nós temos um projeto de internacionalização, mas ele se articula desde a iniciação científica. No momento em que você tem cortes em bolsas e uma diminuição dos recursos destinados à iniciação científica, vai ter um impacto no futuro da pós-graduação: são menos alunos que terão acesso à pós-graduação e às possibilidades de inserção na produção da ciência e da tecnologia. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco:  Quais foram os resultados obtidos até agora? </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Cesar: As redes de pesquisadores oportunizadas pelo Capes-Print são o grande resultado, porque se traduzem em convênios com instituições internacionais, em produção científica qualificada e em várias outras oportunidades que são geradas para estudantes e pesquisadores da UFSM. Isso beneficia toda a comunidade acadêmica, que tem a oportunidade de pensar e de refletir sobre as questões trazidas pelas pessoas envolvidas no projeto.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Revista Arco:  Quais são as expectativas para o futuro do projeto? </p><p>Cesar: Eu espero que tenha continuidade, que não seja apenas um projeto que tem início e fim, mas que possa render outros frutos, que essa seja efetivamente uma política pública de internacionalização dos programas das universidades brasileiras. A grande perspectiva seria a continuidade da internacionalização como uma política pública que qualifique as universidades como instituição de produção e de divulgação do conhecimento, e que essa produção seja partilhada no Brasil e no exterior. Acho que esse é o grande objetivo, fazer da UFSM uma instituição global, que responda aos desafios da sociedade contemporânea, aponte soluções, crie oportunidades a seus estudantes, professores e comunidade, e sobretudo, da sociedade brasileira, que é profundamente desigual. A função da universidade pública neste país é ser um farol, apontar caminhos e criar soluções e situações que melhorem a vida do povo brasileiro.</p><p dir="ltr"><strong><em>Expediente</em></strong></p><p dir="ltr"><em><strong>Reportagem:</strong> Jéssica Medeiros, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em></p><p dir="ltr"><em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; e Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p dir="ltr"><em><strong>Mídia social: </strong>Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; </em></p><p dir="ltr"><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral: </strong>Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM auxilia no tratamento técnico do acervo do Clube Caixeiral de Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/10/04/ufsm-auxilia-no-tratamento-tecnico-do-acervo-do-clube-caixeiral-de-santa-maria</link>
				<pubDate>Tue, 04 Oct 2022 11:58:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivologia]]></category>
		<category><![CDATA[CCSH]]></category>
		<category><![CDATA[clube caixeiral]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=59896</guid>
						<description><![CDATA[Grupo do curso de Arquivologia trabalha visando à preservação de itens arquivísticos e bibliográficos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_59910" align="alignright" width="800"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/10/7.-WhatsApp-Image-2022-09-22-at-12.10.35-e1664883890336.jpeg"><img class="wp-image-59910" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/10/7.-WhatsApp-Image-2022-09-22-at-12.10.35-e1664883890336.jpeg" alt="Alunos da disciplina de Arquivo, Memória e Patrimônio com os professores, usando máscara e roupa branca, em pé, ao redor de uma mesa que contém livros, papéis, e garrafas. No lado esquerdo da mesa há duas mulheres, uma delas segurando um livro. No lado direito há cinco mulheres e um homem observando. " width="800" height="437" /></a> Alunos e professores de Arquivologia em trabalho de tratamento técnico do acervo do Clube[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Professores e estudantes do curso de Arquivologia da UFSM, junto com o Arquivo Histórico Municipal e a Biblioteca Municipal de Santa Maria, realizam um trabalho de tratamento técnico em materiais do Clube Caixeiral. A ação teve início após a queda do telhado do prédio, em agosto, e dá ênfase à preservação dos itens encontrados no local, em sua maioria livros e documentos, como fichas de sócios, documentos fiscais, relativos