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Sete anos da tragédia de Brumadinho: o que aprendemos com o desastre



Há sete anos, precisamente no dia 25 de janeiro de 2019, o Brasil vivenciou um dos maiores desastres ambientais da mineração do país, o rompimento da barragem  em Brumadinho (MG), controlada pela Vale S.A. A gravidade do acontecimento fica explícita diante da recente notícia do portal G1 de que apenas agora o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerrou seu trabalho de buscas por vítimas da tragédia – após 2.558 dias, mais de 10 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração vistoriados e 268 corpos encontrados –, consolidando a maior operação de buscas da história do Brasil. Para além das mortes, a cidade sofreu grandes impactos ambientais e até hoje a população precisa beber água mineral, fornecida pela Vale. Em relatório recente, o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) aponta para a lentidão nas obras e projetos de recuperação, a exemplo da taxa de apenas 38% da reparação socioambiental concluída.

 

“Fenda” (Memorial Brumadinho)

 

Em 2023, um termo de compromisso intermediado pelo Ministério Público criou o Memorial Brumadinho, construído no local onde a tragédia ocorreu e fruto da mobilização da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão em Brumadinho (Avabrum). Aberto ao público há um ano e constituindo um marco de memória e luta por justiça, a iniciativa busca preservar a memória dos trabalhadores, turistas e moradores da comunidade, cujas vidas foram interrompidas naquele dia. Mais do que somente um espaço de memórias e lembranças, o Memorial promove iniciativas de reflexão (como exposições, ações educativas e culturais) sobre uma das maiores tragédias humanitárias do país. No Monumento tudo comunica: informação, arquitetura e geografia se unem em um propósito de memória viva, apresentada pela perspectiva daqueles diretamente atingidos pela tragédia. Uma verdadeira lição sobre a importância da participação desse público na governança do Memorial.

 

Espelho d’água, Sala Memória e Mirante (Memorial Brumadinho)

 

O aprendizado central de um fato tão devastador deve estar na importância da prevenção de crises e na mitigação de danos, caso elas sejam inevitáveis. Para isso, uma boa gestão de risco baseia-se em informações confiáveis, claras e tempestivas. Para sua efetividade, é essencial uma comunicação multissetorial que seja não apenas contínua e dinâmica, mas também humanizada e personalizada para cada contexto. Com ações responsáveis é possível transformar alertas técnicos em prevenção real. O caso Brumadinho impõe que a gestão de risco e crise jamais seja vista como um simples protocolo, mas como um compromisso ético constante.

 

Infelizmente, no exato dia em que se recordam os sete anos da tragédia de Brumadinho, um reservatório da Vale transbordou, no limite entre Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, e provocou o alagamento de áreas da CSN Mineração. Sem registro de danos diretos à população, o episódio reacende o alerta sobre os riscos da mineração e sobre a importância da gestão de riscos. 

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