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				<title>Vai acontecer uma nova onda de Covid-19?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/vai-acontecer-uma-nova-onda-de-covid-19</link>
				<pubDate>Thu, 05 Jan 2023 19:50:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[contaminação]]></category>
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						<description><![CDATA[A disseminação da nova subvariante da Ômicron trouxe muitas dúvidas sobre quais cuidados ainda devem ser adotados para evitar a contaminação com o vírus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Desde abril de 2022, a flexibilização das medidas adotadas contra a propagação da  Covid-19, como o uso de máscaras ter deixado de ser obrigatório, começou a valer em todos os estados brasileiros. No entanto, em dezembro, os casos voltaram a aumentar e a subvariante da Ômicron gera preocupação sobre uma nova onda da pandemia. </p>
<p>Dados reunidos pelo <a href="https://g1.globo.com/saude/coronavirus/noticia/2023/01/04/brasil-registra-207-mortes-por-covid-media-de-obitos-se-mantem-em-estabilidade.ghtml">consórcio de veículos de imprensa</a> até o dia 4 de janeiro de 2023 mostram que o país mantém uma média móvel de registros de 21 mil casos diários de Covid-19 e 120 mortes por dia.</p>
<p> </p>
<p>Em novembro de 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia classificado a cepa Ômicron do coronavírus como uma “variante de preocupação”, por ter muitas mutações que podem conferir vantagens ao vírus. </p>
<p> </p>
<p>Ela deu origem a diversas subvariantes. As mais recentes são a BE.9 e a BQ.1, e esta última apresentou uma rápida disseminação pelo país. </p>
<p> </p>
<p><b>Subvariante BQ.1 </b></p>
<p> </p>
<p>A BQ.1 apresenta mutações na proteína <i>spike</i>. Ela fica localizada na superfície do vírus da Covid-19 e permite que ele se ligue à célula e a infecte. Por isso, a subvariante pode contribuir para o aumento da transmissibilidade e na capacidade de infecção pelo coronavírus.</p>
<p>Conforme o professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e médico epidemiologista da Vigilância em Saúde do município de Santa Maria, Marcos Antônio de Oliveira Lobato, essas mutações escapam à nossa imunidade natural e vacinal. “O surgimento de novas variantes e subvariantes era esperado e, no futuro, vão aparecer outras com uma capacidade ainda maior de escapar das vacinas, a gente só não sabe quando isso vai acontecer”, destaca o professor. </p>
<p> </p>
<p>De acordo com a OMS, até o momento a BQ.1 já foi identificada em mais de 60 países, incluindo o Brasil, e pode se tornar prevalente. Em Santa Maria, foram registrados três casos até dezembro de 2022. </p>
<p>Porém, Lobato afirma que certamente existem mais casos da variante no município. No entanto, para detectá-la, é necessário realizar o sequenciamento completo do genoma do vírus, o que exige um exame caro e demorado. Além disso, a flexibilização de medidas de prevenção pode potencializar o surgimento de uma nova onda da doença no país. </p>
<p>“É muito provável que chegue uma nova onda por causa dessa nova subvariante. Os dados não são suficientes para entendermos como ela vai ser, mas provavelmente será um pouco menos intensa do que a do final de 2021 e início de 2022, quando tivemos muitos casos notificados e poucos óbitos e internações”, explica o epidemiologista. </p>
<p> </p>
<p><b>As restrições podem voltar? </b></p>
<p>Segundo o professor, algumas restrições podem voltar a ser adotadas, como o uso de máscaras em ambientes fechados e no transporte público, além de que a população deveria evitar aglomerações. No entanto, medidas seguidas em 2020, como o isolamento social e a redução da circulação de pessoas dificilmente vão voltar a acontecer. Isso só ocorreria caso surjam novas variantes que as vacinas não consigam cobrir. </p>
<p>“Crescendo o número de casos, temos que contê-los, porque o prejuízo social é muito grande. Existe sim a possibilidade de voltarmos à calamidade pública e à superlotação do sistema de saúde. Já passamos por isso, então vamos evitar que aconteça novamente”, pontua Lobato. </p>
<p> </p>
<p><b>Cuidados e prevenção</b></p>
<p>As subvariantes da ômicron “escapam” com mais facilidade dos anticorpos gerados tanto pelas vacinas quanto por infecções anteriores. No entanto, as vacinas atuais ajudam a reduzir o risco de infecção grave.</p>
<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de duas vacinas bivalentes da Pfizer desenvolvidas especificamente para proteger contra a variante. Essas vacinas são capazes de imunizar contra mais de uma versão de um vírus de uma só vez.</p>
<p>O objetivo do reforço é expandir a resposta imune específica à ômicron e melhorar a proteção da população. Esses imunizantes devem chegar em breve ao país, mas a data ainda não foi divulgada. </p>
<p>Conforme Lobato, a melhor forma de evitar complicações da doenças e novas ondas é a vacinação. O professor destaca que é preciso ter uma parte expressiva da população com o esquema vacinal completo (duas doses e uma de reforço). “A curto prazo não temos perspectiva do fim da pandemia, pois se o que estamos fazendo não muda, como podemos esperar resultados diferentes? Se as pessoas deixarem de se vacinar vai voltar o caos dos outros anos”, afirma. </p>
<p> </p>
<h4><b>Veredito final: É possivel!</b></h4>
<p>Sim, é possível ter uma nova onda da pandemia do coronavírus.</p>
<p> </p>
<p><i>Expediente:</i></p>
<p><i>Reportagem: Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</i></p>
<p><i>Design gráfico: Julia Coutinho, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;</i></p>
<p><i>Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</i></p>
<p><i>Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</i></p>
<p><i>Edição geral: Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>4 vacinas que são testadas na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/4-estudos-de-vacinas-que-sao-testadas-na-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 17 Oct 2022 13:53:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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						<description><![CDATA[Testes com voluntários são realizados para vacinas de Covid-19, vírus sincicial e dengue]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em 2020, quando o mundo esperava uma vacina contra o novo coronavírus, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) teve papel importante para encurtar a distância entre os estudos e a aplicação: foi um dos seis centros de pesquisa escolhidos para os testes do imunizante fabricado pelo laboratório AstraZeneca, do Reino Unido. Essa atuação só foi possível graças a uma  estrutura criada em 2010: a Unidade de Pesquisa Clínica (UPC), ligada ao Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida em tons de roxo, com quatro frascos de vacina no centro inferior. Eles estão em destaque em contra-ploungée, enfileirados. O frasco é rosa claro, o rótulo é roxo em tom orquídea e a tampa é roxa. Nos rótulos, da esquerda para a direita, as palavras &quot;covid&quot;, &quot;VSR&quot;, &quot;covid&quot; e &quot;dengue&quot;. Atrás dos frascos, em azul marinho e verde marinho, círculo de destaque com detalhes em zigue-zague. O fundo é uma estampa de ilustrações do vírus da covid, vsr e dengue em tom lilás sobre fundo roxo escuro." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No início, o desafio da  UPC era estruturar equipe e trabalho para a pesquisa clínica, explica Alexandre Schwarzbold, coordenador do centro. “São pesquisas em que se testam medicamentos, métodos, diagnósticos, vacinas e insumos em pessoas. E tem todo um regramento nacional e internacional para fazer isso, o que demanda uma estrutura física, de pessoas e de materiais para poder executar”. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As primeiras pesquisas investigaram medicamentos antifúngicos, testados em pacientes voluntários que, internados no HUSM, sofriam com doenças fúngicas graves. Quando começou o trabalho de testagem da vacina contra a Covid-19, a UPC teve mais destaque e reconhecimento. Nesta reportagem, a Arco lista quatro vacinas que atualmente são testadas por pesquisadores da UFSM. Confira:</p>		
			<h3>1 - Vacina contra Covid-19: Oxford/Astrazeneca</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No outono de 2020, Alexandre contatou pesquisadores brasileiros e do exterior na tentativa de trazer vacinas para testes no Brasil. Alguns desses cientistas eram da Universidade de Oxford, instituição britânica que já tinha um imunizante em fases mais avançadas de desenvolvimento e que utilizavam tecnologias estudadas há mais de uma década. Em setembro de 2020, o docente recebeu a confirmação de que a UFSM sediaria os testes dessa vacina, ao lado do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e de três centros privados localizados em Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA).</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Formamos uma equipe de seis pesquisadores clínicos ligados a instituições públicas e privadas, e nos comprometemos com a meta de vacinar mais de 10 mil pessoas em um mês. Isso é inédito na história da pesquisa clínica mundial”, afirma Alexandre. O docente expõe que o grande número de voluntários em um período de tempo curto foi facilitado pela emergência sanitária e possibilitou uma análise rápida dos resultados. A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica britânica Astrazeneca foi a <a href="https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2020/12/08/oxford-e-a-primeira-a-publicar-resultados-preliminares-de-fase-3-de-vacina-contra-a-covid-19-em-revista-cientifica.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><b><u>primeira a publicar resultados de eficácia da fase 3 em revistas científicas</u></b></a>.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na UFSM, 1,1 mil voluntários participaram da vacinação. O estudo ainda está em desenvolvimento, com voluntários que receberam a quarta dose para avaliação da imunogenicidade — a capacidade de uma vacina ou medicamento provocar uma resposta imune por meio da indução de anticorpos. O objetivo é avaliar o efeito da segunda dose de reforço em populações mais jovens. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Três mulheres participantes do estudo engravidaram durante o período. Isso permitiu que a equipe acompanhasse os efeitos da vacina em gestantes, tanto a segurança do imunizante quanto a produção de anticorpos nos bebês por meio da gestação. De acordo com Alexandre, a pesquisa está em fase final e tem previsão de duração de mais seis meses, com término em 2023.</p>		
			<h3>2 - Vacina contra Covid-19: Clover</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um ano depois do início dos estudos da vacina de Oxford, <a href="https://www.ufsm.br/2021/09/15/com-reconhecimento-nacional-ufsm-participa-de-estudos-de-nova-vacina-contra-a-covid-19/" target="_blank" rel="noopener"><u><b>outro imunizante começou a ser testado</b></u></a> na Unidade de Pesquisa Clínica da UFSM: a vacina desenvolvida pela farmacêutica Clover Biopharmaceuticals, de origem sino-australiana. O estudo, que aplicou vacinas em 800 voluntários, ainda está em andamento, na fase de visitas de acompanhamentos. “Já foi analisada a segurança, a eficácia, a publicação e a recomendação de uso delas para as pessoas e para o mundo”, diz Alexandre. O pesquisador aponta que, apesar de os resultados da eficácia serem bons - no Brasil foi de 90% - a vacina ainda não está disponível para a população, devido aos prazos regulatórios de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os estudos da vacina da Clover devem encerrar em 2023.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Foi a que teve menos sintoma de reação, ela é muito pouco reatogênica e, por isso, é uma boa alternativa para crianças”, destaca Alexandre.</p>		
			<h3>3 - Vacina contra Vírus Sincicial Respiratório (VSR)</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Antes de a pandemia eclodir, no final de 2019, a UPC havia iniciado uma parceria com a farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK) para testar uma vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (RSV, na sigla em inglês). Esse vírus é o principal causador de bronquiolites e pneumonias em bebês e crianças de até dois anos. Alexandre destaca que a condição causa muito desconforto e pode evoluir para asma ou complicações de infecções respiratórias. Interrompidos durante o auge da pandemia, os testes foram retomados em 2022. “É um estudo específico de uma vacina para gestantes, em que a gente vacinava as mães com o intuito de proteger os bebês”, explica Alexandre.  </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><br />Ainda não há uma vacina contra o RSV no mundo, mas, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), <a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-alerta-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio-vsr"><b>o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o medicamento palivizumabe para casos mais graves</b></a>. Ao lado da UFSM, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o campus Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) também participam da pesquisa no Brasil. Em Santa Maria, foram 40 voluntárias vacinadas, que incluíram tanto casos de gravidez de risco quanto de gravidez sem complicações. O estudo está em fase de análise, a ser submetido a publicação internacional no próximo mês.</p>		
			<h3>4 - Vacina contra a Dengue</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Prevalente no território brasileiro, a dengue é,&nbsp;<a href="https://bvsms.saude.gov.br/dengue-16/#:~:text=O%20aparecimento%20de%20manchas%20vermelhas,m%C3%A9dica%2C%20pois%20pode%20ser%20fatal.https://bvsms.saude.gov.br/dengue-16/#:~:text=O%20aparecimento%20de%20manchas%20vermelhas,m%C3%A9dica%2C%20pois%20pode%20ser%20fatal" target="_blank" rel="noopener"><u><b>uma doença infecciosa febril aguda</b></u></a> contra a qual ainda não existem vacinas. Somente em 2022, <a href="https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2022/08/mortes-por-dengue-explodem-no-brasil-em-2022-terceiro-pior-ano-em-serie-historica.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><b><u>831 pessoas</u></b></a> morreram de dengue no Brasil, o terceiro pior ano da série histórica do Ministério da Saúde.&nbsp;</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Alexandre informa que oito centros gaúchos vão receber os estudos de uma vacina contra a dengue desenvolvida em uma parceria do Instituto Butantan com a farmacêutica alemã Merck KGaA. “Tem uma dimensão regional: o Rio Grande do Sul era um dos poucos estados em que a soropositividade de dengue, ou seja, pessoas que já tiveram contato, ainda é muito baixa. E a soronegatividade é alta, portanto é o melhor lugar para vacinar para a prevenção”, ilustra. Dessa forma, por meio dos testes em pessoas que nunca tiveram dengue, é possível avaliar a eficácia da vacina em prevenir o desenvolvimento e a aquisição da doença.</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A previsão é de que os testes da vacina comecem em janeiro de 2023, com estimativa de 80 a 100 pessoas voluntárias em Santa Maria, com foco principalmente em pessoas jovens e militares.&nbsp;</p>
<p>Para saber mais sobre o processo de pesquisas para a criação de vacinas, leia<b> </b><b><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/como-funcionam-pesquisas-criacao-vacina/">esta reportagem</a>.</b></p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Julia Coutinho, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista;</em></p><p><em> <strong>Editor convidado:</strong> Luis Felipe Santos, jornalista.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Vacinas contra a Covid-19 podem causar a varíola dos macacos?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/vacinas-contra-a-covid-19-podem-causar-a-variola-dos-macacos</link>
				<pubDate>Mon, 03 Oct 2022 14:53:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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		<category><![CDATA[monkeypox]]></category>
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		<category><![CDATA[varíola dos macacos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9502</guid>
						<description><![CDATA[Boatos sem respaldo científico associam o surgimento da Monkeypox com a aplicação dos imunizantes contra a Covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Desde o início da campanha de vacinação contra o coronavírus, circulam nas redes sociais posts que contestam a segurança dos imunizantes. Com o aumento dos casos da Monkeypox - conhecida popularmente como Varíola dos Macacos-, surgiram boatos de que a doença seria um efeito colateral das vacinas aplicadas contra a Covid-19 - especialmente da Astrazeneca, que usa um adenovírus de chimpanzé na composição.</p><p><b id="docs-internal-guid-bd950a31-7fff-abf1-f99b-f50e7fc94a4e" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O infectologista e professor na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Schwarzbold, afirma que nenhum dos imunizantes utilizados contra o coronavírus podem causar a varíola dos macacos. Isso porque não existe relação genética entre o Monkeypox - vírus causador da doença com mesmo nome, com o adenovírus de chimpanzé usado na vacina Astrazeneca. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apesar do nome popular, esse tipo de varíola não tem relação com os macacos. A nomenclatura surgiu com a descoberta inicial do vírus, em 1958, quando macacos de um laboratório dinamarquês manifestaram a doença. O primeiro caso em humanos foi identificado em 1970, em uma criança da República Democrática do Congo. O ano da descoberta do vírus também se contrapõe à ideia de relação com as vacinas da Covid-19. Alexandre explica que o Sars-CoV-2 (coronavírus) surgiu na última década. Ou seja, a Monkeypox já existia antes do surgimento da Covid-19. Algumas pessoas chegaram a matar macacos por conta da confusão causada pela relação do nome com os animais. Com isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) busca um novo nome para a doença, com o objetivo de evitar qualquer tipo de violência contra os animais.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/MonkeyPox_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de uma mulher jovem em primeiro plano. Ela tem pele escura, cabelos longos, ondulados e pretos, olhos escuros, nariz e boca pequenos. Olha para a frente. Veste regata amarela. No lado esquerdo dela, agulha com líquido lilás está no braço. A agulha é segurada por uma mão com luzas roxas. Há uma linha diagonal que separa a ilustração em duas. No lado da agulha, o fundo é roxo. No outro lado, a pele da mulher está cheia de bolhas pequenas na cor lilás, e o fundo é de cor rosa alaranjado." loading="lazy" />														
		<p>Schwarzbold afirma que, além disso, os chimpanzés não são espécies reservatórias do vírus que causa a doença. Eles não hospedam o Monkeypox. Os prováveis reservatórios, segundo o especialista, são ratos e esquilos.</p>		
			<h3>Como funciona a vacina da Astrazeneca?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A tecnologia adotada na Astrazeneca usa como vetor viral o adenovírus - um vírus comum que causa uma doença leve, semelhante a um resfriado. Essa tecnologia se baseia na capacidade do vírus de entrar na célula humana. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz <a style="text-decoration: none" href="https://portal.fiocruz.br/">(Fiocruz</a>) - produtora do imunizante no Brasil -, o adenovírus causa um resfriado comum entre os chimpanzés. Ele foi modificado geneticamente para que não possa se reproduzir ou causar doenças nos seres humanos.  </p><p><br />No adenovírus é introduzido um material genético de uma proteína encontrada no coronavírus, a “Spike”. Com isso, os adenovírus são amplificados, purificados, concentrados e estabilizados em laboratórios para depois serem transformados em vacina. O adenovírus transfere o gene da “Spike” para as células do sistema de defesa humano. Isso estimula o organismo a gerar uma resposta imunológica. Ou seja, a vacina “treina” o corpo para reconhecer a proteína “Spike” e criar defesas contra o coronavírus.</p>		
			<h2>Sintomas e formas de transmissão da Monkeypox</h2>		
		<p>Segundo a <a href="https://www.who.int/emergencies/disease-outbreak-news/item/2022-DON385#:~:text=Monkeypox%20is%20a%20viral%20zoonosis,genus%20of%20the%20Poxviridae%20family.">OMS</a>, a Monkeypox é uma zoonose viral, ou seja, ela é transmitida para seres humanos a partir dos animais. O vírus pertence ao gênero orthopoxvirus da família Poxviridae. Os sintomas são semelhantes aos observados em pacientes com varíola comum:</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%"><ul><li style="font-weight: 400">febre;</li><li style="font-weight: 400">dor de cabeça e dores no corpo;</li><li style="font-weight: 400">dor nas costas;</li><li style="font-weight: 400">calafrios;</li><li style="font-weight: 400">cansaço;</li><li style="font-weight: 400">erupções cutâneas (feridas na pele). </li></ul></td></tr></tbody></table><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">estaca que a maior parte dos quadros são leves e não costumam se agravar. No entanto, o número de mortes registradas mostra, segundo ele, a capacidade de infecção visceral, ou seja, da doença afetar algum órgão  além da pele, e que, em alguns casos, pode levar à morte.</p><p><br />Até o dia  30 de setembro, o Brasil registrou 29.052 notificações para Monkeypox, segundo dados do <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/variola-dos-macacos/boletim-epidemiologico-de-monkeypox-no-13-coe/view">Governo Federal.</a></p>		
												<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/mito-658x1024.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Veredito final: Mito. Nenhum dos imunizantes utilizados contra a Covid-19 pode causar a varíola dos macacos. O adenovírus de chimpanzé - usado na fabricação da Astrazeneca, também não é reservatório do vírus Monkeypox.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Tayline Alves Manganeli, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Julia Coutinho e Noam Wurzel, acadêmicos de Desenho Industrial e bolsistas;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Camilly Barros, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM debaterá os desafios da tele-saúde após a pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2022/07/08/ufsm-debatera-os-desafios-da-tele-saude-apos-a-pandemia</link>
				<pubDate>Fri, 08 Jul 2022 18:09:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[manuel grandal martín]]></category>
		<category><![CDATA[mestrado em gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[telemedicina]]></category>
		<category><![CDATA[telesaude]]></category>
		<category><![CDATA[universidade alfonso X el Sabio]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/?p=59085</guid>
						<description><![CDATA[Palestrante é  professor da Universidade Alfonso X el Sábio (Espanha) e consultor da OMS]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>No próximo dia 13 de julho será realizada a palestra "Desafios da Tele saúde depois da Pandemia ", a ser ministrada pelo Profº Dr. Manuel Grandal Martín. O palestrante é professor na Universidade Alfonso X el Sabio- Madrid- Espanha, especialista em telemedicina e doenças raras, e é diretor-geral dos Hospitais e Infraestruturas do serviço de saúde de Madrid-Espanha, além de atuar como consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS). </p>
<p>O evento será no Auditório Gulerpe (Husm), às 17h30min. As inscrições são gratuitas podem ser feitas via <strong><a href="https://forms.gle/VvJti48DiBdAJ6pU9">formulário online</a></strong> . Haverá emissão de certificado. </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Quais os próximos passos da vacinação contra o coronavírus?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/quais-os-proximos-passos-da-vacinacao-contra-o-coronavirus</link>
				<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 12:17:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[4ª dose covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[covid longa]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[dose de reforço]]></category>
		<category><![CDATA[endemia]]></category>
		<category><![CDATA[medicamentos]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9375</guid>
						<description><![CDATA[Alterações no Plano Nacional de Imunização, atualização e chegada de novas vacinas e testes de medicamentos irão mudar o combate ao coronavírus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Das quatro ondas de infecções às quatro doses de vacina, foram muitos os acontecimentos ocorridos em mais de dois anos de pandemia do coronavírus. Segundo o <a style="text-decoration: none" href="https://especiais.g1.globo.com/bemestar/vacina/2021/mapa-brasil-vacina-covid/">consórcio de imprensa</a> que reúne dados das secretarias estaduais de saúde, mais de 179 milhões de brasileiros já receberam a primeira dose da vacina; mais de 167 milhões fizeram a segunda ou vacinas de dose única e mais de 100 milhões realizaram a terceira dose - o que, segundo o Plano Nacional de Imunização (PNI), corresponde atualmente ao ciclo básico de imunização contra o coronavírus.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As últimas mudanças do Ministério da Saúde em relação ao PNI incluíram a ampliação da terceira dose para adolescentes e da quarta dose para pessoas com idade a partir de 50 anos e uma dose adicional (quinta) para imunodeprimidos. A queda natural da imunidade seis meses após a vacina traz o questionamento sobre qual será o futuro da campanha de imunização.</p>
												<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/4-dose-1024x670.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida, em tons de azul e verde, de uma pessoa em uma estrada de terra no meio de uma paisagem. A estrada corta um gramado verde e desemboca no meio de duas montanhas. No meio das montanhas, ilustração de um frasco de vacina e uma seringa sobre uma estrela de doze pontas amarelo pastel. Na frente das montanhas, fileira de árvores do tipo pinheiros em tons de azul marinho e azul acinzentado. Sobre o gramado e ao lado da estrada, há uma placa de madeira em formato de flecha. O fundo é cinza." loading="lazy">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Professor do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e um dos <a style="text-decoration: none" href="https://veja.abril.com.br/saude/os-sete-cientistas-brasileiros-no-coracao-do-estudo-da-vacina-de-oxford/">cientistas brasileiros que participaram no desenvolvimento da vacina de Oxford</a>, Alexandre Schwarzbold apresenta duas hipóteses: a primeira seria realizar uma campanha de vacinação sazonal antes da chegada do inverno - período com maior incidência de vírus respiratórios, como a gripe (influenza A, B e C). A segunda é que, com a diminuição da circulação do vírus, a vacinação seja direcionada para perfis de risco como pessoas idosas e imunodeprimidas.</p>
<b id="docs-internal-guid-bdafcb7b-7fff-558d-8279-c2c126b7daa8" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ana Paula Seerig, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFSM e Secretária Adjunta de Saúde de Santa Maria, acredita que a campanha de vacinação contra o coronavírus passe a ser realizada no mesmo formato da vacina para gripe.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apesar de ainda não haver um posicionamento do Ministério da Saúde para a criação de uma campanha anual, mudanças futuras são uma certeza para a secretária. Ela relata que, com tantas alterações no decorrer da campanha, até mesmo os profissionais da saúde ficaram perdidos. “A gente brinca que hoje [a campanha] está assim, mas até de noite ou amanhã pode mudar. Com tantas mudanças, nós que somos profissionais da saúde, que lemos todas as notas e informações, às vezes temos que parar e pensar no que está acontecendo”, destaca.</p>

