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				<title>[GRITOS DO SILÊNCIO] NENHUMA A MENOS: Feminicídio na Pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/radio/2024/02/07/gritos-do-silencio-nenhuma-a-menos-feminicidio-na-pandemia</link>
				<pubDate>Wed, 07 Feb 2024 19:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[feminicídio]]></category>
		<category><![CDATA[gritos do silêncio]]></category>
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		<category><![CDATA[rádios UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra a mulher]]></category>

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						<description><![CDATA[Banco de Dados do Governo Federal revela aumento de casos de feminicídio em período pandêmico]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="768" height="672" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/411/2023/10/DESENHO-REPORTAGEM-768x672.jpg" alt="Uma ilustração que mostra uma bandeira do Brasil atravessando o o símbolo de vênus, que é usado para representar o feminino. Esse símbolo consiste em um círculo com uma cruz abaixo dele." />											<figcaption>Ilustração: Pedro Pagnossin</figcaption>
										</figure>
		<p>No dia 24 de dezembro de 2020, véspera de Natal, a ex-juíza do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, se tornou vítima de feminicídio. Ela foi morta a facadas pelo ex-marido, Paulo José Arronenzi, na frente de suas três filhas, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Em novembro de 2022, quase dois anos após o crime, Paulo foi condenado a 45 anos de prisão pelo homicídio quintuplamente qualificado.</p><p>A morte de Viviane representa a gravidade de um problema que ainda atinge a sociedade brasileira: os casos de feminicídio. Desde março de 2015, a Lei do feminicídio (n.º 13 104/2015) passou a categorizar, como crime hediondo o assassinato de mulheres por serem mulheres. Além disso, a legislação destaca que são considerados feminicídio os assassinatos em que o autor do crime comete o ato após casos sucessivos de violência doméstica e familiar. </p><p>Mesmo após o estabelecimento da lei, os casos de feminicídio continuaram em crescimento, com agravamento durante a pandemia de Covid-19, entre 2020 e 2023. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em 2020, 2021 e 2022, foram registrados respectivamente 1.350, 1.341 e 1410 casos do crime no país, respectivamente.</p>		
			<h3>O isolamento social e o aumento do feminicídio</h3>		
		<p>No período pandêmico, o surgimento das medidas de isolamento social mudou as formas de interação e reduziu o convívio presencial nos mais diversos setores da sociedade. No artigo “Isolamento social e o aumento da violência doméstica: o que isso nos revela?”, de Pâmela Rocha Vieira (UFES), Leila Posenato Garcia (Ipea) e Ethel Leonor Noia Maciel (UFES), é destacado que, na condição de isolamento, as mulheres passaram a ser monitoradas e impedidas de conversar com amigos e familiares, o que permitiu o aumento da violência doméstica sucedidas de ocorrências de feminicídio. </p><p>A pesquisa - que uitiliza dados da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) - aponta que entre os dias 1º e 25 de março de 2020, houve um crescimento de 18% no número de denúncias registradas pelo serviço Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher). </p><p>Porém, na cidade de Santa Maria (RS), segundo dados da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), mesmo no pico da pandemia, o número de registros dos casos de feminicídio foi menor do que em anos anteriores. “Um exemplo é o nosso município de Santa Maria, onde não houve aumento significativo de ocorrências de violência doméstica ou de feminicídios durante o período”, destacou a Delegada de Polícia, Elizabete Kaoru Shimomura, titular da Delegacia de Polícia de Restinga Seca.</p><p>Vale destacar que o artigo não reduz a importância do isolamento social para o combate da doença, mas destaca a necessidade de mobilização complementar do Estado na luta contra a violência à mulher. Essa perspectiva de enfrentamento a este tipo de agressão não se aplica apenas a cenários sociais semelhantes ao causado pela Covid-19, mas também na atual situação do país e em futuros panoramas atípicos.</p>		
			<h3>Mulheres negras são as mais afetadas</h3>		
		<p>Em 2022, segundo o relatório da Anistia Internacional, que reúne dados do FBSP, 62% dos casos de feminicídios registrados no país foram contra mulheres negras. </p><p>Em novembro de 2021, o ex-secretário nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do MMFDH, Paulo Roberto, durante uma reunião da comissão geral na Câmara dos Deputados, declarou que, no ano anterior, a maioria dos feminicídios registrados no país foram contra mulheres negras, e refletiu sobre o racismo presente nesses crimes.</p><p>“Ninguém nasce racista, isso é uma construção social. E, se foi construído, nós podemos destruir. É isso que nos alenta. Nós podemos destruir com atitudes para afastar essa questão cultural. Investir nas novas gerações para que seja risível em pouco tempo falar em racismo”, afirma Paulo Roberto.</p>		
			<h2>Como combater essa violência?</h2>		
		<p>Embora as medidas de isolamento social e o cenário causado pela pandemia tenham se encerrado, os casos de feminicídio ainda acontecem, principalmente no Brasil. Dessa forma, existem diversas estratégias e ações que a população brasileira precisa reconhecer, a fim de mudar a atual conjuntura.</p>		
			Confira neste quadro algumas dessas condutas:
							<b>1)</b> <b>Não normalize os atos</b> <b>de violência</b>, sejam físicos ou verbais, esses pequenos comportamentos, muitas vezes interpretados como normais, podem se agravar em casos de feminicídio, por exemplo; 
<b>2)</b> <b>Pesquise tudo que</b> <b>puder sobre maus-tratos contra a mulher</b>, a fim de aprender a identificar quando alguma violência está sendo praticada;
<b>3)</b> <b>Se você perceber algum tipo de violência, denuncie.</b> 
		<p style="text-align: center"><i>(Fonte: </i><a href="http://www.soumamae.com.br"><i>www.soumamae.com.br</i></a><i>) </i></p>		
			<h3>Como denunciar?</h3>		
		<p style="text-align: center"><em><b>Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher)</b></em></p><p style="text-align: center"><i>A ligação pode ser feita de todo o Brasil, gratuitamente, de qualquer telefone fixo ou móvel (celular). </i><i>Por meio do número, é possível conseguir informações sobre locais de atendimento a mulher mais próximos como, por exemplo, a Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referência, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros.</i></p><p style="text-align: center">(Fonte: <a href="http://www.gov.br/">www.gov.br</a>)</p>		
			<figure><img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/411/2023/10/IMG_6926-150x150.jpg" alt="" /></figure><h4>Texto: Pedro Pagnossin</h4><p>Repórter do Gritos do Silêncio, estudante de Jornalismo pela UFSM. Contato: pedro.moro@acad.ufsm.br
</p>		
		<p><strong>Ilustração:</strong> Pedro Pagnossin, autor da reportagem.&nbsp;</p><p><b>Revisão:</b> Júlia Petenon, repórter do Gritos do Silêncio e estudante de jornalismo pela UFSM. Contato: petenon.julia@acad.ufsm.br</p><p><b>Publicação:</b> Elisa Bedin, repórter do Gritos do Silêncio e estudante de jornalismo pela UFSM. Contato: elisa.bedin@acad.ufsm.br</p>		
			<a href="https://open.spotify.com/episode/6tNJ5AbQw1OldwZQd2GWcn?si=fJERkO5uTbGfpgu__c4i8g">
						Escute o nosso programa: Violência de gênero nas universidades
					</a>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Vai acontecer uma nova onda de Covid-19?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/vai-acontecer-uma-nova-onda-de-covid-19</link>
				<pubDate>Thu, 05 Jan 2023 19:50:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[contaminação]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[nova onda]]></category>
		<category><![CDATA[ômicron]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[subvariante ômicron]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>

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						<description><![CDATA[A disseminação da nova subvariante da Ômicron trouxe muitas dúvidas sobre quais cuidados ainda devem ser adotados para evitar a contaminação com o vírus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Desde abril de 2022, a flexibilização das medidas adotadas contra a propagação da  Covid-19, como o uso de máscaras ter deixado de ser obrigatório, começou a valer em todos os estados brasileiros. No entanto, em dezembro, os casos voltaram a aumentar e a subvariante da Ômicron gera preocupação sobre uma nova onda da pandemia. </p>
<p>Dados reunidos pelo <a href="https://g1.globo.com/saude/coronavirus/noticia/2023/01/04/brasil-registra-207-mortes-por-covid-media-de-obitos-se-mantem-em-estabilidade.ghtml">consórcio de veículos de imprensa</a> até o dia 4 de janeiro de 2023 mostram que o país mantém uma média móvel de registros de 21 mil casos diários de Covid-19 e 120 mortes por dia.</p>
<p> </p>
<p>Em novembro de 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia classificado a cepa Ômicron do coronavírus como uma “variante de preocupação”, por ter muitas mutações que podem conferir vantagens ao vírus. </p>
<p> </p>
<p>Ela deu origem a diversas subvariantes. As mais recentes são a BE.9 e a BQ.1, e esta última apresentou uma rápida disseminação pelo país. </p>
<p> </p>
<p><b>Subvariante BQ.1 </b></p>
<p> </p>
<p>A BQ.1 apresenta mutações na proteína <i>spike</i>. Ela fica localizada na superfície do vírus da Covid-19 e permite que ele se ligue à célula e a infecte. Por isso, a subvariante pode contribuir para o aumento da transmissibilidade e na capacidade de infecção pelo coronavírus.</p>
<p>Conforme o professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e médico epidemiologista da Vigilância em Saúde do município de Santa Maria, Marcos Antônio de Oliveira Lobato, essas mutações escapam à nossa imunidade natural e vacinal. “O surgimento de novas variantes e subvariantes era esperado e, no futuro, vão aparecer outras com uma capacidade ainda maior de escapar das vacinas, a gente só não sabe quando isso vai acontecer”, destaca o professor. </p>
<p> </p>
<p>De acordo com a OMS, até o momento a BQ.1 já foi identificada em mais de 60 países, incluindo o Brasil, e pode se tornar prevalente. Em Santa Maria, foram registrados três casos até dezembro de 2022. </p>
<p>Porém, Lobato afirma que certamente existem mais casos da variante no município. No entanto, para detectá-la, é necessário realizar o sequenciamento completo do genoma do vírus, o que exige um exame caro e demorado. Além disso, a flexibilização de medidas de prevenção pode potencializar o surgimento de uma nova onda da doença no país. </p>
<p>“É muito provável que chegue uma nova onda por causa dessa nova subvariante. Os dados não são suficientes para entendermos como ela vai ser, mas provavelmente será um pouco menos intensa do que a do final de 2021 e início de 2022, quando tivemos muitos casos notificados e poucos óbitos e internações”, explica o epidemiologista. </p>
<p> </p>
<p><b>As restrições podem voltar? </b></p>
<p>Segundo o professor, algumas restrições podem voltar a ser adotadas, como o uso de máscaras em ambientes fechados e no transporte público, além de que a população deveria evitar aglomerações. No entanto, medidas seguidas em 2020, como o isolamento social e a redução da circulação de pessoas dificilmente vão voltar a acontecer. Isso só ocorreria caso surjam novas variantes que as vacinas não consigam cobrir. </p>
<p>“Crescendo o número de casos, temos que contê-los, porque o prejuízo social é muito grande. Existe sim a possibilidade de voltarmos à calamidade pública e à superlotação do sistema de saúde. Já passamos por isso, então vamos evitar que aconteça novamente”, pontua Lobato. </p>
<p> </p>
<p><b>Cuidados e prevenção</b></p>
<p>As subvariantes da ômicron “escapam” com mais facilidade dos anticorpos gerados tanto pelas vacinas quanto por infecções anteriores. No entanto, as vacinas atuais ajudam a reduzir o risco de infecção grave.</p>
<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de duas vacinas bivalentes da Pfizer desenvolvidas especificamente para proteger contra a variante. Essas vacinas são capazes de imunizar contra mais de uma versão de um vírus de uma só vez.</p>
<p>O objetivo do reforço é expandir a resposta imune específica à ômicron e melhorar a proteção da população. Esses imunizantes devem chegar em breve ao país, mas a data ainda não foi divulgada. </p>
<p>Conforme Lobato, a melhor forma de evitar complicações da doenças e novas ondas é a vacinação. O professor destaca que é preciso ter uma parte expressiva da população com o esquema vacinal completo (duas doses e uma de reforço). “A curto prazo não temos perspectiva do fim da pandemia, pois se o que estamos fazendo não muda, como podemos esperar resultados diferentes? Se as pessoas deixarem de se vacinar vai voltar o caos dos outros anos”, afirma. </p>
<p> </p>
<h4><b>Veredito final: É possivel!</b></h4>
<p>Sim, é possível ter uma nova onda da pandemia do coronavírus.</p>
<p> </p>
<p><i>Expediente:</i></p>
<p><i>Reportagem: Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</i></p>
<p><i>Design gráfico: Julia Coutinho, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;</i></p>
<p><i>Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</i></p>
<p><i>Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</i></p>
<p><i>Edição geral: Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>4 vacinas que são testadas na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/4-estudos-de-vacinas-que-sao-testadas-na-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 17 Oct 2022 13:53:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
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		<category><![CDATA[vsr]]></category>

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						<description><![CDATA[Testes com voluntários são realizados para vacinas de Covid-19, vírus sincicial e dengue]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em 2020, quando o mundo esperava uma vacina contra o novo coronavírus, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) teve papel importante para encurtar a distância entre os estudos e a aplicação: foi um dos seis centros de pesquisa escolhidos para os testes do imunizante fabricado pelo laboratório AstraZeneca, do Reino Unido. Essa atuação só foi possível graças a uma  estrutura criada em 2010: a Unidade de Pesquisa Clínica (UPC), ligada ao Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida em tons de roxo, com quatro frascos de vacina no centro inferior. Eles estão em destaque em contra-ploungée, enfileirados. O frasco é rosa claro, o rótulo é roxo em tom orquídea e a tampa é roxa. Nos rótulos, da esquerda para a direita, as palavras &quot;covid&quot;, &quot;VSR&quot;, &quot;covid&quot; e &quot;dengue&quot;. Atrás dos frascos, em azul marinho e verde marinho, círculo de destaque com detalhes em zigue-zague. O fundo é uma estampa de ilustrações do vírus da covid, vsr e dengue em tom lilás sobre fundo roxo escuro." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No início, o desafio da  UPC era estruturar equipe e trabalho para a pesquisa clínica, explica Alexandre Schwarzbold, coordenador do centro. “São pesquisas em que se testam medicamentos, métodos, diagnósticos, vacinas e insumos em pessoas. E tem todo um regramento nacional e internacional para fazer isso, o que demanda uma estrutura física, de pessoas e de materiais para poder executar”. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As primeiras pesquisas investigaram medicamentos antifúngicos, testados em pacientes voluntários que, internados no HUSM, sofriam com doenças fúngicas graves. Quando começou o trabalho de testagem da vacina contra a Covid-19, a UPC teve mais destaque e reconhecimento. Nesta reportagem, a Arco lista quatro vacinas que atualmente são testadas por pesquisadores da UFSM. Confira:</p>		
			<h3>1 - Vacina contra Covid-19: Oxford/Astrazeneca</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No outono de 2020, Alexandre contatou pesquisadores brasileiros e do exterior na tentativa de trazer vacinas para testes no Brasil. Alguns desses cientistas eram da Universidade de Oxford, instituição britânica que já tinha um imunizante em fases mais avançadas de desenvolvimento e que utilizavam tecnologias estudadas há mais de uma década. Em setembro de 2020, o docente recebeu a confirmação de que a UFSM sediaria os testes dessa vacina, ao lado do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e de três centros privados localizados em Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA).</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Formamos uma equipe de seis pesquisadores clínicos ligados a instituições públicas e privadas, e nos comprometemos com a meta de vacinar mais de 10 mil pessoas em um mês. Isso é inédito na história da pesquisa clínica mundial”, afirma Alexandre. O docente expõe que o grande número de voluntários em um período de tempo curto foi facilitado pela emergência sanitária e possibilitou uma análise rápida dos resultados. A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica britânica Astrazeneca foi a <a href="https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2020/12/08/oxford-e-a-primeira-a-publicar-resultados-preliminares-de-fase-3-de-vacina-contra-a-covid-19-em-revista-cientifica.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><b><u>primeira a publicar resultados de eficácia da fase 3 em revistas científicas</u></b></a>.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na UFSM, 1,1 mil voluntários participaram da vacinação. O estudo ainda está em desenvolvimento, com voluntários que receberam a quarta dose para avaliação da imunogenicidade — a capacidade de uma vacina ou medicamento provocar uma resposta imune por meio da indução de anticorpos. O objetivo é avaliar o efeito da segunda dose de reforço em populações mais jovens. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Três mulheres participantes do estudo engravidaram durante o período. Isso permitiu que a equipe acompanhasse os efeitos da vacina em gestantes, tanto a segurança do imunizante quanto a produção de anticorpos nos bebês por meio da gestação. De acordo com Alexandre, a pesquisa está em fase final e tem previsão de duração de mais seis meses, com término em 2023.</p>		
			<h3>2 - Vacina contra Covid-19: Clover</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um ano depois do início dos estudos da vacina de Oxford, <a href="https://www.ufsm.br/2021/09/15/com-reconhecimento-nacional-ufsm-participa-de-estudos-de-nova-vacina-contra-a-covid-19/" target="_blank" rel="noopener"><u><b>outro imunizante começou a ser testado</b></u></a> na Unidade de Pesquisa Clínica da UFSM: a vacina desenvolvida pela farmacêutica Clover Biopharmaceuticals, de origem sino-australiana. O estudo, que aplicou vacinas em 800 voluntários, ainda está em andamento, na fase de visitas de acompanhamentos. “Já foi analisada a segurança, a eficácia, a publicação e a recomendação de uso delas para as pessoas e para o mundo”, diz Alexandre. O pesquisador aponta que, apesar de os resultados da eficácia serem bons - no Brasil foi de 90% - a vacina ainda não está disponível para a população, devido aos prazos regulatórios de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os estudos da vacina da Clover devem encerrar em 2023.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Foi a que teve menos sintoma de reação, ela é muito pouco reatogênica e, por isso, é uma boa alternativa para crianças”, destaca Alexandre.</p>		
			<h3>3 - Vacina contra Vírus Sincicial Respiratório (VSR)</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Antes de a pandemia eclodir, no final de 2019, a UPC havia iniciado uma parceria com a farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK) para testar uma vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (RSV, na sigla em inglês). Esse vírus é o principal causador de bronquiolites e pneumonias em bebês e crianças de até dois anos. Alexandre destaca que a condição causa muito desconforto e pode evoluir para asma ou complicações de infecções respiratórias. Interrompidos durante o auge da pandemia, os testes foram retomados em 2022. “É um estudo específico de uma vacina para gestantes, em que a gente vacinava as mães com o intuito de proteger os bebês”, explica Alexandre.  </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><br />Ainda não há uma vacina contra o RSV no mundo, mas, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), <a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-alerta-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio-vsr"><b>o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o medicamento palivizumabe para casos mais graves</b></a>. Ao lado da UFSM, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o campus Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) também participam da pesquisa no Brasil. Em Santa Maria, foram 40 voluntárias vacinadas, que incluíram tanto casos de gravidez de risco quanto de gravidez sem complicações. O estudo está em fase de análise, a ser submetido a publicação internacional no próximo mês.</p>		
			<h3>4 - Vacina contra a Dengue</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Prevalente no território brasileiro, a dengue é,&nbsp;<a href="https://bvsms.saude.gov.br/dengue-16/#:~:text=O%20aparecimento%20de%20manchas%20vermelhas,m%C3%A9dica%2C%20pois%20pode%20ser%20fatal.https://bvsms.saude.gov.br/dengue-16/#:~:text=O%20aparecimento%20de%20manchas%20vermelhas,m%C3%A9dica%2C%20pois%20pode%20ser%20fatal" target="_blank" rel="noopener"><u><b>uma doença infecciosa febril aguda</b></u></a> contra a qual ainda não existem vacinas. Somente em 2022, <a href="https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2022/08/mortes-por-dengue-explodem-no-brasil-em-2022-terceiro-pior-ano-em-serie-historica.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><b><u>831 pessoas</u></b></a> morreram de dengue no Brasil, o terceiro pior ano da série histórica do Ministério da Saúde.&nbsp;</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Alexandre informa que oito centros gaúchos vão receber os estudos de uma vacina contra a dengue desenvolvida em uma parceria do Instituto Butantan com a farmacêutica alemã Merck KGaA. “Tem uma dimensão regional: o Rio Grande do Sul era um dos poucos estados em que a soropositividade de dengue, ou seja, pessoas que já tiveram contato, ainda é muito baixa. E a soronegatividade é alta, portanto é o melhor lugar para vacinar para a prevenção”, ilustra. Dessa forma, por meio dos testes em pessoas que nunca tiveram dengue, é possível avaliar a eficácia da vacina em prevenir o desenvolvimento e a aquisição da doença.</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A previsão é de que os testes da vacina comecem em janeiro de 2023, com estimativa de 80 a 100 pessoas voluntárias em Santa Maria, com foco principalmente em pessoas jovens e militares.&nbsp;</p>
<p>Para saber mais sobre o processo de pesquisas para a criação de vacinas, leia<b> </b><b><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/como-funcionam-pesquisas-criacao-vacina/">esta reportagem</a>.</b></p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Julia Coutinho, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista;</em></p><p><em> <strong>Editor convidado:</strong> Luis Felipe Santos, jornalista.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Consumo de bebida alcoólica aumentou durante a pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/consumo-de-bebida-alcoolica-aumentou-durante-a-pandemia</link>
				<pubDate>Thu, 29 Sep 2022 14:44:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[álcool]]></category>
		<category><![CDATA[aumento do consumo de álcool]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[consumo de álcool]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>

