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Participante do projeto Gurias em Redes cria plataforma para ação em parceria com o IFFar



       A participante do projeto Gurias em Redes, aluna do curso técnico em Redes de Computadores, Cláudia Kussuma Flores Lesama,  sob orientação do professor Claiton Pereira Colvero, atuou no planejamento, desenvolvimento e implementação da plataforma utilizada na atividade Caça aos Meteoritos, promovida pelo Bate-Papo Astronômico, projeto de extensão do IFFar idealizado pelos servidores Fabrício Colvero, e Karlise Soares, Ariane Jardim e Diogo Custodio. 

A atividade fez parte da 2° edição do projeto Férias no Distrito Industrial,uma iniciativa da Associação Indústria e Movimento (ASSIM) com apoio de diversas instituições, como o IFFar, os Bombeiros e a Base Aérea de Santa Maria.

Desenvolvendo a plataforma

  

Para desenvolver a plataforma, Claúdia analisou  a dinâmica da gincana para levantar requisitos e estruturar o fluxo de utilização para dois perfis: participantes (crianças) e administradores. Na plataforma, cada meteorito localizado pelas crianças podia ser identificado e automaticamente inserido em uma contagem de pontos para cada equipe. Por isso, ela priorizou a simplicidade de uso, clareza visual e rapidez de operação, permitindo que o sistema fosse utilizado facilmente em um ambiente movimentado. Inicialmente foram desenvolvidos dispositivos de identificação eletrônica baseados na tecnologia NFC para realizar o rastreamento das informações relevantes de forma automatizada na plataforma. Posteriormente, esses dispositivos foram modelados em forma de réplicas de meteoritos reais, com o uso de resinas e materiais característicos, para serem espalhados em campo e misturados ao ambiente do local, tornando-os irreconhecíveis visualmente.                     

A procura foi realizada através do uso de detectores eletrônicos pelas crianças e foram desenvolvidas técnicas de montagem e compensação das características dos transmissores e das antenas dos dispositivos para que os sinais de identificação não sofressem interferências destrutivas pela presença dos metais utilizados na caracterização dos meteoritos. A plataforma foi desenvolvida utilizando HTML5 para estruturação das páginas, CSS3 para organização visual e adaptação a dispositivos móveis e JavaScript (Vanilla JS) para controle das interações em tempo real. O PHP foi responsável pela lógica do sistema e processamento dos dados, enquanto o SQLite armazenou as informações registradas durante a atividade. A comunicação entre as páginas ocorreu por meio de API em JSON com atualização periódica (polling), garantindo atualização automática das informações. De acordo com a professora Márcia Henke, coordenadora do projeto Gurias em Redes, as tecnologias utilizadas foram escolhidas por permitirem implantação ágil, baixo custo operacional e estabilidade durante o evento, resultando em um sistema dinâmico e acessível em computadores e dispositivos móveis.                                                                                             

                                                    

Durante o desenvolvimento Claudia realizou  ajustes de usabilidade, organização de navegação, testes e correções para garantir estabilidade e compreensão imediata pelos usuários. As funcionalidades da aplicação foram definidas em conjunto com os responsáveis pelo projeto Bate Papo Astronômico, considerando as necessidades práticas da dinâmica da atividade, e posteriormente avaliada através de ensaios finais realizados com a equipe organizadora, composta por Ariane Jardim, do Santa Maria Tecnoparque e Diogo Custódio, pesquisador do Instituto de Aeronáutica e Espaço da Força Aérea Brasileira.

Utilizando na prática

O painel administrativo permitiu gerenciar as atividades em tempo real, possibilitando iniciar ou encerrar rodadas, ajustar o tempo, corrigir registros, gerar relatórios, controlar a exibição do ranking e acessar o mapa da caça previamente adquirido com o auxílio de drones. Antes da dinâmica, o mapa do terreno foi cadastrado e as coordenadas dos meteoritos foram definidas com observações e estado inicial. Durante a atividade, cada meteorito encontrado era escaneado pelo celular de um participante por meio da tag NFC acoplada ao objeto, abrindo uma tela com suas informações e a opção de selecionar a equipe responsável, registrando automaticamente a pontuação correspondente. Ao término do tempo de caça, o resultado foi exibido em tela própria com o pódio, classificação final das equipes e a solenidade de premiação.

Para Cláudia, a atividade promoveu a integração entre a tecnologia e a educação científica, permitindo que crianças interagissem de forma prática com conceitos de ciência e astronomia.” Participar desse projeto foi uma experiência significativa para o meu desenvolvimento pessoal e acadêmico. Toda a construção da plataforma foi planejada para proporcionar às crianças uma vivência marcante, incentivando sua participação ativa como protagonistas do próprio aprendizado e tornando conceitos científicos de astronomia mais acessíveis por meio da experimentação durante a atividade”, destaca.