<h3>Pandemia e Endemia</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A diminuição do número de óbitos e de novos infectados por meio da vacinação fez com que o termo pós-pandemia se tornasse corriqueiro. Essa nomenclatura gera um debate sobre se o momento vivido atualmente seria uma epidemia, endemia e até se a pandemia realmente ficou no passado.</p>
<b id="docs-internal-guid-cfcf5954-7fff-f2fa-ca6d-a82f4b4105dc" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Como Schwarzbold explica, pandemia é uma epidemia - quando uma doença atinge diferentes localidades em nível municipal, estadual e nacional - em escala global. Já a endemia é quando a doença está dentro do seu nível histórico, controlada e sem risco de sobrecarregar o sistema de saúde.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O que torna difícil “bater o martelo” sobre a atual situação da Covid-19 é o fato de que o estágio de combate ao vírus muda de forma significativa ao redor do globo. O professor contextualiza que, ao mesmo tempo em que a China apresenta baixos índices epidêmicos por manter sua política de “<a style="text-decoration: none" href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2022/06/10/presidente-chines-defende-politica-anticovid-e-xangai-amplia-campanha-de-testes.htm">covid zero</a>”, alguns países africanos seguem com baixa cobertura vacinal e um número elevado de novos casos.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O pesquisador analisa que o Brasil, assim como Portugal, Espanha, Itália e outros países europeus, vive uma fase de transição entre pandemia e endemia por conta da sua ampla cobertura vacinal. Schwarzbold explica que, apesar da taxa de transmissão ser baixa em comparação com os momentos mais severos da pandemia, ela continua alta em comparação com outras doenças. “Antes da epidemia, não havia um vírus que se transmitisse tanto entre as pessoas. É preciso um organismo internacional, como a OMS, para dizer que o mundo inteiro está em nível endêmico. Existem alguns indicadores que apontam para uma endemia, mas eles precisam se manter estáveis por muito tempo”, ressalta.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um exemplo de local com nível endêmico, segundo o pesquisador, seria o município de Santa Maria, onde a Covid-19 não gera sobrecarga no sistema de saúde e também não apresenta taxa de transmissão muito maior do que outros vírus causadores de doenças respiratórias. No entanto, o professor ressalta que a grande circulação viral que se mantém em determinados locais do mundo pode gerar novas variantes capazes de trazer de volta o cenário epidêmico à cidade.</p>

<h3>Desigualdade e impactos na saúde pública</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Independentemente da nomenclatura - pandemia, epidemia, endemia - o caminho para que o coronavírus fique definitivamente para trás é mais distante do que deveria para algumas pessoas por conta da desigualdade. Segundo dados do site <a style="text-decoration: none" href="https://ourworldindata.org/explorers/coronavirus-data-explorer?facet=none&amp;Interval=Cumulative&amp;Relative+to+Population=true&amp;Color+by+test+positivity=false&amp;country=Low+income~High+income~Lower+middle+income~Upper+middle+income&amp;Metric=People+vaccinated">Our World In Data</a>, ligado à Universidade de Oxford, aproximadamente 80% da população de países considerados de alta renda receberam pelo menos uma dose da vacina. Em países classificados como baixa renda, menos de 18% da população já recebeu a primeira dose do esquema vacinal.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No entanto, não é preciso cruzar fronteiras internacionais para perceber essa desigualdade. De acordo com o <a style="text-decoration: none" href="https://especiais.g1.globo.com/bemestar/vacina/2021/mapa-brasil-vacina-covid/">Mapa da Vacinação</a>, no estado de São Paulo, quase 90% da população acima de 18 anos já fez a dose de reforço, enquanto em Roraima essa taxa é inferior a 22%.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em sua atuação na linha de frente contra o coronavírus, Ana Paula Seerig relata contrastes dentro do município de Santa Maria. “Quando a gente vai nas comunidades mais distantes ou que tem um acesso reduzido ao serviço de saúde, ainda vê pessoas que não fizeram nenhuma dose de vacina”, conta a secretária adjunta de saúde.&nbsp;</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo ela, a falta de infraestrutura como transporte urbano e a vulnerabilidade socioeconômica são os principais fatores que dificultam o acesso à vacinação por pessoas de regiões periféricas do município, que possui baixa cobertura de atenção primária (ações do sistema de saúde que visam prevenir doenças).</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além da dificuldade de acesso, a população mais pobre sofre os efeitos da doença de forma mais severa. “Quanto maior a desigualdade social, maior o risco à saúde. Uma pessoa com covid em um ambiente familiar que permita o isolamento, acesso a uma máscara de qualidade, à alimentação e à hidratação adequada é diferente de um paciente com covid em uma casa de dois cômodos, em que não é possível fazer o isolamento”, destaca Ana Paula.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A secretária adjunta de saúde ressalta o maior custo gerado no tratamento de casos graves da doença e até mesmo casos de <a style="font-size: 1rem;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align)" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/covid-longa-imprevisivel-e-debilitante/"><u>covid longa</u></a>, cujas consequências ainda não são totalmente conhecidas. Como gestora da equipe de saúde de Santa Maria, ela cita atendimentos a pessoas que contraíram a doença no ano passado e ainda apresentam dificuldades respiratórias, perda de memória e de olfato e que ainda precisam ser atendidas pelo sistema de saúde.</p>

<h3>Atualizações e novas ferramentas para enfrentar o vírus</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outra novidade a caminho é o processo de atualizações nas vacinas para abranger variantes que não existiam no início do seu desenvolvimento. O professor destaca que, com uma cobertura mais ampla das variantes e menor circulação viral, a imunidade coletiva se torna possível por meio da vacinação.</p>
<b id="docs-internal-guid-37c777db-7fff-22d5-7e9e-2dc2a49802d4" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A ômicron é a variante para qual os pesquisadores têm focado seus esforços, pelo fato de atualmente ser a que mais escapa do controle vacinal - apesar de a vacinação prevenir casos graves, ela não possui a mesma eficiência para diminuir a transmissibilidade. Além disso, a variante tem pelo menos quatro subvariantes. Segundo Schwarzbold, todas apresentam nível de gravidade semelhante à ômicron. “A atualização da plataforma serve para a vacina chegar na frente do vírus, para que ele não tenha tempo para mutar e que não se replique em quantidade suficiente para criar variantes de risco”, afirma o docente.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Alguns imunizantes ainda aguardam a aprovação da Anvisa para ingressarem no Plano Nacional de Imunização, como a vacina da Clover Biopharmaceuticals, que contou com a participação da UFSM em seus testes. O professor aponta que há possibilidade de o plano de vacinação contar com oito a dez fornecedores de imunizantes distintos, o que amplia as ferramentas de combate ao vírus. A parceria da UFSM com a Clover será retomada para os testes de uma vacina destinada para crianças com menos de cinco anos - que não são contempladas atualmente pelo PNI.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além das vacinas, a UFSM irá realizar teste de medicamentos para o tratamento do coronavírus ainda neste ano. Segundo o professor, os medicamentos em si ainda são segredos industriais de três empresas distintas. Um dos remédios será aplicado em pacientes com comorbidades logo no início da doença, com o objetivo de evitar que ela evolua para casos graves. Os outros dois serão utilizados para combater a doença em estágio grave.</p>

<h3>Inovações criadas durante a pandemia</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Se, por um lado, a pandemia foi um período de muitas adaptações, por outro, também trouxe muitos avanços no campo científico, que serão úteis para combater outras doenças. O primeiro a ser destacado por Schwarzbold são as vacinas genéticas, lançadas pela primeira vez no mercado após 20 anos de desenvolvimento em laboratórios.</p>
<b id="docs-internal-guid-1b492115-7fff-d2d0-e61e-b0d1ff5516cc" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com o pesquisador, a tecnologia inédita no desenvolvimento de vacinas apresentou grande eficácia e segurança e tende a se tornar cada vez mais comum. "A utilização dessas vacinas irá avançar muito. A Modena já está estudando aplicar a vacina genética para vários vírus. Nós vamos ver um avanço muito grande no controle das doenças virais nas próximas décadas”, destaca. A vacina contra a chikungunya é outra desenvolvida em plataforma genética e que já está disponível.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Uma das vacinas em desenvolvimento é para o vírus sincicial respiratório, que causa pneumonia em idosos e em bebês, além de ser um dos responsáveis pelo desenvolvimento de bronquiolite em recém-nascidos. Há também a vacina para a dengue, que a UFSM irá desenvolver juntamente com o Butantan. Outra imunizante que está em fase de desenvolvimento é para a prevenção de uma forma grave de herpes que pode causar meningite.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outra mudança foi a consolidação da aplicação heteróloga (com diferentes imunizantes), como por exemplo, receber a vacina da Coronavac na primeira e segunda dose e a da Pfizer na terceira. Apesar de conhecido, o conceito ainda não havia sido posto em prática de forma sistemática. Schwarzbold conta que, antes das pesquisas, a própria comunidade científica tinha dúvida sobre as consequências dessa aplicação, como queda na eficácia ou até mesmo efeitos colaterais graves. No entanto, os resultados dos estudos descartaram essas hipóteses. “As aplicações heterólogas - imunização com diferentes imunizantes - são as mais eficientes. Para o coronavírus, essa aplicação já é recomendada por muitos programas de imunização, inclusive do Brasil”, destaca.</p>
<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Bernardo Salcedo, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O descarte incorreto de máscaras provoca poluição ambiental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/descarte-incorreto-mascaras-poluicao-ambiental</link>
				<pubDate>Wed, 22 Jun 2022 13:01:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[máscaras]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[poluição ambiental]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9347</guid>
						<description><![CDATA[A ação pode afetar toda a cadeia de animais aquáticos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O descarte incorreto de máscaras é mais um dos problemas provocados pela pandemia de Covid-19. Entre os anos de 2020 e 2021, a produção de equipamentos de proteção individual (EPIs) - particularmente as máscaras - expandiu-se na tentativa de atender à demanda populacional, uma vez que o uso foi essencial para prevenir a infecção provocada pelo coronavírus. O estudo <b><a style="text-decoration: none" href="https://pubs.acs.org/doi/full/10.1021/acs.est.0c02178">‘Repercussões da Pandemia COVID-19 no Uso e Gestão de Plásticos’</a>,</b> realizado por pesquisadores da Universidade de Aveiro, em Portugal, e divulgado pela revista <a style="text-decoration: none" href="https://pubs.acs.org/page/esthag/about.html"><b>Environmental Science &amp; Technology</b></a> (Ciência e Tecnologia Ambiental), destaca a estimativa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a utilização dos equipamentos de proteção apenas por parte de  profissionais de saúde: cerca de 89 milhões de máscaras cirúrgicas, 76 milhões de luvas e 1,6 milhão de óculos de proteção. </p><p dir="ltr"> </p><p>No entanto, a demanda pelo uso de EPIs não se restringiu à área da saúde. Com a <a href="https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/question-and-answers-hub/q-a-detail/coronavirus-disease-covid-19-masks">recomendação da OMS</a>, o uso de máscaras passou a ser obrigatório para a população em geral - em torno de 7,8 bilhões de indivíduos no mundo. Como apresentado no estudo, o consumo mensal de máscaras faciais - até junho de 2020 - foi de 129 bilhões de unidades. Na mesma linha, em três de julho de 2020, a Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde informou sobre o <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2243084">Projeto de Lei nº 1.562,</a> que destacava a obrigatoriedade do uso de máscaras faciais para circulação em espaços públicos e privados. A mesma notícia ressalta o dever do Poder Executivo em veicular campanhas publicitárias de interesse público e informar a necessidade do uso de máscaras de proteção individual, bem como a forma correta de descarte do material.</p>		
												<img width="1024" height="669" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/capa_Mascaras2-1024x669.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida em tom saturado, de uma máscara branca molhada sobre asfalto. A máscara está na metade esquerda da imagem, ao lado de meio fio amarelo. O chão está molhado e há uma poça de água pequena perto da água. A máscara branca está dobrada do meio, suja e molhada." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em conteúdo produzido pela<b> <a style="text-decoration: none" href="https://saude.rs.gov.br/saiba-como-descartar-e-higienizar-corretamente-as-mascaras-de-protecao">Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul em 2020</a>,</b> destaca-se que o descarte de máscaras usadas, de acordo com o setor de Controle de Infecções da Vigilância Sanitária do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), deve ser com o material embalado em saco plástico e colocado no lixo do banheiro. Caso a lixeira já esteja com saco plástico, a máscara não precisa ser colocada em outro. Além disso, esse tipo de resíduo não deve ser misturado com materiais recicláveis. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em entrevista à Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, a diretora do CEVS, Rosângela Sobieszczanski, informa: “Quando a pessoa estiver fora de casa, as máscaras usadas não devem ser colocadas nas lixeiras das ruas, pois deixam o material potencialmente contaminado exposto aos catadores de resíduos sólidos”. A recomendação feita por Rosângela é: “guardá-las em um saco plástico e colocá-las no lixo do banheiro ao chegar em casa ou então, alternativamente, em lixeiras de banheiros públicos. Dificilmente alguém mexe nesses lixos", destaca. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A <b><a style="text-decoration: none" href="https://cetesb.sp.gov.br/blog/2020/11/23/voce-sabe-como-usar-e-descartar-as-mascaras-de-protecao-contra-a-covid-19/">Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb)</a> </b>apresentou, no mesmo ano, formas de como descartar as máscaras faciais. A orientação da companhia paulista se assemelha à gaúcha, ao indicar a forma de descarte, que deve ser feita com a máscara atada e colocada na lixeira do banheiro com tampa. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ana Beatris Souza de Deus Brusa, professora na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e doutora em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), explica que as máscaras usadas para prevenir a Covid-19 são consideradas resíduos sólidos. A docente do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental destaca que, a partir de medidas de prevenção iniciadas em 2020, as pessoas adquiriram novos costumes, como comprar lenços descartáveis, embalagens de álcool em gel e máscaras faciais, o que provocou um incremento na geração de resíduos sólidos.</p>		
			<h3>Afinal, o que é resíduo sólido?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O resíduo sólido não compreende somente objetos como latas, garrafas pet e matéria orgânica. Como estabelecido pela <b><a style="text-decoration: none" href="https://analiticaqmcresiduos.paginas.ufsc.br/files/2014/07/Nbr-10004-2004-Classificacao-De-Residuos-Solidos.pdf">Norma Brasileira (NBR) 10.004/2004</a>,</b> resíduos sólidos são aqueles encontrados nos estados sólido e semi-sólido, que são de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola e de serviços gerais. Incluem-se nesta definição os lodos de precedência de sistemas de tratamento de água - gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, da mesma forma que determinados líquidos (como óleo hidráulico e solventes), que não podem ser lançados na rede pública de esgoto sem passar por tratamento adequado.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O descarte de máscaras afeta o meio ambiente. No Brasil, a recomendação foi de que as máscaras e demais materiais contaminados pela Covid-19 devem ser encaminhados a locais de disposição final, ou seja, o aterro sanitário. No entanto, muitas máscaras não têm chegado a esses destinos, pois são descartadas - pela população em geral - em vias públicas, em cursos d'água, em locais com vegetação e em zonas litorâneas. Esse problema pode estar atrelado à falta de iniciativas, por parte do poder público, em controlar o descarte desses materiais. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>No decorrer da apuração da reportagem a equipe da Revista Arco registrou imagens de descarte irregular de máscaras nos bairros Camobi e Centro de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Na composição a seguir, os registros das máscaras jogadas no chão.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="669" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Mascaras_meio-1024x669.jpg" alt="Descrição da imagem: Colagem horizontal e colorida de doze fotografias quadradas. Nas fotografias, máscaras descartadas em calçadas, gramados e em asfalto. As máscaras tem cores branca, preta, azul forte, azul clara e rosa. São do tipo cirúrgica, pff2 e de pano." loading="lazy" />											<figcaption>Fotos: máscaras descartadas irregularmente em Santa Maria - Rio Grande do Sul | Gustavo Salin Nuh</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As máscaras descartadas inadequadamente em espaços públicos fazem parte do cotidiano santa-mariense. Mas cenas como essas podem ser evitadas. Um exemplo é a iniciativa da <a style="text-decoration: none" href="https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2021/09/15/calcadao-recebe-lixeiras-exclusivas-para-o-descarte-de-mascaras-no-centro-de-presidente-prudente.ghtml"><b>prefeitura de Presidente Prudente, São Paulo</b></a>, que adaptou lixeiras para funcionar como ponto de coleta desses materiais. O objetivo é impedir a contaminação e a disseminação do coronavírus, além de garantir a proteção ao meio ambiente e à saúde pública. A iniciativa está vinculada à lei municipal daquela cidade, <a style="text-decoration: none" href="http://www.presidenteprudente.sp.gov.br/site/leis_decretos_detalhe.xhtml?t=2&amp;a=2021&amp;n=10393&amp;c="><b>10.393/2021</b></a>, que estabelece normas para descarte adequado de máscara de proteção e demais produtos, assim como fixa o devido descarte do lixo domiciliar em locais adequados. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O erro em torno do descarte de máscaras está na falta de orientação, que deveria ser passada à população. A informação divulgada em campanhas como a do governo gaúcho e da Cetesb é de que o descarte das máscaras deveria ser feito na lixeira comum de banheiros. Além disso, Ana Beatris relembra que, no Brasil, houve pequenas iniciativas de reciclagem de máscaras. Em 2020, em Santa Maria, o Hospital Universitário (HUSM) da cidade desenvolveu um <a style="font-size: 1rem;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align)" href="https://www.ufsm.br/2020/04/14/husm-desenvolve-projeto-para-reesterilizacao-de-mascaras-n95/">projeto de reesterilização e reaproveitamento de EPIs</a> com a intenção de suprir a escassez de equipamentos de proteção. Por consequência, o descarte de máscaras pôde ser reduzido.</p>		
			<h3>Como seria o descarte ideal?</h3>		
		<p>O ideal, segundo Ana Beatris, seria coletar e encaminhar as máscaras para a usina de triagem. O material precisa permanecer em quarentena - quando ficam, no mínimo, cinco dias separados dos demais para evitar a propagação de doenças - e, após, ser manipulado, triturado e levado à reciclagem. Esses materiais podem ser usados como enchimento de colchão e edredom. Entretanto, quando as máscaras estão contaminadas pela covid-19 esta opção não é válida e estes resíduos devem ser descartados como resíduo de serviço de saúde.</p>		
			<h3>O descarte de máscaras e os animais</h3>		
		<p>Animais como tartarugas marinhas e aves em geral ingerem as máscaras ao confundi-las com alimento. Isso pode atingir toda a cadeia envolvendo os animais aquáticos. A <a href="http://www.ibama.gov.br/residuos/controle-de-residuos/politica-nacional-de-residuos-solidos-pnrs">Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) - Lei nº 12.305/2010</a> está presente no site oficial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Ana Beatris assinala que a política deve ser aplicada, não apenas revista.</p>		
									<figure>
										<img width="951" height="951" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/foto2_descarte_mascara.png" alt="Descrição da imagem: fotografia vertical e colorida, em tons de azul e de verde, de um cavalo marinho pequeno com uma máscara cirúrgica descartável presa no rabo. A máscara tem cor azul clara. O fundo é o mar, em tom azul bic na parte superior, e verde turquesa na parte inferior." loading="lazy" />											<figcaption>Foto: Ocean Photography Awards | Nicholas Samaras</figcaption>
										</figure>
		<p>O material ingerido por animais marinhos fica preso no aparelho digestivo, o que lhes causa confusão e dá uma sensação de saciedade. Por conta disso, o animal não tem mais vontade de se alimentar e morre por inanição. Outras espécies, como as aves, sofrem com os elásticos presentes nas máscaras, que se  prendem aos bicos.<a href="https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2022/02/28/campanha-mundial-pede-que-elasticos-de-mascaras-sejam-cortados.ghtml"> Elastic Cut é uma campanha</a> iniciada no Reino Unido, e a iniciativa incentiva o descarte do acessório com elásticos cortados, o que evitaria a asfixia de muitas espécies.</p><p> </p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 33.3333%"> Como é sugerido o descarte de máscaras</td><td style="width: 33.3333%"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-left: 36pt;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O descarte ideal de máscaras</p></td><td style="width: 33.3333%"> O descarte de máscaras e os animais</td></tr><tr><td style="width: 33.3333%"><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">A máscara usada deve ser embrulhada em saco plástico ou em papel e ser descartada no lixo do banheiro;</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Caso a lixeira já esteja com saco plástico, a máscara não precisa ser colocada em outro;</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Esse tipo de resíduo não deve ser misturado com materiais recicláveis;</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Quando a pessoa estiver fora de casa a recomendação é guardar a máscara em um saco plástico e colocá-la no lixo do banheiro quando chegar em casa ou descartá-la no lixo de banheiros públicos.</p></li></ul></td><td style="width: 33.3333%"><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">As máscaras devem ser coletadas e encaminhadas para a usina de triagem, ficar em quarentena e, após, ser manipuladas, trituradas e levadas à reciclagem.</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Caso não exista essa possibilidade, deve-se recorrer à alternativa anterior.</p></li></ul></td><td style="width: 33.3333%"><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">As alças das máscaras devem ser cortadas antes de descartadas. </p></li></ul></td></tr></tbody></table><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem: </strong>Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><strong><em>Apuração: </em></strong><em>Gustavo Salin Nuh e Karoline Rosa, acadêmicos de Jornalismo e voluntários;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Covid Longa: Imprevisível e debilitante</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/covid-longa-imprevisivel-e-debilitante</link>
				<pubDate>Mon, 13 Jun 2022 12:29:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[covid longa]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[pós-covid]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9325</guid>
						<description><![CDATA[Esses foram os adjetivos usados pela OMS para descrever a condição pós-covid, que já tem mais de 200 sintomas listados e pode durar por vários meses]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Mesmo após dois anos de pandemia, os especialistas em saúde ainda tentam entender as implicações da Covid-19. Estudos mostram que os problemas causados pela doença não terminam com o fim da infecção: muitas pessoas que se recuperaram do vírus ainda sofrem com os impactos da enfermidade. Segundo a <a href="https://www.who.int/publications/i/item/WHO-2019-nCoV-Post_COVID-19_condition-Clinical_case_definition-2021.1">Organização Mundial da Saúde (OMS)</a>, entre 10% a 20% das pessoas que tiveram Covid-19 sofrem com esses sintomas após se recuperarem da fase aguda da doença. A <a style="font-size: 16px;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align);color: #204c90" href="https://www.who.int/publications/i/item/WHO-2019-nCoV-Post_COVID-19_condition-Clinical_case_definition-2021.1">OMS</a> considera como “Covid Longa” ou “Condição Pós-Covid” os sintomas que surgem em até três meses após a contaminação, que duram pelo menos dois meses e não podem ser explicados por um diagnóstico alternativo.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/covid_longa_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de um menino em frente a uma covid-19 em forma de monstro. O menino tem pele branca, cabelos pretos e bagunçados, olhos fechados e aparência cansada. Usa máscara branca e boné verde marinho com aba vermelha. Veste blusa vermelha com gola &quot;v&quot;. O monstro covid está com as mãos no ombro do menino, é arredondada, tem cor verde pastel claro; nas extremidades, tem nove pontos achatados; os olhos são pretos; está com a boca aberta, a goela em verde escuro e os dentes pontudos na cor creme. Acima do moço, um ícone de bateria com um risco vermelho. O fundo é roxo em tom de malva com textura de pinceladas de tinta." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“A Covid Longa são todas essas situações clínicas que acontecem a partir do momento da infecção aguda. São manifestações que podem ocorrer em qualquer parte do corpo, de maneira permanente ou transitória, principalmente nas áreas neurológica, metabólica, cardíaca e renal”, explica o médico infectologista Alexandre Schwarzbold, professor de Medicina no Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e membro consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No entanto, pesquisas recentes, como o estudo da <a style="background-color: var(--bs-body-bg)" href="https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisa-da-fiocruz-avalia-sindrome-da-covid-longa#:~:text=Compartilhar%3A,doen%C3%A7a%20ao%20longo%20do%20tempo">Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz</a>), publicado em periódico da Oxford, apontam que cerca de metade dos 646 pacientes com Covid-19 acompanhados por 14 meses apresentam sequelas que podem perdurar por mais de um ano. É o caso de Emerson Silveira de Oliveira, paciente do Ambulatório Pós-Covid do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Emerson teve 50% do pulmão comprometido e ficou 17 dias entubado. Mesmo após um ano de ter contraído a doença, ele ainda sofre com as sequelas e está afastado do trabalho. "Após a minha internação, fiquei com a voz rouca, sentia muita falta de ar e tive que fazer cirurgia na traqueia devido ao longo tempo de intubação. Agora estou fazendo fisioterapia para a parte muscular, sinto muita câimbra e fraqueza nas pernas. Estou focado em me recuperar e retomar a minha vida normal”, relata.</p>		
												<img width="1024" height="659" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/MGM2790-1024x659.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um homem, de perfil, sentado e com o braço para a frente, apoiado em uma estrutura de metal. ele tem pele branca, cabelos lisos, curtos e na cor preta; usa máscara cirúrgica branca e veste moletom cinza. No braço, usa um medidor de pressão na cor cinza escuro. Atrás, aparelho elétrico de hospital na cor branca, sobre mesa bege. Ao fundo, parede acinzentada e cama elástica pequena e azul escura." loading="lazy" />														
			<h3>Sequelas e sintomas</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Uma pesquisa publicada na<a style="text-decoration: none" href="https://www.thelancet.com/journals/eclinm/article/PIIS2589-5370(21)00299-6/fulltext"> Clinical Medicine</a>, periódico especializado em medicina, conduzida por cientistas de Londres, Nova Iorque e Portland, identificou 203 sintomas associados à Covid Longa, que envolvem dez órgãos diferentes do corpo humano. O estudo foi realizado com dados de 56 países e envolveu mais de 3 mil pessoas. A conclusão é que 56 dos 203 sintomas identificados persistiram por sete meses. Os mais prevalentes são fadiga e dificuldades respiratórias, seguidas por perturbações do olfato e paladar, dor no peito, névoa mental e perda de memória, bem como perturbações do sono.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O professor Schwarzbold aponta que as manifestações clínicas da Covid Longa vão desde pequenas perdas de forças e de memória até casos de problemas psicológicos como depressão, crises de ansiedade e estresse pós-traumático. Além disso, a condição também pode gerar problemas mais graves como manifestações renais, endócrinas e mudanças metabólicas que a pessoa não tinha antes do vírus, como diabetes, alteração no colesterol e hipertensão.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“A Condição Pós-Covid tem esse aspecto de se manifestar em diferentes órgãos e também pode agravar quadros que já existiam. Uma pessoa com uma comorbidade, mesmo que controlada, pode ter uma piora nesse problema”, afirma. É o caso de Zaíra Oliveira de Lucena, estudante de 21 anos que apresentou sequelas após dois meses da infecção pelo coronavírus. Zaíra se contaminou em janeiro de 2021 e sofreu com alterações no olfato por mais de seis meses, além de lidar com queda de cabelo e crises de enxaqueca que permanecem até hoje. No entanto, o problema maior foi o agravamento de uma condição que ela tinha no estômago. “Eu tinha um problema de gastrite, que se agravou muito após a minha infecção pelo vírus. Emagreci mais de dez quilos por causa disso, e todo médico que me atendia falava que o agravamento se deu por causa da Covid. A única solução era esperar os sintomas passarem. Foram meses desesperadores”, relata.</p>		
			<h3>O que sabemos até agora</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A condição parece surgir como resultado da inflamação causada pelo vírus, mas o mecanismo que causa a covid longa ainda é desconhecida pelos especialistas. Schwarzbold explica que, apesar de o coronavírus entrar pelas vias respiratórias e causar ali a maior parte dos sintomas, ele tem capacidade de se espalhar por todo o organismo e agir em diferentes órgãos. “Quando nos infectamos, o nosso corpo reage e causa um processo pulmonar que libera proteínas inflamatórias chamadas citocinas. Elas se espalham pelo corpo todo e acabam estimulando a inflamação em vários órgãos, o que pode causar o surgimento das manifestações pós-Covid. Essa é a explicação mais aceita pela comunidade científica até o momento”, afirma o especialista.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O professor ressalta que as vacinas podem diminuir as chances do desenvolvimento da Covid Longa por agirem na diminuição da inflamação. Para ele, o fluxo de casos hospitalares de manifestações Pós-Covid diminuíram conforme os índices de vacinação aumentavam. É importante ressaltar que a Pós-Covid pode atingir qualquer pessoa que se recuperar da doença. A tendência é que casos mais graves tenham sequelas mais permanentes e quadros leves tenham sequelas mais transitórias. “Nos casos mais leves as manifestações tendem a durar apenas alguns meses e depois desaparecem. Já em muitos casos graves as pessoas realmente ficam com sequelas, que podem evoluir para doenças crônicas e a pessoa não volta a ter uma normalidade”, atenta Schwarzbold.</p>		
			<h3>Orientações e recomendações</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apesar das pesquisas sobre a forma de identificar e tratar a vida de pessoas com covid longa ainda estarem em andamento, é possível seguir algumas recomendações. Schwarzbold orienta que, após um mês da infecção pelo vírus, o paciente faça uma revisão dos seus exames para ver como estão as funções sistêmicas do organismo. Essa orientação é voltada principalmente para os indivíduos que têm comorbidades: é importante ir ao médico especialista e reavaliar o quadro. “Se há uma suspeita de covid longa, seja por sintomas ou alterações em exames pós-covid, é preciso procurar atendimento médico. Há uma tendência de procurar tratamento apenas para as sequelas mais graves. Entretanto, é fundamental buscar ajuda médica para as outras questões, pois elas também podem interferir bastante na qualidade de vida das pessoas”, destaca o professor.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">&nbsp;</p>
<p>A OMS recomenda a vacinação como a melhor forma de minimizar os casos de Covid Longa. “Os governos precisam levar isso a sério e fornecer cuidados integrados, apoio psicossocial e licença médica para os pacientes que sofrem com essa condição. A OMS continua a trabalhar com parceiros e grupos de pacientes para acelerar a pesquisa e desenvolver as melhores práticas clínicas, inclusive em reabilitação para o tratamento da Covid Longa”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da organização, <a href="https://www.who.int/director-general/speeches/detail/who-director-general-s-opening-remarks-at-the-who-press-conference-10-May-2022">em uma coletiva de imprensa</a> em maio deste ano.</p>		
			<h3>O Ambulatório Pós-Covid da UFSM</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/da-kiss-a-covid/"><b>Ambulatório Multiprofissional de Reabilitação Pós-Covid do HUSM</b></a> iniciou suas atividades em janeiro de 2021. Com o objetivo de proporcionar acompanhamento das manifestações sistêmicas causadas pelo coronavírus e de buscar entendimento rápido das sequelas da doença, o ambulatório já avaliou cerca de 90 pacientes e inseriu 70 no programa de reabilitação.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O serviço é disponibilizado às pessoas que ficaram internadas no HUSM por conta da Covid-19, e agora recebe também pacientes do Hospital Regional de Santa Maria. Conta com especialistas das áreas de pneumologia, psiquiatria, serviço social, nutrição, fisioterapia e fonoaudiologia. “Aqui funciona como uma triagem, aplicamos testes e avaliamos para depois encaminhar para as áreas específicas. O paciente que entrar aqui vai ter toda a assistência de qualidade e gratuita pelo SUS, isso é um diferencial porque a gente oferece atendimento com todos os especialistas que ele precisar”, diz a professora Adriane Pasqualoto,  responsável pelo ambulatório.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com Adriane, todos os pacientes atendidos têm algum sintoma de Covid Longa. As queixas mais recorrentes são limitações funcionais como falta de ar, dificuldade de caminhar longas distâncias, fraqueza e dores musculares. Entretanto, alguns também relatam alterações no sono, na memória, queda de cabelo, dificuldade para engolir alimentos e distúrbios psicológicos.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O tratamento é definido conforme as necessidades individuais do paciente. São duas sessões semanais de fisioterapia e uma de outra especialidade, com duração de 50 a 60 minutos, por no mínimo oito semanas. Além disso, o paciente também é acompanhado por até dois anos. “O trabalho do ambulatório é importante para os estudos sobre as sequelas da Covid e ajudar a entender todas as implicações da doença”, destaca Adriane.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Vinícius Bandeira, acadêmico de Desenho Industrial e estagiário;</em></p><p><em><strong>Edição de Arte:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM Detecta é referência em testes da covid-19</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ufsm-detecta-referencia-testes-covid-19</link>
				<pubDate>Mon, 09 May 2022 12:30:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[terimar moresco]]></category>
		<category><![CDATA[testes covid-19]]></category>

