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Símbolos ocultos na UFSM



Camila Marchesan – camila.m.cargnelutti@gmail.com
Fernanda Arispe – fernandaarispe.jornalufsm@yahoo.com.br
Julia do Carmo – juliadocarmo.jornalismoufsm@hotmail.com

Todos os dias milhares de estudantes desembarcam no Campus da UFSM. Logo na entrada, são recebidos por uma Bússola gigante que lhes indica que aquele é o caminho para o conhecimento. Assim como a Bússola, existem outros monumentos no Campus  repletos de simbologias. Seguindo até o final da Avenida Roraima encontramos aquele que mais aguça a imaginação dos estudantes: o monumento em homenagem a Mariano da Rocha. Não há quem nunca tenha ouvido teorias a respeito da imponente construção em frente à Reitoria. Algumas delas envolvem águias, faróis, a letra “M” de Mariano e a maçonaria. Em busca do significado do monumento, a equipe da  .txt procurou Francisco José Mariano da Rocha, atual Diretor do Planetário da UFSM e filho de Mariano da Rocha.

Uma das teorias mais conhecidas para o significado do monumento envolve a maçonaria.  Ela diz que a arquitetura da construção é baseada na simbologia maçônica, já que Mariano da Rocha era um maçom. Quando chegamos à sala de Francisco Mariano da Rocha para descobrir o que o monumento significa, acreditávamos que falar sobre esse assunto, não seria uma tarefa fácil. Mas, para nossa surpresa, foi Francisco que resolveu esclarecer a questão: “As pessoas enxergam esquadros, compassos e “emes” no monumento e ligam isso à maçonaria. Não é! Mariano era Cavaleiro Templário e Cavaleiro de Malta. Ele até foi iniciado na maçonaria, mas largou a ordem”, releva.

Francisco nos contou que o pertencimento de seu pai à Ordem dos Cavaleiros de Malta trouxe muitos benefícios para a UFSM: “Ser da ordem abriu muitas portas para Marianinho. Em suas viagens ao exterior, ele entrou em contato com muitos Cavaleiros de Malta importantes, que o ajudaram no início da implantação da UFSM”.

Faltava descobrir se a família de Mariano ainda mantinha relações com a Ordem. Mas como fazê-lo? Até que uma ideia surgiu: “Francisco, a Ordem dos Cavaleiros de Malta ainda existe?” – perguntou uma aspirante à jornalista, querendo descobrir mais do que perguntava. Foi quando Francisco sorriu, talvez tenha percebido as intenções da pergunta, e colocando a mão em seu bolso retirou um chaveiro. Branco, com uma cruz vermelha no centro: a cruz de Malta.

Naquele momento percebemos que as teorias conspiratórias formuladas acerca do significado do monumento e sobre a família Mariano da Rocha tinham um fundo de razão. O monumento é coberto de referências a uma ordem secreta. E a família Mariano da Rocha pertence a uma ordem secular, que, apesar de não ser secreta, é envolta em mistérios. A ordem não era a maçonaria, como muitos apostavam, mas sim a Ordem dos Cavaleiros de Malta.

A Ordem dos Cavaleiros Templários

A Ordem dos Templários ou dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão foi fundada na Primeira Cruzada de 1096, com o propósito original de proteger militarmente os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista. Depositários de imensas fortunas, os templários foram alvos da cobiça do Rei Felipe, o Belo, da França, que necessitando de dinheiro, em conseqüência das incessantes guerras que movia aos seus vizinhos e temeroso do poderio dos Cavaleiros Templários, resolveu apoderar-se dos bens da Ordem. Acusados de heresia perante a inquisição, os Templários foram denunciados por possuírem um esoterismo particular, sendo caluniados, espoliados e martirizados. Hoje os Templários estão espalhados por todos os países onde dedicam suas atividades em prol do progresso do ser humano de forma integral, como ajuda a orfanatos, amparo à velhice e às crianças desamparadas, oferecendo estímulo moral e material aos cientistas e estudiosos.

Cavaleiros de Malta

A Ordem de Malta ou Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rhodes e de Malta, é uma organização internacional católica fundada no ano de 1099, na Terra Santa, durante as Cruzadas. A Ordem era encarregada de assistir e proteger os peregrinos àquela terra. Devido às contínuas invasões muçulmanas, os Cavaleiros de Malta adotaram a filosofia guerreira dos Templários e rapidamente dedicaram-se à defesa Militar da Cristandade. Sua estrutura básica é bastante parecida com a dos templários, porém com um maior enfoque em saúde e medicina.Atualmente, a Ordem de Malta é uma organização humanitária soberana internacional, reconhecida como entidade de direito internacional. A Ordem dirige hospitais e centros de reabilitação em todo o mundo. Possui 12.500 membros, 80.000 voluntários permanentes e 20.000 profissionais da saúde associados, incluindo médicos, enfermeiros, auxiliares e paramédicos.

 

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