Reportagem e redação: Gabriele A. Mendes
Para quem circula pelo Planetário às quintas-feiras ou pela Avenida Roraima às terças, é impossível não notar as barracas coloridas da Polifeira. Entre elas, uma das que mais atrai os olhares é a dos Morangos do Vale, comandada pela produtora Nadine Soares Pozzebom e sua família. A banca é conhecida pelos morangos frescos e pelos lanches preparados com a fruta: cucas, copos de morango com chocolate e o famoso ‘morango do amor’, que se tornou sensação no país todo.
A febre do morango do amor
O morango do amor é um doce feito com morangos frescos envolvidos em brigadeiro branco (geralmente de leite em pó) e cobertos por uma casquinha crocante de calda de açúcar vermelha, semelhante à da maçã do amor.
O doce viralizou no mês de julho nas redes sociais e trouxe um aumento expressivo nas vendas. “Naquela semana a gente vendeu mais de 1.500 morangos do amor. Durante um mês continuamos fazendo porque a procura seguia muito grande. Depois deu uma acalmada, mas o impacto foi bem positivo”, conta Nadine.
A produtora explica que o sucesso do produto também ajudou a aumentar a procura pela fruta in natura, já que muitos consumidores voltaram depois para levar bandejas de morango puro. Segundo ela, o interesse pelo morango fresco cresceu de forma perceptível após o sucesso do doce.
Na barraca dos Morangos do Vale, o público da UFSM encontra opções rápidas e doces, ideais para quem circula entre as aulas: morangos frescos, cucas de morango, copos de morango com chocolate e os morangos do amor. Nadine explica que os produtos são pensados para atender à rotina dos estudantes, que buscam lanches práticos e saborosos. “Os estudantes procuram muito lanche, algo prático. Então esses produtos acabam saindo bastante.”
O diferencial, segundo ela, está no frescor: a colheita é feita na mesma semana da feira para garantir a qualidade. “A gente colhe no início da semana, de manhã, pra levar o morango sempre fresquinho. É um trabalho que exige cuidado, mas o pessoal valoriza muito.”
Do cultivo à feira
A produção da família acontece em oito estufas semi-hidropônicas em Vale Vêneto, na Quarta Colônia. O cultivo é orgânico e envolve o trabalho de todos os membros da família. A produtora explica que o cuidado com cada etapa é constante, do plantio à venda. “É um trabalho diário, de segunda a segunda. A gente cuida de tudo: plantio, colheita, preparo dos produtos e venda na feira.”
Além das edições da Polifeira na universidade, os Morangos do Vale também participam da feira da Praça dos Bombeiros, no centro de Santa Maria, sempre às sextas-feiras. Nesse espaço, o foco muda: a banca leva verduras e hortaliças, produtos que atendem a um público diferente. Nadine comenta: “no centro a gente leva mais variedade, com verduras também. Pro pessoal que faz feira mesmo. Já na UFSM o foco é o morango e os lanches, porque o pessoal da universidade procura muito isso.”
Um espaço de troca e valorização
Participar da Polifeira, segundo Nadine, é uma experiência que vai além das vendas. Ela destaca que o público universitário é acolhedor e cria vínculos com os produtores. “O pessoal da universidade é muito querido. Tem gente que passa só pra conversar, perguntar como está a produção ou dar feedback. Isso é muito legal pra gente.” Para a produtora, o espaço oferece visibilidade e aproxima o público urbano da agricultura familiar, valorizando o trabalho de quem vive do campo.
Criada em 2016, a Polifeira da UFSM é uma ação de extensão universitária que conecta produtores locais à comunidade acadêmica, incentivando o consumo consciente e fortalecendo a agricultura familiar. O sucesso do morango do amor ilustrou esse elo: um produto simples, feito com carinho, que adoçou o cotidiano da universidade e fortaleceu o vínculo entre o campo e a cidade. “A gente ficou muito feliz com o retorno. Foi um produto que chamou atenção e ajudou bastante nas vendas. Mostrou que o público valoriza o que é feito pela gente”, afirmou Nadine.
Para conhecer mais sobre a produção e acompanhar as novidades da barraca Morangos do Vale, basta acessar o Instagram @morangosdovalee.
Lá, os produtores compartilham informações sobre as colheitas, os produtos disponíveis na Polifeira da UFSM e as datas de participação nas feiras de Santa Maria.
Confira mais informações sobre a Polifeira do Agricultor.