Ir para o conteúdo PPGD Ir para o menu PPGD Ir para a busca no site PPGD Ir para o rodapé PPGD
  • International
  • Acessibilidade
  • Sítios da UFSM
  • Área Restrita

Aviso de Conectividade Saber Mais

Início do conteúdo

“CAI O REI DE ESPADAS, CAI O REI DE OUROS”: O IMPEACHMENT DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA COMO DIREITO DE RESISTÊNCIA NO ESTADO DEMOCRÁTICO

Autor: THIESER DA SILVA FARIAS – thieserfarias94@yahoo.com.br

Orientadora: NINA TRÍCIA DISCONZI RODRIGUES PIGATO



A democracia liberal (regime consagrado no pós-Revoluções Burguesas das Idades Moderna e Contemporânea) prestigia a alternância pacífica no Poder de pessoas e grupos que ocupam temporariamente as funções delegadas pela ordem normativa. 

 

Via de regra, o mencionado revezamento acontece mediante eleições livres e periódicas, onde os (as) cidadã(o)s são chamados ao exercício da soberania popular, conforme previsto nas Cartas Magnas do mundo todo. Contudo, desde a década de 1990 na América Latina, os estudiosos das Ciências Sociais e Humanas (sobremodo Aníbal Pérez-Liñan e Rafael Mafei) têm observado uma nova maneira de troca das lideranças políticas não mais pelo resultado das urnas e tampouco por golpes autoritários, mas por um caminho intermediário entre eles e que preserve a normalidade constitucional: o Impeachment, transformado em meio de resistir a autoridades inábeis ou de atuação insatisfatória e contrária ao interesse público. 

 

Diante do painel apresentado, a pesquisa formulou a seguinte indagação norteadora: pode ser o Impeachment considerado um direito de resistência na democracia?

 

Desta feita, a Dissertação tem por objetivo investigar a principal forma de remoção do (a) Chefe de  Governo nos sistemas presidencialistas através do canal legislativo, associando-a à prerrogativa de resistência do pensamento liberal de John Locke. 

 

A partir dos métodos dedutivo, histórico, comparativo, monográfico e das revisões bibliográfica e documental, os resultados obtidos no Trabalho apontam para uma popularização desse instrumento político-jurídico, usado por diferentes segmentos no fito de apear atores (atrizes) institucionais reputados (as) indesejáveis.

 

 Antes utilizado apenas em desfavor de altos membros do Executivo, agora o impedimento passou a ser ferramenta contra autoridades de outras Instituições do Estado, a citar juízes da Suprema Corte e o Procurador-Geral da República.