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Drogas que combatem a malária podem ser a cura para a Covid-19?



A hidroxicloroquina foi apontada em estudos chineses como possível tratamento para o novo coronavírus. Até o momento, O uso combinado da droga apenas inibiu a ação do vírus no corpo humano. Ainda há, portanto, questionamentos sobre sua eficácia. Não se sabe ao certo a dosagem adequada, nem em que momento o remédio deve ser aplicado no tratamento.

 

Mesmo assim, o Ministério da Saúde aposta no uso da droga em casos graves de pacientes infectados pelo SARS-CoV-2 e que estejam hospitalizados. A recomendação seria para tratamento por cinco dias.

Pesquisas chinesas

A hidroxicloroquina, medicamento derivado da cloroquina e conhecido pelo nome comercial de Reuquinol, é utilizada como combate ao parasita causador da malária. Por ter ação anti-inflamatória, também é usada para lúpus e artrite reumatóide. A droga tem sido utilizada em estudos sobre o novo coronavírus. 

 

Uma das primeiras pesquisas sobre a eficácia da hidroxicloroquina para combater o novo coronavírus foi publicada na revista Nature. O estudo de cientistas de Wuhan e Pequim, na China, é baseado apenas em testes in vitro, ou seja, sem testes em humanos. Os resultados para a inibição da SARS-CoV-2 foram positivos. Além disso, houve combinação com outra droga, o antiviral remdesivir, utilizado para tratar o ebola. 

 

Outro estudo de pesquisadores da Universidade de Qingdao, China, publicado na BioScience Trends, observa, a partir da análise de cem pacientes, que a cloroquina e a hidroxicloroquina podem ser eficientes para o controle da pneumonia em quadros do novo coronavírus. Dada a pandemia, os pesquisadores chegaram a recomendar o uso da droga por ser barata e utilizada há mais de 70 anos.

 

Apesar dos resultados iniciais, pesquisas do Centro Clínico de Xangai questionam a eficácia da hidroxicloroquina no tratamento do novo coronavírus. Os cientistas testaram dois grupos de 15 pacientes internados na China sem abandonar os outros cuidados. O primeiro recebeu hidroxicloroquina e o segundo não. Após cinco dias de tratamento, todos os pacientes foram submetidos à tomografia computadorizada. Não foi notada nas imagens nenhuma diferença significativa entre os dois grupos.

Tratamento auxiliar

O Ministério da Saúde divulgou nota, na semana anterior, para anunciar que a cloroquina e a hidroxicloroquina podem ser usadas por pacientes internados com casos graves do novo coronavírus. A recomendação é para uso complementar aos demais procedimentos, como a assistência ventilatória. O protocolo é para até cinco dias de tratamento. 

 

O texto, publicado no site do Ministério, informa a distribuição de 3,4 milhões de unidades dos remédios para os estados e, ainda, alerta “tanto a cloroquina e a hidroxicloroquina não são indicadas para prevenir a doença e nem tratar casos leves”.

Medicamentos especiais

Em função da busca desenfreada pela cloroquina e pela hidroxicloroquina nas farmácias brasileiras, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu os dois medicamentos na categoria de controle especial. A medida objetiva garantir o tratamento de pacientes com malária, lúpus e artrite reumatóide. 

 

A Anvisa ainda faz dois alertas, um para as farmácias e outro para os pacientes. Para as farmácias, a Agência reforça que a venda irregular passa a ser considerada infração grave. Já para os pacientes, o órgão destaca que o uso sem supervisão “pode representar um alto risco às pessoas”. Entre os efeitos colaterais que a hidroxicloroquina pode causar estão: convulsões, arritmia cardíaca, erupções na pele e visão borrada. 


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