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						<description><![CDATA[Profissionais da linha de frente, pessoas desempregadas ou com depressão e ansiedade graves tiveram os maiores aumentos do consumo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-25d7c97e-7fff-4018-6e9f-834aa7e7898a" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O período de isolamento social, que ocorreu principalmente em 2020 e 2021, levou as pessoas a aumentarem o consumo de álcool. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) na América Latina e Caribe, no qual cerca de 30% das pessoas entrevistadas são brasileiras. Vitor Calegaro é docente no Departamento de Neuropsiquiatria e médico psiquiatra da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e afirma, em análise de estudos sobre a temática que, no caso brasileiro, houve aumento do consumo de álcool, principalmente em homens e, em seguida, um discreto aumento entre o público feminino. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fatores importantes para o maior consumo, de acordo com o docente, são o isolamento e a tentativa de fuga do sentimento de solidão e transtornos como depressão e ansiedade. “Houve aumento do consumo de álcool segundo a localidade estudada, além de variar conforme a faixa etária. Mas há poucas evidências para comprovar transtornos relacionados, como o alcoolismo, ao seu consumo ou seu uso de maneira abusiva”, descreve Vitor.</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/09/Alcoolismo_capa-1024x683.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e em tons de sombras, com a silhueta, de perfil e em primeiro plano, de um homem que segura um copo inclinado em direção à boca. O perfil do homem tem cabelos ralos, nariz e boca pequenos e usa óculos. O copo é pequeno e com boca larga, e o líquido no seu interior é amarelado. O fundo é acinzentado." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Desenvolvido desde o ano de 2020, o estudo <u><a href="https://www.covidpsiq.org/" target="_blank" rel="noopener">Covid-Psiq</a></u> foi coordenado por Vitor Calegaro e tem como objetivo acompanhar sintomas como estresse, depressão, estresse pós-traumático e práticas como o consumo de álcool em brasileiros durante a pandemia de Covid-19. Em estágio de análises e publicações, o estudo terá mais uma fase neste ano, a fim de ampliar a pesquisa e entender como esses sintomas se manifestaram nos participantes a partir de 2021, ano em que se deu o pior momento da pandemia. A nova etapa já foi aprovada pelo Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Os dados e resultados que serão destacados nesta reportagem são referentes ao recorte do ano de 2020 e de janeiro e fevereiro de 2021. Vitor alerta que esses dados não podem ser considerados como representantes do período total da pandemia, mas que dão indícios importantes sobre os efeitos dela na saúde mental das pessoas.</p>		
			<h3>Consumo recreativo, abuso e vício</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“O uso recreativo é esporádico e mais social”, destaca Vitor. Nesse tipo, o indivíduo não sente necessidade de beber no dia seguinte e não tem sintomas de abstinência. “O uso recreativo, naturalmente, é a porta de entrada para o abuso, mas a maior parte das pessoas que fazem uso não chegam ao ponto de abuso ou de entrar em grau de abstinência”, salienta o docente. De acordo com o <u><a href="https://cisa.org.br/biblioteca/downloads/artigo/item/356-panorama2022" target="_blank" rel="noopener">Panorama Álcool e Saúde dos Brasileiros de 2022</a></u>, desenvolvido pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), a socialização é o motivador mais comum para o consumo de bebidas alcoólicas. O consumo de álcool é estimulado pela publicidade, mesmo que hoje ela seja regulamentada, com a necessidade de inserção de avisos como os do tipo ‘Se beber, não dirija’.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“O alcoolismo é um termo genérico que engloba os comportamentos desadaptativos relacionados ao consumo do álcool, mas, se formos mais específicos, há o uso nocivo e/ou abusivo, e há a dependência”, explica Vitor. O primeiro diz respeito às pessoas que, quando bebem, não conseguem controlar a quantidade e têm comportamentos impulsivos e ausência de autocontrole. Já a dependência tem critérios mais definidos, como a síndrome da abstinência e o desenvolvimento de tolerância. “Normalmente, a dependência vai se estabelecer quando a frequência se torna muito intensa: bebe todos os dias, ou então fuma, tanto cigarro quanto outras substâncias, como cocaína”, esclarece. A abstinência é quando a pessoa não consegue viver ‘normalmente’ sem a substância. Sintomas de abstinência do álcool contemplam a sudorese, insônia, tremedeira, ansiedade, alterações de humor, irritabilidade e depressão. E a tolerância é definida pela quantidade do consumo, que precisa ser cada vez maior para ter o mesmo efeito. “O organismo vai se adaptando e vai metabolizando mais rápido às custas de comprometer o fígado, de ter uma lesão hepática”, alerta Vitor. Cada substância terá sintomas de abstinência e graus de dependência diferentes.</p>		
			<h3>Resultados</h3>		
		<p>Em entrevista à Arco, o psiquiatra Vitor Calegaro e o estudante de Medicina da UFSM Caio Domingues apresentaram resultados preliminares da pesquisa Covid-Psiq e destacaram dados sobre a relação entre a pandemia e o consumo de álcool. Confira a seguir:</p>		
			<h3>Linha de frente</h3>		
		<p>O grupo de profissionais da saúde que trabalhou na linha de frente da Covid-19 teve um consumo de álcool maior do que os profissionais que  não atuaram. “Um dado interessante que representa o estresse desses profissionais é o álcool como uma tentativa de automedicação. Isso é muito comum'', destaca Vitor.</p>		
			<h3>Desemprego</h3>		
		<p>O consumo de bebidas alcoólicas também aumentou no público de pessoas que, no início da pandemia, não estavam desempregadas, mas perderam o emprego durante o período de isolamento. </p>		
			<h3>Saúde mental</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-9ef146cb-7fff-9ff2-0202-f8a7ae250074" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na primeira etapa da pesquisa, feita em abril de 2020, pessoas com depressão extremamente grave foram o grupo que mais consumiu álcool. Na quarta etapa, que aconteceu em fevereiro de 2021, esse aumento também se deu em pessoas com depressão grave ou extremamente grave. Porém, em quem tinha depressão leve, houve diminuição de uso. Indivíduos com ansiedade extremamente grave e pessoas que sofreram estresses extremamente graves também tiveram aumento significativo. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Evidenciamos que há uma relação com os sintomas de saúde mental e o consumo de álcool, particularmente falando da gravidade e da quantidade desse consumo”, aponta Vitor. O psiquiatra indica que o consumo de substâncias pode desencadear depressão e outros transtornos mentais, mas que o contrário também acontece. Muitas vezes, o consumo de substâncias é usado na tentativa de automedicação e alívio dos sintomas da doença. “Vale lembrar que a depressão é a principal causa do suicídio, e a segunda é o consumo de substâncias - principalmente o álcool. Muitas vezes, os dois acontecem juntos e essa é uma combinação de risco para a tentativa de suicídio”, alerta.</p>		
			<h3>Outros dados</h3>		
		<p>Além dos dados destacados acima, pessoas do sexo masculino tiveram maior aumento do consumo de álcool. Pessoas do sexo feminino também tiveram aumento, mas menor do que em relação ao masculino.</p>		
			<h3>Como saber se você precisa de ajuda</h3>		
		<p>Vitor e Caio destacam que uma forma de saber se há comportamentos que indicam dependência no consumo de álcool ou outros tipos de substâncias é o questionário CAGE (sigla referente às expressões cut down, annoyed, guilty e eye opened, em inglês):</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Questionário C.A.G.E:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">C – (cut down)– Alguma vez sentiu que deveria diminuir a quantidade de bebida ou parar de beber?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">0 – ( ) não 1 – ( ) sim</p><br /><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A – (annoyed) – As pessoas o(a) aborrecem porque criticam o seu modo de beber?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">0 – ( ) não 1 – ( ) sim</p><br /><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">G – (guilty) – Se sente culpado(a) pela maneira com que costuma beber?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">0 – ( ) não 1 – ( ) sim</p><br /><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">E – (eye opened) – Costuma beber pela manhã (ao acordar), para diminuir o nervosismo ou a ressaca?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">0 – ( ) não 1 – ( ) sim</p><br />Resultado: Se duas ou mais questões foram respondidas afirmativamente, procure um profissional de saúde para conversar sobre seu modo de consumo.</td></tr></tbody></table>		
			<h3>Como procurar ajuda</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O ideal é procurar profissionais especialistas em saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, que podem indicar tratamentos adequados para a dependência. É possível buscar ajuda nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), instituições de apoio à saúde mental que surgiram em substituição aos hospitais psiquiátricos, antes chamados de hospícios ou manicômios. De acordo com o <a style="text-decoration: none" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/caps">site </a>do governo federal, são de caráter aberto e comunitário, e atendem pessoas em sofrimento psíquico ou com transtorno mental, o que inclui o abuso de álcool, crack e outros tipos de substâncias. Há CAPS específicos para o tratamento desses tipos de dependências, denominados CAPS-AD (Álcool e Drogas). Em Santa Maria, podem ser encontrados em dois endereços:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">CAPS Ad II Caminhos do Sol</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Rua Euclides da Cunha, 1695</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Fone: (55) 3921-7144 e (55) 3921-7281</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">CAPS Ad II Cia do Recomeço</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Rua General Neto, 579</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Fone: (55) 3921-1099 e (55) 9.9129-8326</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Fotografia:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><br /><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Camilly Barros, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM em REDE: mesmo trabalho, novas formas de trabalhar </title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/09/05/ufsm-em-rede-mesmo-trabalho-novas-formas-de-trabalhar</link>
				<pubDate>Mon, 05 Sep 2022 13:06:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[PROGEP]]></category>
		<category><![CDATA[teletrabalho]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho remoto]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM em Rede]]></category>
		<category><![CDATA[unicom]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=59578</guid>
						<description><![CDATA[A experiência com trabalho remoto para servidores da Universidade deixou a discussão sobre produtividade em aberto]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Durante os anos de pandemia e uso contínuo do Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE) para o ensino-aprendizado, toda a organização administrativa da Universidade precisou também, a seu modo, migrar para o remoto. Com a volta paulatina à normalidade, não só o servidor, mas sua forma de enxergar o trabalho também sofreu mudanças, as quais devem ser analisadas e estudadas a fim de verificar a possibilidade de permanência de certas rotinas remotas. É o que veremos na quarta reportagem da <a href="https://www.ufsm.br/2022/09/02/ufsm-em-rede-quando-a-universidade-rompe-suas-proprias-fronteiras/" target="_blank" rel="noopener">série sobre o UFSM em REDE</a>.</span></p>
<h3>O novo labor </h3>
<p><span style="font-weight: 400">O período em isolamento permitiu - e ao mesmo tempo obrigou - que os servidores testassem novas possibilidades de continuar seu trabalho, mesmo em um cenário inédito, visto que o inteiro funcionamento da UFSM dependia disso. É o que acredita a administradora Márcia Lorentz, pró-reitora de Gestão de Pessoas no início da pandemia, atualmente responsável pela Coordenadoria de Projetos e Convênios da Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan). Márcia guarda os saldos desse período, dentre eles, um que veio para ficar: as videochamadas. Seu uso mais expressivo se dá em reuniões com as gestões dos demais campi da UFSM, por exemplo, que outrora contava com a presença de todos de forma presencial, necessitando de descolamento. Agora, as reuniões voltaram a ser presenciais, porém quem é de outra cidade pode participar virtualmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, dentro de seu próprio setor, Márcia pôde conhecer pessoas com quem antes não tinha contato. Ela explica que, durante as reuniões presenciais, apenas se encontrava com as chefias, porque não havia estrutura para abrigar as mais de 100 pessoas que trabalham no setor. Já no REDE, todos podiam participar das conferências online. No entanto, ela salienta a importância de ligar a câmera nesses encontros, para que se aproxime da ideia de presença e que os participantes não sejam “apenas uma foto e um nome estáticos”.</span></p>
<h3>A herança tecnológica </h3>
<p><span style="font-weight: 400">Para o atual pró-reitor de Gestão de Pessoas, Daniel Coronel, a grande marca do REDE é justamente a utilização de novas tecnologias, as quais já estavam sendo pensadas pela gestão, “mas na rapidez com que essa pandemia se instaurou tivemos que utilizá-las de maneira abrupta, caso contrário estaríamos completamente paralisados”, pondera. Ele afirma que essas mídias digitais são ferramentas importantes por ajudarem no processo de ensino-aprendizagem e nas tarefas administrativas, mas não chegam a substituir a presencialidade e suas peculiaridades - que é o melhor caminho para uma educação transformadora. “As tecnologias de informação devem ser usadas com parcimônia, acopladas a um processo maior de ensino”, reitera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outra ferramenta que se consolidou no meio corporativo foi o aplicativo de mensagens Whatsapp. Nele, Márcia criou um grupo para falar direto com todas as chefias. Algo que se fez necessário, pois com ele a comunicação é dinâmica, e sem a possibilidade de ir até a sala do colega e conversar, tornou-se imprescindível ter a resposta a alguma demanda o mais rápido possível.</span></p>
<h3>O choque da volta </h3>
<p><span style="font-weight: 400">A administradora conta que ouviu diversos relatos de servidores com dificuldades de se readequar à velha, mas nova rotina. Com o passar de quase dois anos, foi necessário recuperar o hábito de sair de casa, pegar trânsito, ir almoçar. “Acho que isso deixou as pessoas muito deprimidas”, pontua Márcia.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro caso que veio à tona na volta ao presencial foi o de pais de primeira viagem. Esses, que tiveram filhos na pandemia, acostumaram-se a tê-los em casa, mesmo após os primeiros meses, e criá-los integralmente nesse ambiente. Quando se precisou voltar às dependências da Universidade, essas mães e pais tiveram dificuldades maiores de adaptação. Há também episódios de pessoas que não entendiam o porquê de precisar voltar ao trabalho </span><i><span style="font-weight: 400">in loco, </span></i><span style="font-weight: 400">“queriam permanecer em casa”, conta a gestora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, ocorreu de alguns servidores terem mais dificuldades de executar suas tarefas do que outros, seja pelo caráter estritamente presencial de seus ofícios, seja por falta de equipamentos digitais. Ao tratar disso pessoalmente, Márcia via que, inevitavelmente, existiam situações que ainda não se sabia como lidar, muito devido à complexidade do momento e que agora devem ser pensadas com cautela.</span></p>
<h3>Pela visão do trabalhador </h3>
<p><span style="font-weight: 400">O professor Ascísio Pereira, presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm), conta que no início do REDE, em 2020, houve desafios para os professores se adequarem às salas virtuais e demais tecnologias como os únicos meios de ensino-aprendizagem. Mesmo enfrentando obstáculos, ele admira o suporte tecnológico e de capacitações que a UFSM ofereceu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao fazer um balanço dessa época, o lado que pesa para Ascísio é a falta de discussão de um processo didático-pedagógico. “Passamos a fazer avaliações diferentes e demais atividades, mas fomos descobrindo por conta própria. Poderia ter tido tanto esse apoio quanto teve o técnico”, explica. Já o que deixa a balança leve é o contato que teve com alunos de outras universidades em suas disciplinas, como de Portugal, Espanha e Moçambique. “Pessoas que trouxeram discussões teóricas, processos e experiências de pesquisa. É uma coisa que a gente deve manter, abrir espaço nas nossas aulas via conferência online”, conta o professor.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A respeito do trabalho remoto, ele, enquanto docente, é contrário. “Eu não acho positivo trabalhar disciplinas inteiramente de forma remota. O nosso contato com a sala de aula e os nossos cursos são presenciais. Videochamadas apenas como um recurso adicional”, afirma. Já quanto ao trabalho remoto para técnico-administrativos em educação, Ascísio entende que precisa haver um planejamento e assistência, visto que conhece um caso de uma servidora que está afastada por ter desenvolvido tendinite, em função de não ter os móveis adaptados. Também teme que haja sobrecarga de reuniões, devido à facilidade de marcá-las, o que afeta a saúde mental.</span></p>
[caption id="attachment_59584" align="alignright" width="585"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-09-05-at-09.39.32-1.jpeg"><img class="wp-image-59584" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/WhatsApp-Image-2022-09-05-at-09.39.32-1.jpeg" alt="foto colorida horizontal mostra um homem trabalhando em um computador, tendo ao fundo prateleira de livros e uma luminária, entre outros objetos " width="585" height="439" /></a> Daniel Michelon de Carli, analista de TI: reflexões sobre o teletrabalho[/caption]
<h3>Quando soma-se menos com mais</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Para Daniel Michelon de Carli, analista de Tecnologia da Informação da Unidade de Comunicação Integrada (Unicom) da UFSM, a obrigação de trabalhar em casa proporcionou enxergar novas formas de fazer seu serviço, ao intensificar ferramentas já utilizadas. Sobre esse processo de migração, ele conta: “Inicialmente, deparamo-nos com uma realidade em que precisávamos nos adaptar, era o momento de reconhecer, perceber, visualizar as ferramentas que deveríamos usar para fazer tudo dar certo”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Após essa situação inicial, com a realocação da atividade para sua casa, Daniel conta que se surpreendeu ao observar que não só conseguiu manter a realização de uma quantidade de tarefas, como até aumentá-las. “Foi bastante positivo, conseguimos produzir coisas muito boas no sentido dos resultados do trabalho para a Universidade e eu vejo que existem muitas questões que podemos levar assim como um modelo novo de pensar”, relata. Em sua visão, isso se deve ao avanço da tecnologia, a qual permite a todos o acesso a conteúdos, de onde estiverem. Por exemplo, quando faltou luz em seu local de trabalho, Daniel pôde voltar a sua residência e continuar o ofício de lá, pois tem os arquivos na nuvem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No campo das perdas e ganhos, ambos se equiparam. Isto é, na presencialidade, há momentos de contato constante entre colegas, a espontaneidade de trocar ideias e se organizar, afirma o analista. Paralelamente, essas conversas podem se tornar interrupções as quais delongam o que se está fazendo pela falta de concentração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para Daniel, o trabalho remoto é algo que depende da motivação de cada pessoa. No caso dele, uma das motivações é a família. Ele conta que gostaria de passar mais tempo com os familiares, além de que, ao estar por perto, pode prestar apoio em alguma necessidade. No caso do trabalho híbrido, Daniel sugere que as horas de interação e de foco podem se complementar: mantendo as trocas e os diálogos interpessoais, nos períodos presenciais, enquanto, em casa, é possível exercer as atividades com mais concentração, sem interrupções. “Assim, essa abordagem seria muito proveitosa, porque daria para pegar os pontos positivos dos dois mundos e chegar num balanço”, avalia. </span></p>
<h3>Trabalho remoto x teletrabalho</h3>
<p><span style="font-weight: 400">A discussão sobre as novas formas de trabalho está ganhando fôlego na Instituição. No entanto, caso o modelo seja adotado, não será nos moldes do REDE, e sim numa versão estruturada e planejada. O trabalho remoto designa esse exercício emergencial, quando o profissional não tem as melhores condições no lar para trabalhar de forma 100% efetiva. Já o teletrabalho é pensado para determinadas funções, com um regimento próprio e fornecimento das necessidades do trabalhador. Márcia opina: “Eu, por exemplo, sou mais do presencial, gosto de estar na Universidade, é o meu perfil, mas sou totalmente a favor do teletrabalho para algumas funções, desde que a pessoa tenha perfil”. Aliás, quem aderir a esse processo terá que se organizar, com um espaço próprio, por exemplo, porque “não é só pegar o notebook e ir pra cama”, aponta a gestora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Se esse sistema fosse implementado, um indicador de metas ajudaria a acompanhar as atividades do servidor, ao invés de deixá-lo “solto” em seus afazeres.</span> <span style="font-weight: 400">Márcia salienta que, mesmo no teletrabalho, pode-se ter o próprio horário para trabalhar, desde que haja produtividade. Ademais, pode-se fazer o teletrabalho no horário de expediente, isto é, por exemplo, às 8 horas da manhã estar “a postos” para responder possíveis solicitações. “Acredito que em casa a pessoa tem mais liberdade, como poder regar a flor, fazer um mate. É algo que funciona, desde que o indivíduo goste e consiga desempenhar suas atividades”, compreende.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesse contexto, o analista Daniel acredita que há muitos espaços de trabalho que podem se beneficiar. Tanto a Instituição, que poderá ter seu servidor mais focado para as atribuições - até sem perder o vínculo quando esse querer realizar pós-graduação em outra Instituição - quanto ele próprio beneficiaria-se, por seus motivos pessoais, como no seu caso, de proximidade com familiares. Além disso, em casos como o seu, Daniel não vê impeditivos para essa adoção, já que cerca de 60% dos atendimentos que realiza são de forma remota, com contato via email, Whatsapp, dentre outros. Também nessa lógica, não se gastará com deslocamento e transporte para reuniões ou só para um dia rotineiro na Instituição, o qual consome tempo e gasolina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em relação a custos, Daniel não os teria, por já possuir uma boa estrutura necessária para realizar produções. “Já tenho uma internet de boa velocidade, um bom computador em casa, então eu não teria um gasto adicional pra fazer o teletrabalho, esse gasto já está dentro do meu contexto”, relata. Com isso, o analista é a favor do teletrabalho, visto que o mundo é mais tecnológico e o trabalho, mais dependente da tecnologia, cujo acesso fornece ferramentas às funções exercidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para Daniel Coronel, essa discussão deve ser tratada com maturidade, porque o trabalho remoto foi uma alternativa que a Universidade encontrou de continuar a desenvolver suas atividades - mas ele não é </span><i><span style="font-weight: 400">home office.</span></i><span style="font-weight: 400"> Se o teletrabalho receber investimentos promissores, ele concorda com Márcia, quando afirma que nele pressupõe-se uma sinergia, indicadores, metas e comprometimento no cumprimento das mesmas. “O legado do REDE foi trazer essa discussão de que, talvez, esteja na hora de repensarmos as nossas formas de trabalho”, frisa. Além disso, para o teletrabalho acontecer de fato, aspectos como a saúde das pessoas, a eficácia e a economicidade para o bem da administração pública precisam ser analisados, a fim de que a Instituição siga em pleno funcionamento para atender ao que se propõe.</span></p>
<h3>Movimentos futuros </h3>
<p><span style="font-weight: 400">O pró-reitor de Gestão de Pessoas vê interesse por parte de alguns servidores em continuar remotamente, com vários demonstrando ter plenas capacidades para tal. Mas o gestor acredita ser necessário fazer uma discussão madura, serena e com muita responsabilidade, para que não se comece algo que não se possa dar prosseguimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Não obstante, Coronel entende que a Universidade entrou no modo remoto sem planejamento e, portanto, várias pessoas não estavam preparadas e adoeceram. No entanto, o que deve ser destacado é que, apesar das críticas e falhas, a UFSM não parou suas atividades e seguiu seu fluxo. “O que ocorreu não foi suficiente para parar a Universidade com sua grandeza e sua estrutura organizacional. Ela está aí, mais forte, mais vibrante, mais pulsante, e agora retornando presencialmente às suas atividades, ou seja, voltando a uma nova normalidade, a qual é, dentre outras coisas, o legado de cuidados com a saúde, para caso enfrentemos uma nova questão epidemiológica, estarmos preparados”, afirma o pró-reitor.  </span></p>
<h3>Em que ponto estão as discussões </h3>
<p><span style="font-weight: 400">A adoção do teletrabalho na UFSM atualmente está sendo avaliada por uma Comissão designada pela Portaria de Pessoal UFSM N. 1.405/2022, composta por representantes do Gabinete do Reitor, Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep), Associação dos Servidores da Universidade Federal de Santa Maria (Assufsm), Seção Sindical dos Técnicos de Nível Superior da UFSM (Atens) e Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – SM (Sinasefe).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo Géssica Sório, do Núcleo de Educação e Desenvolvimento da Progep, o teletrabalho apresenta diferenças significativas se comparado ao trabalho remoto realizado durante a pandemia de Covid-19. Enquanto o trabalho remoto é compreendido como o trabalho convencional sendo realizado em casa, o teletrabalho, uma das modalidades previstas pelo Plano de Gestão e Desempenho (PGD), estabelecido pelo Decreto nº 11.072, de 17 de maio de 2022, representa uma mudança de cultura de trabalho, com a substituição dos controles de assiduidade e de pontualidade dos participantes por controle de entregas e resultados. Ou seja, os participantes deixam de registrar o ponto eletrônico e têm o seu trabalho mensurado com base no cumprimento de metas. Além disso, o PDG contempla três modalidades de execução do trabalho: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Presencial: o participante cumpre a jornada de trabalho presencialmente em sua totalidade;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Teletrabalho integral: o participante cumpre a jornada de trabalho remotamente em sua totalidade;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Teletrabalho parcial: o participante cumpre parte da jornada de trabalho remotamente e parte em regime presencial, conforme cronograma específico definido com a chefia imediata.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">A comissão responsável pela avaliação da implantação do PGD na UFSM definiu o seguinte cronograma de atividades:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Coleta e análise de informações sobre o tema;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Reuniões com representação sindical e instituições que já implementaram o PGD (Fasubra, Unifesp, UFFS e UFMA);</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Planejamento e realização de ações de divulgação/sensibilização junto aos servidores;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Realização da consulta pública com os servidores;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">Apresentação dos resultados obtidos pela Comissão e, havendo decisão favorável pela adesão ao PGD na UFSM, elaboração de minuta de normativa e sugestão de realização de audiência pública.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400">No momento, a comissão encontra-se no item 3 do cronograma, sendo que a previsão de término das atividades é até o final de outubro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No site do </span><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/progep/programa-de-gestao-e-desempenho/"><span style="font-weight: 400">Programa de Gestão e Desempenho da UFSM</span></a><span style="font-weight: 400"> é possível conferir as legislações existentes sobre o tema, na seção "Legislação", e os encaminhamentos que estão sendo dados pela Comissão temporária, por meio das atas das reuniões, na seção "Transparência".</span></p>
<p>Na próxima reportagem da série, um resumo do legado do UFSM em REDE e dos impactos da pandemia no ensino e no trabalho na Universidade.</p>
<p><em>Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias<br /></em><em>Fotos: Graziele Camargo Kemmerich/especial</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques e Ricardo Bonfanti, jornalistas</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM em REDE: quando a Universidade rompe suas próprias fronteiras</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/09/02/ufsm-em-rede-quando-a-universidade-rompe-suas-proprias-fronteiras</link>
				<pubDate>Fri, 02 Sep 2022 12:06:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[AUGM]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[ensino remoto]]></category>
		<category><![CDATA[Gabinete do Reitor]]></category>
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		<category><![CDATA[UFSM em Rede]]></category>

