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O Florescer das Belas Bromélias no JBSM



Aechmea gamossepala - epífitaFigura 1: Aechmea gamossepala – epífita

As bromélias, plantas nativas das Américas, apresentam em geral inflorescência vistosa e folhas distribuídas em roseta, que propiciam a formação de um reservatório de água e nutrientes. Elas pertencem à família Bromeliaceae, que corresponde à quarta família de Angiospermas com maior riqueza de espécies do domínio da mata atlântica.

O reservatório formado no centro das bromélias é muito importante para nutrir a própria planta, que utiliza os recursos disponíveis, como a água e animais ou folhas em decomposição para se desenvolver, como também por formar um microambiente, no qual habitam animais diversos, como por exemplo, formigas, sapos, aranhas e até mesmo serpentes. Essas interações são muito importantes para que eles se alimentem, encontrem abrigo, se acasalem e cuidem da prole.

As bromélias também são bastante apreciadas como plantas ornamentais, embelezando ambientes interiores e projetos paisagísticos. Além disto, seus frutos e infrutescências são usados na alimentação e também apresentam uso medicinal.

Aechemea comata – epífitaFigura 2: Aechemea comata – epífita

É comum as pessoas pensarem que as bromélias são plantas parasitas, mas isso não é verdade. Plantas parasitas são aquelas que se desenvolvem sobre outras, com suas raízes especiais que retiram seus nutrientes para benefício próprio e, em alguns casos, causando a morte do hospedeiro. Já as bromélias são consideradas plantas epífitas, assim como as orquídeas, por crescerem sobre outras plantas, mas usando-as apenas de suporte para alcançar a luz, sem prejudicar o vegetal onde estão fixadas.

Existem também as bromélias terrestres, que crescem sobre o solo, como o Ananas comosus que fornece o abacaxi, uma infrutescência, ou mesmo bromélias rupícolas, como as do gênero Dyckia, que crescem sobre rochas.

Venha nos fazer uma visita no Jardim Botânico da UFSM, conhecer um pouco mais sobre as bromélias e se encantar com a beleza de várias delas.

Aechemea recurvata - epífitaFigura 3: Aechemea recurvata – epífita

Texto elaborado por Juliane Bairros dos Santos (acadêmica de Ciências Biológicas-Licenciatura/UFSM, bolsista PRAE do JBSM) sob orientação do Prof. Renato A. Záchia (Departamento de Biologia, UFSM). Setembro, 2018.

Referências:
Bromélia. In Britannica Escola. Enciclopédia Escolar Britannica, 2018. Web, 2018. Disponível em: <https://escola.britannica.com.br/levels/fundamental/article/brom%C3%A9lia/483131>. Acesso em: 17 de setembro de 2018.
DIAS, Marcelle Leandro et. Al. Bromélias e suas principais interações com a fauna. CES Revista, v. 28, n. 1. p. 3-16, jan./dez. 2014, Juiz de Fora.
FILIPPON, S. et al. Fruit production for medicinal use in Bromelia antiacantha (” caraguatá”): foundations for sustainable extraction. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v. 14, n. 3, p. 506-513, Botucatu – SP,2012.
JENSEN, Angélica Silva da Costa et. Al. Bromélia: promoção da biodiversidade x riscos à saúde ambiental. Revista Brasileira de Ciências Ambientais, n.19, p.39, março de 2011.
MOREIRA, Bianca A.; WANDERLEY, Maria G. L. & CRUZ-BRARROS, Maria A. V. Bromélias: importância ecológica e diversidade. Taxonomia e morfologia. Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente. São Paulo, 2006.



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