à gestão de pessoas, mapas e fotografias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com a professora do curso de Arquivologia Fernanda Kieling Pedrazzi, “o acervo é riquíssimo e tem muitas nuances da sociedade local, seus costumes, seu modo de se constituir, dando uma noção do associativismo ao longo dos anos e de como acontecimentos do dia a dia eram vividos pela comunidade ligada ao Clube". Fernanda conta que o trabalho com o acervo bibliográfico e arquivístico está no início, e é preciso planejar algumas etapas, que envolvem higienização, avaliação das condições físicas, ordenação, classificação, indexação e preparação para encaminhamento, com acondicionamento em caixas. O projeto deve ser desenvolvido até o final do ano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Estudantes da UFSM participam do trabalho como bolsistas e voluntários. São alunos da disciplina Arquivo, Memória e Patrimônio. Os estudantes terão aulas práticas até novembro, nas quintas-feiras pela manhã, no Centro de Atividades Múltiplas, o Bombril. Fazem parte da equipe, também, a professora da área de Conservação e Restauração Sonia Constante e o professor que trabalha Ética, Identidade e Memória Jorge Cruz. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“A ideia é que alunos compreendam o papel da sociedade frente a arquivos privados, como o do Clube, e a importância desse tipo de acervo para a comunidade. Ao manusear o material terão frente a si a real condição da memória da instituição, bem como poderão contribuir para seu resgate, analisando criticamente os efeitos da negligência e esforços necessários para o restabelecimento da integridade física. Há, nessa oportunidade, mais que conteúdos disciplinares, mas uma aula de cidadania”, relata Fernanda.</span></p>
[caption id="attachment_59911" align="alignleft" width="563"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/10/4.-WhatsApp-Image-2022-09-22-at-12.09.58.jpeg"><img class="wp-image-59911" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/10/4.-WhatsApp-Image-2022-09-22-at-12.09.58.jpeg" alt="Mulher com cabelos soltos usando máscara, vestindo uma roupa branca e luvas. Ela está ao lado de um homem com cabelo curto e escuro usando óculos. A mulher está desenvolvendo um trabalho de reparo em uma foto do clube caixeiral. O homem está observando. Perto do registro há um pouco de algodão. " width="563" height="426" /></a> Aulas práticas serão realizadas até novembro[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">A secretária de Cultura de Santa Maria, Rose Carneiro, fala sobre a importância do Clube: “Ele guarda documentos e um acervo que envolvem a história da cidade e de muitos santa-marienses. São memórias de uma época que fazem parte da história de Santa Maria. São nossas memórias que constroem nossa história, então, cuidar desta documentação é importante. Também do acervo da biblioteca do Caixeiral, presente na vida de tantas pessoas por aqui”, destaca. A Prefeitura está responsável pela guarda do acervo. Rose diz que ainda não há definição quanto ao destino do material. </span></p>
<h3>Clube Caixeiral foi tema de dissertação em Patrimônio Cultural na UFSM</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O Clube Caixeiral de Santa Maria foi fundado em fevereiro de 1886. De acordo com dados fornecidos pelo arquiteto e urbanista Alex Scherer Porporatti, que recentemente defendeu sua dissertação no Mestrado em Patrimônio Cultural da UFSM sobre levantamento arquitetônico e histórico-cultural do Clube, o ato aconteceu por meio de uma reunião promovida por Herculano dos Santos. A instalação solene do Caixeiral deu-se em 28 de março de 1886, em sua primeira sede, um sobrado existente na esquina das atuais ruas Dr. Bozano e Duque de Caxias. O Clube surgiu com o intuito de promover e difundir o conhecimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O primeiro jornal oficial do Caixeiral foi lançado em janeiro de 1887, chamado “O Combatente”, publicado aos domingo, e permaneceu como órgão oficial do clube até 1889. No mesmo ano, foi lançado o “28 de Março", o segundo jornal oficial do clube. “Os jornais escritos e dirigidos por caixeiros se tornaram importantes ferramentas de luta e resistência da classe”, destaca Alex. