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Pesquisador do Laboratório Corpus lança romance premiado na Bienal do Livro de São Paulo



    No próximo sábado, Enéias Tavares (UFSM), professor do Departamento de Letras Clássicas e Linguística e pesquisador do laboratório Corpus, lançará o romance “Lição de anatomia do temível Dr. Louison” na Bienal do Livro de São Paulo. Será o primeiro volume da série Brasiliana Steampunk, série que objetiva reinterpretar os heróis da literatura nacional do século 19 e início do 20 em um cenário retrofuturista. O texto venceu o concurso literário do selo Fantasy, da Editora Casa da Palavra/Leya, entre mais de 1400 autores inscritos.   Questionado sobre o título da série, Tavares explica. “‘Brasiliana’ porque trata dos nossos cenários tupiniquins, com ruas, cores, cheiros, cenários e sensações que nos são reconhecíveis e atraentes, além de todo o panteão literário que é reinterpretado no decorrer da trama. Quanto ao elemento ‘Steampunk’, esse sub-gênero da ficção-cientifica contemporânea, queria algo que se passasse entre o final do século 19 e o início do 20 e que fosse charmoso, decadente, com um cheirinho agradável de mofo e um verniz meio descascado de algo que fora belo.”     No centro do enredo, que se passa em 1911, temos o assassino serial Antoine Louison e o investigador Pedro Britto Cândido. A história trata da investigação, da prisão e da fuga de Louison, bem como dos motivos que o levaram a matar nove pessoas. A inovação narrativa está nas vozes que contam a história: personagens clássicos da literatura brasileira que figuram como coadjuvantes. A primeira parte é narrada por Isaías Caminha, a segunda por Simão Bacamarte, a terceira por Soulfieri, Rita Baiana e Bento Alves, entre outros. Entremeando essas textualidades, peças visuais com anúncios de época, galeria de personagens e mapas da cidade de Porto Alegre dos Amantes em 1911 serão divulgados no decorrer dos próximos meses nas redes sociais e no website da série literária, que deve estar no ar entre outubro e novembro.   Segundo o criador, “a ideia é tornar o projeto amplo o bastante para comunicar a diferentes faixas etárias e a diferentes públicos. Adoraria vê-lo na escola, e penso que a reinterpretação que proponho pode despertar a atenção de muitos jovens leitores para os nossos textos literários tradicionais, para além das leituras tradicionais que objetivam apenas o vestibular ou a discussão calcada nos períodos e nos estilos literários, algo que sempre vi como parcialmente problemático no ensino de uma arte. Affonso Solano, numa entrevista, mencionou que Brasiliana Steampunk ‘mitifica o herói nacional através do entretenimento’, o que achei mais do que adequado como descrição do romance.”     Sobre o que esperar da trama, Tavares menciona que o enredo deste primeiro volume apresenta um mosaico textual que o leitor vai montando à medida que segue na leitura. No decorrer da leitura, perguntas sobre o passado e o futuro da trama vão surgindo. Algumas sendo respondidas, outras não. Entre elas: O que aconteceu entre os eventos descritos em O Ateneu e o que vemos de Sergio e Bento Alves como aventureiros do oculto? O que aconteceu entre O Cortiço e a criação do Palacete dos Prazeres, prostíbulo de luxo administrado por Rita Baiana, Pombinha e Léonie? O que seria o Parthenon Místico e qual a história da Ilha do Desencanto? “Como se pode notar, o que proponho é um diálogo direto com os autores da nossa tradição e suas obras. Caso consigamos conquistar o interesse do público, tais perguntas serão respondidas nos romances futuros. Mas indiferente desses planos, o que eu desejo é que os leitores apreciem e se divirtam com a leitura. Eu me diverti muito montando esse quebra cabeça narrativo e literário.”   O romance estará à venda no estande da Editora Leya (N250)  durante toda a Bienal, que acontece no pavilhão de exposições do Anhembi, entre os dias 22 e 31 de agosto. A sessão de autógrafos com Enéias Tavares e outros autores da Casa da Palavra/Leya acontecerá no dia 30, sábado, 15h. Em Santa Maria, o lançamento está programado para o dia 04 de Outubro, na livraria Athena. Em Porto Alegre, no dia 10 de outubro na Casa Cultural Tony Petzhold.     