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						<description><![CDATA[Em entrevista, Terimar Moresco comenta sobre desafios diários e planos para o projeto]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Coordenado pelos professores Terimar Moresco, Ângela Batista e Daniel Graichen, o projeto de extensão chamado de UFSM Detecta, sediado no campus de Palmeira das Missões, atua na testagem da Covid-19 desde março de 2020. O projeto já realizou mais de 30 mil testes desde o início da pandemia no país e possui contrato para a realização de testes em 50 municípios do Rio Grande do Sul.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Entrevista-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia com intervenções de elementos artísticos em azul marinho. Na fotografia, mulher de pele branca sorri e está sentada em frente a uma mesa com um notebook. Ela tem rosto redondo, cabelos loiros, lisos e na altura do peito; tem olhos escuros e sobrancelhas arqueadas e na cor loira; usa batom vermelho e rímel nos olhos; veste jaleco branco de mangas compridas; no bolso, brasão da UFSM e os nomes &quot;Terimar&quot; e &quot;Cemicro&quot;. Está sentada, com o braço direito apoiado em uma mesa branca. Sobre a mesa, notebook preto aberto, representação 3D de célula e uma caneca branca com &quot;UFSM detecta&quot; em azul claro. A fotografia é contornada por riscos arredondados em azul claro." loading="lazy" />														
		<p>Devido a tamanha demanda, coordenadores e alunos tiveram que rapidamente desenvolver um método organizado de trabalho. O processo se tornou de fácil compreensão: as amostras são recolhidas nos laboratórios pertencentes aos municípios vinculados e enviadas para a equipe para a checagem, que é efetuada a partir do teste do tipo RT-PCR, o qual é feito através de um swab nasal para verifi car a existência do vírus na secreção respiratória. Assim, o resultado fica disponível em até 48 horas para os pacientes.</p><p>A Arco conversou com a professora Terimar Moresco, Doutora em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde pela UFSM, para saber mais sobre essa ação pioneira em testagens da Covid-19.</p>		
							<b>"A comunidade tem muito orgulho de ter a Universidade aqui, porque ela entende isso como uma conquista. Então, quando eles viram que a instituição estava realizando os tão procurados testes, quiseram ajudar."</b>
		<p><strong>Vocês possuem uma rotina de produção preestipulada?</strong></p><p>Sim! Nós somos um laboratório de ensino e pesquisa dentro da Universidade, e dia 30 de março [de 2020], nós demos início à proposta de fazer os testes. Naquele momento, não tínhamos o laboratório organizado, o pessoal treinado, nem uma requisição de exames. Então, fomos organizando tudo e chamamos uma equipe de alunos para nos ajudar, principalmente os que já haviam tido contato com o laboratório antes da pandemia, por estarem mais familiarizados. Inicialmente, distribuímos as tarefas conforme o treinamento do aluno, até aderirmos a protocolos e formação de setores – que é como funcionamos hoje: à medida que membros da equipe saem, novos entram, passam por todos setor específico.</p><p> </p><p><strong>Como foi partir do mundo da pesquisa acadêmica para a experiência prática de desenvolver as testagens da Covid-19?</strong></p><p>Foi bem desafiador, porque nós tivemos que aprender, além da técnica da testagem propriamente dita, a sermos empreendedores. Também precisamos dar entrevistas, que é algo novo para mim. Tivemos que sair do nosso mundo de professor, pesquisador, onde fazíamos uma pesquisa e o resultado não necessitava de urgência, para partir para uma realidade em que o resultado do teste precisa sair rapidamente, o paciente está lá precisando saber se vai para a UTI ou não.</p><p>Foi também importante em relação ao aprendizado, porque sempre trabalhamos com a formação de alunos, mas a gente teve que formar uma equipe e montar um laboratório de diagnósticos – que não era o que nós fazíamos de costume. Eu acho que essas coisas foram importantes, porque tivemos que ter uma responsabilidade, não maior, mas diferente – da que tínhamos antes. Aprendemos a lidar com a comunidade, o que também foi muito gratificante, porque as pessoas compreenderam a importância do nosso trabalho na região.</p><p> </p><p><strong>Ao mudar o rumo do trabalho desenvolvido no laboratório por causa da pandemia, como foram obtidos os recursos necessários?</strong></p><p>Foram necessárias todas as adaptações que tu imaginas. O primeiro equipamento, que dava início a tudo, foi doado pela comunidade. Com ele, nós tínhamos a pretensão de realizar dois mil testes; agora já estamos com mais de 30 mil. Aí, como a região acabou vendo a importância disso, nos doaram outro desse mesmo equipamento. Tínhamos os dois equipamentos e uma entidade da cidade fez um consórcio com alguns municípios para comprar os reagentes. Porém, faltavam ainda os EPIs – máscara, propré, touca, luva. Então, a Universidade fez um chamamento e a comunidade doou dinheiro, caixas de luvas, caixas de máscaras, jalecos – inclusive, nos traziam comida, porque nós não tínhamos Restaurante Universitário durante o expediente. Dessa forma, mudamos toda a estrutura do laboratório e seguimos até hoje, com a ajuda da comunidade e da UFSM.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Foto_Entrevista-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida de uma pessoa em laboratório mexendo com equipamentos. A fotografia é em detalhe, e mostra o jaleco branco com bolso bordado em azul, com o nome &quot;UFSM detecta&quot;; usa luvas azuis nas mãos e segura uma pipeta e um frasco. Ao fundo, bancada de mármore cinza com diferentes equipamentos de laboratório nas cores azul, branco, preto, amarelo e cinza. Há uma parede bege com tomadas brancas." loading="lazy" />														
		<p><strong>O valor arrecadado para testagens de Covid-19 na comunidade de Palmeira das Missões é consideravelmente alto, visto que o Brasil não tem essa tradição de filantropia científica. A que fatores você atribui isso?</strong></p><p>A comunidade sempre ajudou. Acho que isso é uma característica de Palmeira das Missões. Além disso, a comunidade também tem muito orgulho de ter a Universidade aqui, porque ela entende isso como uma conquista. Então, quando eles viram que a instituição estava realizando os tão procurados testes, quiseram ajudar. A gente ficou muito feliz com isso e, ao mesmo tempo, aumentou muito a nossa responsabilidade. Depois, precisamos mostrar para a comunidade que aquele dinheiro que eles investiram – aquela confiança no nosso trabalho – valeu a pena.</p><p> </p><p><strong>Alunos da instituição estão atuando na pesquisa laboratorial. Qual a importância para eles de adquirirem experiência prática na linha de frente contra o vírus nesse momento histórico?</strong></p><p>Eu acho que mostra a importância da pesquisa na Universidade e, para eles, é fundamental, porque aprenderam a lidar com o compromisso, a responsabilidade, a questão ética, a biossegurança – e isso é tudo muito diferente de um trabalho de pesquisa. Alguns dos alunos que estavam no início, inclusive, já foram pegos por outros laboratórios da região, pelo mercado de trabalho; outros entraram na pós-graduação. Eu acho que os que passam por aqui saem muito melhores, tanto em relação à empatia da situação, quanto em relação à própria formação técnico-científica.</p><p> </p><p><strong>Quais são as perspectivas para o projeto?</strong></p><p>Várias coordenadorias de saúde aqui da região já nos procuraram para fazer o diagnóstico de outras doenças infectocontagiosas – HIV, tuberculose e dengue são as que mais nos solicitam. Essa seria uma ideia para o futuro. Além disso, nós estamos com a ideia de fazer outras coisas, como análise da qualidade de água e validação de produtos para salmonella em aviário. Ou seja, pretendemos, a partir de agora, prestar serviço para a comunidade tanto na área de microbiologia, diagnóstico, quanto na área de biologia molecular. Além disso, a gente trabalha com educação e saúde – dentro do UFSM Detecta temos um braço que chamamos de “Educa Detecta”, que, quando solicitado, oferecemos treinamento para profissionais da saúde, professores e servidores. A gente pretende continuar com esse também.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem: </strong>Paula Appolinario, acadêmica de Jornalismo;</em></p><p><em><strong>Diagramação: </strong>Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial;</em></p><p><em><strong>Fotografias: </strong>Gabriela Carvalho.</em></p><p><em>Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Quebra de patentes pode ser usada em casos de emergências de saúde nacionais ou internacionais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/quebra-de-patentes</link>
				<pubDate>Wed, 04 May 2022 14:30:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[quebra de patentes]]></category>
		<category><![CDATA[quebra de patentes covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas covid-19]]></category>

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						<description><![CDATA[Lei que garante licenciamento compulsório não será aplicada nas vacinas contra a Covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em setembro de 2021, foi sancionada, com vetos, a lei que autoriza a quebra de patentes (também chamada de licenciamento compulsório) das vacinas e medicamentos para enfrentamento de emergências de saúde, nacionais ou internacionais.  Segundo a <a style="text-decoration: none" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2021-09/lei-que-quebra-patentes-de-vacinas-e-sancionada-com-vetos"><b>Agência Brasil</b></a>, a alteração da <a style="text-decoration: none" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9279.htm"><b>Lei de Propriedade Industrial</b></a> estabelece a licença compulsória temporária para as patentes ou pedidos de patentes, caso ainda não obtida, sem prejuízo dos direitos do titular, que terá direito a 1,5% sobre o preço líquido de venda do produto até que seu valor venha a ser efetivamente estabelecido. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No entanto, ainda conforme a Agência Brasil, o licenciamento compulsório será feito caso a caso e não será aplicado no Brasil para o enfrentamento da pandemia de Covid-19, já que, no caso nacional, há fornecimento e produção de vacinas em quantidade suficiente. </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Ilustracao_Sem_Titulo-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de uma tela quebrada com título ao centro. A ilustração está nos tons de cinza e azul marinho. No centro, em caixa alta, letras grandes e na cor azul marinho, a frase &quot;Quebra das patentes de vacinas&quot;, com destaque de tamanho maior para a palavra &quot;Patentes&quot;. No centro da palavra patentes, efeito de vidro quebrado que se expande para todas as extremidades da ilustração. O fundo é cinza e os detalhes do efeito trincado são brancos." loading="lazy" />														
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">O que são patentes?</p></h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Por definição, uma patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, concedido pelo Estado aos inventores, autores ou pessoas jurídicas detentoras dos direitos sobre a criação. </p><p><b id="docs-internal-guid-5bfedf05-7fff-2f99-34e2-b519dafc5407" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo Lucio Dorneles, professor do Departamento de Física da UFSM e Chefe do Núcleo de Propriedade Intelectual na Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agittec) da UFSM, o sistema de patentes concede aos inventores o direito de controlar a exploração da sua invenção por um tempo de, aproximadamente, 20 anos. Para que isso seja possível, o inventor tem o compromisso de descrever tudo aquilo que é importante para fazer a invenção funcionar. “O inventor se compromete a descrever em detalhes a tecnologia e isso permite que essa tecnologia avance com o tempo, pois outros inventores vão pegar aquela tecnologia e criar uma invenção em cima dela e melhorar, deixar mais barato ou eficiente”, afirma o professor.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em termos legais, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) coloca que patente é um documento que descreve uma invenção e cria uma situação legal que pode ser explorada somente com a autorização do titular da patente. Configura-se como o documento que concede a possibilidade de alguém explorar aquilo que inventou ou aquilo de que é titular.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O processo de patentear algo é feito exclusivamente pela internet, por meio da plataforma online <a style="text-decoration: none" href="https://gru.inpi.gov.br/peticionamentoeletronico/"><b>e-Patentes</b></a>. O pedido de patente deverá conter uma série de relatórios técnicos e descritivos em relação ao produto a ser patenteado. Só podem ser patenteados produtos ou processos, coisas que a indústria pode fazer. Regras de jogo, métodos financeiros, processos terapêuticos, ideias ou concepções abstratas que não podem ser produzidas na indústria não podem ser patenteados. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>O processo de patentear um produto se dá com o inventor ou empresa fazendo a descrição da tecnologia e entregando o documento ao INPI. Esse documento fica em sigilo por 18 meses e, nesse meio tempo, o instituto analisa o pedido e concede, ou não, a patente. No <a href="https://www.gov.br/inpi/pt-br">site do INPI</a>, é possível encontrar detalhes e perguntas frequentes sobre todo o processo de patentear um produto.</p>		
			<h3>O que são as quebras de patentes?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A quebra de patente se refere à licença compulsória, prevista na Lei de Propriedade Industrial, que significa uma suspensão temporária do direito de exclusividade do titular de uma patente, o que permite, a terceiros, a produção, uso, venda ou importação do produto ou processo patenteado, desde que tenha sido colocado no mercado diretamente pelo titular ou com o seu consentimento.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na legislação brasileira existe mais de uma situação em que o licenciamento compulsório pode ser aplicado. Ele pode ocorrer quando, por exemplo, são excedidos os direitos ou estes são utilizados de forma abusiva, ou quando a comercialização não satisfaz as necessidades do mercado. O artigo 68 da Lei nº 9.279 aponta que uma das razões em que pode haver um licenciamento compulsório é a “não exploração em território nacional por falta de fabricação, fabricação incompleta do produto, ou a falta de uso integral do processo patenteado, ressalvados os casos de inviabilidade econômica, quando será admitida a importação”. Quando a patente é concedida no Brasil, o produto patenteado deve ser explorado e fabricado no país.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Já o artigo 71, alterado em 2021, indica as questões referentes ao licenciamento compulsório nos casos de emergência nacional, internacional ou de interesse público. “Antes dessa mudança, nós não falávamos em emergência internacional porque não tínhamos vivido ainda algo semelhante ao que estamos vivendo com a Covid-19”, afirma Maria Cristina D’ornellas, docente do curso de Direito da UFSM e doutora em comércio internacional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).</p>		
			<h3>A quebra de patente das vacinas contra a Covid-19</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A discussão em relação à quebra de patentes veio à tona recentemente por conta da crise de saúde pública que o mundo vive com a pandemia de coronavírus. Segundo a professora Maria Cristina, um licenciamento compulsório seria benéfico porque possibilitaria o acesso do maior número de pessoas à vacina, que mais empresas produzissem a vacina e que houvesse maior disponibilidade do produto no mercado. Assim, a população não ficaria à mercê de determinadas indústrias farmacêuticas, que podem estipular o valor desejado para o produto em um cenário de necessidade como o da pandemia e de uma grande procura diante de uma oferta limitada. “Essa indústria farmacêutica não precisa nem estar mal intencionada no sentido de limitar a produção propositalmente, mas ela não consegue atender o mundo inteiro. Então, se há esse licenciamento compulsório, outros poderão produzir aquilo que ela desenvolveu, possibilitando aí uma oferta bem maior no mercado”, reitera a jurista.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo Maria Cristina, o Brasil é um país em desenvolvimento que tem meios e tecnologia para produzir aquilo que foi criado numa outra localidade e chegar no mesmo resultado. No entanto, há países que, mesmo com licenciamento compulsório, não detêm a tecnologia necessária para, por exemplo, a produção de vacinas contra a Covid-19. Mesmo assim, a quebra das patentes facilitaria a produção dos medicamentos com excedente por aqueles países que têm tecnologia - contemplando, assim, por meio da exportação, os demais países.  “A quebra de patentes das vacinas contra a Covid-19 abre a possibilidade para que, num caso de emergência, o povo não fique desamparado”, declara Lucio.</p><p dir="ltr"><strong><em>Expediente:</em></strong></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Reportagem:</strong> Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Design gráfico:</strong> Joana Ancinello, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Mídias sociais: </strong>Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista;&nbsp; Ludilla Naivaz acadêmica de Relações Públicas e bolsista; </em><em style="font-size: 16px;text-align: var(--bs-body-text-align)">Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos&nbsp;</em><em style="font-size: 1rem;text-align: var(--bs-body-text-align)">Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O direito internacional e as crises de saúde pública</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-direito-internacional-e-as-crises-de-saude-publica-2</link>
				<pubDate>Fri, 29 Apr 2022 16:18:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[impressa]]></category>
		<category><![CDATA[arco impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[crise de saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[Deisy Ventura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9220</guid>
						<description><![CDATA[Pioneira no estudo de pandemias pela área das Ciências Sociais Aplicadas, Deisy Ventura tornou-se importante voz na defesa dos direitos humanos durante a Covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Até pouco tempo atrás, a ligação entre as áreas do direito e da saúde parecia incompreensível para muitas pessoas. Mas, em 2020, a pandemia de Covid-19 mostrou ao mundo que as ciências jurídicas e as crises emergenciais de saúde global têm mais em comum do que se imaginava. A jurista Deisy Ventura, graduada em Direito pela UFSM em 1989, estuda a relação entre pandemias e o direito internacional desde 2008 e é uma das vanguardistas na área da regulamentação internacional da saúde. Atualmente, Deisy é professora e coordenadora do doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade na USP.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Volver-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de mulher sentada em frente a um microfone. Ela tem pele branca, rosto redondo, nariz e boca médios. Tem cabelos curtos, na altura do ombro, encaracolados e na cor castanho escuro. Tem sobrancelhas grossas e usa um delineado vermelho. Usa brinco de argola vermelha e colar com pingente de argola vermelha. Veste camisa cinza sobre decote vermelho. Está atrás de uma mesa com tampo marrom, em frente a um microfone cinza em um tripé na mesma cor. Está com as mãos para o alto, aos lados do microfone. O fundo é branco." loading="lazy" />														
		<p>Ainda na UFSM, entre os anos de 1994 e 1996, Deisy fez o mestrado em Integração Latino-Americana, temática que estava em alta na época, pois se tratavam dos anos iniciais do Mercosul. A professora conta que esse mestrado multidisciplinar, que envolvia principalmente as áreas de Direito, Economia e História, possibilitou que ela descobrisse a área da integração regional, na qual acabou trabalhando por mais de 15 anos. “O mestrado na UFSM me abriu os olhos para um processo que estava acontecendo na região e no mundo e me deu a base para que eu pudesse me candidatar ao processo seletivo na Sorbonne. Foi definitivo para mim”, conta a jurista. Na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, localizada na França, Deisy concluiu um segundo mestrado e um doutorado em Direito Internacional.</p><p>Após a finalização do doutorado, Deisy trabalhou durante três anos na Secretaria do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai. Foi ali, lidando com as negociações do bloco, que a jurista conheceu os negociadores da saúde. Na época, algumas questões sobre normas de circulação de alimentos na Europa surgiram, devido à encefalopatia espongiforme bovina, doença cerebral que acometeu diversos rebanhos de bovinos adultos. Os seres humanos adquiriam a doença por meio da ingestão de produtos de carne contaminada. Com isso, <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/entrevista-deisy-ventura/" target="_blank" rel="noopener"><u>a relação entre o direito e a saúde</u></a> passou a ser mais valorizada, e foi a partir daí que Deisy começou a pesquisar sobre o tema, o que já faz há mais de 20 anos.</p><p>A jurista decidiu dedicar seus estudos plenamente a questões sanitárias quando foi aprovada como docente na USP, onde trabalhou inicialmente com temas de integração regional e saúde, sobre o princípio da precaução e as crises sanitárias. Então, em 2008, quando houve a pandemia de H1N1, a professora se envolveu com os aspectos jurídicos da gripe. O seu primeiro artigo sobre pandemias foi publicado em 2009. Em 2012, Deisy fez sua livre-docência em direito internacional sobre a gripe H1N1 na USP. “Muita gente não entendia o que era isso, aliás acho que a maior parte das pessoas entendeu mesmo o que eu pesquisava agora, todo mundo entendeu o impacto enorme que a pandemia tem sobre o direito e particularmente sobre os direitos humanos”, conta a egressa da UFSM.</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%">OS DIREITOS NA PANDEMIA<br style="color: #000000;font-size: 16px;background-color: #ffffff" />Durante a crise sanitária de Covid-19, Deisy se tornou uma voz muito potente na mídia no que se refere aos direitos da população. Ela é uma das articuladoras do Projeto Direitos na Pandemia, que tem como objetivo avaliar o impacto do coronavírus sobre os direitos humanos e, particularmente, analisar as normas jurídicas, a jurisprudência do Tribunal de Contas da União, do Supremo Tribunal Federal e ajudar a entender as consequências desse excesso de leis em relação à pandemia. São analisadas todas as normas, federais e<br style="color: #000000;font-size: 16px;background-color: #ffffff" />estaduais, não apenas aquelas relacionadas explicitamente à saúde, visando detectar os possíveis impactos negativos, para que nenhuma medida normativa seja excessiva e que a proteção dos direitos da população seja garantida.</td></tr></tbody></table><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo;</em><em><strong>Diagramação e ilustração:</strong> Filipe Duarte, acadêmico de Desenho Industrial</em><br /><em>Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O direito internacional e as crises de saúde pública</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-direito-internacional-e-as-crises-de-saude-publica</link>
				<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 19:26:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Volver]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Deisy Ventura]]></category>
		<category><![CDATA[direito internacional]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Revista impressa]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>

