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Vocabulário da pandemia do novo coronavírus

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Aglomeração é a reunião de muitas pessoas no mesmo local, o que configura o descumprimento das medidas de prevenção da covid-19. Exemplo: “Para evitar aglomerações e filas, a Prefeitura de São Paulo abriu oito novos grandes postos de vacinação com acesso para pedestres” (Agência Brasil). Na pandemia do novo coronavírus, os protocolos de fiscalização foram definidos pelos municípios. Ainda assim, ocorreram descumprimentos. Exemplo: “[…] foi constatada aglomeração generalizada em frente a apresentação musical caracterizando pista de dança, os convidados não usavam máscara facial e não respeitavam o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os participantes. Na entrada do estabelecimento, as imagens também evidenciaram aglomeração em fila de espera e acesso desordenado ao local” (CNN). Com o intuito de diminuir a circulação do novo coronavírus, a capacidade máxima dos espaços públicos e privados foi reduzida. Em razão disso, para evitar aglomerações, o funcionamento dos estabelecimentos com atividades econômicas precisa obedecer ao limite de capacidade estabelecido pelos órgãos gestores e de saúde. Exemplo: “A aplicação da multa ocorreu pelo descumprimento do decreto que instituiu medidas de prevenção à Covid-19, no município, entre elas a proibição de aglomerações” (G1). A fiscalização em espaços públicos e privados contribui para que não sejam formadas aglomerações. Se há aglomeração, há infração sanitária. Exemplo: “Após a chegada dos guardas, a aglomeração foi dispersada” (G1). Favorece a transmissão do vírus e, por isso, evitar a aglomeração é uma medida de enfrentamento à covid-19. Exemplo: “Quanto maior a aglomeração humana mais intensa a contaminação” (Observatório da Imprensa).

 

Angústia é aquilo que afeta as pessoas, produzindo manifestações físicas e/ou emocionais, enquanto consequência de determinada situação ou causa de outras expressões de mal-estar no corpo, desestabilizando o estado psicológico. É aquilo que é sentido no corpo e, no entanto, ainda não está suficientemente nomeado/representado/elaborado pela pessoa. Especificamente, angústia é uma das consequências provocadas pelo isolamento social, devido à pandemia da covid-19. Exemplo: “Seus gestos mais reconfortantes? Os apertos de mãos, beijos, abraços, a comida compartilhada? Se tornaram fontes de perigo e angústia” (UOL). Estar em isolamento social pode, como consequência, provocar a angústia, dado que o ser humano é social e a limitação nos vínculos, assim como a restrição à circulação social imposta pela pandemia, afetam o corpo e o emocional. A casa, apartada da esfera pública, pode provocar angústia, justamente porque as pessoas estão encerradas no lugar onde estavam acostumadas a retornar, sobretudo, para o descanso, depois de um dia de trabalho. Os casais que trabalham em casa ou que vivenciaram os episódios de lockdowns, por exemplo, sentem-se angustiados devido ao excesso de intimidade e às escassas possibilidades de saídas de casa. Angústia é uma das causas da ansiedade, que atinge cada vez mais pessoas, principalmente em decorrência da pandemia da covid-19. Exemplo: “‘Muito da ansiedade vem de uma angústia, do ‘eu não posso ficar em casa’, ‘eu vou pegar transporte’, ‘eu vou faltar’, ‘eu vou chegar do trabalho, moro com toda minha família, não tenho tantos cômodos aqui’. A gente tem trabalhado muito para que essa culpabilização não seja singular’, acrescenta” (UOL). A ansiedade, como causa da angústia persistente, tem afetado inúmeras pessoas, em todo Brasil, devido ao receio de contrair o vírus, ao sentimento de culpabilidade de permanecer em casa, ao medo de faltar ao trabalho e ser demitido, ao medo de perder pessoas próximas infectadas pelo vírus, etc., o que gera ansiedade e, com isso, compromete a saúde mental. Ainda, a angústia está relacionada com as desigualdades sociais, na medida em que o acesso e a (in)disponibilidade de recursos interfere no grau de proteção à vida. Angústia é uma das causas do adoecimento progressivo da população brasileira, porque compromete a imunidade e os níveis de disposição/energia e, com isso, o corpo é afetado. Exemplo: “Viver estressado, com medo, angústias e preocupações, faz com que nosso corpo libere cada vez mais cortisol e noradrenalina. O estresse ativa o sistema nervoso simpático, conhecido como sistema de ‘lutar ou fugir’, ficando extremamente exausto” (UOL). Os novos hábitos, decorrentes da pandemia da covid-19, são responsáveis pelo desenvolvimento de episódios de angústia que, por sua vez, contribuem para o adoecimento das pessoas. Tendo em vista que algumas funções do corpo começam a ser afetadas, o próprio sistema imunológico pode ser afetado e, assim, caso haja contaminação pela covid-19, determinadas complicações são mais suscetíveis de ocorrer. Angústia é um dos males compartilhados por uma dada coletividade, como consequência da pandemia da covid-19. Exemplo: “A situação de angústia relatada por Luiza diante das aulas presenciais no atual período tem sido um sentimento comum entre trabalhadores da educação de todo o país nas últimas semanas” (UOL). A exemplo da classe dos professores que, com a volta das aulas presenciais, encorajada pela presidência da república e por inúmeros governadores em todo Brasil, sentem-se ainda mais ameaçados pelos riscos de contágio da covid-19, sobretudo pela falta de recursos preventivos nas escolas, outras coletividades têm compartilhado de angústias relacionadas à situação pandêmica, em função do risco iminente de morte. Angústia é uma das consequências da falta de medidas efetivas, por parte do governo, contra o avanço da pandemia no Brasil. Exemplo: “Ministro chama de ‘ansiedade’ e ‘angústia’ a cobrança por um plano de vacinação em um país que conta mais de 183.000 mortes, após semanas marcadas por falta de transparência e guerra ideológica” (El País Brasil). Na fala do ex-ministro, Pazuello, a cobrança por um plano efetivo de vacinação, a fim de que haja uma queda no número de mortos pela covid-19, é resultado da angústia e ansiedade dos brasileiros. Angústia é uma das consequências do excesso de informações, muitas vezes conflitantes, assim como da leitura de fake news, que são postas em circulação, sobre a pandemia. Exemplo: “Meu argumento é que o excesso de informações qualificadas, que podem ser conflitantes ou não, estão o tempo todo se modificando – já que os cientistas não estão tendo o tempo de descartar as hipóteses menos robustas, de resolver suas contendas antes de estabilizar um certo conhecimento, por isso há um conjunto muito grande de informações sendo disponibilizadas – é produtor de ansiedade, e que, quanto mais consciente e informada a pessoa, maior sua angústia. É isto que estou chamando de produção da angústia através da informação” (Fiocruz). Como consequência desse excesso de informações, que são acessadas nos mais diversos meios de informação, há a produção de angústia. Angústia é uma das consequências da incerteza do amanhã, da falta de perspectivas diante de uma pandemia que não tem previsão de acabar.  Exemplo: “A gente não tem ideia de como vai ser a semana, o mês, e isso angustia muito” (G1). Em função das incertezas diante do devir, as angústias se acumulam, piorando os problemas de saúde mental. Angústia é uma das consequências da pandemia que podem causar alterações nos modos pelos quais as pessoas vivenciam seus medos diante das ameaças decorrentes das novas condições impostas pelo distanciamento social. Exemplo: “Em entrevista à BBC News Brasil, Dunker afirma que o tolo tende a negar a situação dramática como maneira de enfrentar o medo; o perfil desesperado se angustia ainda mais com a situação; já o confuso transita entre esses dois polos, sem saber direito como deve agir e pensar” (BBC Brasil). Em função das constantes ameaças provocadas pela pandemia, do medo causado pelas novas condições sociais, as pessoas podem desenvolver alguns tipos de comportamento que assinalam o estranhamento diante das implicações do distanciamento social. Classificados em perfis (o tolo, o desesperado e o confuso), as pessoas desenvolvem medo daquilo que ultrapassa os espaços nos quais sentem-se seguras. Desses perfis, os efeitos da pandemia causam, como consequência, mais angústias nos desesperados, tendo em vista que substituem o medo das vivências sociais pela exageração das angústias que sentem. Angústia é uma das consequências provocadas nas pessoas em função dos períodos de espera por notícias, do lado externo dos hospitais, daqueles que estão internados devido às complicações ocasionadas pelo novo coronavírus. Nos pátios dos hospitais, onde muitas pessoas estão internadas, a angústia é compartilhada coletivamente, prolongando-se ao longo dos dias. Exemplo: “Do lado de fora do hospital, famílias dos pacientes ficam angustiadas à espera de notícias e se dizem indignadas com o tratamento dado a seus parentes” (BBC Brasil).

 

Ansiedade é uma reação manifestada no corpo, caracterizada pela apreensão decorrente das incertezas do futuro. Compreende um mal-estar físico acompanhado ou não de preocupações intensas, excessivas e/ou obsessivas, resultantes dos inúmeros efeitos causados pela disseminação do novo coronavírus, no atual contexto pandêmico. Especificamente, a ansiedade é uma das consequências da pandemia do novo coronavírus, manifestada por um sofrimento psicológico que está em crescimento significativo desde 2020, quando foram sentidos os primeiros efeitos das novas medidas sanitárias. Exemplo: Muitos dos que participaram da pesquisa relataram aumento da ansiedade, problemas para dormir, ataques de pânico ou maior desejo de se automutilar” (BBC). Desde o começo da pandemia, percebem-se outros modos de manifestação da ansiedade, resultantes de fatores como as medidas de isolamento e distanciamento social, o excesso de uso de tecnologias, o aumento da quantidade de tempo em que as pessoas permanecem dentro das residências, o rompimento de vínculos e de atividades coletivas que eram corriqueiras, além dos medos e angústias relativos ao contágio pelo novo coronavírus. A ansiedade é uma das consequências de um fenômeno identificado como “corona-insônia”, que se refere às dificuldades em relaxar e dormir, associada ao aumento do estresse em virtude da pandemia do novo coronavírus. Exemplo: “Os profissionais de saúde na verdade foram especialmente atingidos pela insônia nos últimos 12 meses. Em dezembro, a Universidade de Ottawa analisou 55 estudos globais com mais de 190 mil participantes para medir a proeminência da insônia, da depressão, da ansiedade e do transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) desde o início da pandemia. Todos os distúrbios aumentaram em pelo menos 15% entre os profissionais de saúde, com a insônia tendo o maior aumento, de quase 24%” (BBC). O estudo realizado nos EUA comprova o aumento da insônia, ansiedade e TEPT entre profissionais da saúde, especialmente no que diz respeito às consequências da insônia, sobretudo o transtorno de ansiedade. A ansiedade e as dificuldades com o sono associam-se às preocupações trazidas pela pandemia, no que concerne à preservação da vida, aos riscos de morte, ao futuro incerto, etc., e relacionam-se às manifestações de adoecimento físico e mental. A ansiedade é identificada em pacientes que se recuperaram após terem sido acometidos pela covid-19. Exemplo: “17% dos pacientes de covid-19 foram diagnosticados com distúrbios de ansiedade e 14% com distúrbios de humor, incluindo depressão” (G1). Pesquisadores de Oxford relatam que as pessoas mais propensas ao desenvolvimento de distúrbios de ansiedade (como a síndrome do pânico, por exemplo) são aquelas que desenvolveram a doença. Devido ao impacto psicológico que a pandemia do vírus causa na sociedade em geral, uma vez que a doença tem vitimado milhares de pessoas no mundo, são produzidas consequências de diversas ordens (familiares, econômicas, sociais, emocionais, acadêmicas, profissionais, etc.). Dessa forma, quem adquire a doença, ainda que se recupere, torna-se refém de pensamentos e sentimentos que são frutos da ansiedade e dos efeitos causados por ela no corpo e no equilíbrio emocional. A ansiedade pode ser causada também pelo excesso de informações contraditórias que as pessoas têm acesso sobre o novo coronavírus, o que intensifica a incerteza do futuro. Exemplo: “A especialista também indica que a dinâmica dos meios de comunicação mais o fato de que o novo coronavírus e a doença causada por ele, a covid-19, são fenômenos novos, que ainda estão sendo descobertos, faz com que muitas vezes se produzam informações contraditórias. Isso, segundo Patricia, gera ansiedade nas pessoas” (BBC). A ansiedade é desenvolvida devido às constantes incertezas diante do futuro, porque muitas pessoas sentem medo de contrair o vírus, de não sobreviver à doença, ou de ficarem internadas e intubadas em hospitais, lutando pela sobrevivência. Exemplo: “Na última semana, na cidade de Londrina, no Paraná, um homem fugiu do hospital quando soube que seria intubado. A equipe médica conseguiu resgatá-lo. Mas, a reação chamou a atenção para ansiedade e medo que o procedimento leva ao doente” (R7). A ansiedade relaciona-se com a antecipação das preocupações e aos medos acerca das questões que a pandemia provocou na vida das pessoas. Muitas famílias brasileiras sofrem com o luto, com a dor (ou a impossibilidade) da despedida, com o medo de contrair a doença, de passar por uma intubação ou de vivenciar situações de perda. O medo é tão grande que, muitas vezes, essa ansiedade aumenta e paralisa o sujeito, produzindo “pane” no corpo, mal-estar generalizado, crises de pânico. A ansiedade é manifestada também nos profissionais da saúde que ficam impedidos de atender seus pacientes pela falta de recursos no âmbito hospitalar. Exemplo: “O médico, que se descreve como uma pessoa ‘calmíssima’, diz que já teve crises de ansiedade por pensar na falta de insumos, inclusive de oxigênio, que tem sido relatada por equipes de saúde ao redor do país” (G1). Nos hospitais, em razão da falta de recursos (remédios, leitos, tubos de oxigênio), os profissionais da saúde que trabalham, diariamente, para assegurar um tratamento adequado aos pacientes, desenvolvem ansiedade porque, em muitos dos casos, os insumos que contribuem para os cuidados em decorrência da doença estão indisponíveis. A ansiedade é caracterizada como um dos fatores que influenciam na saúde mental das crianças, como consequência do distanciamento social, da falta de aulas presenciais e do contato com os amigos. Exemplo: “Algumas crianças passam a não saber mais comer sozinhas, querem só dormir na cama dos pais, deixam de se limpar sem ajuda. A ausência do ritmo escolar vai causando mais ansiedade, agitação e regressão na independência” (G1). Em decorrência do fechamento das escolas (medida adotada para conter a transmissão do novo coronavírus), das aulas on-line e, com isso, da falta das aulas presenciais, houve inúmeras consequências para as crianças: a ansiedade é uma delas. Têm-se, por isso, impactos para a saúde mental na infância: nas escolas, mais do que em casa, as crianças exercem sua independência, porque sua autonomia é estimulada. Assim, há impactos na rotina familiar e alterações de comportamento. A ansiedade pode ser uma das consequências do excesso de angústia, que também é causada pela vivência da pandemia do novo coronavírus. Exemplo: “Nós, psiquiatras, já prevíamos que a pandemia iria gerar uma situação de angústia, medo, desespero, paranoia, aumentando o consumo de bebidas e outras drogas, fazendo uma situação de maior padecimento de transtornos de ansiedade e transtornos depressivos” (CNN). Na pandemia, a angústia representa uma das causas da ansiedade que tem acometido pessoas pelo mundo inteiro, devido às mudanças sociais provocadas pela disseminação do novo coronavírus, o que afeta o corpo, nos seus aspectos físicos e psicológicos.

