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UFSM em movimento



Esporte Universitário incentiva a prática de atividades físicas

O Esporte Universitário é um projeto de desenvolvimento institucional que oferece diversas modalidades esportivas na Universidade Federal de Santa Maria. Os esportes são praticados por acadêmicos, docentes e servidores nas instalações do campus, principalmente no Centro de Educação Física e Desportos (CEFD). As atividades são supervisionadas por professores e alunos monitores. As inscrições para participar do projeto são feitas pelo Portal do Aluno no começo de cada período letivo.

O projeto iniciou as atividades no final do segundo semestre de 2017 e foi retomado em 2018. Depois, foi renovado até agosto de 2021. Em 2019, tornou-se projeto de desenvolvimento institucional junto à reitoria da UFSM. Assim, passou a receber recursos da Pró Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) para manter bolsas de R$ 250,00 para alunos monitores. Estes acadêmicos são dos cursos de Educação Física e Dança, tanto licenciatura quanto bacharelado e são coordenados pelo professor Gustavo de Oliveira Duarte.

O Esporte Universitário não visa treinamentos para competições. As atividades têm fim recreativo e promovem um espaço para a comunidade acadêmica realizá-las dentro da universidade. Com 34 modalidades disponíveis no primeiro semestre de 2019, o projeto atinge cerca de mil estudantes. Além de futebol, vôlei, basquete e handebol, o projeto também disponibiliza modalidades de lutas como Judô, Jiu-Jitsu, boxe entre outros. Além disso, atividades de danças também estão disponíveis. A natação é a modalidade com maior procura e é ofertada em 6 turmas.

O professor Duarte destaca a capacidade que o esporte possui de aproximar as pessoas, independente de suas personalidades: “O esporte tem uma competência social que cria vínculo entre as pessoas. Alunos que nunca iriam se encontrar, em função de cursos diferentes, se encontram aqui no esporte universitário”.

O estudante Aldebar Pereira está no 10º semestre de Engenharia Elétrica e pratica natação na quinta-feira durante a manhã. Ele participa do projeto desde seu início, em 2017, quando se matriculou para natação mesmo sem saber nadar. Depois de quase dois anos, já aprendeu a nadar os quatro estilos de nado: livre, costas, borboleta e peito.

Aldebar afirma que teve melhora em sua qualidade de vida após ingressar no projeto: “Não me incomodo mais em ter que caminhar por meia hora, por exemplo. A prática do esporte nos faz liberar endorfina e isso melhora nosso humor, psicológico e emocional. Posso dizer que até meu desempenho acadêmico aumentou depois que entrei para o Esporte Universitário”, destaca.

Estrutura para o futuro

Em 2020, o CEFD completará 50 anos, por isso algumas melhorias estão previstas, como na pista de atletismo, além da construção de um novo prédio para receber aulas, que deve ficar pronto em quatro anos. O CEFD também passa por reformas no ginásio 2, onde aconteciam as modalidades de musculação e lutas. Em virtude disso, a musculação  está temporariamente suspensa, já as lutas foram transferidas para o tatame do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM). Enquanto as melhorias não ocorrem, os organizadores arrumam “jeitinhos” para os problemas de estrutura: “Nós perdemos um dos ginásios, onde ficava a academia e vamos perder a pista de atletismo por causa das obras. Mas fizemos parcerias com o Politécnico, CTISM, com o RU, com a Casa do Estudante. Os alunos sabem que professor de Educação Física se ‘vira nos 30’, arrasta cadeira, se não tem música canta e bate palmas”, ressalta Gustavo.

Leonardo Farias está no 8º semestre de Educação Física – Bacharelado e é monitor de três turmas de natação e uma de futebol 7 feminino. Para ele, diante dos recursos que a universidade tem, os materiais são suficientes para cumprir as necessidades da natação, além de valorizar a importância de haver uma piscina do porte que a UFSM oferece. Leonardo, considera a experiência gratificante e uma forma de progredir na profissão: “Nas aulas, eu busco ir atrás de conteúdos e didáticas novas para passar aos alunos, isto estimula minha criatividade. Tenho aprendido a conviver e ser compreensivo com os alunos, eles estudam como nós e também têm uma rotina difícil. Usam deste espaço para relaxar”, diz o monitor.

Para o professor Gustavo, o objetivo futuro do programa é melhorar a qualidade estrutural: “Nós queremos qualificar e não expandir porque o projeto já é grande, mas a gente sabe que isso demora. Para colocar um ar condicionado aqui demorou seis meses. É muita burocracia”, reclama. Todavia, o coordenador ressalta que o improviso, muitas vezes, é uma necessidade: “Nós adaptamos, mas não queremos baixar o nível. Não vamos fazer bola de meia para jogar.  Queremos equipamentos oficiais, como bolas, material para pilates, porque os maiores beneficiários do projeto são os alunos”. Na universidade, a busca pela excelência profissional é um preceito em todas atividades, independente do âmbito a qual é realizada. Todo o trabalho aqui executado, reflete direta ou indiretamente na vida da comunidade acadêmica e santamariense.

Bastidores

A ideia da matéria surgiu da nossa curiosidade em conhecer melhor o projeto do Esporte Universitário. Antes de irmos a campo em busca de informações, tudo o que  sabíamos a respeito do tema eram releases de divulgação e relatos de conhecidos que participaram ou participam do programa. Nosso objetivo era descobrir o intuito do projeto e o que ele proporciona não só para os participantes, mas para todos os envolvidos nele.

Para isso, entrevistamos o Coordenador do Esporte Universitário, recolhemos informações junto à supervisão do projeto, além de entrevistar um monitor e alunos que participam das modalidades oferecidas. Nós também acompanhamos algumas aulas de atletismo e natação e visitamos os locais que recebem as disciplinas esportivas dentro do campus. Foi isso que julgamos mais necessário para escrever a matéria, tendo em vista o objetivo que nos propusemos.

Reportagem: Gabriel Marques, Luís Henrique Ramires e Wederlei Pires

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