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User Experience Design e User Interface: Conhecendo e aprendendo as diferenças



Nesta edição do PET-Redação abordaremos os temas User Experience Design (UX) e User Interface Design (UI). Primeiramente, qual o significado destes dois termos?

Enquanto User Interface Design é o meio pelo qual é feita a interação entre a interface e o usuário de um produto (é a parte do produto que o usuário se depara quando olha para um site, por exemplo), User Experience Design é o estudo e análise da melhor maneira de atender as necessidades do usuário, tornando sua experiência satisfatória, é como o usuário se sente ao utilizar o seu produto. Dessa forma, UX necessita de um estudo sobre a percepção do usuário sobre o sistema, a sua usabilidade e facilidade de uso, dentre outros fatores. Esses aspectos são responsáveis por tornar o produto mais atrativo para o usuário, que não busca somente um produto que cumpra as suas necessidades, mas também, que isso seja feito da melhor maneira possível. É importante ressaltar também que, para um melhor resultado, UX e UI são dois conceitos que devem andar juntos sempre que estamos desenvolvendo um produto. Durante esse processo, devemos atentar que o usuário quer algo que provoque uma positividade, que faça ele desejar utilizá lo novamente e até recomendá-lo a um conhecido. Por essa mesma razão que UI e UX estão interligados, um complementa o outro, uma vez que o programa também precisa ser funcional para fornecer uma experiência completa.

É notório que há um grande impacto na aprovação e reconhecimento de um produto em ao se aplicar metodologias de UX ao seu desenvolvimento. Por essa razão, o UX Designer deve ser uma pessoa bastante criativa e ter bom conhecimento das disciplinas do UX Design, além de ter um bom nível de reconhecimento pela equipe de desenvolvimento, que considere suas ideias para melhorias no produto que por sua vez, refletirão em melhorias na experiência do usuário. É importante que se tenha esse cuidado pois isso é o que determinará o seu sucesso. Basta considerar que, por mais que um sistema entregue todas as necessidades do usuário, se o mesmo for difícil de interagir, ele não será tão aceito quanto poderia ter sido se essa questão tivesse sido avaliada previamente. Vale ressaltar, também, que UX não é apenas o Design Visual em si, mas o conjunto de outras primitivas, como o conteúdo apresentado, a usabilidade, questões de interação com o usuário, dentre outras. Assim sendo, o UX Designer deve estar presente desde o início à conclusão do projeto, além de ter pleno conhecimento das disciplinas do UX Design para garantir um melhor resultado para o usuário final.

Dentre as diversas disciplinas do UX Design, segue abaixo algumas delas, abordadas pelo designer gráfico João Faraco:

  1. Usabilidade

Nesta disciplina é realizada uma pesquisa de campo, que permite identificar onde estão os problemas e qual o objetivo e as necessidades do usuário. É uma etapa de coleta de informações e verificação do objetivo do negócio.

  1. Arquitetura da informação

De modo geral, durante esta disciplina analisamos as necessidades do usuário em tarefas, e aplicamos diretrizes para verificar se são mensuráveis, se permitem avaliações, se são factíveis e possíveis de se realizar, etc.

  1. Design Gráfico

Substancialmente, o design gráfico é a apresentação, o layout, a parte mais visual do produto.

  1. Design de Interação

Nesta disciplina elaboramos fluxos de interação, como, por exemplo, quais as telas de uma aplicação que o usuário deve passar para realizar uma operação – uma espécie de passo a passo para as operações, serviços.

  1. Prototipagem

De modo geral, prototipagem é o momento de desenvolver “esqueletos” das telas, protótipos que podem ser funcionais ou não funcionais, para avaliar as abordagens do produto durante o desenvolvimento.

As disciplinas brevemente comentadas anteriormente estão interligadas e a união de todas as disciplinas – além das já citadas – é que resulta na experiência final do usuário.