Anticorpos são proteínas que atuam no sistema imunológico como defensoras do organismo contra bactérias, vírus e outros corpos estranhos. São, pois, essas proteínas que podem defender o corpo humano do novo coronavírus. Os anticorpos que combatem a infecção causada pelo novo coronavírus no organismo precisam ser identificados. Exemplo: “‘Com melhores maneiras de testar os níveis de anticorpos e entender as defesas imunológicas de indivíduos e populações, cada vez mais tomamos medidas para proteger mais pessoas globalmente e controlar a disseminação do vírus’, disse Alison Simmons, diretora da Unidade de Imunologia Humana da Universidade de Oxford” (G1). A disseminação da infecção causada pelo novo coronavírus poderá ser controlada a partir dos avanços da ciência na identificação dos níveis de anticorpos relacionados ao vírus. Os anticorpos são fundamentais para que o corpo humano enfrente uma infecção. No caso daquela provocada pelo novo coronavírus, quando não há níveis suficientes de anticorpos, as vacinas são a ferramenta mais eficaz no combate à covid-19. Exemplo:Depois que você contrai uma infecção, os anticorpos ajudam seu corpo a enfrentar essa mesma infecção, caso você volte a encontrar em contato com o vírus no futuro. As vacinas fornecem uma maneira segura de o corpo desenvolver anticorpos sem o risco de ficar doente” (G1). Os anticorpos são desenvolvidos, sobretudo, nos corpos de pessoas que apresentaram algum dos sintomas – sintomáticos – provocados pela covid-19. Exemplo: “‘Nós identificamos que, ao contrário do que é relatado com frequência, a maior parte das pessoas com anticorpos era sintomática’, afirmam os pesquisadores no estudo” (G1). Tendo isso em vista, pessoas assintomáticas, que adquiriram a doença, porém sem nenhum sintoma, não têm tendência a desenvolver naturalmente esses anticorpos contra a covid-19. Os anticorpos, sendo produzidos após alguma infecção, podem perdurar por um longo tempo no combate contra possíveis reinfecções. Exemplo: “Anticorpos são proteínas que o corpo produz logo após a infecção. Eles ajudam a combatê-la e auxiliam na proteção contra reinfecções. ‘O que sabemos é que, quando alguém é infectado pela Covid-19, a pessoa consegue anticorpos que podem durar’, disse Crespo” (CNN). Os anticorpos, quando insuficientes para combater a infecção provocada pelo novo coronavírus, podem ser produzidos por meio de uma dose extra da vacina, considerada como um reforço para as pessoas que já foram vacinadas. Exemplo: “‘Claro, a coisa pode mudar de figura diante de uma nova variante. Ela pode fazer aquele ‘5’ se transformar em um ‘2’, explica o médico’. Vale esclarecer que o aprimoramento conquistado no reforço não diz respeito só aos anticorpos, mas a todas as estratégias usadas pelo sistema imunológico” (UOL). Nos corpos de pessoas que praticam atividades físicas e que foram vacinadas, os níveis de anticorpos podem ser maiores. Exemplo: “Novo estudo associa a prática regular de atividade física a um maior número de anticorpos após a vacinação e a uma redução de 31% no risco de infecções e de 37% na chance de morte em função das mesmas” (G1). Com a pandemia do novo coronavírus, é necessária uma atenção maior ao papel da nutrição para que o sistema imunológico tenha um bom desempenho e, assim, sejam produzidos os anticorpos. Exemplo: “Em especial, alguns nutrientes como as proteínas, vitamina A, C e D, ferro, zinco e selênio, são importantes reguladores das funções imunes, tanto na imunidade celular, primeira barreira de defesa, como também na chamada imunidade humoral, momento no qual começamos a produzir os famosos anticorpos” (VEJA). Quando há deficiência desses nutrientes no corpo, os níveis de imunidade são comprometidos e, consequentemente, a produção de anticorpos também é afetada. 

Aula on-line é um momento de ensino que pode acontecer em espaços não escolares ou na escola, envolvendo alunos e professores, e se faz por meio de aparelhos eletrônicos conectados à internet. Exemplo: “Aulas online têm estudantes de outros Estados e países. Com ajustes no fuso horário e paciência, ‘intercâmbio’ fica possível e troca de experiências e culturas pode virar até parte do ensino” (Terra Brasil). É uma alternativa que permite a continuidade dos estudos frente à pandemia do novo coronavírusExemplo: “Se fosse uma situação normal, em que ele (Guilherme) pudesse frequentar a escola, não trocaria uma escola presencial por uma online, ainda que a presencial não fosse tão boa. Ele sente bastante falta de ir à escola, mas nessa condição de aulas online preferimos manter na que já está” (Terra Brasil). Sinaliza dificuldades enfrentadas pela população vulnerável. Exemplo: “Crianças mais vulneráveis, sem acesso à tecnologia ou pouco suporte em casa, têm dificuldades com aulas online, mas educadores e pais mobilizados ajudam a superar obstáculos” (Terra Brasil). Também aponta para as dificuldades de acesso a aparelhos eletrônicos e à internet. Exemplo: “1 em cada 3 alunos tem problemas na conexão à internet ao tentar ver aulas on-line, diz Unicef” (G1). Tem impactos na aprendizagem. Exemplo: “Elas se dividem entre o trabalho doméstico e o apoio na alfabetização dos filhos e temem impactos na aprendizagem e no desenvolvimento cognitivo deles. Na rotina, um divide a TV com irmão, outro não tem internet para seguir as aulas online” (El país Brasil). Exige controle das questões emocionais. Exemplo: “Na pandemia, com aulas online, ela até achou que seria mais fácil se dedicar, mas o emocional pesava às vezes” (R7)

Circulação é o ato ou efeito de circular; fluxo de pessoas, de coisas, de ideias. No contexto da pandemia do novo coronavírus, a circulação de pessoas em ambientes públicos, privados e/ou em estabelecimentos comerciais foi restringida a fim de evitar aglomeração e manter o distanciamento social. Exemplo: “São Paulo já tem 32 cidades em colapso, mas ainda estuda medidas mais duras para restringir a circulação” (El País). Interdição; proibição; restrição. Exemplo: “Novo decreto proíbe circulação de pessoas entre 22h30 e 5h, em Montes Claros. Decreto também proíbe comemoração nas residências particulares, funcionamento dos clubes, casas de festas e shows. Medidas estão em vigor por dez dias a partir dessa quinta-feira (25)” (G1). Pode indicar também o movimento de saberes, de conhecimentos, de pesquisas. Exemplo: “Dados da Fiocruz indicam a circulação de 92 cepas do coronavírus no Brasil” (CNN). Passagem de fluido dentro de um organismo com retorno a um ponto de partida; propagação de publicações na imprensa; giro; trocas; funcionamento em práticas sociais; movimento corporal, mental, político, social e econômico; mudanças e transformações. Exemplo: “O gerenciamento de crise advém de uma leitura holística da situação. No caso da pandemia de Covid-19, diversas áreas de conhecimento se uniram com intuito de encontrar formas de prevenção e enfrentamento ao vírus” (G1). 

Colapso é a impossibilidade de funcionamento pelo excesso, que leva um sistema a suspender suas atividades. Exemplo: “Com números alarmantes do esgotamento de leitos de UTI e do aumento de mortes por covid-19 no país, além de palavras caracterizando a situação como ‘gravíssima’ e ‘absolutamente crítica’, um boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz publicado na noite desta terça-feira (16/3) classificou o momento atual da pandemia como o ‘maior colapso sanitário e hospitalarda história do Brasil’’’ (Blog da Cidadania). Falência da economia. Sobrecarga. Exemplo: “A CNN internacional ressaltou que Manaus já tinha ‘sofrido com a primeira onda da pandemia entre abril e maio, quando seus sistemas de saúde pública e funeral entraram em colapso’” (CNN Brasil). Perda da força; enfraquecimento; esgotamento; desânimo; estresse; distúrbio; depressão; desequilíbrio entre o corpo e a mente. Falta de insumos. Exemplo: “A falta de insumos hospitalares e de oxigênio para uso medicinal gerou comoção nacional, principalmente durante o colapso de saúde na cidade de Manaus, no início do ano, quando pessoas morreram por falta de ar” (G1). Morte causada pela falência dos órgãos. Falta de oxigênio. Exemplo: “Médicos e familiares de pacientes descrevem colapso com falta de oxigênio em Manaus”. “Manaus está em colapso com o avanço dos casos de Covid-19” (G1). Falha; ruína; desmoronamento; quedado sistema; debilitação. Exemplo: “O Financial Times mencionou a atuação das autoridades brasileiras no envio de materiais para abrandar o colapso em Manaus” (CNN Brasil).

Confinamento é a condição da pessoa que se afasta ou é afastada do convívio social, permanecendo sem contato físico com o mundo exterior. No contexto da pandemia da Covid-19, é efeito ou ação deliberada e decretada pelas autoridades: as pessoas precisam adotar o isolamento social e confinar-se em casa para evitar a transmissão do vírus. Exemplo: “Pessoas com sintomas leves ou que têm contato próximo com alguém infectado devem permanecer em casa” (Veja Saúde). É uma das medidas para diminuir a transmissão e o contágio pelo novo coronavírus. Exemplo: “a adoção do confinamento se faz necessária sempre que a população ultrapassa os limites e há falta de leitos na cidade” (G1). É adotado quando há aumento das taxas de transmissão do novo coronavírus. Desse modo, as atividades econômicas são restritas, os serviços não essenciais são fechados e as atividades essenciais devem funcionar sem atendimento presencial. Geralmente, a duração do confinamento é de até 15 dias. Nesse período, as pessoas que podem, devem ficar em casa. Exemplo: “Outras cidades do interior paulista endureceram o confinamento nos últimos dias para tentar reduzir a disseminação do novo coronavírus” (Agência Brasil).

