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CTISM promove debate sobre combate à violência contra a mulher



Nos últimos anos, o índice de feminicídio tem aumentado de forma alarmante. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Rio Grande do Sul é o estado da região sul com o maior número de casos em 2026. Diante desse cenário preocupante, o professor de Sociologia e Ciências Humanas e Sociais do CTISM, Felipe Bragagnolo desenvolveu uma atividade de reflexão e combate ao machismo com os alunos dos segundos anos dos cursos técnicos Integrados ao Ensino Médio do Colégio. 

O projeto consistia no desenvolvimento de curtas-metragens sobre feminicídio, além da elaboração de um mural de conscientização exposto no hall de entrada do Prédio 5, e da instalação de uma central de acolhimento. Os alunos também produziram cartas anônimas sobre o tema. As atividades tiveram o apoio do professor de literatura, Jordane Fernandes Alves.

Momento de reflexão 

Na tarde do dia 14 de abril, o Auditório do CTISM recebeu alunos, professores e servidores para um momento de reflexão sobre combate ao assédio e feminicídio. Na ocasião, as turmas dos terceiros anos puderam exibir os curtas e relatar como foi a experiência de produzi-los. Também foi realizada a leitura de duas cartas anônimas que impactaram o público presente.

O professor Felipe falou sobre a importância de debater esses assuntos dentro do ambiente escolar. Ele explicou que decidiu promover essa atividade em alusão ao mês da mulher e que foi muito bom perceber o interesse dos alunos.

“A diferença é que faz a boniteza da nossa sociedade”

Felipe com o filho Joaquim.

Felipe é pai de duas crianças: Joaquim e Júlia. Isso torna o debate acerca das problemáticas sociais ainda mais pessoal para ele. A insegurança de não saber como o mundo irá recebê-los o atormenta. Por isso, ele faz o que pode para tentar ensinar aos próprios alunos a respeitarem o próximo e a não se calarem diante das injustiças que perceberem.

Para o futuro, ele espera que os filhos- e os alunos- possam desfilar suas diferenças com a garantia de que serão respeitados e acolhidos, já que, segundo ele, as diferenças são o que tornam cada indivíduo especial.


 

Texto: Myreya Antunes, bolsista de Jornalismo da Divisão de Comunicação e Produção Audiovisual do CTISM.

Imagens: Alexandre Fortes.

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