Confira a seguir uma entrevista com o professor Claiton Pereira Colvero, integrante do projeto Gurias em Redes:

Como surgiu a proposta da atividade Caça aos Meteoritos dentro do projeto Bate-Papo Astronômico?

A proposta da caça aos meteoritos surgiu no projeto de extensão Bate Papo Astronômico do IFFar como uma forma de desenvolver uma atividade científica lúdica com profundo conhecimento científico, mas que simulasse justamente uma brincadeira em equipe para que este aprendizado fosse conduzido de forma mais natural para as crianças no seu período de férias escolares. Através de atividades monitoradas de recreação em campo baseadas em ciência e tecnologia, as crianças tiveram a oportunidade de assimilar diferentes conhecimentos e valores importantes, como trabalho em equipe, disciplina, educação e coletividade.

Qual o senhor considera que seja a importância dessa parceria entre o IFFar e o CTISM/UFSM?

Nós entendemos que essa parceria com o IFFar, especialmente em atividades de extensão, vem justamente em encontro aos objetivos desta modalidade de projeto, que é a aplicação dos nossos conhecimentos e recursos para o desenvolvimento do nosso público-alvo, que é a comunidade externa. A parceria entre as instituições nas diferentes esferas demonstra para a sociedade que não temos o objetivo de concorrer entre nós, mas sim de nos unirmos em propostas que apresentem soluções para as diferentes demandas fora das instituições.

Como ocorreu a participação da estudante Cláudia no desenvolvimento da plataforma utilizada na atividade?

A estudante Cláudia demonstrou no decorrer deste desenvolvimento além da sua grande dedicação na condução do projeto, toda a maturidade que nós esperamos dos nossos alunos ao enfrentar um desafio real de implementação, onde tínhamos um demandante repleto de expectativas, um prazo de entrega extremamente apertado e uma limitação dos recursos disponíveis, condições que muitas vezes não são exatamente representadas desta forma quando consideramos somente as atividades desenvolvidas em sala de aula e nos laboratórios do curso. 

Quais foram as principais contribuições dela para o funcionamento da dinâmica durante o evento?

Este evento em que a Cláudia colaborou foi a 2° edição da Caça aos Meteoritos realizada pelo projeto Bate Papo Astronômico, sendo que no primeiro tanto os meteoritos como o cômputo das pontuações não foram realizados de forma automatizada. Nesta edição, a instrumentação dos meteoritos juntamente com a plataforma de interação e controle desenvolvida contribuíram de forma muito positiva para uma experiência mais dinâmica e interativa entre as crianças participantes e os organizadores, permitindo que o tempo fosse otimizado para a realização de atividades científicas complementares que geraram novas oportunidades de interação e crescimento pessoal dessas crianças em um ambiente voltado para o conhecimento em diferentes áreas da ciência e tecnologia.

O que mais chamou a atenção da equipe no trabalho desenvolvido pela estudante ao longo do projeto?

Sem dúvida alguma o ambiente automatizado criado pela Cláudia foi uma das maiores contribuições para esta parte do evento que foi realizado, permitindo uma experiência simplificada e interativa para os participantes. O evento foi transmitido online para diversas instituições parceiras e renomados projetos de popularização da ciência e tecnologia em todo o território nacional. Vários destes parceiros do projeto demonstraram grande interesse em replicar estas atividades em suas cidades devido ao sucesso que fez com o público, solicitando o compartilhamento dos recursos desenvolvidos e apoio nestas implementações. Nesta fase estamos avaliando a continuidade dos trabalhos para atender todas essas demandas externas firmando novas parcerias e ampliando o alcance dos ótimos resultados obtidos.

De que forma atividades interativas como essa contribuem para aproximar o público jovem da astronomia e da

ciência?

Nós vivemos em um mundo imerso em tecnologias de comunicação em que as informações geralmente são geradas e repassadas de forma muito rápida e objetiva entre os indivíduos, e nós como uma universidade que tem a missão de transferir o conhecimento para este público, não podemos fechar os olhos para este novo “modelo” de ensino-aprendizado. Ao mesmo tempo que temos que nos adaptar para oferecer novas ferramentas e técnicas para compartilhar o conhecimento, também temos a responsabilidade de manter a qualidade e a eficiência destes processos para garantir que o público adquira esta bagagem para utilização na futura vida pessoal e profissional ao entrar no mercado de trabalho. Desta forma, iniciativas como esta plataforma interativa permitem que se cative o público alvo através de atividades lúdicas e tornam o processo de ensino-aprendizado mais dinâmico e natural para estes jovens.


Imagens: Arquivo pessoal

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