Contágio é a transmissão de uma doença contagiosa que se dá por meio de contato direto ou indireto. Com a disseminação da pandemia do novo coronavírus, há três formas de contágio: “por gotículas de ar, pelo contato físico e pelas superfícies infectadas” (G1). Especificamente, o contágio compreende uma das consequências da falta do uso de máscara e da baixa adesão ao cumprimento das medidas preventivas, adotadas e orientadas pelas autoridades de saúde. Exemplo: “[…] medidas adotadas por autoridades de saúde impedem que haja contato entre pacientes infectados e pessoas saudáveis, evitando novos contágios” (BBC Brasil). O cumprimento das medidas de segurança anunciadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é imprescindível para que sejam evitados ou, ao menos, diminuídos os índices de contágio e possíveis mortes causadas pela doença. A transmissão ocorre, principalmente, quando são formadas aglomerações e não são respeitados os protocolos de segurança, como o indicativo de distanciamento social. Exemplo: “Quais cuidados devem ser tomados durante a prática das atividades para evitar o contágio? É crucial evitar o contato presencial com outras pessoas […]” (G1). A diminuição dos índices de contágio pelo novo coronavírus está relacionada com o isolamento social, processo pelo qual as pessoas se afastam do convívio em sociedade, corroborando com a prevenção da disseminação da covid-19 e, consequentemente, com a contenção da pandemia. Exemplo: “OMS diz que contágio do novo coronavírus está passando ‘das ruas’ para ‘dentro das famílias’ e reforça necessidade de isolamento social” (G1). Conforme recomenda a OMS, para evitar o contágio pelo novo coronavírus, sobretudo na esfera familiar, é preciso que o isolamento ocorra em um lugar que não seja a própria casa. O contato direto com os cadáveres de vítimas ainda infectadas ou a manipulação do corpo morto, que abriga vírus vivos, pode ocasionar o a infecção pelo novo coronavírus. Exemplo: “‘O vírus não morre com a pessoa. Ele sobrevive por algum tempo no corpo do paciente. No caso de doenças respiratórias agudas, os pulmões e outros órgãos podem ainda abrigar vírus vivos. Portanto, se ocorrer alguma falha no protocolo de higiene e manuseio do cadáver, o médico legista pode acabar sendo contaminado’, afirma Elie Fiss” (R7). O Ministério da Saúde orienta que, em função dos riscos de contágio pelo novo coronavírus, mesmo quando há óbito, tanto os familiares quanto os profissionais responsáveis pelos procedimentos hospitalares com o corpo sigam algumas recomendações. A diminuição da propagação do contágio pelo novo coronavírus está associada ao aumento da imunização, por meio da vacinação. Exemplo:Para evitar o risco de propagação dos contágios, adverte Guillermo López Lluch, catedrático de Biologia Celular da Universidade Pablo de Olavide (UPO), em Sevilha (Espanha), ‘é preciso alcançar a imunidade coletiva mais ampla possível no menor prazo de tempo’” (El País). A vacinação resulta na imunização da população, controlando a propagação do contágio pelo novo coronavírus e auxiliando na prevenção da circulação das mutações do vírus. Devido às consequências do alto nível de contágio, muitos brasileiros estão morrendo sem conseguir atendimento, uma vez que as unidades de saúde não têm estrutura suficiente para atender tantas pessoas. Exemplo:Morrer sem ter chance a um atendimento adequado para tratar a doença é uma realidade e especialistas apontam a urgência de estancar o contágio com o endurecimento das medidas de distanciamento social (enquanto a vacinação caminha lentamente) é a única saída para minimizar a crise” (El País). Nas unidades de saúde brasileiras, muitas pessoas acometidas pela covid-19 não conseguem tratamento e acabam falecendo à espera de um leito. Esse contágio em alta escala ocorre, sobretudo, devido à lentidão do ritmo de vacinação (e, muitas vezes, pela recusa de vacina), como também pelo não cumprimento das medidas preventivas, adotadas desde o início da pandemia.

Coronavírus são uma família de vírus já conhecidos há bastante tempo por provocarem infecções respiratórias em seres humanos e em animais. O novo coronavírus causa a covid-19 que pode apresentar como sintomas iniciais tosse seca, dificuldade para respirar e febre, evoluindo, em alguns casos, para consequências mais graves como, por exemplo, pneumonia e, em casos mais extremos, até a morte. Exemplo: “Covid-19, Sars, Mers: as síndromes respiratórias causadas por coronavírus. Das sete categorias de coronavírus que causam enfermidades em seres humanos, estas três são as responsáveis pelos quadros mais graves” (Revista Galileu). Os coronavírus recebem esse nome porque têm forma de coroa (do latim, corona = coroa + vírus). Exemplo: “Apesar da situação atual, o coronavírus não é recente. Os primeiros coronavírus humanos foram identificados em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do seu formato, parecendo uma coroa” (Secretaria da Saúde do RS). A Organização Mundial da Saúde (OMS) soube da existência de um novo coronavírus com sintomas e complicações mais graves, o SARS-CoV-2, em 31 de dezembro de 2019, e a partir de 11 de março de 2020 determinou o estado de pandemia, já que esse novo vírus foi identificado em várias partes do mundo. Exemplo:A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que vivemos uma pandemia do novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2” (Veja Saúde). O novo coronavírus, tratado cientificamente de SARS-CoV-2, causa a doença chamada de covid-19, que pode ser transmitida diretamente de uma pessoa infectada para outra não-infectada, por gotículas de tosse ou espirro transportadas pelo ar, e/ou indiretamente, quando uma superfície infectada é tocada, e, em seguida, as mãos são levadas aos olhos, à boca ou ao nariz. Exemplo:O novo coronavírus causa a doença chamada de Covid-19, sigla para Coronavírus Disease 2019. Portanto, Covid-19 é a doença causada pelo SARS-CoV-2, ou novo coronavírus, que causa sintomas como febre, cansaço, tosse seca e falta de ar” (Educa Mais Brasil). Os efeitos do novo coronavírus podem ser prevenidos com o uso de máscaras, distanciamento social e a correta higienização das mãos. A vacinação contra a covid-19 pode diminuir os efeitos que esse vírus pode causar no organismo humano, reduzindo as chances de internações e mortes. Exemplo:No contexto da pandemia da Covid-19, o Ministério da Saúde reafirma seu compromisso com a vida atuando para vacinar todos os brasileiros. Para vencer o coronavírus a premissa é uma só: Brasil unido por uma Pátria vacinada” (Ministério da Saúde).

Crise é um agravamento de ordem educacional, econômica, sanitária, social e política que, no contexto da pandemia do novo coronavírus, acentuou-se no Brasil. Exemplo: “A pandemia de Covid-19 veio agravar a profunda crise política, social e econômica pela qual o Brasil vinha passando; a educação não saiu ilesa, ao contrário” (Le Monde). Adversidade que revelou ainda mais os problemas de inclusão educacional, já existentes em todo o mundo e agravados pela pandemia do novo coronavírus. Exemplo: “Os problemas de inclusão educacional já existiam antes da pandemia do novo coronavírus, mas a crise sanitária, que deixou 1,3 bilhão de crianças sem aula no mundo todo, os evidenciou ― e exacerbou ― talvez mais do que nunca. Segundo a Unesco (órgão da ONU para a infância e a educação), até 40% dos países de renda baixa e média-baixa não apoiaram os alunos em situação de risco durante a pandemia” (El País). Problema de aprendizagem que na pandemia pode evoluir para uma catástrofe. Exemplo: “Não podemos permitir que essa crise de aprendizagem se transforme, de nenhuma maneira, em uma catástrofe de aprendizagem”, diz Noleto, que em 2018 se tornou a primeira mulher a ocupar o mais alto cargo na Unesco no país” (BBC News). Dificuldade econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Exemplo: “A crise econômica gerada pela pandemia da Covid-19 impacta negócios em todos os setores há mais de um ano” (G1). Problema sanitário que acarretou no fechamento de instituições de ensino públicas e privadas. Exemplo: “O dia 23 de março ficou marcado na memória da pedagoga Leila Oliveira. Foi nesta data que, em 2020, as escolas públicas e particulares de São Paulo fecharam as portas pela primeira vez, na tentativa de conter o avanço do coronavírus. A medida afetou 3,5 milhões de crianças e adolescentes da rede estadual e 2,3 milhões de alunos da rede particular, sem contar os estudantes das redes municipais. São Paulo era o primeiro Estado a ser arrastado para dentro da crise sanitária e o fechamento das instituições de ensino afetou milhares de famílias” (El País). Problema de saúde pública provocado pela falta de oxigênio. Exemplo: “Foi no dia 13 de março de 2020, há quase um ano, que o Amazonas confirmou o primeiro caso de Covid-19. Desde lá, o estado enfrentou duas ondas da doença, colapso na saúde, crise por falta de oxigênio e muitas perdas” (G1). A crise implica no aumento de responsabilidade das meninas pelo trabalho doméstico não remunerado em detrimento da formação escolar. Exemplo: “É sabido, por exemplo, que durante momentos de crise econômica as meninas são responsabilizadas pelo trabalho doméstico não remunerado, ameaça real para o abandono escolar” (Le Monde). Crise é uma consequência da pandemia que afetou diversos brasileiros que já vinham enfrentando dificuldades políticas, econômicas e sociais. Exemplo: “Aqui, no entanto, já estávamos vivendo uma profunda crise política, econômica e social, à qual veio se somar a pandemia de Covid-19. Desde então, vivemos uma crise dentro de uma crise” (Le Monde). Coronacrise: problema de ordem econômica, agravado pela pandemia do coronavírus, que afetou especialmente a população pobre. Exemplo: “Medidas estruturais, como tributação progressiva, imposto sobre grandes fortunas e garantias constitucionais de direitos sociais, não estão na pauta da coronacrise” (Le Monde). Pós-coronacrise: crise após a pandemia. Exemplo: “É certo que a população urbana de São Paulo, Quito, Lima, Caracas, Cidade do México e Washington estará mais desnutrida e miserável nos próximos anos. Se hoje existem mais de 200 mil favelas espalhadas pelo mundo, cuja população varia de algumas centenas a mais de 1 milhão de pessoas, esse número será bem maior pós-coronacrise” (Le Monde).

Desafio é uma situação problemática, no meio educacional, diante das dificuldades impostas pela pandemia do novo coronavírus. Exemplo:Uma comissão da Câmara dos Deputados que acompanhou as despesas do Ministério da Educação em 2020 constatou que houve ‘uma queda abrupta e inexplicável do fluxo dos recursos federais em diferentes áreas da educação, em um ano em que o orçamento federal da educação deveria ser revisto para dar conta dos novos desafios, como conectividade dos estudantes e implementação dos protocolos de biossegurança’” (CNN Brasil). Dificuldade de acesso aos dispositivos e de engajamento das famílias. Exemplo: “Uma revisão de estudos sobre ensino remoto na educação básica dos Estados Unidos lembra que as evidências em torno do tema são ‘esparsas’. E, também lá, o acesso a dispositivos foi um grande desafio, seguido de outro: ‘garantir que estudantes e famílias se engajem com o ambiente de aprendizado’ remoto” (BBC News). Obstáculos enfrentados pelos professores no que se refere ao envolvimento dos alunos. Exemplo:Desde o começo da pandemia, com o cancelamento de aulas presenciais e as incertezas sobre o seu retorno, um dos desafios das professoras dos diferentes ciclos e das pedagogas, especialmente nas séries iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), é garantir que os alunos se envolvam com as atividades escolares” (El País). Dificuldades enfrentadas por estados e municípios. Exemplo: “O documento destaca que estados e municípios têm enfrentado sozinhos desafios para adaptar suas atividades ao ensino à distância, assim como para implementar protocolos de saúde no retorno às escolas” (CNN Brasil). Problemas socioeconômicos que afetam o meio educacional. Exemplo: Os desafios socioeconômicos ligados, principalmente, à desigualdade de oportunidades de aprendizagem e de acesso ao ambiente escolar são as principais barreiras encontradas na educação atual brasileira. A pandemia do novo coronavírus pegou o mundo inteiro de surpresa, acentuou essa problemática e impôs desafios ainda mais urgentes” (G1).

Desigualdade é a dificuldade enfrentada pela população mais vulnerável e marginalizada. Exemplo: “Além disso, todos os planos e medidas de reabertura segura devem almejar a redução de desigualdades e a melhora das condições educacionais e de saúde para a população mais vulnerável e marginalizada” (G1). Problema vivido pelos brasileiros na pandemia. Exemplo: “A pandemia aprofundou ainda mais a desigualdade entre os brasileiros em relação à educação, como mostra a reportagem de Renata Ribeiro” (G1). Problema crônico no Brasil.É da natureza dessa doença se espalhar, contaminar a cidade, o estado, o país. Não é de 2020. Já faz bem mais tempo que esse vírus já é endêmico no Brasil; esse da desigualdade” (G1). Problema de ordem social enfrentado por alunos mais pobres e seus familiares, na educação, durante a pandemia do novo coronavírus. Exemplo: “Outro problema que ficou evidente na educação com a pandemia do Coronavírus é a desigualdade social e de acesso a tecnologias, o que causou um abismo entre aqueles que podem dar continuidade ao seu processo de aprendizagem e outros que sequer possuem um dispositivo eletrônico com conexão à internet dentro de casa” (G1). Problema gerado pelas aulas on-line. Exemplo: “Os argumentos das autoridades, em geral, giram em torno da importância da educação e do combate às desigualdades trazidas pelas aulas on-line. Abordam também o baixo impacto das crianças nas cadeias de transmissão do novo Coronavírus” (G1). Problema possível de ser resolvido com a escola aberta. Exemplo: “O educador pontua que a escola precisa ser vista como prioridade e alerta que é necessário trabalhar para reduzir as desigualdades: ‘Vamos ter um fosso entre grupos, que se ampliou durante a pandemia, podendo ter consequências de médio e longo prazo. Precisamos trabalhar para fazer escolhas adequadas, entendendo o que é fundamental para o aprendizado de crianças e adolescentes’” (El País). Disparidade que só pode ser superada pela educação. Exemplo: “Os especialistas concordam: educação é a vacina para desigualdade” (G1). A desigualdade acentua diferenças educacionais vividas no mundo, mas que ficaram mais evidentes devido à pandemia do novo coronavírus. Exemplo: “Coronavírus exacerbou desigualdades educacionais no mundo” (El País).