No próximo sábado, Enéias Tavares (UFSM), professor do Departamento de Letras Clássicas e Linguística e pesquisador do laboratório Corpus, lançará o romance “Lição de anatomia do temível Dr. Louison” na Bienal do Livro de São Paulo. Será o primeiro volume da série Brasiliana Steampunk, série que objetiva reinterpretar os heróis da literatura nacional do século 19 e início do 20 em um cenário retrofuturista. O texto venceu o concurso literário do selo Fantasy, da Editora Casa da Palavra/Leya, entre mais de 1400 autores inscritos.   Questionado sobre o título da série, Tavares explica. “‘Brasiliana’ porque trata dos nossos cenários tupiniquins, com ruas, cores, cheiros, cenários e sensações que nos são reconhecíveis e atraentes, além de todo o panteão literário que é reinterpretado no decorrer da trama. Quanto ao elemento ‘Steampunk’, esse sub-gênero da ficção-cientifica contemporânea, queria algo que se passasse entre o final do século 19 e o início do 20 e que fosse charmoso, decadente, com um cheirinho agradável de mofo e um verniz meio descascado de algo que fora belo.”     No centro do enredo, que se passa em 1911, temos o assassino serial Antoine Louison e o investigador Pedro Britto Cândido. A história trata da investigação, da prisão e da fuga de Louison, bem como dos motivos que o levaram a matar nove pessoas. A inovação narrativa está nas vozes que contam a história: personagens clássicos da literatura brasileira que figuram como coadjuvantes. A primeira parte é narrada por Isaías Caminha, a segunda por Simão Bacamarte, a terceira por Soulfieri, Rita Baiana e Bento Alves, entre outros. Entremeando essas textualidades, peças visuais com anúncios de época, galeria de personagens e mapas da cidade de Porto Alegre dos Amantes em 1911 serão divulgados no decorrer dos próximos meses nas redes sociais e no website da série literária, que deve estar no ar entre outubro e novembro.   Segundo o criador, “a ideia é tornar o projeto amplo o bastante para comunicar a diferentes faixas etárias e a diferentes públicos. Adoraria vê-lo na escola, e penso que a reinterpretação que proponho pode despertar a atenção de muitos jovens leitores para os nossos textos literários tradicionais, para além das leituras tradicionais que objetivam apenas o vestibular ou a discussão calcada nos períodos e nos estilos literários, algo que sempre vi como parcialmente problemático no ensino de uma arte. Affonso Solano, numa entrevista, mencionou que Brasiliana Steampunk ‘mitifica o herói nacional através do entretenimento’, o que achei mais do que adequado como descrição do romance.”     Sobre o que esperar da trama, Tavares menciona que o enredo deste primeiro volume apresenta um mosaico textual que o leitor vai montando à medida que segue na leitura. No decorrer da leitura, perguntas sobre o passado e o futuro da trama vão surgindo. Algumas sendo respondidas, outras não. Entre elas: O que aconteceu entre os eventos descritos em O Ateneu e o que vemos de Sergio e Bento Alves como aventureiros do oculto? O que aconteceu entre O Cortiço e a criação do Palacete dos Prazeres, prostíbulo de luxo administrado por Rita Baiana, Pombinha e Léonie? O que seria o Parthenon Místico e qual a história da Ilha do Desencanto? “Como se pode notar, o que proponho é um diálogo direto com os autores da nossa tradição e suas obras. Caso consigamos conquistar o interesse do público, tais perguntas serão respondidas nos romances futuros. Mas indiferente desses planos, o que eu desejo é que os leitores apreciem e se divirtam com a leitura. Eu me diverti muito montando esse quebra cabeça narrativo e literário.”   O romance estará à venda no estande da Editora Leya (N250)  durante toda a Bienal, que acontece no pavilhão de exposições do Anhembi, entre os dias 22 e 31 de agosto. A sessão de autógrafos com Enéias Tavares e outros autores da Casa da Palavra/Leya acontecerá no dia 30, sábado, 15h. Em Santa Maria, o lançamento está programado para o dia 04 de Outubro, na livraria Athena. Em Porto Alegre, no dia 10 de outubro na Casa Cultural Tony Petzhold.

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