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						<description><![CDATA[Mesmo em isolamento, estudantes puderam experienciar trocas didáticas e sociais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
[caption id="attachment_59564" align="alignright" width="757"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/Atividades-acontecendo-de-forma-virtual-2.jpeg"><img class="wp-image-59564" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/Atividades-acontecendo-de-forma-virtual-2.jpeg" alt="Foto colorida horizontal mostra um homem em uma sala, de fones de ouvido, no lado esquerdo, e à frente dele dois monitores, que mostram a realização de eventos com inúmeros participantes" width="757" height="349" /></a> Durante a pandemia, eventos, bancas e formaturas foram realizados em formato online (Foto: Arquivo/Ascom)[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Com aulas virtuais via REDE, <a href="https://www.ufsm.br/2022/08/31/ufsm-em-rede-os-desafios-e-as-dificuldades-em-ensinar-e-aprender/" target="_blank" rel="noopener">os acadêmicos e professores da UFSM viram suas atividades em um novo e desconhecido formato</a>, assim como ocorreu com as demais Instituições de Ensino Superior brasileiras. A participação em eventos, bancas ou até mesmo as formaturas adquiriu um novo formato</span><span style="font-weight: 400">. </span><span style="font-weight: 400">Mobilidades acadêmicas que eram comuns até o momento precisaram ser repensadas, de modo que os estudantes, mesmo em meio à pandemia, pudessem ter experiências para além da universidade. É o que a terceira reportagem da série sobre o UFSM em REDE aborda.</span></p>
<h3>Um novo olhar sobre eventos</h3>
<p><span style="font-weight: 400">Para a relações públicas Solange Prediger, assessora de Comunicação do Gabinete do Reitor, a realização de eventos online, embora sendo a única opção, deixou uma forte marca na Universidade. Ela conta que, com a transmissão de encontros, mais pessoas puderam participar deles, algo que era limitado na presencialidade, devido a questões de tempo, mobilidade e até divulgação. Além disso, o fato de celebrações serem gravadas permite que os momentos sejam eternizados e passíveis de serem revisitados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a volta do presencial este ano, diversas atividades como inaugurações, formaturas e posses voltaram a seu tradicional formato, em um espaço físico e com pessoas presentes. No entanto, Solange acredita que agora entende-se que é possível unir isso ao fator online, ou seja, quando há estrutura para gravar e transmitir o momento, além da possibilidade de interação do público. Em outras palavras, o modelo híbrido. Ainda, avalia que há muito a melhorar: “Nós perdemos no quesito das trocas, mas ganhamos no quesito 'estrutura do evento', conseguimos enxergar melhor para saber como fazê-lo chegar em mais pessoas”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ao mesmo tempo, a relações públicas pondera que é necessário pensar em quais situações é propício proceder dessa forma. Ao analisar qual o caráter do evento e, portanto, seu público de interesse e cobertura, pode-se definir se é válido uma transmissão. Por exemplo, uma formatura, que abrange familiares e amigos dos formandos em grande escala para acompanhar a cerimônia: alguns podem estar presentes, outros não necessariamente. Até o próprio aluno, se por acaso estiver em um estágio fora da cidade, pode ter a opção de colar grau a distância, mas junto a seus colegas. Já uma ocasião com finalidade burocrática interna entre servidores, como assinaturas de processos, não precisa ser transmitida, devido a sua característica corriqueira  e específica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um elemento desse novo espectro de cerimônias é, segundo Solange, a oportunidade de novos palestrantes, por vezes inacessíveis em decorrência da agenda, poderem participar de algum evento na Universidade, via internet. O contrário também ocorre, quando membros da Instituição podem marcar seu nome em outras universidades. Ambos os movimentos ajudam a divulgar a UFSM a novos públicos, entende a relações públicas. “Com certeza, atingimos um público diferenciado dessa forma, são pessoas diferentes que ouviram falar da Universidade por esse meio”, observa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para que essa conquista não deixe de avançar, Solange vê o quanto é preciso investir ainda mais em novas capacitações, para que ninguém fique de fora por não saber utilizar uma tecnologia. Não obstante, ela acredita que, embora há formatos que as pessoas já estão acostumadas, como as videoconferências via Google Meet, deve-se buscar aprender novas funcionalidades, para estar apto a existir em um ambiente virtual mais inclusivo com suas atualizações.</span></p>
<h3>O conhecido em uma nova faceta </h3>
<p><span style="font-weight: 400">A mobilidade acadêmica sempre foi muito buscada pelos estudantes. A perspectiva de cursar parte da graduação em outra instituição, realizar trocas de conhecimentos e experiências culturais é extremamente rica para o desenvolvimento acadêmico e pessoal. Com a impossibilidade de realizar viagens, intercâmbios e qualquer tipo de mobilidade, tal interação foi fortemente afetada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Uma possibilidade encontrada para minimizar os danos do período foram os programas de mobilidade virtual, que consiste em o acadêmico fazer um semestre em outra universidade, de forma remota, com todas ou uma parte das disciplinas para serem aproveitadas no currículo. Com isso em mente, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) implementou o Programa de Mobilidade Virtual em Rede de Instituições Federais de Ensino Superior (</span><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/promover/"><span style="font-weight: 400">Promover</span></a><span style="font-weight: 400">), que visava oportunizar mobilidade de estudantes entre instituições federais através de vagas em disciplinas ofertadas em 12 universidades brasileiras, incluindo a UFSM. Além disso, o convênio da Universidade com a Asociación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM) continuou em vigor, ao incentivar a mobilidade virtual entre os estudantes, sem o adicional de custos de locomoção e permanência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para o professor Júlio César Rodriguez, assessor do Gabinete do Reitor na Secretaria de Apoio Internacional (SAI), o programa de mobilidade virtual foi incentivado pelas universidades participantes para que os estudantes não perdessem a oportunidade de frequentar, mesmo sem se mover, outra instituição. Ele conta que esse formato tinha regras e editais, assim como o modelo presencial, mas com mais vagas disponíveis e até melhores condições para o aluno, o qual, muitas vezes, não consegue viajar a outro país e tem dificuldade de concorrer a editais de mobilidade presencial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em relação ao Promover, o pró-reitor de Graduação, professor Jerônimo Tybusch orgulha-se ao lembrar que a UFSM, além de participar da criação e funcionamento do programa, foi uma das universidades que mais ofertou disciplinas - mais de 120, de todas as áreas do conhecimento. Até junho de 2021, 331 estudantes das outras Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) matricularam-se na UFSM, enquanto 461 fizeram o movimento contrário. No total, </span><a href="https://www.ufsm.br/2021/06/01/cerca-de-10-mil-alunos-vao-participar-da-2a-edicao-do-programa-promover-andifes/"><span style="font-weight: 400">10 mil alunos participaram da mobilidade virtual</span></a><span style="font-weight: 400"> só até essa data. Inclusive, há conversas com a Andifes para que instituições internacionais participem do Promover, em um sistema consolidado de mobilidade virtual, para que ocorra regularmente. </span></p>
[caption id="attachment_59565" align="alignleft" width="676"]<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/Schuch-evento-online.jpg"><img class="wp-image-59565" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/09/Schuch-evento-online.jpg" alt="Foto colorida horizontal mostra o reitor, sentado em uma mesa, e do outro lado da foto um monitor de computador com um evento sendo realizado. Ele está em uma sala e ao fundo, uma parede branca e um relógio antigo " width="676" height="404" /></a> Para o reitor da UFSM, as tecnologias facilitam a interação de pessoas de diversas partes do mundo (Foto: Arquivo/Ascom)[/caption]
<h3>Um novo público </h3>
<p><span style="font-weight: 400">Para o reitor, Luciano Schuch, esse sistema de aprendizagem virtual não vai aumentar o número de estrangeiros na Universidade, mas sim qualificá-los. Segundo ele, o uso recorrente das tecnologias torna a interação de pessoas de diversas partes do mundo muito mais fácil e natural, pois é só fazer uma videochamada, o que outrora era um tabu dentro do ambiente universitário. O gestor ressalta que essa discussão não está acontecendo por causa da pandemia, foi apenas acelerada por ela, porque, quando isso ocorreu, o terreno estava pronto. “Era um processo irreversível”, admite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com isso, na intenção de tornar a UFSM atrativa a diferentes públicos de variadas instituições, pretende-se implementar a política de disponibilizar 100 vagas extras a alunos estrangeiros, isto é, eles farão a seleção em suas universidades de origem e, se aprovados, virão estudar em Santa Maria. Nesse sentido, quanto mais variedade de culturas em uma sala de aula, mais se aprende sobre diversidade, seja de gênero, raça, dentre outros. Também, o reitor lembra a questão da reciprocidade: “Se tivermos estrutura para receber um aluno estrangeiro, as universidades parceiras darão a mesma oportunidade ao nosso aluno”.  </span></p>
<h3>Planos promissores </h3>
<p><span style="font-weight: 400">Ademais, a Prograd planeja levar a mobilidade digital para fora do continente. Com parte da carga horária de cursos sendo síncrona e a distância, tudo é possível. Para Jerônimo, esse movimento potencializa a “troca dentro do nosso sistema federal e internacional, pois as universidades só têm a ganhar em termos regionais”. Aliado a isso, o professor cita seu grupo de pesquisa, o qual, enquanto estava em formato virtual, contemplou pessoas de lugares inéditos, como Goiás e Minas Gerais. A fim de que esse pessoal continue trabalhando em conjunto, as reuniões serão híbridas, para que todo o potencial não se perca, “um ganho grande em termos de intercâmbio e cooperação, tanto nacional quanto internacional”, salienta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Dentro da Andifes, Jerônimo participa de uma comissão que cobra do Conselho Nacional de Educação um posicionamento a respeito da questão híbrida, já que atualmente só existe a mobilidade presencial ou a distância. Dessa forma, o pró-reitor acredita que o fator presencial será potencializado, com metodologias ativas, sala de aula invertida, dentre outras opções. Com isso, percebe-se o quanto o acadêmico receberia com mais investimentos no digital. O gestor conta: “Eu já utilizo o Moodle para disponibilizar o conteúdo para o aluno com antecedência, para que ele possa se preparar para a aula”. </span></p>
<h3>Olhar para trás para mirar à frente </h3>
<p><span style="font-weight: 400">De legado, o pró-reitor enxerga que ficou uma movimentação maior para produção de vídeos, conteúdos e melhoria do processo de ensino aprendizagem. De exemplo, cita o fato de poder participar de defesa de teses e dissertações sem viajar e, portanto, com sustentabilidade, e o uso de programas e aplicativos dentro da administração da Universidade nas reuniões de diversos segmentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Solange, por sua vez, acredita que a tendência proporcionada por essa experiência remota é de que o espaço acadêmico possa ser frequentado por quem outrora sofria de limitações. Com isso, não se pode esquecer que uma maior igualdade de acesso básico à Internet e a outros serviços é imprescindível para a democratização dos espaços. Ademais, o presencial e o online não competem e podem funcionar simultaneamente, como já acontece em reuniões de conselhos com autoridades de centros espalhados pelas cidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em relação à mobilidade virtual, o professor Júlio Cesar pretende mantê-la junto com a presencial. No entanto, a tendência é de queda na oferta à medida que a presencialidade retorna a 100%. Isso é devido ao fato de que há pouca infraestrutura para os docentes transmitirem suas aulas, onde a maioria dos alunos estarão presentes, contra uma minoria que estará em outro lugar. Já para os programas de pós-graduação que se adaptaram ao remoto, não há tantos impasses. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Se eu posso conectar muito mais, por quê não o fazê-lo?" É a mensagem que Schuch quer passar. Ele acrescenta ainda: com o acadêmico e o administrativo. Para esse último, a ideia é que se pegue todo o trabalho manual e braçal para que o sistema faça e, assim, o servidor público fique livre para pensar a transformação da Universidade.</span></p>
<p>Na próxima matéria da série serão abordadas as perspectivas em relação ao trabalho remoto.</p>
<p><em>Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias<br />Foto de capa: Mariana Henriques, jornalista</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques e Ricardo Bonfanti, jornalistas</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM em REDE: os desafios e as dificuldades em ensinar e aprender</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/08/31/ufsm-em-rede-os-desafios-e-as-dificuldades-em-ensinar-e-aprender</link>
				<pubDate>Wed, 31 Aug 2022 13:44:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivologia]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação social]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
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		<category><![CDATA[Regime de Exercícios Domiciliares Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM em Rede]]></category>

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						<description><![CDATA[De professores a alunos, cada um enfrentou suas próprias limitações para dar continuidade ao aprendizado durante a pandemia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Com ganhos e perdas, o <a href="https://www.ufsm.br/2022/08/29/ufsm-em-rede-do-pioneirismo-da-universidade-no-inicio-da-pandemia-ao-legado-que-ficou-para-transformar-o-ensino%ef%bf%bc%ef%bf%bc/" target="_blank" rel="noopener">modelo de Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE)</a> foi o caminho encontrado para a continuidade das atividades durante a pandemia de Covid-19. O desafio seguinte a ser enfrentado era a execução. É normal que, após todo o período, o REDE tenha deixado resquícios, resta saber e analisar quais deles são bem quistos pelos professores e estudantes. É o que a segunda reportagem da série sobre o UFSM em REDE aborda.</span></p>
<p><b>A tecnologia bateu na porta</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">As aulas do 1º semestre de 2020 haviam começado há exatamente uma semana na UFSM quando tudo precisou ser suspenso. O planejamento que havia sido feito precisou ser alterado e novas lógicas acadêmicas precisaram entrar em vigor muito rapidamente. Francisco Cougo, docente do departamento de Arquivologia da UFSM, avalia que a experiência de ensinar e aprender durante a pandemia foi naturalmente difícil. O semestre já havia sido planejado levando em conta a presencialidade, e a necessidade de migrar para a plataforma digital repentinamente gerou problemas para os quais não havia se planejado. O professor elenca três desafios enfrentados pela nova dinâmica de ensino: o estresse gerado pelo próprio contexto de calamidade na saúde pública; a dificuldade de gerir um regime de ensino a distância sem nenhum planejamento prévio; e a própria ausência de infraestrutura para a realização das aulas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Francisco relata que o primeiro semestre de 2020 foi o mais dificultoso. “Inicialmente, nem professores nem estudantes tinham equipamentos adequados, nem instrumentalização básica para a realização das aulas. O acesso à internet também era limitado. Como ficamos quatro semestres neste regime, evidentemente houve tempo para adequações e adaptações, ainda que sempre com muitos prejuízos”, avalia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, outro problema elencado pelo professor está relacionado às rotinas de ensino-aprendizagem: “É como se estivéssemos diante de um ingresso triplo, pois temos turmas de 2020, 2021 e 2022 que recém agora estão conhecendo a Universidade, seus métodos e suas oportunidades”, </span><span style="font-weight: 400">afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Luciane Sanchotene, professora do departamento de Desportos Coletivos da UFSM, avalia que este período trouxe dificuldades e também oportunidades: “Houve pontos negativos, principalmente para um curso de Educação Física, em que os alunos ficaram dois anos sem a prática da natação, do atletismo, do esporte coletivo, dentre outros, mas também houve muitos pontos positivos que eu penso que ficarão”, </span><span style="font-weight: 400">afirma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os projetos desenvolvidos por ela conseguiram ter uma boa adaptação ao modelo virtual, como o Esporte Universitário, que originalmente oferecia aos acadêmicos a oportunidade de praticar diversas modalidades esportivas. Na pandemia, esse trabalho continuou, com as aulas via Google Meet. Além disso, pessoas sem vínculo com a UFSM puderam participar. “Muitos alunos pediram, foi muito importante essa prática naquele momento tão difícil do isolamento que estávamos vivendo”, conta. Luciane também promoveu cursos em diferentes temáticas e organizou eventos virtuais. Durante o período remoto produziu vídeos para os servidores em </span><span style="font-weight: 400">trabalho remoto</span><span style="font-weight: 400"> sobre assuntos como a postura da coluna, como respirar corretamente e exercícios possíveis de se fazer em casa.</span></p>
<p><b>O impacto nos estudantes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para os estudantes, o cenário não foi diferente. Houve aqueles que aprovaram e se adaptaram ao novo modelo com mais facilidade, mas, também, muita dificuldade foi encontrada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Andréa Ortis, doutoranda em Comunicação, avalia que, dentro de sua realidade, o REDE foi bastante produtivo. “Quando iniciou o REDE, já estava na metade do doutorado e com disciplinas bem específicas, voltadas para a organização do projeto de tese, que é bastante teórico. As aulas foram pontuais, com foco total nas apresentações dos projetos e orientação dos professores, além da participação dos colegas que, mesmo que estivessem em uma tela de computador, conseguiam dar dicas valiosas para que os projetos conseguissem ser desenvolvidos da melhor forma possível”, relata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No entanto, a acadêmica reconhece que tem essa visão pois está em uma área que possui um viés teórico acentuado, o que permite com que possa desenvolver suas atividades à distância. “Minha experiência só foi positiva porque o doutorado em Comunicação possui viés teórico, diferentemente de áreas das ciências agrárias ou exatas, por exemplo. Caso contrário, não teria a mesma opinião. Não consigo imaginar ser aluna de um curso com aulas práticas sendo feito remotamente, afinal seria dentro de um laboratório, com a instrução direta de um professor, que eu aprenderia a desenvolver um produto”, reflete. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Essa mesma perspectiva é compartilhada pela Pró-Reitora de Pós-graduação e Pesquisa, Cristina Nogueira. Na sua visão, após as dificuldades iniciais de organização ao novo modelo remoto, as áreas teóricas tiveram ganhos mais expressivos com o uso das tecnologias, no entanto, o principal impacto negativo foi nos cursos de pós-graduação que possuíam muitas aulas práticas, atividades experimentais ou trabalhos de campo para realização das pesquisas. Algumas dessas atividades não tiveram como ser totalmente transportadas para o modelo em REDE, o que ocasionou atraso no tempo de conclusão dos cursos além de um déficit na formação presencial, diz Cristina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No entanto, Andréa argumenta que de modo geral, devido ao contexto emergencial em que foi implantado o REDE, considera que ele teve um saldo positivo, e possibilitou com que as atividades acadêmicas tivessem continuidade. Além disso, também pensa que foi uma forma importante de manter o vínculo dos estudantes com a universidade, mesmo que a distância. No entanto, ela ressalta a importância de se pensar o sistema de forma específica para cada área de ensino, levando em conta suas demandas e rotinas de trabalho e pesquisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para a estudante de Engenharia Química Renata Gulart, o período em REDE foi desafiador no sentido humano, visto que ela gosta de ter pessoas por perto, inclusive isso a ajuda a se concentrar melhor nos conteúdos das aulas. Por outro lado, os anos de ensino remoto proporcionaram a ela estar mais ativa em diferentes projetos, como empresa júnior, grupo de pesquisa, dentre outros. “No presencial, isso é mais difícil, porque temos uma carga maior de atividades e aulas, enquanto no REDE havia uma flexibilidade sobre o que fazer e quando”, explica Renata. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro ponto de vista é trazido pelo acadêmico de Direito Luiz Bonetti, que indica haver três esferas que foram perpassadas no período do REDE. A primeira é a mesma elencada por Renata: a saúde mental, afetada pelo isolamento que impedia o encontro com outras pessoas. “A falta de relação pessoal foi um ponto relevante para mim, pois sempre fui uma pessoa sociável”, explica. Por sua vez, o Whatsapp se tornou maior e mais influente na sua vida, mas não da melhor forma. Isto é, tornou-se difícil separar o profissional do pessoal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O segundo ponto para o estudante diz respeito ao ensino propriamente dito. Antes da pandemia havia uma forte defesa do ensino tecnológico em prol da presencialidade. Durante, porém, ficou visível que o ensino remoto não é suficiente e prejudicou a formação e capacidade de aprendizado para muitos. Para ele, esse movimento gerou evasão de estudantes, sobretudo pela questão da inclusão digital, acesso a tecnologias e equipamentos. </span><span style="font-weight: 400">Já a terceira esfera modificada pela pandemia, segundo Bonetti, foi a assistência estudantil, especialmente pelo fechamento do Restaurante Universitário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Mesmo em perspectivas diferentes, tanto Andréa quanto Renata e Luiz concordam sobre a importância da presencialidade, da necessidade de repensar pontos do modelo REDE e do uso das tecnologias na educação. “Conseguimos ter uma prova da importância do ensino presencial, ao qual as tecnologias devem contribuir, mas não substituir”, pondera Luiz. Andréa ainda destaca que é preciso avançar no uso que se faz das ferramentas digitais: “Acredito que o modelo deve ser melhor pensado para o futuro, inclusive realizando mais capacitações para os professores, pois ministrar aulas de modo remoto é completamente diferente que se fossem feitas olho no olho”.</span></p>
<p><b>O fantasma da evasão</b></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="alignright wp-image-59537 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/2022/08/IC3A8734.jpg" alt="" width="603" height="402" />O professor Francisco lembra que um dos grandes problemas do período foi a desistência de alunos, principalmente pela dificuldade em acompanhar as aulas virtuais. “Vimos muita gente desistir nesta etapa, porque só contavam com smartphone simples e conexão limitada, o que dificultava muito a realização de leituras e trabalhos”, relata. Além disso, o docente também pontua que em virtude da crise econômica e das incertezas da pandemia, muitos estudantes preferiram trancar suas matrículas e retornar somente quando o cenário estivesse mais seguro, o que gera um esvaziamento na universidade. </span><span style="font-weight: 400">Essa perspectiva também é compartilhada por Luiz Bonetti, que entende que as dificuldades apresentadas neste contexto impactam na capacidade dos estudantes em acompanharem as aulas e participarem de projetos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Jerônimo Tybusch, pró-reitor de graduação, concorda ao afirmar que é fato que com a crise atual muitos alunos precisaram ajudar suas economias domésticas e de sustento. Por essa razão, a Pró-Reitoria incentiva que as coordenações de curso façam acompanhamento àqueles alunos que param de frequentar as aulas. Além disso, as ferramentas para o acadêmico trancar o curso foram flexibilizadas, para que ele possa agir com maior mobilidade e, futuramente, retornar à Universidade. “Nós estamos fazendo um trabalho de recuperação desse aluno que não apareceu no REDE e nem no presencial agora. Estamos incentivando os cursos a entrarem em contato para recuperá-lo”, destaca.</span></p>
<p><b>Potencialidades a serem exploradas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ainda que o período tenha sido de dificuldades, algumas possibilidades se mostraram pertinentes e devem ser exploradas. Francisco indica que um dos pontos positivos deste cenário foi uma aceleração na digitalização de rotinas. Além disso, também destaca que um ganho foi a possibilidade de integração maior entre cursos e outras universidades. “Antes, nos parecia meio exótico que uma banca de TCC fosse realizada remotamente, ou com participantes online. Agora isso nos parece absolutamente normal e esse é um avanço positivo”, pontua.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na mesma perspectiva, Luciane avalia que um ganho foi a abertura das disciplinas que leciona para a participação de alunos de outras instituições. Ela conta que teve um número maior de alunos de outros cursos, como Medicina, Fisioterapia ou Terapia Ocupacional. “Tive o prazer de poder aumentar essa prática multiprofissional que eu já venho realizando também no meu grupo de estudos”, diz, referindo-se ao Núcleo de Estudos em Medidas e Avaliação dos Exercícios Físicos e Saúde, o Nemaefs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As reuniões online proporcionaram a Luciane ir além de seu alcance, como quando pôde participar de eventos internacionais como palestrante. Aliado a isso, essa ausência de mobilidade permitiu a ela participar de bancas com professores de outros estados e nações. Nisso, ela ressalta como o ponto de vista econômico é beneficiado, com passagens de avião e diárias de hotéis poupadas. “Teve até alunos que começaram e concluíram uma pós-graduação na nossa Instituição sem precisar vir para Santa Maria, isso facilitou a vida de muita gente”, pontua.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ponto convergente entre todos é que o uso da tecnologia no ambiente acadêmico é um caminho sem volta. No entanto, ainda há pontos que precisam ser aperfeiçoados para um melhor uso dos benefícios que ela pode trazer, já que, por um lado, pode ser limitante, e por outro, pode potencializar ações. Os gestores afirmam que a discussão sobre o tema é contínua na Universidade, e mesmo que o REDE não esteja mais em vigor, é necessário estar atento para as necessidades do contexto e oportunidades que podem surgir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na próxima matéria da série serão abordadas algumas potencialidades que o modelo virtual trouxe, fazendo com que a UFSM cruzasse fronteiras.</span></p>
<p><em>Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Foto de capa: Daniel Michelon de Carli</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques e Ricardo Bonfanti, jornalistas</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>UFSM em REDE: do pioneirismo da Universidade no início da pandemia ao legado que ficou para transformar o ensino</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/08/29/ufsm-em-rede-do-pioneirismo-da-universidade-no-inicio-da-pandemia-ao-legado-que-ficou-para-transformar-o-ensino%ef%bf%bc%ef%bf%bc</link>
				<pubDate>Mon, 29 Aug 2022 12:34:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[ensino remoto]]></category>
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		<category><![CDATA[Regime de Exercícios Domiciliares Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM em Rede]]></category>

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						<description><![CDATA[Após dois anos de atividades remotas na UFSM e um semestre do retorno presencial, é preciso avaliar o cenário e planejar estratégias para o futuro]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">No início de 2020, a pandemia de Covid-19 obrigou a população a ficar em isolamento para evitar o contato com o vírus. Práticas ao redor do mundo inteiro precisaram ser repensadas e reinventadas. Muitas atividades cotidianas precisaram adaptar-se ao ambiente online, como foi o caso das práticas acadêmicas. Na UFSM, foi adotado o REDE - Regime de Exercícios Domiciliares Especiais, e uma nova rotina entrou em vigor. Com o avanço da vacinação e a diminuição de casos, as aulas e demais atividades puderam retornar à normalidade apenas no início de 2022. Estas, porém, transformada pela experiência online.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Após quase dois anos de atividades remotas e um semestre do retorno presencial, a Agência de Notícias da UFSM lança uma série de reportagens para realizar um balanço deste período. O objetivo é avaliar o que foi realizado, ações que deram certo, o que deve ser repensado e prospectar iniciativas para o futuro.  </span></p>
<p><b>A tecnologia não media o ensino, mas o ensino media a tecnologia </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em 16 de março de 2020, a quarentena - na época prevista para durar pouco tempo - estava sendo implementada em todo o país. </span><a href="https://www.ufsm.br/2020/03/16/ufsm-suspende-atividades-academicas-e-administrativas-presenciais-a-partir-do-dia-16-de-marco/"><span style="font-weight: 400">Aulas e demais atividades laborais foram suspensas</span></a><span style="font-weight: 400">, obrigando gestores de instituições de ensino a reagir o mais rápido possível e coordenar uma transição para o meio virtual. Apenas um dia depois, em 17 de março, a UFSM já publicava uma instrução normativa relativa ao trabalho remoto. Nessa mesma data, a Universidade estava com atividades online e com o planejamento para a criação do REDE - Regime de Exercícios Domiciliares Especiais, uma versão do já existente Regime de Exercícios Domiciliares.  </span></p>
<p><b>O pioneirismo </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os efeitos dessa agilidade são sentidos até hoje: a UFSM é uma das poucas universidades no Brasil com o calendário acadêmico em dia. Algo que orgulha uma das pessoas por trás desse trabalho, o pró-reitor de Graduação, Jerônimo Tybusch. “Nós conseguimos passar por momentos que foram extremamente difíceis. Acho que para toda instituição federal de ensino superior e para toda instituição educacional. Mas nós nunca paramos. Podemos dizer que nem por 24 horas paramos”, salienta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O pró-reitor lembra que o REDE não era uma modalidade a distância, mas sim uma estratégia de exercícios domiciliares envolvendo recursos, atividades, interação, interatividade e estratégias que eram síncronas, por videochamada, e assíncronos, que é a colocação de conteúdos no ambiente virtual de ensino e aprendizagem. Ele explica que, com a</span> <span style="font-weight: 400">suspensão das aulas presenciais nos anos pandêmicos, o ensino precisou mudar para não ser superado e o REDE foi a forma encontrada de manter as atividades e os vínculos. </span><span style="font-weight: 400">“</span><span style="font-weight: 400">Então a gente foi construindo, mas ele só se consolidou em uma resolução em agosto de 2020, a </span><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/resolucao-n-024-2020/"><span style="font-weight: 400">Resolução 024</span></a><span style="font-weight: 400">”, afirma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para Jerômimo, o que possibilitou esse pioneirismo foi o trabalho que a UFSM já desenvolvia ao longo dos anos, como através do uso da plataforma Moodle. E além: no final de 2019, foi publicada a </span><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/resolucao-n-037-2019/"><span style="font-weight: 400">Resolução 037,</span></a><span style="font-weight: 400"> que discutia os cursos a distância e o uso de estratégias e tecnologias comunicacionais em rede nos cursos presenciais. O pró-reitor afirma que esse momento foi uma inspiração para a criação do REDE e que, a todo o momento, sabia-se que haveria prejuízos caso não houvesse continuidade nos avanços em tecnologias educacionais da UFSM.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O reitor da UFSM, Luciano Schuch, também saúda o pioneirismo. “Quando suspendemos as atividades presenciais na Universidade, tanto no âmbito administrativo quanto no acadêmico, no outro dia já lançamos o REDE, ou seja, nós já estávamos preparados para isso”, entende o gestor. Da mesma forma que para Tybusch, a estrutura e o histórico que a Universidade possuía foram determinantes. </span></p>
<p><b>Um período teste </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Tanto Tybusch quanto Schuch acreditam que esse período a distância foi uma oportunidade para que os professores pudessem testar novas tecnologias de ensino.  Schuch entende que a pandemia não fez bem para ninguém, mas com a imersão no mundo digital o docente pôde compartilhar conhecimento com colegas e, assim, aprender a trabalhar nesta nova situação. “Em uma disciplina, em uma aula, o professor sempre testa. A cada semestre testa a metodologia, testa ferramenta, muda livro, muda material. E pode testar também essa questão no virtual, trabalhar remoto e síncrono com o aluno”, analisa. Assim, pode-se começar a identificar onde é bom usar e onde não se deve usar o virtual: “Sabemos que em algumas áreas ele potencializa bastante o conhecimento e em outras, atrapalha”, pondera. </span></p>
<p><b>DNA presencial </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de continuar usando as tecnologias existentes, a UFSM aumentou seu leque de opções, como quando adquiriu o pacote </span><span style="font-weight: 400">Google for Education</span><span style="font-weight: 400">, que disponibiliza gratuitamente ao aluno e ao docente, através do email acadêmico, uma série de funcionalidades que outrora seriam possíveis apenas com uma compra. Os gestores entendem que essas facilidades devem acompanhar o aluno, mas que o centro de sua educação era e deve seguir sendo presencial. “Esse ganho de tecnologia cada vez maior não precariza a educação, pelo contrário, nós continuamos com nosso DNA presencial, com nossa estrutura presencial. A questão é que ela pode ser potencializada”, afirma Tybusch. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No entanto, para o bom uso de tecnologias, é necessário saber manejá-las. Por isso que mais de 25 capacitações foram ofertadas ao longo de 2020 e 2021. Os  temas eram diversos, como uso de objetos educacionais, acesso ao Moodle, Google Meet, web conferência, produção de vídeos, transmissão de vídeos pelo YouTube, dentre outros. E como resultado, foram contabilizados mais de 4 mil participantes.  </span></p>
<p><b>O meio termo </b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para Tybusch, um grande legado do período foi a possibilidade inédita de a graduação poder ter 40% de presencialidade, pois isso proporciona flexibilidade ao acadêmico. Schuch igualmente enxerga vantagens que estão sendo vistas agora: “uma hora estamos na sala de aula com o aluno, em outro momento o aluno está fazendo atividades que usam uma plataforma para apoio ao presencial. Logo, a gente conseguiu casar o virtual com o real, conseguimos aprender onde é eficiente e onde não é”. Ele afirma ainda que esse sistema é diferente do ensino a distância, mas que essa forma de interação, que ao mesmo tempo aproxima e afasta, ainda tem muito a evoluir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nesta mesma perspectiva, o reitor apresenta a ideia de que a tecnologia sempre esteve ao lado do ensino e este pôde mediá-la. Em outros tempos, essa inovação era o livro, depois o computador, e por aí vai. Ou seja, não é algo a se estranhar, a fusão do presencial com o virtual é um processo irreversível, segundo o gestor. Ele ilustra lembrando que no campus da UFSM em Cachoeira do Sul há o curso de Engenharia Elétrica. Tanto lá quanto no Campus Sede a disciplina de Introdução à Engenharia é oferecida. Portanto, essas turmas poderiam ser fundidas. “Às vezes o professor está lá, às vezes aqui, estão trabalhando juntos. Todo mundo na sala de aula, mas conectado por uma plataforma com o professor interagindo com as duas turmas junto, uma troca de experiência de alunos da Engenharia Elétrica de dois cursos”, reflete. Além disso, futuramente trocas e interações até com outras instituições seriam possíveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Luciano Schuch afirma que seu plano é trabalhar nessa direção, mas sem deixar o DNA presencial da UFSM de lado, afinal, afirma que é a partir dele que vem a qualidade de troca de experiências da Instituição, já que, ao cruzar o arco, todos são transformados. Agora, a questão é saber até onde esse arco pode alcançar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na próxima reportagem abordaremos os desafios e as dificuldades de ensinar e aprender durante o período pandêmico, através da perspectiva de alunos e professores que vivenciaram o período. </span></p>
<p><em>Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias</em><br /><em>Edição: Mariana Henriques e Ricardo Bonfanti, jornalistas</em></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM debaterá os desafios da tele-saúde após a pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/07/08/ufsm-debatera-os-desafios-da-tele-saude-apos-a-pandemia</link>
				<pubDate>Fri, 08 Jul 2022 18:09:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[manuel grandal martín]]></category>
		<category><![CDATA[mestrado em gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[telemedicina]]></category>
		<category><![CDATA[telesaude]]></category>
		<category><![CDATA[universidade alfonso X el Sabio]]></category>