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em 1919 o Clube passa para sua segunda sede, em um terreno doado por Henrique Ribeiro da Silva, na Rua do Maximiano (atual Floriano Peixoto). Em 1921, retorna a sua sede própria. Já em 1922, começa a construção da nova sede, na Rua do Acampamento, nº 39. Após quatro anos, o Clube inaugurou sua sede definitiva. Projetado por Olympio Lozza, seguindo o projeto de autoria do arquiteto alemão Theodor Wiederspahn, a edificação foi exemplo de progresso e modernização, já que rompeu com a arquitetura referente ao período colonial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“A construção de sua sede definitiva se transformou em um dos marcos arquitetônicos do centro de Santa Maria. Este remanescente de cunho eclético representava o sucesso e solidez que essa instituição possuía na sociedade da época, tornando-o um local privilegiado para usufruir o conforto material e contemplar as inovações introduzidas pela modernização dos padrões arquitetônicos, sociais e econômicos”, relata Alex.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Hoje, o clube Caixeiral possui tombamento provisório, conforme decreto executivo nº 196, de 18 de dezembro de 2019. Atualmente, o Clube Caixeiral, que é uma instituição privada, está sob a responsabilidade de uma administradora judicial. Devido ao risco que a deterioração do prédio oferece à população e à alegação de que a diretoria não possui verba para custear qualquer intervenção, o município decidiu agir. Tapumes foram colocados ao redor do prédio, junto à Rua Alberto Pasqualini, para evitar a circulação de pessoas próximo à lateral. </span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400">Texto: Gabriela Leandro, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias<br /></span>Fotos: <span style="font-weight: 400">Fernanda Kieling Pedrazzi/Arquivo pessoal<br /></span>Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Fim de Festa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/fim-de-festa</link>
				<pubDate>Mon, 11 Apr 2022 13:39:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Boate do DCE]]></category>
		<category><![CDATA[DCE]]></category>
		<category><![CDATA[diversão]]></category>
		<category><![CDATA[Festa]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo em quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9036</guid>
						<description><![CDATA[Fechada há oito anos, Boate do DCE segue presente na memória de diversas gerações de estudantes que passaram por Santa Maria]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/HQ_site_1.png-corte.jpg" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="HQ_site_1.png corte">
							<img width="821" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/HQ_site_1.png-corte-821x1024.jpg" alt="HQ horizontal e colorida, parte 01. Está dividida em quatro partes, sendo as duas primeiras horizontais, e as últimas duas quadrados que dividem a última linha. Quadro um: Ilustração horizontal e colorida de prédios em frente a uma rua asfaltada. Da esquerda para a direita: um prédio Branco com detalhes em marrom claro, um prédio roda claro com detalhes em verde acinzentado, e o prédio da Casa do Estudante 1, em azul e branco. Tem quatro andares e um térreo. A porta de entrada fica em frente a rua. O chão da entrada é quadriculado xadrez. Na parte superior, em preto e em duas linhas, o texto: &quot;Subsolo da Casa de Estudante 1 da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na Rua Professor Braga, n° 79, no Bairro Centro da cidade. Aqui ficava localizada a boate do DCE&quot;. Quadro 02: Ilustração horizontal e colorida de um ambiente de boate vazia. Um homem está de costas, em pé, no centro do ambiente horizontal. Ele veste camisa verde marinho, tem cabelos castanhos escuros e crespos e volumosos. As paredes da boate são cinza escuras. Na parte esquerda, há um bar com armários em laranja e vermelho e bancada na cor salmão. Sobre a bancada há uma garrafa deitada. Na frente, um saco de lixo preto fechado. No lado direito, quatro quadros grandes com o rosto de um homem. Encostados na parede abaixo dos quadros, dois sacos de lixo pretos e fechados. Há algumas garrafas, copos descartáveis e pedaços de papel espalhados pelo chão, que é marrom. Na parte de baixo do quadro, em preto e dividido em quatro linhas, o texto: &quot;O produtor cultural Atílio Alencar frequentou a boate do DCE entre os anos de 1998 e 2012. Em 2018, retornou ao local para ajudar a acadêmica de História Anita Sifuentes na elaboração