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Área de refugio e a resistência de insetos em milho Bt



 

A tecnologia do milho Bt se baseia na transferência e expressão de genes de resistência a insetos-praga, isolados da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt) (CARNEIRO et al., 2009). A ação contínua das proteínas ao longo de todo o ciclo das plantas Bt e a sua rápida disseminação representaram ameaças a durabilidade dessa tecnologia devido à forte pressão de seleção nos insetos-praga (HUANG et al., 2011; TABASHNIK et al., 2008).

Pode-se perceber que as plantas transgênicas — como é o caso do milho Bt — têm alta relevância e são uma alternativa no Manejo Integrado de Pragas (MIP) ao suprimir a população de alguns insetos-praga e consequentemente minimizar os danos causados à cultura. Contudo, o produtor que utiliza dessa tecnologia deve cumprir duas recomendações que foram feitas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio): a coexistência ou distância de isolamento e a regra do Manejo da Resistência de Inseto (MRI) com a utilização da área de refúgio para manter a tecnologia viável por mais tempo, a fim de que a resistência não evolua (Figura 1).

Fonte: Autora, 2022.

A coexistência ou distância de isolamento exige o uso de uma bordadura de
100 m isolando as lavouras de milho transgênico das lavouras de milho que se deseja manter sem transgênico. Também pode-se usar uma bordadura de 20 m, desde que sejam semeadas 10 fileiras de milho não transgênico (de porte e ciclo igual do milho transgênico), isolando a área que contém milho Bt (EMBRAPA, 2014).

A área de refúgio é aquela em que a praga-alvo irá sobreviver e se reproduzir sem a exposição à toxina Bt. Os insetos vindos dessa área acasalarão com os insetos sobreviventes das áreas plantadas com milho Bt, possibilitando a manutenção da suscetibilidade, ou seja, insetos suscetíveis irão acasalar com insetos resistentes, formando uma geração F1 heterozigota, que diminuirá a probabilidade de insetos resistentes em grande população, devido ao cruzamento com organismos que não apresentam os genes de resistência em seu DNA (Figura 2). O tamanho indicado é de 10% da área total e vale ressaltar que a área de coexistência pode ser contabilizada como refúgio desde que obedeça os 800 m de distância (EMBRAPA, 2014).

Fonte: Autora, 2022.

Conclui-se que as áreas de refúgio são indispensáveis para a manutenção da suscetibilidade dos insetos-praga à toxina, permitindo que as cultivares que contém esse gene de resistência permaneçam viáveis por mais tempo no mercado exercendo seu papel com excelência, assim, auxiliando o produtor rural no controle e diminuindo os danos causados nas culturas.

Autora:

Helen Maciel dos Santos, acadêmica do 6º semestre de Agronomia
e bolsista grupo PET Agronomia — Universidade Federal de Santa Maria

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