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WeeCaps é selecionada para o Programa Mulheres Inovadoras 2026 e representa o Sul do país em aceleração nacional

Fundada a partir de pesquisa acadêmica em Santa Maria, startup leva tecnologia de proteção de ingredientes funcionais ao ecossistema nacional de empreendedorismo feminino.



A deeptech WeeCaps, especializada em tecnologia de microencapsulação para as indústrias alimentícia e farmacêutica, foi selecionada entre 638 propostas para a 7ª edição do Programa Mulheres Inovadoras (2026), iniciativa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A startup é uma das dez representantes da Região Sul na categoria de validação e participa, até setembro, de uma trilha intensiva de 8 semanas de aceleração com mentoras do setor público e privado. A aprovação garante R$ 60 mil para investimento no negócio, com a oportunidade de disputar o prêmio final de R$ 120 mil após a apresentação para a Banca de Avaliação Regional.

Liderada pela CEO e fundadora Thaiane Marques, doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos, a WeeCaps utiliza a microencapsulação para proteger ingredientes sensíveis, como probióticos, vitaminas, minerais e proteínas, contra variações severas de temperatura, oxigênio e pH durante o processamento industrial. O modelo de negócio já atraiu parcerias estratégicas de inovação aberta com gigantes como a M. Dias Branco e viabilizou o desenvolvimento de uma máquina de encapsulação com tecnologia própria.

Thaiane Marques, CEO e fundadora da WeeCaps, lidera a deeptech selecionada entre centenas de propostas no Mulheres Inovadoras 2026. (Foto: WeeCaps)

“Esses ingredientes normalmente são inativados em condições drásticas. Nossa tecnologia dá essa proteção para que o ativo permaneça íntegro e leve os benefícios reais até o consumidor final”, explica a executiva.

A transição da bancada acadêmica para o mercado ocorreu durante a pandemia de 2020. Logo após defender o doutorado

 e diante da estagnação do mercado corporativo, Thaiane percebeu que sua pesquisa com probióticos atendia à crescente busca da população por imunidade e saúde intestinal. Sem capital inicial, a empreendedora inseriu a WeeCaps na Pulsar Incubadora e captou recursos em editais de fomento, como Centelha, Fapergs e CNPq, para estruturar seu primeiro laboratório.

“Eu nem sabia o que significava uma startup direito. Foi por meio da universidade que fui entendendo o ecossistema e percebi que tínhamos uma deeptech, fundamentada em ciência profunda”, lembra Thaiane.

A aprovação no programa da Finep consolida uma trajetória que acumula prêmios como o Futuro da Terra, a presença no ranking 100 Startups para Prestar Atenção e a indicação de Thaiane entre os dez fundadores do ano no Startup Awards. A conquista ganha ainda um significado de superação pessoal para a CEO, que retornou recentemente da licença-maternidade.

“Sentia incertezas de como equilibrar meu filho e a empresa. Estar no programa confirma que estamos no caminho certo. Muitas vezes caímos na síndrome da impostora, mas a mensagem é ter coragem: dar o primeiro passo é o que faz as oportunidades surgirem”, conclui a fundadora da WeeCaps.

Texto: Felipe Trost, bolsista de jornalismo do InovaTec UFSM.

 

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