de seu TCC chamado &quot;Um lugar do caralho: uma história de lazer noturno na cidade de Santa Maria a partir da Boate do DCE (1970 - 2013)&quot;. Quadro 03: Fotografia quadrada e em preto e branco de jovens sentados atrás de mesas escolares. As mesas estão alinhadas em formato de &quot;L&quot;. São oito pessoas, sendo que somente uma é mulher. Sobre as mesas, há garrafas e copos. As paredes são claras. Na parte superior do quadro, em preto e dividido em quatro linhas, o texto: &quot;O espaço ficou aberto de 1970 até 2013. No seu início, era chamado de Clube Universitário e não tinha ainda o caráter festivo, devido ao período em vigência da Ditadura Civil Militar Brasileira (1964 - 1985). Abaixo do quadro, a legenda &quot;1972 - Reunião de vestibulandos - Imagem: Departamento de Arquivo Geral/UFSM&quot;. Quadro 04: Fotografia quadrada e colorida de jovrns sentados em uma plateia em ambiente fechado. São cerca de 31 jovens, sendo 14 mulheres e 17 homens, distribuídos em quatro fileiras. Na última fileira, as pessoas estão sentadas em mesas. As paredes tem pinturas e pixações escuras. O teto e as paredes são escuras. No teto, duas luzes de sonorização e um globo de espelhos. Na parte inferior do quadro, em preto e em três linhas, o texto: &quot;Após o fim do regime militar, a boate passou a abrigar manifestações culturais, como peças teatrais, saraus e cineclubes&quot;. Abaixo do quadro, a legenda: &quot;Cineclube - Daniel A. Freitas / Arquivo pessoal&quot;." loading="lazy" />								</a>
													<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/HQ_site_2.jpg" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="HQ_site_2">
							<img width="738" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/HQ_site_2-738x1024.jpg" alt="HQ horizontal e colorida, parte 02. Está dividida em cinco quadros e em três linhas. Na primeira linha, dois quadros. Quadro 01: vertical, somente com texto e fundo branco. O texto é preto e dividido em quatorze linhas, formando um bloco estreito: &quot;Além das festas memoráveis de toda sexta-feira, a Boate do DCE, como é conhecida até os dias atuais, marcou a noite santa-mariense por várias gerações de jovens que passaram pela cidade&quot;. Quadro 02, ao lado: é horizontal, com blocos de texto em balões de fala que simulam uma conversa. São cinco balões, sendo três com fundo verde e dois com fundo cinza. Balão um, verde: &quot;A Boate do DCE era um acontecimento toda sexta-feira à noite&quot;. Balão dois, cinza: &quot;Universitários com carteirinhas estudantis não pagavam pra frequentar&quot;. Balão três, verde: &quot;Eu tanto frequentei que até casei com um DJ da boate&quot;. Balão quatro, cinza: &quot;Na saída, lá pelas 5h da manhã, a fome estava batendo e já comamos o cachorro-quente do Julião&quot;. E balão cinco, verde: &quot;O espaço era arte, política, cultura, memórias, encontros. Em tempos tão difíceis, o lugar do caralho faz falta&quot;. Do lado direito do quadro, na vertical, a legenda &quot;Comentários retirados da publicação feira na página da UFSM no Facebook&quot;. Quadro três: horizontal, está sobre o quadro quatro, mais grande. No quadro, há ilustrações de duas pessoas em molduras quadradas. Elas fazem parte de uma tela de chamada de vídeo, com três botões brancos no centro inferior e botões de minimizar, maximizar e fechar no canto superior direito. Na esquerda superior, ilustração de mulher de pele branca e rosto angular, tem sobrancelhas grossas e na cor preta, olhos escuros, cabelos pretos, lisos e compridos, com detalhe na cor verde na parte de baixo. Usa óculos com aro redondo e veste camiseta azul marinho. No fundo, armários marrons. Ao lado da mulher, balão de fala com fundo branco e texto em preto: &quot;Atílio, de que forma espaços como a Boate do DCE marcaram a juventude santa -mariense socioculturalmente?