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Institute for Crisis Management divulga relatório: cibercrime representa 1/4 das crises corporativas no mundo em 2025



O cibercrime consolidou-se como a maior ameaça à continuidade de negócios no mundo, representando 25,44% de todas as notícias sobre crises corporativas registradas em 2025. O dado foi revelado no 35º Relatório Anual de Crise do Institute for Crisis Management (ICM), divulgado globalmente na primeira semana de julho deste ano. Ao todo, a consultoria em RP contabilizou mais de 1,23 milhão de registros de crises na mídia ao longo de 2025, representando uma alta de 8% em comparação com o ano anterior. Apesar do crescimento anual, o volume total de notícias ainda ficou abaixo do recorde histórico registrado em 2023, quando o indicador mapeou quase dois milhões de ocorrências.

De acordo com o relatório, as chamadas “crises crônicas” (smoldering crises) — problemas que se desenvolvem silenciosamente antes de explodirem publicamente — mantiveram a liderança histórica, respondendo por 65% do total de casos monitorados. As crises repentinas fecharam o ano com 35% de participação. Salienta-se que o estudo analisa notícias sob a perspectiva dos veículos de comunicação do Hemisfério Norte.

 

Ataques bilionários lideram a lista

 

O avanço do cibercrime foi impulsionado por episódios de escala global que afetaram desde corretoras de ativos digitais até grandes fabricantes e companhias aéreas. O principal destaque do ano foi o ataque hacker à corretora Bybit, classificado como o maior roubo de criptomoedas da história, resultando no desvio de US$ 1,45 bilhão em Ethereum. Outros casos de impacto envolveram uma violação de dados na Coinbase e prejuízos econômicos estimados em £ 1,9 bilhão na montadora Jaguar Land Rover após um incidente digital no Reino Unido.  

Logo atrás do cibercrime, a “Má Gestão” figurou como a segunda categoria de crise mais frequente, com 19,03% das menções. Especialistas do ICM apontam que o indicador reflete erros em decisões estratégicas de marcas, falhas de governança e uma adaptação lenta à Inteligência Artificial.  

 

Assédio sexual e o repique do #MeToo e a Discriminação

 

Uma das maiores surpresas do relatório foi o salto nas menções à categoria de Assédio Sexual, que atingiu 15,26% do bolo de crises monitoradas. Segundo Deborah Hileman, CEO do ICM, o patamar é o mais elevado registrado pela sua Consultoria desde o auge do movimento #MeToo entre 2018 e 2019. O crescimento foi impulsionado pelo uso massivo da hashtag e por processos envolvendo grandes redes de serviços e varejo.  

O ano também foi marcado por uma alta rotatividade no topo de grandes companhias, motivada por condutas inadequadas e reestruturações. Executivos da alta gestão de marcas globais como Nestlé e Kohl’s foram desligados após investigações internas comprovarem o envolvimento dos mesmos em relacionamentos românticos não declarados no ambiente de trabalho e conflitos de interesse.  

Já as crises relacionadas à discriminação (8,59%) diminuíram em relação a 2024, mas registraram 88 mil novas acusações de discriminação nas organizações no órgão americano EEOC. Esse número de processos resultou em 660 milhões de dólares pagos pelas organizações a título de indenização. 

 

Alerta para os Gestores de Organizações

 

Para a direção do ICM, o panorama de 2025 reforça que a gestão de riscos e a comunicação de crise não podem mais ser tratadas de forma secundária pelas lideranças corporativas. O documento conclui que o custo financeiro e reputacional de remediar um escândalo público sem uma estratégia prévia supera drasticamente os investimentos necessários em auditoria, planos de contingência e treinamentos simulados. 

 

O Institute for Crisis Management – ICM é uma das agências pioneiras de relações públicas a prestar serviços exclusivamente em gestão e comunicação de crises na América do Norte. Com quase 40 anos no mercado, desde 2001 oferece para seus clientes e sociedade um relatório anual que registra e analisa, a partir da clipagem de notícias publicadas nos jornais norte-americanos, os tipos de crise evidenciados na mídia. Com esse estudo, busca exemplificar as situações de crise nos quais seus clientes podem se envolver, caso não estabeleçam uma cultura de prevenção de crise. 

 

O Relatório Anual de Crises do ICM 2025 pode ser acessado de forma gratuita, mediante cadastro dos dados dos interessados.

 

 

 

Fonte: ICM

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