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Professor da UFSM-PM é agraciado com Prêmio O Futuro da Terra por sua contribuição à pesquisa e ao agronegócio 



Ricardo Zambarda Vaz recebeu a premiação durante a Expointer 2026, em cerimônia realizada no auditório da Farsul, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Na noite desta segunda-feira (31), o professor da Universidade Federal de Santa Maria – Campus Palmeira das Missões (UFSM-PM), Ricardo Zambarda Vaz, foi agraciado com o Prêmio O Futuro da Terra, na categoria Cadeias de Produção e Alternativas Agrícolas. A cerimônia de premiação foi realizada durante a Expointer 2026, no auditório da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. 

Esta é a 30ª edição do Prêmio, criado a partir de uma parceria entre o Jornal do Comércio e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapergs). O objetivo é reconhecer iniciativas e trajetórias que unem inovação tecnológica, desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental no setor primário, buscando conciliar a escala produtiva com a preservação dos recursos naturais. 

O evento reuniu autoridades, empreendedores e lideranças rurais em uma noite de reconhecimento a trajetórias fundamentais para o agronegócio no estado, destacando iniciativas que aproximam universidade, setor produtivo e sociedade. A premiação também reforçou a importância da pesquisa e da inovação para o desenvolvimento de uma produção agropecuária mais eficiente, sustentável e conectada às demandas do setor. 

Para o professor Ricardo, o reconhecimento representa uma mistura de surpresa, satisfação e, principalmente, gratidão. Para ele, embora o prêmio seja individual, a conquista é resultado de um trabalho coletivo, que envolve grupos de pesquisa e colegas que contribuíram ao longo de sua trajetória. “Divido essa distinção com os grupos de pesquisa e colegas, ninguém faz isso sozinho”, afirma. Entre os aspectos que contribuíram para a indicação ao Prêmio O Futuro da Terra, ele destaca uma carreira dedicada à pesquisa, com foco no bem-estar animal, na produtividade e na eficiência dos sistemas de produção. Segundo o professor, os estudos desenvolvidos buscam dar visibilidade científica a temas que antes eram considerados detalhes, além de propor metodologias simples e de baixo custo, aplicáveis a diferentes sistemas produtivos. “Não é uma produção única que justifica essa indicação, mas uma trajetória que conectou ciência e campo com um objetivo comum: fazer a cadeia produtiva ser mais eficiente, ética e sustentável”, ressalta. 

Ainda sobre o trabalho em equipe, Ricardo destaca a importância de construir referências e, também, de ser referência na trajetória de quem busca seguir o mesmo caminho. “Que eu possa ser para alguém o mesmo que os meus colegas da PROGEPEC e os meus orientadores foram, e ainda são, para mim”, afirma. 

Ao longo de suas três décadas de história, a premiação reconhece cientistas, empreendedores, instituições e startups que contribuem para o desenvolvimento do agronegócio, unindo modernidade, competitividade e sustentabilidade. Em um cenário de clima instável e de um mercado cada vez mais exigente, a pesquisa assume papel fundamental para tornar a pecuária mais resiliente. Nesse contexto, o professor destaca a necessidade de antecipar impactos e oferecer alternativas diante das mudanças climáticas, traduzir as exigências do mercado em protocolos aplicáveis no campo e buscar eficiência como estratégia de adaptação. “O nosso papel é pegar o problema do produtor, transformá-lo em pergunta científica e devolver uma decisão segura”, afirma. Para ele, quando esse processo acontece, a pesquisa ultrapassa os limites da universidade e se transforma em uma ferramenta efetiva para o trabalho dos produtores. 

Os vencedores foram escolhidos por um colegiado formado por integrantes do Comitê de Assessoramento Científico e Tecnológico da Área de Ciências Agrárias da Fapergs, que avalia projetos e currículos com base em mérito científico e impacto social. Nesta edição, foram 14 contemplados em seis categorias: Prêmio Especial; Cadeias de Produção e Alternativas Agrícolas; Inovação e Tecnologia Rural; Preservação Ambiental; Startup do Agronegócio; e Reconhecimento 30 anos do Prêmio. 

 

Confira a trajetória acadêmica e profissional de Ricardo Zambarda Vaz

A trajetória do professor na área de Zootecnia e produção de ruminantes começou ainda na formação técnica, entre 1984 e 1986, no Colégio Agrícola General Vargas, em São Vicente do Sul, atualmente vinculado ao Instituto Federal Farroupilha (IFFar). Em 1990, ingressou no curso de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), concluindo a graduação em 1995. Na sequência, realizou estágio de aperfeiçoamento em bovinocultura de corte pelo CNPq, entre 1995 e 1996, e cursou mestrado na UFSM, concluído em 1998. Em 2004, ingressou no doutorado em Bovinocultura de Corte na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), defendendo a tese em 2008. Durante sua formação acadêmica, foi bolsista de Iniciação Científica, Aperfeiçoamento, Mestrado e Doutorado, com bolsas concedidas pelo CNPq.

A experiência profissional também teve início antes da carreira docente. Entre 1987 e 1989, atuou como professor municipal em Santiago e como técnico agrícola em propriedade rural. Em 1998, após concluir o mestrado, foi um dos sócios fundadores da PROGEPEC Consultores Associados Ltda., empresa na qual atuou até 2012, prestando assistência a produtores, empresas de financiamento e à indústria frigorífica. Em 2009, iniciou a carreira como docente na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Campus de Santiago, onde permaneceu até 2012. Naquele ano, ingressou, por concurso público, na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), onde atuou até 2018, quando passou a integrar o quadro docente da UFSM – Campus Palmeira das Missões.

Atualmente, é professor Associado 4 do Departamento de Zootecnia e Ciências Biológicas da UFSM e docente permanente dos Programas de Pós-Graduação em Zootecnia, em Santa Maria, e em Agronegócios, em Palmeira das Missões. Ao longo da carreira, sua atuação tem se concentrado na gestão, produção e análise sistêmica para a tomada de decisão nas cadeias produtivas de ruminantes, além de temas relacionados à gestão da indústria frigorífica, agronegócios e cadeias produtivas de carnes e pescado.

Na pesquisa, o professor acumula 175 artigos publicados em periódicos, como autor principal ou coautor, além de 23 capítulos de livros e 264 trabalhos publicados em anais de congressos. Na formação de novos profissionais e pesquisadores, já concluiu, como orientador ou coorientador, sete orientações de doutorado, 23 de mestrado, 44 trabalhos de conclusão de curso e 27 estágios curriculares, além de 30 iniciações científicas, todas com bolsas financiadas por órgãos de pesquisa.

 

Divisão de Divulgação Institucional UFSM-PM, com informações do Jornal do Comércio

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