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						<description><![CDATA[Pioneira no estudo de pandemias pela área das Ciências Sociais Aplicadas, Deisy Ventura tornou-se importante voz na defesa dos direitos humanos durante a Covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Até pouco tempo atrás, a ligação entre as áreas do direito e da saúde parecia incompreensível para muitas pessoas. Mas, em 2020, a pandemia de Covid-19 mostrou ao mundo que as ciências jurídicas e as crises emergenciais de saúde global têm mais em comum do que se imaginava. A jurista Deisy Ventura, graduada em Direito pela UFSM em 1989, estuda a relação entre pandemias e o direito internacional desde 2008 e é uma das vanguardistas na área da regulamentação internacional da saúde. Atualmente, Deisy é professora e coordenadora do doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade na USP.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Volver-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de mulher sentada em frente a um microfone. Ela tem pele branca, rosto redondo, nariz e boca médios. Tem cabelos curtos, na altura do ombro, encaracolados e na cor castanho escuro. Tem sobrancelhas grossas e usa um delineado vermelho. Usa brinco de argola vermelha e colar com pingente de argola vermelha. Veste camisa cinza sobre decote vermelho. Está atrás de uma mesa com tampo marrom, em frente a um microfone cinza em um tripé na mesma cor. Está com as mãos para o alto, aos lados do microfone. O fundo é branco." loading="lazy" />														
		<p>Ainda na UFSM, entre os anos de 1994 e 1996, Deisy fez o mestrado em Integração Latino-Americana, temática que estava em alta na época, pois se tratavam dos anos iniciais do Mercosul. A professora conta que esse mestrado multidisciplinar, que envolvia principalmente as áreas de Direito, Economia e História, possibilitou que ela descobrisse a área da integração regional, na qual acabou trabalhando por mais de 15 anos. “O mestrado na UFSM me abriu os olhos para um processo que estava acontecendo na região e no mundo e me deu a base para que eu pudesse me candidatar ao processo seletivo na Sorbonne. Foi definitivo para mim”, conta a jurista. Na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, localizada na França, Deisy concluiu um segundo mestrado e um doutorado em Direito Internacional.</p>
<p>Após a finalização do doutorado, Deisy trabalhou durante três anos na Secretaria do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai. Foi ali, lidando com as negociações do bloco, que a jurista conheceu os negociadores da saúde. Na época, algumas questões sobre normas de circulação de alimentos na Europa surgiram, devido à encefalopatia espongiforme bovina, doença cerebral que acometeu diversos rebanhos de bovinos adultos. Os seres humanos adquiriam a doença por meio da ingestão de produtos de carne contaminada. Com isso,&nbsp;<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/entrevista-deisy-ventura/" target="_blank" rel="noopener">a relação entre o direito e a saúde</a>&nbsp;passou a ser mais valorizada, e foi a partir daí que Deisy começou a pesquisar sobre o tema, o que já faz há mais de 20 anos.</p>
<p>A jurista decidiu dedicar seus estudos plenamente a questões sanitárias quando foi aprovada como docente na USP, onde trabalhou inicialmente com temas de integração regional e saúde, sobre o princípio da precaução e as crises sanitárias. Então, em 2008, quando houve a pandemia de H1N1, a professora se envolveu com os aspectos jurídicos da gripe. O seu primeiro artigo sobre pandemias foi publicado em 2009. Em 2012, Deisy fez sua livre-docência em direito internacional sobre a gripe H1N1 na USP. “Muita gente não entendia o que era isso, aliás acho que a maior parte das pessoas entendeu mesmo o que eu pesquisava agora, todo mundo entendeu o impacto enorme que a pandemia tem sobre o direito e particularmente sobre os direitos humanos”, conta a egressa da UFSM.</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%"> <strong>OS DIREITOS NA PANDEMIA</strong><br />Durante a crise sanitária de Covid-19, Deisy se tornou uma voz muito potente na mídia no que se refere aos direitos da população. Ela é uma das articuladoras do Projeto Direitos na Pandemia, que tem como objetivo avaliar o impacto do coronavírus sobre os direitos humanos e, particularmente, analisar as normas jurídicas, a jurisprudência do Tribunal de Contas da União, do Supremo Tribunal Federal e ajudar a entender as consequências desse excesso de leis em relação à pandemia. São analisadas todas as normas, federais e<br />estaduais, não apenas aquelas relacionadas explicitamente à saúde, visando detectar os possíveis impactos negativos, para que nenhuma medida normativa seja excessiva e que a proteção dos direitos da população seja garantida.</td></tr></tbody></table><p> </p><strong><em>Expediente:</em></strong>
<em><strong>Reportagem:</strong> Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo;</em>
<em><strong>Diagramação e ilustração:</strong> Filipe Duarte, acadêmico de Desenho Industrial</em><br><em style="color: #000000;font-size: 16px">Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em><em><br></em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM Detecta é referência em testes da covid-19</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ufsm-detecta-e-referencia-em-testes-da-covid-19</link>
				<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 19:22:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[edição impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[testes covid-19]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8944</guid>
						<description><![CDATA[Em entrevista, Terimar Moresco comenta sobre
desafios diários e planos para o projeto]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Coordenado pelos professores Terimar Moresco, Ângela Batista e Daniel Graichen, o projeto de extensão chamado de UFSM Detecta, sediado no campus de Palmeira das Missões, atua na testagem da Covid-19 desde março de 2020. O projeto já realizou mais de 30 mil testes desde o início da pandemia no país e possui contrato para a realização de testes em 50 municípios do Rio Grande do Sul.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Entrevista-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia com intervenções de elementos artísticos em azul marinho. Na fotografia, mulher de pele branca sorri e está sentada em frente a uma mesa com um notebook. Ela tem rosto redondo, cabelos loiros, lisos e na altura do peito; tem olhos escuros e sobrancelhas arqueadas e na cor loira; usa batom vermelho e rímel nos olhos; veste jaleco branco de mangas compridas; no bolso, brasão da UFSM e os nomes &quot;Terimar&quot; e &quot;Cemicro&quot;. Está sentada, com o braço direito apoiado em uma mesa branca. Sobre a mesa, notebook preto aberto, representação 3D de célula e uma caneca branca com &quot;UFSM detecta&quot; em azul claro. A fotografia é contornada por riscos arredondados em azul claro." loading="lazy" />														
		<p>Devido a tamanha demanda, coordenadores e alunos tiveram que rapidamente desenvolver um método organizado de trabalho. O processo se tornou de fácil compreensão: as amostras são recolhidas nos laboratórios pertencentes aos municípios vinculados e enviadas para a equipe para a checagem, que é efetuada a partir do teste do tipo RT-PCR, o qual é feito através de um swab nasal para verifi car a existência do vírus na secreção respiratória. Assim, o resultado fica disponível em até 48 horas para os pacientes.</p><p>A Arco conversou com a professora Terimar Moresco, Doutora em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde pela UFSM, para saber mais sobre essa ação pioneira em testagens da Covid-19.</p><h3 style="text-align: center"><strong>“A comunidade tem muito orgulho de ter a Universidade aqui, porque ela entende isso como uma conquista. Então, quando eles viram que a instituição estava realizando os tão procurados testes, quiseram ajudar.”</strong></h3><p><b>Vocês possuem uma rotina de produção preestipulada?</b></p><p>Sim! Nós somos um laboratório de ensino e pesquisa dentro da Universidade, e dia 30 de março [de 2020], nós demos início à proposta de fazer os testes. Naquele momento, não tínhamos o laboratório organizado, o pessoal treinado, nem uma requisição de exames. Então, fomos organizando tudo e chamamos uma equipe de alunos para nos ajudar, principalmente os que já haviam tido contato com o laboratório antes da pandemia, por estarem mais familiarizados. Inicialmente, distribuímos as tarefas conforme o treinamento do aluno, até aderirmos a protocolos e formação de setores – que é como funcionamos hoje: à medida que membros da equipe saem, novos entram, passam por todos setor específico.</p><p> </p><p><strong>Como foi partir do mundo da pesquisa acadêmica para a experiência prática de desenvolver as testagens da Covid-19?</strong></p><p>Foi bem desafiador, porque nós tivemos que aprender, além da técnica da testagem propriamente dita, a sermos empreendedores. Também precisamos dar entrevistas, que é algo novo para mim. Tivemos que sair do nosso mundo de professor, pesquisador, onde fazíamos uma pesquisa e o resultado não necessitava de urgência, para partir para uma realidade em que o resultado do teste precisa sair rapidamente, o paciente está lá precisando saber se vai para a UTI ou não.</p><p>Foi também importante em relação ao aprendizado, porque sempre trabalhamos com a formação de alunos, mas a gente teve que formar uma equipe e montar um laboratório de diagnósticos – que não era o que nós fazíamos de costume. Eu acho que essas coisas foram importantes, porque tivemos que ter uma responsabilidade, não maior, mas diferente – da que tínhamos antes. Aprendemos a lidar com a comunidade, o que também foi muito gratificante, porque as pessoas compreenderam a importância do nosso trabalho na região.</p><p> </p><p><strong>Ao mudar o rumo do trabalho desenvolvido no laboratório por causa da pandemia, como foram obtidos os recursos necessários?</strong></p><p>Foram necessárias todas as adaptações que tu imaginas. O primeiro equipamento, que dava início a tudo, foi doado pela comunidade. Com ele, nós tínhamos a pretensão de realizar dois mil testes; agora já estamos com mais de 30 mil. Aí, como a região acabou vendo a importância disso, nos doaram outro desse mesmo equipamento. Tínhamos os dois equipamentos e uma entidade da cidade fez um consórcio com alguns municípios para comprar os reagentes. Porém, faltavam ainda os EPIs – máscara, propré, touca, luva. Então, a Universidade fez um chamamento e a comunidade doou dinheiro, caixas de luvas, caixas de máscaras, jalecos – inclusive, nos traziam comida, porque nós não tínhamos Restaurante Universitário durante o expediente. Dessa forma, mudamos toda a estrutura do laboratório e seguimos até hoje, com a ajuda da comunidade e da UFSM.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Foto_Entrevista-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida de uma pessoa em laboratório mexendo com equipamentos. A fotografia é em detalhe, e mostra o jaleco branco com bolso bordado em azul, com o nome &quot;UFSM detecta&quot;; usa luvas azuis nas mãos e segura uma pipeta e um frasco. Ao fundo, bancada de mármore cinza com diferentes equipamentos de laboratório nas cores azul, branco, preto, amarelo e cinza. Há uma parede bege com tomadas brancas." loading="lazy" />														
		<p><strong>O valor arrecadado para testagens de Covid-19 na comunidade de Palmeira das Missões é consideravelmente alto, visto que o Brasil não tem essa tradição de filantropia científica. A que fatores você atribui isso?</strong></p><p>A comunidade sempre ajudou. Acho que isso é uma característica de Palmeira das Missões. Além disso, a comunidade também tem muito orgulho de ter a Universidade aqui, porque ela entende isso como uma conquista. Então, quando eles viram que a instituição estava realizando os tão procurados testes, quiseram ajudar. A gente ficou muito feliz com isso e, ao mesmo tempo, aumentou muito a nossa responsabilidade. Depois, precisamos mostrar para a comunidade que aquele dinheiro que eles investiram – aquela confiança no nosso trabalho – valeu a pena.</p><p><strong>Alunos da instituição estão atuando na pesquisa laboratorial. Qual a importância para eles de adquirirem experiência prática na linha de frente contra o vírus nesse momento histórico?</strong></p><p>Eu acho que mostra a importância da pesquisa na Universidade e, para eles, é fundamental, porque aprenderam a lidar com o compromisso, a responsabilidade, a questão ética, a biossegurança – e isso é tudo muito diferente de um trabalho de pesquisa. Alguns dos alunos que estavam no início, inclusive, já foram pegos por outros laboratórios da região, pelo mercado de trabalho; outros entraram na pós-graduação. Eu acho que os que passam por aqui saem muito melhores, tanto em relação à empatia da situação, quanto em relação à própria formação técnico-científica.</p><p><strong>Quais são as perspectivas para o projeto?</strong><br /></p><p>Várias coordenadorias de saúde aqui da região já nos procuraram para fazer o diagnóstico de outras doenças infectocontagiosas – HIV, tuberculose e dengue são as que mais nos solicitam. Essa seria uma ideia para o futuro. Além disso, nós estamos com a ideia de fazer outras coisas, como análise da qualidade de água e validação de produtos para salmonella em aviário. Ou seja, pretendemos, a partir de agora, prestar serviço para a comunidade tanto na área de microbiologia, diagnóstico, quanto na área de biologia molecular. Além disso, a gente trabalha com educação e saúde – dentro do UFSM Detecta temos um braço que chamamos de “Educa Detecta”, que, quando solicitado, oferecemos treinamento para profissionais da saúde, professores e servidores. A gente pretende continuar com esse também.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p>
<p><em><strong>Reportagem:</strong> Paula Appolinario, acadêmica de Jornalismo;</em></p>
<p><em><strong>Diagramação:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial;</em></p>
<p><em><strong>Fotografias:</strong> Gabriela Carvalho.</em></p>
<p><em style="color: #000000;font-size: 16px">Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em><em><br></em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Será que estamos no início do fim da pandemia?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/inicio-fim-pandemia</link>
				<pubDate>Mon, 21 Feb 2022 19:35:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>
		<category><![CDATA[cobertura vacinal]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[destaque-arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque-ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[endemia]]></category>
		<category><![CDATA[fim da pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação contra covid-19]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9018</guid>
						<description><![CDATA[Especialistas avaliam se a variante Ômicron significa o surgimento de uma endemia de Covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/capa_fim_da_pandemia1-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal colorida de homem, em vermelho, batendo com uma espada no coronavírus" loading="lazy">

Desde o fim de novembro de 2021, quando a variante Ômicron foi detectada pela primeira vez, uma onda de novos casos surgiu. O aumento mais significativo se deu após as comemorações de final de ano. A <a href="https://news.un.org/pt/story/2022/01/1775662">Organização Mundial da Saúde (OMS) </a>classificou a onda de casos como um 'tsunami'. No dia 27 de dezembro de 2021, o mundo chegou a registrar o pico de 1,4 milhão de casos. Um dos motivos foi o relaxamento das restrições, por conta do avanço da cobertura vacinal: 54% da população mundial recebeu o esquema completo, segundo o <a href="https://ourworldindata.org/covid-vaccinations?country=OWID_WRL">Our World in Data</a>.

Diferentemente das variantes anteriores, como a Delta e a Alfa, a Ômicron causa infecções menos graves, ou seja, provoca menos hospitalizações e óbitos, mas é altamente transmissível. Por apresentar essas especificidades e pelo aumento da vacinação mundial, começou-se um debate na comunidade científica: a variante seria um indício do início do fim da pandemia?&nbsp;
<h3>Novas variantes são um processo natural</h3>
Quando o vírus invade um hospedeiro, ele se replica dentro da célula. <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/vacinas-covid-19-previnem-diferentes-variantes/">Durante esse processo, pode ocorrer uma diversidade de alterações no código genético desses novos vírus, o que representa novas mutações.</a> Em alguns casos, essas modificações apresentam vantagens evolutivas para o vírus. O médico epidemiologista da Vigilância em Saúde de Santa Maria e professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Marcos Antônio de Oliveira Lobato, comenta que as mudanças no padrão da pandemia ocorrem por alguns fatores:&nbsp;
<ul>
 	<li style="font-weight: 400">As características das variantes têm relação com a Teoria da Evolução de Darwin - apenas algumas mutações passam pela barreira ou pelo desafio seletivo. Essa seletividade faz com que o vírus fique com maior ou menor letalidade, que se reproduza mais rapidamente ou que apresente melhor resistência ao sistema imunológico do hospedeiro.</li>
</ul>
<ul>
 	<li style="font-weight: 400">Precisa-se analisar o contexto biológico e social no qual surgem as variantes. A vacina não impede que o vírus circule,<b> contudo, impede que casos mais graves da doença ocorram.</b></li>
</ul>
De acordo com o <a href="https://butantan.gov.br/noticias/por-que-a-omicron-e-mais-contagiosa-e-pode-reinfectar-ate-seis-vezes-mais-quem-nao-se-vacinou-contra-a-covid">Instituto Butantan</a>, a Ômicron é considerada pela OMS uma variante de preocupação, que carrega mais mutações e, por isso, é mais transmissível. A nova variante tem um poder de transmissão ainda maior do que as demais: Alfa, Beta, Gama e Delta. Ainda segundo o Instituto, estudos mostraram que a variante é capaz de infectar mais rapidamente os tecidos respiratórios superiores - cavidade nasal, garganta e parte superior da traquéia - em vez dos pulmões. Isso indica uma razão pela qual pessoas infectadas desenvolvem uma doença menos grave quando comparadas com a Delta, por exemplo.

A partir disso, o médico infectologista Alexandre Vargas Schwarzbold, docente do Departamento de Clínica Médica da UFSM, comenta que não é a vacina que mudou as características do vírus, mas que o vírus se adaptou a uma população imunizada. “Poderia ter demorado mais para se adaptar. A Ômicron ‘engoliu’ a Delta pela capacidade de transmitir”, explica o especialista que participou do <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)32661-1/fulltext">estudo da Universidade de Oxford</a> em parceria com Astrazeneca e Fundação Oswaldo Cruz para verificação da segurança e da eficácia do imunizante.

De acordo com Schwarzbold, todas essas características da nova variante do vírus mostram que “ela veio para ficar”. Para o infectologista, quando o vírus começa a ter muitas mutações, ele começa a perder a capacidade patológica de letalidade. “Essa é a razão pela qual acredito que vírus muito transmissores começam a ficar mais leves”, argumenta.
<h3>
<p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">A infecção não significa ineficácia da vacina</p>
</h3>
A nova variante tem uma facilidade maior de infectar pessoas imunizadas, mas isso não significa a ineficácia das vacinas contra a Covid-19. “Nosso foco agora tem que ser se é grave ou não, se hospitaliza ou não, se a pessoa tem tendência a morrer por ser infectada. Os cientistas que desenvolveram a vacina nunca mentiram sobre a função dela. As vacinas servem para as pessoas não morrerem, e elas estão cumprindo muito bem esse papel”, afirma Schwarzbold.&nbsp;

De acordo com um <a href="https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/71/wr/mm7104e3.htm">estudo publicado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças</a> dos Estados Unidos, no dia 21 de janeiro de 2022, a terceira dose ou a dose de reforço obteve 90% de eficácia na prevenção de internações durante o período de dezembro de 2021 a janeiro de 2022. Os resultados também comparam pacientes com as duas doses, após pelo menos seis meses da segunda imunização, e foi apresentado 57% de eficácia no intervalo de tempo analisado. Posto isso, o estudo concluiu que as pessoas com a dose de reforço estão menos propensas a serem infectadas pela Ômicron.&nbsp;

Ademais, quanto maior o número de pessoas no mundo com o esquema vacinal completo, menor é a circulação do vírus. Lobato explica que as pessoas vacinadas transmitem em uma escala menor, e em alguns casos, podem nem transmitir. Por isso, a menor circulação leva a uma menor chance de reprodução do vírus e, por consequência, diminui a possibilidade de novas mutações.&nbsp;
<h3>
<p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">É o início do fim da pandemia para o mundo ou só para a Europa?</p>
</h3>
<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/europa-esta-num-cessar-fogo-da-covid-19-que-pode-ser-o-fim-da-pandemia-diz-oms/">Em anúncio à imprensa</a>, no dia 3 de fevereiro, o diretor regional da OMS na Europa, Hans Kluge, afirmou que o momento da pandemia no velho continente “deve ser visto como um ‘cessar-fogo’ que pode trazer uma paz duradoura”. O cenário mais animador na Europa deve-se a três principais fatores: diminuição no número de hospitalizações pela menor gravidade da variante Ômicron; a proteção das vacinas e o final do inverno.&nbsp;

A imunização completa chega a 69,29% na Europa e ocorre o relaxamento de algumas medidas de segurança, como o uso de máscaras. O destaque é Portugal, com 91,42% dos habitantes completamente imunizados. Mas esta não é a realidade de toda a região. Na Bósnia e Herzegovina, por exemplo, a taxa está em 25,93%.

A realidade da América Latina e Caribe é mais desigual. De um lado, Cuba, Argentina, Equador, Brasil e Costa Rica com mais de 70% dos habitantes com vacinação completa - sem contar a dose de reforço. De outro, 14 países que não atingiram 40% de imunização, <a href="https://www.paho.org/pt/noticias/2-2-2022-com-14-paises-que-ainda-nao-vacinaram-40-sua-populacao-americas-continuam-sendo">segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde.</a> Um exemplo é o <a href="https://ourworldindata.org/covid-vaccinations">Haiti</a>, o país mais pobre da região, que tem 0,86% população com esquema completo.

A África é o continente que menos vacinou. Conforme dados da OMS, apenas <a href="https://news.un.org/pt/story/2022/02/1779432">11% da população adulta africana </a>está imunizada. Há desertos de imunização. Em Burundi, país que enfrenta crise humanitária, o esquema completo chegou para apenas 0,07% dos 12,5 milhões de habitantes. A situação é semelhante na República Democrática do Congo e no Chade, países com problemas sociais onde a imunização não atingiu 1%, de acordo com dados da Our World in Data.