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						<description><![CDATA[Palestrante é  professor da Universidade Alfonso X el Sábio (Espanha) e consultor da OMS]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No próximo dia 13 de julho será realizada a palestra "Desafios da Tele saúde depois da Pandemia ", a ser ministrada pelo Profº Dr. Manuel Grandal Martín. O palestrante é professor na Universidade Alfonso X el Sabio- Madrid- Espanha, especialista em telemedicina e doenças raras, e é diretor-geral dos Hospitais e Infraestruturas do serviço de saúde de Madrid-Espanha, além de atuar como consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS). </p>
<p>O evento será no Auditório Gulerpe (Husm), às 17h30min. As inscrições são gratuitas podem ser feitas via <strong><a href="https://forms.gle/VvJti48DiBdAJ6pU9">formulário online</a></strong> . Haverá emissão de certificado. </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Quais os próximos passos da vacinação contra o coronavírus?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/quais-os-proximos-passos-da-vacinacao-contra-o-coronavirus</link>
				<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 12:17:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[4ª dose covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
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		<category><![CDATA[vacinação]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9375</guid>
						<description><![CDATA[Alterações no Plano Nacional de Imunização, atualização e chegada de novas vacinas e testes de medicamentos irão mudar o combate ao coronavírus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Das quatro ondas de infecções às quatro doses de vacina, foram muitos os acontecimentos ocorridos em mais de dois anos de pandemia do coronavírus. Segundo o <a style="text-decoration: none" href="https://especiais.g1.globo.com/bemestar/vacina/2021/mapa-brasil-vacina-covid/">consórcio de imprensa</a> que reúne dados das secretarias estaduais de saúde, mais de 179 milhões de brasileiros já receberam a primeira dose da vacina; mais de 167 milhões fizeram a segunda ou vacinas de dose única e mais de 100 milhões realizaram a terceira dose - o que, segundo o Plano Nacional de Imunização (PNI), corresponde atualmente ao ciclo básico de imunização contra o coronavírus.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As últimas mudanças do Ministério da Saúde em relação ao PNI incluíram a ampliação da terceira dose para adolescentes e da quarta dose para pessoas com idade a partir de 50 anos e uma dose adicional (quinta) para imunodeprimidos. A queda natural da imunidade seis meses após a vacina traz o questionamento sobre qual será o futuro da campanha de imunização.</p>
												<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/4-dose-1024x670.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida, em tons de azul e verde, de uma pessoa em uma estrada de terra no meio de uma paisagem. A estrada corta um gramado verde e desemboca no meio de duas montanhas. No meio das montanhas, ilustração de um frasco de vacina e uma seringa sobre uma estrela de doze pontas amarelo pastel. Na frente das montanhas, fileira de árvores do tipo pinheiros em tons de azul marinho e azul acinzentado. Sobre o gramado e ao lado da estrada, há uma placa de madeira em formato de flecha. O fundo é cinza." loading="lazy">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Professor do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e um dos <a style="text-decoration: none" href="https://veja.abril.com.br/saude/os-sete-cientistas-brasileiros-no-coracao-do-estudo-da-vacina-de-oxford/">cientistas brasileiros que participaram no desenvolvimento da vacina de Oxford</a>, Alexandre Schwarzbold apresenta duas hipóteses: a primeira seria realizar uma campanha de vacinação sazonal antes da chegada do inverno - período com maior incidência de vírus respiratórios, como a gripe (influenza A, B e C). A segunda é que, com a diminuição da circulação do vírus, a vacinação seja direcionada para perfis de risco como pessoas idosas e imunodeprimidas.</p>
<b id="docs-internal-guid-bdafcb7b-7fff-558d-8279-c2c126b7daa8" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ana Paula Seerig, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFSM e Secretária Adjunta de Saúde de Santa Maria, acredita que a campanha de vacinação contra o coronavírus passe a ser realizada no mesmo formato da vacina para gripe.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apesar de ainda não haver um posicionamento do Ministério da Saúde para a criação de uma campanha anual, mudanças futuras são uma certeza para a secretária. Ela relata que, com tantas alterações no decorrer da campanha, até mesmo os profissionais da saúde ficaram perdidos. “A gente brinca que hoje [a campanha] está assim, mas até de noite ou amanhã pode mudar. Com tantas mudanças, nós que somos profissionais da saúde, que lemos todas as notas e informações, às vezes temos que parar e pensar no que está acontecendo”, destaca.</p>

<h3>Pandemia e Endemia</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A diminuição do número de óbitos e de novos infectados por meio da vacinação fez com que o termo pós-pandemia se tornasse corriqueiro. Essa nomenclatura gera um debate sobre se o momento vivido atualmente seria uma epidemia, endemia e até se a pandemia realmente ficou no passado.</p>
<b id="docs-internal-guid-cfcf5954-7fff-f2fa-ca6d-a82f4b4105dc" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Como Schwarzbold explica, pandemia é uma epidemia - quando uma doença atinge diferentes localidades em nível municipal, estadual e nacional - em escala global. Já a endemia é quando a doença está dentro do seu nível histórico, controlada e sem risco de sobrecarregar o sistema de saúde.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O que torna difícil “bater o martelo” sobre a atual situação da Covid-19 é o fato de que o estágio de combate ao vírus muda de forma significativa ao redor do globo. O professor contextualiza que, ao mesmo tempo em que a China apresenta baixos índices epidêmicos por manter sua política de “<a style="text-decoration: none" href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2022/06/10/presidente-chines-defende-politica-anticovid-e-xangai-amplia-campanha-de-testes.htm">covid zero</a>”, alguns países africanos seguem com baixa cobertura vacinal e um número elevado de novos casos.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O pesquisador analisa que o Brasil, assim como Portugal, Espanha, Itália e outros países europeus, vive uma fase de transição entre pandemia e endemia por conta da sua ampla cobertura vacinal. Schwarzbold explica que, apesar da taxa de transmissão ser baixa em comparação com os momentos mais severos da pandemia, ela continua alta em comparação com outras doenças. “Antes da epidemia, não havia um vírus que se transmitisse tanto entre as pessoas. É preciso um organismo internacional, como a OMS, para dizer que o mundo inteiro está em nível endêmico. Existem alguns indicadores que apontam para uma endemia, mas eles precisam se manter estáveis por muito tempo”, ressalta.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um exemplo de local com nível endêmico, segundo o pesquisador, seria o município de Santa Maria, onde a Covid-19 não gera sobrecarga no sistema de saúde e também não apresenta taxa de transmissão muito maior do que outros vírus causadores de doenças respiratórias. No entanto, o professor ressalta que a grande circulação viral que se mantém em determinados locais do mundo pode gerar novas variantes capazes de trazer de volta o cenário epidêmico à cidade.</p>

<h3>Desigualdade e impactos na saúde pública</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Independentemente da nomenclatura - pandemia, epidemia, endemia - o caminho para que o coronavírus fique definitivamente para trás é mais distante do que deveria para algumas pessoas por conta da desigualdade. Segundo dados do site <a style="text-decoration: none" href="https://ourworldindata.org/explorers/coronavirus-data-explorer?facet=none&amp;Interval=Cumulative&amp;Relative+to+Population=true&amp;Color+by+test+positivity=false&amp;country=Low+income~High+income~Lower+middle+income~Upper+middle+income&amp;Metric=People+vaccinated">Our World In Data</a>, ligado à Universidade de Oxford, aproximadamente 80% da população de países considerados de alta renda receberam pelo menos uma dose da vacina. Em países classificados como baixa renda, menos de 18% da população já recebeu a primeira dose do esquema vacinal.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No entanto, não é preciso cruzar fronteiras internacionais para perceber essa desigualdade. De acordo com o <a style="text-decoration: none" href="https://especiais.g1.globo.com/bemestar/vacina/2021/mapa-brasil-vacina-covid/">Mapa da Vacinação</a>, no estado de São Paulo, quase 90% da população acima de 18 anos já fez a dose de reforço, enquanto em Roraima essa taxa é inferior a 22%.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em sua atuação na linha de frente contra o coronavírus, Ana Paula Seerig relata contrastes dentro do município de Santa Maria. “Quando a gente vai nas comunidades mais distantes ou que tem um acesso reduzido ao serviço de saúde, ainda vê pessoas que não fizeram nenhuma dose de vacina”, conta a secretária adjunta de saúde.&nbsp;</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo ela, a falta de infraestrutura como transporte urbano e a vulnerabilidade socioeconômica são os principais fatores que dificultam o acesso à vacinação por pessoas de regiões periféricas do município, que possui baixa cobertura de atenção primária (ações do sistema de saúde que visam prevenir doenças).</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além da dificuldade de acesso, a população mais pobre sofre os efeitos da doença de forma mais severa. “Quanto maior a desigualdade social, maior o risco à saúde. Uma pessoa com covid em um ambiente familiar que permita o isolamento, acesso a uma máscara de qualidade, à alimentação e à hidratação adequada é diferente de um paciente com covid em uma casa de dois cômodos, em que não é possível fazer o isolamento”, destaca Ana Paula.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A secretária adjunta de saúde ressalta o maior custo gerado no tratamento de casos graves da doença e até mesmo casos de <a style="font-size: 1rem;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align)" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/covid-longa-imprevisivel-e-debilitante/"><u>covid longa</u></a>, cujas consequências ainda não são totalmente conhecidas. Como gestora da equipe de saúde de Santa Maria, ela cita atendimentos a pessoas que contraíram a doença no ano passado e ainda apresentam dificuldades respiratórias, perda de memória e de olfato e que ainda precisam ser atendidas pelo sistema de saúde.</p>

<h3>Atualizações e novas ferramentas para enfrentar o vírus</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outra novidade a caminho é o processo de atualizações nas vacinas para abranger variantes que não existiam no início do seu desenvolvimento. O professor destaca que, com uma cobertura mais ampla das variantes e menor circulação viral, a imunidade coletiva se torna possível por meio da vacinação.</p>
<b id="docs-internal-guid-37c777db-7fff-22d5-7e9e-2dc2a49802d4" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A ômicron é a variante para qual os pesquisadores têm focado seus esforços, pelo fato de atualmente ser a que mais escapa do controle vacinal - apesar de a vacinação prevenir casos graves, ela não possui a mesma eficiência para diminuir a transmissibilidade. Além disso, a variante tem pelo menos quatro subvariantes. Segundo Schwarzbold, todas apresentam nível de gravidade semelhante à ômicron. “A atualização da plataforma serve para a vacina chegar na frente do vírus, para que ele não tenha tempo para mutar e que não se replique em quantidade suficiente para criar variantes de risco”, afirma o docente.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Alguns imunizantes ainda aguardam a aprovação da Anvisa para ingressarem no Plano Nacional de Imunização, como a vacina da Clover Biopharmaceuticals, que contou com a participação da UFSM em seus testes. O professor aponta que há possibilidade de o plano de vacinação contar com oito a dez fornecedores de imunizantes distintos, o que amplia as ferramentas de combate ao vírus. A parceria da UFSM com a Clover será retomada para os testes de uma vacina destinada para crianças com menos de cinco anos - que não são contempladas atualmente pelo PNI.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além das vacinas, a UFSM irá realizar teste de medicamentos para o tratamento do coronavírus ainda neste ano. Segundo o professor, os medicamentos em si ainda são segredos industriais de três empresas distintas. Um dos remédios será aplicado em pacientes com comorbidades logo no início da doença, com o objetivo de evitar que ela evolua para casos graves. Os outros dois serão utilizados para combater a doença em estágio grave.</p>

<h3>Inovações criadas durante a pandemia</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Se, por um lado, a pandemia foi um período de muitas adaptações, por outro, também trouxe muitos avanços no campo científico, que serão úteis para combater outras doenças. O primeiro a ser destacado por Schwarzbold são as vacinas genéticas, lançadas pela primeira vez no mercado após 20 anos de desenvolvimento em laboratórios.</p>
<b id="docs-internal-guid-1b492115-7fff-d2d0-e61e-b0d1ff5516cc" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com o pesquisador, a tecnologia inédita no desenvolvimento de vacinas apresentou grande eficácia e segurança e tende a se tornar cada vez mais comum. "A utilização dessas vacinas irá avançar muito. A Modena já está estudando aplicar a vacina genética para vários vírus. Nós vamos ver um avanço muito grande no controle das doenças virais nas próximas décadas”, destaca. A vacina contra a chikungunya é outra desenvolvida em plataforma genética e que já está disponível.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Uma das vacinas em desenvolvimento é para o vírus sincicial respiratório, que causa pneumonia em idosos e em bebês, além de ser um dos responsáveis pelo desenvolvimento de bronquiolite em recém-nascidos. Há também a vacina para a dengue, que a UFSM irá desenvolver juntamente com o Butantan. Outra imunizante que está em fase de desenvolvimento é para a prevenção de uma forma grave de herpes que pode causar meningite.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outra mudança foi a consolidação da aplicação heteróloga (com diferentes imunizantes), como por exemplo, receber a vacina da Coronavac na primeira e segunda dose e a da Pfizer na terceira. Apesar de conhecido, o conceito ainda não havia sido posto em prática de forma sistemática. Schwarzbold conta que, antes das pesquisas, a própria comunidade científica tinha dúvida sobre as consequências dessa aplicação, como queda na eficácia ou até mesmo efeitos colaterais graves. No entanto, os resultados dos estudos descartaram essas hipóteses. “As aplicações heterólogas - imunização com diferentes imunizantes - são as mais eficientes. Para o coronavírus, essa aplicação já é recomendada por muitos programas de imunização, inclusive do Brasil”, destaca.</p>
<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Bernardo Salcedo, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O descarte incorreto de máscaras provoca poluição ambiental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/descarte-incorreto-mascaras-poluicao-ambiental</link>
				<pubDate>Wed, 22 Jun 2022 13:01:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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						<description><![CDATA[A ação pode afetar toda a cadeia de animais aquáticos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O descarte incorreto de máscaras é mais um dos problemas provocados pela pandemia de Covid-19. Entre os anos de 2020 e 2021, a produção de equipamentos de proteção individual (EPIs) - particularmente as máscaras - expandiu-se na tentativa de atender à demanda populacional, uma vez que o uso foi essencial para prevenir a infecção provocada pelo coronavírus. O estudo <b><a style="text-decoration: none" href="https://pubs.acs.org/doi/full/10.1021/acs.est.0c02178">‘Repercussões da Pandemia COVID-19 no Uso e Gestão de Plásticos’</a>,</b> realizado por pesquisadores da Universidade de Aveiro, em Portugal, e divulgado pela revista <a style="text-decoration: none" href="https://pubs.acs.org/page/esthag/about.html"><b>Environmental Science &amp; Technology</b></a> (Ciência e Tecnologia Ambiental), destaca a estimativa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a utilização dos equipamentos de proteção apenas por parte de  profissionais de saúde: cerca de 89 milhões de máscaras cirúrgicas, 76 milhões de luvas e 1,6 milhão de óculos de proteção. </p><p dir="ltr"> </p><p>No entanto, a demanda pelo uso de EPIs não se restringiu à área da saúde. Com a <a href="https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/question-and-answers-hub/q-a-detail/coronavirus-disease-covid-19-masks">recomendação da OMS</a>, o uso de máscaras passou a ser obrigatório para a população em geral - em torno de 7,8 bilhões de indivíduos no mundo. Como apresentado no estudo, o consumo mensal de máscaras faciais - até junho de 2020 - foi de 129 bilhões de unidades. Na mesma linha, em três de julho de 2020, a Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde informou sobre o <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2243084">Projeto de Lei nº 1.562,</a> que destacava a obrigatoriedade do uso de máscaras faciais para circulação em espaços públicos e privados. A mesma notícia ressalta o dever do Poder Executivo em veicular campanhas publicitárias de interesse público e informar a necessidade do uso de máscaras de proteção individual, bem como a forma correta de descarte do material.</p>		
												<img width="1024" height="669" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/capa_Mascaras2-1024x669.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida em tom saturado, de uma máscara branca molhada sobre asfalto. A máscara está na metade esquerda da imagem, ao lado de meio fio amarelo. O chão está molhado e há uma poça de água pequena perto da água. A máscara branca está dobrada do meio, suja e molhada." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em conteúdo produzido pela<b> <a style="text-decoration: none" href="https://saude.rs.gov.br/saiba-como-descartar-e-higienizar-corretamente-as-mascaras-de-protecao">Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul em 2020</a>,</b> destaca-se que o descarte de máscaras usadas, de acordo com o setor de Controle de Infecções da Vigilância Sanitária do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), deve ser com o material embalado em saco plástico e colocado no lixo do banheiro. Caso a lixeira já esteja com saco plástico, a máscara não precisa ser colocada em outro. Além disso, esse tipo de resíduo não deve ser misturado com materiais recicláveis. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em entrevista à Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, a diretora do CEVS, Rosângela Sobieszczanski, informa: “Quando a pessoa estiver fora de casa, as máscaras usadas não devem ser colocadas nas lixeiras das ruas, pois deixam o material potencialmente contaminado exposto aos catadores de resíduos sólidos”. A recomendação feita por Rosângela é: “guardá-las em um saco plástico e colocá-las no lixo do banheiro ao chegar em casa ou então, alternativamente, em lixeiras de banheiros públicos. Dificilmente alguém mexe nesses lixos", destaca. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A <b><a style="text-decoration: none" href="https://cetesb.sp.gov.br/blog/2020/11/23/voce-sabe-como-usar-e-descartar-as-mascaras-de-protecao-contra-a-covid-19/">Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb)</a> </b>apresentou, no mesmo ano, formas de como descartar as máscaras faciais. A orientação da companhia paulista se assemelha à gaúcha, ao indicar a forma de descarte, que deve ser feita com a máscara atada e colocada na lixeira do banheiro com tampa. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ana Beatris Souza de Deus Brusa, professora na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e doutora em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), explica que as máscaras usadas para prevenir a Covid-19 são consideradas resíduos sólidos. A docente do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental destaca que, a partir de medidas de prevenção iniciadas em 2020, as pessoas adquiriram novos costumes, como comprar lenços descartáveis, embalagens de álcool em gel e máscaras faciais, o que provocou um incremento na geração de resíduos sólidos.</p>		
			<h3>Afinal, o que é resíduo sólido?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O resíduo sólido não compreende somente objetos como latas, garrafas pet e matéria orgânica. Como estabelecido pela <b><a style="text-decoration: none" href="https://analiticaqmcresiduos.paginas.ufsc.br/files/2014/07/Nbr-10004-2004-Classificacao-De-Residuos-Solidos.pdf">Norma Brasileira (NBR) 10.004/2004</a>,</b> resíduos sólidos são aqueles encontrados nos estados sólido e semi-sólido, que são de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola e de serviços gerais. Incluem-se nesta definição os lodos de precedência de sistemas de tratamento de água - gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, da mesma forma que determinados líquidos (como óleo hidráulico e solventes), que não podem ser lançados na rede pública de esgoto sem passar por tratamento adequado.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O descarte de máscaras afeta o meio ambiente. No Brasil, a recomendação foi de que as máscaras e demais materiais contaminados pela Covid-19 devem ser encaminhados a locais de disposição final, ou seja, o aterro sanitário. No entanto, muitas máscaras não têm chegado a esses destinos, pois são descartadas - pela população em geral - em vias públicas, em cursos d'água, em locais com vegetação e em zonas litorâneas. Esse problema pode estar atrelado à falta de iniciativas, por parte do poder público, em controlar o descarte desses materiais. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>No decorrer da apuração da reportagem a equipe da Revista Arco registrou imagens de descarte irregular de máscaras nos bairros Camobi e Centro de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Na composição a seguir, os registros das máscaras jogadas no chão.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="669" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Mascaras_meio-1024x669.jpg" alt="Descrição da imagem: Colagem horizontal e colorida de doze fotografias quadradas. Nas fotografias, máscaras descartadas em calçadas, gramados e em asfalto. As máscaras tem cores branca, preta, azul forte, azul clara e rosa. São do tipo cirúrgica, pff2 e de pano." loading="lazy" />											<figcaption>Fotos: máscaras descartadas irregularmente em Santa Maria - Rio Grande do Sul | Gustavo Salin Nuh</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As máscaras descartadas inadequadamente em espaços públicos fazem parte do cotidiano santa-mariense. Mas cenas como essas podem ser evitadas. Um exemplo é a iniciativa da <a style="text-decoration: none" href="https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2021/09/15/calcadao-recebe-lixeiras-exclusivas-para-o-descarte-de-mascaras-no-centro-de-presidente-prudente.ghtml"><b>prefeitura de Presidente Prudente, São Paulo</b></a>, que adaptou lixeiras para funcionar como ponto de coleta desses materiais. O objetivo é impedir a contaminação e a disseminação do coronavírus, além de garantir a proteção ao meio ambiente e à saúde pública. A iniciativa está vinculada à lei municipal daquela cidade, <a style="text-decoration: none" href="http://www.presidenteprudente.sp.gov.br/site/leis_decretos_detalhe.xhtml?t=2&amp;a=2021&amp;n=10393&amp;c="><b>10.393/2021</b></a>, que estabelece normas para descarte adequado de máscara de proteção e demais produtos, assim como fixa o devido descarte do lixo domiciliar em locais adequados. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O erro em torno do descarte de máscaras está na falta de orientação, que deveria ser passada à população. A informação divulgada em campanhas como a do governo gaúcho e da Cetesb é de que o descarte das máscaras deveria ser feito na lixeira comum de banheiros. Além disso, Ana Beatris relembra que, no Brasil, houve pequenas iniciativas de reciclagem de máscaras. Em 2020, em Santa Maria, o Hospital Universitário (HUSM) da cidade desenvolveu um <a style="font-size: 1rem;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align)" href="https://www.ufsm.br/2020/04/14/husm-desenvolve-projeto-para-reesterilizacao-de-mascaras-n95/">projeto de reesterilização e reaproveitamento de EPIs</a> com a intenção de suprir a escassez de equipamentos de proteção. Por consequência, o descarte de máscaras pôde ser reduzido.</p>		
			<h3>Como seria o descarte ideal?</h3>		
		<p>O ideal, segundo Ana Beatris, seria coletar e encaminhar as máscaras para a usina de triagem. O material precisa permanecer em quarentena - quando ficam, no mínimo, cinco dias separados dos demais para evitar a propagação de doenças - e, após, ser manipulado, triturado e levado à reciclagem. Esses materiais podem ser usados como enchimento de colchão e edredom. Entretanto, quando as máscaras estão contaminadas pela covid-19 esta opção não é válida e estes resíduos devem ser descartados como resíduo de serviço de saúde.</p>		
			<h3>O descarte de máscaras e os animais</h3>		
		<p>Animais como tartarugas marinhas e aves em geral ingerem as máscaras ao confundi-las com alimento. Isso pode atingir toda a cadeia envolvendo os animais aquáticos. A <a href="http://www.ibama.gov.br/residuos/controle-de-residuos/politica-nacional-de-residuos-solidos-pnrs">Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) - Lei nº 12.305/2010</a> está presente no site oficial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Ana Beatris assinala que a política deve ser aplicada, não apenas revista.</p>		
									<figure>
										<img width="951" height="951" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/foto2_descarte_mascara.png" alt="Descrição da imagem: fotografia vertical e colorida, em tons de azul e de verde, de um cavalo marinho pequeno com uma máscara cirúrgica descartável presa no rabo. A máscara tem cor azul clara. O fundo é o mar, em tom azul bic na parte superior, e verde turquesa na parte inferior." loading="lazy" />											<figcaption>Foto: Ocean Photography Awards | Nicholas Samaras</figcaption>
										</figure>
		<p>O material ingerido por animais marinhos fica preso no aparelho digestivo, o que lhes causa confusão e dá uma sensação de saciedade. Por conta disso, o animal não tem mais vontade de se alimentar e morre por inanição. Outras espécies, como as aves, sofrem com os elásticos presentes nas máscaras, que se  prendem aos bicos.<a href="https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2022/02/28/campanha-mundial-pede-que-elasticos-de-mascaras-sejam-cortados.ghtml"> Elastic Cut é uma campanha</a> iniciada no Reino Unido, e a iniciativa incentiva o descarte do acessório com elásticos cortados, o que evitaria a asfixia de muitas espécies.</p><p> </p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 33.3333%"> Como é sugerido o descarte de máscaras</td><td style="width: 33.3333%"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-left: 36pt;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O descarte ideal de máscaras</p></td><td style="width: 33.3333%"> O descarte de máscaras e os animais</td></tr><tr><td style="width: 33.3333%"><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">A máscara usada deve ser embrulhada em saco plástico ou em papel e ser descartada no lixo do banheiro;</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Caso a lixeira já esteja com saco plástico, a máscara não precisa ser colocada em outro;</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Esse tipo de resíduo não deve ser misturado com materiais recicláveis;</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Quando a pessoa estiver fora de casa a recomendação é guardar a máscara em um saco plástico e colocá-la no lixo do banheiro quando chegar em casa ou descartá-la no lixo de banheiros públicos.</p></li></ul></td><td style="width: 33.3333%"><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">As máscaras devem ser coletadas e encaminhadas para a usina de triagem, ficar em quarentena e, após, ser manipuladas, trituradas e levadas à reciclagem.</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Caso não exista essa possibilidade, deve-se recorrer à alternativa anterior.</p></li></ul></td><td style="width: 33.3333%"><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">As alças das máscaras devem ser cortadas antes de descartadas. </p></li></ul></td></tr></tbody></table><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem: </strong>Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><strong><em>Apuração: </em></strong><em>Gustavo Salin Nuh e Karoline Rosa, acadêmicos de Jornalismo e voluntários;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Sociedade do Cansaço: como enfrentar os sintomas de uma enfermidade psicossocial?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/sociedade-do-cansaco</link>
				<pubDate>Fri, 27 May 2022 16:38:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[arco entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Burnout]]></category>
		<category><![CDATA[byung-chul han]]></category>
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		<category><![CDATA[sociedade do cansaço]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9282</guid>
						<description><![CDATA[Em entrevista, a psicóloga Letícia Chagas fala sobre como a “sociedade do cansaço” afeta os indivíduos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt"><b><a style="text-decoration: none" href="https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5000148/mod_resource/content/1/Sociedade%20do%20cansa%C3%A7o.pdf">“A sociedade do cansaço”</a> </b>é o nome de um ensaio do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han sobre uma enfermidade que está acometendo a sociedade. Segundo os conceitos de Han, o cansaço é uma resposta do corpo para o excesso de positividade e cobrança que a sociedade impõe. Han reflete, em sua obra, sobre a violência da positividade, que é mais uma das articulações da sociedade do cansaço para produzir pessoas mecanizadas e centradas no que é essencial para um sistema capitalista: a busca pelo lucro. A cobrança pelo desempenho atinge as inseguranças dos indivíduos ao tentar trazer propósitos exagerados para o sucesso no trabalho. </p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/sociedade_do_cansaco_final-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de um homem cansado, com as costas curvadas. Ele tem pele branca, cabelos curtos e loiros, olhos escuros, olheiras grandes; veste camisa social azul acinzentada, gravata vermelha, calça cinza clara e calçado marrom. Ao redor da cabeça, dois círculos em elipse com elementos espalhados: bico de luz, lápis, notebook e duas engrenagens. Ele está com os braços para baixo e as costas curvadas. Está em uma porta aberta na cor marrom claro. Ao lado da porta, chaveiro marrom acinzentado. A parede é cinza." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia Chagas, mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), foi uma das responsáveis por ministrar uma palestra no início de 2022, organizada pela Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED) da UFSM,  com o título “Sociedade do cansaço: crise e esgotamento”.  De acordo com a psicóloga, as pessoas estão condicionadas à busca pelo sucesso, seja qual for o custo. Para ela, vivemos em uma sociedade que faz crer que impor limites é um retrocesso e que as pessoas são capazes de alcançar tudo e que, para isso, só basta esforço. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia ainda explica que é natural que uma sociedade que pensa em produzir, comparar e vencer o tempo todo tenha sintomas do cansaço escancarados entre seus indivíduos. As consequências dessa nova dinâmica são percebidas no íntimo das pessoas envolvidas. Confira mais das ideias da psicóloga sobre os desdobramentos desse fenômeno psicossocial na entrevista que ela concedeu para a Arco:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: Com a eclosão da Covid-19, houve a migração da realidade de estudos, trabalho e relações para o mundo virtual. Como você avalia essa imersão no mundo digital causada pela pandemia da Covid-19?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: Por mais que a internet tenha possibilitado que as pessoas seguissem suas atividades e interagissem umas com as outras, essa imersão profunda no mundo digital gerou consequências irreversíveis para a sociedade. Estar o tempo todo conectado com o mundo digital provocou um cansaço excessivo e, com isso, uma série de distúrbios de saúde, como sedentarismo, miopia, transtorno de desvio de atenção, depressão, dismorfia corporal e ansiedade.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Além disso, esse contato constante com as redes sociais promove cada vez mais a “sociedade do igual” que tenta se homogeneizar, seja pela comparação nas mídias seja pela tentativa (bem sucedida) capitalista de vender sempre os mesmos produtos.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 35pt;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: Pensando no conceito de “Sociedade de Desempenho” de Han, quais efeitos psicológicos são gerados pela cobrança por uma produtividade constante, mesmo em tempos caóticos?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: A “Sociedade de Desempenho” conceitua um meio social que cobra constantemente por produtividade e resultado dos seus indivíduos. Além disso, as pessoas se colocam em uma posição de autoexploração, permeada de medo, pressão e angústia.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A autoexploração é um fenômeno que ocorre em decorrência do hiperconsumo, que é uma busca incessante por multiplicar bens e nunca se satisfazer com aquilo que se adquire.</p><p><b id="docs-internal-guid-84f34dc2-7fff-0057-7e41-d2e05e36537b" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: É possível delimitar fronteiras quando o ambiente de trabalho migra para casa? Como fazê-lo?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: Quando o ambiente de produção se funde com o ambiente de lazer, não há pausas ou limites e o indivíduo fica condicionado a produzir mais do que deveria. Algumas dicas para evitar essa fusão são: a delimitação de espaços, a definição de horários e o autoconhecimento.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 35pt;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: O sonho da liberdade e da capacidade de fazer tudo é um estímulo psicológico ou consiste em uma estratégia capitalista para impulsionar o desempenho no trabalho?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: A capacidade de fazer tudo é algo que pode, muitas vezes, tornar-se frustrante. A pessoa que tem consciência que é capaz de tudo e exige de si mesma o desempenho em uma série de tarefas acaba enraizando uma cobrança que a priva de lazer e descanso, atividades fundamentais para a saúde física e mental.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Essa autocobrança pode gerar consequências psicológicas graves e está severamente atrelada com o fundamento de uma sociedade capitalista. Na expressão “tempo é dinheiro”, observamos de forma clara essa exigência por produção e desempenho como condição para a existência de cidadão em uma sociedade que gira em torno do trabalho.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: O que é o “burnout”?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: O “burnout” é uma palavra da língua inglesa que pode ser traduzida como “esgotamento”. O burnout ocorre como uma resposta do corpo para as multitarefas - ato de realizar múltiplas atividades ao mesmo tempo - que causa desgaste físico e psíquico.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Esses desgastes ocorrem com a enorme perda de energia do cérebro para romper conexões neuronais no revezamento constante de atividades. Para que o cérebro direcione o foco em uma tarefa, uma ligação é feita, e no momento em que a atenção é desviada por uma notificação do celular, por exemplo, essa conexão precisa ser quebrada e posteriormente, ser refeita.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Todo esse processo usa uma quantidade muito grande de energia e pode acarretar na perda de informações importantes entre uma conexão e outra. O burnout vem então, como um alerta, quase como se fosse o corpo dizendo "pare e descanse".</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: E quais estratégias podem ser utilizadas para evitá-lo?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: Para que o corpo não precise atingir o estado de alerta, é essencial estabelecer horários de descanso, não exceder horas de trabalho, praticar atividade física, delimitar tempo de lazer e, acima de tudo, ser gentil consigo mesmo.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: Você poderia citar sintomas psicológicos característicos da sociedade do cansaço?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: A sociedade do cansaço apresenta distúrbios que têm alguns sintomas fáceis de serem identificados: o cansaço excessivo, a ansiedade, as informações fragmentadas, a violência neuronal - excesso de positividade e produção que geram reações de rejeição no corpo-, os problemas de comunicação, a depressão e o burnout.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: Quais consequências vemos em uma sociedade cansada?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: Uma sociedade cansada está constantemente mais propensa a adoecer e acometer -se a sintomas gerais do cansaço e do esgotamento mental.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: A sociedade do cansaço está relacionada somente com o contexto digital?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: A sociedade do cansaço já existia antes da era digital, quando os sintomas já eram diagnosticados por conta do pensamento capitalista. Apesar disso, o contexto digital potencializou de forma exponencial a sociedade do cansaço e as multitarefas.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: Tem como não se sentir uma pessoa 'cansada' em uma sociedade que está cansada?</p><p>Letícia: Não se sentir uma pessoa cansada em meio a uma sociedade cansada é praticamente impossível. Acontece que os sintomas desse distúrbio refletem em todos os indivíduos e a cobrança por produtividade e sucesso é quase geral.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Entrevista:</strong> Isadora Pellegrini, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Vinícius Bandeira, acadêmico de Desenho Industrial e estagiário;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Quebra de patentes pode ser usada em casos de emergências de saúde nacionais ou internacionais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/quebra-de-patentes</link>
				<pubDate>Wed, 04 May 2022 14:30:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[quebra de patentes]]></category>
		<category><![CDATA[quebra de patentes covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas covid-19]]></category>