Distanciamento Social é o ato ou efeito de distanciar-se, afastar-se de pessoas. É manter-se distante fisicamente de outras pessoas em espaços públicos (praças, ruas, praias) e privados (lojas, shopping, casas), bem como no convívio social com pessoas que não habitam na mesma residência para evitar a propagação e o contágio do novo coronavírus, causador da doença covid-19. Para isso, a distância recomendada entre as pessoas deve ser de, pelo menos, 1,5 metro. Exemplo: “O Projeto de Lei 2820/20 determina que estabelecimentos autorizados a funcionar com atendimento ao público durante a pandemia de Covid-19 garantam distância mínima de 1,5 metros entre pessoas nas filas” (Câmara dos Deputados). Com o distanciamento social, evitam-se aglomerações, fluxo de pessoas nos espaços públicos e privados, ascensão de casos e colapso do sistema de saúde. Exemplo: “O distanciamento social diminui a transmissão para que os serviços de saúde possam testar casos suspeitos, rastrear contatos e tratar e isolar pacientes” (Organização Pan-americana da Saúde). É uma das medidas de prevenção divulgadas pela Organização Mundial da Saúde, pelo Ministério da Saúde, pelos especialistas em saúde e pelas autoridades sanitárias como eficaz para evitar a disseminação da covid-19. Exemplo: “A adoção de medidas de distanciamento social é apontada por autoridades sanitárias e especialistas como a forma mais eficaz de conter a pandemia de Covid-19 sem sobrecarregar os sistemas de saúde” (Aos Fatos). É a finalidade pela qual gestores dos estados e municípios avaliam e executam estratégias e aplicam sanções para quem não o cumpre. Exemplo: “Na Zona Norte da Capital um estabelecimento foi autuado também por ausência de distanciamento, e no Porto Seco também houve autuação pelo mesmo motivo” (G1). As medidas de distanciamento social devem ser adotadas por cada pessoa e por todos os setores da sociedade (restaurantes, lojas, jardins botânicos, hotéis, prefeituras, ONGs, etc.). Exemplo: “O uso da máscara, o distanciamento social rigoroso e a recusa de participar de aglomerações são comportamentos que buscam evitar a expansão da pandemia” (Observatório da Imprensa). Para que haja segurança no funcionamento dos serviços considerados essenciais e não essenciais, deve-se observar o distanciamento entre as pessoas. Exemplo: “De acordo com decreto publicado na última quarta-feira (16) pela Prefeitura, somente serviços essenciais estão autorizados a funcionar até 0h de 28 de junho, o que inclui alimentação, saúde, postos de combustíveis, bancos e correios, mas cada área submetida a regras diferentes, que não necessariamente liberam o atendimento presencial” (G1). Distanciamento social, isolamento social e confinamento possuem sentidos próximos, pois, quando se fala em medidas de prevenção, temos tanto o distanciamento como o isolamento social. Destacamos que o isolamento é recomendado para afastar as pessoas do convívio social, quando se encontram infectadas com o novo coronavírus ou com suspeita de infecção. Exemplo: “Apesar de terem significados distintos, as palavras quarentena, isolamento e distanciamento são, muitas vezes, usadas para dizer a mesma coisa no dia a dia” (UOL). O Ministério da Saúde, em abril de 2020, publicou duas categorias de distanciamento: o distanciamento social ampliado e o distanciamento social seletivo, dependendo do cenário da transmissão da doença e da capacidade da rede de saúde. Exemplo: “A medida utilizada pela maioria das regiões do país é o Distanciamento Social Ampliado (DAS), quando todos os setores da sociedade precisam permanecer na residência enquanto durar a decretação da medida pelos gestores locais” (Ministério da Saúde). O distanciamento social seletivo promove o distanciamento das pessoas consideradas dos grupos de risco. Exemplo: “Nestes casos, apenas alguns grupos ficam isolados, com atenção aos de maior risco de agravamento da doença, como idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, ou condições de risco, como obesidade e gestação de risco” (Ministério da Saúde). Em maio de 2020, o Ministério da Saúde divulgou outras categorias para o distanciamento social. A classificação para cada categoria depende da capacidade instalada de tratamento, do nível epidemiológico, da velocidade de crescimento e das condições de mobilidade urbana. Exemplo: “A partir dessa classificação de riscos são indicados tipos de distanciamento social: seletivo I e II, ampliado I e II e restrição máxima” (Agência Brasil).

Educação a distância é a modalidade educacional na qual estudantes e professores estão separados, física ou temporalmente e, por isso, faz-se necessária a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação. É comum encontrar as expressões ensino a distância, educação remota e ensino remoto como sinônimos para educação a distância. O que diferencia, por exemplo, a educação a distância do ensino remoto é o fato de que aquela tem estrutura metodológica consolidada e aprovada em legislação pelo Ministério da Educação, e este, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, foi sendo regulamentado por diversas portarias, resoluções, notas técnicas e orientações, elaboradas por órgãos e instituições de ensino. Exemplo: “‘Essa experiência que a gente está tendo, remota, é completamente diferente da experiência EAD’, afirma o doutor em comunicação, Alexandre Kieling. Ele explica que a educação a distância, conhecida como EAD, tem uma metodologia bem programada desde o princípio” (G1). Antes da pandemia, a educação a distância funcionava como uma modalidade educacional alternativa e atendia estudantes que buscavam flexibilidade de tempo e de espaço para estudar. No contexto da pandemia do novo coronavírus, a educação a distância tem sido a principal alternativa para manter os estudos e continuar o processo educacional, devido às medidas de isolamento social. Exemplo: “O fechamento incentivou um sem-número de iniciativas, individuais ou institucionais, de mudar a oferta de cursos e disciplinas da modalidade presencial para algum tipo improvisado de educação a distância (EaD)” (Le Monde). Por exigir a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, a educação a distância enfrenta limitações para sua efetivação. Exemplo: “‘O que essa crise mostra é como a educação presencial é fundamental’ […], lembrando os meios limitados que dificultam a educação a distância no Brasil. ‘Tem a barreira da falta de acesso à internet, da falta de equipamentos, da falta de privacidade’” (G1). A educação a distância diferencia-se da educação promovida na sala de aula/escola e, por vezes, pode ser considerada não atrativa. Exemplo: “Oliveira faz parte do grupo de educadores que foi em busca de soluções para o fechamento das escolas. Dialogou com professores da Alemanha, Argentina e Portugal. A expectativa, naquele primeiro momento, era trocar boas práticas para que as crianças e adolescentes pudessem voltar à sala de aula o mais rapidamente possível. A possibilidade de um período longo de educação à distância não era atrativa para nenhum país” (El País). Os problemas de exclusão escolar já existiam antes da pandemia do novo coronavírus, mas a escolha da modalidade de educação a distância, como alternativa para manter o processo educativo, impactou a capacidade de aprendizagem e a evasão escolar. Exemplo: “Há apenas a experiência das longas férias de verão em alguns países, especialmente na Europa, que no caso dos alunos mais vulneráveis podem provocar a perda de algumas capacidades de aprendizagem, recorda Antoninis. […] Entretanto, agora os alunos se viram obrigados a permanecer durante vários meses afastados do estudo. E, uma vez mais, são os mais vulneráveis, com menos recursos, e que portanto tampouco puderam acompanhar a educação à distância estabelecida em muitos países (mas não todos), os que serão mais impactados” (El País).

Educação remota é a forma de ensino adotada pelas escolas e universidades, vista como uma oportunidade de continuar as suas atividades a distância, durante a pandemia do novo coronavírus. Exemplo: “O Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) e o Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) avaliaram a eficiência dos planos de educação remota de Estados e capitais” (G1). Compreende também uma tentativa que possibilita aos alunos o acesso ao ensino, ainda no período de isolamento social. Exemplo: “Outro ponto crucial, diz Barberia, é garantir a conectividade dos alunos, com acesso público de qualidade a internet e a aparelhos adequados, para que eles de fato consigam usufruir da educação remota nos momentos de paralisação do ensino presencial” (BBC). Constitui um obstáculo para o aprendizado dos alunos. Exemplo: “Não tem como ter essa educação remota, em certo sentido improvisada, durante oito meses. É impossível achar que não vai ter consequências graves. Os alunos vão aprender menos, a chance de evadir é maior, e tudo isso acontecendo de uma maneira extremamente desigual, porque esse esforço meritório de educação remota requer um apoio da família em termos de recursos digitais, espaço, lugar para estudar, tempo para estudar” (Terra). A educação remota salienta a desigualdade dos grupos sociais. Exemplo: “Quem tem mais risco de não voltar para a escola são os mais pobres, os mais vulneráveis, e quem se beneficiou menos da educação remota foram os mais pobres e mais vulneráveis” (Terra).

Enfermagem é cuidado com o outro (independente de etnia, cor, gênero, religião), é afeto, amor, proteção, ajuda, assistência, auxílio, precaução, enfrentamento diante da dor e das adversidades, em seus diferentes níveis e intensidades. É afeto e amor redobrados. Exemplo: “Afeto, amor e enfermagem. Atualmente, os sentidos e a ligação entre as três palavras nunca foram tão presentes para Wilsomar da Silva, de 48 anos, que trabalha na área da Saúde há 25” (G1 Notícias). É dar o melhor de si, fazer além do que sua profissão determina, propõe e/ou exige: “Nos plantões, o técnico de enfermagem além de ajudar nos procedimentos técnicos, corta cabelo, maquia, lê livros, conta histórias e leva música para os pacientes infectados com o coronavírus” (G1 Notícias). É estar no lugar “do outro” e “com o outro”, é sentir o isolamento como o paciente sente, é ser a companhia daqueles que carecem de contato físico/humano. Exemplo: “O técnico de enfermagem também sofreu com a falta de afeto no começo da pandemia. Wilsomar relembra que ao chegar em casa, ele não pôde abraçar os filhos, então, se viu no lugar dos pacientes que não podiam receber visitas e só dependiam do ‘lado humano’ dos profissionais da Saúde” (G1 Notícias). É buscar passar segurança, agir com profissionalismo, mas arriscar sua própria vida pelo bem-estar das vítimas. Exemplo: “Com mais de 20 anos de profissão, Carla fez aquilo que sempre fez ao longo da carreira: tranquilizou a paciente, uma idosa, e calmamente realizou o protocolo para testagem da doença. Mesmo tomando todos os cuidados, dias depois, ela própria adoeceu” (EL PAÍS). Encontrar-se, no contexto da pandemia, diante das lacunas da saúde brasileira. Falta de equipamentos de proteção, bem como de informação e conhecimento acerca de seu uso. Exemplo: “Outro problema enfrentado pelos profissionais da enfermagem é a falta de equipamentos de proteção individual, os EPIs […]. Não apenas escassez quantitativa desses produtos, mas também a qualidade do material é questionável. Outra questão é o treinamento das equipes para usá-los: muitos profissionais se contaminam ou pelo uso inadequado do EPI, ou então na hora da desparamentação [retirada da máscara, luvas e avental], diz Neri” (EL PAÍS). Exaustão diante das mortes em massa, cansaço físico e mental, exoneração. Exemplo: “‘Estou exausta. Não estou mais preparada para ver tanta gente doente morrer. De verdade, eu estou prestes a pedir exoneração’, afirma a enfermeira Luciana Martinez, 42 anos. […] Denise Reis Dias Pupin, 40, enfermeira, abriu mão da dupla jornada em julho após presenciar uma verdadeira ‘catástrofe’. ‘Sempre trabalhei com pacientes críticos, a minha carreira de mais de 20 anos de enfermagem foi cuidando de paciente de UTI, muitas vezes em estado terminal. Mas nunca vi tanta gente morrer na vida, e nunca me senti tão cansada mentalmente quanto este ano’, afirma” (EL PAÍS).

Ensino remoto é o modelo de ensino adotado durante a pandemia do novo coronavírus, mediado ou não por tecnologias digitais de informação e comunicação, em substituição ao ensino presencial. Exemplo: “Com a alta de casos, o Estado iniciou o ano letivo de 2021 apenas com ensino remoto” (El País Brasil). Tentativa de simular as aulas do modelo presencial por meio de encontros ao vivo (síncronos) e também através de gravações e/ou materiais impressos (assíncronos). Exemplo: ‘A prefeitura disse ainda que, desde o início do ensino remoto, distribuiu mais de 1,5 milhão de materiais elaborados pelos professores da rede” (BBC News Brasil). Desafio para as famílias. Exemplo: “Desde então, as famílias lidam com o desafio do ensino remoto, estabelecendo rotinas de estudo quando é possível, em meio às incertezas sobre o futuro e receios quanto ao recrudescimento do avanço do vírus no país” (El País Brasil). Desafio para as escolas. Exemplo: “A maioria das escolas não conta com o suporte necessário para o oferecimento do ensino remoto ou a distância” (G1). Desafio para os estudantes. Exemplo: “As redes já vinham reportando que cerca de 30% dos adolescentes iam desistir de estudar por causa da sensação de que não aprendem no ensino remoto” (El País Brasil). Experiência de superação e novos sentimentos. Exemplo: “Assim como Denise, muitos outros professores têm encarado o ensino remoto como uma experiência de superação. A nova realidade de aulas em tempo real pelo computador, o atendimento dos alunos por WhatsApp em horários imprevistos e a necessidade de acolhimento das turmas não só mudaram a rotina como trouxeram novos sentimentos sobre o trabalho” (El País Brasil). O ensino remoto, em alguns casos, evidenciou o descaso e a omissão do poder público. Exemplo:Outros problemas graves foram a falta de coordenação nacional por parte do Ministério da Educação e os cortes orçamentários substanciais na área, que vão dificultar investimentos em acesso ao ensino remoto em 2021” (BBC News Brasil). Acentuação das dificuldades enfrentadas pela população vulnerável. Exemplo: “No momento em que a alta de mortes por Covid-19 no Brasil torna ainda mais complexas as discussões sobre volta às aulas presenciais, o ensino remoto continua a ser a rotina de muitas famílias — assim como não ter acesso à educação à distância continua a ser a realidade de grande parte da população mais vulnerável” (BBC News Brasil). 