Tendo em vista que UX está diretamente relacionado à percepção do usuário e a forma como o mesmo se sente, John Whalen, um psicólogo de UX – fundador da Brilliant Experience, uma empresa de estratégia de UX que adota uma abordagem baseada em psicologia no processo de design – realizou estudos sobre 6 forças motivacionais que influenciam essa experiência e, segundo ele, essas forças são capazes de auxiliar os UX Designers a tomarem melhores decisões e medidas na hora de projetar a experiência para o usuário. Esses fatores têm extrema importância para o sucesso do produto e, portanto, iremos abordá-los um pouco a seguir:

  1. Visão e Atenção

São fatores diretamente relacionados à UI, que estão ligados a recursos visuais como: padrões de cores, tamanhos utilizados, dentre outros. Esses aspectos, podem auxiliar, por exemplo, na necessidade de destacar algum elemento específico na sua interface que chame a atenção do usuário ao abrir a aplicação ou página, sendo de extrema importância para auxiliar o usuário na sua interação com o produto.

  1. Senso de Localização/Orientação

Este fator está ligado à arquitetura da informação do sistema, à hierarquia visual, conteúdos, dentre outros aspectos. É a capacidade de um usuário de saber facilmente como encontrar uma ação ou realizar uma operação, sabendo onde ele está a cada etapa do processo e como chegar no próximo ponto. Isso deve ser mostrado de maneira clara e coesa para o usuário, evitando que o mesmo se confunda ou se perca durante o processo e, por fim, que desista da interação.

  1. Memória e Semântica

É importante notar que os usuários estão acostumados com um certo “padrão” de interações, ou seja, eles chegam para utilizar o produto com desejos e expectativas baseadas em experiências passadas com outros produtos. É importante, portanto, analisar qual é o público alvo e quais aplicações semelhantes são utilizadas por eles. Isto não significa que devem ser iguais, mas devem ter aspectos semelhantes sobre a sua usabilidade para atender às expectativas dos usuários de forma simples e natural. A memória tem também um papel fundamental junto à Orientação, pois o usuário precisa saber quais os passos anteriores que foram realizados durante o processo.

  1. Linguagem

A linguagem é uma parte bem importante da experiência pois ela é que realiza a comunicação e transmissão de informações ao usuário. É importante que seu produto analise a melhor forma de se comunicar com o seu público-alvo, qual o tempo verbal adequado a ser empregado ou até mesmo se seria interessante adotar regionalismos ou uma linguagem mais informal. Ademais, deve-se evitar o exagero de informações a serem exibidas, evitando deixar o usuário confuso ou perdido durante a sua interação com o produto.

  1. Emoção

Os usuários chegam ao produto trazendo experiências emocionais, frustrações e desejos e possuem uma certa expectativa sobre o produto. Assim, é importante notar que os usuários têm receio e medo de cometer erros. Ademais, é importante analisar o que no seu produto proporcionará um significado para a experiência e marcará o usuário com experiências positivas, assim como o que os conquistará e tornará o processo mais atraente para o mesmo. Outra característica deste fator, é a possibilidade de analisar o motivo de um determinado comportamento do usuário nas diversas situações, permitindo que, com base nessa análise, sejam feitas alterações no produto de forma a melhorar a experiência.

  1. Tomada de Decisão

É importante que o seu produto consiga proporcionar facilidade na tomada de decisões do usuário. O designer deve ser capaz de auxiliar o usuário a tomar decisões, antecipando suas necessidades e desejos para melhorar a experiência e o reconhecimento do produto.

A experiência do usuário depende de como este se sente em relação ao produto, como ele pensa e o que os motiva, e, portanto, é interessante relacionar aspectos humanos – psicológicos – ao processo de desenvolvimento. Ao pensar na interação entre a interface e o usuário (UI), em como essa interação afetará o seu lado emocional e sua experiência com o sistema (UX) e nos 6 aspectos citados anteriormente, iremos estar melhorando significativamente a experiência que o usuário terá ao interagir com o produto. Tudo está interligado e, portanto, são todos aspectos bem importantes e relevantes e não devem ser trabalhados de forma isolada.

 

Autor: Raíssa Arantes

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