
A reitora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Martha Adaime, participou da 210ª reunião da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), realizada nos dias 24 e 25 de março, em Brasília.
Durante a programação, foram discutidos temas como a governança da Andifes e o futuro das universidades brasileiras. Entre os destaques, esteve a tramitação do projeto que propõe o fim da lista tríplice para a escolha de reitores e reitoras, já aprovado no Congresso Nacional e que aguarda sanção presidencial.
A agenda também incluiu a exibição do curta-metragem Esperança Equilibrista, produzido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com o Museu da Anistia, do Ministério da Justiça. A obra aborda episódios de condução forçada de reitores e reforça a importância da autonomia universitária.
O então ministro da Educação, Camilo Santana, apresentou ainda ações da atual gestão, como o programa Capes Global e avanços na rede de hospitais universitários, detalhados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Ao final da reunião, o Ministério da Educação anunciou a disponibilização de cerca de R$ 400 milhões para universidades federais em 2026, por meio de editais. Os recursos serão destinados a áreas como laboratórios, assistência estudantil e extensão universitária.
Fórum de ações afirmativas
Na sequência da agenda, nos dias 26 e 27 de março, a reitora da UFSM participou do 1º Fórum Nacional de Ações Afirmativas, promovido pelo Ministério da Igualdade Racial, em Brasília. O evento reuniu gestores, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir políticas de equidade racial no país.
O professor da UFSM Anderson dos Santos, que também participou do fórum, destacou a amplitude dos debates realizados durante o encontro. “O fórum discutiu diferentes temáticas sobre as quais as ações afirmativas têm sido delineadas. Discutimos as ações afirmativas em diferentes áreas: no mundo do trabalho, na educação, na saúde, na cultura e na participação política”, afirmou.
Ele também ressaltou a relevância das discussões para o aprimoramento das políticas públicas. “Nós discutimos muito as políticas de reserva de vagas, em especial as leis de cotas no ensino superior e nos concursos públicos, que são caminhos muito importantes e que precisam ser aprimorados”, explicou.
O fórum encerrou com a consolidação de propostas voltadas ao fortalecimento das políticas de ações afirmativas nas instituições públicas, com destaque para a ampliação do financiamento, o aprimoramento das leis de cotas e a criação de estruturas institucionais voltadas à promoção da equidade étnico-racial nas universidades.
Texto: Clara Basso bolsista da Assessoria de Comunicação do Gabinete da Reitoria