Exclusão escolar é um problema agravado pela pandemia do novo coronavírus que afetou diretamente milhões de alunos em países pobres. Exemplo: “Unesco: Pandemia acelerou a exclusão escolar em países pobres. Em relatório, entidade mostra que a covid-19 fez com que 258 milhões de alunos no mundo ficassem sem ter nenhuma condição de estudar” (R7). Adversidade enfrentada por alunos mais novos e moradores de regiões rurais no acesso à educação por meio da conexão com a internet. Exemplo: “‘Certamente estamos em cenário mais desafiador hoje’, afirma Ernesto Faria, diretor executivo do Iede. Para ele, o risco é ampliar a exclusão escolar em idades abaixo de 16 e 17 anos. ‘Voltamos a ter risco de evasão entre alunos mais novos, entre 6 e 14 anos, um problema que já havíamos superado, mas que voltou a ser ameaça por causa da dificuldade de conexão nas regiões rurais, por exemplo’, alerta” (G1). Problema que atingiu o público infantil formado por crianças negras, pardas ou indígenas. Exemplo: “Segundo a entidade, esta faixa etária é a mais afetada pela exclusão escolar [..]. Entre elas, 69,3% das crianças de 6 a 10 anos sem escola são pretas, pardas ou indígenas. Antes da pandemia, crianças desta idade sem oportunidades de educação eram exceção” (G1). Obstáculo imposto pela pandemia do novo coronavírus a estudantes. Exemplo: “Exclusão escolar de crianças e adolescentes aumenta 709% em Roraima, aponta Unicef. Pesquisa mostra que 38,6% das crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos ficaram excluídos da educação durante o primeiro ano da pandemia. Percentual deixa Roraima em primeiro lugar entre os estados do país” (G1). Resultado da ausência de políticas emergenciais que contemplassem estudantes de regiões mais pobres do país. Exemplo: “As escolas públicas em regiões mais pobres, como no campo, nas áreas ribeirinhas e remotas, e nas periferias urbanas foram as que mais sofreram com a exclusão escolar de políticas emergenciais elaboradas com base na aceitação por parte dos governos da desigualdade educacional e social” (Le Monde). É um retrocesso educacional no Brasil causado pela pandemia do novo coronavírus. Exemplo: “A exclusão escolar atingiu crianças de faixas etárias em que o acesso à escola não era mais um desafio. O estudo do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) em parceria com o Cenpec Educação (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) mostra que em novembro de 2020, mais de 5 milhões de meninas e meninos não tiveram acesso à educação no país, um número próximo ao que o Brasil tinha no início dos anos 2000” (R7).

Felicidade, antes da pandemia, era o estado de espírito de quem está de bem com a vida, podendo ser relacionado à alegria, bem-estar, euforia, tranquilidade, equilíbrio, idealização, positividade, satisfação. Felicidade, durante a pandemia, é sobreviver à covid-19, manter o emprego, alimentar a esperança de rever os amigos, sonhar com aglomeração, ser vacinado e ver os amigos/parentes/colegas imunizados, recuperar-se da doença ou ver um familiar/amigo vencer o vírus, estar com a família. Exemplo: “A pandemia, e toda a alteração das nossas práticas habituais, nos fez refletir sobre o nosso sistema de valores, de crenças e qual o significado que atribuímos à nossa vida, o que possibilitou a construção de um novo sentido. Esta reavaliação ganhou conotações mais positivas” (G1). É acordar todos os dias, comer, sentir o gosto da comida, respirar. Exemplo: “Felicidade do Brasileiro cai em meio a pandemia” (Diario G1). A felicidade também pode estar em assistir a manifestações artísticas e, assim, voltar a rir e gargalhar. Exemplo: “Dona Hermínia nos fez fugir deste mundo cruel para momentos de muita alegria e risos. Nos deu felicidade” (El Pais Brasil).

Gargalhada é riso alto, prolongado, intenso, com vontade, com leveza, com alegria e com prazer. É um modo de extravasar, de soltar a voz diante de um acontecimento engraçado. Sentir-se bem frente a uma situação inusitada. É rir até chorar. Na pandemia, é também alegrar-se diante da superação da covid-19, causando riso nervoso, uma gargalhada emotiva. Exemplo:Após vencer uma luta de 19 dias contra a Covid-19, o engenheiro civil Vitor Matos Caselato, de 30 anos, pediu em casamento a namorada Ester dos Santos França, de 31, no dia em que recebeu alta, na recepção do hospital onde estava internado para tratamento da doença” (G1). Na pandemia, a gargalhada pode consistir em deboche, ironia, nervosismo, caçoada de algo, de alguém ou dos acontecimentos. Pode compreender também uma manifestação que visa à desqualificação das recomendações da ciência. Exemplo: “O presidente é um caso único no mundo em meio à tragédia que vive. Chegou a caçoar de quem toma a vacina, dizendo entre gargalhadas que as pessoas ‘vão virar jacarés’” (El País). É uma válvula de escape diante da doença. Exemplo: “Gargalhada é arma contra a pandemia” (Correio da Manhã).

Gripe é uma doença infecciosa, virótica e contagiosa (gripe aviária, espanhola, H1N1). Trata-se de uma virose que causa febre, mal-estar, congestão nasal e dor de cabeça. Compreende uma infecção menos grave do que a covid-19. Na pandemia, gripe é angústia, medo, ansiedade. Exemplo: “Como alguns sintomas da covid-19 – febre, tosse, dores – são semelhantes aos da gripe, é tentador comparar as duas doenças. Sajid Javid, o novo secretário de saúde do Reino Unido (equivalente ao ministro da Saúde no Brasil), disse recentemente: ‘Vamos ter que aprender a aceitar a existência da covid e encontrar maneiras de lidar com ela – assim como já fazemos com a gripe’” (Correio Braziliense). É uma doença relativizada em detrimento da covid-19; confundida com a covid-19. Exemplo 1: “Atualmente, o efeito da Covid na saúde da população é muito maior do que o da gripe” (Correio Braziliense). Exemplo 2: “Vacinação contra a gripe evita mortes e ajuda no combate à Covid-19” (CNN). Exemplo 3: “Com os moradores de Mato Grosso do Sul sob alerta de grande perigo para baixa umidade, muitas pessoas têm confundido os sintomas ocasionados pelo tempo seco, resfriados e gripe com o da Covid. Médicos deram dicas para enfrentar a secura” (G1). Exemplo 4: “De forma clara, o especialista em infectologia, Everton Lemos, usou como base uma tabela do Ministério da Saúde para explicar as incidências dos possíveis sintomas durante um período de tempo seco ou quando a pessoa apresenta sinais de resfriado, gripe ou Covid” (G1). Exemplo 5: “O médico pneumologista, Henrique Britto explica que as maiores diferenças entre os sintomas provocados pela secura da Covid, gripe ou resfriado, são os quadros irritativos” (G1). Exemplo 6:Para o especialista, as condições provocadas pelo organismo quando a pessoa possuí gripe são regionalizadas ao nariz, garganta e o olho. ‘Já a Covid envolve outros sintomas em outras partes do corpo’” (G1). 

Imunização é a proteção imunológica contra uma doença infecciosa, como, por exemplo, na conjuntura atual, a covid-19. Possibilita ao corpo defender-se melhor contra doenças causadas por certas bactérias ou vírus, podendo ocorrer de diferentes formas, para citar algumas: a imunização ativa, que é induzida pela vacina que, ao ser administrada, induz uma resposta biológica do nosso corpo com a produção de anticorpos específicos ao mesmo micro-organismo que foi administrado, protegendo contra futuras infecções; e a imunização passiva, que induz a proteção com a administração de anticorpos contra uma infecção particular. Essa é rápida e eficiente, mas temporária, durando em média poucas semanas e/ou meses. A imunização para a covid-19 se dá a partir da vacinação. Exemplo: “Brasil tem 14,44% da população com imunização completa contra a covid-19” (Terra). É muito importante que as pessoas não escolham entre as vacinas: vacina boa é aquela que está disponível no posto de saúde. Exemplo: “‘Sommeliers’ de vacinas atrapalham campanha de imunização contra Covid no Brasil” (InfoMoney). Em 20 de janeiro de 2021, o Ministério da Saúde criou uma campanha nacional chamada “Brasil Imunizado. Somos uma Só Nação” (Ministério da Saúde) para o início da vacinação contra a covid-19. Exemplo: “Quando as pessoas são imunizadas contra uma doença, elas adquirem anticorpos, mas isso não impede que contraiam a doença e sofram os sintomas, ainda que de maneira mais leve, e nem que sejam transmissores da doença. Portanto, uma vez que nenhuma vacina é 100% eficaz, algumas pessoas que foram imunizadas podem contrair a doença mesmo assim” (MSD Manual). Uma das formas mais eficientes de imunização é a imunização em massa. Exemplo: “A imagem da enfermeira Monica Calazans sendo vacinada em 17 de janeiro foi emocionante e simbólica. Trouxe alívio porque mostrou que a vacina era possível entre nós, e estabeleceu um novo marco no calendário da pandemia: o início da imunização em massa no país” (Observatório da Imprensa).

Infectado é aquele que sofreu uma infecção, como a que é provocada pelo novo coronavírus, tendo seu corpo afetado. É, assim, aquele que tem seu sistema imunológico acometido e, com isso, pode apresentar sintomas da infecção em seu organismo. Exemplo: “Dificuldade para respirar, perda de paladar e olfato, fraqueza: sintomas físicos comuns entre infectados por covid-19” (G1). Os sintomas mais recorrentes da covid-19 foram amplamente divulgados na mídia, a fim de que as pessoas pudessem buscar assistência médica quando apresentassem sinais da possível infecção. O corpo infectado pode ou não sofrer com os efeitos decorrentes da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Exemplo: “Covid-19: entenda a diferença entre assintomáticos e pré-sintomáticos. Termos foram citados por representantes da OMS e geraram confusão; especialista enfatiza que todos os infectados podem transmitir o coronavírus” (R7). Cada organismo reage de maneira diferente à infecção provocada pelo novo coronavírus e, em razão disso, o corpo pode ser afetado – chegando, em casos extremos, ao óbito – ou mesmo não desenvolver nenhum tipo de sintoma. O infectado assintomático, mesmo que não apresente sintomas da covid-19, pode disseminar o novo coronavírus. Exemplo: “A falta de sintomas em uma patologia ativa acarreta riscos tanto para os indivíduos infectados quanto para o restante da população” (BBC). Sendo assim, as medidas de prevenção precisam ser mantidas e respeitadas, de maneira que seja controlada a disseminação do vírus causador da doença. Todo corpo, sendo afetado pela infecção, pode transmitir o novo coronavírus. Exemplo: “Um estudo liderado por pesquisadores da Soonchunhyang University, da Coreia do Sul, isolou 303 pacientes com teste laboratorial positivo para o Sars CoV-2. Eles observaram que os pacientes assintomáticos, mais de 30% do grupo, têm carga similar àqueles que apresentam os sintomas durante a Covid-19. O resultado sugere que todos os infectados, independentemente dos sintomas, são capazes de transmitir a doença” (G1). O infectado, tendo o seu corpo afetado pelos efeitos da covid-19, pode sofrer com prejuízos que vão além da saúde física, pois está suscetível às disfunções de ordem emocional. Exemplo: “Não é só o corpo que sofre com o vírus. Cada vez mais infectados, mesmo entre os casos leves, relatam sintomas como depressão, pânico e ansiedade, afirmam pesquisadores da Oxford” (G1). Mesmo após a infecção e recuperação, quem é acometido pelo novo coronavírus pode apresentar problemas psicológicos ou neurológicos, tais como distúrbios de ansiedade. O corpo, mesmo aquele que já foi infectado pelo novo coronavírus, precisa ser vacinado. Exemplo: “As autoridades de saúde e os médicos incentivam as pessoas já infectadas a serem vacinadas” (CNN). São, pois, as vacinas que contribuem para a proteção das pessoas com infecções anteriores em relação a uma possível reinfecção. O corpo infectado, ainda que apresente anticorpos, pode contrair novamente o novo coronavírus. Exemplo: “A presença de anticorpos nem sempre significa que a pessoa seja ‘imune’ a uma reinfecção, embora o mais provável é que assim ocorra” (El País). Conforme estudos apontam, cada organismo desenvolve uma reação imunológica. Por isso, não há garantias de que as pessoas infectadas ou mesmo as vacinadas gerem uma resposta imunológica celular capaz de protegê-las contra uma infecção/reinfecção. O sistema imunológico do infectado pode ser enfraquecido em decorrência dos efeitos do coronavírus e, com isso, o corpo é acometido por outras doenças. Exemplo: “Muitos dos infectados são pacientes com coronavírus ou aqueles que se recuperaram recentemente da Covid-19, cujo sistema imunológico foi enfraquecido pelo vírus ou que apresentam comorbidades – principalmente diabetes” (CNN). Alguns dos infectados têm seu sistema imunológico enfraquecido e, assim, ficam expostos a outras doenças. O corpo infectado é aquele que deve ser mantido em isolamento para evitar a propagação da doença. Exemplo: “Em resumo, uma vez que uma pessoa é infectada com Covid-19, não importa, em termos de isolamento, se ela foi vacinada: ela pode ser contagiosa para os outros e precisa seguir os procedimentos de isolamento padrão” (CNN). Há corpos que, mesmo infectados, não desenvolvem formas graves da covid-19, como o exemplo das crianças e adolescentes. Exemplo: “Além de morrer menos em razão do novo coronavírus, crianças e adolescentes, uma vez infectados, costumam apresentar sintomas mais brandos, quando apresentam, e têm menor risco de desenvolver a forma mais grave da doença. Alguns estudos apontam também que são menos suscetíveis à infecção pelo Sars-CoV-2. ‘Pesquisas indicam que as crianças se infectam um pouco menos do que os adultos. Em geral, qualquer virose dá mais em crianças, mas não é esse o caso da covid-19’, afirma a nefrologista pediátrica Ana Cristina Simões e Silva, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). ‘Há quem diga que, por serem pouco sintomáticas, elas poderiam transmitir o vírus com mais facilidade, mas não temos provas disso’” (UOL). Os corpos das crianças têm maiores chances de serem infectados, mas também são aqueles que apresentam menor potencial de infectar outros corpos, principalmente de adultos. Exemplo: “Desde o início da pandemia, muito se fala sobre o potencial de transmissão do novo coronavírus pelas crianças, por serem pouco sintomáticas e ser um grupo com forte tendência a não cumprir as medidas de distanciamento social. Agora, um trabalho de pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), da Universidade da Califórnia e da London School of Hygieneand Tropical Medicine indica que as crianças têm mais risco de serem infectadas do que de transmitirem o vírus aos adultos” (UOL).