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						<description><![CDATA[Lei que garante licenciamento compulsório não será aplicada nas vacinas contra a Covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em setembro de 2021, foi sancionada, com vetos, a lei que autoriza a quebra de patentes (também chamada de licenciamento compulsório) das vacinas e medicamentos para enfrentamento de emergências de saúde, nacionais ou internacionais.  Segundo a <a style="text-decoration: none" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2021-09/lei-que-quebra-patentes-de-vacinas-e-sancionada-com-vetos"><b>Agência Brasil</b></a>, a alteração da <a style="text-decoration: none" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9279.htm"><b>Lei de Propriedade Industrial</b></a> estabelece a licença compulsória temporária para as patentes ou pedidos de patentes, caso ainda não obtida, sem prejuízo dos direitos do titular, que terá direito a 1,5% sobre o preço líquido de venda do produto até que seu valor venha a ser efetivamente estabelecido. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No entanto, ainda conforme a Agência Brasil, o licenciamento compulsório será feito caso a caso e não será aplicado no Brasil para o enfrentamento da pandemia de Covid-19, já que, no caso nacional, há fornecimento e produção de vacinas em quantidade suficiente. </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Ilustracao_Sem_Titulo-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de uma tela quebrada com título ao centro. A ilustração está nos tons de cinza e azul marinho. No centro, em caixa alta, letras grandes e na cor azul marinho, a frase &quot;Quebra das patentes de vacinas&quot;, com destaque de tamanho maior para a palavra &quot;Patentes&quot;. No centro da palavra patentes, efeito de vidro quebrado que se expande para todas as extremidades da ilustração. O fundo é cinza e os detalhes do efeito trincado são brancos." loading="lazy" />														
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">O que são patentes?</p></h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Por definição, uma patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, concedido pelo Estado aos inventores, autores ou pessoas jurídicas detentoras dos direitos sobre a criação. </p><p><b id="docs-internal-guid-5bfedf05-7fff-2f99-34e2-b519dafc5407" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo Lucio Dorneles, professor do Departamento de Física da UFSM e Chefe do Núcleo de Propriedade Intelectual na Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agittec) da UFSM, o sistema de patentes concede aos inventores o direito de controlar a exploração da sua invenção por um tempo de, aproximadamente, 20 anos. Para que isso seja possível, o inventor tem o compromisso de descrever tudo aquilo que é importante para fazer a invenção funcionar. “O inventor se compromete a descrever em detalhes a tecnologia e isso permite que essa tecnologia avance com o tempo, pois outros inventores vão pegar aquela tecnologia e criar uma invenção em cima dela e melhorar, deixar mais barato ou eficiente”, afirma o professor.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em termos legais, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) coloca que patente é um documento que descreve uma invenção e cria uma situação legal que pode ser explorada somente com a autorização do titular da patente. Configura-se como o documento que concede a possibilidade de alguém explorar aquilo que inventou ou aquilo de que é titular.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O processo de patentear algo é feito exclusivamente pela internet, por meio da plataforma online <a style="text-decoration: none" href="https://gru.inpi.gov.br/peticionamentoeletronico/"><b>e-Patentes</b></a>. O pedido de patente deverá conter uma série de relatórios técnicos e descritivos em relação ao produto a ser patenteado. Só podem ser patenteados produtos ou processos, coisas que a indústria pode fazer. Regras de jogo, métodos financeiros, processos terapêuticos, ideias ou concepções abstratas que não podem ser produzidas na indústria não podem ser patenteados. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>O processo de patentear um produto se dá com o inventor ou empresa fazendo a descrição da tecnologia e entregando o documento ao INPI. Esse documento fica em sigilo por 18 meses e, nesse meio tempo, o instituto analisa o pedido e concede, ou não, a patente. No <a href="https://www.gov.br/inpi/pt-br">site do INPI</a>, é possível encontrar detalhes e perguntas frequentes sobre todo o processo de patentear um produto.</p>		
			<h3>O que são as quebras de patentes?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A quebra de patente se refere à licença compulsória, prevista na Lei de Propriedade Industrial, que significa uma suspensão temporária do direito de exclusividade do titular de uma patente, o que permite, a terceiros, a produção, uso, venda ou importação do produto ou processo patenteado, desde que tenha sido colocado no mercado diretamente pelo titular ou com o seu consentimento.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na legislação brasileira existe mais de uma situação em que o licenciamento compulsório pode ser aplicado. Ele pode ocorrer quando, por exemplo, são excedidos os direitos ou estes são utilizados de forma abusiva, ou quando a comercialização não satisfaz as necessidades do mercado. O artigo 68 da Lei nº 9.279 aponta que uma das razões em que pode haver um licenciamento compulsório é a “não exploração em território nacional por falta de fabricação, fabricação incompleta do produto, ou a falta de uso integral do processo patenteado, ressalvados os casos de inviabilidade econômica, quando será admitida a importação”. Quando a patente é concedida no Brasil, o produto patenteado deve ser explorado e fabricado no país.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Já o artigo 71, alterado em 2021, indica as questões referentes ao licenciamento compulsório nos casos de emergência nacional, internacional ou de interesse público. “Antes dessa mudança, nós não falávamos em emergência internacional porque não tínhamos vivido ainda algo semelhante ao que estamos vivendo com a Covid-19”, afirma Maria Cristina D’ornellas, docente do curso de Direito da UFSM e doutora em comércio internacional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).</p>		
			<h3>A quebra de patente das vacinas contra a Covid-19</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A discussão em relação à quebra de patentes veio à tona recentemente por conta da crise de saúde pública que o mundo vive com a pandemia de coronavírus. Segundo a professora Maria Cristina, um licenciamento compulsório seria benéfico porque possibilitaria o acesso do maior número de pessoas à vacina, que mais empresas produzissem a vacina e que houvesse maior disponibilidade do produto no mercado. Assim, a população não ficaria à mercê de determinadas indústrias farmacêuticas, que podem estipular o valor desejado para o produto em um cenário de necessidade como o da pandemia e de uma grande procura diante de uma oferta limitada. “Essa indústria farmacêutica não precisa nem estar mal intencionada no sentido de limitar a produção propositalmente, mas ela não consegue atender o mundo inteiro. Então, se há esse licenciamento compulsório, outros poderão produzir aquilo que ela desenvolveu, possibilitando aí uma oferta bem maior no mercado”, reitera a jurista.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo Maria Cristina, o Brasil é um país em desenvolvimento que tem meios e tecnologia para produzir aquilo que foi criado numa outra localidade e chegar no mesmo resultado. No entanto, há países que, mesmo com licenciamento compulsório, não detêm a tecnologia necessária para, por exemplo, a produção de vacinas contra a Covid-19. Mesmo assim, a quebra das patentes facilitaria a produção dos medicamentos com excedente por aqueles países que têm tecnologia - contemplando, assim, por meio da exportação, os demais países.  “A quebra de patentes das vacinas contra a Covid-19 abre a possibilidade para que, num caso de emergência, o povo não fique desamparado”, declara Lucio.</p><p dir="ltr"><strong><em>Expediente:</em></strong></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Reportagem:</strong> Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Design gráfico:</strong> Joana Ancinello, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Mídias sociais: </strong>Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista;&nbsp; Ludilla Naivaz acadêmica de Relações Públicas e bolsista; </em><em style="font-size: 16px;text-align: var(--bs-body-text-align)">Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos&nbsp;</em><em style="font-size: 1rem;text-align: var(--bs-body-text-align)">Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O direito internacional e as crises de saúde pública</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-direito-internacional-e-as-crises-de-saude-publica-2</link>
				<pubDate>Fri, 29 Apr 2022 16:18:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[impressa]]></category>
		<category><![CDATA[arco impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[crise de saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[Deisy Ventura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[direito internacional]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9220</guid>
						<description><![CDATA[Pioneira no estudo de pandemias pela área das Ciências Sociais Aplicadas, Deisy Ventura tornou-se importante voz na defesa dos direitos humanos durante a Covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Até pouco tempo atrás, a ligação entre as áreas do direito e da saúde parecia incompreensível para muitas pessoas. Mas, em 2020, a pandemia de Covid-19 mostrou ao mundo que as ciências jurídicas e as crises emergenciais de saúde global têm mais em comum do que se imaginava. A jurista Deisy Ventura, graduada em Direito pela UFSM em 1989, estuda a relação entre pandemias e o direito internacional desde 2008 e é uma das vanguardistas na área da regulamentação internacional da saúde. Atualmente, Deisy é professora e coordenadora do doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade na USP.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Volver-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de mulher sentada em frente a um microfone. Ela tem pele branca, rosto redondo, nariz e boca médios. Tem cabelos curtos, na altura do ombro, encaracolados e na cor castanho escuro. Tem sobrancelhas grossas e usa um delineado vermelho. Usa brinco de argola vermelha e colar com pingente de argola vermelha. Veste camisa cinza sobre decote vermelho. Está atrás de uma mesa com tampo marrom, em frente a um microfone cinza em um tripé na mesma cor. Está com as mãos para o alto, aos lados do microfone. O fundo é branco." loading="lazy" />														
		<p>Ainda na UFSM, entre os anos de 1994 e 1996, Deisy fez o mestrado em Integração Latino-Americana, temática que estava em alta na época, pois se tratavam dos anos iniciais do Mercosul. A professora conta que esse mestrado multidisciplinar, que envolvia principalmente as áreas de Direito, Economia e História, possibilitou que ela descobrisse a área da integração regional, na qual acabou trabalhando por mais de 15 anos. “O mestrado na UFSM me abriu os olhos para um processo que estava acontecendo na região e no mundo e me deu a base para que eu pudesse me candidatar ao processo seletivo na Sorbonne. Foi definitivo para mim”, conta a jurista. Na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, localizada na França, Deisy concluiu um segundo mestrado e um doutorado em Direito Internacional.</p><p>Após a finalização do doutorado, Deisy trabalhou durante três anos na Secretaria do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai. Foi ali, lidando com as negociações do bloco, que a jurista conheceu os negociadores da saúde. Na época, algumas questões sobre normas de circulação de alimentos na Europa surgiram, devido à encefalopatia espongiforme bovina, doença cerebral que acometeu diversos rebanhos de bovinos adultos. Os seres humanos adquiriam a doença por meio da ingestão de produtos de carne contaminada. Com isso, <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/entrevista-deisy-ventura/" target="_blank" rel="noopener"><u>a relação entre o direito e a saúde</u></a> passou a ser mais valorizada, e foi a partir daí que Deisy começou a pesquisar sobre o tema, o que já faz há mais de 20 anos.</p><p>A jurista decidiu dedicar seus estudos plenamente a questões sanitárias quando foi aprovada como docente na USP, onde trabalhou inicialmente com temas de integração regional e saúde, sobre o princípio da precaução e as crises sanitárias. Então, em 2008, quando houve a pandemia de H1N1, a professora se envolveu com os aspectos jurídicos da gripe. O seu primeiro artigo sobre pandemias foi publicado em 2009. Em 2012, Deisy fez sua livre-docência em direito internacional sobre a gripe H1N1 na USP. “Muita gente não entendia o que era isso, aliás acho que a maior parte das pessoas entendeu mesmo o que eu pesquisava agora, todo mundo entendeu o impacto enorme que a pandemia tem sobre o direito e particularmente sobre os direitos humanos”, conta a egressa da UFSM.</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%">OS DIREITOS NA PANDEMIA<br style="color: #000000;font-size: 16px;background-color: #ffffff" />Durante a crise sanitária de Covid-19, Deisy se tornou uma voz muito potente na mídia no que se refere aos direitos da população. Ela é uma das articuladoras do Projeto Direitos na Pandemia, que tem como objetivo avaliar o impacto do coronavírus sobre os direitos humanos e, particularmente, analisar as normas jurídicas, a jurisprudência do Tribunal de Contas da União, do Supremo Tribunal Federal e ajudar a entender as consequências desse excesso de leis em relação à pandemia. São analisadas todas as normas, federais e<br style="color: #000000;font-size: 16px;background-color: #ffffff" />estaduais, não apenas aquelas relacionadas explicitamente à saúde, visando detectar os possíveis impactos negativos, para que nenhuma medida normativa seja excessiva e que a proteção dos direitos da população seja garantida.</td></tr></tbody></table><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo;</em><em><strong>Diagramação e ilustração:</strong> Filipe Duarte, acadêmico de Desenho Industrial</em><br /><em>Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Rede Básica</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/rede-basica</link>
				<pubDate>Mon, 11 Apr 2022 13:37:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[acesso à educação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Pública]]></category>
		<category><![CDATA[enem]]></category>
		<category><![CDATA[impressa]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
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		<category><![CDATA[produção audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[produção sonora]]></category>
		<category><![CDATA[rede básica]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8945</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da Universidade surge como alternativa
para estudantes sem acesso à internet]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Como consequência da pandemia do novo coronavírus, escolas do país inteiro precisaram se adaptar ao ensino remoto para proteger a comunidade escolar. Os recursos didáticos tradicionais, como livros, lousa e atividades em grupo, foram substituídos por um novo modelo educacional apoiado em metodologias voltadas para o digital. Um estudo da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) mostrou que aproximadamente 92% dos municípios brasileiros utilizaram o aplicativo de mensagens WhatsApp como espaço para orientações de atividades didáticas durante 2020. O problema é que em cidades com mais de 100 mil habitantes, como é o caso de Santa Maria, 53% dos estudantes tiveram dificuldades no acesso à internet e, assim, podem ter deixado de ter acesso à educação.

<img class="aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/capa_rede_basica-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de uma mulher sentada em frente a um computador, mesa de som e microfone. A ilustração está nas cores bege, rosa, verde turquesa e amarelo pastel. Na parte esquerda da imagem, de perfil, desenho de mulher de pele rosa, cabelos pretos, ondulados e compridos; ela tem olhos rosas, bochecha saliente e boca grande; usa fone de ouvido do tipo headset, na cor verde turquesa; veste camisa amarelo pastel; está com a mão esquerda apoiada no queixo. Em frente a boca dela, um microfone pendente, com o bocal em preto e estrutura e detalhes em verde turquesa. Em frente a ela, sobre uma mesa, mesa de som preta com botões diversos nas cores rosa claro, verde turquesa e amarelo pastel. Atrás, computador de mesa preto; na tela, programa de edição de som; a interface tem gráficos de volume e de som, nas cores rosa claro, amarelo pastel e verde turquesa; há um quadrado em preto com o título, em branco: &quot;UFSM EM REDE na educação básica&quot;. O fundo é texturizado em listras beges e verde turquesa." width="1024" height="668" />

Nesse contexto, o projeto UFSM em REDE com a Educação Básica, ou Rede Básica, atua na produção de materiais didático-curriculares que possam ser veiculados por canais de TV aberta e em emissoras de rádio para alcançar discentes do ensino básico que não tenham acesso aos ambientes virtuais. Além da Universidade, o projeto conta com a parceria da Secretaria do Município de Educação de Santa Maria (SMED/SM) e da Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul (SEDUC/RS). A professora Regina Bathelt, coordenadora do projeto, ressalta a  importância da iniciativa: “Não basta nós oferecermos as plataformas e ferramentas digitais se as diferentes realidades dos nossos estudantes não permitem o acesso a elas. Nesse caso, o rádio é a ferramenta que pode garantir a equivalência de oportunidades”.

Professores habituados a trabalhar com metodologias de ensino presenciais precisaram se adaptar ao ensino a distância de maneira que a qualidade não fosse comprometida. Para essa adequação, a Universidade ofertou treinamentos e capacitações técnicas para os docentes e discentes bolsistas. Os participantes aprenderam técnicas de gravação de áudio e videoaulas com equipamentos próprios, como o celular e fones de ouvido comuns.

Deise Marzari, professora voluntária do projeto, lembra que chegou a se questionar sobre a dinâmica remota das ações, mas que foi  surpreendida com as possibilidades de recursos do áudio: “Não estar frente ao aluno causou certo estranhamento, mas com o tempo percebemos a importância e a diferença que os recursos tecnológicos fazem. Mesmo distante, a gente sente que pode, sim, chegar até eles”.

O Rede Básica tem em seu planejamento o trabalho com materiais didáticos nos formatos de áudio e vídeo, mas até o momento tem priorizado produções sonoras que são produzidas em casa pelos próprios professores. Regina Bathelt conta que as próximas gravações serão feitas com maior qualidade graças a equipamentos de gravação disponibilizados pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd).

Conheça duas ações do Rede Básica:
<h3>PREPARAÇÃO PARA O ENEM</h3>
O programa Espaço Rede Básica, veiculado na Rádio Universidade AM e na UniFM, estreou com a apresentação de três edições com dicas de conteúdos para o Enem 2020. De maneira didática, professores dos colégios Politécnico e CTISM explicam e resolvem questões das diversas áreas de conhecimentos.
<h3>PROMOTORES DA LEITURA</h3>
Idealizado pela SMED antes da pandemia, o projeto funcionava em um ônibus adaptado que levava voluntários até as escolas para fazer leituras aos alunos. Agora, essa dinâmica precisou ser modificada para o formato de áudio, em que os professores contam histórias curtas para crianças. As leituras são veiculadas nas rádios UniFM e Universidade AM, através do programa Espaço Rede Básica. Além da capacitação técnica para o formato de rádio, os voluntários passaram por formação sobre princípios e valores que se propagam nas histórias infantis.

