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A mulher que encomendava livros



Giuliana Matiuzzi- giuseerig@gmail.com
Iuri Müller – iuri.muller@gmail.com
Maurício Brum –mauribrum@gmail.com

Falar sobre o desperdício de verbas para a compra de livro: em que pilhas de documentos confusos, em que setor obscuro esse dinheiro se estagnava. Nossa determinação era descobrir como isso acontecia e quem estava deixando de utilizar uma verba preciosa para a manutenção do acervo bibliotecas da nossa universidade. Se cada curso tinha seu orçamento e os pedidos não chegavam, o dinheiro público ficava sem cumprir sua função – pensamos. Para a nossa surpresa, no entanto, não encontramos burocracias nem processos complexos, tampouco constatamos o desuso que nos moveu a começar a reportagem.

Nossa principal fonte foi a servidora Marisa Severo, que nos recebeu entusiasmada com a idéia de publicizar o funcionamento do processo de compra de livros. Ela se dispõe a investir cada centavo da verba anual – desde que, é claro, tenha em mãos os pedidos de títulos requisitados pelos professores. Os desafios? Participação mais ativa de docentes e acadêmicos. O que Marisa espera é que haja envolvimento  por parte da comunidade universitária  com o seu trabalho de encomendar livros. A pauta se reestruturava, os rumos mudavam. Mas descobrimos que contar essa história também era importante.

Marisa usa seu bom senso e experiência de anos de labuta bibliotecária para equilibrar as compras das mais diversas graduações. Na ponta da língua, os mais emprestados de anatomia, literatura, engenharia: sua memória guarda as demandas bibliográficas de cada curso da UFSM. Paciência acompanha o entusiasmo que a fez receber a reportagem da .txt duas vezes, para longas conversas. Expressão desanimada só quando lhe faltam meios para adquirir algum título: seja pela de dados completos, por edições esgotadas, editoras não-comerciais que pecam na distribuição de exemplares. De resto, Marisa converte o processo de seleção e licitação dos livros e demais materiais em algo simples – assim as coisas deveriam ser em muitos outros setores da universidade.

Das telas do site onde ocorrem as licitações às caixas que chegam à Biblioteca Central, tudo é acompanhado pela funcionária. Ela nos mostra livros com páginas faltantes, com erros, ou trocados. Esses são retirados, para que outros, completos, ocupem as prateleiras. O trabalho de Marisa e dos outros três servidores do seu setor, alocados ao fim de um corredor onde quase ninguém passa, é silencioso: pouca gente sabe ou vê. E é silenciosamente que ele se alastra pelas prateleiras.

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