Isolamento social é o processo pelo qual as pessoas se afastam do convívio em sociedade por opção ou orientação. O isolamento social é uma das medidas adotadas para a contenção da pandemia do novo coronavírus e pode contribuir com a prevenção do contágio e disseminação da covid-19. Tendo em vista a rápida propagação do novo coronavírus e a decretação da pandemia, o primeiro movimento de contenção da doença é o isolamento social, em virtude da inexistência, tanto de remédios quanto de vacinaExemplo: “O remédio, pois não havia remédio e muito menos vacina, era o isolamento. Era não sair às ruas a não ser por extrema necessidade” (G1). Por um lado, o isolamento social pode ser resultado de uma escolha. Exemplo: “Um grupo de brasileiros está há anos em uma espécie de isolamento social. E por escolha própria! São moradores de uma ilha linda e preservada, no litoral de São Paulo. Para eles, quase nada mudou com a pandemia” (G1). Por outro lado, o isolamento social pode ser resultado de uma recomendação e, por isso, em algumas situações, sobretudo em locais privados, torna-se uma exigência. Exemplo: “O isolamento social é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e por especialistas” (G1). O isolamento social, na pandemia, ao mesmo tempo em que se apresenta como a medida mais eficaz para o combate da disseminação do novo coronavírus, também pode ser prejudicial à saúde. Exemplo: “Estratégia considerada mais eficiente para evitar a propagação do coronavírus, isolamento social também tem causado problemas” (BBC). O isolamento social, seja por opção ou orientação, está estritamente relacionado ao medo da infecção causada pelo novo coronavírus. Exemplo: “Dos participantes, mais de 80% disseram ter aderido ao isolamento social, mas cerca de um quarto já não estava mais em confinamento no momento da pesquisa. […] Mais de 50% demonstraram muita preocupação de se infectar pelo novo coronavírus e um percentual ainda maior (70%) mostrou-se bastante preocupado com a infecção de algum familiar ou amigo” (CNN). Em função do prolongamento necessário do isolamento social, houve aumento dos casos de homicídio motivado por questões de gênero. Exemplo: “Com isolamento social, Brasil registra um feminicídio a cada 6 horas e meia. Casos de homicídio motivado por questões de gênero subiram em 14 das 27 unidades federativas, de acordo com relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública” (CNN). Com a pandemia do novo coronavírus, o isolamento social pode impedir a vivência de experiências importantes, sobretudo das crianças e adolescentes, visto que estão em processo de desenvolvimento e de descobertas. Exemplo: “Geração Covid: crianças e adolescentes sofrem com o isolamento social e preocupam especialistas. Organização Mundial da Saúde, universidades e institutos no mundo todo buscam medir os impactos desses tempos no que chamam de Geração Covid” (G1). O isolamento social, considerado o ambiente familiar, configura-se enquanto fator facilitador do aumento dos índices de violência e abuso de crianças e adolescentes. Mesmo em espaço de abrigo, os protetores podem se tornar agressores. Exemplo: “Isolamento social na pandemia potencializa aumento de casos de abuso contra crianças e adolescentes. Casos são subnotificados e 90% dos agressores são parentes da vítima” (G1). O isolamento social corresponde também ao processo de reinvenção, por meio do qual as pessoas desenvolveram outros tipos de relação com o espaço no qual permanecem em reclusão. A casa é, assim, redescoberta. Exemplo: “Pandemia: com isolamento social, muita gente passou a fazer os próprios reparos em casa. Serviços simples como perfurar paredes ou parafusar móveis tornaram-se parte da rotina de muitas famílias” (G1). 

Luto é a experiência de diversas fases em relação à perda de um vínculo com alguém (familiar/amigo/colega) ou algo (modo de vida). Exemplo: “Em um ano, parece que nada aprendemos. Dizem que um ano é o tempo médio do luto. E que este costuma ter cinco estágios. Mas estamos presos no estágio da raiva. Como superamos a raiva? Não sei” (El País Brasil). Do latim luctus, us, que significa dor, mágoa, lástima. Pode ser um sentimento de tristeza, raiva, negação, pesar pela morte ou ausência de uma pessoa, pelo término de um relacionamento, ou ainda uma perda ligada a aspectos sociais, familiares e culturais. Além da perda de algum ente querido com quem possuímos uma relação afetiva, a pandemia passa a inserir-nos em uma realidade em que nos deparamos com o luto em relação à forma de vida que possuíamos: como a liberdade de circular livremente; o contato físico com outras pessoas; o entendimento de trabalho, lazer e estudo; a ideia de infinitude perante a morte, etc. Exemplo: “O luto pela velha normalidade: como superar o fato de que nossos projetos desapareceram” (El País Brasil). Desde março de 2020, o Brasil vivencia a pandemia do novo coronavírus, atingindo a marca de mais de 500 mil mortes decorrentes da doença em junho de 2021. Em consequência disso, a população passou a vivenciar um intenso processo de luto, sendo esse uma experiência constituída pelo singular e pelo coletivo. Exemplo:Precisei reconhecer os corpos dos meus pais simultaneamente. Eles foram levados e sepultados juntos. Perdi as pessoas mais importantes da minha vida, a minha base, quem eu tinha como espelho. É uma dor indescritível, não dá pra falar do que é essa perda” (El País Brasil). O luto é um processo individual e também coletivo/global. Exemplo: “É preciso ressaltar: o luto pela covid não é um processo apenas individual, é um processo coletivo. […] Em outros países e em algumas cidades daqui, todo dia é realizado um minuto de silêncio, é tocada uma música, ou passa algo na televisão sobre as pessoas que faleceram. É para dizer que não, essas pessoas não estão despercebidas, e nem sozinhas” (Brasil de Fato MG). Os ritos culturais associados à morte e ao processo de luto sofreram mudanças e restrições referentes ao óbito por covid-19, a fim de evitar a circulação do vírus. Algumas limitações, como a recomendação de manter o caixão fechado, podem ocasionar transformações na forma com que as pessoas vivenciam o processo de luto. A ausência de um corpo que pode ser tocado, olhado e preparado demarca um ritual incompleto, o que pode acarretar em dificuldades em elaborar a perda e em lidar com esse processo. Exemplo:Uma das coisas que mais alivia a morte nas sociedades são os rituais. Eles existem como uma forma de nos consolar, abrandar a dor, criar um efeito simbólico entre a pessoa amada que partiu e quem fica. Foi outra coisa que a covid cortou, né? Os velórios devem ser rápidos e sem aglomeração até mesmo para aqueles que não morreram pela covid” (Brasil de Fato MG).

Máscara é uma barreira física utilizada na face para cobrir nariz e boca. Exemplo: “O principal determinante para a performance é o material, mas é claro que o ajuste da máscara também entrará em jogo. Uma máscara realmente boa precisa ter ambos, um bom material e um ajuste justo” (G1). Protege o indivíduo de contrair e transmitir o novo coronavírus e a doença covid-19. Exemplo: “A máscara de proteção respiratória tornou-se um dos principais símbolos da pandemia de covid-19” (Secretaria de Saúde MG). É um Equipamento de Proteção Respiratória (EPR) indicado para prevenção de disseminação de alguns agentes de transmissão por via respiratória. Exemplo: “Com o agravamento da covid-19 no Brasil, há algum tempo muitos cientistas vêm recomendando que as pessoas troquem as máscaras de pano ou tecido por modelos PFF2 — ou N95, que é o nome dela nos EUA” (UOL). Existem tipos diferentes de máscara: máscaras de tecido, máscara cirúrgica,  máscara N95 e máscara PFF2. Exemplo: “As PFF2 são utilizadas especialmente por profissionais de saúde, mas os especialistas afirmam que para quem não pode ficar em casa e precisa estar em ambientes com alto risco de contaminação (como transporte público) ela é, sem dúvida, a melhor opção. Ou até mesmo se você tem que ir ao mercado, farmácia ou consulta médica” (UOL). Embora a sua eficácia seja comprovada cientificamente como medida de prevenção, há quem defenda, contrariando as pesquisas, que o uso da máscara não é eficaz. Exemplo: “Deputado Daniel Silveira classifica máscara como ‘focinheira ideológica’ e gera polêmica” (Jovem Pan).

Medo é um estado emocional, sentimento de pavor de algo ou alguém. Pode-se ter medo da/de: altura, exposição, escuridão, solidão; crise (saúde, economia, educação), dor, perder algo ou alguém, morrer. Insegurança, ausência de coragem, desamparo. Se sentir desamparado e não ter controle da situação e partir para pensamentos negativos relacionados ao contágio do novo coronavírus e à morte. Exemplo: “Na pandemia, diante de um perigo invisível, a tensão aumenta, nos desequilibrando emocionalmente, pois nos coloca numa condição de desamparo pela dificuldade de – ilusoriamente – controlarmos a situação. Com isso, são comuns os pensamentos negativos, por vezes catastróficos, principalmente aqueles relacionados ao contágio e à morte” (G1). Síndrome, sufocamento, imaginação negativa, pressentimento, agonia, ansiedade, apreensão, suor frio, tremedeira; pânico, descontrole, paralisação, paranoia, impotência diante de determinada situação. Fobia.  Coronofobia. Exemplo: “O medo de que o menor sintoma signifique ter coronavírus, o pânico de contraí-lo ou de fazer muitos testes, como medir constantemente a temperatura, serão mais comuns do que antes” (El País Brasil). Medo/fobia: de contrair o novo coronavírus, causador da doença covid-19; da intubação, da superlotação de hospitais, das sequelas, da morte; de perder o emprego e/ou familiares, de passar fome; de ser maricas, de não ser apenas uma gripezinha; de pessoas negacionistas. Preocupação. Exemplo: “Enquanto não houver uma vacinação em massa, a pandemia será motivo de grande preocupação para a população e continuará afetando o funcionamento das empresas” (CNN Brasil). Preocupação descontrolada diante de perdas. O medo pode variar considerando a situação de perigo iminente (quem/quando/como). Exemplo: “Entre os que tiveram algum parente, amigo ou conhecido morto pela doença, 61% disseram que o medo da pandemia ainda é muito grande ou grande. Já entre os que não sofreram perdas essa taxa cai para 43%” (CNN Brasil). 

Negacionismo, do francês “négationnisme”, é a recusa de aceitar uma afirmação que pode ser comprovada como verdadeira pela ciência ou pela história. Exemplo: “O negacionismo é uma tendência em larga escala, um movimento político que visa a negação tanto de fatos históricos quanto de evidências científicas” (UOL). É a contestação do pensamento científico. É o ato de negar uma realidade comprovada pela ciência ou por fatos históricos. Exemplo: “Tem como objetivo produzir nas pessoas uma espécie de ignorância, em uma situação social que inspira cuidado, tratamento e combate” (UOL). É a escolha de rejeitar fatos, acontecimentos, pesquisas científicas. Exemplo: “Negacionismo científico e obscurantismo intelectual do governo federal tiveram ao menos um efeito colateral positivo: um despertar da comunidade científica para a importância da comunicação com a sociedade. É notável o aumento da participação de pesquisadores, médicos e acadêmicos na divulgação da ciência e no combate às fake news no decorrer da pandemia, tanto pelos meios tradicionais de comunicação (servindo como fontes de informações confiáveis para a imprensa, por exemplo), quanto por iniciativas pessoais nas redes sociais” (Jornal da USP). O comportamento daquele que nega ou não reconhece eventos históricos ou fatos científicos, apesar das evidências e argumentos que os comprovem. Exemplo:A insistência na negação como único mecanismo de defesa diante de um sofrimento intenso implica em vulnerabilidade psíquica que demanda acompanhamento.” (UOL). É a escolha de negar a realidade como forma de escapar de uma verdade desconfortável. Exemplo:Na ciência, o negacionismo é definido como a rejeição dos conceitos básicos, incontestáveis e apoiados por consenso científico a favor de ideias, tanto radicais quanto controversas” (Telavita). É um movimento político-ideológico que propõe a negação do que é afirmado pela mídia, pela ciência e pela história. Exemplo: “A ficha cai. O mundo dá voltas. As pessoas mudam. Apesar das notícias falsas, das teorias conspiratórias ou daquela certeza infundada de que ‘isso nunca vai acontecer comigo’, ninguém está condenado a viver eternamente na sombra do negacionismo. O problema é que, em meio ao turbilhão do nosso pior momento da covid-19, essa tomada de consciência costuma ser alimentada pela dor” (Estadão). Escolha ou recusa de negar fatos, costuma se fortalecer quando a sociedade se depara com situações de instabilidade. Exemplo: “O negacionismo, ou seja, a escolha de negar os fatos como forma de escapar deles, de acordo com Lília Schwarcz, professora do Departamento de Antropologia da USP (Universidade de São Paulo) costuma se fortalecer quando a sociedade se depara com situações de instabilidade, como uma crise fora do normal ou algo nunca antes presenciado na atualidade, por exemplo” (UOL). 

