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Rio Doce deixa de correr na foz original e de desaguar no Atlântico pela primeira vez na história



http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/07/12/interna_gerais,667496/rio-doce-deixa-de-correr-na-foz-original-e-de-desaguar-no-atlantico.shtml

 

Linhares (ES), Rio Doce, Governador Valadares, Aimorés e Ponte Nova – A agonia do maior curso d’água do Sudeste brasileiro chegou ao patamar mais crítico da história. Sem força, as águas do Rio Doce, que nascem em Minas Gerais e atravessam o estado até o Espírito Santo não deságuam mais no Oceano Atlântico no ponto tradicional. Considerado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o 10º mais poluído do país, o manancial chegou a um estágio tão grave de seca e assoreamento que a foz – que se alargava por 380 metros de comprimento e tingia a costa capixaba de sedimentos cor de barro – recuou 60 metros continente adentro e se encontra agora como uma lagoa, represada por uma faixa de areia grossa de dois metros de altura. O bloqueio ocorreu há dois meses, em Regência Augusta, um distrito do município de Linhares (ES). Mas o que ocorre no estado vizinho é apenas o estágio final de um mapa de degradação que começa já na cabeceira e se estende não só pelos 850 quilômetros do leito, mas também pela maior parte da bacia de 86 mil quilômetros quadrados. Segundo ambientalistas, biólogos e hidrólogos, foram as agressões como desmatamento, despejo de esgotos e descargas químicas em Minas Gerais, que comporta 86% da bacia, que levaram a essa situação de penúria.


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