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Desastre da Samarco, 10 anos depois: livro lançado pela FGV reúne memórias de moradores atingidos



Capa do livro: “É como perder um ente querido” (FGV/HUCITEC)

O Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGVces) e a Editora Hucitec realizaram em novembro o lançamento do livro “É como perder um ente querido: histórias de rio e de mar das populações atingidas pelo rompimento da barragem da Samarco”.

 

A obra nasce de um extenso trabalho de campo realizado pelo FGVces no contexto de um acordo firmado em 2017 entre o Ministério Público Federal e o Ministério Público de Minas Gerais com a mineradora Samarco Mineração S/A, que operava a barragem, e com a Vale S/A e a BHP Billiton Brasil Ltda, suas sócias-controladoras. O acordo teve como propósito garantir respaldo técnico-científico para a imposição da reparação integral dos danos causados pelo desastre.

 

O livro está dividido em 10 capítulos os quais cada um traz um trecho dos relatos para contextualizar a temática da seção:

Capítulo 1 – Rompimento, “A água limpa na frente e a morte caminhando atrás”

Capítulo 2 – Risco, “Tava todo mundo com a sua vida, a gente não pensava que essa lama ia chegar arrastando tudo”

Capítulo 3 – Trauma, “Fiquei com tanto medo que não dormia. De lá pra cá teve outro rumo de vida”

Capítulo 4 – Transformação, “A gente foi nascido e criado na beira desse rio lindo e em três dias viu o rio morto. Hoje em dia a gente nem gosta de chegar perto”

Capítulo 5 – Ruína, “Eu continuo amigo do rio Doce, mas ele não é o mesmo amigo que colocava o pão na minha mesa, ele foi assassinado”

Capítulo 6 – Contaminação, “A lama não acabou ainda não, o veneno continua descendo”

Capítulo 7 – Adoecer, “Ficamos doentes junto com os peixes. Quantas pessoas estão doentes pelo contato com a água? Quantas estão doentes psicologicamente?”

Capítulo 8 – Desterritorializar, “O rio [e o mar] é nossa casa, nosso lar, nossa essência tá ali. Abandonar tudo que você ama porque não pode usufruir daquilo é terrível”

Capítulo 9 – Injustiça, “A gente acorda com esse problema do desastre, dorme com esse problema, sonha durante a noite e tem pesadelos”

Capítulo 10 – Espera, “A chegada da lama matou sonhos, matou esperanças”.

 

Acesse o livro.

 

Banco de narrativas das pessoas atingidas

 

Ao longo desse processo de identificação e mensuração dos danos socioeconômicos provocados pelo rompimento da barragem, foram coletados mais de 10 mil fragmentos narrativos sobre o maior desastre socioambiental do Brasil e um dos maiores do mundo.

Nessa direção, além do livro, também foi disponibilizado um Banco de Narrativas das Pessoas Atingidas pelo Rompimento da Barragem de Fundão. O material diz respeito a 251 interações de campo (oficinas, rodas de conversa e entrevistas) realizadas por pesquisadores do FGVces entre 2019 e 2022. Cerca de 2 mil pessoas participaram desse processo de escuta qualificada em Minas Gerais e no Espírito Santo, seguindo a premissa da centralidade da vítima para diagnosticar os danos causados pelas empresas Samarco, Vale e BHP Billiton.

 

Banco de Narrativas das Pessoas Atingidas pelo Rompimento da Barragem de Fundão. (Fonte: FGVces)

 

Acesse o Banco de Narrativas.

 

Ficha técnica da obra

Autores: Adriana de Paula Cavalcante Fraga, Eloisa Beling Loose, José Agnello Alves Dias de Andrade, Léa Lameirinhas Malina, Marcos Dal Fabbro, Maria Letícia De Alvarenga Carvalho e Mariana Luiza Fiocco Machini

ISBN: 9788584045440

Coedição: Hucitec & Centro de Estudos em Sustentabilidade (FGVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV EAESP).

Edição: 1. Edição

Data de publicação: 2025

Páginas: 132

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Com informações da FGVces e Hucitec Editora.

 

 

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