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UFSM-PM fortalece atuação em discussões sobre mudanças e emergências climáticas 



Em meio à necessidade cada vez mais urgente de ampliar as discussões sobre as mudanças climáticas e seus impactos no território, a Universidade Federal de Santa Maria – Campus Palmeira das Missões (UFSM-PM) tem participado de diferentes espaços de debate sobre o tema. Entre agosto e setembro, o professor Nelson Guilherme Machado Pinto, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Agronegócios (PPGAGR) e do Escritório Local de Inovação Rio da Várzea (ELI-RV), esteve em eventos que abordaram governança ambiental, gestão de riscos e estratégias de preparação para emergências climáticas. 

As atividades possibilitaram a apresentação e o debate de aspectos relacionados ao projeto de pesquisa “O que nos fez chegar aos desastres climáticos do Rio Grande do Sul? Análise da governança ambiental do Estado por meio das regiões de desenvolvimento sob a perspectiva de experiências internacionais”, coordenado pelo docente, no âmbito do PPGAGR. A pesquisa busca compreender os fatores relacionados aos desastres climáticos no Estado e identificar estratégias que possam contribuir para o fortalecimento da prevenção, da gestão de riscos e da capacidade de resposta aos eventos extremos. 

 

Debate sobre clima e saúde pública 

No dia 25 de agosto, Nelson integrou a mesa-redonda “Mudanças Climáticas e Saúde Pública: Governança Ambiental, Análise de Risco Territorial”, durante o Seminário Regional Integrado de Preparação para Emergências Climáticas, promovido pela 15ª Coordenadoria Regional de Saúde, na Câmara de Vereadores de Palmeira das Missões, com apoio da Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, da UFSM-PM e do PET-Saúde Clima. 

O encontro reuniu representantes das áreas da saúde, meteorologia e gestão pública, incluindo profissionais da Vigilância em Saúde, da Atenção Primária à Saúde e da Defesa Civil Municipal. Na ocasião, o professor apresentou sua pesquisa, que investiga aspectos relacionados à governança ambiental e à análise de risco territorial, tendo experiências internacionais como referência para compreender os desafios enfrentados pelo Rio Grande do Sul.

Para o professor Nelson, a discussão sobre mudanças climáticas exige a articulação entre pesquisa, políticas públicas e organização regional. “Precisamos compreender os fatores que contribuíram para os desastres climáticos do Rio Grande do Sul e analisar como a governança ambiental pode contribuir para a preparação e a resposta a esses eventos”, destacou.

Estratégias de resiliência climática 

Já no dia 8 de setembro, o professor participou do Seminário Conservação de Solo e Água e Estratégias de Resiliência Climática, realizado na Câmara de Vereadores de Palmeira das Missões. Promovido pela Emater/RS-Ascar, o evento contou com o apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, da UFSM-PM, da Prefeitura Municipal de Palmeira das Missões, da Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária e do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (Comderur). Na ocasião, Nelson apresentou a palestra “Lições de Nova Orleans à Tóquio: Estratégias Internacionais de Enfrentamento às Mudanças Climáticas no Brasil”, abordando experiências internacionais e suas relações com os desafios enfrentados pelo Rio Grande do Sul. 

Por meio do projeto, foram realizadas missões técnicas, entre 2025 e 2026, em locais marcados por grandes desastres ambientais e climáticos, buscando estudar diferentes experiências de gestão de riscos, recuperação de áreas afetadas e reconstrução de comunidades. A equipe de pesquisadores já esteve em Mariana e Brumadinho, no estado de Minas Gerais; em Nova Orleans, nos Estados Unidos; em Tóquio, no Japão; em Valência, na Espanha; e em localidades do Rio Grande do Sul. 

Segundo Nelson, as experiências analisadas reforçam a importância da articulação entre diferentes setores para o enfrentamento dos eventos climáticos. “Os casos de Nova Orleans, Tóquio e Valência mostram que a resposta aos desastres climáticos passa por governança unificada entre bacias hidrográficas, aliada a práticas de manejo de solo e água. É esse cruzamento entre ciência, extensão rural e política pública que buscamos aplicar no Rio Grande do Sul”, disse.

 

Programa PET-Saúde:Clima fortalece atuação da UFSM-PM diante das emergências climáticas 

A participação nos dois eventos também dialoga com as ações desenvolvidas pela UFSM-PM no âmbito do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde: Clima). O projeto “Produção de cuidado, acesso, comunicação e inovação em saúde na prevenção e enfrentamento das emergências climáticas no noroeste gaúcho”, coordenado pela professora Fernanda Sarturi, foi aprovado no edital do Programa, com vigência de 2026 a 2028. 

A iniciativa busca fortalecer a preparação e a resposta dos sistemas de saúde diante dos impactos da crise climática. A equipe é composta por 64 integrantes, sendo 40 estudantes dos cursos de Enfermagem, Nutrição, Ciências Biológicas e Administração do campus. Também integram o projeto 12 professores da UFSM-PM e profissionais da rede municipal e estadual de saúde, incluindo enfermeiros, fisioterapeutas, médicos e administradores. 

No âmbito do PPGAGR, os professores Nelson Pinto e Bianca Liszbinski integram o Grupo de Aprendizagem Tutorial (GAT) 3: Comunicação e Inovação na Gestão. A ideia é fortalecer a preparação e a capacidade de resposta dos sistemas de saúde diante dos impactos das emergências climáticas, aproximando universidade, serviços de saúde e comunidade na construção de estratégias de prevenção e enfrentamento. 

 

Divisão de Divulgação Institucional UFSM-PM

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