Dessa forma, enquanto houver desigualdade vacinal em outros territórios, em especial nas populações mais vulneráveis, há chances maiores de surgirem novas mutações, por conta da circulação do vírus.&nbsp;
<h3>
<p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top:12pt;margin-bottom:0pt">Vamos conviver com a Covid-19?</p>
</h3>
É um consenso entre pesquisadores e a comunidade científica que a humanidade vai precisar conviver com o vírus Sars-Cov-2. Schwarzbold e Lobato comparam este com o vírus <i>Influenza: </i>todos os anos pessoas são infectadas com ele e surgem novas variantes. Um exemplo é a H1N1 que, entretanto, tem número de infecções e hospitalizações estáveis.&nbsp;

É provável que, ao longo do tempo, a Covid-19 se torne uma doença endêmica - limitada a populações de determinadas localidades geográficas. Com isso, sua taxa de incidência e transmissão serão previsíveis. Porém, para que os números de casos se estabilizem e as internações diminuam, esse cenário esperado pela comunidade científica <b>só será possível com o avanço da vacinação mundial.&nbsp;</b>
<h3>Veredito final: É possível</h3>
<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/06/e-possivel-658x1024.png" alt="" loading="lazy">

A humanidade vai estar mais perto do início do fim da pandemia quando a cobertura vacinal não for tão desigual em diversos países.&nbsp;

<strong><em>Expediente:</em></strong>
<em><strong>Reportagem:</strong>&nbsp;Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e bolsista do projeto Divulga Ciência;</em>
<em><strong>Design Gráfico:</strong>&nbsp;Cristiele Luíse, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em>
<em><b>Ilustração mitômetro</b>: Giovana Marion, designer</em>
<em><strong>Mídia Social:</strong>&nbsp;Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>
<em><strong>Edição de Produção:</strong>&nbsp;Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>
<em><strong>Edição Geral:</strong>&nbsp;Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Além de ineficaz, o uso da Ivermectina para o tratamento da Covid-19 pode causar complicações para a saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ineficaz-uso-ivermectina-tratamento-covid-19-complicacoes</link>
				<pubDate>Mon, 14 Feb 2022 13:12:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[complicações]]></category>
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		<category><![CDATA[kit covid]]></category>
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						<description><![CDATA[Medicamento do Kit-Covid ainda é estratégia em campanhas de desinformação]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-beb4662d-7fff-9f17-27f4-81ae62738cdb" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Mesmo após dois anos de pandemia, ainda permanece viva a discussão sobre o uso de medicamentos para tratar ou prevenir a Covid-19, os chamados “Tratamento precoce” e “Kit Covid”. Para muitos, pode parecer um assunto já resolvido, mas uma breve pesquisa em sites de agências de checagem mostra que o uso da Ivermectina ainda é alvo de desinformação, o que segue gerando dúvidas nas pessoas. </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa-1024x668.jpg" alt="Colagem horizontal e em preto e branco de várias manchetes de jornais digitais. No centro da imagem, mão de pele branca segura uma caixa de ivermectina: ela é vertical, nas cores vermelha, amarela e branca. o nome &quot;ivermectina medicamento genérico lei n° 9.787, de 1999&quot;. No fundo, em preto e branco, colagem de cinco manchetes de sites de notícias. As manchetes são do Yahoo notícias, fato ou fake, lupa e boatos.org. Manchetes: &quot;Checamos: é falso que ivermectina reduziu casos de covid-19&quot;; &quot;É #FAKE que Japão abandonou as vacinas contra covid-19 e as substituiu por ivermectina&quot;; &quot;Verificamos: estudo realizado em Itajaí (SC) não prova que ivermectina reduziu número de mortes por covid-19&quot;; &quot;Paxlovid, da Pfizer, é um remédio similar à ivermectina #Boato&quot;; e &quot;Posts distorcem fatos ao alegar que ivermectina reduz 97% da carga viral da covid-19 em 48 horas&quot;" loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-02f6c1ed-7fff-41ca-4a74-4199f5142dbb" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Mesmo com a ineficácia comprovada, a Ivermectina segue presente em campanhas de desinformação como uma possível solução para a Covid-19. O médico infectologista e docente na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Vargas Schwarzbold, explica que, normalmente, os boatos distorcem os resultados de estudos preliminares (ou seja, pesquisas sem a revisão de outros cientistas). “Não há dados em revistas médicas de qualidade e avaliada por pares. Não há nenhuma publicação que evidencie o uso da Ivermectina para tratamento da Covid-19. É por isso que nenhuma sociedade médica e científica das áreas no mundo recomendam o medicamento”, afirma.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Em julho de 2021, foi publicada uma <a style="text-decoration: none" href="https://www.cochrane.org/pt/CD015017/INFECTN_ivermectina-para-prevencao-e-tratamento-da-covid-19">revisão</a> de 14 estudos sobre o efeito do remédio para tratar a Covid-19. A conclusão foi que nenhum deles comprovava que a Ivermectina tem efeito antiviral contra a doença. O fármaco é um antiparasitário utilizado para combater verminoses e parasitas, como piolhos, pulgas e carrapatos, em animais e seres humanos. Ele atua no sistema nervoso central dos vermes e parasitas, provocando paralisia, e costuma ser usado em dose única.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Além da ausência de benefícios clínicos comprovados, o uso indevido da droga pode refletir em danos para a saúde dos pacientes. A <a style="text-decoration: none" href="https://www.fda.gov/consumers/consumer-updates/por-que-voce-nao-deve-usar-ivermectina-para-tratar-ou-prevenir-covid-19">Food and Drug Administration</a> (FDA) - agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos - alertou para o risco de a Ivermectina interagir com outros medicamentos, como anticoagulantes, o que pode acarretar em efeitos inesperados em pessoas que a utilizam sem prescrição médica e de forma excessiva. Também pode haver reações alérgicas, convulsões e até morte.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">O uso do medicamento por tempo prolongado tem refletido no aumento dos diagnósticos de problemas de hepatite medicamentosa, uma grave inflamação do fígado causada pelo consumo excessivo de certos tipos de remédios e que agridem o órgão. Alexandre chama a atenção para o perigo do uso preventivo da Ivermectina: “Nós estamos vendo pessoas morrerem de toxicidade hepática porque estão tomando remédio que não tem dose cumulativa, são extremamente tóxicos”. O professor lembra que, em 2021, o <a style="text-decoration: none" href="https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,apos-uso-de-kit-covid-pacientes-vao-para-fila-de-transplante-ao-menos-3-morrem,70003656961">Hospital das Clínicas da USP</a> registrou que, após uso do ‘Kit-Covid’, pacientes foram para a fila de transplantes e pelo menos três morreram. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Um <a style="text-decoration: none" href="https://europepmc.org/article/ppr/ppr281921">estudo</a> desenvolvido em 2021 pela Universidade Federal do Amazonas e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) da Amazônia aborda o colapso na saúde em Manaus e  mostrou que pessoas que afirmaram terem ingerido remédios como a Ivermectina, Hidroxicloroquina e Azitromicina como “tratamento preventivo” para evitar a Covid-19 tiveram maiores taxas de infecção do que aquelas que não tomaram nada. O uso dos fármacos trouxe a falsa ideia de proteção, o que fez com que as pessoas deixassem de seguir as medidas de prevenção comprovadamente eficazes.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Ao longo da pandemia, o uso da Ivermectina, assim como outros medicamentos sem comprovação científica, foi incentivado por autoridades públicas e médicas no país. Em <a style="text-decoration: none" href="https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667-193X(21)00085-5/fulltext">artigo</a> publicado em outubro do ano passado, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mostraram que, ao mesmo tempo em que houve incentivo para o uso do Kit-Covid, ocorreu o desestímulo do uso de máscaras e distanciamento social. Segundo o estudo, a disseminação do “tratamento precoce” foi difundida em redes sociais, mas também por órgãos como o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina do Brasil.</p>		
			<h3>Medidas comprovadamente eficazes para combater a Covid-19</h3>		
		<p>A <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/me-vacinei-e-agora/">vacinação</a> é fundamental para reduzir a possibilidade de infecção e os efeitos em quem for contaminado pelo coronavírus. Os <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/vacinas-oferecem-riscos-a-saude/">imunizantes são altamente eficazes</a> na prevenção de doenças graves, hospitalizações e morte. Aliado a isso, é necessário seguir cumprindo medidas de prevenção relacionadas a higiene e distanciamento social. As principais orientações são utilizar máscaras, preferencialmente do tipo <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/mascara-pff2-mais-eficaz-coronavirus/">PFF2</a>, evitar espaços mal ventilados e multidões e seguir as <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/tive-contato-com-alguem-que-testou-positivo-para-o-coronavirus-e-agora/">regras de isolamento</a> caso for infectado.</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Caroline de Souza e Luis Gustavo Santos, acadêmicos de Jornalismo e voluntários;</em><em><strong>Design Gráfico:</strong> Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista;</em><em><strong>Mídia Social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Tive contato com alguém que testou positivo para o coronavírus, e agora?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/tive-contato-com-alguem-que-testou-positivo-para-o-coronavirus-e-agora</link>
				<pubDate>Wed, 09 Feb 2022 12:23:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[variante ômicron]]></category>

