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Pesquisa

O CAPPA/UFSM possui um compromisso com todas as subáreas incluídas dentro da Paleontologia. Entretanto, devido às especialidades de seu corpo técnico e à grande quantidade de afloramentos do período Triássico (cerca de 252 a 201 milhões de anos antes do presente) na região, a equipe dedica-se especialmente aos seguintes tópicos de pesquisa:

 

– Origem, Diversidade e Extinção da biodiversidade durante o período Triássico

Durante o limite Permo-Triássico (mais ou menos 252 milhões de anos antes do presente) ocorreu uma gigantesca extinção que dizimou grande parte das formas de vida conhecidas no final da Era Paleozoica. Esta foi a maior extinção em massa já registrada na história do nosso planeta, onde cerca de 96% das espécies marinhas e 70% das espécies de vertebrados terrestres foram extintos. Durante o período Triássico (252 a 201 milhões de anos antes do presente), a vida foi aos poucos se recuperando e diversos grupos que conhecemos hoje, como por exemplo, dinossauros (e seus descendentes atuais – as aves), mamíferos, crocodilos, tartarugas entre diversos grupos, surgiram neste período. Nesta linha de pesquisa, procuramos: entender os padrões que surgem no registro fóssil e documentam esta recuperação da vida no planeta; documentar os padrões diversidade de organismos registrados nas rochas deste período; e detectar pulsos de irradiação adaptativa e períodos de extinção.

 

– Anatomia Comparada, Sistemática, Filogenia, Paleobiologia de Vertebrados

A maioria dos fósseis de vertebrados são elementos ósseos, principalmente ossos isolados ou, em raros casos, esqueletos articulados (parciais ou completos). Basicamente, a maioria das informações sobre o modo de vida, relações parentesco e evolução no tempo profundo, são extraídas a partir da análise da morfologia dos espécimes e comparação com outras espécimes já descritos na literatura especializada. Nesta linha de pesquisa, concentramos no estudo da anatomia comparada, ou seja, na busca pelo entendimento da evolução das estruturas anatômicas ao longo do tempo, e a partir destas interpretações recuperar suas relações parentesco (relações filogenéticas) e tecer interpretações sobre a biologia dos vertebrados extintos.

 

– Biostratigrafia do Triássico do sul do Brasil

Até o presente momento, a idade das camadas do Triássico do sul do Brasil é realizada de maneira indireta. Um arcabouço bioestratigráfico para esta porção da Bacia do Paraná foi proposto com base na distribuição estratigráfica dos táxons aqui encontrados, baseado na sua comparação com estratos sedimentares fossilíferos de outras porções do globo. Neste sentido, dentro desta linha de pesquisa, o trabalho desenvolvido aqui busca refinar este arcabouço.

 

– Prospecção, mapeamento e monitoramento de sítios fossilíferos e coleta de fósseis na Quarta Colônia, RS

A região da Quarta Colônia do Rio Grande do Sul está localizada na área da Depressão Central do estado. Nesta região afloram sequências sedimentares da Bacia do Paraná, que foram depositadas durante o período Triássico. Estas rochas são ricas em conteúdo fossilífero e sua observação se dá em afloramentos – pequenas exposições de rocha em cortes de estradas ou encostas de morros. Uma das missões do CAPPA/UFSM é realizar a prospecção destes afloramentos visando gerar um mapeamento e também realizar o monitoramento destas localidades, a fim de coletar o máximo de informação disponível.

 

Projetos em Andamento

2016 – Atual: Triássico sul-brasileiro: investigando a origem dos ecossistemas modernos.

2015 – Atual: A História Paleontológica da Vida: uma Iniciativa Museológica na Região da Quarta Colônia no Rio Grande do Sul. Financiamento: CNPq

2014 – Atual: Esforços de mapeamento e coleta de vertebrados no Grupo Rosário do Sul (Triássico) na Região da Quarta Colônia, RS.