&quot;. Abaixo, no canto inferior direito, Ilustração de homem de pele parda, com cabelos pretos, curtos, crespos e volumosos. A barba e bigode tem as mesmas características. Tem sobrancelhas grossas e olhos escuros. Veste camisa polo verde marinho. No fundo, estante em tom bordô. Do lado esquerdo do homem, balão de fala com fundo branco e texto em preto: &quot;É marcante porque não tinha apenas diversão, é porque tinha outra coisa ali naquele momento que tu vivenciava,&quot;. Do lado direito do quadro, já no quadro quatro com fundo cinco, o texto continua em três balões de fala com textura fluida, fundo cinza claro e texto em branco. Balão um: &quot;Além da euforia do álcool, de estar com os amigos&quot;; balão dois: &quot;da música alta, do ambiente, havia algo&quot;. Balão três: &quot;Saber que estava em um lugar que propunha um grau de liberdade a mais&quot;. Quadro quatro: Ilustração horizontal e colorida de duas pessoas em uma balada. Estão em primeiro plano, e brindam com dois copos com líquido laranja. São dois homens. O da esquerda tem pele negra clara, cabelos crespos e volumosos, barba curta e cheia. Tem sobrancelhas grossas, olhos escuros. Está de perfil esquerdo, usa brinco pequeno e preto, e veste camiseta laranja queimado. O da direita tem pele branca, rosto angular, cabelos loiro escuros, bagunçados e grandes. Sorri amplamente. Usa uma faixa vermelha na cabeça e veste camiseta vermelha. Ao fundo, várias pessoas com diferentes roupas e os braços levantados, tem copos nas mãos. Ao fundo, silhuetas de pessoas dançando e textura em cinza escuro. Quadro cinco: Ilustração horizontal e colorida da entrada de um prédio e um homem. O prédio tem paredes brancas, janelas cinzas e pilares e entrada em azul claro. O piso é xadrez preto e branco. No canto inferior esquerdo, com fundo amarelo e texto preto: &quot;Boate interditada&quot;. Na parte direita do card, em primeiro plano, homem com expressão de desânimo. Ele tem pele parda, cabelos pretos, crespos e volumosos, barba e bigode escuros. Tem sobrencelhas grossas e pretas e olhos escuros. Veste camiseta azul marinho. Ao lado esquerdo dele, balão de fala com fundo branco e texto em preto, dividido em onze linhas: &quot;Gostaria que tansformassem o local em uma outra coisa. Um memorial, um museu universitário. Falando do &#039;Nossas expressões&#039; (festival), da Boate do DCE, do teatro, das atividades políticas, sociais, culturais. Manter o espaço vivo. É um lugar de memória de Santa Maria&quot;. Abaixo do quadro, alinhado à esquerda, a legenda: &quot;No dia 08 de janeiro de 2013, a Boate do DCE foi interditada por falta de Acessibilidade e por perturbação do sossego público, entre outras irregularidades encontradas pela Vigilância Sanitária de Secretaria da Saúde&quot;. Abaixo, os créditos: &quot;Reportagem: Eduarda Paz; Ilustração: Yasmin Faccin; Editor convidado: Augusto Paim&quot;." loading="lazy" />								</a>
		<strong><em>Expediente:</em></strong>
<em><strong>Reportagem:</strong> Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo;</em>
<em><strong>Ilustração:</strong> Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial;</em>
<em><strong>Editor convidado:</strong> Augusto Paim, jornalista.</em>
<i>Conteúdo produzido para a 12ª edição da Revista Arco (Dezembro 2021)</i>]]></content:encoded>
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				<title>Passado e Presente</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/passado-e-presente</link>
				<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 19:50:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[passado e presente da UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[Planetário]]></category>
		<category><![CDATA[Revista impressa]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8965</guid>
						<description><![CDATA[Mescla de imagens do passado e do presente dão destaque às belezas da UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Ensaio-1024x668.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida do Planetário da Ufsm em processo de construção, mesclado com a imagem da entrada no presente. A construção é arredondada com uma cúpula. No centro, há uma entrada com teto horizontal e vermelho. A construção tem a estrutura em madeira, em uma mescla da fotografia envelhecida, em preto e branco, com a fotografia colorida. Há cerca de cinco homens de capacete e roupas brancas trabalhando na construção. Na frente do Planetário, calçada em calçamento. Na frente da calçada, rua de calçamento. Dos lados do Planetário, duas árvores médias, e gramado verde. O fundo é um céu azinzenrado no lado esquerdo, com nuvens pequenas e espalhadas, e azul no lado direito." loading="lazy" />														
