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Professor doutor Ricardo Zambarda Vaz recebe prêmio O Futuro da Terra 2026 por contribuição à pecuária gaúcha



O Prêmio O Futuro da Terra, realizado pelo Jornal do Comércio em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), chegou em 2026 à sua 30ª edição. Criado em 1997, o prêmio reconhece pesquisadores, empreendedores, instituições e iniciativas que contribuem para o desenvolvimento do setor agropecuário gaúcho por meio da ciência, da inovação, da tecnologia e da preservação ambiental. A edição de 2026 reuniu 14 agraciados, distribuídos em categorias como Prêmio Especial, Cadeias de Produção e Alternativas Agrícolas, Inovação e Tecnologia Rural, Preservação Ambiental e Startup do Agronegócio. Os vencedores foram selecionados por um colegiado vinculado ao Comitê de Assessoramento Científico e Tecnológico da Área de Ciências Agrárias da Fapergs, considerando critérios relacionados ao mérito científico e ao impacto social. A premiação ocorreu durante a Expointer, em 31 de agosto, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo pesquisadores, autoridades, produtores e representantes do agronegócio para celebrar três décadas de contribuição da ciência ao desenvolvimento do campo gaúcho.

Entre os homenageados está o professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Ricardo Zambarda Vaz, vencedor na categoria Cadeias de Produção e Alternativas Agrícolas. A distinção reconhece uma trajetória de 36 anos dedicada à Zootecnia e à produção de ruminantes, com pesquisas voltadas à produtividade, eficiência, sustentabilidade, qualidade dos produtos e bem-estar animal. Desde 2018, o professor doutor Vaz atua na UFSM como professor Associado 4 e docente dos programas de pós-graduação em Zootecnia e Agronegócios. Sua produção acadêmica inclui 175 artigos em periódicos, 23 capítulos de livros e 264 trabalhos publicados em anais de congressos, além da formação e orientação de profissionais em diferentes níveis. Entre os trabalhos que sintetizam sua trajetória está o livro Gado de Cria – a base da pecuária de corte, publicado em 2024, que reúne pesquisas desenvolvidas ao longo de décadas e dados sobre 55 anos de evolução da pecuária de cria no Rio Grande do Sul. A atuação do professor doutor Vaz se destaca pela tentativa de aproximar a produção científica da realidade das propriedades rurais, integrando aspectos como genética, nutrição, sanidade, manejo, eficiência bioeconômica e bem-estar animal. Também defende a integração lavoura-pecuária e a realização de pesquisas diretamente no campo, com participação de produtores, cooperativas, assistência técnica, universidades e indústria.

Nesse sentido, o reconhecimento recebido está relacionado não apenas à produção científica, mas à busca por transformar conhecimento em ferramentas aplicáveis à produção agropecuária. Em entrevista concedida ao Jornal do Comércio, em matéria assinada por Osni Machado, Ricardo Zambarda Vaz ressaltou que, apesar de o prêmio ser individual, sua trajetória é resultado de um esforço coletivo: “Embora esse prêmio seja individual, existe um grupo de pessoas que inspiraram, incentivaram e, principalmente, colaboraram e apoiaram para que isso ocorresse”. Ao falar sobre sua contribuição para a pecuária, destacou a importância de integrar ciência e gestão para superar práticas baseadas apenas no acaso, afirmando: “O grande avanço foi tirar a qualidade da carne do ‘acaso’ e utilizar a ciência associada à gestão”. O pesquisador também enfatizou que a produção científica precisa estar conectada às necessidades do campo e gerar continuidade por meio da formação de novos profissionais. Ao projetar o futuro de sua atuação, sintetizou essa preocupação ao afirmar que “a principal função da produção científica é formar quem vai continuar trabalhando pelo agronegócio”, acrescentando: “Cada pesquisador formado conectado ao campo é a garantia de uma ciência útil.”

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