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Animais mortos em loja da Cobasi durante inundação em Porto Alegre

Em maio de 2024, durante as fortes chuvas que atingiram o estado do Rio Grande do Sul (RS), duas lojas da Cobasi, em Porto Alegre, foram inundadas. Uma unidade se localizava no shopping Praia de Belas, e a outra no bairro São Geraldo. Esse acontecimento resultou na morte de 175 animais, de acordo com a Polícia Civil, porém, apenas 38 carcaças foram encontradas, incluindo peixes, aves e roedores. A Defensoria Pública do Estado do RS iniciou uma ação indenizatória de R$ 50 milhões contra a empresa. Já a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o acontecido, e indiciou a Cobasi por crime ambiental. A empresa foi proibida, pelo Tribunal de Justiça do RS, de comercializar animais em shopping centers no Brasil.

 

Causas

Inundação da loja da Cobasi no subsolo do shopping Praia de Belas, em Porto Alegre, que levou à morte dos animais que estavam na unidade.

Inundação da loja da Cobasi no bairro São Geraldo, em Porto Alegre. Voluntários se deslocaram até à loja depois de uma denúncia de que os animais permaneciam na unidade desde o início da inundação. Os animais foram resgatados e transportados para outra loja, porém alguns morreram por terem ficado isolados por dias.

 

Gerenciamento

No dia 19 de maio de 2024, o Corpo de Bombeiros, a Delegacia do Meio Ambiente e a ONG Princípio Animal visitaram a loja do shopping Praia de Belas, para encontrar possíveis animais vivos e fotografar a unidade, mas não conseguiram ver nenhum animal.

No dia 23 de maio de 2024, a Polícia Civil realizou uma vistoria na loja do shopping Praia de Belas, encontrando 38 carcaças de peixes, aves e roedores. Na mesma ocasião, também foi percebido o fato de que CPUs utilizados para pagamento, que estavam no subsolo, foram transportados até o mezanino da unidade, que não foi alagado.

Em 31 de maio de 2024, a Defensoria Pública do Estado (DPE) do Rio Grande do Sul iniciou uma ação indenizatória de R$ 50 milhões contra a Cobasi, solicitando a proibição da venda de animais por parte da empresa e que não sejam utilizadas gaiolas presas em locais sujeitos a inundações.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o ocorrido e indiciou a Cobasi por crime ambiental, além de responsabilizar sete funcionárias da empresa por omissão diante do ocorrido.

A Cobasi celebrou um acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), no qual deve fornecer 500 casinhas plásticas, coleiras e potes, além de doar ração, durante um ano, para um abrigo da prefeitura de Porto Alegre. A Cobasi também deve elaborar um plano de contingência a fim de prevenir novos acidentes, incluindo o treinamento de seus colaboradores.

A empresa foi proibida, pelo Tribunal de Justiça do RS, de comercializar animais em shopping centers no Brasil.

 

Comunicação

No dia 17 de maio, a Cobasi emitiu uma nota dizendo que a loja Cobasi Praia de Belas foi deixada, emergencialmente, cumprindo as instruções das autoridades locais. De acordo com a empresa, a segurança dos animais foi garantida, além do essencial para a sobrevivência deles, até o retorno dos funcionários. Porém, a tragédia foi sem precedentes, e os animais morreram.

Já no dia 23 de maio, a empresa publicou uma nova nota, desmentindo o fato de que as CPUs foram salvas em detrimento da vida dos animais que estavam na loja. Segundo a Cobasi, tudo foi posto a mais de um metro de altura, mas a água, na noite de 04 de maio e na madrugada de 05 de maio, chegou aos 3,5 metros de altura. Somente 4 CPUs dos checkouts da loja foram transportadas ao andar superior, pois estavam a 20 centímetros do chão.

No dia 7 de junho, a Cobasi publicou uma nova nota para “contar a sua versão dos fatos”, alegando que as decisões foram feitas para proteger a vida dos animais e dos funcionários da loja. Na nota, a empresa apresenta diversos registros que mostram circulares do shopping Praia de Belas e mensagens de funcionários e gerentes do shopping, além de fotos da situação da unidade e de barreiras de sacos de areia postas na entrada da loja. Assim, a empresa buscou se defender e justificar suas ações diante do ocorrido, e ao fim da nota, lamentou o ocorrido.

 

Consequências e Impactos:

Morte de 175 animais, incluindo peixes, roedores e aves.

Imagem e reputação da empresa prejudicada e perda de clientes.

 

Aprendizados

Evacuação completa da loja em situações de emergência, incluindo animais.

Elaboração de plano de contingência para prevenir novos acidentes.

Treinamento para trabalhadores.