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						<description><![CDATA[Saiba quais as são as orientações sobre tempo de isolamento, testagem e proteção contra a variante ômicron]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">A circulação da variante ômicron causou uma explosão de novos casos de Covid-19 no Brasil. Mais transmissível e menos letal - também por conta  do avanço da vacinação - ela tem um período de transmissão menor do que outras variantes, como a delta. Somado a isso, o país sofre uma escassez de testes e, consequentemente, nem todos os casos suspeitos passam pelo diagnóstico laboratorial. A falta de testes e de orientações sobre o isolamento geram dúvidas nas pessoas que suspeitam da infecção, seja por identificar sintomas ou por ter tido contato com alguém que testou positivo para a doença.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">O médico infectologista e docente na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Vargas Schwarzbold, afirma que o primeiro passo após a exposição ao vírus é o isolamento imediato e a testagem, se for possível. </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Tive_contato_capa_site-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de um homem de pele parda, em retrato, pensativo. Ele tem olhos escuros, cabelos ondulados e na cor preta, veste camiseta bordô. Ao lado, na direita da imagem, balão de pensamento na cor branca. Dentro do balão, está o homem, de perfil, ao lado de uma mulher de pele parda, cabelos escuros em corte channel, que veste blusa lilás; da boca dela saem microorganismos na cor verde. Abaixo do balão, três pontos de interrogação na cor marrom claro. O fundo é azul claro," loading="lazy" />														
			<h3>O que é considerado ter contato com um caso positivo para a Covid-19?</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-84f8e33a-7fff-e090-d112-e7993132232b" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">A <a style="text-decoration: none" href="https://coronavirus.rs.gov.br/upload/arquivos/202201/28093212-notainfo42-v28-01-22.pdf">Secretária Estadual de Saúde</a> considera que uma pessoa teve contato próximo se atender aos seguintes critérios:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">• Presença no mesmo ambiente fechado (sala, dormitório, veículo de trabalho, entre outros);</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">• Período de convivência superior a 15 minutos;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">• Sem o distanciamento interpessoal de no mínimo 1,5 metro;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">• Sem o uso de máscara ou uso incorreto.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:10pt" id="docs-internal-guid-7b5374e5-7fff-23ae-36f0-ae53c0c7391e">Quanto tempo devo permanecer em isolamento?</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-02603bb8-7fff-83df-4209-e670696e7608" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">O tempo mínimo de isolamento de pacientes confirmados com Covid-19 e que estejam com o esquema vacinal completo é de sete dias no Rio Grande do Sul, de acordo com a <a style="text-decoration: none" href="https://saude.rs.gov.br/isolamento-de-casos-covid-19-passa-a-ser-de-sete-dias-no-minimo">Secretaria Estadual de Saúde</a>. O período deve ser contado a partir do início dos sintomas ou da data de realização do teste, para casos assintomáticos. Para pessoas com o status vacinal incompleto ou que não tomaram nenhuma dose do imunizante, a recomendação é que façam dez dias de isolamento.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Se a pessoa teve contato com alguém que testou positivo, a recomendação é se isolar, mesmo que não apresente sintomas. No caso de quem desenvolve sintomas, deverá permanecer em isolamento por sete dias, desde que, no final deste prazo, não tenha dificuldades respiratórias, febre e uso de antitérmicos há pelo menos 24 horas. Se os sintomas permanecerem no sétimo dia ou o teste continuar com resultado positivo, o prazo deve ser estendido para dez dias.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Para os assintomáticos, caso não seja possível realizar o exame por conta da escassez de testes na rede pública de saúde, a recomendação é cumprir a quarentena de pelo menos uma semana. Nos dias seguintes, é importante reforçar as medidas de prevenção como o uso de máscara PFF2 em período integral e evitar qualquer tipo de aglomeração e contato com pessoas de risco, como idosos, pessoas com comorbidades e pessoas imunossuprimidas.</p>		
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/info_TiveContato-1024x1024.jpg" alt="Infográfico vertical e nos tons preto, cinza, branco e detalhes em lilás e verde marinho. No centro superior da imagem, em preto e caixa alta, o título &quot;Tive contato e agora?&quot;. Abaixo, dois boxes verticais com fundo preto e texto em branco. Acima do box da esquerda, desenho de homem de pele branca, cabelos pretos, usa máscara e está com a mão por cima da boca, e veste camiseta lilás. O da direita também tem pele branca, cabelos pretos e curtos, usa máscara e veste camiseta verde água. No box da esquerda, os textos: &quot;Sintomáticos&quot;, &quot;Realizar teste entre o 3º e o 5º dia de sintoma&quot;; &quot;Sete dias de isolamento, desde o início dos sintomas +24 horas sem sintomas&quot; e &quot;10 dias de isolamento se persistirem os sintomas&quot;. No box da direita, os textos &quot;Assintomáticos&quot;; &quot;Sete dias de isolamento, sem necessidade de teste&quot;. Abaixo do box da direita, outro box com fundo branco e texto em preto: &quot;Pessoas com o esquema vacinal incompleto: 10 dias de isolamento +24 horas sem sintomas&quot;. O fundo é cinza com textura de desenhos da molécula de coronavírus." loading="lazy" />														
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:10pt" id="docs-internal-guid-ecf0537a-7fff-dc53-0c79-5ae35c9d801f">Quanto tempo devo esperar para realizar o teste?</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-0abcae0a-7fff-1fd7-0f66-021cbb24b90d" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">O infectologista Alexandre Schwarzbold destaca que a <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/autoteste-covid-confiavel/">testagem</a> é uma ferramenta essencial para detectar e controlar a circulação do vírus, mas reforça a importância de realizar o exame no momento adequado para evitar o resultado “falso negativo”, comum nos testes rápidos de antígenos (feitos em farmácia) quando feitos precocemente. Dessa forma, o período ideal para coleta do exame laboratorial é entre o 3° e 5° dia de sintomas devido à maior atividade viral no organismo. O tempo para a manifestação dos sintomas pode variar de um a cinco dias a partir do contato.</p>		
			<h3>Estou com sintomas de Covid, posso me vacinar?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Pessoas que apresentam sintomas da Covid-19 ou que testaram positivo devem adiar a vacinação em quatro semanas. É preciso garantir que ocorra a recuperação completa do sistema imunológico.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Os quadros de infecção - como os de gripe ou Covid-19 - estimulam a produção de anticorpos que têm a função de proteger o organismo e essas substâncias podem interferir nas respostas do corpo às vacinas, além de causar uma sobrecarga no sistema imune. A orientação vale para todas as doses do esquema vacinal.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:10pt" id="docs-internal-guid-04547bb7-7fff-cc70-b130-728ca3abf810">Atenção para casos de influenza</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-92385e2f-7fff-2166-fc5a-525af8cf26d8" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Além da Covid-19, outro vírus que tem gerado preocupação nesse momento é o H3N2, um subtipo do vírus da gripe. O novo surto de influenza pode dificultar a identificação de casos, por apresentar sintomas semelhantes aos do coronavírus. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Portanto, se o resultado do teste para Covid for negativo e os sintomas gripais como dor de garganta, tosse e coriza permanecerem, deve-se fazer o isolamento de sete dias, já que pode se tratar de um caso de Influenza H3N2. Não é recomendada a testagem do vírus da gripe para casos leves que não estão hospitalizados. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">“Por questões de saúde pública, a gente não está conseguindo recomendar que todo mundo faça o teste para a influenza. Então, se a pessoa suspeitar que está com gripe, ela deve fazer o isolamento de sete dias e, se continuar com sintomas, prolongar por dez dias”, explica o infectologista.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:10pt;margin-bottom:10pt" id="docs-internal-guid-a463c177-7fff-5d2c-5e47-d5ebdc963e5f">Como se proteger da variante ômicron?</p></h3>		
		<p>O uso de máscara, a higienização das mãos e evitar aglomerações seguem sendo medidas fundamentais para evitar o contágio pela variante ômicron. A recomendação geral dos médicos e especialistas é o uso das máscaras, preferencialmente do tipo <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/mascara-pff2-mais-eficaz-coronavirus/">PFF2</a>, que trazem maior proteção. Segundo um <a style="text-decoration: none" href="https://www.mpg.de/17916867/coronavirus-masks-risk-protection?c=2249">estudo</a> desenvolvido por pesquisadores do Instituto Max Planck, da Alemanha, com esse modelo de máscara o risco de contágio é de apenas 0,1%.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Expediente:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Reportagem: Caroline de Souza e Luis Gustavo Santos, acadêmicos de Jornalismo e voluntários;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Design Gráfico: Luiz Figueiró e Cristielle Rodrigues, acadêmicos de Desenho Industrial e bolsistas;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 10pt">Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A vacinação infantil contra a Covid-19 é segura?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/vacinacao-infantil-covid-19-segura</link>
				<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 13:54:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>
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				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8949</guid>
						<description><![CDATA[O início da campanha de imunização no Brasil trouxe muitas dúvidas sobre a segurança, eficácia e necessidade de vacinar as crianças contra o coronavírus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-eac8320f-7fff-0987-4a58-66833d73430c" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Com a inclusão, pelo Ministério da Saúde, de crianças de 5 a 11 anos na campanha nacional de imunização contra a Covid-19,  os estados brasileiros iniciaram a vacinação desse grupo nas últimas semanas. O país tem cerca de 20 milhões de pessoas nessa faixa etária e já soma aproximadamente <a style="text-decoration: none" href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2021/12/Nota-vacinacao-de-criancas_2021-12-23_assinado.pdf">1450 mortes de crianças</a> de até 11 anos em decorrência do coronavírus. Diante da grande disseminação de fake news e questionamentos sobre o assunto, muitas pessoas ainda se perguntam se a vacinação infantil é segura.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Vacina_Criancas_capa-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de uma criança vestida de Homem Aranha sendo vacinada. A criança usa uma roupa vermelha com detalhes em azul e textura de teia de aranha. Ao lado, uma enfermeira de pele negra, tem cabelo crespo preso em coque, usa máscara pff2 azul e veste jaleco branco. Ao fundo, parede branca de ladrilhos e cartazes em tons de rosa, branco e azul." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo o<a style="text-decoration: none" href="https://portal.fiocruz.br/noticia/covid-19-fiocruz-divulga-resultados-do-estudo-vacinakids"> estudo VacinaKids</a>, realizado no final do ano passado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mais de 80% dos pais pretendem vacinar seus filhos, mas 12,8% ainda estão hesitantes. Dentre os motivos do receio, estão: medo das reações adversas à vacina, não acreditar que crianças ficariam em estado grave se pegassem Covid-19 e/ou subestimar a gravidade da pandemia. A discussão da vacinação infantil se deu em meio à alta de casos da doença e ao avanço mundial da variante Ômicron - no Brasil, ela já é a responsável por 97% dos casos de Covid-19, segundo <a style="text-decoration: none" href="https://static.poder360.com.br/2022/01/%E2%80%8Eredevirus.mcti_.gov_.brwp-contentuploads202006Informe-CO-no-03.2022-pub.pdf">estudo</a> das redes Vírus e Corona-ômica BR, vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Por isso, mais de 30 nações também já iniciaram a imunização deste público.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Atualmente, duas vacinas para uso infantil estão aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa):  a <a style="text-decoration: none" href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2021/anvisa-aprova-vacina-da-pfizer-contra-covid-para-criancas-de-5-a-11-anos">Comirnaty</a>, da farmacêutica Pfizer, e a <a style="text-decoration: none" href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2022/aprovada-ampliacao-de-uso-da-vacina-coronavac-para-criancas-de-6-a-17-anos">Coronavac</a>, da farmacêutica Sinovac. A primeira, destinada ao público de 5 a 11 anos, é aplicada em duas doses com intervalo de 8 semanas e têm uma dosagem diferente da vacina que já vinha sendo aplicada em adolescentes e adultos. O imunizante infantil possui 0,2 ml e a tampa do frasco é da cor laranja, já para maiores de 12 anos a vacina da Pfizer possui 0,3 ml e tem a cor da tampa roxa, com o intuito de facilitar a identificação. A Coronavac, por sua vez, tem seu uso liberado para a faixa etária de 6 a 17 anos, porém não pode ser aplicada em crianças imunocomprometidas. A dosagem é a mesma utilizada em adultos (0,5 ml) e também possui duas doses com intervalo de 28 dias. </p>		
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Infografico_Vacinacao-1024x1024.png" alt="Descrição da imagem: Infográfico quadrado e com fundo amarelo pastel. No centro superior, em azul marinho e em caixa alta, o título &quot;Vacina Infantil Comirnaty da Farmacêutica Pfizer&quot;. Abaixo, box com fundo branco. São dois blocos, o da esquerda com ilustração e o da direita com o texto. Linha um: ilustração preta de duas pessoas em ícone, e o texto &quot;Público: 5 a 11 anos&quot;. Linha dois: Ilustração de um calendário em branco, azul e preto, e o texto &quot;Aplicada em duas doses, com no mínimo 21 dias de intervalo, mas no Brasil, atualmente, é aplicada com um intervalo de 8 semanas&quot;. Linha três: Ilustração de duas seringas com líquido laranja, e o texto &quot;Dosagem diferente da vacina para adultos; crianças recebem o imunizante com 0,2ml ou 10 microgramas e pessoas acima de 12 anos recebem 0,3ml&quot;. Linha quatro: ilustração de dois frascos, um com tampa laranja e um com tampa azul, e ao lado, o texto &quot;A vacina infantil tem a tampa do frasco laranja e a adulta possui a tampa na cor roxa&quot;. Linha cinco: ilustração de gráfico circular laranja com 95%, e o texto &quot;A Comirnaty possui 95% de eficácia&quot;." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Infografico_Vacinacao_coronavac-1024x1024.png" alt="Descrição da imagem: Infográfico quadrado e com fundo verde musgo. No centro superior, em branco e em caixa alta, o título &quot;Vacina Infantil Coronavac da Farmacêutica Butantan&quot;. Abaixo, box com fundo branco. São dois blocos, o da esquerda com ilustração e o da direita com o texto. Linha um: ilustração preta de duas pessoas em ícone, e o texto &quot;Público: 6 a 17 anos&quot;. Linha dois: Ilustração de um calendário em branco, azul e preto, e o texto &quot;Aplicada em duas doses, com 28 dias de intervalo&quot;. Linha três: Ilustração de um &quot;X&quot; vermelho e o texto &quot;Não aplicada em crianças imunicomprometidas&quot;. Linha quatro: Ilustração de uma seringa com líquido azul e, abaixo, o texto &quot;Mesma dose: 600 Su em 0,5ml&quot;. Ao lado, ilustração de um frasco, com tampa rosa e líquido rosa claro claro e, abaixo, o texto &quot;Mesma formulação que aquela aplicada em adultos&quot;. Abaixo, um botão verde com o texto &quot;Informações disponibilizados pela Anvisa&quot;." loading="lazy" />														
			<h3>A segurança e a importância da vacina infantil</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-1e24635a-7fff-4bfb-271c-3be8d4039b70" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As vacinas aprovadas para uso pediátrico foram consideradas seguras não só pela Anvisa, mas também pela agência reguladora de medicamentos americana, a Food and Drug Administration (FDA), e pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Além disso, a agência brasileira contou com a consulta e acompanhamento de um grupo de especialistas. “O olhar de especialistas externos foi um critério adicional adotado pela Anvisa para que o uso da vacina por crianças fosse aprovado dentro dos mais rigorosos critérios”, afirmou o órgão em nota no <a style="text-decoration: none" href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2021/anvisa-aprova-vacina-da-pfizer-contra-covid-para-criancas-de-5-a-11-anos">site oficial</a>.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Participaram da análise para aprovação da vacina especialistas da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sociedade Brasileira de Imunologia (SBIm) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). As três últimas também enviaram uma <a style="text-decoration: none" href="https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/211215-carta-divulgacao-sbim-sbi-sbp-anvisa.pdf">nota técnica</a> recomendando a liberação. A segurança e eficácia da vacina infantil da Pfizer também foi confirmada pelo <a style="text-decoration: none" href="https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/70/wr/mm705152a1.htm">Centro de Controle de Doenças</a> (CDC) dos Estados Unidos, após análise da aplicação de 8,7 milhões de doses em crianças no período de 3 de novembro a 19 de dezembro de 2021. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo o <a style="text-decoration: none" href="https://butantan.gov.br/noticias/covid-19-e-a-segunda-causa-de-morte-em-criancas--veja-o-infografico-e-entenda-a-importancia-da-vacinacao">Instituto Butantan</a>, a Coronavac tem um altíssimo perfil de segurança, sendo, dentre os imunizantes disponíveis, o que causa efeitos adversos mais leves e em menor quantidade. Além disso, os ensaios clínicos e os dados de efetividade feitos no Chile e na China já mostraram que a vacina estimula o sistema imune a combater o vírus. A autorização também levou em conta a necessidade de ampliar as alternativas disponíveis para essa faixa etária.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O médico infectologista e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Vargas Schwarzbold, afirma que é fundamental imunizar a população pediátrica para o controle da pandemia e explica por que é preciso ampliar a vacinação infantil:  "As crianças vão passar a ser o principal alvo do vírus, pois o restante da população está imunizada. Em locais como o Brasil, que tem tido sucesso com a vacinação, o vírus vai procurar populações suscetíveis, como a população pediátrica, para continuar circulando”.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O professor ainda reforça que, além de as crianças estarem mais expostas, elas passam a ser vetores de transmissão, ou seja, podem se infectar e transmitir para pessoas mais vulneráveis. Logo, quanto mais o vírus se espalha, mesmo em casos leves, maior a chance de surgimento de novas variantes. </p>		
			<h3>Reações e efeitos adversos da vacina infantil</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-5b2799b8-7fff-dabf-35ad-8fe7b5201fa1" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Uma das principais preocupações dos pais ou responsáveis são as possíveis reações e efeitos da vacina no organismo da criança. O CDC constatou que, dentre as 8,7 milhões de doses da vacina infantil da Pfizer aplicadas, foram notificados 4.249 eventos de reações, o que representa apenas 0,049%. Destas, 97,6% desses efeitos foram leves, como dor no local da injeção, fadiga ou dor de cabeça. Conforme dados do Instituto Butantan, a Coronavac também apresentou resultados positivos quanto aos eventos adversos: 86% dos casos de reação à vacina registrados em crianças não são do tipo grave.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um dos efeitos adversos mais comentados é a ocorrência de miocardite, uma inflamação no músculo cardíaco que pode se manifestar como Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P). A SIM-P é uma condição rara que afeta os vasos sanguíneos de crianças e adolescentes. Entretanto, segundo o CDC, foram constatados apenas 11 casos de miocardite após a aplicação da vacina e todos tiveram uma evolução favorável, com nenhuma ocorrência de morte.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Schwarzbold também ressalta que o relatório americano mostra que isso foi um evento raríssimo e que a doença não deve ser uma preocupação de efeito pós-vacina. “A miocardite pode afetar, na verdade, as crianças que são infectadas pelo coronavírus. No Brasil tivemos hospitalizações por conta disso e com muitas complicações. Essa é uma razão para incentivar a vacinação, de modo a evitar que o vírus cause efeitos no coração da criança. A vacina infantil é segura e eficaz para população pediátrica" afirma o infectologista.</p>		
			<h3>Gravidade da Covid-19 em crianças</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com o Instituto Butantan, em dezembro do ano passado, a Covid-19 foi constatada como a segunda maior causa de mortes de crianças entre 5 e 11 anos, atrás apenas dos acidentes de trânsito. Apesar de o vírus ser considerado menos grave em crianças quando comparado a adultos, elas ainda assim ficam doentes e podem ter evoluções desfavoráveis. Em dezembro de 2021, a Fiocruz emitiu uma <a style="text-decoration: none" href="https://agencia.fiocruz.br/sites/agencia.fiocruz.br/files/u35/nt28.12.pdf">nota técnica</a> para informar que o Brasil, até 4 de dezembro de 2021, hospitalizou 19,9 mil pessoas abaixo de 19 anos com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Destas foram notificados 1.422 óbitos, sendo 208 de crianças de 1 a 5 anos e 796 de 6 a 19 anos.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A Sociedade Brasileira de Pediatria também divulgou uma <a style="text-decoration: none" href="https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-crianca/sbim-sbp-e-sbi-alertam-que-vacinas-covid-19-em-criancas-sao-uma-questao-prioritaria-de-saude-publica-no-brasil/">nota</a> de alerta para a importância da vacinação infantil: “A presença de uma variante como a Ômicron, com maior transmissibilidade, mesmo se comprovada sua menor gravidade, torna grupos não vacinados (como crianças menores de 12 anos) mais vulneráveis ao risco da infecção e suas complicações, conforme vem sendo observado em outros países com presença dessa variante”.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em relação aos casos de  SIM-P, provocados pela infecção da Covid-19, foram notificados no Brasil, até 27 de novembro de 2021,  2.435 casos suspeitos em crianças e adolescentes de zero a 19 anos. Desses, 1.412 (58%) casos foram confirmados, e 85 evoluíram a óbito, segundo <a style="text-decoration: none" href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2021/12/Nota-vacinacao-de-criancas_2021-12-23_assinado.pdf">dados da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.</a></p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Schwarzbold, mesmo que o vírus não afete as crianças de forma grave, elas podem ter manifestações clínicas que têm potencial de atrapalhar o desenvolvimento neuropsíquico-motor. “Essas crianças podem ter dores de cabeça e principalmente, como muitos adultos, fadiga, inclusive crônica. O chamado pós-covid e as sequelas para população pediátrica podem ser muito incômodos e desconfortáveis para o aprendizado”, explica o professor.</p>		
												<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/comprovado-658x1024.png" alt="Ilustração vertical e colorida de uma escala em formato ondulado, com ilustrações circulares nas extremidades inferior e superior. Na ilustração superior, roxa, mulher com cabelos brancos, lisos e compridos usa capuz roxo escuro; ela tem pele parda e um olhar sério. Abaixo da ilustração, há uma nuvem de fumaça roxa. Na escala, os elos coloridos se intercalam com os elos transparentes. Há quatro elos coloridos, de cima para baixo: roxo, bordô, marrom forte e marrom fraco. Abaixo do último elo, ilustração circular de uma cientista de dele branca, cabelos curtos e ondulados, que usa óculos redondos e segura nas mãos um frasco transparente com fumaça verde saindo. Ao lado esquerdo inferior, há uma etiqueta com a frase &quot;Comprovado&quot;." loading="lazy" />														
		<p><strong>Veredito final: Comprovado!</strong></p><p>A vacinação infantil é segura, necessária e eficaz.</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A vacinação de gestantes contra a Covid-19 é segura?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/vacinacao-gestantes-covid-e-segura</link>
				<pubDate>Wed, 02 Feb 2022 12:19:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>
		<category><![CDATA[boatos]]></category>
		<category><![CDATA[coronavac]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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		<category><![CDATA[vacinação]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8932</guid>
						<description><![CDATA[Boatos de que a vacinação pode causar a morte do feto e da mãe circulam nas redes sociais e não possuem respaldo científico
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Circulam nas redes sociais alegações de que as vacinas contra a Covid-19 não são seguras, podem causar sérios problemas, inclusive a morte da mãe e/ou do feto. A professora Rossana Pulcineli, chefe do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Observatório Obstétrico Brasileiro (OOBr), garante que essas narrativas são criadas sem nenhum respaldo científico.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/capa_VacinacaoXgestacao-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de uma mulher gestante sendo vacinada. Ela tem pele negra, cabelos azuis e cacheados. Está sentada e veste blusa rosa, calça verde e calçado rosa. Ao lado direito,. uma enfermeira com jaleco branco, máscara azul, cabelos castanho escuros e ondulados. Ela te uma seringa nas mãos e pressiona contra o braço da gestante. O fundo da imagem é texturizado, em bege, e tem desenhos de uma escrivaninha, janelas e cartazes na parede." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">O Programa Nacional de Imunizações (PNI) foi criado em 1973 e é reconhecido internacionalmente, além de integrar o plano da Organização Mundial de Saúde (OMS). Ainda na década de 1970, um calendário vacinal da gestante foi elaborado para contemplar vacinas essenciais que prevenissem problemas graves para a saúde da mãe e do bebê. Conhecida como imunidade passiva, as doses de proteção aplicadas na mãe durante a gravidez estarão presentes ao longo da amamentação e dos primeiros meses de vida do bebê. Isso garante a proteção da criança até que ela tenha idade para receber sua própria dose das vacinas recomendadas no <a href="https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-prematuro.pdf">calendário vacinal do recém-nascido. </a></p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">A vacinação contra qualquer doença faz parte da medicina preventiva, que se tornou ainda mais importante com a pandemia de Covid-19. Em abril de 2021, o Ministério da Saúde autorizou a vacinação para o grupo de gestantes. Em maio do mesmo ano, o órgão suspendeu a aplicação de doses e, com isso, surgiram muitas dúvidas sobre a seguridade do imunizante mesmo após o <a href="https://www.saude.ms.gov.br/apos-discussao-levantada-por-secretarios-ministerio-da-saude-aprova-intercambialidade-de-vacina-em-gestantes-contra-a-covid-19/#:~:text=O%20Secret%C3%A1rio%20de%20Estado%20de,at%C3%A9%2045%20dias%20p%C3%B3s%2Dparto.">ministério autorizar </a>novamente a aplicação nos meses seguintes.</p>		
			<h3>Qual a importância da vacinação em gestantes?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Segundo a OMS, nem toda vacina pode ser aplicada durante a gestação, mas todas aquelas recomendadas pelo órgão são comprovadamente seguras e, por isso, existe um calendário a ser seguido. As gestantes são consideradas integrantes do grupo prioritário em campanhas de vacinação, uma vez que o ato beneficia a mãe e o bebê, particularmente os menores de seis meses de idade. Segundo o mesmo órgão, fazem parte da carteira de vacinação das gestantes três tipos de vacinas:</p><ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">as que integram o calendário nacional de <a style="text-decoration: none" href="https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-gestante.pdf">vacinação</a>: hepatite B, dupla adulto (dT), tríplice bacteriana (dTpa);</p></li><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt" role="presentation">as indicadas em situações especiais; </p></li><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt" role="presentation">as pertencentes às campanhas de imunização, como é o caso da influenza.</p></li></ul><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Essas vacinas integram o calendário de recomendações básicas, elaborado pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Além dessas, campanhas especiais em casos de epidemias e pandemias – como a da Covid-19 - devem ser incluídas. </p><p><b id="docs-internal-guid-e91f72c1-7fff-275f-6967-f62b95f68855" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Integrantes do grupo de risco para doenças respiratórias, as gestantes foram incluídas pelo Ministério da Saúde no PNI contra Covid-19 em abril de 2021. Porém, em maio, o mesmo órgão aconselhou a suspensão temporária da vacinação de gestantes sem comorbidades. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, explicou, em nota, que a liberação ocorreu após análises técnicas, debates com pesquisadores e avaliação dos dados epidemiológicos. Estimativas apresentadas naquele mês mostravam que, no Brasil, a letalidade da Covid-19 em grávidas era de cerca de 10%, enquanto a da população em geral era em 2%. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Em agosto de 2021, o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG),  o Centers for Disease Control and Prevention e a Society for Maternal-Fetal Medicine – três institutos reconhecidos internacionalmente - recomendaram que todas as gestantes passassem pela vacinação contra Covid-19. A partir de então, novas descobertas que envolviam o funcionamento dos antígenos forneceram evidências tranquilizadoras sobre a segurança das vacinas contra a Covid-19, em especial aquelas fabricadas a partir  de <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/palmeira-das-missoes/2021/01/15/docente-da-ufsm-pm-fala-sobre-as-vacinas-de-rna-contra-covid-19-em-entrevista-a-revista-arco/">mRNA</a>.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Rossana Pulcineli afirma que, no Brasil, não há registro de caso clínico de aborto, má formação do feto ou parto prematuro relacionado à vacinação contra o coronavírus. Pelo contrário, a vacina é capaz de trazer benefícios ao bebê ainda dentro da barriga da mãe, como a transmissão de anticorpos. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Segundo dados do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 Vacinação (OOBr Vacinação), que realiza análises dos casos de vacinação contra Covid-19 em gestantes e puérperas, em 2021, cerca de <a style="text-decoration: none" href="https://observatorioobstetrico.shinyapps.io/vacinacao-covid19/">15% das gestantes que precisaram de internação e não eram vacinadas vieram a óbito. </a>O número de mortes cai para 5% entre as vacinadas com a primeira dose, e 3% entre aquelas com a vacinação completa. O OOBr não registrou nenhum caso de morte da mãe ou do feto relacionado à vacinação.</p>		
												<img width="896" height="896" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/vacinacaoXgestacao_Box_896X896.png" alt="Infográfico quadrado e com fundo branco e detalhes em bordô. No centro superior, o título, em caixa alta: &quot;Proporção de mortes por covid entre gestantes&quot;. Abaixo, em fonte menor, o texto &quot;Fonte: Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 Vacinação (OOBr Vacinação). Abaixo, o gráfico, dividido em três linhas. Há uma texto seguido de números em formato de gráfico circular vazado. Na primeira linha, o texto &quot;Gestantes não vacinadas&quot;, e o número &quot;15%&quot;. Na segunda linha, o texto &quot;Gestantes com a primeira dose&quot; e o número &quot;5%&quot;. E na terceira linha, o texto &quot;Gestantes com o quadro vacinal completo&quot; e o número &quot;3%&quot;. Abaixo, na parte inferior, a frase &quot;O OOBr não regisytrou nenhum caso de morte da mãe ou do feto relacionado à vacinação&quot;. O gráfico tem moldura fina bordô e fundo branco." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Conforme informa Rossana, não existe tempo gestacional correto para a imunização. “Se a mulher descobre que está grávida e ainda não se vacinou, deve tomar a vacina hoje mesmo, ou amanhã - se hoje não der tempo”. Caso a gestante não tenha se vacinado no início da gestação, ela poderá procurar a vacina mesmo que já esteja próximo à data do parto. A estatística de complicações no parto e a possível prematuridade do bebê aumentam caso a mãe contraia Covid-19 e evolua para um quadro grave, situação  que pode ser evitada a partir da vacinação.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Quanto à marca da vacina, Letícia Bellusci, ginecologista obstetra, explica que há dois tipos de vacinas que são recomendadas para gestantes: a Coronavac e a Pfizer. Para ambas, devem ser respeitados os mesmos prazos de aplicação entre primeira e segunda dose recomendados para o restante da  população. Da mesma forma, após a aplicação é possível sentir alguns efeitos colaterais, como febre, indisposição e dor no corpo e no braço que recebeu a vacina, mas nenhum deles afeta a saúde da mãe ou do feto. Os efeitos não devem causar preocupação e geralmente desaparecem em dois ou três dias, segundo Letícia.  Para ela, “a única forma para reduzir a mortalidade materna, sem dúvidas, é vacinando o maior número de gestantes possíveis.”</p>		
			<h3>Como agem as vacinas autorizadas para gestantes</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">A Pfizer e a Coronavac são, atualmente, as vacinas autorizadas para aplicação em gestantes no Brasil. A especialista Rossana Pulcineli ajuda a explicar como cada uma age no organismo humano.</p><p><b id="docs-internal-guid-effe3cb0-7fff-dab7-2938-e104c68f9517" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">O imunizante do Laboratório Pfizer/BioNTech teve sua segurança, qualidade e eficácia aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores da Anvisa ainda em 2020. Produzido a partir do <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/vacinas-rna-contra-covid-19/">RNA mensageiro (RNAm)</a>, ele age  nas seguintes etapas:</p><p> </p><ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Utilizando uma fita de RNA mensageiro - molécula que leva instruções para a síntese de proteínas e para outras funções biológicas, a vacina codifica um antígeno específico da doença, neste caso, o coronavírus.</p></li><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt" role="presentation">Quando o RNAm é inserido no organismo, as células usam a informação genética para produzir o antígeno, ou seja, o vírus é desativado.</p></li><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt" role="presentation">O antígeno se espalha pela superfície das células e é reconhecido pelo sistema imunológico, que entende que a proteína não faz parte do organismo, e passa a produzir anticorpos para combater a doença. </p></li><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt" role="presentation">A vacina de RNA mensageiro, portanto, educa o organismo a responder ao vírus, quando esse for infectado. Rossana Pulcineli  baseia suas falas em pesquisas do OOBr e declara que a vacinação com a Pfizer é segura e não oferece riscos à gestante, assim como a vacina da Coronavac.</p></li><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt" role="presentation">A tecnologia empregada na Coronavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan, é a do vírus inativado, que também é utilizada na vacina contra a poliomielite. Para produção do imunizante, o vírus é inativado - ou seja, morto - com o uso de substâncias químicas, irradiação ou calor, e torna-se incapaz de causar infecção ou efeitos patológicos nas pessoas.</p></li></ul>		
			<h3>Anticorpos de mãe para filho</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Rossana Pulcineli explica que, após tomar as duas doses da vacina, o sistema imunológico produz anticorpos do tipo IgG, ou imunoglobulina G, classificados como de memória, uma vez que protegem o organismo de invasões futuras. Esse tipo de defesa pode passar pela placenta e chegar até o bebê. Com isso, há grandes chances de o feto adquirir anticorpos. Rossana ressalta que ainda não se sabe por quanto tempo e qual o nível de eficácia desses anticorpos no sistema imunológico da criança. Além disso, anticorpos do tipo IgA, ou Imunoglobulina A, também são gerados e podem ser transportados até o  recém-nascido por meio do  leite materno. </p><p><b id="docs-internal-guid-e9b67fe5-7fff-06ca-685c-00c67d3d975b" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Quase metade das crianças e adolescentes brasileiros mortos por Covid-19 em 2020 tinham até dois anos de idade; um terço dos óbitos até 18 anos ocorreram entre os menores de um ano, e 9% entre bebês com menos de 28 dias de vida. As informações são de um estudo da <a style="text-decoration: none" href="https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-analisa-dados-sobre-mortes-de-criancas-por-covid-19#:~:text=Compartilhar%3A,de%2028%20dias%20de%20vida.">Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que analisa dados do  Sistema de Informação sobre Mortalidade Infantil (SIM), do Ministério da Saúde. </a></p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">De acordo com a pesquisadora, ainda que tenha curta duração, tal proteção é fundamental no início da vida, enquanto o sistema imunológico do bebê ainda “aprende” a lidar com as ameaças externas.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Veredito final: Comprovado </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">A vacinação contra Covid-19 é segura e necessária. Não há comprovação científica de que as vacinas apresentam riscos à saúde da gestante ou do feto.</p>		
												<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/comprovado-658x1024.png" alt="Ilustração vertical e colorida de uma escala em formato ondulado, com ilustrações circulares nas extremidades inferior e superior. Na ilustração superior, roxa, mulher com cabelos brancos, lisos e compridos usa capuz roxo escuro; ela tem pele parda e um olhar sério. Abaixo da ilustração, há uma nuvem de fumaça roxa. Na escala, os elos coloridos se intercalam com os elos transparentes. Há quatro elos coloridos, de cima para baixo: roxo, bordô, marrom forte e marrom fraco. Abaixo do último elo, ilustração circular de uma cientista de dele branca, cabelos curtos e ondulados, que usa óculos redondos e segura nas mãos um frasco transparente com fumaça verde saindo. Ao lado esquerdo inferior, há uma etiqueta com a frase &quot;Comprovado&quot;." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Expediente:</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Reportagem: Tayline Alves Manganeli, acadêmica de Jornalismo e voluntária.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Ilustração:&nbsp;Cristielle Luise,&nbsp;acadêmica de Desenho Industrial e bolsista.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Edição geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Referências de dados utilizados: </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Ministério da Saúde. Calendário de Nacional de Vacinação: adolescente [Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2020. Disponível em: <a style="text-decoration: none" href="https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/vacinacao/calendario-vacinacao#adolescente">https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/vacinacao/calendario-vacinacao#adolescente</a></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">[1] Francisco, Rossana Pulcineli Vieira, Lucas Lacerda, and Agatha S. Rodrigues. 'Obstetric Observatory BRAZIL-COVID-19: 1031 maternal deaths because of COVID-19 and the unequal access to health care services.' (2021). Disponível em: https://observatorioobstetrico.shinyapps.io/vacinacao-covid19/</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Instituto Butantan. Vacina Coronavac: tecnologia. São Paulo (SP): 2021. Disponível em: <a style="text-decoration: none" href="https://butantan.gov.br/covid/butantan-tira-duvida/tira-duvida-noticias/vacina-coronavac-tecnologia">https://butantan.gov.br/covid/butantan-tira-duvida/tira-duvida-noticias/vacina-coronavac-tecnologia</a></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O autoteste para covid-19 é confiável?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/autoteste-covid-confiavel</link>
				<pubDate>Thu, 27 Jan 2022 14:07:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>
		<category><![CDATA[auto teste covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[auto teste de antígeno]]></category>
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		<category><![CDATA[teste de antígeno]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8905</guid>
						<description><![CDATA[Condições adequadas para coleta de material e tempo correto para testagem podem interferir no resultado
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O debate sobre a adoção do autoteste de Covid-19 permeia as redes sociais desde as festas de final de ano. Pessoas que viajaram ao exterior e adquiriram autotestes relatam sobre a praticidade de realizar a testagem, uma vez que é feita pelo próprio indivíduo. Além disso, nas redes sociais, principalmente no Twitter, houve questionamentos acerca de o autoteste não ser vendido no Brasil.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/capa_-_com_textura-1024x668.png" alt="Ilustração horizontal e em tons de azul e cinza. No centro, detalhes de uma mão que segura um teste de antígeno e um cotonete. A mão tem pele branca e unha comprida. O teste é cinza, horizontal, com um visor em que aparece uma linha vermelha abaixo da letra &quot;C&quot;. Ao lado, há a letra &quot;T&quot;. Ao lado do visor, um círculo. O cotonete é comprido e branco. O fundo é azul pastel." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://g1.globo.com/saude/coronavirus/noticia/2022/01/18/autoteste-de-covid-como-funciona-nos-eua-e-na-europa.ghtml">Disponível nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido</a>, os autotestes são iguais aos demais testes de antígeno disponíveis nas farmácias do Brasil ou fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Neste tipo de testagem, não é necessário o auxílio ou supervisão de um profissional de saúde. No Brasil, não há liberação de autotestes para doenças infectocontagiosas <a style="text-decoration: none" href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2022/NotaTecnicaGGTPSAutoteste.pdf">passíveis de notificação compulsória</a>, classificação em que se encontra a Covid-19. Em <a style="text-decoration: none" href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2022/NotaTecnicaGGTPSAutoteste.pdf">nota</a>, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) declarou que não está totalmente segura quanto à precisão dos resultados apontados em autotestes. Segundo o órgão, alguns critérios devem ser analisados, como medidas de segurança, observação de limitações, advertências, cuidados e condições para o armazenamento e intervalo de leitura para o resultado. Na categoria dos autotestes, há tipos permitidos no país, como os para diabetes, HIV e gravidez.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O médico infectologista e docente na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Vargas Schwarzbold, defende a adoção dessa nova maneira de testagem, que pode auxiliar inclusive na triagem de possíveis casos positivos. “A capacidade de a pessoa se autodiagnosticar é muito bem-vinda em saúde pública”. Alexandre pondera, no entanto, que pode haver dificuldade na realização do teste, uma vez que, nos casos em que é preciso fazer swab - tipo de cotonete esterilizado que é usado para a coleta de material para a realização do exame -, o incômodo pode prejudicar a coleta correta do material. O infectologista aponta ainda que, se não é liberado pela Anvisa, há motivo prudente, uma vez que o órgão tem laboratórios e comissões técnicas especializadas para avaliar a qualidade dos autotestes. “Eu acho que é um erro não adotar, mas não da Anvisa, provavelmente do Ministério da Saúde por não ter isso como estratégia”, complementa Alexandre. No Reino Unido, o governo implementou o autoteste como política pública por meio da distribuição gratuita. Os kits podem ser retirados em farmácias, mas os indivíduos também podem receber em casa por meio de pedidos na internet ou por telefone. Há instruções de realização do teste, e os resultados positivos devem ser registrados em um site ou aplicativo em até 24 horas.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt" id="docs-internal-guid-16306bf1-7fff-78c5-1ede-130569caaecd">Como funciona o autoteste:</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-7db6f578-7fff-c0d0-b26a-f8c75e0d160b" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/como-funciona-o-autoteste-de-covid-19-debatido-pela-anvisa/">O autoteste de Covid-19</a> é uma testagem de antígeno, isso significa que ele detecta proteínas produzidas pelo Sars-CoV-2, e é similar ao chamado teste rápido, feito em farmácias. O kit do autoteste costuma conter&nbsp; um swab nasal estéril, que serve para coleta do material, o tampão de extração, a tampa do filtro, o dispositivo de teste e o reagente - líquido que apresenta resultado positivo ou negativo a partir do contato com o material genético do vírus.</p>		
												<img width="668" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/infografico_-_com_textura-668x1024.png" alt="Infográfico vertical e em tons de azul pastel e cinza. Os testos estão em caixa alta e em preto. No centro superior, o título &quot;Como funciona o autoteste de Covid&quot;. Abaixo, no lado esquerdo, o número um e, ao lado, imagem de uma mulher de pele parda e cabelos rosa inserindo um cotonete no nariz. Ao lado, o texto &quot;retirada da amostra&quot;. Abaixo, o número dois e, ao lado, o texto &quot;processo químico&quot;. Ao lado, imagem de um cotonete dentro de um recipiente com um líquizo azul. Abaixo, o número tres; ao lado, uma plaquinha em que o líquido pinga sobre um círculo azul; ao lado, o texto &quot;testagem&quot;. Abaixo, o número quatro e, ao lado, na horizontal, a plaquinha cinza, que tem um visor abaixo das letras &quot;C&quot; e &quot;T&quot; e um círculo; abaixo, o texto &quot;resultados possíveis&quot;. Abaixo, ilustração de três visores da plaquinha de testagem: com duas linhas vermelhas, é positivo; com uma linha vermelha no &quot;C&quot;, é negativo; e com uma linha vermelha no &quot;T&quot;, é inválido. O fundo é azul pastel." loading="lazy" />														
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt" id="docs-internal-guid-0861dff4-7fff-0a82-4650-38b53e8ad924">Diferenças entre o teste PCR, o teste de antígeno e o autoteste de antígeno</p></h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Teste PCR: considerado o teste ‘padrão ouro’ na medicina, o Polimerase Chain Reaction - reação em cadeia da polimerase, em português - é considerado o modelo mais adequado de testagem. Alexandre explica que o PCR é o teste que permite o melhor resultado e é o mais confiável, uma vez que ele é o mais sensível dentre os tipos disponíveis. “Ele é um teste molecular, é aquele que identifica o material genético do organismo. Nesse caso, do vírus que está ou não no organismo”, afirma. Por isso, quando apresentar resultado positivo, é indicativo de que a pessoa está contaminada com Covid-19. O infectologista exemplifica que a identificação segue a mesma lógica de um teste de DNA: não há como identificar o material genético de um organismo em outro. No caso da variante ômicron, a identificação do resultado positivo é confiável até mesmo no primeiro dia após contato com pessoas contaminadas.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Teste de antígeno: encontrado facilmente nas farmácias, o teste de antígeno é menos sensível que o PCR. De acordo com Alexandre, quando o resultado revela um quadro positivo, as chances de condizer com a realidade são muito altas. Já quando o teste mostra negativo, há possibilidade de ocorrência do que os especialistas chamam de “falso-negativo”, quando a testagem não foi feita no tempo correto de espera e, por isso, não descarta a chance de a pessoa estar infectada. “A grande e única vantagem do teste de antígeno é que, além de barato, ele pode ser feito em qualquer local. O resumo da ópera é: se os dois [antígeno e PCR] deram positivo, confie no resultado, os dois são positivos sempre. Agora, o teste de antígeno feito muito cedo com resultado negativo não exclui a possibilidade de infecção”, afirma Alexandre.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Autoteste de antígeno: Sua metodologia de funcionamento é igual ao teste de antígeno realizado em farmácias. A diferença é que neste há um kit para que as pessoas levem para casa. Alexandre frisa que este tipo de testagem é um dilema, uma vez que não há garantia quanto à técnica de sua realização. O autoteste de antígeno necessita de uma coleta adequada para ter resultados confiáveis. No caso de coleta por swab nasofaríngeo - em que um cotonete é introduzido através do nariz e que é muito incômodo e pode gerar ardência - há dificuldade de a pessoa realizar a coleta de material em si mesma. No entanto, existem autotestes que utilizam a saliva como material para a coleta, a chance de ter uma boa evidência é bem maior.<a style="text-decoration: none" href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/anvisa-suspende-venda-e-uso-de-autotestes-de-covid-19-irregulares/"> A venda deste tipo também não é permitida no Brasil</a>.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/nasofaringe_-_com_textura-1024x1024.jpg" alt="Ilustração quadrada e colorida de um cotonete sendo inserido pelo nariz de uma pessoa. O desenho do rosto da pessoa não tem detalhes, apenas o caminho do nariz, nasofaríngeo, faringe, etc. O cotonete branco entra no nariz e vai até o final do canal, antes de dobrar no caminho que segue para a garganta. Esse é o local em que fica o nasofaríngeo. O fundo é azul pastel." loading="lazy" />											<figcaption>O cotonete é inserido pelo nariz até atingir o nasofaríngeo.</figcaption>
										</figure>
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt" id="docs-internal-guid-47c37114-7fff-22f2-9abb-daefc921e2b5">Vantagens do autoteste de antígeno</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-8d484609-7fff-6983-a2fb-1014b4790121" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> A indicação é que o autoteste seja feito entre o quarto e o quinto dia dos sintomas e/ou do contato com pessoas positivadas. A vantagem, segundo Alexandre, diz respeito a não circulação do vírus, uma vez que as pessoas não precisam sair de casa para fazer o teste. Ele pode ser comprado antecipadamente pelo indivíduo que armazena o teste para quando precisar. Esses testes poderiam gerar maior autonomia às pessoas perante manifestação dos sintomas ou após o contato com alguém que testou positivo para a doença, evitando assim filas e esperas longas por um teste. A Anvisa, em sua <a style="text-decoration: none" href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2022/NotaTecnicaGGTPSAutoteste.pdf">nota técnica</a>, fala que a simplicidade da execução do teste não garante a segurança da utilização e dos resultados. Em janeiro deste ano, o órgão se reuniu para discutir sobre os pedidos de liberação da ferramenta, feitos pelo Ministério da Saúde. A primeira reunião da pauta ocorreu no dia 19 de janeiro. No entanto, a Anvisa decidiu pelo <a style="text-decoration: none" href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-60062742">pedido de mais informações </a>sobre a forma da inclusão do autoteste nas políticas públicas contra a Covid-19. </p>		
		<p id="docs-internal-guid-b72eea1a-7fff-ab7b-43c1-83993e7c5310" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Veredicto final: Depende</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A confiabilidade do autoteste de antígeno para a Covid-19 depende das condições de coleta de material para a análise e do tempo certo em que a testagem deve ser feita, que, segundo especialistas, é de quatro a cinco dias após o início dos sintomas ou o contato com pessoas positivadas.</p>		
												<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/depende-658x1024.png" alt="Ilustração vertical e colorida de uma escala em formato ondulado, com ilustrações circulares nas extremidades inferior e superior. Na ilustração superior, roxa, mulher com cabelos brancos, lisos e compridos usa capuz roxo escuro; ela tem pele parda e um olhar sério. Abaixo da ilustração, há uma nuvem de fumaça roxa. Na escala, os elos coloridos se intercalam com os elos transparentes. Há quatro elos coloridos, de cima para baixo: roxo, bordô, marrom forte e marrom fraco. Abaixo do último elo, ilustração circular de uma cientista de dele branca, cabelos curtos e ondulados, que usa óculos redondos e segura nas mãos um frasco transparente com fumaça verde saindo." loading="lazy" />														
		<strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Tayline Alves Manganeli, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Design gráfico:</strong> Joana Ancinelo, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;</em><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário; e Martina Pozebon, acadêmica de Jornalismo e estagiaria;</em><strong><em>Edição de Produção:</em></strong> <em>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Suspensão de atividades de malotes</title>
				<link>https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/2022/01/07/suspensao-de-atividades-de-malotes</link>
				<pubDate>Fri, 07 Jan 2022 13:14:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Divisão de Protocolo]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[malotes]]></category>
		<category><![CDATA[Protocolo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/?p=3769</guid>
						<description><![CDATA[Suspensão de atividades de malotes]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div>Informamos que estão suspensas as atividades de malotes nos dias e horários abaixo até segundo momento:</div>
<div> </div>
<ul>
<li><strong>Segunda-feira  08h:30min</strong></li>
<li><strong>Quarta-feira  08h:30min</strong></li>
</ul>
<div>O motivo é o agravamento na situação atual da pandemia de COVID-19 e por razões de segurança decidimos suspender os deslocamentos.</div>
<div> </div>
<div>Iremos verificar semanalmente a necessidade de retorno.</div>
<div> </div>
<div>O material estará disponível para retirada na Divisão de Protocolo, Sala 130, Reitoria.</div>
<div> </div>
<div>Agradecemos a compreensão.</div>
<div> </div>
<div>Maiores informações em: <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/dag/" target="_blank" rel="noopener">DAG - UFSM</a><br /> <br />Divisão de Protocolo<br />DAG/PRA/UFSM</div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Dose de reforço da vacina contra Covid-19 será aplicada na UFSM na próxima quarta-feira (05)</title>
				<link>https://www.ufsm.br/2021/12/29/dose-de-reforco-covid-19</link>
				<pubDate>Wed, 29 Dec 2021 10:45:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação contra a covid-19]]></category>

