Moradores de São Paulo ficaram em torno de 6 dias sem energia elétrica depois de um temporal, que começou no dia 11 de outubro de 2024. A Enel, empresa responsável pela distribuição de energia, comunicou, somente no dia 17 de outubro, que o serviço havia sido restabelecido em quase todas as residências. Segundo a Enel, 3,1 milhões de clientes foram impactados na primeira noite do ocorrido. No dia 8 de novembro, a Advocacia-Geral da União (AGU) abriu uma ação judicial contra a Enel, solicitando o pagamento de R$ 260 milhões pelas falhas na distribuição de energia, além de indenizações a consumidores afetados. De acordo com a AGU, o apagão poderia ter sido impedido. A empresa foi multada em R$ 13,3 milhões pelo Procon-SP e intimada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Causas
Temporal iniciou em 11 de outubro de 2024, fazendo com que moradores de São Paulo ficassem em torno de 6 dias sem luz. Segundo a Enel, empresa responsável pela distribuição de energia, 3,1 milhões de clientes foram impactados na primeira noite do ocorrido.
Gerenciamento
No dia 21 de outubro de 2024, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) intimou a Enel diante da reincidência no atendimento insatisfatório aos clientes em cenários de emergência e do descumprimento do plano de contingência assumido pela empresa.
A empresa foi multada em R$ 13,3 milhões pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP), devido à má prestação de serviço.
No dia 8 de novembro de 2024, a Advocacia-Geral da União (AGU) abriu uma ação judicial contra a Enel, solicitando o pagamento de R$ 260 milhões pelas falhas na distribuição de energia do dia 11 a 17 de outubro. Na ação, a AGU também incluiu o pagamento de indenizações individuais de R$ 500 por dia aos imóveis que ficaram sem energia por mais de 24 horas.
Ainda em 8 de novembro de 2024, foi comunicado o protocolamento de uma ação civil pública contra a Enel, articulada pela Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, juntamente com o Procon-SP e a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). A ação busca proteger os direitos dos clientes atendidos pela Enel e dos cidadãos paulistas.
Comunicação
Entre os dias 11 e 17 de outubro de 2024, a Enel publicou diversos alertas. Os primeiros comunicaram a ocorrência de fortes ventos e chuvas em parte da área de atuação da empresa, ocasionando danos à sua rede, e informaram que o plano de emergência havia sido acionado e que as equipes em campo haviam sido reforçadas. Já os próximos informes se voltaram ao esclarecimento e à atualização de fatores como os números de clientes afetados e com a energia restaurada, a quantidade de profissionais trabalhando no restabelecimento dos serviços e as áreas afetadas. A maioria dos alertas também contava com a informação dos canais digitais para abertura de chamados pelos clientes (SMS, site, aplicativo e WhatsApp). O último informe, publicado no dia 17 de outubro, às 9h, comunicou que as ocorrências de ausência de energia relatadas por consumidores entre 11 e 12 outubro haviam sido atendidas, e que as equipes continuavam trabalhando em atendimentos específicos recebidos nos dias seguintes.
Em nota publicada pelo portal de notícias g1, a Enel reiterou que vinha efetuando fortes investimentos a fim de aperfeiçoar os serviços prestados e reforçou o comprometimento com os seus consumidores. A empresa afirmou que teve de reconstruir trechos inteiros da rede elétrica e que restaurou progressivamente a energia para os afetados em menos de 6 dias. Na ocasião, a Enel disse que aumentou seus investimentos de 2024 a 2026, para em torno de R$ 2 bilhões por ano, totalizando R$ 6,2 bilhões. Segundo a companhia, o plano em curso enfoca a modernização e o fortalecimento das redes, o aumento da capacidade dos canais de comunicação com os consumidores e a automação dos sistemas. A empresa ainda informou que havia reforçado o plano de atuação nas contingências com a mobilização antecipada de equipes e uma ampliação significativa do quadro de eletricistas próprios em desenvolvimento.
Consequências e Impactos
Diante do ocorrido, a Enel recebeu diversas críticas, principalmente por parte de seus consumidores, e também por autoridades, como o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.
De acordo com cálculos realizados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), entre os dias 11 e 15 de outubro, as perdas de faturamento bruto dos setores paulistanos de varejo e serviços somaram ao menos R$ 1,82 bilhão. De acordo com a federação, os impactos da ausência de energia devem ser superiores, visto que os custos fixos que permaneceram mesmo sem as receitas ou os prejuízos ocasionados pelas perdas de estoques, por exemplo, não foram incluídos no cálculo.
Aprendizados
Considerar os riscos advindos dos eventos climáticos nas operações e serviços fornecidos pela organização, realizando ações preventivas e possuindo planos de contingência e gerenciamento de crises voltados a esses cenários.
Ter capacidade de atendimento e de prestação de serviços adequada à demanda da empresa, que seja capaz de fornecer assistência efetiva aos consumidores e de operar satisfatoriamente em situações de emergência.