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Missão Técnica da UFSM-PM em Nova Orleans (EUA) analisa governança ambiental após desastre climático



Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), campus Palmeira das Missões, realizou, entre os dias 23 e 27 de fevereiro de 2026, uma missão técnica em Nova Orleans e região, nos Estados Unidos. A atividade integra o projeto de pesquisa intitulado “O que nos fez chegar aos desastres climáticos do Rio Grande do Sul? Análise da governança ambiental do estado por meio das regiões de desenvolvimento sob perspectiva de experiências internacionais”.

O estudo está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Agronegócios (PPGAGR/UFSM-PM) e busca compreender os fatores que contribuíram para os desastres climáticos que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, com ênfase na governança ambiental e na comparação com experiências internacionais relacionadas à gestão de riscos e adaptação a eventos extremos. A escolha da região de Nova Orleans para a missão ocorreu em função de seu histórico recente com desastres naturais. A cidade foi fortemente impactada pelo furacão Katrina, em agosto de 2005, evento que se tornou referência internacional em estudos sobre políticas públicas, infraestrutura de proteção e estratégias de recuperação após catástrofes ambientais.

A equipe foi composta pelo coordenador do projeto, professor Dr. Nelson Guilherme Machado Pinto, do Departamento de Administração e coordenador do PPGAGR, e pelos mestrandos Thiago Machado Budó e Almyr Heitor Prediger Godoy. Durante a missão, os pesquisadores buscaram aprofundar conhecimentos sobre os impactos das mudanças climáticas e os modelos de governança das águas adotados na região após o furacão.

As atividades ocorreram principalmente na Universidade de Tulane, onde o grupo participou de seminários, reuniões técnicas e atividades de campo, possibilitando o contato direto com especialistas e com a realidade local. A programação incluiu ainda observações em áreas de pântano, com foco em processos como perda de terras, elevação do nível do mar e subsidência do solo, além de visitas a diques, muros de contenção e bairros afetados pelo Katrina.

A agenda também contou com uma palestra interdisciplinar realizada na universidade norte-americana, conduzida pelo professor Nelson Guilherme, além de reuniões técnicas no ByWater Institute e no Stone Center for Latin American Studies, ambos vinculados à Universidade de Tulane. Nessas ocasiões, foram discutidos os impactos das enchentes e os desafios enfrentados pelas comunidades locais na gestão e mitigação de riscos ambientais.

Durante a missão, os pesquisadores também visitaram o Rio Mississippi, em Nova Orleans, com o objetivo de analisar as estruturas de proteção, a infraestrutura hídrica, as estratégias adotadas para reduzir riscos de novos desastres e o fortalecimento da resiliência frente a eventos climáticos extremos.

Para o coordenador do projeto, Nelson Guilherme Machado Pinto, a experiência, dedicada à análise dos fatores climáticos e à governança ambiental em contextos urbanos vulneráveis, contribuiu para ampliar a compreensão sobre os desafios da relação entre sociedade e meio ambiente no cenário avaliado. “A jornada de estudos permitiu realizar observações de campo, discussões técnicas e reflexões interdisciplinares sobre resiliência, políticas públicas e estratégias de adaptação climática. O principal ensinamento é reconhecer que o problema existe para aprender a conviver com ele”, destacou.


Sobre o projeto

O projeto foi aprovado no Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Voltado a Desastres Climáticos, em dezembro de 2024, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). A pesquisa tem como foco as enchentes de grandes proporções que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, buscando discutir os fatores que contribuíram para os desastres climáticos do estado, com foco na governança ambiental e na comparação com modelos adotados em outros países. 

Como parte do cronograma de atividades, a equipe já realizou, em setembro de 2025, uma missão técnica em Brumadinho (MG), local atingido pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em janeiro de 2019. Em outubro do mesmo ano, os pesquisadores também visitaram Mariana (MG), cidade afetada pelo rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, ocorrido em novembro de 2015. Nessas ocasiões, o objetivo foi dialogar com órgãos governamentais responsáveis pelos acordos de reparação relacionados aos desastres ambientais.

O projeto ainda prevê missões técnicas no Japão e na Espanha, ampliando a base comparativa entre o contexto do Rio Grande do Sul e experiências internacionais relacionadas à gestão e mitigação de desastres ambientais.

 

Divisão de Divulgação Institucional, com informações da coordenação do projeto
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