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Docente da UFSM/PM é contemplada em prêmio nacional sobre ruralidades e feminismos



Docente do curso de Enfermagem, do Campus da UFSM em Palmeira das Missões (UFSM/PM), Marta Cocco foi uma das contempladas na 5ª edição do Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos. Trata-se de um reconhecimento nacional destinado a valorizar produções acadêmicas e trajetórias comprometidas com a promoção da justiça social, da equidade de gênero e do fortalecimento das populações do campo.

A cerimônia de premiação ocorreu na última quarta-feira (19), em Brasília, reunindo pesquisadores e representantes de instituições de diferentes regiões do país. O prêmio é organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e tem como objetivo reconhecer artigos acadêmicos, ensaios inéditos, relatos de experiências e memórias que contribuam para o debate sobre ruralidades e feminismos, incentivando a construção de territórios feministas, agroecológicos e emancipatórios no Brasil.

Para a professora Marta Cocco, a premiação representa o reconhecimento de uma trajetória dedicada à produção de conhecimento científico comprometido com os direitos humanos, a saúde coletiva, a equidade e a valorização das mulheres, especialmente aquelas que vivem em contextos rurais. Ao longo de sua carreira, a docente tem desenvolvido pesquisas e ações de extensão voltadas às desigualdades sociais, vulnerabilidades e violências enfrentadas por mulheres em diferentes territórios rurais, consolidando sua atuação como referência nacional na área.

O prêmio homenageia Margarida Maria Alves (1943-1983), líder sindical paraibana e uma das maiores referências na luta pelos direitos dos trabalhadores rurais no Brasil. Durante sua atuação no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande (PB), enfrentou injustiças, combateu o analfabetismo, defendeu a reforma agrária e os direitos das mulheres do campo. Sua trajetória foi interrompida de forma violenta em 1983, quando foi assassinada em razão de sua militância, tornando-se símbolo nacional de resistência e da defesa dos direitos humanos.

Contempla a premiação a publicação de um capítulo de livro intitulado: “Violência contra mulheres rurais: representações, significados e dimensões no campo da saúde no sul do Brasil”, que teve como coautoras as docentes: Alice do Carmo Jahn, Ethel Bastos da Silva e Jaqueline Arboit.

 

Matéria: Portal UFSM

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