Pandemia é causada por uma doença infecciosa e contagiosa que se espalha muito rapidamente entre a população mundial. Exemplo: “A OMS tem tratado da disseminação em uma escala de tempo muito curta, e estamos muito preocupados com os níveis alarmantes de contaminação. Por essa razão, consideramos que o Covid-19 pode ser caracterizado como uma pandemia” (Fiocruz). Uma pandemia e uma epidemia têm a mesma origem, o que muda é a escala da disseminação da doença. Exemplo: “Uma enfermidade se torna uma pandemia quando atinge níveis mundiais, ou seja, quando determinado agente se dissemina em diversos países ou continentes, usualmente afetando um grande número de pessoas” (Instituto Butantan). A palavra pandemia tem sua origem no grego pandemias e, em breve tradução, significa “todo o povo”. A pandemia causada pela covid-19 pode ser controlada com a aplicação da vacina na população e, também, com medidas de distanciamento social, uso de máscara, cuidados de higiene, evitando aglomeração etc. Exemplo: “‘Temos que conseguir alta cobertura de duas doses e só a partir de 75-80% de cobertura da segunda dose conseguiremos controlar a pandemia. Antes disso não dá para discutir imunidade coletiva ou controle da pandemia’, alerta Alfredo Scaff, epidemiologista da Fundação do Câncer” (G1). A pandemia tem efeitos e prejuízos que vão além dos problemas de/na saúde, já que a partir dela se destacam as diferenças sociais e econômicas da sociedade. Exemplo: “A população fica tentando desvincular a pandemia de trabalho, de sociedade, de economia e é tudo vinculado. Se nós não combatermos a Covid-19 enquanto nação, não haverá redução da desigualdade, não haverá redução da fome. Isso não pode ser visto a curto prazo ou individualmente, são medidas que devem ser tomadas nacionalmente” (CNN Brasil). Além da covid-19, também receberam o status de pandemia: peste de Justiniano (541-542), peste negra (1346-1453), pandemia de cólera (1852-1860), gripe espanhola (1918-1920) e gripe suína (2009-2010). Exemplo: “Uma maneira fácil de pensar numa pandemia… é dizer: uma pandemia é um surto global. Então você pode se perguntar: ‘O que é um surto global’? Um surto global significa que vemos a propagação do agente… e depois vemos as atividades [ou sintomas] da doença para além da propagação do vírus” (Politize).

Reencontro é ato ou efeito de (re)encontrar-se consigo mesmo e/ou com o outro; abraço; visita (estar com/ companhia) da família; calor humano; amor; emoção; resgate; confiança e carinho mútuo. Exemplo: “Ficou preocupado com a companheira, que ainda estava internada, mas Maria finalmente se recuperou e nesta quarta-feira (21) aconteceu o tão esperado reencontro com muito amor e emoção” (G1). Redescobrir; retomar laços e afetos; esperança da presença; felicidade; diversão; trocas; conversas; gargalhadas; novidades; compartilhamento; expectativa; rever pessoas e reviver momentos. Exemplo: “Uma professora e uma aluna se reencontram 11 anos após as aulas na faculdade de fisioterapia numa universidade de Fortaleza (CE). A mestra, uma das milhões de vítimas do novo coronavírus no país, não reconhece, inicialmente, que a especialista que lhe acompanhará na UTI é a aluna que orientou no trabalho de conclusão do curso. Mas a relação de confiança e carinho mútuo ajuda as duas a superarem os desafios impostos pela Covid-19” (CNN Brasil). Quando há o impedimento do reencontro, pode haver angústia; ansiedade. Exemplo: “Depois de passar 14 dias isolada em Londrina (PR), a professora Eliene pôde se reencontrar com os filhos, em comemoração com direito a cartinhas e declarações. ‘Eu tinha a certeza que eu queria viver e ver meus filhos de novo,’ contou ela” (G1).

Reinvenção é um processo de criação. No contexto da pandemia do novo coronavírus, a reinvenção está relacionada com a capacidade de transformação e/ou adaptação que as pessoas desenvolvem em função, principalmente, das mudanças sociais – muitas vezes, repentinas. Dessa forma, diz respeito também ao próprio ato de reinventar-se. Com o surgimento do novo coronavírus, sua disseminação e a decretação da pandemia da covid-19, doença provocada pelo vírus, a reinvenção é desencadeada como necessidade mundial. Exemplo: “Essa frase foi dita por inúmeras pessoas ao redor do mundo desde que a pandemia devido à COVID-19 começou: ‘Foi preciso me reinventar’. E a reinvenção aconteceu em diversas áreas da vida: na familiar, na pessoal, na empresarial, na profissional, na social” (Terra). Com isso, o mundo reinventou-se. Há, daqui em diante, um outro mundo: o pós-pandêmico. A reinvenção está relacionada com o processo de resiliência. Exemplo: “[…] Primeiro, que somos resilientes, ou seja, a maioria de nós conseguiu se reinventar e recriar nossas vidas da melhor maneira possível durante a quarentena (BBC)”. Com a pandemia do novo coronavírus, para responderem às adversidades, as pessoas recriaram suas vidas e, assim, conseguiram encontrar soluções para enfrentar esse momento e escapar das consequências, sobretudo, psicológicas. A reinvenção, como exigência, requer da sociedade um movimento de adaptação. Exemplo: “Sem visitas e com menos adoções, abrigos de crianças tentam reinventar rotina em meio à pandemia” (BBC). Os abrigos infantis também tiveram sua rotina afetada pelos efeitos da pandemia de covid-19. Além das barreiras impostas pelo isolamento social, o que dificultou as visitas em meio aos processos de adoção, muitas das crianças e adolescentes que estavam afastadas de suas famílias, sobretudo em função da violência doméstica ou negligência, sofreram as consequências, porque sua reintegração familiar precisou ser atrasada. Dessa forma, nesses espaços, a reinvenção é tratada como princípio básico para a manutenção das vivências diárias daqueles que, mais do que nunca, estão afastados, principalmente, do acolhimento familiar. A reinvenção envolve um processo de constante aprendizagem e preparação. Exemplo: “‘É preciso entrar em um processo de reinvenção contínua, porque o futuro do trabalho é um processo de aprendizagem contínua, que você deve seguir […]’, explica Merino” (BBC). Com vistas às necessidades de atualização do mercado de trabalho, em decorrência das mudanças ocasionadas pela pandemia de covid-19, as pessoas desenvolveram/desenvolvem novas competências: visam ao ingresso, mas, principalmente, à permanência nos mais diversos campos de trabalho, os quais apresentam mudanças e desafios. A reinvenção consiste no processo de transformação. Exemplo: “A reinvenção das cidades para enfrentar a era das pandemias. Uma das muitas constatações trazidas pelo surto do novo coronavírus é que as cidades modernas não foram construídas para fazer frente a uma pandemia. Neste século, já houve surtos de Sars, Mers, Ebola, H1N1 e, agora, a Covid-19. Se, como parece, há uma era de pandemias, as cidades, assim como a economia e as relações de trabalho, terão de passar por grandes transformações” (Terra). Com o surgimento de pandemias, os espaços urbanos passam por transformações, a exemplo do sistema de saneamento, como forma de solucionar as crises sanitárias. Dessa forma, muitas vezes, as cidades são reinventadas para que atendam às novas necessidades, principalmente no que diz respeito à circulação das pessoas. 

Resiliência é o processo pelo qual desenvolve-se a capacidade de adaptação e/ou superação frente às situações que provocam adversidade. Na física, de onde advém a origem etimológica da palavra, resiliência consiste na capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de uma tensão ou deformação. Por isso, a palavra é utilizada para referenciar a capacidade que as pessoas têm de adaptação às mudanças, a resistência que desenvolvem diante das situações de pressão, ou mesmo a superação que alcançam frente aos obstáculos cotidianos. Especificamente, resiliência concerne à capacidade de superação de uma experiência traumática. Exemplo: “‘Temos que aproveitar esse momento, por mais difícil que possa parecer, para trabalhar a nossa resiliência. Essa capacidade do ser humano de superar uma experiência traumática e, graças a essa superação, ser capaz de atingir um nível de desenvolvimento pessoal que ele não teria acesso se não tivesse enfrentado esse episódio’, afirma a psicóloga Patrícia Salvador Barata” (BBC News Brasil). Com a pandemia da covid-19, alguns psicólogos sugerem que o momento é propício, ainda que doloroso, para o desenvolvimento do conhecimento pessoal, por meio do qual as pessoas são capazes de enfrentar determinadas experiências que podem gerar traumas, superando-os. A resiliência está estritamente relacionada com a saúde mental e, dessa forma, para que possa ser desenvolvida, é necessária a atenção aos problemas que causam sofrimento nas pessoas. Exemplo: “‘Portanto, se não prestarmos atenção suficiente à saúde mental, não haverá resiliência. Se não reagirmos rapidamente a possíveis problemas que as pessoas possam sofrer, teremos uma bomba-relógio’” (BBC News Brasil). Tendo em vista que as experiências de confinamento durante a pandemia da covid-19 interferem em questões psicológicas, a resiliência contribui para que as pessoas possam enfrentar e ultrapassar as adversidades, reinventando suas rotinas durante a quarentena, a fim de que evitem o estresse ou o esgotamento que são ocasionados pela constante reclusão e isolamento social. A resiliência pode ser construída por meio do enfrentamento dos aspectos emocionais negativos, de maneira que as pessoas sejam capazes de adaptarem-se às situações que provocam adversidade. Exemplo: “‘É desonesto em relação a quem somos permitir-nos apenas expressões positivas’, diz Baker. ‘Negar constantemente tudo o que é ‘negativo’ que sentimos em situações difíceis é exaustivo e não nos permite construir resiliência [a capacidade de nos adaptarmos a situações adversas]’” (BBC News Brasil). À vista disso, a constante negação dos aspectos emocionais negativos que as pessoas sentem pode prejudicar o desenvolvimento da resiliência, que proporciona a aptidão para enfrentar os desafios, sobretudo impostos pelas transformações decorrentes da pandemia da covid-19. A resiliência condiz, no ambiente de trabalho, como a capacidade desenvolvida pelos trabalhadores para resistir às condições desafiadoras, decorrentes das novas medidas impostas pela pandemia. Exemplo: “No estudo, o engajamento é definido como uma atitude positiva e dedicada em relação ao trabalho e ao empregador. Já a resiliência é definida como a capacidade de resistir a condições desafiadoras no local e durante o trabalho. Foram entrevistados cerca de 27 mil colaboradores” (G1). Com a pandemia do novo coronavírus, inúmeras empresas precisaram adaptar as rotinas de trabalho dos seus funcionários. Dessa forma, a experiência pessoal que advém das mudanças sociais produz seus efeitos nos locais de trabalho, fazendo com que as pessoas desenvolvam, principalmente, a sua capacidade de superação. A resiliência, quando já desenvolvida como a capacidade de enfrentar mudanças, pode auxiliar no enfrentamento do isolamento social. Exemplo: “Receitas de resiliência dos mais velhos para enfrentar o isolamento. Idosos mostram como conseguem lidar com emoções negativas e as restrições impostas pela pandemia” (G1). Observa-se, assim, que a resiliência está relacionada com um processo de aprendizagem sobre si mesmo, capaz de servir como ferramenta de combate aos efeitos da pandemia, a exemplo do isolamento social. Resiliência é, também, a capacidade de resistência frente às situações de pressão e às mudanças constantes na vida das pessoas. Exemplo: “No primeiro ano de pandemia em Campinas (SP) e região, o novo coronavírus destruiu famílias, impôs medidas restritivas inéditas há gerações e revelou a incapacidade de parte da sociedade, incluindo inúmeros gestores públicos país afora, em assumir a responsabilidade coletiva de salvar vidas. Escancarou, também, a resiliência de profissionais da saúde que agora se arriscam em uma segunda onda aparentemente mais avassaladora” (G1). A pandemia tem trazido mudanças em diversas esferas da vida das pessoas (nas relações de trabalho, no convívio familiar, etc.). Os profissionais da saúde, por exemplo, em meio às UTIs lotadas, sofrem abalos emocionais e precisam construir condições/estratégias para não sucumbirem às adversidades. O cuidado com os pacientes e as novas medidas sanitárias básicas exercem influência sobre o compromisso de, coletivamente, salvarem um grande número de vidas que dependem dos procedimentos adotados durante a internação. Com isso, precisam manter-se resilientes para não ceder à pressão, comprometendo a preservação da vida.

