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Missão técnica no Japão fortalece pesquisa da UFSM-PM sobre desastres climáticos no RS



Entre os dias 19 e 26 de abril, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria, campus Palmeira das Missões (UFSM-PM), participaram de uma missão técnica internacional em Tóquio, no Japão. A atividade integra o projeto “O que nos fez chegar aos desastres climáticos do Rio Grande do Sul? Análise da governança ambiental do estado por meio das regiões de desenvolvimento sob a perspectiva de experiências internacionais”, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Agronegócios (PPGAGR/UFSM-PM). 

Esta não é a primeira missão internacional vinculada ao projeto. Em fevereiro deste ano, a equipe de pesquisadores esteve em Nova Orleans, nos Estados Unidos, em razão do histórico da cidade com desastres naturais. Em agosto de 2005, Nova Orleans foi fortemente impactada pelo furacão Katrina, considerado um dos eventos mais devastadores da história recente do país. 

Desta vez, a missão teve como destino o Japão que, devido à sua localização geográfica, é considerado um dos países mais suscetíveis a eventos extremos, como terremotos, tsunamis, tufões e erupções vulcânicas. Esse contexto possibilita o contato direto com políticas e práticas consolidadas na gestão de riscos e desastres, indo ao encontro do objetivo da missão: compreender as estratégias adotadas pelo país na prevenção e mitigação dos impactos causados por desastres naturais. 

Participaram da missão o coordenador do projeto, professor Dr. Nelson Guilherme Machado Pinto, do Departamento de Administração e coordenador do PPGAGR, e o acadêmico do curso de mestrado, Thiago Machado Budó. A agenda incluiu visitas técnicas, reuniões institucionais e estudos de campo. 

Entre as atividades desenvolvidas, esteve a análise da Baía de Tóquio e do Rio Sumida, com observação de estruturas e soluções voltadas à prevenção de desastres. Os pesquisadores também estiveram na Universidade de Tsukuba, na província de Ibaraki, onde analisaram estruturas físicas preparadas para emergências, bem como sistemas de prevenção, evacuação e gestão de riscos, com apoio do professor Claus Aranha. 

Outro ponto da agenda foi a visita ao Tokyo Rinkai Disaster Prevention Park (Parque de Prevenção de Desastres de Rinkai), onde observaram a organização de um sistema integrado de prevenção e resposta a desastres, com foco em terremotos. A visita incluiu a análise da infraestrutura e das estratégias de orientação à população.

A missão contemplou, ainda, uma reunião na Embaixada do Brasil em Tóquio, no setor de Ciência, Tecnologia e Inovação, representado por Carolina Saito e Vinicius Yamanaka Paes. O encontro teve como objetivo discutir iniciativas voltadas ao enfrentamento de desastres associados às mudanças climáticas, com ênfase na cooperação internacional.

Para o professor Nelson, a missão técnica foi especialmente relevante, considerando que o Japão possui estruturas organizadas e programas contínuos de treinamento voltados à preparação da população para situações de risco. “O país desenvolve ações permanentes de orientação, com simulações e protocolos definidos para diferentes tipos de desastres, o que contribui para uma resposta mais eficiente após eventos extremos”, afirmou. Segundo ele, a integração entre planejamento urbano, tecnologia e capacitação da população permite reduzir impactos e qualificar as ações em situações de emergência.

Sobre o projeto

O projeto foi aprovado no Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Voltado a Desastres Climáticos, em dezembro de 2024, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). A pesquisa tem como foco as enchentes de grandes proporções que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, buscando discutir os fatores que contribuíram para os desastres climáticos do estado, com foco na governança ambiental e na comparação com modelos adotados em outros países. 

Como parte do cronograma de atividades, a equipe já realizou, em setembro de 2025, uma missão técnica em Brumadinho (MG), local atingido pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em janeiro de 2019. Em outubro do mesmo ano, os pesquisadores também visitaram Mariana (MG), cidade afetada pelo rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, ocorrido em novembro de 2015. Mais recentemente, em fevereiro deste ano, a equipe esteve em Nova Orleans, nos Estados Unidos (EUA), região fortemente impactada pelo furacão Katrina no ano de 2005.

O projeto ainda prevê uma missão técnica em Valência, na Espanha, ampliando a base comparativa entre o contexto do Rio Grande do Sul e experiências internacionais relacionadas à gestão e mitigação de desastres ambientais.

Fonte: Divisão de Divulgação Institucional UFSM-PM, com informações da coordenação do projeto

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