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						<description><![CDATA[A UFSM aplicará a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 na próxima quarta-feira, 05 de janeiro de 2022.  A iniciativa não é exclusiva para servidores da Instituição e podem comparecer todos aqueles que fizeram segunda dose até dia 05 de setembro de 2021. A vacinação será em formato drive thru e também para [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">A UFSM aplicará a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 na próxima quarta-feira, 05 de janeiro de 2022.  </span><span style="font-weight: 400">A iniciativa não é exclusiva para servidores da Instituição e podem comparecer todos aqueles que fizeram </span><span style="font-size: revert;color: initial">segunda dose até dia 05 de setembro de 2021. A vacinação será em formato drive thru e também para pedestres. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A ação será no Centro de Eventos da Instituição, das 8h às 12h. </span><span style="font-weight: 400">É necessário apresentar a carteirinha de vacinação e um documento com foto no momento da vacina.</span></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Observatório Socioeconômico UFSM é destaque no site das Nações Unidas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2021/11/19/observatorio-socioeconomico-ufsm-nacoes-unidas</link>
				<pubDate>Fri, 19 Nov 2021 17:07:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Articulação]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[observatório socioeconômico]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/?p=6165</guid>
						<description><![CDATA[Site em inglês da ONU ressaltou as contribuições do projeto para a sociedade brasileira]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2021/11/Dia-da-democracia.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/346/2021/11/Dia-da-democracia-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>O Observatório Socioeconômico da Covid-19, projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), foi destaque, nesta semana, no site internacional das Nações Unidas. Com o título <i>Combatendo a desinformação em tempos de COVID-19: Universidade Cria Observatório Socioeconômico</i>, a matéria publicada pela ONU ressalta o papel da ação no monitoramento da doença e na promoção de debates que envolvem a realidade do Brasil durante a pandemia. O texto ainda destaca que o projeto oferece um amplo conjunto de ferramentas para estimular e fomentar ações de governança pública, melhorando a utilização de recursos públicos e tornando a gestão política mais transparente.  </p><p>O projeto Observatório Socioeconômico da Covid-19 foi criado em 2020 e, atualmente, é apoiada pela Chamada de Enfrentamento à Covid-19 da PRE. Mais informações sobre o projeto podem ser <a href="https://www.osecovid19.cloud.ufsm.br/">acessadas aqui</a>.</p><p>A reportagem completa da ONU, em inglês, pode ser <a href="https://www.un.org/en/academic-impact/countering-misinformation-times-covid-19-university-creates-socio-economic-observatory">acessada aqui.</a> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Encontram-se disponíveis no site da UEIIA o Plano de Contingência para Prevenção, Monitoramento e Controle da COVID-19 e o Plano de Retorno das Atividades Presenciais UEIIA.</title>
				<link>https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ipeamarelo/2021/11/16/encontram-se-disponiveis-no-site-da-ueiia-o-plano-de-contingencia-para-prevencao-monitoramento-e-controle-da-covid-19-e-o-plano-de-retorno-das-atividades-presenciais-ueiia</link>
				<pubDate>Tue, 16 Nov 2021 17:30:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[plano de contingência]]></category>
		<category><![CDATA[plano de retorno]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ipeamarelo/?p=2672</guid>
						<description><![CDATA[Foram publicados, para conhecimento de toda a comunidade escolar, na seção Documentos do Menu Principal da página da UEIIA, os Planos de Contingência e o Plano de Retorno Presencial. Estes documentos podem ser acessados nos seguintes endereços: PLANO DE CONTINGÊNCIA COM AS ALTERAÇÕES &#8211; VERSÃO FINAL UEIIA Plano-de-retorno-presencial-_2022.docx]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Foram publicados, para conhecimento de toda a comunidade escolar, na seção Documentos do Menu Principal da página da UEIIA, os Planos de Contingência e o Plano de Retorno Presencial. Estes documentos podem ser acessados nos seguintes endereços:</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/359/2021/11/PLANO-DE-CONTINGENCIA-COM-AS-ALTERACOES-VERSAO-FINAL-UEIIA.pdf">PLANO DE CONTINGÊNCIA COM AS ALTERAÇÕES - VERSÃO FINAL UEIIA</a></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/359/2021/11/Plano-de-retorno-presencial-_2022.docx.pdf">Plano-de-retorno-presencial-_2022.docx</a></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Da Kiss à Covid: como o conhecimento científico e a experiência na tragédia de 2013 ajudam no tratamento de sobreviventes da pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/da-kiss-a-covid</link>
				<pubDate>Wed, 10 Nov 2021 14:37:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[boate kiss]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[tragédia da Kiss]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8744</guid>
						<description><![CDATA[Desde o último trimestre de 2020, o Hospital Universitário de Santa Maria atua no acompanhamento e tratamento de pacientes por meio do Ambulatório Pós-Covid.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em 2013, um incêndio de grandes proporções na boate Kiss, em Santa Maria, matou 242 pessoas e deixou 630 feridas. Em 2020 e 2021, uma pandemia já vitimou mais de 5 milhões de pessoas ao redor do mundo. Só na principal cidade do Centro-Oeste gaúcho, até o fechamento desta reportagem, mais de 45 mil pessoas foram infectadas e 830 morreram.</p>
<p>No Hospital Universitário de Santa Maria - HUSM, as duas tragédias ganham uma intersecção: o uso do conhecimento científico e da estrutura ambulatorial para o acompanhamento de sobreviventes. Após o incêndio, criou-se o Centro Integrado de Atendimento às Vítimas de Acidentes, o CIAVA. Sete anos depois, a demanda mudou, mas a ideia segue na mesma direção: para atender e acompanhar os recuperados da Covid-19, surgiu o Ambulatório Pós-Covid a partir do aproveitamento da estrutura física e intelectual provenientes da experiência anterior.&nbsp;</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/11/foto_3_tratada-1024x683.png" alt="" loading="lazy" />														
			<h3>O CIAVA</h3>		
		<p>“O que houve aqui em Santa Maria, dentro da dimensão e do impacto, foi um evento único até então”, diz Isabella Albuquerque, professora associada do Departamento de Fisioterapia e Reabilitação da Universidade Federal de Santa Maria. Ela ingressou na instituição em junho de 2012. Em janeiro do ano seguinte, ocorreu o incêndio na boate Kiss. Após o momento agudo dos atendimentos posteriores à tragédia, os professores do Departamento de Fisioterapia, que também atuavam no HUSM, perceberam a necessidade de acompanhamento a médio e longo prazo para as pessoas que recebiam alta hospitalar. </p><p>Eram pessoas com queimaduras de segundo, terceiro e quarto graus e que tinham sequelas por conta disso. Também havia quem tivesse complicações cardiorrespiratórias devido à inalação da fumaça tóxica. A percepção dessa necessidade levou o grupo a montar um ambulatório para atender à população. Ao mesmo tempo, realizavam-se acordos entre o HUSM, a Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria e o Ministério da Saúde. Destas negociações e da iniciativa dos profissionais da fisioterapia, surgiu a afiliação do Centro Integrado de Atendimento às Vítimas de Acidentes - CIAVA. O objetivo inicial era que o acompanhamento durasse ao menos cinco anos. </p><p>Vitor Calegaro, professor adjunto do Departamento de Neuropsiquiatria da UFSM e atual coordenador do Ambulatório de Psiquiatria do CIAVA, conta que, na época do incêndio, tinha terminado a residência e começou a atuar como voluntário no local. Em maio do mesmo ano, houve o primeiro concurso, pelo qual foi contratado e passou a atuar no atendimento psiquiátrico.</p><p>Além da fisioterapia, da psicologia e da psiquiatria, o ambulatório engloba outras especialidades em saúde e cuidado, como a pneumologia, a cirurgia plástica, a enfermagem, a assistência social, a terapia ocupacional, a nutrição e a fonoaudiologia. São várias áreas que atuam em seus espaços específicos, e que fazem parte do conjunto do Centro. Isabella destaca que os pacientes apresentavam especificidades clínicas e que, por isso, era necessário que o atendimento fosse a partir do olhar multiprofissional.</p><p>Alessandra Bertolazzi, pneumologista do HUSM e professora adjunta do Departamento de Clínica Médica da UFSM, recorda que a criação do Ambulatório de Pneumologia do CIAVA ocorreu em fevereiro de 2013. Primeiro, o atendimento era focado nos pacientes que recebiam alta hospitalar e, depois, nos ambulatoriais, ou seja, aqueles que não necessariamente tenham passado por uma internação prolongada, mas que mesmo assim tiveram sequelas da inalação da fumaça tóxica.</p><p>No primeiro ano, havia um plantão vespertino que começava às 17h e terminava às 21h, e que reunia várias especialidades para o atendimento de pacientes que chegavam por demanda espontânea. A partir da avaliação inicial, os pacientes eram encaminhados para consultas e tratamento nos ambulatórios especializados, a depender das necessidades individuais. No início, dois mutirões de atendimentos foram realizados. </p><p>Houve ampla divulgação midiática para que todas as pessoas que estiveram na boate na noite do incêndio, mas que não tivessem sofrido queimaduras e que não foram atendidas nas primeiras horas, buscassem uma avaliação. O psiquiatra recorda que os dois mutirões reuniram mais de 600 pacientes (esse número engloba também aqueles que já haviam recebido alguma espécie de atendimento). Além disso, o CIAVA realizava ‘buscas ativas’, a fim de retomar o contato com pacientes que deixavam de acompanhar o tratamento e faltavam às consultas marcadas. A assistência social era responsável por telefonar e trazer o/a paciente de volta ao atendimento.</p><p>Para a professora Isabella Albuquerque, a criação do Centro somente foi possível pela concepção de conhecimento de Sistema Único de Saúde - SUS, aliado ao papel da universidade na produção de ciência: “O conhecimento da área de saúde possibilitou isso, pelas estruturas de ensino, de pesquisa, de pós-graduação, do conhecimento do Hospital Universitário. Cada núcleo colaborou em um sentido, e isso viabilizou a criação do CIAVA dentro das premissas do SUS”. De acordo com a Assessoria do HUSM, até 2021, o Ambulatório atendeu a 602 pacientes nas diversas áreas e ainda há pacientes sobreviventes da Kiss em acompanhamento - principalmente nas áreas de pneumologia e psiquiatria. Além disso, atualmente também recebe pacientes que sofreram queimaduras, e que vêm encaminhados pela rede de saúde. </p>		
			<h3>O Ambulatório Pós-Covid</h3>		
		<p>Com o decreto da pandemia pela Organização Mundial da Saúde em 11 de março de 2020, os profissionais de saúde do HUSM começaram a atentar para os estudos e demandas que surgiam em nível hospitalar. O entendimento de que a experiência com o CIAVA poderia ser utilizada no enfrentamento da pandemia foi percebida por Vitor Calegaro desde o início. Os modelos estatísticos, os conhecimentos históricos de outras pandemias e a própria experiência dos estudos com trauma deram a ele a certeza de que alguma hora eles precisariam entrar em cena. “Se a gente trabalha com trauma, trabalha com desastre”. </p><p>Ele destaca que, no início, era um momento delicado de muita incerteza em que os esforços de saúde eram voltados para as emergências nos serviços hospitalares. Havia cautela com relação aos atendimentos ambulatoriais uma vez que faltava conhecimento sobre a própria doença: “Conforme fomos entendendo mais a dinâmica do vírus e as funções de prevenção, adotando os protocolos, começamos a pensar em como estruturar o serviço para atender essa demanda específica”. </p><p>A necessidade de acompanhamento pós-Covid surge aos poucos, de modo gradativo, conforme as pessoas infectadas sobrevivem à doença. Vitor lembra que, da mesma forma que aconteceu com a Kiss, os atendimentos começaram dentro das estruturas setoriais existentes, na segunda metade de 2020. No entanto, a estruturação do Ambulatório Pós-Covid veio um pouco depois, no último trimestre do ano passado, a partir da organização do grupo e das conversas para unir as diversas especialidades em um único local. A intersecção com o atendimento aos sobreviventes da boate Kiss é o aproveitamento da estrutura do CIAVA, dos conhecimentos científicos provenientes do atendimento aos sobreviventes da tragédia e da experiência com situações extremas para a atuação no tratamento de pacientes sobreviventes da Covid-19. Muitos dos profissionais que atuaram desde o início no CIAVA, como Isabella, Alessandra e Vitor, estão na frente da concepção do Ambulatório Pós-Covid também.</p><p>Para Isabella Albuquerque, da mesma forma que o CIAVA, a sua criação também surge da necessidade de olhar para a saúde a partir das premissas do SUS. “Com o passar do tempo, a gente percebeu que a Covid é uma doença única de efeitos sistêmicos, e com um comportamento que até então a gente não tinha visto em outras doenças, com essa característica desse impacto na saúde”. A partir de 2020, a leitura e estudos de pesquisas que detectaram o alto tempo de internação hospitalar chamaram a atenção dos profissionais. O olhar para a população pós-alta hospitalar mostrou que estes carecem de mais cuidados em saúde. Isabella explica: “É uma população que ainda apresentava muitas sequelas, e sequelas sistêmicas. A gente não imaginava que ia encontrar algum paciente com essa magnitude em termos de impacto de saúde”. </p><p>O Ambulatório Pós-Covid só recebe pacientes que estiveram internados no HUSM e passaram por uma triagem inicial. Em um primeiro momento, é feito o acolhimento e as avaliações do paciente, que duram dois dias. Iaçana Martins, assistente social e chefe da Unidade de Reabilitação, explica que o acolhimento é o processo de fazer uma escuta sensível e entender as demandas do paciente.  “Por isso que a gente tem que ter esse olhar diferenciado para o paciente a partir da ferramenta da clínica ampliada e compartilhada, que traz bem isso, de tirar o foco da doença e focar no sujeito, no que ele tem de particular, no que ele tá trazendo pra nós”. </p><p>Com base nesse processo, é elaborado um plano de atendimento com base nas demandas específicas. A frequência normal dos atendimentos é de duas vezes na semana. A avaliação funciona como uma espécie de rastreio das necessidades daquele indivíduo. A partir disso, este é encaminhado para as áreas específicas nas quais é acompanhado e reavaliado durante o tratamento. Iaçana expõe que, tanto no CIAVA quanto no Ambulatório Pós-Covid, a política de humanização é basilar, uma vez que traz a importância do acolhimento, de ter um projeto terapêutico singular em vez de um protocolo fixo, a questão da clínica ampliada e compartilhada. </p><p>De acordo com pesquisa interna do Setor de Reabilitação do HUSM, estiveram internados 622 pacientes. Foram 381 altas hospitalares, 34 transferências e 207 óbitos. Destes números, o Ambulatório Pós-Covid atende, atualmente, 67 pessoas, sendo a maioria homens (52%). São as pessoas entre 40 e 50 anos (56%) que mais aparecem no levantamento, seguidas de idosos acima de 60 anos (29%) e adultos abaixo dos 40 anos (17%).</p>		
			<h3>Os pacientes</h3>		
		<p>Entre o perfil dos atendidos nos dois ambulatórios, há uma diferença importante: enquanto os pacientes do CIAVA eram, em sua maioria, jovens sem comorbidades e sem doenças pregressas, os pacientes do Pós-Covid são idosos com comorbidades prévias cujas circunstâncias se agravaram com a Covid-19 e que têm 'baixa taxa de controle' - ou seja, não são "controladas" e tratadas de forma ideal, um exemplo é a hipertensão sistêmica. “A gente tem uma doença que está influenciando na outra, a sequela da Covid influencia na doença de base que o paciente tinha”, explica Isabella. Para a professora, é um paciente com uma complexidade distinta que justifica o olhar multiprofissional.</p>		
			<h3>A estrutura</h3>		
		<p>A Revista Arco visitou o Ambulatório Pós-Covid/Fisioterapia para a produção desta reportagem. A sala ampla e clara tem vários equipamentos para a realização de exercícios, desde os elétricos - como a esteira - até outros, como bolas, pesos e elásticos. Clênio Antônio Dotto, 67 anos, é residente do bairro Camobi e é atendido pelo ambulatório desde o final de julho. Em final de maio, foi internado com Covid-19 no Hospital Universitário. Depois de nove dias, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva do hospital. Depois de mais nove dias, recebeu alta, em 08 de junho. Ele conta que, com o acompanhamento no ambulatório, sente uma grande diferença: “É do dia pra noite, eu não me sentia bem e agora tô me movimentando melhor”. De acordo com o aposentado, o exercício que mais ajudou foi o da bicicleta.</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/11/foto_1_tratada-1024x683.jpg" alt="" loading="lazy" />														
			<h3>Mobilidade</h3>		
		<p>Uma das maiores características do paciente Covid é o grande período de internação, destaca Isabella Albuquerque. Por isso, muitos apresentam fraqueza muscular, fraqueza respiratória, equilíbrio alterado,  dores na lombar, nas pernas, nas costas, entre outros. Estas sequelas são tratadas no Ambulatório de Fisioterapia do Pós-Covid. Algumas, como a perda de peso e de massa, são tratadas pela nutrição. E a perda de voz e a deglutição pelo setor de fonoaudiologia.</p><p>Para o tratamento fisioterápico e de treinamento físico, são feitos exercícios aeróbicos, resistidos, de equilíbrio e funcionalidade. Alguns destes são o ciclo ergonômico de pernas, a bicicleta estacionária, a esteira, o exercício resistido que é feito com pesos, a eletroestimulação, os exercícios de equilíbrio, a estimulação de propriocepção para pacientes com parestesia, o agachamento com bola, as atividades contra a gravidade e os exercícios de resistência. Viviane Bohrer, fisioterapeuta do HUSM, explica: “Tem que fazer esse paciente ter função de novo, para ter as atividades da vida diária de novo, buscar a volta e o retorno para casa e a melhor qualidade de vida”. Ela destaca que o tratamento é personalizado e que não há como evoluir para a melhora se não houver uma equipe multidisciplinar.</p><p>Eduarda Ganzer é estudante do oitavo semestre de Fisioterapia e bolsista do Ambulatório Pós-Covid desde maio deste ano. Suas funções são a avaliação dos pacientes, o protocolo inicial, o acompanhamento dos atendimentos e a intermediação com outras especialidades. Conforme destaca Viviana, há, para além do atendimento, um processo de ensino-aprendizagem, com colaboração de estudantes da graduação, mestrado e doutorado que auxiliam no tratamento dos pacientes, mas também na pesquisa. Há a união da assistência, do ensino e da pesquisa. Para Eduarda, a bolsa é uma experiência nova uma vez que os pacientes têm características distintas e complexas: “Eu acho que isso traz muito do pensamento de tratar o paciente como um todo, então é uma nova abordagem”.</p><p>Antonio Fernando Pereira da Silva, 67 anos, é do bairro João Goulart, em Santa Maria. Antes de se aposentar, Antônio era motorista socorrista de ambulância na emergência médica da SATIE. Teve Covid-19 em março deste ano e ficou 40 dias internado no HUSM. Destes, passou dez entubado na UTI. A alta hospitalar ocorreu em 20 de abril, e o início do tratamento no ambulatório aconteceu em agosto. Algumas das sequelas foram a perda da sensibilidade das mãos, uma dificuldade muito grande em se movimentar e um peso na perna esquerda. Antonio relata que ainda não recuperou totalmente a sensibilidade das mãos, mas que o tratamento ajudou muito e acredita que, sem ele, a demora na melhoria da condição física seria bem maior. Durante a conversa com a reportagem, Antonio ficou sabendo que receberia alta ambulatorial em breve. </p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/11/foto_2_tratada-1024x683.png" alt="" loading="lazy" />														
			<h3>Pulmão</h3>		
		<p>Uma característica que aproxima os pacientes sobreviventes da tragédia da Kiss e dos que  tiveram Covid-19 são as sequelas no pulmão. No entanto, Alessandra Bertolazzi alerta que são tipos de lesões diferentes. No caso da Kiss, houve um evento agudo com inalação e exposição, em local fechado, a uma alta temperatura e gás tóxico. Ela detalha que, por conta da exposição aguda, os primeiros pacientes que internaram tinham quadros de muita inflamação. Além disso, ocorreram lesões como queimaduras e queimaduras em via aérea: “a pessoa respira e a alta temperatura vai fazer uma lesão, uma queimadura mesmo, na parte de dentro do nariz, na mucosa, desce na garganta até a região dos brônquios”.</p><p>Já no caso da Covid-19, a infecção viral é que causa o processo inflamatório pulmonar, que pode estar aliado à questão vascular, sistêmica e respiratória. Existe o período inicial de infecção, em que os sintomas são gripais, e há uma piora que pode culminar em insuficiência respiratória por conta do processo inflamatório pulmonar.  “Existe um tempo de evolução, e depois que ocorre a piora pulmonar, tem toda a questão de ficar internado, medicações, outras infecções que podem ocorrer quando se está internado, por exemplo, em ventilação mecânica, então tem muitos fatores que podem levar à piora desse quadro pulmonar”, destaca. Alessandra ainda complementa que os pacientes que sobrevivem podem ter consequências da internação e que, por isso, a recuperação pode ser demorada. Essa demora é chamada de Covid longa, em que as sequelas da doença permanecem até seis meses depois da alta. Algumas das sequelas são as alterações musculares, a perda de força, alterações respiratórias, a falta de ar e o chiado no peito.</p><p>Segundo Alessandra, não há como prever como as sequelas irão se desenvolver a longo prazo. A partir da observação, a maioria acaba tendo melhora no quadro pulmonar. No entanto, há a previsão de que em alguns casos haja dano permanente no pulmão: “É como se fossem sequelas ou cicatrizes pulmonares”, explicita.</p><p>Alessandra comenta que a experiência do atendimento às vítimas da Kiss teve um peso emocional maior. Para ela, foi uma experiência difícil pelas características das vítimas, pelo acontecimento ser repentino e por ter o envolvimento de toda a equipe de saúde. No entanto, para a pneumologista, a experiência da Kiss, apesar de difícil, ajudou no enfrentamento da pandemia, uma vez que ensinou a lidar com múltiplas vítimas.</p>		
			<h3>Saúde mental</h3>		
		<p>O Transtorno de Estresse Pós-Traumático - TEPT, é uma das consequências em pacientes sobreviventes da Kiss, e também em pacientes sobreviventes da Covid-19. Vitor Calegaro explica que o TEPT ocorre após um evento traumático, que, além dos citados, pode ser um trauma proveniente de violência física, sexual, acidentes, doenças súbitas com potencial de morte, entre outros. Os sintomas se dividem em quatro núcleos:</p><p><b>1- Revivências:</b> são memórias intrusivas e angustiantes que a pessoa tem mesmo sem querer. As memórias são repetitivas e podem vir na forma de lembrança, de <i>flashback</i>, de pesadelos, de sentimentos e sensações fisiológicas angustiantes. Estes momentos fazem com que a pessoa relembre o trauma.</p><p><b>2- Evitação:</b> são sintomas fórmicos, em que a pessoa evita pensar no assunto, em cenas do evento, lembretes externos, pessoas, situações, lugares e memórias que podem fazer com que ela relembre do evento traumático.</p><p><b>3- Alterações negativas no humor, nos pensamentos e nas crenças:</b> humor mais deprimido, dificuldade de sentir emoções positivas como alegria, felicidade, amor e carinho; tendência a sentimentos e emoções negativas como tristeza, ansiedade, irritabilidade e angústia; pensamentos distorcidos, pensamentos de culpa e alteração de visão de mundo.</p><p><b>4- Sintomas ansiosos e hiperexcitabilidade</b>: a pessoa em estado de alerta e de hipervigilância, costuma ficar ansiosa, tem insônia, facilidade de ter explosões de humor, raiva imprudente e colocar-se em situação de risco.</p><p>Vitor destaca que uma das semelhanças entre os dois eventos traumáticos, do ponto de vista psíquico, é que os dois são desastres coletivos e evitáveis. “O caso da Kiss é um tanto quanto óbvio, e o da Covid-19, claro, é um desastre biológico, mas a questão é a condução da pandemia”. O médico psiquiatra destaca que há uma insegurança grande na população, em particular para quem se vê mal em função da doença: “A pessoa traumatizada pode tender a ficar extremamente irritada e a apontar responsáveis por isso, nesse país dividido”, complementa.</p><p>No Ambulatório Psiquiatria Pós-Covid, que ele coordena, o atendimento começa com uma avaliação pormenorizada, baseada na individualidade. O paciente passa pelo processo de psicoeducação, em que é informado sobre o que tem, para que possa entender a doença e os sintomas. A partir disso, se pensa nas intervenções e qual o melhor tratamento para cada pessoa, além da avaliação da necessidade ou não de medicação. Vitor comenta que é possível observar uma melhora rápida na maioria dos pacientes, em que os primeiros resultados surgem a partir de quinze a vinte dias do início. No entanto, ele alerta que quanto mais próximo do trauma for iniciado o tratamento, maiores as chances de uma melhora mais rápida. Na psiquiatria, há capacidade de atendimento de dezesseis pacientes semanais.</p>		
			<h3>
‘Recuperados’ e ‘Curados’</h3>		
		<p>“Uma questão importante que a gente observou aqui é o paciente voltar, retornar pro local onde ele quase perdeu a vida”, sublinha Isabella. A professora destaca que essa é uma característica nova em pacientes de UTI, aliada a uma certa ansiedade e a um temor no olhar. “Foi muito importante, enquanto profissional da saúde, ter essa sensibilidade de acolher o paciente, da escuta, de criar o vínculo, isso é Sistema Único de Saúde, isso é política de Sistema Único de Saúde, isso é o SUS”, evidencia. </p><p>Um <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-021-03553-9" target="_blank" rel="noopener">estudo estadunidense</a> publicado na Revista Nature em abril mostrou que a Covid-19 aumentou o risco de morte em 60% para pacientes pós-covid em comparação com os que não tiveram a doença e não foram hospitalizados. Além disso, estes têm 20% mais chances de precisar de cuidados ambulatoriais, ou seja, consumo de medicamentos. Para Isabella Albuquerque, é necessário olhar para estes números e o que eles significam. Mesmo que seja uma pesquisa dos Estados Unidos, para ela, em algum momento este cenário vai se traduzir no Brasil. “O Ministério da Saúde fala em recuperados. Eu não considero paciente recuperado, porque é um paciente que vai ter sequela e que vai ter que ter um olhar de política pública da saúde”, enfatiza Isabella. Para ela, neste ponto, também há semelhança com os pacientes sobreviventes da Kiss, uma vez que a maioria era de classe socioeconômica mais baixa e possuía consumo de saúde em acompanhamento, uso de medicação, de cirurgias reparadoras, entre outros. “O paciente pós-covid também tem esse impacto, porque é um paciente que consome mais, que gasta mais em saúde e que vai exigir mais do SUS”. Para ela, não há, por parte dos órgãos de saúde, uma atenção e política de acompanhamento desses pacientes a médio e longo prazo. “Vai ser um contingente muito grande de pacientes associado à questão da crise econômica, a gente sabe que muitos pacientes estão deixando de pagar o plano de saúde. E isso vai sobrecarregar cada vez mais a SUS”, complementa.</p><section data-id="8605efb" data-element_type="section"><section data-id="cb499fa" data-element_type="section"><section data-id="98ed197" data-element_type="section"><section data-id="5f882e8" data-element_type="section"><p><em><strong>Expediente</strong></em></p><p><i><strong>Reportagem e fotografias:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><strong><em>Produção Gráfica:</em> </strong><i>Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e </i><i>voluntário</i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária<br /></i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section></section></section></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>5 ações que podem ser ineficazes contra a Covid-19</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/5-acoes-ineficazes-contra-covid-19</link>
				<pubDate>Fri, 29 Oct 2021 15:54:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Listas]]></category>
		<category><![CDATA[contágio covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[imunologia]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[transmissão coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[uso da máscara]]></category>

