O potencial produtivo e as lacunas de rendimento da cultura do trigo no Brasil foram determinados a partir da metodologia do Global Yield Gap Atlas, já aplicada em mais de 83 países. As estimativas são resultado de 16 anos de simulações com modelos ecofisiológicos, considerando diferentes condições ambientais e sistemas de produção em todo o território nacional. 
A pesquisa foi conduzida por integrantes da equipe FieldCrops da Universidade Federal de Santa Maria, em colaboração com a University of Nebraska–Lincoln e a Kansas State University. Os pesquisadores se reuniram na segunda (06) para discutir e consolidar os resultados obtidos, que em breve estarão disponíveis no site oficial do projeto.
Os dados fazem parte da dissertação de mestrado de Marcos Dalla Nora, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Agronomia da UFSM, sob orientação do professor Alencar Júnior Zanon.
O estudo permite quantificar, em escala regional e nacional, as perdas de produtividade associadas ao manejo das lavouras de trigo. A partir dessas informações, torna-se possível identificar o potencial de melhoria em cada região, além de estabelecer limites mais claros para o retorno de investimentos em tecnologia e práticas de manejo, contribuindo para uma tomada de decisão mais eficiente no sistema produtivo do trigo no Brasil.