<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Luis Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo;</em>

<em><strong>Ilustração e diagramação:</strong> Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial</em>

<em>Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O direito internacional e as crises de saúde pública</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-direito-internacional-e-as-crises-de-saude-publica</link>
				<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 19:26:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Volver]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Deisy Ventura]]></category>
		<category><![CDATA[direito internacional]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Revista impressa]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8963</guid>
						<description><![CDATA[Pioneira no estudo de pandemias pela área das Ciências Sociais Aplicadas, Deisy Ventura tornou-se importante voz na defesa dos direitos humanos durante a Covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Até pouco tempo atrás, a ligação entre as áreas do direito e da saúde parecia incompreensível para muitas pessoas. Mas, em 2020, a pandemia de Covid-19 mostrou ao mundo que as ciências jurídicas e as crises emergenciais de saúde global têm mais em comum do que se imaginava. A jurista Deisy Ventura, graduada em Direito pela UFSM em 1989, estuda a relação entre pandemias e o direito internacional desde 2008 e é uma das vanguardistas na área da regulamentação internacional da saúde. Atualmente, Deisy é professora e coordenadora do doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade na USP.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Volver-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de mulher sentada em frente a um microfone. Ela tem pele branca, rosto redondo, nariz e boca médios. Tem cabelos curtos, na altura do ombro, encaracolados e na cor castanho escuro. Tem sobrancelhas grossas e usa um delineado vermelho. Usa brinco de argola vermelha e colar com pingente de argola vermelha. Veste camisa cinza sobre decote vermelho. Está atrás de uma mesa com tampo marrom, em frente a um microfone cinza em um tripé na mesma cor. Está com as mãos para o alto, aos lados do microfone. O fundo é branco." loading="lazy" />														
		<p>Ainda na UFSM, entre os anos de 1994 e 1996, Deisy fez o mestrado em Integração Latino-Americana, temática que estava em alta na época, pois se tratavam dos anos iniciais do Mercosul. A professora conta que esse mestrado multidisciplinar, que envolvia principalmente as áreas de Direito, Economia e História, possibilitou que ela descobrisse a área da integração regional, na qual acabou trabalhando por mais de 15 anos. “O mestrado na UFSM me abriu os olhos para um processo que estava acontecendo na região e no mundo e me deu a base para que eu pudesse me candidatar ao processo seletivo na Sorbonne. Foi definitivo para mim”, conta a jurista. Na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, localizada na França, Deisy concluiu um segundo mestrado e um doutorado em Direito Internacional.</p>
<p>Após a finalização do doutorado, Deisy trabalhou durante três anos na Secretaria do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai. Foi ali, lidando com as negociações do bloco, que a jurista conheceu os negociadores da saúde. Na época, algumas questões sobre normas de circulação de alimentos na Europa surgiram, devido à encefalopatia espongiforme bovina, doença cerebral que acometeu diversos rebanhos de bovinos adultos. Os seres humanos adquiriam a doença por meio da ingestão de produtos de carne contaminada. Com isso,&nbsp;<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/entrevista-deisy-ventura/" target="_blank" rel="noopener">a relação entre o direito e a saúde</a>&nbsp;passou a ser mais valorizada, e foi a partir daí que Deisy começou a pesquisar sobre o tema, o que já faz há mais de 20 anos.</p>
<p>A jurista decidiu dedicar seus estudos plenamente a questões sanitárias quando foi aprovada como docente na USP, onde trabalhou inicialmente com temas de integração regional e saúde, sobre o princípio da precaução e as crises sanitárias. Então, em 2008, quando houve a pandemia de H1N1, a professora se envolveu com os aspectos jurídicos da gripe. O seu primeiro artigo sobre pandemias foi publicado em 2009. Em 2012, Deisy fez sua livre-docência em direito internacional sobre a gripe H1N1 na USP. “Muita gente não entendia o que era isso, aliás acho que a maior parte das pessoas entendeu mesmo o que eu pesquisava agora, todo mundo entendeu o impacto enorme que a pandemia tem sobre o direito e particularmente sobre os direitos humanos”, conta a egressa da UFSM.</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%"> <strong>OS DIREITOS NA PANDEMIA</strong><br />Durante a crise sanitária de Covid-19, Deisy se tornou uma voz muito potente na mídia no que se refere aos direitos da população. Ela é uma das articuladoras do Projeto Direitos na Pandemia, que tem como objetivo avaliar o impacto do coronavírus sobre os direitos humanos e, particularmente, analisar as normas jurídicas, a jurisprudência do Tribunal de Contas da União, do Supremo Tribunal Federal e ajudar a entender as consequências desse excesso de leis em relação à pandemia. São analisadas todas as normas, federais e<br />estaduais, não apenas aquelas relacionadas explicitamente à saúde, visando detectar os possíveis impactos negativos, para que nenhuma medida normativa seja excessiva e que a proteção dos direitos da população seja garantida.</td></tr></tbody></table><p> </p><strong><em>Expediente:</em></strong>
<em><strong>Reportagem:</strong> Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo;</em>
<em><strong>Diagramação e ilustração:</strong> Filipe Duarte, acadêmico de Desenho Industrial</em><br><em style="color: #000000;font-size: 16px">Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em><em><br></em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Trocando uma ideia com as plantas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/2022/02/23/trocando-uma-ideia-com-as-plantas</link>
				<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 19:42:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[jardinagem]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[plantas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/?p=41</guid>
						<description><![CDATA[Cresce o interesse dos brasileiros por jardinagem durante a pandemia, aliada para o enfrentamento de problemas da saúde mental durante a pandemia de COVID-19.&nbsp; Victor da Matta Praia Grande, SP Durante esse período prolongado e intenso de isolamento social, o espaço que ocupamos em nossas casas é colocado em xeque, nos fazendo repensar hábitos do [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center">Cresce o interesse dos brasileiros por jardinagem durante a pandemia, aliada para o enfrentamento de problemas da saúde mental durante a pandemia de COVID-19.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong><em>Victor da Matta</em></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Praia Grande, SP</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante esse período prolongado e intenso de isolamento social, o espaço que ocupamos em nossas casas é colocado em xeque, nos fazendo repensar hábitos do dia a dia para nos adaptarmos à nova realidade. No entanto, um dos impactos mais prejudiciais na vida das pessoas que procuram se prevenir da COVID-19, é na saúde mental. Segundo um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UERJ), os casos de depressão aumentaram 90% e o número de pessoas que relataram sintomas de ansiedade e estresse agudo duplicou desde Março de 2020. Sejam familiares, amigos ou colegas de trabalho, a distância, que já não era uma opção, passou a ser um dever de responsabilidade e cuidado. Por isso, algumas pessoas procuram reestruturar sua vida particular dentro de suas casas. A jardinagem é uma dessas transformações que vão além da mudança estética e passam a fazer mudanças na rotina de quem adota a prática. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo aponta uma pesquisa feita pelo <em>Google Trends</em> a busca pelo termo “kit de jardinagem” aumentou em 180% no Brasil desde o início do período de isolamento. Fator esse que pode ser dado pela falta de convívio no meio social, pela mudança brusca da rotina ou pela falta de atividades, que atinge várias pessoas levando a complicações na vida pessoal e a procura de novas maneiras de interação. Tanto para aqueles que encontram na natureza um refúgio de uma rotina muitas vezes sufocante, quanto para aqueles que não tinham o costume de plantar, a prática pode ser surpreendentemente terapêutica.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Trocando uma ideia com as plantas&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A secretária, Stephanie Nascimento, 22 anos, de Praia Grande (SP), não tinha o hábito de plantar. Sua mãe tinha um tomate cereja e uma muda de manjericão na varanda do seu apartamento e pra elas já era algo. Contudo, desde março de 2020, quando estourou a pandemia da COVID-19 no Brasil e começa então a primeira quarentena, muito mudou para Stephanie. Ela já não encarava sua rotina ou sua casa da mesma forma. Foi tomada algumas vezes por episódios de ansiedade e sentimento de solidão. Tudo mudou quando uma amiga a convidou para ir na loja Fênix, que segundo ela: “Me apaixonei de cara! Era tanta variedade, uma mais linda que a outra”. Levou para casa mudas, sementes, terra e vaso. Estava decidida a dar continuidade a hortinha que a mãe começou.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Hoje, com pelo menos cinquenta plantas, entre elas flores, frutas e vegetais - suas preferidas são as Begônias, as Orquídeas e uma Coleus, que ganhou de presente do seu namorado - ela se sente realizada. “Me dedico inteiramente a minhas plantas. Gosto de acordar e cuidar delas antes de ir pro trabalho, quando chego, tomo meu banho e vou direto para a varanda” reflete. A secretária ressalta que é um momento dela relaxar, não ficar pensando muito nas incertezas e se dedicar em manter aquelas plantinhas nutridas. Mas não apenas, ela também criou o costume de conversar com suas plantas, hábito que ajudou bastante em momentos de estresse agudo. “Eu converso com elas porque acredito que há uma troca. Eu cuido delas e no final elas me dão o melhor tomate cereja, a flor mais bonita e o melhor ar para minha casa. Pra mim, todo afeto e carinho que dou são retribuídos da forma mais linda que é a da natureza”, afirma Stephanie. Com o intuito de incentivar seus próximos, criou um instagram para divulgar o seu convívio com suas plantas (@meuverde.lar), para mostrar como pode ser favorável e benéfico ter sua própria horta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Hortoterapia</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Como forma eficaz de combater o estresse, a depressão e o sedentarismo, fatores muito presentes na vida dos brasileiros durante a pandemia do coronavírus, a jardinagem tem sido cada vez mais utilizada como auxiliar para a manutenção da saúde mental. Já existe há muito tempo  um debate sobre o conceito de Hortoterapia, (consiste na contemplação e/ou envolvimento com a natureza a partir de um jardim, horta ou pomar), que mesmo sem comprovação científica, vem ganhando espaço como estratégia de promoção da saúde. Já é bastante utilizada para cuidar de idosos, para o tratamento de dependentes químicos e pessoas que sofrem com transtornos mentais. Exatamente por estimular a criatividade, a memória, a atividade motora, concebendo um efeito motivador e relaxante.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Repórter:</strong> Victor da Matta</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Edição digital e publicação: </strong>Emily Calderaro (monitora)</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Professor responsável: </strong>Reges Schwaab</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso </em>em 2021/1, período em que trabalhamos de modo remoto em razão da pandemia do novo coronavírus.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Contato:</strong><a href="mailto:meiomundo@ufsm.br">meiomundo@ufsm.br</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pets deixaram o isolamento mais leve</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/2022/02/23/pets-deixam-isolamento-mais-leve</link>
				<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 19:35:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[pet]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/?p=40</guid>
						<description><![CDATA[A mudança de rotina causada pelo isolamento pode estressar felinos, mas o convívio com eles pode acalmar os humanos. Marcos Pellegatti Santa Cruz do Rio Pardo/SP Seja gato ou cachorro, um animal de estimação é sempre uma ótima companhia, principalmente com o isolamento social causado pela pandemia de covid-19 a partir de março de 2020. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center">A mudança de rotina causada pelo isolamento pode estressar felinos, mas o convívio com eles pode acalmar os humanos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong><em>Marcos Pellegatti</em></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Santa Cruz do Rio Pardo/SP</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Seja gato ou cachorro, um animal de estimação é sempre uma ótima companhia, principalmente com o isolamento social causado pela pandemia de covid-19 a partir de março de 2020. Com o intuito de diminuir a circulação do vírus e de não se contaminar, muitas pessoas ainda estão trabalhando remotamente ou tendo aulas online. Com mais tempo em casa, os amados pets passaram a ter mais tempo com seus donos. Esse contato mais intenso pode aliviar o estresse do isolamento para os humanos, mas a mudança na rotina pode estressar os felinos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O médico veterinário Kaio Sérgio, explica que os gatos sentiram muito com seus donos mudando sua rotina e passando mais tempo em casa, mas isso não significa que os bichanos não gostem de seus donos. Ele conta que, felinos são animais que criam sua rotina na cabeça e quando acontece uma quebra nessa rotina, pode causar o aumento do cortisol. “Isso começa a formar nele o aumento do o hormônio do estresse e isso vem carregado de coisas que acabam acontecendo. Tem um problema urinário muito comum, muito frequente acontece com essa elevação do estresse que é a cistite idiopática ou cistite inflamatória do felino. Isso aconteceu bastante, de dez gatos que vem pra clínica, pelo menos sete é desse problema. Porque mudou totalmente a rotina deles, então eles têm se estressado mais”. Já os cães, segundo Kaio, gostaram mais deste período. “Cachorro é companhia, né? Então, quanto mais companhia pra ele, tá ótimo”, conta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A professora do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM-FW (Universidade Federal de Santa Maria – Campus Frederico Westphalen), Marluza da Rosa, conta que sempre teve gatos e sente que são animais muito calmos, sua gata e ‘filha’, Hematomas, está com ela desde 2016, apesar de ter passado um período longe dela, elas já enfrentaram diversos momentos e desde agosto de 2020 estão juntas novamente. Marluza conta como a companhia da Ema está ajudando neste período isolada. “Ajuda bastante sim nesses momentos em que a gente está confinado no espaço, então parece que a gente mora no trabalho como de fato acontece, então nesses momentos em que a gente tem as opções de lazer, as opções de contato social muito restritos, sem dúvida ela ajuda bastante nessa, não só em termos de desestressar, mas de uma companhia mesmo, de alguém com quem você vai fazer um social, alguém a mais, com quem você pode interagir, com quem você pode assistir TV junto, enfim, nesse sentido sim, concordo que que é uma experiência produtiva. Eu acho que seria muito mais solitário esse trabalho durante esse período de confinamento se ela não existisse, se ela não estivesse por perto. Muito embora como se possa imaginar, ela sobe no computador no meio das aulas, então desfoca as vezes, tira um pouco a nossa atenção, mas sem dúvida é uma companhia importante pra gente nesse período”, relata.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O isolamento deu também um novo lar a Malu, uma cadela da raça Lulu da Pomerânia. A Psicóloga Ângela Barbieri conta que a ideia de um novo cachorrinho surgiu porque sua filha mais nova estava desenvolvendo alguns medos relacionados à pandemia. Cuidar de um filhote trouxe algumas responsabilidades para toda família, mantendo assim muitas vezes a cabeça ocupada. “Estar ocupando a cabeça com essa responsabilidade de cuidar também desse animalzinho de estimação ajuda muito a gente a deixar de lado pensamentos negativos ou ficar só pensando na doença, ou ficar catastrofizando algo na nossa vida. E se envolvendo com atividades assim que são saudáveis, tu se desliga também um pouco da tecnologia”. Ângela aconselha a convivência com animais domésticos em momentos como este, em que as pessoas estão mais deprimidas. “Eu aconselho muito pessoas que não estão bem emocionalmente, psicologicamente, até que se sentem deprimidas. Porque o animal ele dá carinho sem receber nada em troca, assim, ele tá sempre ali querendo um carinho, querendo a companhia”, conta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Animais não se infectam</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A estudante mexicana María del Mar Aguilar relata que durante os dezessete dias em que esteve com covid-19, ela ficou isolada em seu quarto e sem a companhia de suas duas cadelas, Cami e Sasha. “Não as vi, não me deixaram toca-las porque havia o medo de que se eu tocasse, o vírus pegasse meu irmão, minha mãe. Como se o vírus estivesse em seu pelo, e como havia o medo de contágio não me deixaram vê-las”, ela conta também que só as via no quintal, através de sua janela.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O veterinário Kaio Sergio explica que saíram já várias notícias falsas sobre que os animais podem ficar doentes e até mesmo transmitir o vírus, ele conta que até o momento nada foi provado sobre a infecção dos pets, e explica a diferença entre estar contaminado e estar infectado. “Até agora nada disso foi comprovado, todos os trabalhos que entregaram os animais como positivo sendo doente para covid-19, o tutor estando doente, vai, faz o teste swab nos cães, e óbvio que vai aparecer partículas, vai aparecer o positivo, porque o exame ele pega partículas do vírus. Então, se você está em contato o tempo todo com uma pessoa que está contaminada, ela está eliminando vírus, eles vão estar presente no pelo, vão estar presente no fundo da garganta, vão estar presente no focinho. Mas isso não indica que eles estão infectados, estar contaminado é diferente que estar infectado. Estar contaminado é ele ter a presença do de uma partícula ali, estar infectado, é ele ter ficado doente com esse vírus. Então, isso não foi comprovado, por enquanto estamos tranquilos em relação aos gatos e cachorros com a covid-19”, pondera.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p></p>
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<p><strong>Repórter:</strong>  Marcos Pellegatti </p>
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<p><strong>Edição digital e publicação: </strong>Emily Calderaro (monitora)</p>
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<p><strong>Professor responsável: </strong>Reges Schwaab</p>
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<p>* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso </em>em 2021/1, período em que trabalhamos de modo remoto em razão da pandemia do novo coronavírus.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Contato:</strong><a href="mailto:meiomundo@ufsm.br">meiomundo@ufsm.br</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mudança de foco</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/2022/02/23/mudanca-de-foco</link>
				<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 19:24:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/?p=39</guid>
						<description><![CDATA[Devido às restrições da pandemia, fotógrafos buscam novas direções de trabalho Beatriz Emer de Moraes&nbsp; Dourados-MS Jornalístico, documental ou comercial, os fotógrafos trabalham com o público. Devido a pandemia da Covid-19, esta área está sendo uma das mais afetadas a partir desta questão, pois, muitas oportunidades neste meio foram descartadas. Com isso, festas, casamentos, eventos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center">Devido às restrições da pandemia, fotógrafos buscam novas direções de trabalho</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong><em>Beatriz Emer de Moraes&nbsp;</em></strong></p>
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<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Dourados-MS</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Jornalístico, documental ou comercial, os fotógrafos trabalham com o público. Devido a pandemia da Covid-19, esta área está sendo uma das mais afetadas a partir desta questão, pois, muitas oportunidades neste meio foram descartadas. Com isso, festas, casamentos, eventos publicitários ou corporativos foram uns dos primeiros a serem proibidos, eventos nos quais Laura Ávila, Lorran Souza e Rafael Messa, fotógrafos profissionais, atuam. A partir disso, dificuldades para exercerem e divulgarem seu trabalho, começaram a surgir.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A fim de superar o transtorno das restrições de eventos presenciais, os fotógrafos tiveram que aderir a diferentes alternativas para compensar a falta de trabalho, além da preocupação financeira. Optaram por trabalhos versáteis e flexíveis, que não oferecem risco a contaminação nem problemas com decretos estaduais e municipais que impeçam o trabalho em meio a essa situação de crise.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p><strong>A distância não é um problema&nbsp;</strong></p>
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<p>Formada em Produção Publicitária (Unigran), Laura Ávila, fotógrafa profissional, 28 anos, de Dourados (MS), realizava a maioria de seus trabalhos em casamentos, festas, ensaios e eventos corporativos. Ela precisou reformular sua área e escolheu realizar trabalhos variados, como fotos de produtos para vendas em lojas virtuais, impressão de fotos e a venda de alguns de seus equipamentos fotográficos, foram algumas das válvulas de escape para manter suas atividades profissionais, o que de certa forma acabou agregando para o seu crescimento profissional, pois ela explorou novos rumos dentro da fotografia. “Comecei a fazer fotos para lojas virtuais, pois saíram do físico e foram para o digital. Eu comecei a fazer vídeos e fotos, além de ajudar no marketing também. Estava com sete câmeras e vendi algumas, alguns equipamentos, para agregar mais ao meu estúdio”, comenta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Lorran Souza, fotógrafo de casamentos, de Terra Roxa (PR), trabalha com eventos, com foco principal em casamentos e conta que seus cursos online progrediram mais e ajudaram outros fotógrafos à distância. “A vários anos eu trabalhava com treinamento para fotógrafos e cursos para fotógrafos, com valores. Fizemos ações para ajudar outros fotógrafos, abri mão de 95% do valor do meu treinamento e comecei a cobrar um valor simbólico apenas pelas despesas e anúncios patrocinados para fazer com que o curso chegasse para mais pessoas, a gente alcançou a marca de quase 4.300 fotógrafos cadastrados em único curso do ano passado para 2021. Muitos fotógrafos de vários&nbsp; lugares do mundo entraram nesse curso porque reduzimos o valor para ajudar”, informa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Rafael Messa, 36 anos, fotógrafo e filmmaker, de Dourados (MS), atua em casamentos e aniversários, migrou para a área corporativa. “Eu consegui mudar o foco, mas não sair do ramo. Percebi que as coisas não iam voltar ao normal tão cedo. Aproveitei para estudar um pouco e ver o que eu podia fazer. E vi que existe um mercado muito grande da área corporativa, pois as empresas precisam vender, por estarem de portas fechadas. E como ela vai vender? Ela precisa divulgar o trabalho e foi aí que eu foquei na área empresarial, com isso não precisei sair do meu ramo de videomaker. De certa forma até que foi bom, pois não precisava de tantos equipamentos e acabei vendendo alguns. O empresarial não vai do lado da emoção de casamentos e aniversários, ele quer um negócio rápido e prático. É totalmente diferente do que eu fazia”, conta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Assim, informam que a distância não foi prejudicial, em relação ao que esperavam, pois dessa maneira acabaram encontrando novas formas e oportunidades para lidar com essa situação da pandemia de uma forma positiva e que agregasse para o crescimento do trabalho fotográfico.</p>
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<p><strong>Pontos positivos</strong></p>
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<p>Existem profissionais que não perderam o foco e aproveitaram as adversidades para se reinventarem. Nem um vírus tão contagioso foi capaz de pará-los. São aqueles que chamamos de criativos e empreendedores, que buscam o tempo todo fazer algo inovador e que consiga mantê-los na área de trabalho que realmente gostam, no caso a fotografia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>Segundo Lorran, 2021 foi um dos anos em que ele mais ganhou dinheiro com a fotografia. “Viajamos muito a trabalho e o custo costumava ser muito alto e ano passado isso diminuiu, os gastos diminuíram por estarmos mais tempo em casa. Nosso lucro ficou menor, mas os gastos com viagem também diminuíram, sobrou mais dinheiro. Ao invés dos outros anos, ganhamos mais dinheiro mas sobrava menos”, expõe.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Laura abriu o próprio estúdio com suas economias que havia guardado e descobriu novas perspectivas da fotografia. “Na pandemia comecei a usar o estúdio que havia montado no escritório do meu pai e percebi que gostava mais do que trabalhar em casamentos, assim percebi que meu fluxo poderia ser maior, pelo tempo de entrega ser mais rápido. Enquanto o casamento demora dois meses para editar as fotos, no estúdio demora dois dias. Assim posso fazer um giro muito maior”, estima.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>De acordo com o Rafael, toda essa situação serviu de amadurecimento e surpresas, fez-o abrir os olhos para outras oportunidades “No meio da pandemia pensei em abrir um comércio, mas bati o pé, persisti na minha área de trabalho e vi que com muito menos posso conseguir muito mais, em relação aos equipamentos. Era muito estressante conferir tudo antes de um evento, hoje só chego e faço. Tudo foi como uma readaptação. Vi muitas pessoas mudando de trabalho. E de qualquer forma estamos numa crise, mas que serviu como abertura para novas direções.”, acrescenta.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A fotografia nunca foi e não é uma área simples de atuar ou completamente acessível para todos que trabalham com ela. Mas, às vezes, algumas situações gritam mais alto e é preciso se reinventar para garantir estabilidade nesta quarentena. Alguns mudaram o rumo dentro da área fotográfica, outros venderam seus equipamentos fotográficos e até pensaram em desistir de tudo. Mas focaram em seus propósitos e não desistiram de seus sonhos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
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<p><strong>Repórter:</strong>  Beatriz Emer de Moraes </p>
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<p><strong>Edição digital e publicação: </strong>Emily Calderaro (monitora)</p>
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<p><strong>Professor responsável: </strong>Reges Schwaab</p>
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<p>* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso </em>em 2021/1, período em que trabalhamos de modo remoto em razão da pandemia do novo coronavírus. </p>
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<p><strong>Contato:</strong><a href="mailto:meiomundo@ufsm.br">meiomundo@ufsm.br</a>.</p>
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													</item>
						<item>
				<title>FW: reciclagem diminui durante a pandemia do coronavírus</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/2022/02/23/fw-reciclagem-diminui-durante-a-pandemia-do-coronavirus</link>
				<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 19:11:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Westphalen]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/?p=38</guid>
						<description><![CDATA[Durante três meses todo resíduo domiciliar coletado em Frederico Westphalen foi direto ao aterro sanitário sem receber tratamento Fernanda Schuster Frederico Westphalen Que a pandemia afetou o meio ambiente não há dúvidas. Os oceanos silenciaram, as cidades ficaram mais limpas e abriram espaço para animais silvestres caminharem livremente. Mas esta pausa no impacto ambiental teve [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center">Durante três meses todo resíduo domiciliar coletado em Frederico Westphalen foi direto ao aterro sanitário sem receber tratamento</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong><em>Fernanda Schuster</em></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Frederico Westphalen</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Que a pandemia afetou o meio ambiente não há dúvidas. Os oceanos silenciaram, as cidades ficaram mais limpas e abriram espaço para animais silvestres caminharem livremente. Mas esta pausa no impacto ambiental teve a contrapartida. O ser humano em casa se alimentou, usou máscaras e produtos descartáveis. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), a geração de lixo hospitalar no Brasil aumentou 20% no mês de junho em comparação a igual período do ano passado. Segundo a Associação, a geração média de lixo hospitalar por pessoa infectada e internada para tratamento de covid foi em média de 7,5 quilos por dia. Enquanto o planeta registrou águas e ar mais limpos, uma verdadeira pausa no impacto ambiental causado pelo ser humano, o uso de máscaras e materiais de limpeza se tornaram inevitáveis e obrigatórios.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em Frederico Westphalen todos os resíduos, infectados ou não, tiveram de ser enviados para os aterros por um período de quase 3 meses. O Centro de Triagem do Aterro do Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos, Cigres, teve seu trabalho interrompido no dia 20 de março, logo após paralisações nos 37 municípios que o centro abrange. O trabalho somente foi normalizado no dia 18 de maio, de acordo com o então Coordenador Geral do Centro, Luiz Carlos Benedette. Durante todo este tempo, o que aconteceu com todos os resíduos que iam para a triagem antes de acabar no aterro? De acordo com Luiz Carlos, grande parte foi para nos aterros sem nenhum tipo de separação ou tratamento. "No início nós paramos com medo de que houvessem alguns casos, como não havia nenhuma notícia e informação concreta. Suspendemos completamente a reciclagem durante 30 dias”, explica. Somente em junho que o retorno foi feito em turno único. “Agora retornamos com turno único pois no refeitório seria difícil”, explica. O centro registrou em 2018, a reciclagem de 16,92% das 1633 toneladas que adentraram mensalmente o Cigres. &nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A situação preocupa a pesquisadora de Engenharia e Tecnologia Ambiental da Universidade Federal de Santa Maria, Aline Ferrão Custodio Passini. “Em geral, percebemos um grande aumento na geração de resíduos, mas principalmente em relação aos resíduos orgânicos para pequenas cidades e aumento de recicláveis em cidades grandes”, comenta a doutora que de casa lidera o programa de extensão universitário chamado Recicla Frederico, voltado à reciclagem de resíduos no município. “Neste período temos incentivado o uso das composteiras, que podem dar um fim diferente aos resíduos que iriam para um aterro”, comenta. Em 2020, o programa de extensão lançou um aplicativo de gestão de resíduos no município, com informações sobre a coleta de vidros e de lixo residencial, além de diversas campanhas voltadas à diminuição do que é enviado para o aterro sanitário da região.</p>
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<p>De acordo com&nbsp; Yuri Lucian Pilissão, Mestre em Energia e Sustentabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina, o grande problema de aterros sanitários não controlados e lixões a céu aberto é que carecem de estruturas de engenharia para conter impactos ambientais. "Ou seja, os resíduos são aterrados e normalmente não possuem controle algum de chorume, o líquido que é liberado pelos resíduos, e assim há uma grande contaminação dos lençóis freáticos”, comenta. O pesquisador explica que o caminho que os resíduos devem percorrer após saírem das lixeiras residenciais, é um espaço onde deve ser separado em tipos. “O espaço de triagem realiza essa separação, onde depois é feito o trabalho de reciclagem, isto é, a venda de materiais que podem ser reutilizados como matéria prima”, adiciona. Este é apenas um dos pontos de desequilíbrio causado pela pandemia em que, com a grande geração de resíduos somados às restrições na força de trabalho seguiu na contramão de um cenário sustentável para o tratamento de resíduos. Yuri afirma ainda que nesta crescente, lixos que recebem esta destinação diminuem a vida útil do aterro. “Aquele espaço começa a ser todo utilizado principalmente por uma parcela grande de material depositado sem triagem. Este material poderia ser reciclado e estar se tornando matéria prima, e renda para várias famílias”, informa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>A pesquisadora Aline explica que somente no município de Frederico Westphalen, o aumento de&nbsp; resíduos destinados diretamente aos aterros e lixões foi um dos fatores mais preocupantes, principalmente quando o lixo infectado pelo vírus é misturado com resíduos reciclados. “O grande aumento de resíduos descartáveis, como máscaras, luvas e entre outros necessários para a preservação da saúde em época de pandemia devem ser armazenados em sacolas plásticas para que o descarte seja feito junto com a rejeitos de banheiro e sanitários, e não contaminem outros resíduos e por consequência outras pessoas”, acrescenta a pesquisadora. “O grande problema é que as pessoas têm o pensamento de jogar fora. E esquecem que o fora não existe. O engraçado é que todo mundo já sabe né, e mesmo assim a gente continua falando as mesmas cosias”, finaliza.&nbsp;</p>
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<p>O Cigres retomou as atividades de triagem e tratamento de resíduos desde <strong>julho de 2020</strong>, sendo que fechou e reabriu algumas vezes por conta de casos de covid entre funcionários, de acordo com o site da empresa. Nos dias em que esteve aberto, até o momento em que esta reportagem foi finalizada, o Cigres esteve atendendo às normas de gestão de resíduos ainda de acordo com a comunicação oficial do centro. No entanto, todo aquele lixo que foi parar nos aterros sem a separação devida já foram aterrados. “Cabe ao ser humano entender o quanto este último ano foi útil para a aprendizagem de cuidado com o ambiente, e de entender que tudo está conectado. A saúde humana depende de um ambiente saudável”, explica a pesquisadora.</p>
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<p></p>
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<p></p>
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<p><strong>Repórter:</strong>  Fernanda Schuster </p>
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<p><strong>Edição digital e publicação: </strong>Emily Calderaro (monitora)</p>
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<p><strong>Professor responsável: </strong>Reges Schwaab</p>
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<p>* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso </em>em 2021/1, período em que trabalhamos de modo remoto em razão da pandemia do novo coronavírus.</p>
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<p><strong>Contato:</strong> <a href="mailto:meiomundo@ufsm.br">meiomundo@ufsm.br</a>.&nbsp;</p>
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													</item>
						<item>
				<title>Será que estamos no início do fim da pandemia?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/inicio-fim-pandemia</link>
				<pubDate>Mon, 21 Feb 2022 19:35:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>
		<category><![CDATA[cobertura vacinal]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[destaque-arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque-ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[endemia]]></category>
		<category><![CDATA[fim da pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação contra covid-19]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9018</guid>
						<description><![CDATA[Especialistas avaliam se a variante Ômicron significa o surgimento de uma endemia de Covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/capa_fim_da_pandemia1-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal colorida de homem, em vermelho, batendo com uma espada no coronavírus" loading="lazy">

