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Mulheres Sustentáveis e Transformadoras – Carina Petch, Natalia Batista e o ODS 13



Não é novidade que a questão climática vem se tornando uma preocupação para as organizações mundiais. Como explicado em nossa página, o aumento da temperatura da Terra traz consequências transversais e precisa ser amenizado imediatamente. 

Não por acaso que Greta Thunberg foi nomeada pela revista Time como a pessoa do ano de 2019. A ativista ambiental sueca de apenas 16 anos na época, iniciou suas ações contra o aquecimento global em agosto de 2018, quando abdicou de suas aulas e acampou durante dias na frente do parlamento sueco, protestando por ações mais efetivas para a mitigação do aumento da temperatura terrestre.

Desde então, as movimentações de Thunberg começaram a ser reconhecidas mundialmente e hoje, aos 18 anos, a ativista coleciona reuniões e entrevistas com chefes de Estado da Organização das Nações Unidas (ONU) e aparições em veículos midiáticos de grande notoriedade. Além disso, ela inspirou milhões de pessoas a se juntarem à greve climática global de 2019, a maior manifestação climática da história da humanidade. 

O caso de Thunberg serve para exemplificar o valor da movimentação estudantil e jovem frente às questões socioambientais. No dia 25 de março de 2021, foi realizada a  Aula Virtual pelo Clima, promovida pela Agência Íntegra, Mão na Mídia, Universidade Meio Ambiente (UMA) e pelo Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM-FW. O evento,  transmitido pelo canal do Youtube do Mão na Mídia, teve como destaque as falas de Amanda Costa e Renata Padilha e mediação do acadêmico de Relações Públicas da UFSM-FW Kawê Veronezi e da jornalista egressa da UFSM-FW Lívia Trindade. Nela, também foi abordado o poder da juventude frente às mudanças climáticas.

Percebendo essa realidade, a Agenda 2030 traz o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 13, que indica a Ação Contra a Mudança Global pelo Clima. 

Melhorar a educação, aumentar a conscientização e a capacidade humana e institucional sobre mitigação global do clima, adaptação, redução de impacto, e alerta precoce à mudança do clima”

Artigo 3 do ODS 13.

A Universidade Federal de Santa Maria tem uma série de ações que atendem esse ODS. No 13º episódio da série Mulheres Sustentáveis e Transformadoras, nós salientamos o “Projeto Interpolar de Formação de professores e oficinas pedagógicas sobre Antártida e Andes”,  coordenado pela professora Carina Petsch e co-orientado pela professora Natália Lampert. As duas se conheceram enquanto Lampert estava no programa de pós-graduação em Geografia, quando ela e Petsch trabalharam juntas em oficinas de cartografia do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). 

A ideia do projeto veio da professora Carina Petsch, que trabalha há muitos anos com a temática polar. Com graduação, mestrado e doutorado em Geografia, Petsch já havia realizado outras pesquisas relacionadas às mudanças climáticas. Desde que entrou na UFSM, Petsch pesquisa e realiza oficinas sobre a Antártida, mas foi no final de 2019, quando é celebrado em 1º de dezembro o dia da Antártida, que o projeto ganhou forma. 

Nesta data, ocorreu a primeira oficina voltada ao ensino das temáticas interpolares, realizada por Petsch e Natália Lampert, agora pós doutoranda. A partir daí, o Projeto Interpolar começou a dar seus primeiros passos. Iniciado formalmente em fevereiro de 2020, o projeto é voltado para a  criação de estratégias metodológicas para o ensino de Antártica e Andes com professores e alunos da educação básica, o trabalho extensionista é desenvolvido a partir da realização de formações de professores, oficinas pedagógicas com alunos e docentes e com a realização de eventos como a “Semana Polar” e o “Dia da Antártica”.

“Integrar medidas da mudança do clima nas políticas, estratégias e planejamentos nacionais”

Artigo 2 do ODS 13

O projeto foi registrado poucos dias antes do anúncio da pandemia, então suas atividades não foram afetadas tão gravemente. Entre elas, Lampert chama atenção para o curso “Casos de Antártida”, organizado todo em formato remoto. Realizado entre setembro e dezembro de 2020, essa capacitação tinha o objetivo de envolver futuros professores, atuais graduandos de Geografia de diferentes instituições,  que tinham interesse em aprender mais sobre a temática polar. A divulgação desta capacitação se deu via Instagram, pelo perfil do projeto Cartografia Viral, coordenado também pelas duas professoras. 

O curso teve três encontros síncronos, atividades assíncronas e uma palestra. Montado de forma lúdica, inspirado no programa do SBT Casos de Família, foram apresentados vários casos hipotéticos com uma série de questões equivocadas, em um segundo momento, era feita a identificação de todos os erros e era realizada uma discussão científica sobre eles. 

Justamente por ter sido realizado de forma remota, o curso atingiu estudantes de outras universidades, como a Universidade Federal Fluminense e a Universidade Federal de Pelotas. 

Lampert entrou no projeto graças ao convite de Petsch e diz: “Tenho uma admiração gigante pela professora Carina, que é uma pessoa muito inspiradora e que acabou me despertando para a visualização de outras temáticas dentro do ensino de Geografia que, até então, eram menos trabalhadas dentro do meu contexto de atuação”.

Natalia finaliza dizendo que todos os projetos que visam a formação de pessoas que estejam comprometidas com a realidade, seja a partir de discussões mais sociais ou ambientais, são centrais para a formação de cidadãos críticos e de uma sociedade mais justa.

As regiões polares são as mais afetadas pelo aquecimento global graças ao degelo. São diversas as espécies de animais que têm esses locais como hábitats naturais e correm risco de extinção. Ainda, durante esse processo ocorre a liberação de gases prejudiciais ao meio ambiente. Por isso é essencial a transmissão de conhecimentos sobre essas áreas tão importantes para o planeta Terra.

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