No dia 18 de setembro de 2024, o então CEO e presidente do Conselho do G4 Educação, Tallis Gomes, publicou uma fala machista em seu perfil na rede social Instagram, dizendo “Deus me livre de mulher CEO”, e que as mulheres CEOs não realizam o “melhor uso da energia feminina”. Após repercussões negativas, Gomes se retratou no dia seguinte, afirmando que não pretendia questionar a capacidade de uma mulher como CEO, e que utilizou o tom e os termos errados para relatar quem ele desejaria como mulher. No dia 21 de setembro, o G4 Educação comunicou que Gomes havia renunciado aos seus cargos na empresa, e que a nova CEO seria uma mulher, a sócia e diretora financeira da companhia, Maria Isabel Antonini. Gomes também foi expulso do conselho consultivo da marca de moda feminina Hope.
Causas
Fala machista publicada em 18 de setembro de 2024 por Tallis Gomes no seu Instagram, então CEO e presidente do Conselho do G4 Educação. Na ocasião, o homem disse “Deus me livre de mulher CEO”, afirmando que esse não é o “melhor uso da energia feminina”, que, segundo ele, tem de ser utilizada nos lugares corretos, família e lar. Além disso, Gomes escreveu que “o mundo começou a desabar” exatamente no momento em que o movimento feminista começou a impor à mulher que ela desempenhe a função de homem.
Gerenciamento
Depois do ocorrido, Gomes renunciou aos seus cargos de CEO e de presidente do Conselho no G4 Educação, e a sócia e então diretora financeira da companhia, Maria Isabel Antonini, foi nomeada para assumir a posição de CEO da empresa.
A marca de moda feminina Hope expulsou Gomes do seu conselho consultivo. Antes dessa decisão, a herdeira e sócia-diretora da organização, Sandra Chayo, havia defendido o homem em suas redes sociais, provocando uma repercussão negativa.
Comunicação
No dia seguinte ao ocorrido, Gomes postou um story no Instagram, no qual afirmou que não pretendia questionar a capacidade de uma mulher como CEO, e que utilizou o tom e os termos errados para relatar, única e exclusivamente, quem ele desejaria como mulher. Na oportunidade, o homem reconheceu seu erro, pediu desculpas pelo ocorrido e disse que suas palavras não refletem o que o G4 é como empresa.
Após o ocorrido, o G4 Educação publicou uma nota, na qual afirmou não compactuar com as palavras de Gomes, e que elas não refletem a trajetória e o pensamento da empresa. Ainda, a organização declarou se orgulhar por ter colaborado na formação de centenas de executivas de êxito, comunicando que seguiria comprometida com essa causa.
Em 21 de setembro de 2024, Gomes postou um comunicado, informando que havia tomado a decisão de se afastar de seus cargos de CEO e de presidente do Conselho do G4. Na ocasião, ele também disse que se manifestou de maneira inaceitável acerca do papel das mulheres, e que aquilo era injustificável.
Ainda no dia 21 de setembro de 2024, o G4 Educação também publicou um comunicado, anunciando a renúncia de Gomes dos seus cargos de CEO e de presidente do Conselho da empresa, e a nomeação de Maria Isabel Antonini, sócia e então CFO do G4 Educação, como a nova CEO. A empresa encerrou o comunicado reafirmando seu comprometimento com a educação executiva de impacto, destacando o protagonismo da liderança feminina nesse aspecto.
Consequências e Impactos
Gomes acabou renunciando e sendo afastado de cargos que ocupava, e o caso teve uma grande repercussão negativa. O homem recebeu diversas críticas, inclusive de empresárias e executivas como Luiza Helena Trajano, do Magalu, Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, Carol Paiffer, da Atom, e Nathália Rodrigues, influenciadora do canal Nath Finanças.
Aprendizados
Importância de entender que atitudes, posicionamentos e condutas individuais de colaboradores/dirigentes podem impactar a organização a qual eles estão vinculados.