
Nesta quarta, 1º, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados de levantamento estatístico que mensurou pela primeira vez os impactos e ações no âmbito de desastres junto ao público atingido.
Ao realizar a Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul – PEERS, o Instituto apresenta dados com potencial de subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas às mudanças climáticas, que sejam efetivas na prevenção e no enfrentamento de fenômenos dessa natureza, na mitigação de seus efeitos e na recuperação de danos.
Além de investigar as características socioeconômicas dos moradores atingidos, a pesquisa avançou na compreensão dos danos sofridos e dos graus de gravidade vivenciados, possibilitando também conhecer o tipo de suporte demandado e recebido e a opinião sobre as medidas de prevenção e recuperação.
Os comentários analíticos são apresentados em duas partes: a primeira contém as análises referentes à área total abrangida pela pesquisa e a segunda explora resultados das Regiões Intermediárias. Para os dois recortes geográficos, características principais de moradores, danos dos domicílios e do entorno e diferentes dificuldades enfrentadas pela população durante as chuvas foram destacadas.
“Mais do que um fenômeno climático isolado, a catástrofe revelou a necessidade urgente de ações rápidas, não só de suporte à população atingida, mas também de recuperação e prevenção”.
No que diz respeito ao período da coleta, foram investigadas a avaliação da qualidade de vida sob diversos aspectos comparada com um mês antes das enchentes, bem como a opinião sobre a satisfação em relação aos trabalhos de recuperação realizados nas áreas atingidas pelas enchentes e o conhecimento sobre medidas de prevenção adotadas. No que se refere a isso, conforme mostra o Gráfico 16, registrou-se apenas 38,5% das pessoas para a área completa pesquisada.

Através da realização da PEERS, foi desenvolvida uma metodologia de pesquisa para medir impactos em decorrência de desastres climáticos, que poderá ser usada em situações que possam vir a ocorrer em qualquer lugar do país. Ainda, segundo a gerente substituta de Estudos e Pesquisas Sociais do IBGE, Juliana Paiva, o estudo “Possibilita respostas rápidas à população frente aos danos decorrentes de desastres naturais e ao enfrentamento de fenômenos dessa natureza. Propicia informação que amplia a conscientização de diferentes atores sociais sobre as graves implicações da inação diante de riscos climáticos. Possui potencial para oferecer subsídios para a formulação de políticas públicas que sejam efetivas na mitigação e recuperação de danos sofridos, bem como na minimização dos impactos de futuros eventos”.
Acesse a pesquisa na íntegra: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102289.pdf
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Com informações do IBGE.