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O RETORNA ÀS AULAS (A PRESSA É AMIGA DA IMPERFEIÇÃO)



A seguinte contribuição faz parte da iniciativa Educar e Cuidar [clique e saiba mais]
e é de inteira responsabilidade do autor do texto. Contribua você também!

Helenise Sangoi Antunes

Profª Titular do Dpto de Metodologia de Ensino UFSM/Ex-Diretora do CE

Espero que o governador do Estado do Rio Grande do Sul tenha o mesmo cuidado e zelo no que se refere ao retorno das aulas no Rio Grande do Sul, como está tendo com outros setores do referido Estado. Pois, a educação é um setor muito complexo e dinâmico. Diria mais, se estamos agora com uma possibilidade de retorno de alguns setores tem muito haver com a decisão de lideranças sérias e comprometidas com a vida humana que decidiram pelo cancelamento das aulas presenciais.  Neste sentido, me refiro aos Reitores (as), Pró-reitores (as), Diretores (as) de Centros de Ensino, Coordenadores (as) de Cursos de Graduação e Pós-Graduação, Chefias de Departamentos, professores (as), Técnicos(as) administrativos(as) em  Educação, estudantes,  coordenadorias de Ensino, Secretarias de Educação, Secretarias de Saúde, Ministério Público, Prefeitos(as)… a  lista deve ser bem maior e presto o meu reconhecimento a todos eles e elas.  Espero que o governador continue ouvindo todos eles (elas), principalmente porque a possível retomada das aulas em junho ou julho de 2020 precisa ter uma contrapartida muito séria por parte do Governo do Estado do RS e do próprio Ministério da Educação e Ministério da  Saúde.

          Justifico esta afirmação porque precisamos ter uma contrapartida significativa do poder público no que se refere ao retorno das aulas: higiene nos banheiros, limpeza das mesas e cadeiras ao término de cada turno, higiene ampliada nos refeitórios, nos brinquedos da educação infantil, nas pracinhas, … sem falar no álcool gel e no uso obrigatório da  máscara por toda a comunidade escolar e universitária. Mas será que isto terá que ser feito também pelos professores (as)? Será que teremos que comprar álcool gel e desinfetantes para limparmos as mesas das escolas, dos Institutos federais e das universidades? Será que as educadoras de educação infantil terão que limpar também todos os brinquedos entre um turno ou outro? Haverá possibilidade de contratação de professores substitutos de forma emergencial para substituir os docentes que  se encontram na situação de vulnerabilidade do vírus e/ou apresentam doenças crônicas?  Ou a nossa comunidade pensa que na Universidade Federal de Santa Maria, nas outras escolas públicas, Universidades Públicas e Institutos Federais a realidade de contingenciamento de recursos financeiros é diferente? 

          Muitos(as) Reitores (as) tiveram  que demitir vários funcionários(as)  terceirizados(as) em função do contingenciamento imposto pelo Congresso Nacional em  função do teto de gastos públicos. Esta situação foi alterada nas Universidades, Institutos Federais e Escolas Públicas do país?  Infelizmente, não. Então, na condição de mãe, pesquisadora e educadora solicito muita cautela e planejamento no que se refere ao retorno em junho ou julho das aulas presenciais no Estado do Rio Grande do Sul. Me parece que a pressa é com certeza amiga da imperfeição. E neste contexto atual pode significar mais perdas de vidas humanas. E o estrago será com certeza, muito maior que se pode imaginar.  Investimento público, planejamento, capacidade de ouvir a todos e todas e paciência no contexto atual  tendo salvo muitas vidas.

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