Desde o fim de novembro de 2021, quando a variante Ômicron foi detectada pela primeira vez, uma onda de novos casos surgiu. O aumento mais significativo se deu após as comemorações de final de ano. A <a href="https://news.un.org/pt/story/2022/01/1775662">Organização Mundial da Saúde (OMS) </a>classificou a onda de casos como um 'tsunami'. No dia 27 de dezembro de 2021, o mundo chegou a registrar o pico de 1,4 milhão de casos. Um dos motivos foi o relaxamento das restrições, por conta do avanço da cobertura vacinal: 54% da população mundial recebeu o esquema completo, segundo o <a href="https://ourworldindata.org/covid-vaccinations?country=OWID_WRL">Our World in Data</a>.

Diferentemente das variantes anteriores, como a Delta e a Alfa, a Ômicron causa infecções menos graves, ou seja, provoca menos hospitalizações e óbitos, mas é altamente transmissível. Por apresentar essas especificidades e pelo aumento da vacinação mundial, começou-se um debate na comunidade científica: a variante seria um indício do início do fim da pandemia?&nbsp;
<h3>Novas variantes são um processo natural</h3>
Quando o vírus invade um hospedeiro, ele se replica dentro da célula. <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/vacinas-covid-19-previnem-diferentes-variantes/">Durante esse processo, pode ocorrer uma diversidade de alterações no código genético desses novos vírus, o que representa novas mutações.</a> Em alguns casos, essas modificações apresentam vantagens evolutivas para o vírus. O médico epidemiologista da Vigilância em Saúde de Santa Maria e professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Marcos Antônio de Oliveira Lobato, comenta que as mudanças no padrão da pandemia ocorrem por alguns fatores:&nbsp;
<ul>
 	<li style="font-weight: 400">As características das variantes têm relação com a Teoria da Evolução de Darwin - apenas algumas mutações passam pela barreira ou pelo desafio seletivo. Essa seletividade faz com que o vírus fique com maior ou menor letalidade, que se reproduza mais rapidamente ou que apresente melhor resistência ao sistema imunológico do hospedeiro.</li>
</ul>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400">Precisa-se analisar o contexto biológico e social no qual surgem as variantes. A vacina não impede que o vírus circule,<b> contudo, impede que casos mais graves da doença ocorram.</b></li>
</ul>
De acordo com o <a href="https://butantan.gov.br/noticias/por-que-a-omicron-e-mais-contagiosa-e-pode-reinfectar-ate-seis-vezes-mais-quem-nao-se-vacinou-contra-a-covid">Instituto Butantan</a>, a Ômicron é considerada pela OMS uma variante de preocupação, que carrega mais mutações e, por isso, é mais transmissível. A nova variante tem um poder de transmissão ainda maior do que as demais: Alfa, Beta, Gama e Delta. Ainda segundo o Instituto, estudos mostraram que a variante é capaz de infectar mais rapidamente os tecidos respiratórios superiores - cavidade nasal, garganta e parte superior da traquéia - em vez dos pulmões. Isso indica uma razão pela qual pessoas infectadas desenvolvem uma doença menos grave quando comparadas com a Delta, por exemplo.

A partir disso, o médico infectologista Alexandre Vargas Schwarzbold, docente do Departamento de Clínica Médica da UFSM, comenta que não é a vacina que mudou as características do vírus, mas que o vírus se adaptou a uma população imunizada. “Poderia ter demorado mais para se adaptar. A Ômicron ‘engoliu’ a Delta pela capacidade de transmitir”, explica o especialista que participou do <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)32661-1/fulltext">estudo da Universidade de Oxford</a> em parceria com Astrazeneca e Fundação Oswaldo Cruz para verificação da segurança e da eficácia do imunizante.

De acordo com Schwarzbold, todas essas características da nova variante do vírus mostram que “ela veio para ficar”. Para o infectologista, quando o vírus começa a ter muitas mutações, ele começa a perder a capacidade patológica de letalidade. “Essa é a razão pela qual acredito que vírus muito transmissores começam a ficar mais leves”, argumenta.
<h3>
<p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">A infecção não significa ineficácia da vacina</p>
</h3>
A nova variante tem uma facilidade maior de infectar pessoas imunizadas, mas isso não significa a ineficácia das vacinas contra a Covid-19. “Nosso foco agora tem que ser se é grave ou não, se hospitaliza ou não, se a pessoa tem tendência a morrer por ser infectada. Os cientistas que desenvolveram a vacina nunca mentiram sobre a função dela. As vacinas servem para as pessoas não morrerem, e elas estão cumprindo muito bem esse papel”, afirma Schwarzbold.&nbsp;

De acordo com um <a href="https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/71/wr/mm7104e3.htm">estudo publicado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças</a> dos Estados Unidos, no dia 21 de janeiro de 2022, a terceira dose ou a dose de reforço obteve 90% de eficácia na prevenção de internações durante o período de dezembro de 2021 a janeiro de 2022. Os resultados também comparam pacientes com as duas doses, após pelo menos seis meses da segunda imunização, e foi apresentado 57% de eficácia no intervalo de tempo analisado. Posto isso, o estudo concluiu que as pessoas com a dose de reforço estão menos propensas a serem infectadas pela Ômicron.&nbsp;

Ademais, quanto maior o número de pessoas no mundo com o esquema vacinal completo, menor é a circulação do vírus. Lobato explica que as pessoas vacinadas transmitem em uma escala menor, e em alguns casos, podem nem transmitir. Por isso, a menor circulação leva a uma menor chance de reprodução do vírus e, por consequência, diminui a possibilidade de novas mutações.&nbsp;
<h3>
<p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">É o início do fim da pandemia para o mundo ou só para a Europa?</p>
</h3>
<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/europa-esta-num-cessar-fogo-da-covid-19-que-pode-ser-o-fim-da-pandemia-diz-oms/">Em anúncio à imprensa</a>, no dia 3 de fevereiro, o diretor regional da OMS na Europa, Hans Kluge, afirmou que o momento da pandemia no velho continente “deve ser visto como um ‘cessar-fogo’ que pode trazer uma paz duradoura”. O cenário mais animador na Europa deve-se a três principais fatores: diminuição no número de hospitalizações pela menor gravidade da variante Ômicron; a proteção das vacinas e o final do inverno.&nbsp;

A imunização completa chega a 69,29% na Europa e ocorre o relaxamento de algumas medidas de segurança, como o uso de máscaras. O destaque é Portugal, com 91,42% dos habitantes completamente imunizados. Mas esta não é a realidade de toda a região. Na Bósnia e Herzegovina, por exemplo, a taxa está em 25,93%.

A realidade da América Latina e Caribe é mais desigual. De um lado, Cuba, Argentina, Equador, Brasil e Costa Rica com mais de 70% dos habitantes com vacinação completa - sem contar a dose de reforço. De outro, 14 países que não atingiram 40% de imunização, <a href="https://www.paho.org/pt/noticias/2-2-2022-com-14-paises-que-ainda-nao-vacinaram-40-sua-populacao-americas-continuam-sendo">segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde.</a> Um exemplo é o <a href="https://ourworldindata.org/covid-vaccinations">Haiti</a>, o país mais pobre da região, que tem 0,86% população com esquema completo.

A África é o continente que menos vacinou. Conforme dados da OMS, apenas <a href="https://news.un.org/pt/story/2022/02/1779432">11% da população adulta africana </a>está imunizada. Há desertos de imunização. Em Burundi, país que enfrenta crise humanitária, o esquema completo chegou para apenas 0,07% dos 12,5 milhões de habitantes. A situação é semelhante na República Democrática do Congo e no Chade, países com problemas sociais onde a imunização não atingiu 1%, de acordo com dados da Our World in Data.

Dessa forma, enquanto houver desigualdade vacinal em outros territórios, em especial nas populações mais vulneráveis, há chances maiores de surgirem novas mutações, por conta da circulação do vírus.&nbsp;
<h3>
<p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top:12pt;margin-bottom:0pt">Vamos conviver com a Covid-19?</p>
</h3>
É um consenso entre pesquisadores e a comunidade científica que a humanidade vai precisar conviver com o vírus Sars-Cov-2. Schwarzbold e Lobato comparam este com o vírus <i>Influenza: </i>todos os anos pessoas são infectadas com ele e surgem novas variantes. Um exemplo é a H1N1 que, entretanto, tem número de infecções e hospitalizações estáveis.&nbsp;

É provável que, ao longo do tempo, a Covid-19 se torne uma doença endêmica - limitada a populações de determinadas localidades geográficas. Com isso, sua taxa de incidência e transmissão serão previsíveis. Porém, para que os números de casos se estabilizem e as internações diminuam, esse cenário esperado pela comunidade científica <b>só será possível com o avanço da vacinação mundial.&nbsp;</b>
<h3>Veredito final: É possível</h3>
<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/06/e-possivel-658x1024.png" alt="" loading="lazy">

A humanidade vai estar mais perto do início do fim da pandemia quando a cobertura vacinal não for tão desigual em diversos países.&nbsp;

<strong><em>Expediente:</em></strong>
<em><strong>Reportagem:</strong>&nbsp;Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e bolsista do projeto Divulga Ciência;</em>
<em><strong>Design Gráfico:</strong>&nbsp;Cristiele Luíse, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em>
<em><b>Ilustração mitômetro</b>: Giovana Marion, designer</em>
<em><strong>Mídia Social:</strong>&nbsp;Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>
<em><strong>Edição de Produção:</strong>&nbsp;Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>
<em><strong>Edição Geral:</strong>&nbsp;Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Além de ineficaz, o uso da Ivermectina para o tratamento da Covid-19 pode causar complicações para a saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ineficaz-uso-ivermectina-tratamento-covid-19-complicacoes</link>
				<pubDate>Mon, 14 Feb 2022 13:12:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[complicações]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[invermectina]]></category>
		<category><![CDATA[invermectina complicações]]></category>
		<category><![CDATA[kit covid]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>

