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Semana da África e encontro intercultural promovem valorização da diversidade na UFSM-FW

Atividades realizadas ao longo da semana reuniram estudantes, servidores e comunidade acadêmica em momentos de integração, reflexão e compartilhamento de saberes africanos e indígenas.



A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), campus Frederico Westphalen, promoveu ao longo da semana atividades voltadas à valorização da diversidade cultural e ao compartilhamento de saberes. Entre as iniciativas estiveram a 1ª Semana da África e o 3º Encontro Compartilhando Saberes: Integração Cultural, organizado pela Licenciatura Intercultural Indígena. 

A Semana da África foi idealizada a partir de uma proposta que vinha sendo discutida desde 2022, quando os primeiros estudantes africanos chegaram ao campus. Segundo a organização, o aumento do número de estudantes africanos na UFSM/FW em 2026, oriundos de quatro países diferentes, fortaleceu a iniciativa e mobilizou diferentes setores da universidade para sua realização.

A organização contou com o envolvimento de servidores, do Núcleo de Assistência Estudantil (NAE), do grupo de estudantes estrangeiros e com o apoio de setores como a DAP, Codinter, da vice-diretora Eliane Pereira Dos Santos e da produtora cultural Cristina Guerini.

Para as organizadoras, a Semana da África representou um espaço de acolhimento e troca de experiências entre os estudantes africanos e a comunidade acadêmica. “Foi um espaço em que os estudantes puderam demonstrar suas culturas, suas histórias, um pouco da culinária, da arte e da dança”, destacam.

Além das atividades culturais, o evento promoveu debates sobre os impactos do colonialismo e suas consequências na realidade contemporânea dos países africanos. Segundo a organização do evento, a programação também contribuiu para ampliar as discussões sobre relações étnico-raciais e combate ao racismo estrutural.

“Foi um momento importante para uma reflexão acerca do que foi o colonialismo e como ainda impacta na economia, na construção social e na luta pela libertação dos países africanos. Contribuiu para a ampliação do debate crítico acerca das relações étnico-raciais, do combate ao racismo estrutural e da promoção de uma formação acadêmica comprometida com a diversidade, os direitos humanos e a justiça social”, afirma.

Também durante a semana, a Licenciatura Intercultural Indígena realizou o 3º Encontro Compartilhando Saberes: Integração Cultural. A programação incluiu palestra sobre a colonização portuguesa na África e no Brasil, oficinas de Canva e edição de vídeo, atividades culturais e momentos de integração entre os participantes. Durante o encontro, também foram realizadas atividades de convivência, incluindo a realização de tranças, apresentações culturais e um momento de confraternização entre os participantes.

Ao final da Semana da África, a organização reforçou a importância de conhecer o continente africano para além dos estereótipos. “Gostaríamos que todos buscassem conhecer um pouco do continente africano em sua pluralidade histórica, cultural, social, científica e econômica. Isso contribui para despertar a empatia, o respeito e a valorização do mesmo”, destaca a organização do evento.

Texto: Ynaê Barbosabolsista na Âgencia Íntegra.

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