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Você sabia que existem três tipos de relógios do sol na UFSM?



Os três monumentos formam o Parque do Tempo da Universidade, localizado em torno do Planetário, e construído como uma área de lazer e educação. Além de informar sobre os períodos do dia e as estações do ano, as representações carregam significados místicos. 

Da esquerda para a direita: Relógio Solar Tupi-Guaraní; Intihuatana; Relógio de Sol Equatorial e Horizontal.

Relógio de Sol Equatorial e Horizontal

A primeira construção foi o Relógio de Sol Equatorial e Horizontal, idealizado por Francisco José Mariano da Rocha, então diretor do Planetário, e planejado pelo professor do curso de Arquitetura e Urbanismo, Hugo Gomes Blois Filho, em parceria com Débora Sartori, na época estudante do mesmo curso. O relógio foi inaugurado nas comemorações dos aniversários de 40 anos da UFSM e de 29 anos do Planetário.

O monumento é composto por dois marcadores, um equatorial, em formato circular, e responsável por apresentar o correr das horas, a partir da projeção da sombra formada por um gnômon (haste que cruza o círculo); e outro horizontal, construído no solo, onde também é possível observar o passar das horas pela projeção das sombras. 

No local, entre os números 5 e 6 do marcador, foi afixada uma estrela de cinco pontas, comemorativa ao aniversário de fundação da Universidade, ocorrida em 14 de dezembro de 1960. Ela possui as iniciais do professor José Mariano da Rocha Filho, idealizador e fundador da UFSM.  Todos os anos, às 14h30min do dia 14 de dezembro, a sombra do gnômon, incide sobre a estrela de cinco pontas. Exatamente o horário em que foi assinado, pelo então presidente Juscelino Kubitschek, o ato de criação da Universidade Federal de Santa Maria.  

Outra curiosidades, de acordo com arquivos do Planetário, o marcador horizontal tem sentido esotérico, “pois permite, quando observado do sul celeste, na passagem meridiana do solstício de inverno, a visão de um círculo com o ponto no centro, simbolizando Deus e os homens, todos iguais entre si”. Além disso, segundo os documentos, durante a passagem meridiana dos equinócios, o observador pode ver a representação de uma cruz projetada sobre o solo. 

Intihuatana

O segundo monumento construído no Parque é uma representação da pedra inca encontrada no ponto mais alto da cidade sagrada de Machu Picchu, no Peru. Intihuatana significa, no idioma quéchua, “onde se amarra o sol”. A pedra marca as estações do ano por meio da projeção de sombras na parte superior do monumento, o gnômon. 

A pedra inca permite determinar a passagem meridiana, instante em que os astros atingem a máxima altura. Também marca os equinócios, dias do ano em que dia e noite têm exatamente a mesma duração – início do outono e início da primavera. 

O relógio foi inaugurado durante as comemorações de 45 anos da UFSM e de 34 anos do Planetário. 

Relógio Solar Tupi-Guaraní

Projetado pela equipe do Planetário, em comemoração ao aniversário de 50 anos da UFSM, o monólito é capaz de marcar os solstícios, equinócios e passagens meridianas.

A representação encontrada no Parque do Tempo é inspirada em um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizado em 1991. Na época, a equipe analisou um monólito vertical, encontrado em um sítio arqueológico às margens do Rio Iguaçu, que tinha “quatro faces talhadas artificialmente, apontando para os quatro pontos cardeais Norte, Sul, Leste e Oeste. As duas faces menores apontavam na direção Norte-Sul e as maiores apontavam para a direção Leste-Oeste”, indicam os documentos de arquivo. Além disso, de acordo com os registros, “Ao entorno do monólito havia uma circunferência e alguns alinhamentos de rochas menores que, partindo dele, aparentemente indicavam os pontos cardeais e as direções do nascer e do pôr-do-sol nos solstícios e equinócios”.

Na UFSM, o relógio de alvenaria  tem 1,50 m de altura. As pedras de basalto, distribuídas ao redor do monólito, marcam as linhas Norte-Sul, Leste-Oeste, além do nascer e do pôr do sol, dos solstícios de verão e inverno. 

Repórter: Bárbara Marmor, jornalista, especial para a Arco

Animação: Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial

Editora de Produção: Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo

Editor Chefe: Maurício Dias, jornalista


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