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Conselho do CCSH aprova Moção de Apoio à Greve dos TAEs da UFSM



O Conselho do Centro de Ciências Sociais e Humanas aprovou, em reunião realizada no dia 16 de março de 2026, a Moção de Apoio à Greve dos TAEs da UFSM.

 

No dia 23 de fevereiro, servidores e servidoras Técnico-Administrativos e Administrativas em Educação (TAEs) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) entraram em greve pela defesa da educação pública e pelo respeito aos direitos já conquistados. O movimento na Universidade faz parte de uma greve nacional organizada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA), reunindo servidores e servidoras de universidades e institutos federais em todo o país. Até o momento, mais de 51 Instituições Federais de Ensino (IFE) já aderiram à greve em todo o país.
A principal reivindicação é o cumprimento do Termo de Acordo de Greve nº 11/2024 firmado ao final da paralisação nacional de 2024. Parte do acordo vem sendo cumprida: após 7 anos sem reajuste salarial, os servidores receberam 9% de recomposição em 2025 e vão receber outros 5%
em abril deste ano. Entretanto, outras cláusulas importantes do acordo, que visam à manutenção e a qualificação das instituições de ensino superior públicas brasileiras, ainda não foram cumpridas. São elas:

1) Que a valorização dos(as) servidores(as) por meio do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), elaborado pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC), seja amplo e irrestrito, incluindo aposentados, pensionistas, servidores em estágio probatório e
doutores;
2) Jornada de 6 horas diárias e 30 horas semanais, sem redução salarial, para toda a categoria;
3) Aceleração na carreira para aposentados e pensionistas;
4) Correção das injustiças no reposicionamento dos aposentados no Plano de Carreira dos Cargos Técnico Administrativos em Educação (PCCTAE);
5) Democracia nas Instituições Federais de Ensino: paridade nos órgãos colegiados; eleições diretas e no mínimo paritárias para Reitoria; fim da lista tríplice; que TAEs possam ser eleito para cargos de direção, inclusive Reitoria;
6) Plantão de 12 por 60 horas para servidores do Hospital Universitário;
7) Manutenção da matriz salarial única, com a definição do Nível E como referência para os demais níveis, a partir das porcentagens definidas no acordo;
8) Manutenção do “step” salarial único e constante;
9) Concurso público para Tradutor Intérprete de Língua de Sinais/Língua Portuguesa;
10) Racionalização dos cargos suspensos, vagos e a vagar, para frear o avanço da terceirização.

A greve é uma ferramenta extrema, mas necessária frente às circunstâncias, afinal a categoria não pode ser desmoralizada com o cumprimento apenas parcial do termo de acordo de greve de 2024. Ainda, a greve é uma ferramenta legítima na defesa dos(as) trabalhadores(as) e da
educação pública e pode ser exercida por todos os TAEs. Além disso, nenhuma conquista de melhores condições para os servidores das universidades brasileiras veio sem mobilização: defender as IFEs é defender a qualidade dos servidores que garantem a continuidade da ciência,
da pesquisa e da inovação brasileiras.

A decisão dos TAEs pela adesão ao movimento nacional de greve da categoria foi aprovada em assembleia, em 19 de fevereiro. A reitoria da UFSM foi formalmente notificada dentro dos prazos legais e já visitou o lonão do Comando Local de Greve, instalado no estacionamento em
frente ao INPE, na entrada do campus sede da UFSM. Na ocasião, a reitora e o vice-reitor dialogaram com os grevistas, declararam apoio ao movimento e se comprometeram a transmitir as reivindicações da categoria nos espaços competentes. O Comando Local de Greve segue em
diálogo com a reitoria, pró-reitorias, direções de unidades e chefias de setores: serviços considerados essenciais, como o Hospital Universitário e Veterinário, mantêm o mínimo de 30% do efetivo no setor mesmo durante a greve.

Ciente das circunstâncias que levaram a categoria ao estado de greve, este conselho manifesta seu apoio ao movimento por meio desta moção.

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