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						<description><![CDATA[Protocolos contra o vírus transmitem falsa segurança para público por algumas práticas não serem totalmente efetivas
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em meio aos avanços das pesquisas da comunidade científica internacional, surgem novas confirmações do que é - ou não - eficaz no que se refere a medidas de segurança contra a  Covid-19. Porém, ao contrário do que indicavam os órgãos especializados em saúde e ciência, entidades públicas e parte da população sugeriram uma antecipação de retorno à normalidade, <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-20/governo-gaucho-vai-reabrir-comercio-mesmo-com-hospitais-superlotados-e-fila-por-leito-de-uti.html" target="_blank" rel="noopener">como a flexibilização do comércio</a> nos momentos em que a pandemia atingia altos índices de internados, ou a <a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/monitoracovid-19-nota-tecnica-alerta-para-riscos-na-volta-aulas" target="_blank" rel="noopener">volta das aulas presenciais nas escolas</a>. Em forma de convencimento da volta “segura” da população aos afazeres de antes da pandemia, protocolos de enfrentamento à Covid-19 foram apresentados como soluções para o período de flexibilização, mas estes nem sempre são eficazes.</p><p>Para a docente do Departamento de Saúde Coletiva da UFSM, Liane Beatriz Righi, a falta de coordenação nacional e a priorização da economia em detrimento da crise sanitária por parte do poder público impactou na qualidade do enfrentamento da pandemia: “Grande parcela dos governantes atua com a falsa segurança das extensas listas de condutas, das cores dos mapas, de normas de flexibilização sustentadas em cruzamento de algumas informações. Perdemos a possibilidade de enfrentar a crise sanitária ampliando a autonomia das pessoas”.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/Arte_1458_951-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Iniciou-se, então, o “teatro da pandemia”, expressão utilizada pela socióloga turca Zeynep Tufekci como crítica às ações inúteis da pandemia, segundo o site <a href="https://brasil.elpais.com/ciencia/2021-02-24/fumigar-calcadas-desinfetar-sapatos-e-outros-atos-inuteis-do-teatro-da-pandemia.html" target="_blank" rel="noopener">El País</a>. Nesse contexto, há uma maior preocupação em demonstrar as medidas de proteção que estão sendo tomadas do que, de fato, explicar como elas são eficazes contra o vírus - porque, justamente, algumas delas não são. </p><p>A problemática que envolve esse tipo de protocolo é o fato de gerar uma falsa sensação de segurança. Eles transmitem a ideia de proteção para o público, ou seja, que naquele local visitado há um controle para a não entrada e disseminação do vírus, mesmo que, na realidade, as chances de contágio em decorrência dos protocolos não diminuam.</p><p>Abaixo, algumas condutas que geram essa falsa sensação de segurança, mas que são - ou podem ser - ineficazes para o controle do coronavírus:</p>		
			<h3>1. Medição de termômetros infravermelhos (e suas práticas no pulso)
</h3>		
		<p>A prática de medir a temperatura com termômetros infravermelhos dos visitantes se tornou obrigatória em estabelecimentos com grande fluxo de pessoas, como shoppings, mercados e lojas. As verificações ocorrem na entrada dos espaços e, teoricamente, apenas poderiam entrar aqueles sem indícios de temperatura corporal acima de 37,8° C. Isso se justifica porque um dos sintomas do novo coronavírus é a febre. Então, se uma pessoa está com a temperatura mais elevada, apresentaria riscos de estar contaminada e disseminar o vírus aos que estão no local. Ou seja, a medida é tomada em prol da segurança dos presentes no estabelecimento. Mas será que ela é efetiva?</p><p>O médico epidemiologista da Vigilância em Saúde de Santa Maria e professor do Departamento de Saúde Coletiva da UFSM, Marcos Antônio de Oliveira Lobato, relata que uma série de motivos comprovam a ineficácia da prática. O primeiro é que, quando contaminadas, algumas pessoas transmitem o vírus antes dos sintomas da doença - chamadas pré-sintomáticas, que são responsáveis por 45% das transmissões da infecção do coronavírus segundo relato da médica Ana Maria Castro, exposto no site <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2021/03/pacientes-assintomaticos-transmitem-o-coronavirus" target="_blank" rel="noopener">Senado Notícia</a>. Além disso, há também os pacientes assintomáticos, que contagiam mesmo que não possuam reações ao vírus, como <a href="https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/06/09/transmissao-por-casos-assintomaticos-esta-ocorrendo-a-questao-e-saber-quanto-diz-oms.ghtml" target="_blank" rel="noopener">confirmado</a> pela Organização Mundial da Saúde desde 2020. Ainda, pessoas com sintomas febris poderiam passar despercebidas pelos aparelhos ao utilizarem medicamentos que regulam a temperatura corporal, o que geralmente ocorre quando se busca amenizar o mal-estar provocado pela reação atípica.</p><p>Então, mesmo com essas exceções, alguém que esteja com febre em decorrência da Covid-19 e não tenha tomado medicamentos para normalizar a temperatura vai ser notificado pelo aparelho, certo? Errado! Há outra questão: o manuseio errado do termômetro infravermelho. Segundo o professor Lobato, embora haja exceções, esses aparelhos são preparados para realizar a medição na testa das pessoas e, atualmente, na maioria dos locais a ação é efetuada pelo pulso - processo muito intensificado após a disseminação de notícias falsas sobre <a href="https://www.hospitaloswaldocruz.org.br/imprensa/noticias/termometro-infravermelho-causa-danos-ao-cerebro-anvisa-diz-que-nao/" target="_blank" rel="noopener">o aparelho causar danos ao cérebro</a>: “Se um aparelho foi projetado para medir na testa, ele não vai captar a temperatura adequada no pulso. Estudos mostram que a variação pode aumentar em um grau conforme o local que for aferido. É a diferença de 36° C para 37° C, ou 37° C para 38° C. É exatamente entre dizer se está ou não está com febre”.</p><p>Ou seja, essa utilização não agrega no controle da pandemia, já que a maioria dos casos de pessoas com Covid-19 não serão notificadas pelo aparelho e, portanto, poderão circular normalmente pelos locais, transmitindo o vírus.</p>		
			<h2>2. Higiene excessiva e fumigação de espaços públicos</h2>		
		<p>Outra prática que não garante eficácia contra a Covid-19 é a higiene excessiva de superfícies, bem como a fumigação de espaços. O professor Lobato explica que essas ações só fazem diferença se realizadas em locais onde haja grande circulação de coronavírus, como em alas de Covid-19 nos serviços de saúde: “As chances de o vírus estar em uma superfície e ser transmitida é muito baixa. Dependendo do local, ele perde sua capacidade de infecção em poucas horas”. No mesmo sentido, uma pesquisa europeia da cientista Teresa Moreno, do Instituto de Avaliação Ambiental e Pesquisa Hídrica, referenciada em matéria já mencionada do El País, encontrou fragmentos do vírus em superfícies do metrô e dos ônibus de Barcelona, mas estes não tinham capacidade de contágio.</p><p>Outra prática não mais entendida como eficaz é a higiene excessiva de objetos, como compras, embalagens, etc. Segundo o site <a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2021/02/pesquisadores-americanos-afirmam-que-transmissao-de-coronavirus-por-embalagens-e-alimentos-e-muito-improvavel-cklgljsm2001301fck6ylvnss.html" target="_blank" rel="noopener">GZH</a>, um comunicado feito pela instituição americana Administração de Alimentos e Medicamentos e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos ressaltou que as chances de contágio por Covid-19 em alimentos e suas embalagens também são mínimas. O professor Lobato ressalta que a prática não necessita mais de tamanha atenção no que tange a Covid-19, mas que a limpeza de frutas, verduras e embalagens sempre foi recomendada para evitar doenças causadas por bactérias e protozoários, por exemplo.</p><p>Entretanto, para os que preferem dar continuidade com a prática em decorrência da Covid-19, é preferível que uma atenção maior seja dada apenas a partes manuseadas dos objetos, como a alça das sacolas de compras, por exemplo. É importante também que, ao praticar essas ações, esteja-se atento ao principal problema que elas acarretam: em meio a tantas informações sobre a doença, outras condutas já comprovadas mais eficazes podem perder o destaque que deveriam ter - como uso de máscaras e de álcool em gel. Se essas ações não forem priorizadas, novamente, pode-se gerar uma falsa sensação de segurança e aumento da circulação do vírus.</p>		
			<h3>3. Utilizar a máscara apenas em locais movimentados</h3>		
		<p>Uma situação bem comum praticada pelas pessoas é a retirada da máscara do rosto quando estão sozinhas em locais públicos, como banheiros, elevadores, provadores. Isso acontece pela falsa ideia de que o vírus é um risco apenas através do contato com pessoas contaminadas. Na realidade, ele também circula pelo ar e pode contaminar mesmo quem está sozinho em locais fechados. O professor Lobato explica que, quando o lugar é pequeno e tem pouca circulação de ar, basta que uma pessoa infectada entre e deixe partículas do vírus no local para que a outra, assim que adentrar e retirar a máscara, contamine-se por aquele mesmo ar com gotículas expirado pela pessoa contaminada. É diferente, entretanto, de se estar em locais abertos, em que o ar circula intensamente, onde as chances de contágio ao tirar a máscara são menores. </p><p>Deve-se atentar ao cenário em que se está: se o local é fechado, com baixa circulação de ar e baixa ventilação - mesmo que em um estabelecimento grande - ao tirar a máscara, as chances de contaminação não diminuem por não haver ninguém por perto, justamente porque o vírus já pode estar no ar:  “O vírus é carregado pelo ar e ele permanece nos ambientes no ar. É assim que a gente se contamina”, ressalta o pesquisador. Então, o recomendável é que não se tire a máscara quando sair de casa, mesmo que se esteja isolado.</p>		
			<h3>4. Fazer o uso da máscara sem uma higienização correta</h3>		
		<p>Pode-se pensar, então, que ao utilizar a máscara se está necessariamente protegido de contrair o vírus. Porém, mesmo que as máscaras sejam usadas para uma saída rápida, se não forem cuidadas de maneira correta, elas se tornam ineficazes para a proteção. Ainda de acordo com o professor Lobato, a utilização de uma mesma máscara diariamente e mal cuidada resulta em uma falsa sensação de segurança contra o vírus, porque estas precisam de medidas específicas de higienização para estarem ativas na proteção. O recomendado é ter várias máscaras, e as intercalar conforme ficam higienizadas.</p><p>Cada tipo de máscara possui cuidados específicos, mas, no geral, máscaras de tecido não podem estar úmidas ou sujas, nem serem guardadas para reuso sem a higienização com água e sabão, porque elas perdem a eficácia de filtragem das gotículas. Da mesma forma, máscaras como a <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/mascara-pff2-mais-eficaz-coronavirus/" target="_blank" rel="noopener">PFF2 e KN95/N95</a>, que possuem um tipo diferente de filtragem, não podem ser utilizadas e guardadas em ambientes fechados - elas precisam de circulação de ar e seguimento das instruções do fabricante. Ainda, máscaras descartáveis não podem em nenhuma hipótese serem utilizadas mais de uma vez. Além da ineficácia, o site <a href="https://www.em.com.br/app/noticia/bem-viver/2020/12/11/interna_bem_viver,1219630/alem-da-perda-de-eficacia-uso-de-mascaras-sem-lavar-pode-causar-doencas.shtml" target="_blank" rel="noopener">Estado de Minas</a> alerta que o mal uso pode causar outros problemas de saúde, como infecções respiratórias, dermatites e halitose.</p><p>Essas ações mal executadas levam a outro cenário, explicado pela professora Liane Righi: o uso de máscaras, embora necessário e eficaz, não garante total segurança à população, porque as pessoas se prendem na obrigatoriedade do uso e não entendem por que é necessário o uso e a higienização adequados. Logo, não os fazem. Além disso, há pouco esforço por entes governamentais em explicar tais questões à sociedade. “A vendedora da loja sem ventilação que retira a máscara para falar alto e ser ouvida pelo colega não conseguiu entender o mecanismo da transmissão. Neste contexto, o uso da máscara é mais uma encenação, um cumprimento de regras para os outros”, exemplifica. Assim, estar em um estabelecimento onde a entrada cobra o uso obrigatório de máscaras não garante seguridade contra o vírus, já que a má utilização representa mais um item do teatro da pandemia. </p>		
			<h3>5. Acreditar que o que os outros fazem não te afeta</h3>		
		<p>A última questão é em relação ao enfrentamento social diante da pandemia. Infelizmente, as ações não são totalmente eficazes se cumpridas por apenas parte da população. Aqueles que seguem os protocolos garantidos pelas organizações de saúde e especialistas, se informam e contribuem em prol do fim da pandemia, não estarão seguros enquanto a outra parte da sociedade optar por ignorar as recomendações do momento atual. Máscaras, isolamento social e álcool em gel são medidas eficazes apenas se aplicadas corretamente, e atos irresponsáveis de outras pessoas (talvez contaminadas) colaboram para a diminuição da proteção.&nbsp;</p>
<p>A professora Righi explica os motivos pelos quais as ações dos outros em uma pandemia também prejudica a saúde coletiva: “Precisamos pensar em redes, itinerários, desenhar trajetos. A pessoa que está na sala de aula usa o transporte e/ou está em contato com quem usa o transporte e que está em outra sala ou escola. Alguém da família trabalha em uma loja, entra em contato com muitas pessoas em ambiente sem ventilação”.&nbsp;</p>
<p>Quando se trata da responsabilidade social no enfrentamento do vírus, todo cuidado é pouco. Porém, algumas ações podem gerar uma falsa sensação de segurança perigosa visto que ainda estamos em um contexto pandêmico.&nbsp; Os protocolos precisam ser seguidos e as informações comprovadas por especialistas precisam seguir sendo disseminadas por entes públicos e pela mídia.&nbsp;</p><section data-id="ddb6ea9" data-element_type="section"><p><strong><i>Expediente</i></strong></p><p><strong><i>Repórter: </i></strong><i>Paula Appolinario, acadêmica de Jornalismo e voluntária</i></p><p><i><strong>Ilustrador:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário</i></p><p><strong><i>Mídia Social:</i></strong> <i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Projetos Adote Uma Lesão e Portal Ciência e Consciência laçam livro, em parceria, sobre Covid-19</title>
				<link>https://www.ufsm.br/projetos/extensao/adote-uma-lesao/2021/10/27/projetos-adote-uma-lesao-e-portal-ciencia-e-consciencia-lacam-livro-em-parceria-sobre-covid-19</link>
				<pubDate>Wed, 27 Oct 2021 23:49:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[e-book]]></category>
		<category><![CDATA[Portal Ciência e Consciência]]></category>

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						<description><![CDATA[O e-book, já disponível para download, possui o nome de Covid-19 a Pandemia do Século: evidências científicas relacionadas aos aspectos evolutivos, moleculares e patológicos e foi organizado pelas professoras da Universidade de Santa Maria (UFSM), Fernanda Barbisan (departamento de patologia) e Ivana Beatrice Mânica da Silva (departamento de morfologia). O livro, composto por 12 capítulos, possui o intuito [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O e-book, já disponível para download, possui o nome de Covid-19 a Pandemia do Século: evidências científicas relacionadas aos aspectos evolutivos, moleculares e patológicos e foi organizado pelas professoras da Universidade de Santa Maria (UFSM), Fernanda Barbisan (departamento de patologia) e Ivana Beatrice Mânica da Silva (departamento de morfologia).</p><p>O livro, composto por 12 capítulos, possui o intuito de difundir o conhecimento existente até então sobre o SARS-CoV-2 e suas interações com os diferentes sistemas do organismo, mostrando seus aspectos fisiológicos, suas manifestações mais típicas e até efeitos atípicos que, devido sua alta transmissibilidade, se mostraram bastante presentes.</p><p>A escrita do livro foi pensada de forma a atingir a população em geral para proporcionar uma forma mais rápida de encontrar informações sobre o tema, popularizando o acesso ao conhecimento científico.</p><p>Os capítulos foram todos baseados nas informações mais recentes, que possuíam fontes confiáveis.</p><p>O livro é uma realização em conjunto dos projetos de extensão Adote Uma Lesão e Portal Ciência e Consciência e o Programa de Pós-graduação em Gerontologia. Ainda, contou com a colaboração da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI – Manaus-AM).</p><p>Você pode acessar o e-book pelo link: <a style="font-size: 1rem" href="https://editoraitacaiunas.com.br/wp-content/uploads/2021/10/ebook-covid-19-pandemia-do-seculo.pdf?tm-epo-counter=1&amp;tcaddtocart=13896">https://editoraitacaiunas.com.br/wp-content/uploads/2021/10/ebook-covid-19-pandemia-do-seculo.pdf?tm-epo-counter=1&amp;tcaddtocart=13896</a></p>[caption id="attachment_243" align="aligncenter" width="600"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/844/2021/10/E-BOOK-1-300x169.jpg" alt="" width="600" height="338" /> E-book já está disponível para download[/caption]]]></content:encoded>
													</item>
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