		<p>Rafael Beltrame, professor do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, tem interesse pela fotografia desde a infância, quando brincava com uma câmera Kodak Brownie que pertencia a sua avó. Mas foi apenas em 2014 que decidiu se aperfeiçoar no hobby e, em 2018, quando se comemoraram os 160 anos de Santa Maria, Rafael criou a série Passado e Presente, na qual apresenta a fusão de imagens antigas e atuais dos principais pontos da cidade. A inspiração foi o trabalho com fotografias da Segunda Guerra Mundial do russo Sergey Larenkov.<br /><br />O objetivo do docente, ao criar esse projeto, foi estudar fotografia, homenagear Santa Maria e retratar o seu vínculo pessoal com a cidade. “Gosto bastante da história de Santa Maria. Sou natural daqui, minha família é de comerciantes e ferroviários, então tenho um vínculo afetivo muito grande com a cidade e com a sua história”, ressalta Rafael. Para realizá-lo, ele fez uma pesquisa das imagens antigas no Departamento de Arquivo Geral da UFSM, na Fundação Eny e também em livros e álbuns pessoais.</p><p>Entre as 18 fotografias da série, sete foram feitas nos principais pontos da UFSM, como o Planetário, a Biblioteca Central e o Estádio do Centro de Educação Física e Desportos. As imagens deste ensaio foram expostas  primeiramente no Royal Plaza Shopping, em 2018, e, um ano depois, o professor decidiu compartilhá-las em suas redes sociais.</p>		
												<img width="1024" height="580" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/foto_ensaio_1-1024x580.jpg" alt="Fotografia horizontal que mescla colorido da fotografia atual com o preto e branco da fotografia antiga. No centro superior da imagem, biblioteca central da UFSM em construção. É um prédio de três andares, sendo um o subsolo. Na sua frente, há uma rampa ascendente, que dá em um pátio de concreto. É nesse ponto que a fotografia antiga dá espaço para a fotografia atual. Ao redor da Biblioteca, gramado grande com algumas árvores de tamanho médio. Ao fundo, o Hospital Universitário em verde claro, carros estacionados e a rua. Na oart superior, céu com nuvens nubladas." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="581" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/foto_ensaio_2-1024x581.jpg" alt="Fotografia horizontal que mescla colorido de fotografia atual com preto e branco de fotografia antiga. No centro, quatro pessoas, uma ao lado da outra, sendo três mulheres e um homem, vestem roupas claras e escuras. Em frente a elas, em preto e branco, fileira de seis carros antigos estacionados em frente ao prédio principal do Centro de Tecnologia. Na parte esquerda, em primeiro plano, um poste fino e parte do prédio em preto e branco. O restante do prédio é azul com detalhes amarelos abaixo das janelas de vidros. O prédio tem três andares, três blocos e 24 janelões nos andares superiores. Em frente ao prédio, canteiro com árvores. No canto superior direito há detalhe do céu, nublado." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="390" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/foto_ensaio_3-1024x390.jpg" alt="Fotografia horizontal que mescla colorido da fotografia atual com o preto e branco da fotografia antiga. No centro direito da fotografia, grupo de mais de 30 pessoas caminham sobre a ponte seca da UFSM. Ao fundo, em preto e branco, se vê o prédio do Hospital Universitário e parte dos morros de Santa Maria. A parte esquerda da ponte, com canteiro, calçada e cerca, está colorido. Do lado esquerdo da fotografia, prédio 17, bege e com detalhes em amarelo, ruas de calçamento e árvores grandes. O céu é azul.Fotografia horizontal que mescla colorido da fotografia atual com o preto e branco da fotografia antiga. No centro direito da fotografia, grupo de mais de 30 pessoas caminham sobre a ponte seca da UFSM. Ao fundo, em preto e branco, se vê o prédio do Hospital Universitário e parte dos morros de Santa Maria. A parte esquerda da ponte, com canteiro, calçada e cerca, está colorido. Do lado esquerdo da fotografia, prédio 17, bege e com detalhes em amarelo, ruas de calçamento e árvores grandes. O céu é azul." loading="lazy" />														
		<strong><em>Expediente:</em></strong>
<em><strong>Reportagem:</strong> Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo&nbsp;</em>
<em><strong>Diagramação:</strong> Yasmin Facchin, acadêmica de Desenho Industrial&nbsp;</em>
<em><strong>Fotografias:</strong> Rafael Beltrame, professor do Centro de Tecnologia</em>
<em style="font-size: 16px">Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em><em><br></em>]]></content:encoded>
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