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						<description><![CDATA[Medicamento do Kit-Covid ainda é estratégia em campanhas de desinformação]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-beb4662d-7fff-9f17-27f4-81ae62738cdb" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Mesmo após dois anos de pandemia, ainda permanece viva a discussão sobre o uso de medicamentos para tratar ou prevenir a Covid-19, os chamados “Tratamento precoce” e “Kit Covid”. Para muitos, pode parecer um assunto já resolvido, mas uma breve pesquisa em sites de agências de checagem mostra que o uso da Ivermectina ainda é alvo de desinformação, o que segue gerando dúvidas nas pessoas. </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa-1024x668.jpg" alt="Colagem horizontal e em preto e branco de várias manchetes de jornais digitais. No centro da imagem, mão de pele branca segura uma caixa de ivermectina: ela é vertical, nas cores vermelha, amarela e branca. o nome &quot;ivermectina medicamento genérico lei n° 9.787, de 1999&quot;. No fundo, em preto e branco, colagem de cinco manchetes de sites de notícias. As manchetes são do Yahoo notícias, fato ou fake, lupa e boatos.org. Manchetes: &quot;Checamos: é falso que ivermectina reduziu casos de covid-19&quot;; &quot;É #FAKE que Japão abandonou as vacinas contra covid-19 e as substituiu por ivermectina&quot;; &quot;Verificamos: estudo realizado em Itajaí (SC) não prova que ivermectina reduziu número de mortes por covid-19&quot;; &quot;Paxlovid, da Pfizer, é um remédio similar à ivermectina #Boato&quot;; e &quot;Posts distorcem fatos ao alegar que ivermectina reduz 97% da carga viral da covid-19 em 48 horas&quot;" loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-02f6c1ed-7fff-41ca-4a74-4199f5142dbb" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Mesmo com a ineficácia comprovada, a Ivermectina segue presente em campanhas de desinformação como uma possível solução para a Covid-19. O médico infectologista e docente na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Vargas Schwarzbold, explica que, normalmente, os boatos distorcem os resultados de estudos preliminares (ou seja, pesquisas sem a revisão de outros cientistas). “Não há dados em revistas médicas de qualidade e avaliada por pares. Não há nenhuma publicação que evidencie o uso da Ivermectina para tratamento da Covid-19. É por isso que nenhuma sociedade médica e científica das áreas no mundo recomendam o medicamento”, afirma.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Em julho de 2021, foi publicada uma <a style="text-decoration: none" href="https://www.cochrane.org/pt/CD015017/INFECTN_ivermectina-para-prevencao-e-tratamento-da-covid-19">revisão</a> de 14 estudos sobre o efeito do remédio para tratar a Covid-19. A conclusão foi que nenhum deles comprovava que a Ivermectina tem efeito antiviral contra a doença. O fármaco é um antiparasitário utilizado para combater verminoses e parasitas, como piolhos, pulgas e carrapatos, em animais e seres humanos. Ele atua no sistema nervoso central dos vermes e parasitas, provocando paralisia, e costuma ser usado em dose única.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Além da ausência de benefícios clínicos comprovados, o uso indevido da droga pode refletir em danos para a saúde dos pacientes. A <a style="text-decoration: none" href="https://www.fda.gov/consumers/consumer-updates/por-que-voce-nao-deve-usar-ivermectina-para-tratar-ou-prevenir-covid-19">Food and Drug Administration</a> (FDA) - agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos - alertou para o risco de a Ivermectina interagir com outros medicamentos, como anticoagulantes, o que pode acarretar em efeitos inesperados em pessoas que a utilizam sem prescrição médica e de forma excessiva. Também pode haver reações alérgicas, convulsões e até morte.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">O uso do medicamento por tempo prolongado tem refletido no aumento dos diagnósticos de problemas de hepatite medicamentosa, uma grave inflamação do fígado causada pelo consumo excessivo de certos tipos de remédios e que agridem o órgão. Alexandre chama a atenção para o perigo do uso preventivo da Ivermectina: “Nós estamos vendo pessoas morrerem de toxicidade hepática porque estão tomando remédio que não tem dose cumulativa, são extremamente tóxicos”. O professor lembra que, em 2021, o <a style="text-decoration: none" href="https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,apos-uso-de-kit-covid-pacientes-vao-para-fila-de-transplante-ao-menos-3-morrem,70003656961">Hospital das Clínicas da USP</a> registrou que, após uso do ‘Kit-Covid’, pacientes foram para a fila de transplantes e pelo menos três morreram. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Um <a style="text-decoration: none" href="https://europepmc.org/article/ppr/ppr281921">estudo</a> desenvolvido em 2021 pela Universidade Federal do Amazonas e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) da Amazônia aborda o colapso na saúde em Manaus e  mostrou que pessoas que afirmaram terem ingerido remédios como a Ivermectina, Hidroxicloroquina e Azitromicina como “tratamento preventivo” para evitar a Covid-19 tiveram maiores taxas de infecção do que aquelas que não tomaram nada. O uso dos fármacos trouxe a falsa ideia de proteção, o que fez com que as pessoas deixassem de seguir as medidas de prevenção comprovadamente eficazes.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Ao longo da pandemia, o uso da Ivermectina, assim como outros medicamentos sem comprovação científica, foi incentivado por autoridades públicas e médicas no país. Em <a style="text-decoration: none" href="https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667-193X(21)00085-5/fulltext">artigo</a> publicado em outubro do ano passado, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mostraram que, ao mesmo tempo em que houve incentivo para o uso do Kit-Covid, ocorreu o desestímulo do uso de máscaras e distanciamento social. Segundo o estudo, a disseminação do “tratamento precoce” foi difundida em redes sociais, mas também por órgãos como o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina do Brasil.</p>		
			<h3>Medidas comprovadamente eficazes para combater a Covid-19</h3>		
		<p>A <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/me-vacinei-e-agora/">vacinação</a> é fundamental para reduzir a possibilidade de infecção e os efeitos em quem for contaminado pelo coronavírus. Os <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/vacinas-oferecem-riscos-a-saude/">imunizantes são altamente eficazes</a> na prevenção de doenças graves, hospitalizações e morte. Aliado a isso, é necessário seguir cumprindo medidas de prevenção relacionadas a higiene e distanciamento social. As principais orientações são utilizar máscaras, preferencialmente do tipo <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/mascara-pff2-mais-eficaz-coronavirus/">PFF2</a>, evitar espaços mal ventilados e multidões e seguir as <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/tive-contato-com-alguem-que-testou-positivo-para-o-coronavirus-e-agora/">regras de isolamento</a> caso for infectado.</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Caroline de Souza e Luis Gustavo Santos, acadêmicos de Jornalismo e voluntários;</em><em><strong>Design Gráfico:</strong> Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista;</em><em><strong>Mídia Social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Comutação Bibliográfica: uma forma de acesso ao conhecimento científico</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/comutacao-bibliografica-acesso-conhecimento-cientifico</link>
				<pubDate>Fri, 11 Feb 2022 14:05:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[bibliografia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[comut]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento científico]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9007</guid>
						<description><![CDATA[Serviço conhecido como Comut é tão antigo quanto a plataforma Capes e continua ativo até hoje
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>As bibliotecas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) reúnem um acervo de 5.464 periódicos impressos, com 280.235 exemplares. Mesmo antes da existência da internet e das plataformas digitais, já havia uma intensa prática científica entre pesquisadores e as bibliotecas eram as principais responsáveis por armazenar e divulgar publicações de artigos e acervos periódicos de pesquisas científicas.  Quando existe a necessidade de rememorar estudos antigos, que muitas vezes não estão disponíveis em outros portais, o serviço de Comutação Bibliográfica (Comut) é a maneira mais acessível de procurar esses periódicos. O Comut trata-se da disponibilização de capítulos e páginas de periódicos e documentos antigos e raros que se encontram no formato impresso.</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/CAPA-1024x683.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de uma biblioteca, livros e documentos e um notebook. Na esquerda, três livros, com capas em amarelo, azul e branco, com títulos: &quot;Periódicos&quot;, &quot;Livros&quot; e &quot;Documentos&quot;. Ao lado, em forma de arco, com quatro folhas com texto escrito saindo do documento branco para entrar em um notebook preto, que está na direita da imagem. No notebook, há uma tela amarela. Ao fundo dos livros, o prédio da biblioteca central da UFSM, em branco. O fundo é azul pastel." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-4ddafc22-7fff-4c9f-b345-570ec0d6001b" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um dos portais de periódicos online que possibilita a comunicação entre pesquisadores é o da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A iniciativa brasileira, única no mundo, surgiu em 2000. O objetivo é reunir o maior número de fontes, artigos, dissertações, teses e outros tipos de trabalhos científicos para torná-los públicos no ambiente virtual. Assim, os textos podem ser acessados por pesquisadores, estudantes e professores. </p><p id="docs-internal-guid-4ddafc22-7fff-4c9f-b345-570ec0d6001b" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p id="docs-internal-guid-4ddafc22-7fff-4c9f-b345-570ec0d6001b" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A UFSM é uma das universidades que tem uma Biblioteca Base (BC) e é vinculada ao Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), órgão oficial de banco de dados de pesquisas científicas, responsável pela disseminação e acesso à informação. Há um acervo grande e especializado em biblioteconomia, ciência da informação e áreas correlatas, e formado por monografias, publicações, anais de eventos, relatórios de teses, documentos e capítulos de livros. Alguns periódicos presentes no Portal da Capes são mais recentes e geralmente disponíveis em formato digital. Porém, é possível também localizar obras raras e antigas que ainda estão na forma impressa, dentro das bibliotecas e instituições responsáveis pelos os periódicos, podendo solicitar o serviço de comutação. As bibliotecas vinculadas ao IBICT contribuem e auxiliam a comunidade científica na difusão do conhecimento. </p>		
			<h3>O que é e como utilizar o Comut?</h3>		
		<p>Na UFSM, a comutação está sob responsabilidade do Setor de Referência da Biblioteca Central (Sere-Prograd), voltado para o atendimento ao público interno ou externo e trabalha principalmente com a orientação para pesquisa a partir de normas, instruções metodológicas científicas, base de dados e o processo de comutação bibliográfica. Deisiré Lobo, chefe do Setor de Referências desde 2017, explica que não são todos os interessados em acessar artigos científicos que têm vínculos institucionais com universidades e institutos de pesquisa e ter acesso ao Portal de Periódicos da Capes. Além disso, há carência de muitos periódicos não digitalizados. Assim, o Comut é uma maneira de os pesquisadores acessarem o acervo de diversas Bibliotecas Bases do país, o que contempla o acesso a obras raras e antigas. </p>		
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/COMO_FUNCIONA_SEM_TEXTO_P_SITE-1024x1024.jpg" alt="Ilustração quadrada e colorida de um processo de comutação bibliográfica. Na esquerda superior da imagem, três livros nas cores amarelo, azul forte e cinza; cada um deles tem um título, na ordem: &quot;Periódicos&quot;, &quot;Livros&quot; e &quot;Documentos&quot;. Abaixo, há uma máquina de escaneamento de documentos, em preto, com a tampa levemente levantada. Há uma seta e uma flecha que aponta dos livros para o scanner. Outra seta e flecha aponta do scanner para um notebook, na direita central da imagem. O notebook é preto e está com a tela aberta em um site da UFSM, com a aba &quot;Pesquisa de acervo&quot;. O fundo da imagem é azul pastel." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Temos periódicos raros que ainda não tratamos, que não registramos e que são do século passado”, afirma Deisiré. Existem dois catálogos que possibilitam que o pesquisador ou pesquisadora encontre em qual biblioteca e instituição está o texto que procura. O primeiro, no âmbito interno da Universidade, é o <a style="text-decoration: none" href="https://eds.s.ebscohost.com/eds/search/basic?vid=0&amp;sid=655f1a65-c354-4fa0-afbb-71244d10fab4%40redis">Serviço de Descoberta</a> do Sistema de Bibliotecas, também conhecido como EDS (Discover Service - Serviço de Descoberta) ou pela <a style="text-decoration: none" href="https://portal.ufsm.br/biblioteca/pesquisa/index.html">Pesquisa de Acervo</a> do Portal da Biblioteca UFSM. A segunda forma de consultar o título desejado é em nível nacional, por meio do Catálogo Coletivo Nacional (<a style="text-decoration: none" href="https://ccn.ibict.br/busca.jsf">CNN</a>), gerenciado pelo IBICT. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Após a localização do periódico na instituição responsável, é possível solicitar a comutação bibliográfica. É preciso entrar em contato com a Biblioteca Base em que está o texto e solicitá-lo a partir do título, autor, ano e páginas ou capítulos. O Comut está atrelado à responsabilidade do direito autoral e, por isso, não é possível ter uma obra inteira digitalizada, somente capítulos ou partes dos documentos. Luciano Rapetti, bibliotecário da UFSM e responsável pelo serviço de comutação, diz que essa movimentação também se trata de uma relação de contato entre o interessado e a biblioteca. Qualquer usuário que fizer o contato pelo <a style="font-size: 16px;background-color: var(--bs-body-bg)" href="mailto:comut@ufsm.br">comut@ufsm.br</a>, com a devida identificação, pode indicar o periódico desejado. Depois, os servidores da Biblioteca Central localizam a obra, escaneiam as páginas solicitadas, digitalizam os materiais e fazem o encaminhamento.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Deisiré afirma que o serviço de comutação bibliográfica é realizado em várias Bibliotecas Bases vinculadas ao IBICT, mas que também se configura como uma prática mundial. O Setor de Referência atende, em sua maioria, alunos de pós-graduação, além de professores da UFSM e de outras instituições. Poucos graduandos procuram o serviço, também por não saber da possibilidade. Outras instituições de ensino podem ter acesso e solicitar o Comut das obras. Como afirma Luciano, existe uma relação de troca com outras instituições, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Pontifícia Universidade Católica (PUC). No entanto, em 2018, houve o corte da “busca internacional”, opção que possibilitava o pedido de comutação de obras estrangeiras em instituições que têm bibliotecas com Comut, ou seja, as bibliotecas brasileiras não podem solicitar o serviço para outras instituições estrangeiras. Apesar disso, instituições estrangeiras podem solicitar a comutação de obras nacionais. Por exemplo, houve uma solicitação de Comut da Biblioteca de Washington (EUA) atendida pela Biblioteca Central da UFSM. Não há  previsão para a retomada do serviço de “busca internacional”. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Os periódicos disponíveis tiveram um custo de produção tanto por parte dos pesquisadores e pesquisadoras e instituições vinculadas, quanto das editoras no processo de publicação e comprometimento com direitos autorais. É padrão da comunicação científica de ponta que haja cobrança pelos acessos a material. O valor cobrado é de R$2,20 a cada cinco páginas, independentemente do periódico. O dinheiro não é direcionado às bibliotecas, mas ao IBICT, que convencionou um valor para o número de cópias e gera uma Guia de Recolhimento de Receitas da União (GRU). Para quem possui vínculo com a UFSM, o serviço é gratuito. Deisiré afirma:  “O Comut faz o resgate histórico da comunicação científica e da ciência em si, e coloca pesquisadores atuais frente à pesquisas antigas, que não estão no formato eletrônico ou na web.”</p>		
			<h3>Pandemia, bibliotecas fechadas e ciclos de capacitação</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-d4b745fc-7fff-a19c-bd22-e6c15f683739" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A chefe do Setor de Referência comenta que um dos maiores desafios é divulgar a existência do Comut e sanar as dúvidas a respeito do processo de solicitação e acesso de documentos e periódicos. Com a pandemia da Covid-19 e o isolamento social, a Biblioteca Central passou a trabalhar de forma remota. Luciano lembra que, mesmo assim, a pesquisa nacional não parou e não pode parar, o que justifica a continuidade do Comut. Isso exigiu do bibliotecário conferir diariamente as solicitações via e-mail e ir de forma presencial na biblioteca para digitalizar os textos. Os servidores da Biblioteca Central observaram um crescimento nas solicitações de Comut quanto à procura de pesquisas de natureza de estudos de revisão sistemática, integrativa, cienciométrica (estudo dos aspectos quantitativos da ciência enquanto uma disciplina ou atividade econômica), com foco em documentos e produções científicas. Há uma busca, por parte da BC, na compreensão do quanto e do que se pesquisa sobre determinado tema em um período, o que há de publicações sobre a temática específica e em que lugar se encontram, para, dessa forma, enriquecer o catálogo com títulos considerados relevantes para aquele período. Deisiré afirma que a busca de formas de combate ao vírus exigiu dos pesquisadores o contato com as fontes primárias, ou seja, os títulos e exemplares impressos que estão nas bibliotecas fechadas.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Setor de Referência e a Biblioteca Central utilizaram o período pandêmico para a criação do  Ciclo de Capacitações Virtuais das Bibliotecas da UFSM, cuja formação mais recente foi em <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/2021/05/03/biblioteca-central-promove-o-2o-ciclo-de-capacitacoes-virtuais-2021/">maio de 2021</a>. A finalidade é sanar dúvidas acerca do setor e do Comut, facilitar o acesso dos pesquisadores interessados, capacitar novos pesquisadores e incentivar a busca por referências bibliográficas do acervo. De maneira virtual e pública, contou com a participação de editores-chefes científicos responsáveis pelas bases de dados especializadas, visando alcançar o maior número de pessoas entre pesquisadores, alunos de outras universidades e qualquer interessado por escrita científica. Os ciclos de capacitação ocorreram em meio à pandemia e possibilitaram a triplicação dos acessos e pedidos de comutação na UFSM, segundo Deisiré. </p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Victor da Matta, acadêmico de Jornalismo e estagiário;</em><em><strong>Design gráfico:</strong> Joana Ancinello, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;</em><em><strong>Mídia Social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Tive contato com alguém que testou positivo para o coronavírus, e agora?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/tive-contato-com-alguem-que-testou-positivo-para-o-coronavirus-e-agora</link>
				<pubDate>Wed, 09 Feb 2022 12:23:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[contato]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[influenza h3n2]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[máscara pff2]]></category>
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		<category><![CDATA[positivo covid]]></category>
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		<category><![CDATA[vacinação]]></category>
		<category><![CDATA[variante]]></category>
		<category><![CDATA[variante ômicron]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8976</guid>
						<description><![CDATA[Saiba quais as são as orientações sobre tempo de isolamento, testagem e proteção contra a variante ômicron]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">A circulação da variante ômicron causou uma explosão de novos casos de Covid-19 no Brasil. Mais transmissível e menos letal - também por conta  do avanço da vacinação - ela tem um período de transmissão menor do que outras variantes, como a delta. Somado a isso, o país sofre uma escassez de testes e, consequentemente, nem todos os casos suspeitos passam pelo diagnóstico laboratorial. A falta de testes e de orientações sobre o isolamento geram dúvidas nas pessoas que suspeitam da infecção, seja por identificar sintomas ou por ter tido contato com alguém que testou positivo para a doença.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">O médico infectologista e docente na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Vargas Schwarzbold, afirma que o primeiro passo após a exposição ao vírus é o isolamento imediato e a testagem, se for possível. </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Tive_contato_capa_site-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de um homem de pele parda, em retrato, pensativo. Ele tem olhos escuros, cabelos ondulados e na cor preta, veste camiseta bordô. Ao lado, na direita da imagem, balão de pensamento na cor branca. Dentro do balão, está o homem, de perfil, ao lado de uma mulher de pele parda, cabelos escuros em corte channel, que veste blusa lilás; da boca dela saem microorganismos na cor verde. Abaixo do balão, três pontos de interrogação na cor marrom claro. O fundo é azul claro," loading="lazy" />														
			<h3>O que é considerado ter contato com um caso positivo para a Covid-19?</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-84f8e33a-7fff-e090-d112-e7993132232b" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">A <a style="text-decoration: none" href="https://coronavirus.rs.gov.br/upload/arquivos/202201/28093212-notainfo42-v28-01-22.pdf">Secretária Estadual de Saúde</a> considera que uma pessoa teve contato próximo se atender aos seguintes critérios:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">• Presença no mesmo ambiente fechado (sala, dormitório, veículo de trabalho, entre outros);</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">• Período de convivência superior a 15 minutos;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">• Sem o distanciamento interpessoal de no mínimo 1,5 metro;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">• Sem o uso de máscara ou uso incorreto.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:10pt" id="docs-internal-guid-7b5374e5-7fff-23ae-36f0-ae53c0c7391e">Quanto tempo devo permanecer em isolamento?</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-02603bb8-7fff-83df-4209-e670696e7608" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">O tempo mínimo de isolamento de pacientes confirmados com Covid-19 e que estejam com o esquema vacinal completo é de sete dias no Rio Grande do Sul, de acordo com a <a style="text-decoration: none" href="https://saude.rs.gov.br/isolamento-de-casos-covid-19-passa-a-ser-de-sete-dias-no-minimo">Secretaria Estadual de Saúde</a>. O período deve ser contado a partir do início dos sintomas ou da data de realização do teste, para casos assintomáticos. Para pessoas com o status vacinal incompleto ou que não tomaram nenhuma dose do imunizante, a recomendação é que façam dez dias de isolamento.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Se a pessoa teve contato com alguém que testou positivo, a recomendação é se isolar, mesmo que não apresente sintomas. No caso de quem desenvolve sintomas, deverá permanecer em isolamento por sete dias, desde que, no final deste prazo, não tenha dificuldades respiratórias, febre e uso de antitérmicos há pelo menos 24 horas. Se os sintomas permanecerem no sétimo dia ou o teste continuar com resultado positivo, o prazo deve ser estendido para dez dias.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Para os assintomáticos, caso não seja possível realizar o exame por conta da escassez de testes na rede pública de saúde, a recomendação é cumprir a quarentena de pelo menos uma semana. Nos dias seguintes, é importante reforçar as medidas de prevenção como o uso de máscara PFF2 em período integral e evitar qualquer tipo de aglomeração e contato com pessoas de risco, como idosos, pessoas com comorbidades e pessoas imunossuprimidas.</p>		
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/info_TiveContato-1024x1024.jpg" alt="Infográfico vertical e nos tons preto, cinza, branco e detalhes em lilás e verde marinho. No centro superior da imagem, em preto e caixa alta, o título &quot;Tive contato e agora?&quot;. Abaixo, dois boxes verticais com fundo preto e texto em branco. Acima do box da esquerda, desenho de homem de pele branca, cabelos pretos, usa máscara e está com a mão por cima da boca, e veste camiseta lilás. O da direita também tem pele branca, cabelos pretos e curtos, usa máscara e veste camiseta verde água. No box da esquerda, os textos: &quot;Sintomáticos&quot;, &quot;Realizar teste entre o 3º e o 5º dia de sintoma&quot;; &quot;Sete dias de isolamento, desde o início dos sintomas +24 horas sem sintomas&quot; e &quot;10 dias de isolamento se persistirem os sintomas&quot;. No box da direita, os textos &quot;Assintomáticos&quot;; &quot;Sete dias de isolamento, sem necessidade de teste&quot;. Abaixo do box da direita, outro box com fundo branco e texto em preto: &quot;Pessoas com o esquema vacinal incompleto: 10 dias de isolamento +24 horas sem sintomas&quot;. O fundo é cinza com textura de desenhos da molécula de coronavírus." loading="lazy" />														
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:10pt" id="docs-internal-guid-ecf0537a-7fff-dc53-0c79-5ae35c9d801f">Quanto tempo devo esperar para realizar o teste?</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-0abcae0a-7fff-1fd7-0f66-021cbb24b90d" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">O infectologista Alexandre Schwarzbold destaca que a <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/autoteste-covid-confiavel/">testagem</a> é uma ferramenta essencial para detectar e controlar a circulação do vírus, mas reforça a importância de realizar o exame no momento adequado para evitar o resultado “falso negativo”, comum nos testes rápidos de antígenos (feitos em farmácia) quando feitos precocemente. Dessa forma, o período ideal para coleta do exame laboratorial é entre o 3° e 5° dia de sintomas devido à maior atividade viral no organismo. O tempo para a manifestação dos sintomas pode variar de um a cinco dias a partir do contato.</p>		
			<h3>Estou com sintomas de Covid, posso me vacinar?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Pessoas que apresentam sintomas da Covid-19 ou que testaram positivo devem adiar a vacinação em quatro semanas. É preciso garantir que ocorra a recuperação completa do sistema imunológico.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Os quadros de infecção - como os de gripe ou Covid-19 - estimulam a produção de anticorpos que têm a função de proteger o organismo e essas substâncias podem interferir nas respostas do corpo às vacinas, além de causar uma sobrecarga no sistema imune. A orientação vale para todas as doses do esquema vacinal.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:10pt" id="docs-internal-guid-04547bb7-7fff-cc70-b130-728ca3abf810">Atenção para casos de influenza</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-92385e2f-7fff-2166-fc5a-525af8cf26d8" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Além da Covid-19, outro vírus que tem gerado preocupação nesse momento é o H3N2, um subtipo do vírus da gripe. O novo surto de influenza pode dificultar a identificação de casos, por apresentar sintomas semelhantes aos do coronavírus. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Portanto, se o resultado do teste para Covid for negativo e os sintomas gripais como dor de garganta, tosse e coriza permanecerem, deve-se fazer o isolamento de sete dias, já que pode se tratar de um caso de Influenza H3N2. Não é recomendada a testagem do vírus da gripe para casos leves que não estão hospitalizados. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">“Por questões de saúde pública, a gente não está conseguindo recomendar que todo mundo faça o teste para a influenza. Então, se a pessoa suspeitar que está com gripe, ela deve fazer o isolamento de sete dias e, se continuar com sintomas, prolongar por dez dias”, explica o infectologista.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:10pt" id="docs-internal-guid-a463c177-7fff-5d2c-5e47-d5ebdc963e5f">Como se proteger da variante ômicron?</p></h3>		
		<p>O uso de máscara, a higienização das mãos e evitar aglomerações seguem sendo medidas fundamentais para evitar o contágio pela variante ômicron. A recomendação geral dos médicos e especialistas é o uso das máscaras, preferencialmente do tipo <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/mascara-pff2-mais-eficaz-coronavirus/">PFF2</a>, que trazem maior proteção. Segundo um <a style="text-decoration: none" href="https://www.mpg.de/17916867/coronavirus-masks-risk-protection?c=2249">estudo</a> desenvolvido por pesquisadores do Instituto Max Planck, da Alemanha, com esse modelo de máscara o risco de contágio é de apenas 0,1%.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Expediente:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Reportagem: Caroline de Souza e Luis Gustavo Santos, acadêmicos de Jornalismo e voluntários;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Design Gráfico: Luiz Figueiró e Cristielle Rodrigues, acadêmicos de Desenho Industrial e bolsistas;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A vacinação infantil contra a Covid-19 é segura?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/vacinacao-infantil-covid-19-segura</link>
				<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 13:54:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[vacina covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação infantil]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8949</guid>
						<description><![CDATA[O início da campanha de imunização no Brasil trouxe muitas dúvidas sobre a segurança, eficácia e necessidade de vacinar as crianças contra o coronavírus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-eac8320f-7fff-0987-4a58-66833d73430c" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Com a inclusão, pelo Ministério da Saúde, de crianças de 5 a 11 anos na campanha nacional de imunização contra a Covid-19,  os estados brasileiros iniciaram a vacinação desse grupo nas últimas semanas. O país tem cerca de 20 milhões de pessoas nessa faixa etária e já soma aproximadamente <a style="text-decoration: none" href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2021/12/Nota-vacinacao-de-criancas_2021-12-23_assinado.pdf">1450 mortes de crianças</a> de até 11 anos em decorrência do coronavírus. Diante da grande disseminação de fake news e questionamentos sobre o assunto, muitas pessoas ainda se perguntam se a vacinação infantil é segura.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Vacina_Criancas_capa-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de uma criança vestida de Homem Aranha sendo vacinada. A criança usa uma roupa vermelha com detalhes em azul e textura de teia de aranha. Ao lado, uma enfermeira de pele negra, tem cabelo crespo preso em coque, usa máscara pff2 azul e veste jaleco branco. Ao fundo, parede branca de ladrilhos e cartazes em tons de rosa, branco e azul." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo o<a style="text-decoration: none" href="https://portal.fiocruz.br/noticia/covid-19-fiocruz-divulga-resultados-do-estudo-vacinakids"> estudo VacinaKids</a>, realizado no final do ano passado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mais de 80% dos pais pretendem vacinar seus filhos, mas 12,8% ainda estão hesitantes. Dentre os motivos do receio, estão: medo das reações adversas à vacina, não acreditar que crianças ficariam em estado grave se pegassem Covid-19 e/ou subestimar a gravidade da pandemia. A discussão da vacinação infantil se deu em meio à alta de casos da doença e ao avanço mundial da variante Ômicron - no Brasil, ela já é a responsável por 97% dos casos de Covid-19, segundo <a style="text-decoration: none" href="https://static.poder360.com.br/2022/01/%E2%80%8Eredevirus.mcti_.gov_.brwp-contentuploads202006Informe-CO-no-03.2022-pub.pdf">estudo</a> das redes Vírus e Corona-ômica BR, vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Por isso, mais de 30 nações também já iniciaram a imunização deste público.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Atualmente, duas vacinas para uso infantil estão aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa):  a <a style="text-decoration: none" href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2021/anvisa-aprova-vacina-da-pfizer-contra-covid-para-criancas-de-5-a-11-anos">Comirnaty</a>, da farmacêutica Pfizer, e a <a style="text-decoration: none" href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2022/aprovada-ampliacao-de-uso-da-vacina-coronavac-para-criancas-de-6-a-17-anos">Coronavac</a>, da farmacêutica Sinovac. A primeira, destinada ao público de 5 a 11 anos, é aplicada em duas doses com intervalo de 8 semanas e têm uma dosagem diferente da vacina que já vinha sendo aplicada em adolescentes e adultos. O imunizante infantil possui 0,2 ml e a tampa do frasco é da cor laranja, já para maiores de 12 anos a vacina da Pfizer possui 0,3 ml e tem a cor da tampa roxa, com o intuito de facilitar a identificação. A Coronavac, por sua vez, tem seu uso liberado para a faixa etária de 6 a 17 anos, porém não pode ser aplicada em crianças imunocomprometidas. A dosagem é a mesma utilizada em adultos (0,5 ml) e também possui duas doses com intervalo de 28 dias. </p>		
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Infografico_Vacinacao-1024x1024.png" alt="Descrição da imagem: Infográfico quadrado e com fundo amarelo pastel. No centro superior, em azul marinho e em caixa alta, o título &quot;Vacina Infantil Comirnaty da Farmacêutica Pfizer&quot;. Abaixo, box com fundo branco. São dois blocos, o da esquerda com ilustração e o da direita com o texto. Linha um: ilustração preta de duas pessoas em ícone, e o texto &quot;Público: 5 a 11 anos&quot;. Linha dois: Ilustração de um calendário em branco, azul e preto, e o texto &quot;Aplicada em duas doses, com no mínimo 21 dias de intervalo, mas no Brasil, atualmente, é aplicada com um intervalo de 8 semanas&quot;. Linha três: Ilustração de duas seringas com líquido laranja, e o texto &quot;Dosagem diferente da vacina para adultos; crianças recebem o imunizante com 0,2ml ou 10 microgramas e pessoas acima de 12 anos recebem 0,3ml&quot;. Linha quatro: ilustração de dois frascos, um com tampa laranja e um com tampa azul, e ao lado, o texto &quot;A vacina infantil tem a tampa do frasco laranja e a adulta possui a tampa na cor roxa&quot;. Linha cinco: ilustração de gráfico circular laranja com 95%, e o texto &quot;A Comirnaty possui 95% de eficácia&quot;." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Infografico_Vacinacao_coronavac-1024x1024.png" alt="Descrição da imagem: Infográfico quadrado e com fundo verde musgo. No centro superior, em branco e em caixa alta, o título &quot;Vacina Infantil Coronavac da Farmacêutica Butantan&quot;. Abaixo, box com fundo branco. São dois blocos, o da esquerda com ilustração e o da direita com o texto. Linha um: ilustração preta de duas pessoas em ícone, e o texto &quot;Público: 6 a 17 anos&quot;. Linha dois: Ilustração de um calendário em branco, azul e preto, e o texto &quot;Aplicada em duas doses, com 28 dias de intervalo&quot;. Linha três: Ilustração de um &quot;X&quot; vermelho e o texto &quot;Não aplicada em crianças imunicomprometidas&quot;. Linha quatro: Ilustração de uma seringa com líquido azul e, abaixo, o texto &quot;Mesma dose: 600 Su em 0,5ml&quot;. Ao lado, ilustração de um frasco, com tampa rosa e líquido rosa claro claro e, abaixo, o texto &quot;Mesma formulação que aquela aplicada em adultos&quot;. Abaixo, um botão verde com o texto &quot;Informações disponibilizados pela Anvisa&quot;." loading="lazy" />														
			<h3>A segurança e a importância da vacina infantil</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-1e24635a-7fff-4bfb-271c-3be8d4039b70" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As vacinas aprovadas para uso pediátrico foram consideradas seguras não só pela Anvisa, mas também pela agência reguladora de medicamentos americana, a Food and Drug Administration (FDA), e pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Além disso, a agência brasileira contou com a consulta e acompanhamento de um grupo de especialistas. “O olhar de especialistas externos foi um critério adicional adotado pela Anvisa para que o uso da vacina por crianças fosse aprovado dentro dos mais rigorosos critérios”, afirmou o órgão em nota no <a style="text-decoration: none" href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2021/anvisa-aprova-vacina-da-pfizer-contra-covid-para-criancas-de-5-a-11-anos">site oficial</a>.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Participaram da análise para aprovação da vacina especialistas da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sociedade Brasileira de Imunologia (SBIm) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). As três últimas também enviaram uma <a style="text-decoration: none" href="https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/211215-carta-divulgacao-sbim-sbi-sbp-anvisa.pdf">nota técnica</a> recomendando a liberação. A segurança e eficácia da vacina infantil da Pfizer também foi confirmada pelo <a style="text-decoration: none" href="https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/70/wr/mm705152a1.htm">Centro de Controle de Doenças</a> (CDC) dos Estados Unidos, após análise da aplicação de 8,7 milhões de doses em crianças no período de 3 de novembro a 19 de dezembro de 2021. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo o <a style="text-decoration: none" href="https://butantan.gov.br/noticias/covid-19-e-a-segunda-causa-de-morte-em-criancas--veja-o-infografico-e-entenda-a-importancia-da-vacinacao">Instituto Butantan</a>, a Coronavac tem um altíssimo perfil de segurança, sendo, dentre os imunizantes disponíveis, o que causa efeitos adversos mais leves e em menor quantidade. Além disso, os ensaios clínicos e os dados de efetividade feitos no Chile e na China já mostraram que a vacina estimula o sistema imune a combater o vírus. A autorização também levou em conta a necessidade de ampliar as alternativas disponíveis para essa faixa etária.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O médico infectologista e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Vargas Schwarzbold, afirma que é fundamental imunizar a população pediátrica para o controle da pandemia e explica por que é preciso ampliar a vacinação infantil:  "As crianças vão passar a ser o principal alvo do vírus, pois o restante da população está imunizada. Em locais como o Brasil, que tem tido sucesso com a vacinação, o vírus vai procurar populações suscetíveis, como a população pediátrica, para continuar circulando”.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O professor ainda reforça que, além de as crianças estarem mais expostas, elas passam a ser vetores de transmissão, ou seja, podem se infectar e transmitir para pessoas mais vulneráveis. Logo, quanto mais o vírus se espalha, mesmo em casos leves, maior a chance de surgimento de novas variantes. </p>		
			<h3>Reações e efeitos adversos da vacina infantil</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-5b2799b8-7fff-dabf-35ad-8fe7b5201fa1" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Uma das principais preocupações dos pais ou responsáveis são as possíveis reações e efeitos da vacina no organismo da criança. O CDC constatou que, dentre as 8,7 milhões de doses da vacina infantil da Pfizer aplicadas, foram notificados 4.249 eventos de reações, o que representa apenas 0,049%. Destas, 97,6% desses efeitos foram leves, como dor no local da injeção, fadiga ou dor de cabeça. Conforme dados do Instituto Butantan, a Coronavac também apresentou resultados positivos quanto aos eventos adversos: 86% dos casos de reação à vacina registrados em crianças não são do tipo grave.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um dos efeitos adversos mais comentados é a ocorrência de miocardite, uma inflamação no músculo cardíaco que pode se manifestar como Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P). A SIM-P é uma condição rara que afeta os vasos sanguíneos de crianças e adolescentes. Entretanto, segundo o CDC, foram constatados apenas 11 casos de miocardite após a aplicação da vacina e todos tiveram uma evolução favorável, com nenhuma ocorrência de morte.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Schwarzbold também ressalta que o relatório americano mostra que isso foi um evento raríssimo e que a doença não deve ser uma preocupação de efeito pós-vacina. “A miocardite pode afetar, na verdade, as crianças que são infectadas pelo coronavírus. No Brasil tivemos hospitalizações por conta disso e com muitas complicações. Essa é uma razão para incentivar a vacinação, de modo a evitar que o vírus cause efeitos no coração da criança. A vacina infantil é segura e eficaz para população pediátrica" afirma o infectologista.</p>		
			<h3>Gravidade da Covid-19 em crianças</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com o Instituto Butantan, em dezembro do ano passado, a Covid-19 foi constatada como a segunda maior causa de mortes de crianças entre 5 e 11 anos, atrás apenas dos acidentes de trânsito. Apesar de o vírus ser considerado menos grave em crianças quando comparado a adultos, elas ainda assim ficam doentes e podem ter evoluções desfavoráveis. Em dezembro de 2021, a Fiocruz emitiu uma <a style="text-decoration: none" href="https://agencia.fiocruz.br/sites/agencia.fiocruz.br/files/u35/nt28.12.pdf">nota técnica</a> para informar que o Brasil, até 4 de dezembro de 2021, hospitalizou 19,9 mil pessoas abaixo de 19 anos com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Destas foram notificados 1.422 óbitos, sendo 208 de crianças de 1 a 5 anos e 796 de 6 a 19 anos.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A Sociedade Brasileira de Pediatria também divulgou uma <a style="text-decoration: none" href="https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-crianca/sbim-sbp-e-sbi-alertam-que-vacinas-covid-19-em-criancas-sao-uma-questao-prioritaria-de-saude-publica-no-brasil/">nota</a> de alerta para a importância da vacinação infantil: “A presença de uma variante como a Ômicron, com maior transmissibilidade, mesmo se comprovada sua menor gravidade, torna grupos não vacinados (como crianças menores de 12 anos) mais vulneráveis ao risco da infecção e suas complicações, conforme vem sendo observado em outros países com presença dessa variante”.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em relação aos casos de  SIM-P, provocados pela infecção da Covid-19, foram notificados no Brasil, até 27 de novembro de 2021,  2.435 casos suspeitos em crianças e adolescentes de zero a 19 anos. Desses, 1.412 (58%) casos foram confirmados, e 85 evoluíram a óbito, segundo <a style="text-decoration: none" href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2021/12/Nota-vacinacao-de-criancas_2021-12-23_assinado.pdf">dados da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.</a></p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Schwarzbold, mesmo que o vírus não afete as crianças de forma grave, elas podem ter manifestações clínicas que têm potencial de atrapalhar o desenvolvimento neuropsíquico-motor. “Essas crianças podem ter dores de cabeça e principalmente, como muitos adultos, fadiga, inclusive crônica. O chamado pós-covid e as sequelas para população pediátrica podem ser muito incômodos e desconfortáveis para o aprendizado”, explica o professor.</p>		
												<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/comprovado-658x1024.png" alt="Ilustração vertical e colorida de uma escala em formato ondulado, com ilustrações circulares nas extremidades inferior e superior. Na ilustração superior, roxa, mulher com cabelos brancos, lisos e compridos usa capuz roxo escuro; ela tem pele parda e um olhar sério. Abaixo da ilustração, há uma nuvem de fumaça roxa. Na escala, os elos coloridos se intercalam com os elos transparentes. Há quatro elos coloridos, de cima para baixo: roxo, bordô, marrom forte e marrom fraco. Abaixo do último elo, ilustração circular de uma cientista de dele branca, cabelos curtos e ondulados, que usa óculos redondos e segura nas mãos um frasco transparente com fumaça verde saindo. Ao lado esquerdo inferior, há uma etiqueta com a frase &quot;Comprovado&quot;." loading="lazy" />														
		<p><strong>Veredito final: Comprovado!</strong></p><p>A vacinação infantil é segura, necessária e eficaz.</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
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