Sobrevivente é aquele que vive(u) e/ou sobrevive(u). Especificamente, sobrevivente diz respeito à pessoa capaz de adaptar-se às transformações sociais. Exemplo: “É como disse Charles Darwin, quem sobrevive não é o mais forte, mas aquele que se adapta melhor as transformações” (Estado de Minas Gerais). A pandemia intervém na realidade social, sobretudo, no que concerne à saúde física e mental, o que ocasiona em impactos nas vivências de homens e mulheres. É necessário, pois, que as pessoas estejam preparadas e se adaptem às transformações sociais como, por exemplo, o uso de máscaras, o distanciamento social, as medidas de prevenção, o processo de vacinação, enfim, os “novos” protocolos de segurança. No plural, designa determinada coletividade que escapou de alguma tragédia que ocasiona trauma(s). Exemplo: “Coronavírus: como o mundo pode se curar do ‘trauma coletivo’ da pandemia de Covid-19” (BBC Brasil). As consequências da pandemia impactam um grande número de pessoas em um intervalo de tempo que é compartilhado por toda a população terrestre. O trauma também se torna viral, mesmo entre os não acometidos pela doença, sobretudo pelos movimentos de luto em grande escala. Sobrevivente é aquele que resiste, ainda que apresente marcas físicas e/ou psicológicas decorrentes de alguma situação de ameaça à vida. Exemplo: “Setenta e seis anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, apenas 178,4 mil sobreviventes do Holocausto ainda estão vivos em Israel. Entre eles, 5,3 mil foram contaminados pelo coronavírus” (G1). O sobrevivente pode ser aquele que resiste aos diversos eventos que, porventura, possam ameaçar a sua vida, a exemplo dos sobreviventes do Holocausto que, depois de algumas décadas, precisam sobreviver também à pandemia, mesmo que marcados pelas lembranças traumáticas que retornam juntamente com os sentidos do que é um genocídio. É, também, aquele que tem seu corpo violado e, ainda assim, consegue permanecer vivo. Exemplo: “Uma Pandemia das Sombras, quando todos os tipos de violência contra mulheres e meninas, mas particularmente a violência doméstica, se intensificaram” (ACNUR). As mulheres e meninas, principalmente, enfrentam o aumento da violência de gênero durante a pandemia. Em função do isolamento, do lockdown, o espaço de refúgio da casa tornou-se um espaço de ameaça à vida, à violação do corpo, exigindo a constante vigilância e a necessidade de denunciar abusadores para que, mesmo com as violações enfrentadas, haja a possibilidade de sobrevivência das vítimas. Compreende-se também como sobrevivente aquele que tem sua vivência implicada por adversidades que colocam, constantemente, sua saúde em risco. Exemplo: “Sobreviventes de coronavírus estão sob risco de ‘estresse pós-traumático’, advertem médicos” (BBC Brasil). Os pacientes que sobreviveram ao vírus da covid-19 estão constantemente propensos ao desenvolvimento de problemas de ordem emocional, a exemplo dos transtornos de estresse pós-traumático, sobretudo aqueles que estiveram em terapia intensiva. Condiz ainda com aquele que tem a possibilidade de recuperar-se. Exemplo: “Coronavírus: ‘sou grata por poder respirar’: os relatos de pessoas que se recuperaram” (BBC Brasil). A sobrevivência está vinculada com a recuperação, tendo em vista o nível de gravidade da doença, que apresenta um risco significativo de vida e afeta, principalmente, a capacidade respiratória. É aquele que pode testemunhar sobre a experiência de sobrevivência. Exemplo: “Prestamos homenagem aos sobreviventes. Seus testemunhos permanecerão para sempre como uma barreira contra aqueles que negam o passado” (G1). O sobrevivente é convocado a testemunhar sobre sua(s) experiência(s) de sobrevivência, de maneira que o passado provoque reflexões no presente: nesse caso, ele se torna testemunha. O sobrevivente do Holocausto e da pandemia da covid-19 testemunha, no presente, e testemunhará, no futuro, para que o passado não seja esquecido e/ou negado.

Transformação digital é uma alteração nas formas de ensino, devido ao uso de meios e aparelhos digitais, bastante ampliada em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Exemplo:As escolas e os educadores perceberam, então, que a transformação digital não se resume a aplicar a mesma aula em formato digital, mas sim a uma mudança cultural (e estrutural) na maneira de ensinar e aprender dentro e fora da escola” (BEM PARANÁ). Consiste em uma alteração repentina na educação básica. Exemplo:A pandemia provocou uma transformação digital na educação básica que você não viu em um século. Da noite para o dia, as escolas precisavam de tecnologia” (DIÁRIO DO NORDESTE). É uma mudança contínua. Exemplo:Importante ter em mente que a transformação digital da escola não acontece de uma só vez, nem tem data para terminar. Ela acontece todos os dias, o tempo todo. É uma adaptação às exigências e às novidades do mundo. É um processo que acontece ao vivo e fica ultrapassado rapidamente. O que não pode sair do foco é a qualidade do serviço educacional prestado. Os alunos devem sentir que estão aprendendo tanto quanto, ou mais, do que antes” (BEM PARANÁ). É uma modificação educacional que pode nos preparar para os próximos desafios que enfrentarmos. Exemplo: “De acordo com o secretário-executivo, a ‘transformação digital’ do sistema educacional tem entre os objetivos preparar a rede pública de ensino ‘numa perspectiva de que, no futuro, se enfrentarmos outros desafios desta magnitude, tenhamos condições de não sofrer como sofremos’” (AGÊNCIA BRASIL). A transformação digital aumenta a desigualdade social. Exemplo:A transformação digital nas escolas aumenta a desigualdade social entre os estudantes. O fato de não haver internet disponível para todos prejudica os alunos mais carentes da população” (UOL). É a mudança que já estava acontecendo no meio educacional, mas que foi acelerada com a pandemia do novo coronavírus. Exemplo: “Não foi com a pandemia que o ensino começou a mudar. Essa transformação já estava em curso, mas foi acelerada com a crise do novo coronavírus. No entanto, como havia outras formas de lecionar, as escolas e educadores não incorporaram as diretrizes da educação 4.0 de forma significativa” (G1).

Vacina é uma substância inserida nos corpos das pessoas para produção de anticorpos específicos, com o objetivo de garantir a proteção e reduzir a disseminação de doenças. Exemplo:As vacinas são substâncias biológicas introduzidas nos corpos das pessoas a fim de protegê-las de doenças. Na prática, elas ativam o sistema imunológico, “ensinando” nosso organismo a reconhecer e combater vírus e bactérias em futuras infecções” (Fiocruz). Desde março de 2020, o Brasil vivencia a pandemia do novo coronavírus, sendo assim, a vacina é uma dose de esperança, pois salva vidas e é um direito de todos. Exemplo:a vacinação é um ato de proteção coletiva”  (G1). Além disso, as vacinas contra a covid-19 são elaboradas por diferentes laboratórios, com princípios ativos diversos, podendo ter uma ou duas doses, sendo específicos os intervalos entre as dosagens. É muito importante que a população fique atenta e, se for o caso, retorne para tomar a segunda dose. A AstraZeneca e a Pfizer terão intervalo reduzido de 12 semanas para 10 semanas, já o intervalo entre as doses de CoronaVac permanece de 28 dias entre as aplicações. Já a vacina Janssen é de apenas uma dose. Exemplo: “RS vai encurtar intervalo da segunda dose das vacinas AstraZeneca e Pfizer” (Gaúcha ZH). As pessoas têm o compromisso ético de se vacinar, a menos que tenham uma contraindicação médica. Exemplo: “Tomar a vacina, assim como usar máscara e manter o isolamento social não é uma decisão que envolve apenas nossos interesses individuais. Ao recusar qualquer uma destas medidas, estamos colocando em risco outros indivíduos. Indivíduos que talvez não tenham, como muitos de nós, alternativas de proteção, que são obrigados a sair de casa para trabalhar, pegar conduções cheias e que, caso adoeçam, terão que disputar os escassos recursos de saúde públicos disponíveis” (ANPOF). A vacina para o novo coronavírus contou com fases pré-clínicas e clínicas de pesquisas. As fases pré-clínicas são as etapas de estudos experimentais em laboratórios em células in vitro e animais vivos, já as fases clínicas são as etapas desenvolvidas com testes em seres humanos. Os estudos em laboratório permitem conhecer o código genético do vírus. Nas fases clínicas, há três etapas de desenvolvimento do estudo da vacina: temos a Fase I que ocorre com a administração da vacina em um pequeno número de adultos saudáveis participantes; a Fase II em que a testagem da vacina abrange centenas de participantes; e a Fase III com a testagem da vacina em milhares de participantes de grupos variados. Essas fases são necessárias para avaliar a segurança, dosagem e eficiência da vacina. Quando terminadas e aprovadas essas fases, a ANVISA autoriza a disponibilização e comercialização da vacina. Exemplo:As etapas de descoberta e de fase pré-clínica se referem à realização de estudos experimentais em células (in vitro) ou em modelos animais (in vivo), desenvolvidos antes de começar as pesquisas em seres humanos para descobrir se um medicamento, procedimento ou tratamento pode ser útil. No caso das vacinas contra o Sars-CoV-2, o desenvolvimento de uma tecnologia inicia-se com a pesquisa aplicada em laboratório, a fim de investigar a estrutura do vírus, o comportamento e possíveis receptores/alvos, a partir dos quais um protótipo de vacina possa ser desenvolvido” (Ministério da Saúde). Sendo assim, com a comprovação da eficácia de vacinas contra a covid-19, houve uma “corrida pela vacina” e a discussão de uma distribuição igualitária dessas vacinas para todos os países. Exemplo: “A geopolítica oculta na corrida pela vacina contra Covid-19” (Observatório da Imprensa). O Instituto Butantan firmou parceria com o laboratório chinês SINOVAC BIOTECH para a produção nacional da vacina CoronaVac. A Fundação Oswaldo Cruz estabeleceu parceria com a empresa farmacêutica inglesa AstraZeneca e com a Universidade de Oxford para a produção no Brasil da vacina AstraZeneca/Oxford. A Pfizer e a BioNTech firmaram acordo de colaboração e transferência de material para o desenvolvimento e distribuição conjunta (exceto na China) de vacinas contra coronavírus, com o objetivo de prevenir infecções por covid-19. O laboratório Janssen é responsável pela fabricação da vacina contra a covid -19 da Johnson & Johnson. Por meio do PNI (Plano Nacional de Imunização), as vacinas produzidas em território nacional e outras vacinas importadas são disponibilizadas para a população de acordo com cronograma estabelecido pelo Ministério da Saúde. Exemplo: “O desenvolvimento de uma vacina segura e eficaz contra a Covid-19 é uma prioridade diante da pandemia, uma vez que a imunização pode prevenir e conter a transmissão do Sars-CoV-2, reduzindo a morbimortalidade associada à doença” (Ministério da Saúde). A enfermeira Mônica Calazans, 54 anos, foi a primeira brasileira vacinada. Em 17 de janeiro de 2021, ela recebeu a 1ª dose da CoronaVac e, no dia 14 de fevereiro de 2021, recebeu a 2ª dose. Exemplo: “Sensação de alívio, diz enfermeira Mônica Calazans ao receber 2ª dose da vacina. Primeira vacinada contra a Covid-19 no Brasil, a enfermeira diz que agora é ‘uma questão de paciência, porque a vacina vai chegar a todos’” (CNN Brasil).

Viagem, antes da pandemia, era o deslocamento de um lugar a outro; mobilidade; em trânsito; alegria dos encontros; trocas de experiências; conhecimento de diferentes lugares e culturas, boas comidas, compras, acesso a novidades, aglomeração, junção; sair fora da “casinha”, “deixar-se levar por devaneios e sonhos”. Viagem, durante a pandemia, é restrição, renúncia, medo de aglomeração, perda de dinheiro e de milhas. Exemplo:Com a restrição às viagens por causa da pandemia, ficou mais difícil trocar as milhas por passagens aéreas ou pacotes turísticos. Só no terceiro trimestre de 2020, mais de 6 bilhões de milhas expiraram, segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf)” (CNN Brasil). Pode remeter à proibição/suspensão. Exemplo: “Quem saiu de férias terá que voltar infelizmente um pouco mais tarde, mas é preferível suspender as aulas por causa de um surto”, disse a chefa da Direção Nacional de Migração, Florencia Carignano, em declarações à rádio La Red (El País Brasil). Cancelamento. Exemplo: Alberto Fernández (presidente da Argentina) decidiu cancelar sua viagem à Paris na segunda-feira para participar do Fórum Geração Igualdade para respeitar as restrições aéreas impostas por seu Governo” (El País Brasil). Limitação. Exemplo: “Essas medidas foram fortemente reforçadas nos últimos dias, principalmente nas questões de viagens ao exterior, devendo se impor um limite de 600 pessoas por dia autorizadas a viajar” (El País Brasil). Imprudência, risco, desrespeito ao isolamento. Exemplo:Falta consciência do turista. É rotineiro ver os visitantes sem máscaras para fazer fotos. É só uns segundos? É, mas não pode tirar. Respeita o morador da cidade. Se tiver conscientização e cuidado com o outro não precisa fechar nada, mas tem que ter essa mudança de comportamento de todos” (Gaúcha ZH). 

 

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