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A força de um átomo



Tente imaginar, neste instante, a medida de um metro dividido por um bilhão. Díficil? Este é o tamanho que o novo Microscópio de Força Atômica da UFSM consegue examinar. A máquina, que veio da Coreia do Sul para Santa Maria, entre as várias funções, faz análises mais precisas da superfície das substâncias estudadas e exige menor preparação de materiais em comparação com outros microscópios da universidade.

 

 

O equipamento consegue fazer diversos tipo de imagens, como magnéticas, elétricas e mecânicas. A principal função desse tipo de microscópio é saber mais sobre a estrutura de cada amostra por meio de três mapeamentos topográficos feitos por uma sonda. No primeiro, a máquina percorre a amostra em contato direto para saber a distância entre um objeto e outro. No segundo, a sonda não entra em contato direto com o material, apenas mede a força de interação entre os átomos. Já no terceiro, ela faz movimentos para cima e para baixo buscando entender a consistência e a adesão da substância. De acordo com Thiago Burgo, professor do departamento de Física da UFSM e operador do equipamento, saber as condições da superfície estudada é um dos pontos que guia uma pesquisa.

 

Outro ganho importante para os pesquisadores que usam o microscópio é a facilidade de analisar as amostras, pois a tecnologia não exige uma grande preparação, se comparada a microscópios eletrônicos. Segundo Burgo, o tempo de manipulação do material e de análise diminui de horas para minutos. Além disso, o equipamento não necessita que o elemento estudado seja condutor de eletricidade, o que descarta o uso de coberturas metálicas durante a observação.

 

O primeiro microscópio de força atômica da UFSM é um dos mais modernos que existem, está instalado no Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE) e seu valor, segundo Burgo, é de 160 mil dólares – quase 600 mil reais. A tecnologia do instrumento reduz de forma considerável o preço gasto nos estudos. O professor conta que, dependendo do tipo de análise, a sonda usada pode fazer entre 50 e 100 leituras, e o preço dela gira em torno de 180 reais, enquanto imagens feitas em outros microscópios podem chegar a 500 reais cada uma.

 

Democratização científica

 

Mais uma característica interessante do microscópio é o multiuso, ou seja: ele pode ser usado para diversas análises, em diferentes centros e pesquisas – inclusive externas à UFSM, de acordo com Thiago Ardenghi, da Coordenadoria de Pesquisas da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisas (PRPGP) da UFSM. Na maioria dos casos, as máquinas são adquiridas via editais de agências de financiamento como Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Capes (Capes) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A Universidade já foi contemplada em vários editais ao longo dos últimos anos, sendo o caráter multiusuário dos equipamentos uma das exigências para a aquisição.

Para acessar aos equipamentos multiusuários da UFSM, o interessado deve buscar no site o aparelho que necessita. Por meio do portal, também é possível descobrir informações importantes sobre os responsáveis pelo equipamento e onde encontrá-lo. Entretanto, nem todas as máquinas estão disponíveis para agendamento online. Nesses casos, o pedido deve ser feito de forma presencial com o responsável por cada instrumento.

 

A UFSM também oferece treinamento para aqueles que não sabem utilizar o maquinário. Ardenghi reconhece que esse tipo de aparelho “prevê uma democratização de acesso à toda comunidade científica. Pesquisas importantes e de alto impacto estão sendo desenvolvidas com esses equipamentos, o que contribui sensivelmente para consolidação da UFSM como um polo de geração de conhecimento”.

Reportagem: Paulo César Ferraz, acadêmico de Jornalismo

Edição: Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo

Fotografia: Rafael Happke

Ilustração: Lidiane Castagna, acadêmica de Desenho Industrial


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